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19 de março de 2011

Hoje, Sábado 19 continua a luta

Grande Manifestação de Indignação e Protesto
 
Hoje, em Lisboa vão confluir trabalhadores vindos de longe, alguns de muito longe, numa determinação de mostrar a sua indignação e protesto contra a política de direita, ao serviço do grande capital financeiro, que arruína as pessoas e o País. É um esforço grande, sem dúvida, mas muito pequeno comparado com o orgulho de lutar contra as injustiças desta política, de lutar ao lado da minha classe explorada.
 
Vindo de longe, de muito longe,  cada um vai poder dizer: Eu vim de longe... mas valeu a pena. Vim de muito longe mas cumpri o meu dever de trabalhador consciente.
 
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar
E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão
.../...
E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer
Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

14 de março de 2011

A Consciência e a Organização

19 de Março, mais um passo para a mudança de política


É na luta que está o caminho da mudança, é na luta organizada dos trabalhadores, na luta consciente, que vença as dificuldades que se deparam em cada momento. Uma luta de classes, luta histórica que pode durar muito tempo mas, uma luta que ganha terreno na consciência dos trabalhadores e do povo. A grande Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para o dia 19 de Março é mais um passo nesta luta. Pode, e deve, ser a maior acção de massas depois da Greve Geral de 24 de Novembro.




Os trabalhadores, através de suas acções colectivas e organizadas, formam e usam a sua consciência para defender os seus direitos e construir uma sociedade mais justa.


Na luta organizada forma-se a consciência social numa relação entre o Ser e o Pensar. É nestas relações que se desenvolve o processo de consciencialização, capaz de interpretar os fenómenos sociais para além dos preconceitos difundidos pela cultura dominante. 


A importância da participação consciente e a consciência da participação


Quem não participa nos processos sociais, permanece preso dos conceitos retrógrados, e é ultrapassado pela dinâmica social, é “sujeito morto”, não se desenvolve, não tem consciência política. 


Portanto, não basta contestar a realidade deste sistema que oprime e nos explora. É necessário, transformá-la, substituí-la. A consciência de cada um tem que evoluir, reflectir a realidade que nos rodeia, fazendo-nos intervir, aprendendo com a nossa intervenção e, nesse processo interactivo, desenvolver a consciência. 


O processo de formação da consciência


Quanto mais avançarmos nas lutas de massas, melhor se forma a consciência. É a organização que possibilita alcançar os objectivos. A nossa força e eficácia está na organização.


A consciência, manifesta-se na indignação e desenvolve-se com a solidariedade para com os que são igualmente explorados. 


A discussão organizada e colectiva, das dúvidas, incertezas e esperanças, possibilita elaborar os pensamentos, abre caminho para encontrar as alternativas e lutar conscientemente por elas. 


Essa discussão organizada, com método, promove a formação, desperta as consciências adormecidas, instiga a curiosidade e o gosto pelo saber.


A discussão e participação colectivas, motivam para as acções de mudança e para unir as pessoas numa acção colectiva organizada.
  
A consciência é o conhecimento que liberta


Na medida em que se aprofunda a luta de classes, novos problemas se colocam que exigem o saber intervir, exigem o entendimento do papel que nos compete desempenhar nos processos e na história. Cada trabalhador consciente consegue recuperar a auto-estima em consonância com a força e os resultados das acções colectivas e organizadas. 
É o confronto com as forças inimigas, que consolida a consciência do papel e da importância de cada trabalhador na mudança da política. Assim os trabalhadores entendem de forma sólida, os sentimentos, as emoções, o entusiasmo, as alegrias, e os dramas dos seus camaradas, do colectivo em luta, aumentando também a solidariedade de classe. 


Com a luta organizada, desenvolve-se a capacidade de criar, de contornar as dificuldades. É a luta organizada que nos permite transformar o sonho em realidade. 


A consciência e a organização são as armas mais poderosas dos trabalhadores e do povo.

18 de fevereiro de 2011

Debate da Intervenção Democrática (ID)

“A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes” (Marx e Engels, na abertura do Manifesto Comunista).


Com este introito se inicia o convite, da ID para a participação num Debate sobre o tema "Luta de Classes". É um tema de atualidade e importância enorme. Os posts deste blogue, referem-no muita vezes. A explicação está contida no texto que acompanha o convite:


Os tempos actuais, marcados do lado da classe dominante pelo que poderemos designar de “fundamentalismo neoliberal”, correspondem a uma fase de grande intensidade da luta de classes.


Esta pode assumir um conteúdo imediatamente visível: a ofensiva patronal para liquidação de direitos sociais e degradação das condições de trabalho com a consequente resistência e luta das classes trabalhadoras. Como pode assumir também um conteúdo de visibilidade menos clara: a globalização capitalista ou o projecto de edificação da União Europeia.




Para debater estes aspectos convidámos o Prof. Doutor Eduardo Chitas, o Dr. Joaquim Dionísio e o Dr. Pedro Carvalho para participarem num Debate de Intervenção Democrática, que intitulámos “A luta de classes, hoje”, a realizar no dia 12 de Março (sábado), às 14H30, na Sala Veneza do Hotel Roma.


A Eduardo Chitas, professor e investigador nas áreas da filosofia e do pensamento marxista, solicitámos em especial que explanasse o pensamento de Marx sobre a luta de classes e sua evolução. A Joaquim Dionísio, jurista e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, propusemos que avaliasse as condições em que se vêm desenvolvendo as lutas dos trabalhadores pela defesa dos seus direitos. A Pedro Carvalho, economista, com larga experiência nas questões europeias, sugerimos que analisasse o processo da construção europeia, em relação com a globalização, como instrumento da grande concentração capitalista.


Julgamos que a temática proposta tem enorme actualidade. Oradores e demais participantes neste Debate poderão aprofundar conhecimentos e descortinar perspectivas de acção democrática.


Por tais motivos, sugerimos que anote desde já na sua agenda a realização desta iniciativa no próximo dia 12 de Março, na qual a sua participação será certamente factor de enriquecimento do debate.

4 de fevereiro de 2011

O que é Democracia? (4)

Marx e o socialismo científico

Com o constante agravamento da exploração dos trabalhadores e na década de 1830, o proletariado tentou e promoveu várias revoluções. No final da década, Marx, desenvolveu uma análise histórica, estudando a composição das sociedades ao longo da evolução humana relacionando-as com as várias formas de opressão social. Uma das conclusões que retirou, foi que, apesar da burguesia ter tido um grande papel revolucionário na destruição do poder monárquico e religioso e valorizando a liberdade económica, tornou-se numa nova classe opressora. O objectivo do máximo lucro e a liberalização da competitividade, desprezaram as relações humanas, pessoais e sociais, a ponto do operário ser encarado como uma máquina de trabalho, ou simples peça na engrenagem da produção.  
   Os estudos e os métodos de análise de Marx, consolidaram a corrente científica do socialismo, o “socialismo científico”. Em 1848 Marx e Engels, discutiram e redigiram o Manifesto Comunista, definindo com rigor e objectividade os princípios e programa de acção da Liga Comunista. Esse documento que expressava os propósitos da organização do proletariado, incitando a classe operária a unir-se contra a opressão do capital é, historicamente, um dos tratados políticos de maior influência mundial. As lutas e revoluções até então, improvisadas e caóticas e sem objectivos comuns e coerentes passaram a congregar os trabalhadores e alastraram por toda a Europa.


Karl Marx afirmava que "os operários, que são obrigados a vender-se por minuto, são uma mercadoria como qualquer outro artigo comercial. (...) Com a difusão do uso das máquinas e a divisão do trabalho, o trabalho proletário perdeu todo o carácter independente e, com isso, todo o atractivo para o operário, que passa a ser um simples acessório da máquina e ao qual se pede apenas uma operação manual simplicíssima, extremamente monótona e facílima de aprender. (...) Operários concentrados em 
massa nas fábricas são organizados militarmente e dispostos como meros soldados da indústria, sob a vigilância de toda uma hierarquia de sub-oficiais e oficiais"


O trabalho, que deveria ser a mais alta expressão da actividade do ser humano, foi tornado uma mercadoria da indústria capitalista e na economia de mercado resultante do liberalismo. Marx mostrou que a sociedade estava dividida em duas grandes classes, exploradores e explorados. Esta divisão de classes, corresponde aos proprietários dos meios de produção de um lado e do outro os produtores que, para viver, dependem de quem lhes compre a única coisa que têm, a força do trabalho. Concluiu Marx, que a sociedade teria que ser transformada com a eliminação das classes antagónicas. Os trabalhadores só deixarão de ser mercadoria quando forem os donos das fábricas – dos meios de produção. Então surgirá uma nova sociedade sem classes.


A Comuna de Paris de 1871 foi o poder revolucionário que governou aquela cidade, segundo as perspectivas do Manifesto Comunista.  Apesar do poder operário ter durado apenas 72 dias, a Comuna é um episódio muito importante e discutido, por ser a primeira tentativa séria de transformação da sociedade. Foi o primeiro governo operário da história, disse Karl Marx na altura. Marx era teórico e dirigente da Associação Internacional dos 
Trabalhadores (AIT), cuja secção francesa teve papel destacado na revolução e no governo da Comuna de Paris. Marx, ao caracterizar a Comuna como governo operário, concluiu que “a classe operária”, seria uma “classe social ascendente”, tendo demonstrado ter condições de elaborar um programa político próprio, organizar-se em torno dele, e assumir o governo de Paris a “capital do mundo”. 


Na realidade, em 1870, a classe operária em Paris possuía organizações de massa e ideias próprias bem definidas. Sindicalmente estava organizada na Federação das Associações Operárias de Paris, constituída por cerca de 40.000 membros. Essa massa operária, formou-se na luta e realizou crescentes greves nos anos de 1868 a 1870.
Em toda a Europa, os exemplos das lutas operárias foram alastrando. Na Alemanha, Bismark na tentativa de conter o acentuado descontentamento dos operários, promoveu, em 1869, uma regulamentação do trabalho que atenuava os desmandos incontrolados do capitalismo liberal. Contudo, os ideais do Socialismo continuaram a alastrar e as organizações de trabalhadores multiplicavam-se e aumentavam a sua força. Em 1878, na Alemanha, foram proibidas as associações de trabalhadores. A grande burguesia no poder não quis arriscar a perda das regalias que usufruía. Os trabalhadores apesar de mais subjugados, não deixaram de se organizar e lutar, incrementando o seu nível de consciência e a convicção da inevitabilidade da transformação social. 

21 de janeiro de 2011

Morte de Lénine


No dia 21 de Janeiro de 1924, há 87 anos, na aldeia de Górki, nos arredores de Moscovo, falece Vladímir Ilitch Lénine, quando não tinha ainda completado 54 anos. A sua morte é recebida com profunda dor pelos trabalhadores do mundo inteiro. No dia do funeral, o proletariado internacional declarou uma paragem de cinco minutos no trabalho.

Na URSS, a circulação ferroviária é interrompida, fábricas e empresas suspendem a laboração, milhões choram o desaparecimento do líder, prestando homenagem ao fundador do partido bolchevique e principal obreiro da revolução socialista que abriu portas à construção da sociedade nova sem exploradores nem explorados.

Vladímir Ilitch Lénine destacou-se no seu tempo como um grande intelectual, filósofo, economista, político, orador, legando-nos uma extensa e valiosíssima obra com 55 volumosos tomos. Na memória dos povos ficará para sempre a recordação do criador do partido bolchevique, o impulsionador da primeira revolução socialista vitoriosa e o fundador do primeiro Estado socialista – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

8 de janeiro de 2011

A Alternativa

O Caminho da Alternativa  -  http://www.odiario.info/?p=1921


"O carácter desumano e opressor do sistema de exploração do homem pelo homem é hoje uma realidade para milhões e milhões de pessoas e está a confirmar como os objectivos e a acção dos comunistas correspondem cada vez mais às aspirações das massas populares. Em 2011 a luta não só vai continuar, como vai tornar-se ainda mais forte e poderosa. Eis o caminho da verdadeira alternativa.”