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2 de agosto de 2011

Porquê? Mas, porquê?

O imperialismo, forma de domínio do capitalismo financeiro, nada respeita.


Não respeita a lei que eles próprios fazem
Não respeita os actuais valores da civilização
Não respeita os direitos humanos
"Nós condenamos, não só não reconhecemos, esse Conselho de Transição", afirmou Chávez na segunda-feira ao acrescentar que "uma parafernália de países europeus e outros reconheceram um grupo de terroristas"."São terroristas e ainda os reconhecem e dão-lhes legitimidade. Isso viola e destrói as bases do direito internacional, é muito perigoso". Isto que acontece na Líbia pode amanhã acontecer em qualquer país.




Porque é que a Líbia continua a ser destruída? Escolas, hospitais, infraestruturas... Agora as estações de televisão. Não está mais que provado que cinco meses de bombardeamentos constantes, de milhares de toneladas de bombas, que modernos helicópteros, que aviões telecomandados, que o fornecimentos das mais modernas armas aos chamados rebeldes, não foram capazes de derrubar um ditador que segundo dizem é odiado pelo povo? Não é preciso ter muita inteligência para perceber que, tal como a mentira das armas de destruição maciça para invadir Iraque, na Líbia a mentira do "ditador odiado pelo povo" não durou muito. Kaddafi, não invadiu nenhum vizinho nem usou armas de destruição maciça contra o seu povo, como está a usar a NATO. 
Na Líbia, a maioria do povo apoia Kaddafi e a moral dos combatentes permanece alto. Kaddafi propôs a consulta popular e a NATO recusou. A Líbia tem o melhor sistema de saúde e educacional público de Africa e do mundo árabe. Tem a maior esperança de vida e é de todos os países árabes o que tem melhor nível de vida para toda a população. Milhares de egípcios e tunisinos e de outros países africanos, emigravam para a Líbia para trabalhar e estudar. 



Então, por que desencadeou a Nato, esta guerra contra a Líbia?


Porque Kadadafi estava a libertar-se do domínio americano e inglês, a criar um sistema bancário independente do FMI, e do dólar. A Líbia estava a realizar grandes projectos de investimento em infraestruturas, a desenvolver sistemas de rega e a alargar a agricultura a zonas deserticas, apoiando também paises pobres de Africa, sem o controle americano.

Os grandes capitalistas que controlam a economia mundial, não admitem concorrência. É para isso que financiam a NATO, colocam ditadores a dominar os povos, e auxiliam os que, como na Argélia, já mataram 200 000 argelinos.

O sistema capitalista está perante uma enorme crise. Os EUA, o povo, atingiu dívidas que já não podem pagar. Mas os multimilionários continuam a enriquecer.
Em muitos países explorados do terceiro mundo, a fome e a doença matam milhões de seres humanos. 
Menos de metade do que os EUA gastam nas guerras que promovem, bastaria para salvar esses milhões de pessoas.

Critérios!





21 de junho de 2011

A Líbia sob fogo da NATO

Este artigo vem publicado na integra em Diárioinfo, e noutros blogs, mas, pela sua importância, vou reproduzir algumas passagens e fazer um comentário final.


Um festim de sangue
por:
Cynthia McKinney ex-membro do Congresso dos EUA eleita pelo Partido Democrático, integra actualmente o Green Party, pelo qual foi candidata à eleição presidencial de 2008


16.Jun.2011

É claramente evidente que a NATO excedeu o seu mandato, mentiu acerca das suas intenções, é responsável por assassínios extra-judiciais, tudo em nome da “intervenção humanitária”. 

No período em que integrei o Comité de Relações Internacionais no Congresso, entre 1993 e 2003, tornou-se-me evidente que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) constituía um anacronismo. Fundada em 1945, no final da II Guerra Mundial, a OTAN foi criada pelos EUA como resposta à sobrevivência da União Soviética enquanto Estado Socialista. A OTAN constituía o garante político, para os EUA, de que a dominação capitalista sobre as economias Europeia, Asiática e Africana iria prosseguir. E esta garantia assegurava também a sobrevivência do apartheid global então existente.
(...)
A Ofensiva da NATO na Líbia*
 
Com tudo isto como pano de fundo, o ataque de foguetões contra Tripoli na noite passada é inexplicável. Tripoli, uma área metropolitana com cerca de 2 milhões de habitantes, suportou 22 a 25 bombardeamentos ontem à noite, abalando e partindo janelas e fazendo tremer o meu hotel até aos alicerces.
Abandonei o meu quarto no Hotel Rexis Al Nasr, caminhei pelo exterior, e podia sentir o cheiro dos explosivos. Por toda a parte, habitantes locais de mistura com jornalistas estrangeiros de todo o mundo. Enquanto ali estávamos, mais bombas atingiram vários pontos da cidade. As explosões clareavam o céu de vermelho, e mais foguetões disparados por jactos OTAN atravessavam as nuvens baixas antes de explodir.
 
Terrorismo do mais violento

Podia sentir na boca a poeira espessa levantada pelas bombas. Pensei de imediato nas munições de urânio empobrecido que se diz estarem a ser utilizadas, bem como as de fósforo branco. Se estão a ser utilizadas armas de urânio empobrecido, de que forma afectarão os civis locais?


Mulheres transportando crianças pequenas fugiam para fora do hotel. Outras corriam a lavar a poeira que lhes entrara para os olhos. Com as sereias rugindo, viaturas de emergência surgiram na zona sob ataque. Os alarmes dos carros, disparados pelos impactos sucessivos, podiam ouvir-se sob os cânticos desafiadores do povo.
 

Porque fazem isto?
 
Tiros esporádicos de armas de fogo romperam, ao que me pareceu em todo o lado à minha volta. A estação Euronews mostrou imagens de enfermeiras e médicos entoando cânticos, nos próprios hospitais em que tratavam aqueles que a última investida de choque e assombro da NATO deixara feridos. De repente, as ruas à volta do meu hotel encheram-se de gente a cantar e de automóveis a buzinar. Dentro do hotel, uma mulher líbia transportando uma criança aproximou-se de mim e perguntou-me por que lhes estão a fazer isto?

Quaisquer que fossem os objectivos militares do ataque (e eu e muitos outros questionamos a utilidade militar de semelhantes ataques) permanece o facto de que este ataque aéreo foi lançado contra uma grande cidade repleta de centenas de milhares de civis.
 
A NATO é máquina de destruir sem escrúpulos

Reflecti também se algum dos políticos que autorizou este ataque aéreo alguma vez se encontrou do lado errado de munições de urânio empobrecido guiadas a laser. Teriam alguma vez presenciado os danos horríveis que estas armas provocam numa cidade e nos seus habitantes? Pode suceder que, se alguma vez tivessem estado numa cidade sob ataque aéreo, se tivessem sentido o impacto destas bombas, se tivessem visto a devastação causada não estivessem tão dispostos a autorizar um ataque contra a população civil.

(...) No dia anterior, numa iniciativa de mulheres em Tripoli, uma mulher aproximou-se de mim de lágrimas nos olhos: a mãe está em Benghazi e ela não pode voltar para saber se a mãe está ou não bem. As pessoas do oriente e do ocidente do país viviam em comum, amavam-se, casavam entre si. Agora, em consequência da “intervenção humanitária” da OTAN, geraram-se e endurecem divisões artificiais. 
 
Racismo bárbaro dos "rebeldes" lincha negros líbios

Horrorizou-me saber que os aliados da OTAN na Líbia (os “Rebeldes”) têm linchado e massacrado os seus compatriotas de pele mais escura, depois da imprensa dos EUA ter identificado os Negros Líbios como “mercenários negros”. Digam-me agora, por favor: vão expulsar os negros de África? Informações da imprensa sugerem que os americanos ficaram “surpreendidos” por encontrar pessoas de pele escura em África. O que é que isto nos diz acerca desta gente?
O triste facto, entretanto, é que são os próprios líbios que têm sido insultados, aterrorizados, linchados, assassinados, em consequência das informações que hiper-sensacionalizaram esta grosseira ignorância. Quem é que vai ser responsabilizado pelas vidas perdidas no frenesim sanguinário desencadeado por estas mentiras?

 
Porquê?

E isto traz-me de regresso à pergunta que a mulher me colocou: porque está isto a acontecer? Honestamente, não pude dar-lhe a resposta educada e razoável que ela esperava. Do meu ponto de vista, todo o público internacional se debate com essa questão “Porquê?”.
O que sabemos e está muito claro é isto: aquilo a que eu assisti na noite passada não é uma “intervenção humanitária”.
Muitos alimentam a suspeita de que a questão é a quantidade de petróleo existente no subsolo líbio. Podem chamar-me céptica, mas dá que pensar como é que forças combinadas de terra, mar e ar da OTAN e dos EUA, custando milhares de milhões de dólares, são mobilizados contra um relativamente pequeno país do Norte de África e se supõe que todos fiquemos convencidos de que se trata de defender a democracia.

 
Bombardeamentos humanitários?

O que eu vi nas longas filas de espera para obter combustível não é “intervenção humanitária”. A recusa em autorizar fornecimento de medicamentos para os hospitais não é “intervenção humanitária”. O que é mais triste e que sou incapaz de dar uma explicação plausível do porquê às pessoas agora aterrorizadas pelas bombas da OTAN, mas é claramente evidente que a OTAN excedeu o seu mandato, mentiu acerca das suas intenções, é responsável por assassínios extra-judiciais, tudo em nome da “intervenção humanitária”.
 

Onde está o Congresso quando o Presidente excede as suas competências no desencadear da guerra? Onde está a “consciência do Congresso”?
 
É isto o imperialismo

(...)A gente de todo o mundo precisa de que nos levantemos e falemos, em seu nome e no nosso, porque a Venezuela e o Irão também estão sob ameaça. 
 
Os líbios não precisam dos helicópteros bombardeiros da OTAN, nem de bombas inteligentes, mísseis de cruzeiro ou bombas de urânio empobrecido para resolver os seus problemas internos. A “intervenção humanitária” da OTAN tem que ser denunciada pelo que realmente é à luz crua da verdade.

Enquanto anoitece sobre Tripoli tenho, juntamente com a população civil, de me preparar para mais “intervencionismo humanitário” da OTAN.
 

Parem de bombardear África e os pobres de todo o mundo!


Nota:
Creio que falta acrescentar às explicações, de actos tão vergonhosos, o facto dos EUA terem concluído após a Grande Guerra que o capitalismo pode tirar grandes proveitos das guerras e das indústrias que as servem. A actual crise do capitalismo, a derrota da URSS, permitiu o regresso ao liberalismo e o acentuar das desigualdades, com os poderosos cada vez mais poderosos e os pobres cada vez mais pobres. Assim, o poder económico dirige os políticos da direita como seus empregados fieis. O capitalismo, para servir o seu Deus Lucro, não olha a meios. Aos poucos criou as leis e os sistemas que impedem as alternativas e, como disse o escritor Gore Vidal caracterizando os EUA: é um sistema de um só partido com duas alas de direita. Os sociais democratas e conservadores, em constante alternância.

* Os subtítulos são da minha responsabilidade.

2 de junho de 2011

Dia da Criança

Ontem foi o Dia da Criança


Aqui, neste blog, foi apontado um exemplo do desrespeito pelas crianças e feito um apelo para manifestação contra o desmantelamento do Hospital Dona Estefânia em Lisboa. É um mau exemplo que, apesar do Dia da Criança, prossegue movido por interesses estranhos aos interesses das crianças e pais.


Vi no Blog "As palavras são armas" uma notícia, também a propósito do Dia da Criança, que me deixou indignado. É repugnante mas creio que é preciso que tomemos consciência do que se passa neste mundo dominado pelos interesses económicos de uma classe que, apesar de minoritária, têm o poder de impor as suas vontades. Vejam aqui:
 http://aspalavrassaoarmas.blogspot.com/2011/05/para-quando-o-dia-mundial-dos-monstros.html

1 de março de 2011

25 de fevereiro de 2011

Uma outra visão da revolta dos povos

Líbia: O que está para além da crise



De OUTRAS PALAVRAS Ponto de Cultura, recortei esta notícia que me pareceu, nalguns aspectos, interessante e que é uma visão diferente da que anda a ser difundida por órgãos de informação que falam "a voz do dono", da especulação e da visão única que procura aproveitar os justos conflitos dos povos para dividir e criar as condições para dominarem os recursos de muitos países, que o imperialismo considera estratégicos.

Diz Hugo Albuquerque, que é um equívoco relacionar os conflitos sociais do Mundo Árabe, com as condições de vida das pessoas. E explica: "nem a Tunísia, tampouco os países afetados pelo efeito dominó, são os mais pobres, desiguais ou politicamente opressivos do continente africano ou do mundo, embora eles sejam pobres, desiguais e opressivos. Antes de mais nada, é preciso ponderar o que disparou essa fantástica explosão do desejo e entender como ele interferiu no campo social." Analisa factores demográficos - grande número de jovens - que provocaram "a irrupção, finalmente, de um modelo de militância capaz de fazer multidão, alternativo ao enferrujado nacionalismo árabe ou ao fundamentalismo islâmico e suas ambiguidades — conseguiram reverter um quadro que, há pouco menos de um ano, era de mais perfeita servidão". Seguidamente recorda que a Líbia é o "país com as melhores taxas de qualidade de vida da África — iguais aos dos melhores países latino-americanos —,  onde o extremismo religioso amarga a irrelevância e em relação ao qual os analistas internacionais supunham que jamais seria afetada pelas atuais circunstâncias. No entanto, a Líbia se vê diante de uma revolução que vem a se unir com a multiplicidade de revoluções do continente. A tirania local sob o comando do controverso coronel Gaddafi mistura socialismo autoritário do Leste Europeu, em moldes árabes, com um bocado do nacionalismo nasserista e boas doses de histrionices. Neste exato momento, essa tirania tem protagonizado a mais dura reação vista à Revolução Árabe até agora, ao mesmo tempo em que desmistifica a lenda da viabilidade da “boa ditadura”: regime opressivo que produziria boas “condições objetivas” de vida".
Trata-se de uma opinião com que não concordo totalmente pois esquece a luta de classes em que a sociedade actual vive. Seria utópico pensar na possibilidade de um socialismo que não fosse autoritário para com os que pretendem explorar as classes trabalhadoras. A análise terá que ser feita em função do desempenho desse "objectivo de socialismo". Terá havido a participação e o controlo das classes trabalhadoras? Não basta dizer-se que se é socialista. É preciso que a prática leve a que o povo e a classe trabalhadora, tomem a direcção do processo.



Portanto o que está em causa é o autoritarismo desligado do povo. Aliás, Hugo Albuquerque, dá-nos essa pista ao dizer que nesse socialismo "se é que podemos considerá-las como um socialismo, haja vista que não são os trabalhadores que controlam os meios de produção" conclui portanto que a reacção popular é mais de natureza libertária.

Confirma essa natureza de socialismo ao esclarecer que "Embora a ditadura de Gaddafi tenha sido reabilitada pelo Ocidente — seja por ter aderido à Guerra ao Terror norte-americana, seja pela repressão dos imigrantes no Mediterrâneo ao lado dos europeus —, a revolta reforça que os árabes não estão mais dispostos a tolerar nem o imperialismo, nem as degenerações autoritárias “contra-hegemônicas”, que surgiram em sua decorrência — reconciliadas ou não com o Ocidente".



Hugo Albuquerque termina o seu artigo com um certo optimismo "Se a situação de submissão real daqueles países ao sistema internacional não será mais tolerada, também não há espaço para um novo Nasser (e muito menos para um novo Sadat) , o que é maravilhoso". e ainda: "Apesar de tudo, o desafio dos revolucionários líbios ainda é enorme, face à brutalidade da repressão. Seja como for, nada será como antes e é isso que importa". Concordando que nada será como dantes, e não querendo também incorrer no erro de uma visão pessimista, pelo que se vê da movimentação da CIA, do imperialismo e da sua força armada NATO, e sabendo nós a debilidade que existe nas organizações da classe trabalhadora, tenho fortes receios que os revoltosos possam sucumbir ou ser conduzidos a caminhos que abram as portas a novos tipos de ditaduras com base na exploração económica desses países.

2 de janeiro de 2011

Estados Unidos estendem os tentáculos

Em causa a nossa privacidade e a independência...


O Diario de Notícias revela-nos hoje que "Informações nacionais vão para superbase de dados" Americana


Diz em subtítulo que "Um dos problemas do  acordo com os Estados Unidos  resulta de as autoridades norte-americanas poderem entregar os dados portugueses a outros países"

Muitas destas notícias têm passado ao lado e os órgãos de comunicação, não lhes dão a importância que deviam.
Já em dezembro de 2005 alguns jornais revelaram que a NSA, uma agência americana "cuja missão oficial é espiar fora dos Estados Unidos", tinha montado um sistema de escutas eletrónicas. Mais tarde revelaram que a mesma NSA tinha fichado milhões de comunicações e que a CIA vigiava todas as transações financeiras internacionais.
Na Europa têm sido ensaiados projectos de lei que permitem à policia espiar à distância computadores pessoais.
Numa entrevista conduzida por Sílvia Cattori o sociólogo belga Jean-Claude Paye dá vários exemplos de violação das "proteções legais nacionais e européias, e esclarece o alcance de umas disposições que legalizam a introdução de programas informáticos espiões nos computadores privados" e ainda de "acompanhada de projetos como a violação do conteúdo de um computador, com o desconhecimento do seu utilizador" http://www.voltairenet.org/article157831.html


Revela ainda Jean-Claude Paye que nos Estados Unidos a policia tem desde 2001 esta possibilidade de introduzir-se secretamente num computador. Este procedimento, chamado “lanterna mágica” é um dos dispositivos introduzidos pela famosa USA Patriot Act.
Em junho de 2006, o New York Times revelou que uma sociedade sediada na Bélgica, Swift, transmitia secretamente o conjunto dos dados das transações financeiras internacionais aos serviços de alfândegas dos Estados Unidos de acordo com o programa de espionagem da CIA.
Para além das violações de dados pessoais,  Jean-Claude Paye diz que estas transferências de dados permitem aos Estados Unidos beneficiar da distorção das regras do mercado já que as autoridades administrativas e as empresas multinacionais, ligadas aos poderes executivos dos Estados Unidos têm a possibilidade de ter acesso aos dados das transacções financeiras internacionais. O acesso à rede Swift completa o que já permite o sistema de espionagem Echelon. A entrevista é longa e para quem quiser ter mais informação pode aceder através do link acima.


De consultas na net, vi http://forum.codigofonte.net/topic/3924-estao-de-olho-no-seu-pc/ que relata a experiência de utilizadores que detectaram entradas abusivas do FBI a retirar dados dos seus computadores pessoais.

Do artigo do DN com que comecei este post destaco ainda as seguintes frases:

A partilha de informação oriunda de serviços de informações ou de forças policiais visa alimentar a base de dados "Terrorist Watchlist".
"Temos de ser solidários na luta contra o terrorismo", diz ao DN José Manuel Anes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT).
No pedido não é indicado qual o orgão de polícia criminal português que vai colaborar com o FBI. No parecer da CNPD também é pedido que os EUA esclareçam quem são os terroristas. "Em Portugal, para se ser terrorista é necessário haver condenação nesse sentido, ou, no mínimo ser arguido num processo. Nos EUA o conceito é mais abrangente basta ser um suspeito."



28 de dezembro de 2010

Comentários - Juntar as peças

Da leitura de um artigo de opinião de Aurélio Santos,(1) confirmei uma ideia que tenho ouvido por várias vezes: «E se ainda houvesse União Soviética, será que «eles» descarregariam assim  sobre nós essa tal «crise»? Frases como esta começam a ouvir-se quando as pessoas conversam sobre o agravamento das suas condições de vida.


Oiço-as também quando se fala sobre as guerras no mundo e do papel de domínio dos Estados Unidos em cada vez mais países.
Li há tempos um discurso de Aleka Papariga, Secretária-geral do CC do KKE (Partido Comunista da Grécia), que dizia "o imperialismo internacional continua e intensifica a sua campanha para distorcer a grande contribuição do socialismo que conhecemos, centrando-se em Berlim e nos acontecimentos anticomunistas sobre a queda do Muro. Ao mesmo tempo, os governos e os partidos burgueses fazem em conjunto importantes e coordenados esforços para apresentar o capitalismo como um sistema eterno, um sistema que assegura a liberdade e a democracia e satisfaz as necessidades dos povos. Neste caso, estamos a assistir à intensificação da histeria anticomunista na Rússia, local de nascimento da primeira revolução socialista vitoriosa, a Revolução de Outubro".




"O ataque anticomunista é lançado por aqueles que há vinte anos caracterizaram a contra-revolução como um «acontecimento histórico mundial», por aqueles que declararam ter chegado uma nova era de paz, segurança e prosperidade. A experiência acumulada neste período refutou tais proclamações e demonstrou que o seu conteúdo era falso."


"Nestes 20 anos construíram-se muitos muros contra os povos. A intensificação da exploração, as guerras injustas, a crise económica capitalista, a restrição de direitos básicos, o desemprego, a pobreza, a difusão das drogas e do crime, as levas de emigração, a morte de milhões de pessoas de sede e doenças são o resultado da máquina capitalista, para quem o deus é o lucro e não as necessidades humanas. É uma grande mentira dizer que a queda do Muro de Berlim, a contra-revolução, uniu os povos da Europa e trouxe a liberdade".
(1) http://www.avante.pt/pt/1934/opiniao/111807/