Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens

30 de outubro de 2015

Mais muros

Erguem-se muros em volta...

Constroem-se mais muros. Agora é a Áustria, depois da Hungria, que construiu já duas cercas na fronteira com a Sérvia e Croácia.  Também a Eslovénia não exclui a possibilidade de construir uma vedação para impedir a entrada de imigrantes se a União Europeia não lhe prestar o apoio suficiente.
Não esqueçamos que os emigrantes são provenientes de países que foram destruídos pelos bombardeamentos dos Estados Unidos e Nato com o apoio da União Europeia e contra as leis internacionais. Foi o imperialismo internacional que criou este drama a milhões de pessoas depois de ter assassinado muitos milhares incluindo crianças, mulheres e velhos.

Recordemos que ainda não faz um ano que foi festejado com pompa e circunstância a queda do Muro de Berlim. Entretanto os que festejaram permitem e apoiam a construção de 18 mil quilómetros de muros que separam países e pessoas vítimas do capitalismo.

Em 19 de novembro de 2014, foi aqui denunciada a situação em termos que são hoje ainda mais graves.
Foi então escrito:

«Hoje existem mais de 7,5 mil quilómetros de muros construídos pelo capitalismo para isolar países e povos. Muros físicos, bem sólidos, que fazem parte da política de exploração e subjugação de países e populações... Estão projetados e em construção mais de 10 mil quilómetros de outros muros».

Os muros tristemente famosos

«Os muros mais conhecidos são o que separam os EUA do México, o muro de Ceuta e Melilla, o muro da Cisjordânia e faixa de Gaza (construído pelo Governo de Israel que vai roubar mais 10% do território da Cisjordânia, que ficará dividida e isolada do resto do país), o muro da Irlanda do Norte (eufemisticamente "Linha de Paz"), o muro que divide as Coreias, O Muro da Arábia Saudita que atingirá 9.000 km e será o mais longa do mundo, altamente sofisticado com tecnologias de segurança, o muro de Chipre (Nicósia que divide a capital em duas partes, e tem 180 km.), o Wall Bagdad, construído pelo exército americano (iniciado em 2007) e tem 5 km., O Muro da Índia e do Paquistão com 2,9 mil quilómetros de arame farpado, o Muro Caxemira, o Wall Botswana e Zimbabwe com 500 km. de comprimento, o Muro Irão e Paquistão, o Muro da Tailândia e da Malásia, o Muro do Iraque e Kuwait, o Muro da Índia e Bangladesh com 4.000 km., o Muro Uzbequistão, eletrificado e minado que isola em parte o Afeganistão, o Muro Egito-Gaza e ainda outros como o do Rio de Janeiro para separar a cidade Olímpica das favelas».

Muro construído pelos EUA na fronteira com o México. Cruzes assinalando os mortos que tentaram passar

A derrota dos países socialistas

«O imperialismo venceu e acabou por derrotar os países socialistas. Mas que aconteceu depois disso?
O Pacto de Varsóvia foi extinto. Mas a NATO logo estendeu os seus domínios e guerras a quase todo o mundo. O tratado de Lisboa consolidou esse expansionismo.
Os EUA e a Europa trataram de lançar as suas multinacionais aos novos mercados. Meia dúzia de grandes multimilionários dominaram o poder económico e o poder político.
Lançaram o desemprego, a fome, a miséria com o nome de liberdade».

EUA, livres da União Soviética, apoiaram o terrorismo para criar a instabilidade e derrubar governos. Assim, lançaram-se em novas guerras, destruíram países e mataram milhares de pessoas, para roubar riquezas como o petróleo.

O mundo está muito pior

«O mundo passou da guerra fria para a guerra quente, violenta e assassina, sem controlo, à revelia da ONU e das leis internacionais.
Os EUA nunca respeitaram os direitos humanos, mas agora, de mãos livres a CIA (Agência Nacional de Inteligência) pratica os mais hediondos crimes e torturas, discricionariamente, em qualquer lugar do mundo capitalista. O orçamento da CIA, e militar, atinge verbas incalculáveis enquanto grande parte do povo americano vive com fome e na miséria (46,2 milhões).
Em 2013, o orçamento da CIA equivalia a mais de 52,6 mil milhões de dólares.
A NSA (Agência Nacional de Segurança), cuja missão é interceptar todas as conversas telefónicas, e-mails e mensagens de rádio no planeta. gasta muito mais.
Por sua vez a NRO (Serviço Nacional de Reconhecimento), gasta ainda mais do dobro destes valores.
Os serviços secretos do exército que tem também orçamentos equivalentes. Existem mais de 15 agências de inteligência dedicadas a áreas específicas, com mais de 107.000 funcionários que desestabilizam governos ou oposições, formam terroristas, para em seguida intervirem de acordo, exclusivamente, com os interesses dos EUA e do imperialismo».

Os EUA e os terroristas na Síria

O jogo sujo de quem financia o terrorismo

A milícia iraquiana Hashd e o exército do Iraque derrotaram combatentes do Estado Islâmico na refinaria de Baiji.

Baiji é a segunda mais importante área recapturada em Salahuddin nos últimos meses, com as forças pró-governo retomando a capital da província, Tikrit, em março passado.

O sucesso pode ser atribuído principalmente à milícia iraquiana apoiada pelo Irã. Iraque, Irão, Rússia, Síria e Hizbullah e a milícia Hashd, que dirigiu toda a operação. Os EUA não quiseram participar.

A milícia iraquiana fez o serviço no solo e a força aérea deu cobertura. A operação contou com informações e orientação da Rússia e do Irão.

A imprensa "ocidental" silenciou tudo isto. Nem jornais nem Televisões disseram uma palavra sobre a vitória dos soldados iraquianos. Recordemos que, ao inverso, deram enorme cobertura quando o Estado Islâmico pela primeira vez ocupou a refinaria e a cidade.

É cada vez mais evidente a cumplicidade dos EUA com o Estado Islâmico e outros grupos terroristas para combaterem o governo da Síria. Esse mesmo jogo é feito pela Turquia, Catar e Arábia Saudita.

2 de outubro de 2015

Papa Francisco na ONU

As palavras do Papa Francisco que a Comunicação Social, submetida aos interesses dos grandes grupos financeiros, pouco refere.  

Para bom entendedor as palavras do Papa Francisco na ONU, foram uma severa crítica ao actual sistema, referindo expressamente as organizações financeiras internacionais, que não promovem o desenvolvimento sustentável, aumentam a exclusão social e sujeitam os Estados a uma submissão asfixiante a dívidas que, longe de promoverem o progresso, submetem as populações a maior pobreza e dependência.
O Papa Francisco foi claro e, ainda que usando palavras moderadas, referiu o problema das desigualdades onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais e mais pobres. É isto que o poder que nos domina não quer que saibamos.

A colonização ideológica imposta aos povos

Acentuou ainda que a exclusão económica e social é um atentado aos direitos humanos referindo a necessidade de acabar com a colonização ideológica que impõe modelos e estilos de vida contrários à identidade (e interesses, acrescento) dos povos. Referiu também que, os mais pobres são os que mais sofrem ao ser excluídos e obrigados a viver na pobreza.
De facto o Papa ao alertar para estes graves problemas está a dizer que é preciso uma verdadeira alternativa a esta política que é responsável pelo sofrimento de tantas pessoas.

Paz sim guerra não!

O Papa, depois de condenar os abusos contra o meio ambiente, acrescentou que a guerra é a negação de todos os direitos e insistiu que "se se quiser um verdadeiro desenvolvimento para todos é preciso continuar a tarefa contra a guerra" e para isso é preciso resolver os conflitos pelo diálogo e negociação. Também por isso o Papa Francisco criticou a proliferação das armas de destruição maciça, em especial as nucleares.
A Televisão e os jornais pouco falam disto mas, muito mais disse o Papa que sabe perfeitamente que as pessoas estão a "abrir os olhos", que o repúdio por estas políticas cresce e a Igreja não pode continuar alheia ou encostada ao poder político que, ao lado dos grandes grupos financeiros, gera as crises e explora a grande maioria dos povos.

Uma reflexão final:
Enquanto o Papa se manifesta frontalmente contra a guerra, o nosso governo, a UE e a NATO promovem enormes exercícios militares em Portugal, acirrando conflitos e gastando centenas de milhões do dinheiro que faz falta para a Educação, para a Saúde e para desenvolver o país.


3 de setembro de 2015

Crimes contra a Humanidade

Os que rotulam os revolucionários de terroristas, são os maiores terroristas do planeta

Este texto vem a propósito da acusação das FARC como organização terrorista. (Ver publicação de 31 de agosto).
Por diversas vezes foram aqui indicados relatórios que mostram os crimes contra a humanidade dos norte americanos e ainda o desrespeito pelos Direitos Humanos.
O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas, sobre a actividade da CIA no cumprimento da sua política de terrorismo internacional.
No entanto "o país das Liberdades da Democracia" e da transparência, só permitiu que se divulgassem 524 páginas. As restantes 5.476 não foram divulgadas.
Mesmo as 524 páginas divulgadas foram escondidas pela maioria da comunicação social, controlada pelas grandes cadeias americanas.
Os Estados Unidos intervêm em todo o mundo. Aberta ou secretamente. Não dão a conhecer o que fazem e muito menos como o fazem.
Todo o mundo está a ser espiado, secretamente manipulado e, sujeito às mais abomináveis intervenções directas ou indirectas.
Os que denunciam essas atrocidades são presos sem culpa formada e mantidos na prisão sem julgamento.
Do pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem praticadas pela PIDE.
Os EUA, potência imperialista que quer controlar o mundo, tem uma política criminosa e coloca-se acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional.

A História dos EUA está feita de crimes, brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» mas sem apoio internacional. O maior factor de instabilidade, de ameaça à Paz, de perigo  para os povos, são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas, as bases militares e as suas agências de terrorismo organizado, espalhadas por todo o mundo.

9 de agosto de 2015

Nunca Mais!

70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui


Pela sua importância e significado para os dias de hoje, quando os Estados Unidos da América espalham a guerra no mundo e desenvolvem as mais terríveis armas para mostrar a hegemonia do seu poder imperialista, publicamos o veemente apelo do Conselho Português para a Paz e Cooperação:

Assinalam-se, a 6 e 9 de Agosto respectivamente, 70 anos sobre os bombardeamentos nucleares, pelos Estados Unidos da América, contra as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui. Nesta data, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lembra o acto de barbárie cometido contra populações indefesas num momento em que o império japonês já se encontrava militarmente derrotado, na frente terrestre na Ásia e na frente aéreo-naval do Pacífico, e se havia iniciado o processo da sua capitulação às Forças Aliadas.

Os bombardeamentos atómicos das duas cidades japonesas – sem qualquer importância para o desfecho da guerra – constituíram acima de tudo uma aterrorizante demonstração de superioridade militar por parte dos EUA. Pela sua própria natureza, a arma atómica não tem como destino a utilização na frente de batalha, mas sim as populações civis e os centros urbanos e industriais.

Para além das 250 mil mortes provocadas no imediato, e nos dias subsequentes, os bombardeamentos atómicos deixaram uma herança de sequelas graves nas populações vizinhas: a proliferação de doenças cancerígenas e malformações genéticas, que persistem hoje, sete décadas passadas, atribuídas à exposição às radiações ionizantes e às substâncias radioactivas.



Aterrorizados com este que foi, sem dúvida, um dos maiores crimes alguma vez perpetrados, os povos do mundo uniram-se para que tal tragédia não voltasse a acontecer, fazendo do Apelo de Estocolmo, contra as armas nucleares (lançado em 1950) uma gigantesta manifestação contra as armas nucleares. Essa causa mantém hoje flagrante actualidade, tendo em conta que o actual arsenal de armas nucleares é infinitamente maior e mais poderoso, a utilização destas armas significaria a destruição da espécie humana e da civilização.

Num momento em que muitos milhões de seres humanos são confrontados com a regressão das suas condições de vida e dos seus direitos, as despesas militares mundiais atingiram, em 2014, qualquer coisa como 1,8 biliões de dólares, parte considerável dos quais canalizados para a manutenção e modernização de armas nucleares.

Reafirmando o seu compromisso com a construção de um mundo de justiça e paz o CPPC presta homenagem às vítimas das armas nucleares lançadas em Hiroxima e Nagasáqui, e exige:
  
-Que nunca mais se repita o holocausto nuclear;
  
-A abolição das armas nucleares e de extermínio em massa e o desarmamento geral e controlado;
  
-O cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos. 

10 de janeiro de 2015

O perigo da III Guerra Mundial

A estratégia dos EUA para se salvarem do declínio

Na publicação Carta Maior, Boaventura de Sousa Santos (BSS) fez uma análise à situação internacional que o levou a concluir poder estar em germinação uma Terceira Guerra Mundial.

Diz BSS essa guerra está a ser «provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da Europa. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia». Foca a aprovação pelo Congresso dos EUA da «Resolução 758 que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia». 

Refere BSS que «Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda». 

A guerra da propaganda e domínio da informação

Sobre as sanções e o apoio ao governo fascista da Ucrânia, não vale a pena repetir o que é já conhecido. Sobre a terceira componente, salienta BSS que «os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitime a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia». 
BSS dá exemplos com a ocultação da forma como foi formado o governo fantoche da Ucrânia, como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em fevereiro passado, e o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. 
Cita o grande jornalista, John Pilger, que «dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos» e pergunta «Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?».

O esmagamento da Democracia

Lembra que 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia, contudo os seus representantes votam a favor. Acusa a Europa de estar a seguir a pisadas dos EUA.

Na segunda parte do seu trabalho aponta «As razões da insanidade». 

Assim explica que os EUA estão em declinio, e o negócio altamente lucrativo da guerra, é essencial para salvar o poder hegemónico imperialista. «A Rússia e a China, os maiores credores dos EUA, têm vindo a vender os títulos do tesouro e em troca têm vindo a adquirir enormes quantidades de ouro». Entre parêntesis, recorda que Saddam e Kadafi, que procuraram usar o euro, em vez do dólar, foram vítimas da sua ousadia, eles e os seus países miseravelmente destruídos.
O segundo indício é o facto do FMI que se prepara «para que o dólar deixe de ser nos próximos anos a moeda de reserva e seja substituída por uma moeda global, os SDR (special drawing rights)».

Aponta BSS que tudo isto indica que um ataque aos EUA está próximo e que «têm de manter os petrodólares a todo o custo, assegurando o acesso privilegiado ao petróleo e ao gás. Para isso têm de conter a China e tem de debilitar a Rússia, idealmente provocando a sua desintegração, tipo Jugoslávia». 

Os lucros da guerra à custa de milhões de mortos

E ainda que «A guerra é altamente lucrativa devido à superioridade dos EUA na condução da guerra, no fornecimento de equipamentos e nos trabalhos de reconstrução». Citando Howard Zinn, «os EUA têm estado permanentemente em guerra desde a sua fundação». Diz ainda BSS que, «ao contrário da Europa, a guerra nunca será travada em solo norte-americano, salvo, claro, o caso de guerra nuclear». Mostra que em 14 de Outubro passado, «o New York Times divulgava o relatório da CIA sobre o fornecimento clandestino e ilegal de armas e financiamento de guerras nos últimos 67 anos» e recorda que Noam Chomsky disse em “The Laura Flanders Show” que aquele documento só podia ter o seguinte título: “Yes, we declare ourselves to be the world´s leading terrorist state. We are proud of it” (“Sim, declaramos que somos o maior estado terrorista do mundo e temos orgulho nisso”).

«Um país em declínio tende a tornar-se caótico e errático na sua política internacional» a ponto de Immanuel Wallerstein dizer que «os EUA se transformaram num canhão descontrolado (a loose canon), um poder cujas ações são imprevisíveis, incontroláveis e perigosas para ele próprio e para os outros». 
Termina BSS com a demonstração de que a Europa «perde a relativa autonomia que tinha construído no plano internacional» e a sua economia é posta «ao serviço da política geoestratégica dos EUA» 

22 de dezembro de 2014

Estamos no Natal e Aproxima-se 2015

Natal começou por ser a festa do sol, da luz, do crescimento dos dias contra a escuridão.

O sol quando nasce é para todos. E todos, é mesmo todo o mundo.
Mais uma vez o mundo está em complexa convulsão reflexo das mudanças de ordem mundial.
Vimos guerras e conflitos em sucessão cada vez mais globais.
Poderosos interesses económicos de grupos reduzidos, dominam a política e pisam direitos humanos, a paz, a justiça internacional até aqui respeitada.
Os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, acentuaram a sua hegemonia no mundo. Esta terminou mas reacenderam-se guerras muito mais dolorosas. Guerras onde morrem centenas de milhar de pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos. Guerras que têm reflexos em todos nós.
A lei internacional é permanentemente desprezada e substituída pela lei do mais forte. Povos inteiros são dominados e subjugados aos interesses das grandes economias e das multinacionais sem pátria.

O imperialismo tem não só a força das armas, mas também o controle total dos meios de comunicação globais, reescrevendo a história de acordo com os seus interesses para manipular as consciências e a opinião pública e colectiva. Esse controlo é total na medida que controla a quase totalidade dos agentes da informação.
Hoje com a "realidade" virtual, criam-se factos, inventam-se situações para deturpar a realidade objectiva e o conhecimento. Para distrair a humanidade desviando, e escondendo crimes e acções repugnantes praticadas para que o imperialismo consolide o seu poder. Poder que domina pelas armas e pela informação, pela destruição de valores humanos e sua substituição por uma cultura globalizada que introduz valores que facilitam a aceitação do domínio do mais forte.
Cultura que conforma, que não perspectiva a autonomia e capacidade colectiva da mudança.

A soberania nacional, a autonomia, foi substituída pelos mercados que fazem a lei. Passou-se a um novo tipo de colonização dos mais fracos, acompanhado de cultura da aceitação dessa perda de independência face ao poder financeiro dos bancos internacionais.
Os que não aceitam essas imposições são sujeitos a boicote e bloqueio dos poderosos, como tem sido o caso de Cuba. É paradigmática esta situação. Mais de cinquenta anos de bloqueio condenado internacionalmente por resoluções quase unânimes de todos os países do mundo, não tiveram qualquer efeito na decisão de um único país.
Israel, com a cumplicidade dos EUA, faz uma guerra e ocupação ilegal, da Palestina, matando muitos milhares de civis, de mulheres e crianças inocentes.

Há muito que poderosas agências de espionagem como a CIA, com mais de 170.000 agentes espalhados pelo mundo, fomentam conflitos, armam, treinam e financiam seitas e grupos terroristas, para derrubar governos legítimos que não obedeçam às suas ordens.
Apoiam o nazismo e fascismo em vários países. Apoiam ditadores que lhes entreguem as riquezas do país à exploração das empresas americanas. Fomentam a guerra entre religiões de acordo com o princípio "dividir para reinar" e assim intervirem do lado que lhes interessar.

Um relatório recentemente aparecido ao conhecimento público mostra uma pequena parte dos métodos de intervenção mais escabrosos, torturando até à morte muitos presos, muitas vezes sem qualquer culpa, apenas para obter informações.

Usam a chantagem directa em relação a Governos e Presidentes da República de vários países. Fazem espionagem e vigiam empresas de todo o mundo. Gastam milhares de milhões de dólares para manter o mundo inteiro sob sua vigilância, incluindo os seus mais próximos aliados.
Muito do dinheiro vem da droga, cuja produção aumentou várias vezes, com as forças que controlam o Afeganistão. Outra fonte de financiamento é a venda de petróleo produzido em território controlado pelos terroristas.

Quase tudo isto tem acontecido depois da queda do Muro de Berlim e da destruição dos países socialistas.
Estará o mundo melhor?
Assistimos a cada vez mais conflitos que se generalizam no interior do mundo dito civilizado. Mortes, assassínios em massa, feitos por crianças, jovens ou adultos em escolas. É esta a cultura fomentada. O exemplo vem de cima. Os EUA têm o recorde mundial de presos. 
A fome assola o mundo . A pobreza cresce no mesmo ritmo que crescem as grandes fortunas. O trabalho escravo aumenta tal como o tráfico humano e o tráfico de droga.

Aumenta o perigo de as guerras se alastrarem às grandes potências podendo caminhar para uma guerra mundial. Hoje muitos tipos de armas de alta precisão estão já próximo das armas de destruição em massa em termos de capacidade mortal. Os riscos são cada vez maiores.

Haverá quem julgue despropositado falar disto em época natalícia. Haverá quem prefira não conhecer esta negra realidade.
No entanto, não ficaria bem com a minha consciência limitar-me às bonitas mensagens de Natal sem pensar nos que sofrem.
Tentarei intervir e evitar ser dominado pela cultura que nos querem impingir: "não há nada a fazer". "Sempre foi assim e sempre há-de ser".

4 de dezembro de 2014

A importância da nossa luta pela Paz

Guerra é uma arma do capitalismo, para ganhar com a crise

É um facto histórico que o capitalismo, quando se vê a braços com uma das suas cíclicas crises e, por ter o poder das armas, busca na guerra uma saída. 
O negócio da venda de armas é um dos mais prósperos do mundo. 
Ao capitalismo, na sua fase imperialista, a guerra é um escape para justificar intervenções e o aumento da exploração de povos e trabalhadores. 
Para o capitalismo não importa quem sofre e morre. Nas guerras não são os capitalistas que morrem. São os trabalhadores e seus filhos, é o povo. 
Para o capitalismo a guerra é também uma oportunidade de negócios.

Em Portugal o O Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC tem feito um trabalho que a comunicação social, infelizmente, tem esquecido. São exemplos os recentes acontecimentos dos dias 12 e 22 passados. "Da Ucrânia ao Médio Oriente a Luta pela Paz" e o "Concerto pela Paz" com a participação de imensos Músicos, Cantores e outros artistas e intelectuais e que nos ofereceram uma bela tarde cultural. 
O CPPC teve um importante papel, ainda que não formalizado e reprimido, durante o regime fascista, como herdeiro dos movimentos da Paz em Portugal desde o início da década de 50 e desenvolve abertamente a sua actividade após o 25 de Abril de 1974. 

O CPPC tem contribuido para a sensibilização pública para a defesa da Paz, através de variadíssimas iniciativas e tem contado com a participação de muitas entidades. Têm contribuido para a cooperação internacional, e para a amizade e solidariedade entre os povos, de harmonia com o espírito da Carta das Nações Unidas.

Enquanto movimento de opinião pública nacional, o CPPC procura interpretar as aspirações dos portugueses empenhados na luta pela paz, pelo respeito dos direitos humanos e dos povos, pelo desenvolvimento e o desanuviamento das relações internacionais. Por isso tem tido ao longo dos anos, um papel importante não só em Portugal como em muitas realizações internacionais.
O CPPC tem recebido inúmeros apoios de entidades e das muitas pessoas amantes da Paz que têm aderido como sócios deste Conselho Português. 
Como disse Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção do Conselho, "Para defender a Paz, Todos não somos demais".
Ver em http://www.cppc.pt/



5 de janeiro de 2013

Drones & Os senhores da Guerra


A Arte de Bem Matar em Toda a Parte

Os EUA são incontestavelmente o país que detém o vergonhoso recorde de intervenções militares em todo o mundo. É o país que provoca mais guerras e conflitos para delas retirar benefício.

É de longe o país com o maior negócio de armas de guerra e o que, apesar da crise e fome que enfrenta o povo americano, tem o maior orçamento militar (1.531.000.000.000 de dólares em 2011) metade do total de todos os países do mundo e 6 vezes mais do que o maior país a China.
A justificação dada, para americano ver, até 1991, foi a ameaça do comunismo em tempos de guerra fria. Depois da derrocada dos países socialistas, acabou a guerra fria, com o fim da URSS em dezembro de 1991 e foi preciso inventar outra justificação. Veio o 11 de setembro de 2001. Todos os anos aumentam os orçamentos militares, agora para combater o terrorismo!

Israel, o Aprendiz de Feiticeiro

Os EUA e Israel inventaram novas armas de destruição maciça. Entre elas os "drones" ou robots ou "unmanned aerial vehicle" (UAV) ou em Português, "Veículo Aéreo Não Tripolado (VANT) ou ainda "Veículo Aéreo Remotamente Pilotado" (VARP). Estes aparelhos têm um papel importante no Médio Oriente. 



Os drones, como são melhor conhecidos, são máquinas telecomandadas, normalmente aviões sem piloto, que transportam mísseis e bombas e atingem alvos inimigos, sem risco para quem ataca, mas que, muitas vezes erram os alvos e atingem inocentes.

Os drones são responsáveis por invadirem espaço aéreo de muitos países e, à socapa, cobardemente, fazerem as suas vítimas. Tem sido assim no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Iémen, no Paquistão, na Somália, e outros.

Israel que é um dos principais exportadores mundiais de drones.
Pretende dominar toda a região do Médio Oriente mas, recebeu há semanas um revés que foi também uma lição, a lição do “aprendiz de feiticeiro”.

O monopólio de drones, israelita

Num artigo publicado no Diario.info , Arieh O’Sullivan revela que  um drone de fabrico iraniano voou ao longo da costa de Israel e depois penetrou fundo no país. Sobrevoou, perigosamente, a zona do complexo nuclear israelita. Este feito, conseguiu abalar a auto confiança de Israel.
Israel de imediato instalou baterias antiaéreas Patriot fabricadas nos EUA para reforçar as defesas e chegou a tomar a medida extrema de fechar o espaço aéreo e anular todos os voos comerciais. 

Fontes militares israelitas viram nesse acontecimento um alerta inesperado para o país que tem tido o monopólio de drones operacionais na região.

O tiro saiu pela culatra

O chefe do Hezbollah, Sheikh Hassan Nasrallah, que promoveu o voo, gozou com a situação e inalteceu na TV Al-Manar os peritos da sua organização que montaram e enviado para Israel o drone.  “Não foi a primeira vez e não será a última,” disse o líder da organização paramilitar e política xiíta no Líbano conhecida como “Partido de Deus”, uma das organizações terroristas na lista dos EUA.

Arieh O’Sullivan relata ainda as palavras do director do Instituto Árabe de Estudos de Segurança Ayman Khalil que considera “A utilização de drones em qualquer conflito é antes de mais não-ética. Os drones têm sido um factor de desestabilização. Têm sido usados efectivamente no Paquistão para combater a Al Qaida, mas as consequências têm sido dramaticamente negativas. E o mesmo se passa no Iémen,”.

Um negócio lucrativo ou a arma de dois gumes?

A força aérea israelita utiliza com grande frequência drones, principalmente no Líbano e na faixa de Gaza. Unger, presidente da conferência sobre veículos não-tripulados em Israel, disse: “A realidade é que a utilização de veículos não-tripulados alastra e a questão é só a que velocidade isso vai acontecer”. 

Israel é uma das potências mundiais de fabrico de UAV’s, vendendo-os em todo o mundo. Jacques Chemia, engenheiro-chefe da divisão de UAV’s da IAI, disse aos jornalistas “Israel é o primeiro exportador mundial de drones, com mais de 1000 vendidos em 42 países.”

Israel continuou a penetrar no mercado dos UAV’s, mesmo junto de potenciais clientes dos EUA. 
A Alemanha operou o Heron 1 da IAI para missões no Afeganistão. 
O projecto Watchkeeper do Reino Unido baseia-se no UAV Hermes-450 da Elbit. 
A Polónia anunciou recentemente estar a substituir o avião de combate Sukhoi-22 por UAV’s e planeia adquirir entre 125 a 200 drones. 
Este lucrativo negócio é uma fonte de grandes perigos e de aumento da instabilidade no mundo. Para alguns é mesmo muito lucrativo.

19 de novembro de 2012

Obama refina cinismo


Obama incentiva o extermínio do povo Palestiniano por Israel.

Os EUA são o país que mais conflitos e guerras provocam em especial depois da queda da URSS.
A pretexto do combate ao terrorismo, armam e financiam grupos terroristas. 
Recentemente bombardearam e arrasaram o Afeganistão e o Iraque. 
Obama bombardeou e destruiu a Líbia, continuou a destruir o Afeganistão e daí bombardeia o Paquistão com aviões telecomandados, matando civis, mulheres e crianças. 
Financia e fornece armas para fomentar a guerra civil na Síria cujo objectivo é o assalto ao Irão. 

Obama, o prémio Nobel da Paz, para defender Israel que segue a mesma política, diz: "Não há nenhum país no mundo que toleraria mísseis jogados contra seus cidadãos do lado de fora de suas fronteiras". 
É o cinismo absoluto de quem bombardeou com os muitos milhares de mísseis vários países do médio oriente.

Israel, com o apoio dos EUA, há anos que conduz uma guerra de ocupação da Palestina e de extermínio do seu povo. 

Os EUA são o país que maior número de vítimas causou em todo o mundo nas guerras que provoca.
Exemplos de conflitos provocados pelo imperialismo americano:

1846 - 1848 - MÉXICO - Invasão do México e anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para impor interesses econômicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - HAITI - Tropas americanas esmagam revolta de operários e negros na ilha de Navassa, anexada pelos EUA.

1893 - HAWAI - Marinha suprime o reinado independente e anexa o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros invadem o país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas ocupam Seul durante a guerra da Coreia.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto e invadem a província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - EUA esmagam as lutas pela independência do país, dominado pelos EUA. (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) matam mais de 600.000 filipinos.

1898 - 1902 - CUBA - Tropas americanas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

Desde 1898 até hoje - PORTO RICO está ocupado.

1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur e ocupam parte do país.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas EUA invadem a Ilha e impõem a sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua pela 2ª vez.

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha intervém na revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução socialista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para reprimir os trabalhadores em greve geral. 


1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados para reprimir a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - IRÃO - Marinha americana ameaça usar misseis nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irão.

1946 - JUGOSLÁVIA - A marinha americana ameaça invadir a zona costeira da Jugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - CORÉIA - Os EUA intervêm no conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas invadem o Canal de Suez sustentados pela Sexta Esquadra dos EUA. 

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA numa guerra total de que saíram derrotados em 1973.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 – SOMÁLIA - EUA intervém no golpe de estado somalí para evitar a formação de um governo socialista.

1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1973 - CHILE - A CIA e forças armadas dos EUA, intervieram 
em 11 de setembro de 1973, no derrube do presidente constitucional do Chile (eleito em Outubro 1970), e colocaram no governo do país o ditador general Augusto Pinochet. Durante esse golpe de estado e no bombardeamento do Palácio Presidencial morreram centenas de democratas ao lado de Salvador Allende e milhares de pessoas foram eliminadas pelos militares de Pinochet e agentes da CIA. 

1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - IRÃO - O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, de reféns feitos por estudantes da Revolução Islâmica.

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos após a invasão do país por Israel

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Os Estados Unidos invadiram a ilha para eliminar a influência de Cuba e da União Soviética na política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano.

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Esta intervenção americana no Panamá envolveu 27 mil soldados que ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país. George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália. Forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE - No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) -Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus.

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria. 

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde"). 

Até ao Sec. XXI muitas mais intervenções agressivas poderiam ser citadas.
Contudo a partir da queda da URSS, também ela provocada pela permanente intervenção dos EUA nos boicotes económicos, no financiamento de grupos dissidentes, e na guerrilha interna, a ação imperialista dos EUA intensificou-se como já se esperava. à Guerra Fria sucedeu a "Guerra Quente" que os EUA já sem o travão da URSS, passaram a fazer a todos os povos que não acatassem as suas imposições.

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. 
Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje. 

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição massiva, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca. 

2005 – Criação de um Comando Regional em África, que segundo Bush “…os EUA como única super potência mundial deve como uma necessidade de afirmação, dedicar mais atenção ao continente africano, criando o AFRICOM, para afirmar essa intenção no mundo 2007", dando corpo à “nova” estratégia americana para África.

2010 - A NATO define uma nova estratégia de intervenção no planeta, alargando as suas atribuições.

SÉC.XXI - 2010, 2011, 2012 - IRAQUE, LÍBIA, PAQUISTÃO, CORNO DE AFRICA, AFEGANISTÃO, SÍRIA, CAMBODJA, LAOS, CUBA, GRANADA, NICARÁGUA, VENEZUELA, e El SALVADOR, HONDURAS e PANAMÁ, TIMOR, SERVIA, BÓSNIA, SOMÁLIA e IÉMENE, etc, etc, etc, fazem dos Estados Unidos da América o país que mais contribui para a guerra no mundo e para a opressão dos povos que lutam contra a dominação capitalista/imperialista. Esta intervenção tem sido particularmente agressiva depois da queda da URSS. Milhões de pessoas inocentes, civis, mulheres e crianças têm sido vítimas desta ação agressiva. Paralelamente, a fome, a miséria, a doença, o aumento da exploração, a destruição de países, o retrocesso civilizacional destes últimos anos são os efeitos mais visíveis desta ação de terrorismo de Estado dos EUA.
Nunca na história da humanidade um só país provocou tanto sofrimento.


18 de outubro de 2012

"A visita da velha senhora"*

(ver comentário no final, publicado às 24.00h.)
Merkel visita Portugal
Comprar o resto do país ou pagar a dívida da Alemanha aos portugueses?

A visita da "velha" senhora, velha na política que representa, recordou-me os meus tempos de criança e a ajuda de Portugal à Alemanha durante a II Grande Guerra.
Creio ser útil recordar a nossa história, como o fiz no texto anterior, mas, agora, a propósito da Alemanha que não desistiu de subjugar o mundo. Primeiro com guerras militares e hoje com a guerra económica. 

A nossa memória

Servindo-me da memória, das buscas na história de Portugal e na história do Partido Comunista Português que fornece dados preciosos sobre a vida dos trabalhadores e da sociedade portuguesa, recordo: 


Salazar, apesar de se dizer neutral em relação à Guerra, estava ideologicamente com Hitler, quer no projecto de regime, quer na luta contra o comunismo. Discretamente, apoiou a Alemanha, com fornecimentos de minérios como o ferro e o volfrâmio, alimentos, roupas e calçado para o exército alemão.

Dois exemplos entre muitos:

Avante clandestino, de Abril de 1942, denunciava que Salazar e Franco estavam a enviar para a Alemanha, muitas toneladas de armas, munições, granadas, motos, que eram enviadas de Marvão, Vilar Formoso e Fontes de Onor para a Suiça. 
Informava ainda que para além das armas eram fornecidos alimentos, 
De Marvão seguiram muitos comboios carregados de feijão branco, caixas de sardinhas, peixe de salmoura, pevides e alfarroba.
De Lisboa (via Vilar Formoso) saíram 276 pipas com 278.000 litros de vinho licoroso.

Maio de 1942

Em Maio de 1942, novamente o Avante denunciava, as informações colhidas pelos seus militantes nos seus locais de trabalho.
Dizia o Avante: Por via marítima, no vapor espanhol “Cristina” seguiam para o porto italiano de Génova, donde seguirão para a Alemanha via Suiça, 2.600.000 quilos de trigo, 500.000 quilos de cacau.
No barco espanhol “Iraque”, seguiram com o mesmo destino, mais 1.999.500 quilos de cevada, 951.665 quilos de milho e 130.878 quilos de cacau.
No barco português “Alger” saíram com o mesmo destino 883 fardos de lã, 141.691 quilos de sebo, 30.000 quilos de óleo e 34.050 quilos de cacau.
No vapor espanhol “Carmen” seguiram para Tanger e Melila, destinadas às tropas alemãs no Norte de África, 128.872 quilos de feijão e 139 fardos com peças de roupa.

Por terra, seguiram 16.000 quilos de toucinho salgado. Segue-se a denúncia dos produtores que fazem negócio com o estado.

Por via aérea, um quadrimotor italiano, carrega diariamente, no Aeródromo da Granja do Marquês,  5.000 pães fornecidos pela Manutenção Militar, 
Etc. etc.

Relatório do Instituto Nacional de Estatística


Em Dezembro de 1942 o INE, elabora um relatório que revela que “a alimentação dos portugueses se baseia na broa com umas três ou quatro sardinhas salgadas, mais ou menos batatas, duas tigelas de caldo com legumes secos. Na população rural o problema agrava-se, achando-se a maioria das pessoas em estado de subalimentação, com regime insuficiente, tanto em qualidade como em quantidade”.
Este era o panorama do Natal desse ano e que se manteve muito tempo.

As senhas de racionamento e a fome

O Partido Comunista Português insistentemente denuncia que Salazar alarga o racionamento de bens essenciais, na proporção das ajudas a Hitler. Primeiro foi a gasolina e a electricidade, depois um conjunto grande de bens essenciais. . A sujeição dos produtos ao racionamento é progressiva: o arroz, açúcar, bacalhau, massa, sabão, azeite, óleo, manteiga, café, cacau, cereais, farinhas. Até o pão não escapa e passa a ser reduzido, o branco, a 120 gramas por dia e por pessoa ou, em alternativa, o pão escuro a 180 gramas. A batata é meio quilo por semana e por pessoa. O racionamento durou vários anos após a guerra. Eu que nasci em 1943 com 4 ou 5 anos de idade recordo o cuidado que em minha casa havia com a gestão das senhas de racionamento. 

A fome para os pobres e o negócio dos ricos

A fruta e o peixe não chegam ao povo. O leite é falsificado com água e o açúcar com farinha e a farinha com pó de pedra, o azeite com óleo, a manteiga com banha, o café com chicória e cevada torrada. 
Quem tem um palmo de terra, planta legumes, e cria galinhas, coelhos ou patos. Por vezes em casa, em gaiolas improvisadas, criam-se animais para comer. Os cães vadios rareiam nas ruas, comidos como cabrito. 

Nota sobre o título: Recebi alguns comentários no Facebook e por email, estranhando o título deste texto. De facto fez-me lembrar a peça de teatro com o mesmo nome. Se forem à página do Teatro SãoLuiz http://www.teatrosaoluiz.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=329 poderão veralgumas semelhanças que achei curiosas. Em resumo, é uma peça fulgurante sobre uma cidade arruinada que espera a visita da mulher mais rica do mundo para encontrar o seu resgate económico. Exactamente cinquenta e seis anos depois, seria difícil encontrar um texto que nos devolvesse com maior precisão a confusão ética e política em que o estado de necessidade financeira lança uma comunidade que sempre se regeu por valores convencionais. Claire Zachanassian (Angela Merkel) é o arquétipo do poder, da sua discricionariedade e do seu lado pulsional.

24 de maio de 2012

Um alerta que vem da Alemanha

Mais uma eloquente demonstração de como funcionam as multinacionais e o capitalismo  


Pena não estar legendado em português


26 de março de 2012

Efeméride - Clara Zetkin


Congresso Internacional de Mulheres contra a Guerra

Clara Zetkin, em 26 de março de 1915, organiza em Berna, na Suiça, ousadamente, em plena guerra, um congresso internacional de mulheres contra a guerra. É presa e excluída do seu posto dirigente no SPD.


Rompe com a social-democracia e ingressa na ala esquerda do Partido Social-democrata Independente alinhado-se com os espartaquistas que virão a formar o Partido Comunista Alemão em 1919, no qual ingressa após a fundação.


Amiga de Lenin, sobre o qual escreveu o famoso livro Recordações de Lenin , torna-se um dos principais dirigentes comunistas internacionais. 
Após a vitória de Hitler, refugia-se na Rússia, onde morre pouco depois, em 20 de junho de 1933.

9 de fevereiro de 2012

As infâmias da guerra


Líbia: A verdade acabará por ser descoberta

De um artigo de opinião de Jorge Cadima na Crónica Internacional do Avante, acabei de ler:
O New York Times (21.1.12) agora confessa que o linchamento de Kadafi teve a participação dos drones (aviões não tripulados) dos EUA, que estiveram em acção «até ao último dos ataques, que atingiu a caravana do Coronel Kadafi no dia 20 de Outubro e levou à sua morte». A imprensa ocidental confessa agora (só agora) que os «rebeldes» que a NATO colocou no poder torturam sistematicamente. Até a organização Médicos sem Fronteiras se retirou da «livre» cidade líbia de Misrata por achar que «a nossa missão é dar cuidados médicos a feridos de guerra ou presos doentes, e não tratar repetidamente os mesmos doentes por entre sessões de tortura» (Independent, 27.1.12).

28 de novembro de 2011

Perigo da escalada agressiva da NATO

Os EUA criam pretextos para o ataque à Síria e Irão

Crise do capitalismo e III Guerra Mundial

Conforme escrevi no separador "Conjecturas" deste blog, a crise do capitalismo poderá provocar atos desesperados do poder financeiro que controla os governos e pretende controlar o mundo. A análise dos factos e as tendências agressivas do imperialismo americano e seus aliados na NATO, agora voltados para a Síria, permite prever essa possibilidade o que poderá trazer consequências muito vastas, tipo Terceira Guerra Mundial.
Em http://c-de.blogspot.com/p/conjecturas.html, justifico essa hipotese. 

Os EUA procuram criar pretextos para o ataque à Síria e Irão. O porta-aviões CVN 77 George H. W. Bush foi enviado para a costa da Síria. Há quem admita que se preparam para a criação de uma zona de exclusão aérea tal como na Líbia. A embaixada dos Estados Unidos em Damasco ordenou aos seus cidadãos que saiam do país e Obama retirou seu embaixador Robert Ford. A França admite uma intervenção militar da NATO.
Bombardeamentos humanitários na Líbia
Tal como diz o Partido Comunista Grego KKE, o ataque ao Irão pode exigir atacar primeiro a Síria. Israel está vivamente interessado nesta escalada de guerra que significaria o domínio na região. A Turquia, Arábia Saudita e Jordânia, juntamente com os EUA e a UE, desempenham um papel especialmente reaccionário. Não se pode, também, excluir que através destes países se verifique uma intervenção militar contra a Síria. 

Os objectivos destas potências são o controle das matérias-primas da região, as rotas de transporte de energia e mercadorias, a partilha do mercado, o enfraquecimento da influência económica e política de países da região, privar o povo palestino de um aliado estável na sua luta, abrir caminho para o assalto ao Irão e também reduzir a influência da Rússia e da China na região. 

China e Rússia que se opõem a esta agressão, estão a preparar posições e a Rússia enviou já navios de guerra para águas territoriais sírias para dissuadir qualquer ataque.

Note-se que uma intervenção militar imperialista na Síria provocará uma escalada de guerras com consequências imprevisíveis.

Sondagens feitas nos EUA mostram que a maioria dos norte americanos se opõem a uma intervenção militar na Síria, com apenas 12% a favor de qualquer tipo de conflito.

(recolha de informações em várias publicações)

9 de outubro de 2011

Mais uma guerra entre as muitas dos EUA

10 anos de guerra, morte e pilhagem no Afeganistão

Do Conselho Português para a Paz e Cooperação, recebi um comunicado que relembra os que foi a Guerra do Afeganistão com pretexto nos atentados contra as torres gémeas em Nova Iorque.


Ocorrida na sequência dos ataques de 11 de Setembro de 2001 a Nova Iorque e sob o pretexto de «combater o terrorismo», a agressão e ocupação do Afeganistão iniciou uma década em que o imperialismo, com destaque para os EUA, em conivência ou em aliança com outras potências e com a participação formal da NATO, elevou significativamente a sua agressividade e militarização, levando a cabo uma série brutal de ataques, invasões e ocupações em países soberanos, como o Iraque ou, mais recentemente, a Líbia – com o seu rol de centenas de milhar de mortos e estropiados e da degradação das condições de vida de milhões de seres humanos – numa estratégia de domínio global, de controlo de rotas e de recursos naturais, com destaque para os energéticos. Procurando assim, através da guerra e da usurpação da soberania e de recursos de outros povos, iludir ou encontrar uma (falsa) «saída» para a profunda crise em que se encontra e para a qual arrasta o mundo...

O comunicado integral pode ser lido (aqui).

19 de setembro de 2011

O negócio da guerra

A crise do capitalismo, a ser paga por todos nós, é uma oportunidade para reforçar o poder das grandes corporações


Em 1961 o general Dwight Eisenhower no seu discurso de despedida como presidente dos EUA, disse:

«... três milhões e meio de homens e mulheres estão directamente envolvidos em instituições de defesa. Gastamos anualmente em segurança militar mais do que o lucro líquido de todas as corporações dos Estados Unidos.
Esta conjunção de um imenso estabelecimento militar e uma grande indústria de armamentos é nova na experiência americana. Essa influência total – económica, política, mesmo espiritual – é sentida em cada cidade, cada capital de Estado, todos os serviços do governo Federal. Reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. Contudo, não podemos deixar de compreender as suas graves implicações. Nossos trabalhos, recursos e meios de subsistência estão todos envolvidos; assim é a própria estrutura da nossa sociedade.»

Rui Namorado Rosa, num interessante artigo na revista o Militante, caracteriza a evolução da indústria militar nos EUA e mostra como "o grande capital tomou a sinistra oportunidade da guerra para lançar mão sobre os cofres do Estado e ganhar acrescida influência na sua direcção política" e ainda que "A concentração do capital conferiu acrescido peso aos oligopólios que de facto comandam sectores industriais inteiros, que enquanto transnacionais abarcam como polvos o mundo inteiro, e persuadem ou impõem a sua vontade aos governos de Estados dominadores ou dominados". 


Revela ainda o autor que as 100 maiores corporações produtoras de armamento, aumentaram as suas vendas para 1543 mil milhões de US$ em 2009.


Ver artigo completo em http://www.omilitante.pcp.pt/pt/314/Internacional/631/O-complexo-militar-industrial-e-a-energia-nuclear.htm

30 de agosto de 2011

Guerra do Petróleo


MONDE -  le 24 Août 2011

Total, le grand gagnant de la guerre en Libye

Mots clés : PétroleLibye,
S’il y en a un qui doit se réjouir de l’issue de la guerre, c’est bien le géant pétrolier français qui est bien placé pour faire main basse sur une belle part de l’or noir libyen.
Qui était parmi les tous premiers Français à venir début mars à Benghazi encourager les insurgés libyens ? Un représentant de Total. Et l’entreprise peut aujourd’hui se frotter les mains : l’empressement de l’Elysée à reconnaître le CNT, comme à défendre l’intervention militaire a fait rentrer le groupe dans les bonnes grâces du futur régime.
Para ver mais clique (aqui)

27 de agosto de 2011

Criminosos de Guerra

Em 2003 - Tinta vermelha em cima do Secretário Geral da NATO. Hoje o sangue das vítimas inundar-lhe-ia a consciência se a tivesse





25 de agosto de 2011

A verdade é como o azeite...

Com o título:
Comunidade internacional abre "guerra" pelo petróleo da Líbia
o Jornal de Negócios, publicou:

No terreno, o cheiro ainda é de pólvora. Mas é atrás do cheiro do “ouro negro” que estão já as maiores potências internacionais. 


Consolidada a expectativa de que o regime de Muammar Kadhafi morreu ontem ao fim de quatro décadas com a ocupação do seu quartel-general pelas forças rebeldes, todos os países estão a mexer peças no sentido de se aproximarem do conselho de transição, que tenciona marcar eleições dentro de oito meses, e de reposicionarem as respectivas empresas e investimentos num dos países mais ricos em petróleo e gás.


Segundo a agência Bloomberg, a italiana Eni, dona de um terço da Galp, está a fazer lóbi junto dos líderes rebeldes para manter a sua liderança como produtor de energia na Líbia. Um estatuto assegurado dadas as boas relações entre Kadhafi e Sílvio Berlusconi, que só em Abril – e muito a contragosto – permitiu que forças aéreas italianas se juntassem à operação da NATO.


Ainda segundo a Bloomberg, que cita uma fonte anónima próxima da empresa italiana, a Eni quer assegurar-se de que não vai perder terreno para a Total francesa, que dispõe agora da vantagem política de Nicolas Sarkozy ter sido o primeiro líder mundial a reconhecer o movimento rebelde como interlocutor legítimo na Líbia. E quer também travar caminho às petrolíferas britânicas e norte-americanas, cujos países tomaram a dianteira no apoio ao movimento para derrubar o ditador.




Nota 1: 
Para além do roubo do petróleo, os governos das nações invasoras, estão a estudar as formas discretas de se apoderarem dos depósitos de muitos milhares de milhões de dólares que a Líbia tem em vários países.
Nota 2: 
Os invasores, revelam a sua moral ao oferecer dinheiro pelo Kadafi, vivo ou morto. Regressamos aos tempos dos "cowboys" e da Idade Média nas Relações Internacionais.