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2 de outubro de 2015

Papa Francisco na ONU

As palavras do Papa Francisco que a Comunicação Social, submetida aos interesses dos grandes grupos financeiros, pouco refere.  

Para bom entendedor as palavras do Papa Francisco na ONU, foram uma severa crítica ao actual sistema, referindo expressamente as organizações financeiras internacionais, que não promovem o desenvolvimento sustentável, aumentam a exclusão social e sujeitam os Estados a uma submissão asfixiante a dívidas que, longe de promoverem o progresso, submetem as populações a maior pobreza e dependência.
O Papa Francisco foi claro e, ainda que usando palavras moderadas, referiu o problema das desigualdades onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais e mais pobres. É isto que o poder que nos domina não quer que saibamos.

A colonização ideológica imposta aos povos

Acentuou ainda que a exclusão económica e social é um atentado aos direitos humanos referindo a necessidade de acabar com a colonização ideológica que impõe modelos e estilos de vida contrários à identidade (e interesses, acrescento) dos povos. Referiu também que, os mais pobres são os que mais sofrem ao ser excluídos e obrigados a viver na pobreza.
De facto o Papa ao alertar para estes graves problemas está a dizer que é preciso uma verdadeira alternativa a esta política que é responsável pelo sofrimento de tantas pessoas.

Paz sim guerra não!

O Papa, depois de condenar os abusos contra o meio ambiente, acrescentou que a guerra é a negação de todos os direitos e insistiu que "se se quiser um verdadeiro desenvolvimento para todos é preciso continuar a tarefa contra a guerra" e para isso é preciso resolver os conflitos pelo diálogo e negociação. Também por isso o Papa Francisco criticou a proliferação das armas de destruição maciça, em especial as nucleares.
A Televisão e os jornais pouco falam disto mas, muito mais disse o Papa que sabe perfeitamente que as pessoas estão a "abrir os olhos", que o repúdio por estas políticas cresce e a Igreja não pode continuar alheia ou encostada ao poder político que, ao lado dos grandes grupos financeiros, gera as crises e explora a grande maioria dos povos.

Uma reflexão final:
Enquanto o Papa se manifesta frontalmente contra a guerra, o nosso governo, a UE e a NATO promovem enormes exercícios militares em Portugal, acirrando conflitos e gastando centenas de milhões do dinheiro que faz falta para a Educação, para a Saúde e para desenvolver o país.


2 de setembro de 2015

Opiniões dos Nobel da economia

Joseph Stiglitz: "A União Europeia está a destruir o seu futuro"
Le Monde | 01.09.2015 às 10:09 • às 12h39 | Entrevista por Marie Charrel

Krugman e Joseph Stiglitz Prémios Nobel de Economia, têm vindo a manifestar-se contra as políticas de austeridade e o acentuar das desigualdades que a União Europeia está a desenvolver. 
De uma entrevista do jornal Le Monde, retirei as seguintes opiniões de Joseph Stiglitz Prémio Nobel de Economia que trabalhou durante anos sobre as causas das desigualdades económica nos Estados Unidos e as suas consequências, tanto a nível político como social. Em 2 de setembro, publicou um livro sobre o assunto, The Great Divide.

Sobre as causas das desigualdades, disse que «em primeiro lugar, são frequentemente o resultado dos lucros de monopolistas e a paralisação da economia. Mas, acima de tudo, porque as desigualdades são uma terrível armadilha.../... sem o aumento da renda, não há aumento no consumo, e enfraquece o crescimento».

Disse ainda «as desigualdades não são inevitáveis, eles são o resultado de escolhas políticas. Estados conseguiram combinar o crescimento com equidade, porque fizeram deste duplo objectivo uma prioridade. É o caso dos países escandinavos, mas também Singapura ou Ilhas Maurícias, que conseguiram diversificar as suas economias, focando a educação de sua população».

À pergunta de como é possível isso com a dívida pública em níveis recordes, Joseph Stiglitz disse que isso é «uma desculpa muito pobre. Nos EUA, as taxas de juro reais são negativas, e muito baixas na Europa. Nunca a conjuntura foi tão propícia para o investimento». Disse ainda que os investimentos alimentam o crescimento nos próximos anos e, portanto, as receitas fiscais adicionais que irão equilibrar as contas públicas. E mais adiante que «uma coisa é clara: os Estados têm um papel a desempenhar neste contexto, investir em investigação para promover o desenvolvimento dessas inovações. Porque o único investimento das empresas não é suficiente».

Quanto ao crescimento o Nobel considerou que «não é dramático se, ainda que fraco, for acompanhado de políticas de redução das desigualdades».

Sobre a recuperação da economia dos Estados Unidos disse que «é uma miragem». Apesar da taxa de desemprego ser baixa (5,3%), faltam 3 milhões de empregos no país.
Para permitir um desenvolvimento saudavel é preciso «investimento na investigação, educação, infra-estrutura para promover o acesso ao ensino superior. Estabelecer um salário mínimo parece-me um bom caminho. Nos últimos anos, os lucros aumentaram de forma desproporcionada face aos salários. Esta distorção de distribuição de rendimentos é uma fonte de desigualdade e potencial de crescimento fraco. Outra maneira de corrigi-lo seria fazer nossa tributação progressiva e equitativa».

No final a entrevista incidiu sobre a Europa e o terceiro pacote de ajuda à Grécia. Joseph Stiglitz foi perentório. «Este plano é a garantia de que a Grécia vai afundar numa depressão longa e dolorosa. Eu não sou muito otimista».
Relativamente à dívida disse o Nobel da Economia que a dívida é considerada um freio no crescimento mas, também pode ser um motivo para «a prosperidade futura, quando utilizada para financiar investimentos essenciais. Os europeus têm esquecido isso. … uma parte da direita do Velho Continente alimenta a histeria em torno da dívida, a fim de atingir o estado providencia. Seu objetivo é simples: reduzir o papel dos Estados. Isto é muito preocupante. Com essa visão de mundo, a obsessão com a austeridade e fobia de dívida, a UE está a destruir o seu futuro.


En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/economie/article/2015/09/01/joseph-stiglitz-l-union-europeenne-est-en-train-de-detruire-son-futur_4742246_3234.html#YqkhruhCX1d3cTQY.99 

22 de dezembro de 2014

Estamos no Natal e Aproxima-se 2015

Natal começou por ser a festa do sol, da luz, do crescimento dos dias contra a escuridão.

O sol quando nasce é para todos. E todos, é mesmo todo o mundo.
Mais uma vez o mundo está em complexa convulsão reflexo das mudanças de ordem mundial.
Vimos guerras e conflitos em sucessão cada vez mais globais.
Poderosos interesses económicos de grupos reduzidos, dominam a política e pisam direitos humanos, a paz, a justiça internacional até aqui respeitada.
Os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, acentuaram a sua hegemonia no mundo. Esta terminou mas reacenderam-se guerras muito mais dolorosas. Guerras onde morrem centenas de milhar de pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos. Guerras que têm reflexos em todos nós.
A lei internacional é permanentemente desprezada e substituída pela lei do mais forte. Povos inteiros são dominados e subjugados aos interesses das grandes economias e das multinacionais sem pátria.

O imperialismo tem não só a força das armas, mas também o controle total dos meios de comunicação globais, reescrevendo a história de acordo com os seus interesses para manipular as consciências e a opinião pública e colectiva. Esse controlo é total na medida que controla a quase totalidade dos agentes da informação.
Hoje com a "realidade" virtual, criam-se factos, inventam-se situações para deturpar a realidade objectiva e o conhecimento. Para distrair a humanidade desviando, e escondendo crimes e acções repugnantes praticadas para que o imperialismo consolide o seu poder. Poder que domina pelas armas e pela informação, pela destruição de valores humanos e sua substituição por uma cultura globalizada que introduz valores que facilitam a aceitação do domínio do mais forte.
Cultura que conforma, que não perspectiva a autonomia e capacidade colectiva da mudança.

A soberania nacional, a autonomia, foi substituída pelos mercados que fazem a lei. Passou-se a um novo tipo de colonização dos mais fracos, acompanhado de cultura da aceitação dessa perda de independência face ao poder financeiro dos bancos internacionais.
Os que não aceitam essas imposições são sujeitos a boicote e bloqueio dos poderosos, como tem sido o caso de Cuba. É paradigmática esta situação. Mais de cinquenta anos de bloqueio condenado internacionalmente por resoluções quase unânimes de todos os países do mundo, não tiveram qualquer efeito na decisão de um único país.
Israel, com a cumplicidade dos EUA, faz uma guerra e ocupação ilegal, da Palestina, matando muitos milhares de civis, de mulheres e crianças inocentes.

Há muito que poderosas agências de espionagem como a CIA, com mais de 170.000 agentes espalhados pelo mundo, fomentam conflitos, armam, treinam e financiam seitas e grupos terroristas, para derrubar governos legítimos que não obedeçam às suas ordens.
Apoiam o nazismo e fascismo em vários países. Apoiam ditadores que lhes entreguem as riquezas do país à exploração das empresas americanas. Fomentam a guerra entre religiões de acordo com o princípio "dividir para reinar" e assim intervirem do lado que lhes interessar.

Um relatório recentemente aparecido ao conhecimento público mostra uma pequena parte dos métodos de intervenção mais escabrosos, torturando até à morte muitos presos, muitas vezes sem qualquer culpa, apenas para obter informações.

Usam a chantagem directa em relação a Governos e Presidentes da República de vários países. Fazem espionagem e vigiam empresas de todo o mundo. Gastam milhares de milhões de dólares para manter o mundo inteiro sob sua vigilância, incluindo os seus mais próximos aliados.
Muito do dinheiro vem da droga, cuja produção aumentou várias vezes, com as forças que controlam o Afeganistão. Outra fonte de financiamento é a venda de petróleo produzido em território controlado pelos terroristas.

Quase tudo isto tem acontecido depois da queda do Muro de Berlim e da destruição dos países socialistas.
Estará o mundo melhor?
Assistimos a cada vez mais conflitos que se generalizam no interior do mundo dito civilizado. Mortes, assassínios em massa, feitos por crianças, jovens ou adultos em escolas. É esta a cultura fomentada. O exemplo vem de cima. Os EUA têm o recorde mundial de presos. 
A fome assola o mundo . A pobreza cresce no mesmo ritmo que crescem as grandes fortunas. O trabalho escravo aumenta tal como o tráfico humano e o tráfico de droga.

Aumenta o perigo de as guerras se alastrarem às grandes potências podendo caminhar para uma guerra mundial. Hoje muitos tipos de armas de alta precisão estão já próximo das armas de destruição em massa em termos de capacidade mortal. Os riscos são cada vez maiores.

Haverá quem julgue despropositado falar disto em época natalícia. Haverá quem prefira não conhecer esta negra realidade.
No entanto, não ficaria bem com a minha consciência limitar-me às bonitas mensagens de Natal sem pensar nos que sofrem.
Tentarei intervir e evitar ser dominado pela cultura que nos querem impingir: "não há nada a fazer". "Sempre foi assim e sempre há-de ser".

8 de dezembro de 2014

O Muro das Desigualdades

As cada vez maiores Desigualdades, é o mais ignóbil Muro da vergonha desta sociedade. Muro que impõe a maior das violências.

Aprofunda-se o capitalismo, com o liberalismo e fundamentalismo de mercado. A política de direita algema o Estado, e entrega tudo aos privados. Os serviços criados para atenuar as desigualdades, passam a ser geridos pelo critério capitalista do máximo lucro, bem expresso na célebre a frase de um ministro "Quem quer saúde paga".

Esta sociedade capitalista reforça os muros que separam os que vivem do trabalho dos outros, dos que apenas têm como rendimento, a sua força para trabalhar.

Dum lado do Muro os muito ricos que tudo podem comprar e do outro os que nada têm e só sobrevivem enquanto trabalham. Se adoecem nem a saúde podem pagar. A sua alternativa é a morte.

Que liberdade tem quem vive desse lado do Muro? Os que não têm dinheiro, os 842 milhões de pessoas que passam fome e nem forças têm para as trocar por comida?

O Muros das desigualdades, acorrentam sonhos, encarceram a felicidade, violentam quem nasce filho de um pobre, enquanto do outro lado do Muro os filhos dos ricos nascem já ricos e com a liberdade que o dinheiro compra.

A ditadura do poder económico 
Um dos homens mais ricos da América, entrevistado por um jornalista que lhe perguntou quanto pagava de impostos, riu-se e com ar de desprezo disse: Eu já sou suficientemente rico para não ter que pagar impostos.
Os trabalhadores que produzem as riquezas que seguem directamente para os armazéns do outro lado do Muro, tudo o que compram com os tostões que recebem, nem sequer podem fugir ao IVA quando, para poderem continuar a trabalhar, têm que comprar pão para se alimentar. 

Um trabalhador que numa fábrica produz dezenas de sapatos por dia, ao fim dum mês não fica com o suficiente para comprar um par de sapatos dos milhares que produziu.


Deste lado do Muro morrem milhões de crianças, condenadas porque os pais não podem dar-lhes de comer nem pagar a sua saúde, nem obter água potável. Sim, 700 milhões de pessoas não têm água potável. Mil milhões defecam ao ar livre. As contaminações atingem em especial as crianças, deste lado do Muro. Do outro lado consomem-se milhões de litros de bebidas de todo o tipo e destoiem-se alimentos para que os preços não desçam. O mundo produz a quantidade suficiente para que não haja fome. Contudo, 842 milhões de pessoas passam fome.
85% da riqueza mundial pertence a 10% dos mais ricos que têm, em média, quarenta vezes mais que o cidadão médio do mundo. Na metade de baixo dessa pirâmide, metade da população mundial adulta tem que se conformar com 1% da riqueza mundial, distribuida por todos.
De um lado do Muro, algumas dezenas de pessoas mais ricas têm rendimento total superior ao total dos muitos milhões de pobres do outro lado.
Se os muito ricos trabalhassem, precisariam de centenas de vidas a trabalhar até aos 80 anos para acumular a sua riqueza.

Saltar o muro
Será possível um pobre saltar este muro das desigualdades. Não, esta desigualdade extrema retira a liberdade e a mobilidade. Quem nasce pobre está condenado a morrer pobre. E seus filhos e netos, nascidos ou por nascer, herdarão sua pobreza. 

Um outro Muro foi derrubado para o capitalismo conquistar mais espaço. Assim se estendeu a quase todo o mundo. De imediato, foram erguidos muitos outros muros. 7.500 quilómetros já estão acabados. Mais quase 10.000 estão a ser construídos. O Muro das desigualdades cresceu na mesma medida que a liberdade de um lado reduziu a do outro.


11 de maio de 2014

A irracionalidade do capitalismo (5)

A irracionalidade e as crises do capitalismo, quem as paga?

As crises periódicas de superprodução são a expressão mais nítida da irracionalidade fundamental do capitalismo. A crise que estamos a pagar, à custa do aumento da exploração e do aumento do trabalho, dos que trabalham, é acompanhada do aumento dos que não trabalham porque não têm emprego. Apesar da necessidade do aumento constante do lucro em cada empresa que obriga a uma racionalidade do modo de produção, utilização da tecnologia para produzir mais em menos tempo, o sistema capitalista na busca da concorrência para eliminar as empresas mais fracas, conduz no plano global a uma irracionalidade que promove o desemprego, o desperdício e o consumo desnecessário dos recursos do planeta.


As necessidades de muitos e as de alguns

Apesar das necessidades de bem estar humano, da saúde e ambiente, do ensino e cultura, o capitalismo produz bens de consumo em excesso que não são consumidos por falta de dinheiro das sociedades empobrecidas pela concentração de riqueza em poucos. Nas crises periódicas do capitalismo impõe-se reduzir a produção apesar das imensas necessidades insatisfeitas. A redução da produção condena ao desemprego e à miséria milhões de homens "porque se produz demasiado" o que aumenta a crise por falta de capacidade para comprar os produtos necessários. Em Portugal, a entrada para a União Europeia capitalista, impôs-nos a destruição de milhares de fábricas e empresas para que os mais ricos continuassem a produzir e vender. O capitalismo destrói recursos e potencialidades de desenvolvimento de povos inteiros.

(Em breve continuarei a mostrar outras irracionalidades desta sociedade em degradação).


9 de fevereiro de 2013

Política de direita soma e segue

Traição e sabotagem económica a Portugal

Anos a fio de entrega da nossa economia às multinacionais culmina agora com Quadro Financeiro Plurianual 2014-2020 da União Europeia que Portugal aceitou.
Ao contrário do que apregoavam os vendedores de Portugal, a "Europa Connosco" mostra ser o contrário da solidariedade e coesão. Cada vez mais as potencias económicas mandam em Portugal e aquilo a que chamam “ajudas” são a exploração dos nossos já fracos recursos.
 


O presente "acordo" prejudica os países mais debilitados como Portugal e aumenta as assimetrias e as desigualdades no desenvolvimento económico e social na UE.
Os maiores beneficiários das políticas comuns são os que impõem a austeridade e livre concorrência no Mercado Único que eles dominam.


Passos Coelho mais uma vez mente quando se regozija com o Acordo aprovado. A verdade é que Portugal volta a perder, desta vez cerca de 10% (3 mil milhões de euros) de financiamentos da União Europeia. As rubricas mais afetadas são as da política agrícola. Portugal pode perder mais de 500 milhões de Euros no âmbito do desenvolvimento rural e agrícola.

27 de janeiro de 2013

O exemplo de Cuba

Declarações da secretária executiva da Comissão Económica para América Latina e Caribe (Cepal) das Nações Unidas

Fonte: Prensa Latina 

Em entrevista exclusiva para a Prensa Latina, a secretária das Nações Unidas, a mexicana Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o fato de que a ilha assuma, no dia 28 de janeiro, a presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), até o momento presidida pelo Chile.

A importância da Educação

A presidência de "Cuba, vai permitir-nos abordar os temas do investimento social, a importância da educação como a grande ponte para combater as desigualdades e romper os círculos viciosos de pobreza", disse Bárcena.

Outra temática à qual a ilha dará especial atenção na próxima etapa serão as experiências da América Latina e do Caribe para tentar tirar da pobreza mais de 57 milhões de pessoas e zelar pelo futuro destas. Bárcena recordou que Cuba é um dos países que está a fazer mudanças estruturais profundas e, portanto, tem muito a dizer. 

Objectivo: Combate às desigualdades

"Acho que o resto da região sabe pouco dos avanços de Cuba e dos problemas e desafios que enfrenta para fazer a mudança estrutural da produtividade, (...) e conseguir que os trabalhadores do Estado vão a áreas rentáveis, mas sem perder de vista o horizonte da igualdade e que isso não é negociavel", destacou a máxima diretora da Cepal, acrescentando que a América Latina tem feito da igualdade um de seus principais paradigmas, e portanto tem muito que aprender com Cuba. 

"Cada país tem modelos diferentes e, portanto, há uma grande diversidade de estratégias de desenvolvimento, mas eu acho que há um intercâmbio muito positivo que deve ser acontecer para atingir níveis de igualdade como existem em Cuba, em educação, em saúde", acrescentou. 

Mais de 50 anos de bloqueio contra Cuba 

"Cuba tem feito grandes avanços neste período, talvez e, até em certa medida, incentivada pelo próprio bloqueio. Bloqueio injusto, porque é o povo quem tem pago as consequências", considerou. 
O dano econômico ocasionado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, ascende a 1,66 trilhão de dólares. 

O Planeamento está de volta

"Porque acreditamos que o planeamento está de volta, planificar é governar, quem não planifica não governa e, portanto, não é somente celebrar os 50 anos de Planeamento em Cuba, mas sim recobrar o Planeamento na América Latina e no Caribe", expressou. "Parece-nos sumamente importante que tenhamos sempre uma representação de Cuba em tudo o que a Cepal faz na região", concluiu.

9 de janeiro de 2013

Os pobres que paguem a crise que não fizeram

Os muito ricos, cada vez mais ricos. Para alguns, sabe bem pagar tão pouco

A propósito do texto anterior deste blog:
Notícia de http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/CIECO089439.html

"Os ricos ficaram ainda mais ricos no ano passado. Se as 100 maiores fortunas do mundo aumentaram 15% para os 1,44 biliões de euros, de acordo com o índice dos milionários da Bloomberg, a riqueza das maiores fortunas em Portugal também cresceu em 2012. Mais concretamente 13%, o equivalente a um crescimento de 1,54 mil milhões de euros".


Esta informação publicada em "O Dinheiro Vivo" vem na sequência de outras de anos anteriores que mostram que a "crise" tem servido às mil maravilhas para os grandes capitalistas.
Diz ainda a notícia: "Contas feitas, no início de 2011 as sete maiores fortunas em Portugal estavam avaliadas em 11,61 mil milhões de euros. No entanto, a subida anual de 3% do PSI 20 e a consequente valorização da maior parte das 20 ações que integram o índice nacional fizeram com que, no final de 2012, as mesmas fortunas valessem 13,15 mil milhões. Na prática, as grandes fortunas em Portugal engordaram 1,54 mil milhões de euros no espaço de um ano".

Fruto de uma política
 
"A riqueza da família Soares dos Santos foi a que mais cresceu no ano passado. Fruto da valorização de 16% dos títulos da Jerónimo Martins, a posição detida pela sociedade Francisco Manuel dos Santos, que reúne as participações da família de Alexandre Soares dos Santos, valorizou em quase 714 milhões de euros".
 
Recordemos que Soares dos Santos e o seu Pingo Doce, que publicita que "Sabe bem pagar tão pouco", quase não paga impostos pois grande parte do seu dinheiro é transferido para a Holanda para onde foi a sede das suas empresas. 


Facilidades para os muito ricos e roubo aos trabalhadores


O Governo com esta sua política de direita continua a fechar os olhos às fugas aos impostos e à taxação das grandes fortunas. Contráriamente vai aumentando os impostos aos trabalhadores e reformados e reduzindo os seus salários. É aí que esta política insiste em ir buscar dinheiro. Aos mais pobres, para deixar engordar os mais ricos.
 
Continuem a votar nos partidos que há 36 anos vêm praticando a política dos grandes capitalistas PS+PSD+CDS, e depois queixem-se.




24 de novembro de 2012

Os Bancos e os Juros

Melhor que assaltar um banco é formar um.


Os banqueiros estão a dominar o mundo. Nada produzem e recebem os juros do produto de quem trabalha


(retirado de um artigo de Ellen Brown, publicado por Resistir.info)

Na edição de 2012 de Occupy Money que saiu na semana passada, a professora Margrit Kennedy mostra que 35% a 40% de tudo o que compramos vai para juros. Estes juros criados pelos mecanismos do capitalismo financeiro, vão para banqueiros, e acionistas. Assim, essa minoria de pessoas muito ricas, aumenta as fortunas. Sem nada produzir, graças à especulação financeira que inventaram, ficam com 35% a 40% do nosso PIB, isto é de tudo o que os países produzem. A riqueza é sistematicamente transferida do homem comum para os bancos e banqueiros.

Comerciantes, fornecedores, grossistas e retalhistas, todos eles, ao longo da cadeia de produção, dependem do crédito para pagarem as suas contas. Eles têm de pagar pelo trabalho e pelos materiais antes de terem um produto para vender e antes de o comprador final pagar pelo produto. 

Cada fornecedor na cadeia acrescenta juros aos seus custos de produção, os quais são transferidos para o consumidor final. A Dra. Kennedy menciona encargos de juros que rondam os 12% para a colecta de lixo, os 38% para a água de beber, os 77% para o arrendamento de habitação na Alemanha.

Seus números são extraídos da investigação do economista Helmut Creutz, e de acordo com as publicações do Bundesbank. 

O crescimento exponencial dos lucros no sector financeiro verificou-se a expensas de quem trabalha.


Em 2010, 1% da população possuía 42% da riqueza, e 80% da população possuí menos de 5%. A Dra. Kennedy observa que os 80% da população paga juros ocultos que 10% dos muito ricos arrecadam, aumentando assim, cada vez mais, as desigualdades e a exploração de quem trabalha.

As implicações de tudo isto são espantosas. Com outros sistema político e financeiro, os preços de tudo o que compramos, poderiam baixar mais de 35%.

Se os bancos fossem serviços de utilidade pública os seus lucros retornariam ao público, nomeadamente pela redução de impostos.

Com bancos nacionalizados, os governos poderiam também eliminar o seu fardo de juros. Isto foi demonstrado com resultados excelentes, em vários países, incluindo entre outros o Canadá , a Austrália e a Argentina .
Em Money and Sustainability: The Missing Link (na pg. 126), Bernard Lietaer e Christian Asperger, et al., mencionam o exemplo da França entre 1946 e 1973. Os autores mostram que se o governo francês houvesse continuado a ser financiado por bancos nacionalizados ao invés de bancos privados, a dívida não teria crescido de 21% para 78% do PIB.
Em Portugal, o Orçamento de Estado para 2013 prevê pagamentos de juros no montante 7.164,4 milhões de euros, o que equivale a 4,3% do PIB português.

Nos estudos citados os autores provam com números, que o grande negócio dos bancos, a especulação financeira, está na destruir as economias no sistema capitalista e a impor enormes sacrifícios a toda a população.  

25 de abril de 2012

Defender Abril é defender Portugal


A importância das comemorações do 25 de Abril


A direita já várias vezes tentou acabar com as comemorações oficiais do 25 de Abril. 
Foi a indignação de muitos portugueses que os levou a recuar. 

Sabemos bem que governos que querem desrespeitar os valores de Abril, que pretendem rever a Constituição da República, querem também apagar da memória o que foi a libertação do fascismo.

É a contragosto que a direita celebra o 25 de Abril.

Bem sabemos que o Presidente da República, Governantes, e muitos dos deputados da direita quando discursam nestas comemorações estão a representar um papel de hipócritas.

É compreensível que a Associação 25 de Abril e os militares tenham decidido não participar nestas comemorações oficiais. O Manifesto que subscreveram, é uma justa e dura crítica à política que estes governos têm seguido contra a Constituição de Abril e contra os valores que Povo e MFA conseguiram reconquistar. 

Mário Soares e outros “históricos”, aproveitaram esta atitude para se afirmarem também muito pesarosos e solidários com esta posição. Mário Soares não é digno de tal atitude, nem ela nos faz esquecer que foi ele que esteve na origem da política de direita que arruinou o país e os portugueses. 
Mário Soares, na sua cega fúria anticomunista, aliado à CIA, Carlucci, Kissinger e outras forças da extrema direita e reacionárias - como ele próprio se gaba - encetou um plano de divisionismo dos portugueses e da unidade dos trabalhadores, para se  aliar ao poder capitalista e financeiro. Traindo o próprio Partido Socialista e a confiança que muitos socialistas tinham nele, meteu o socialismo na gaveta.

A partir de então, foi o que se viu. 

A adesão à Europa, aquela Europa que nos foi vendida como uma Europa Solidária, a Europa a que Mário Soares chamou a Europa Connosco. A Europa que nos faria enriquecer mas que exigiu a destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias e nos obrigou a comprar o que eles vendiam. A Europa agiota que agora nos cobra juros especulativos impossíveis de aguentar. 

Vieram as privatizações e o roubo ao Estado e aos portugueses daquilo que era a sua riqueza. Em substituição das empresas destruídas Mário Soares ofereceu às grandes multinacionais, possibilidades de investimentos em Portugal a troco de mão de obra barata e muitas outras benesses. 
Muitas multinacionais exigiram que se aumentasse o desemprego e se retirassem direitos aos trabalhadores como referiu explicitamente o patrão da Sony japonesa. 

Assim se iniciou o aumento do desemprego, friamente calculado, para submeter os trabalhadores às exigência do capital estrangeiro. Criaram a UGT para “partir a espinha à Intersindical” e aos sindicatos, condição necessária para o poder económico retirar os direitos dos trabalhadores. Dividir para reinar foi a política imposta por Soares e executada por Gonelha.

Foram 36 anos de política de direita, sempre com a Troika PS, PSD e CDS-PP juntos ou “à vez”. Cada um destes partidos prometia fazer melhor do que o anterior. Mentiram sempre para ganhar votos. 
Uma vez no poder, compraram submarinos para encher as carteiras de alguns. 
Privatizaram e “desprivatizaram” bancos e empresas. Por cada operação o Estado e os portugueses eram roubados em milhões de euros. 
Os negócios privados e a corrupção levou milhares de milhões de euros ao país. Dinheiro pago com as reduções de salários, das pensões de reforma dos trabalhadores e tantos outros sacrifícios de todo o povo. 
Governantes do PS, do PSD e do CDS-PP deixavam os cargos, com elevadíssimas reformas e bons lugares milionários nos Conselhos de Aministração de muitas empresas. Nessas empresas, com a sua “experiência” continuaram os negócios para roubar o Estado, como nas Parcerias Público Privadas (PPP).

Estes partidos PS, PSD e CDS-PP com a sua política de direita, encheram os bolsos de uma minoria de grandes capitalistas e colocaram na miséria milhões de portugueses. 
Não são punidos pois as leis foram feitas por eles.

Arruinaram o país para as próximas décadas. 


É tempo de dizer BASTA! 
É tempo de defender os valores e conquistas de Abril. 
É tempo de rejeitar o Pacto de Agressão!
É tempo de exigir a renegociação da dívida!
É tempo de defender a nossa soberania!
É tempo de lutar!

11 de abril de 2012

Troikas e Baldroikas

Um ano de Troika estrangeira 
37 anos de Troika portuguesa


Destruição da produção nacional
Destuição da agricultura
Destruição das pescas
Destruição das indústrias

Privatização das empresas públicas
Privatização da banca
Privatização dos serviços do Estado
Privatização da economia

37 anos de alternâncias sempre dos mesmos 
37 anos de corrupção, de mentiras de oportunistas
37 anos de PS de PSD e CDS-PP
37 anos a virar o 25 de Abril de pernas para o ar

Ora agoras viras tu ora agora viro eu

37 anos, com pés de veludo, a chupar o sangue da manada.




Um ano de intervenção estrangeira ao serviço dos "mercados".
Um ano a destruir o que restava dos direitos dos trabalhadores
Um ano de mais sacrifícios em nome da "austeridade".
Um ano a roubar nos impostos, nos salários, nos subsídios, nos tempos de descanso.

Tudo isto para quê? Os resultados estão à vista!

Mais desemprego e pobreza
Mais falências de empresas
Mais dívidas ao estrangeiro
Mais retrocesso civilizacional

Quem ganha com tudo isto?

O dinheiro não se evapora! 
Para onde foi?
Quem paga conhecemos bem!
E quem o recebe?

Recebe o Estado que o dá aos bancos, em juros especulativos, em "apoios", (12 mil milhões do empréstimo a Portugal), nos negócios das nacionalizações e privatizações, nos prejuízos do BPN e muitos outros.
Recebe o Estado ao serviço de Governos que o dão aos amigos, aos do BPN, aos das empresas Público Privadas, aos das Concessões das Auto-estradas, aos que compram em Saldo as empresas do Estado, aos administradores das empresas, etc.

26 de março de 2012

A crise do capitalismo no mundo



Crise económica global: Três anos de percurso

Osvaldo Martinez desmonta a argumentação dos vendedores da ilusão da "retoma económica na Europa e Estados Unidos", «a fantasia social-democrata do capitalismo mau e do capitalismo bom e de que a luta de classes acabou” analisa o "estado de senilidade do capitalismo", a fome, o desemprego e a redução das forças produtivas e aponta pistas para uma análise global económica e social do mundo.

23 de março de 2012

C de Conceitos


As classes sociais e a luta de classes 

o texto completo está (aqui)

O artesão que fazia colheres

Um artesão, que fazia 10 colheres, 10 garfos e 10 facas por dia e vendia cada peça por 2 euros, ao fim do dia "facturava" 60 euros que chegavam para comprar a matéria prima e sustentar a família.
Imaginou uma prensa que lhe poderia facilitar o trabalho mas não tinha dinheiro para a construir.

Um proprietário de terras, com bens e dinheiro, soube do sonho do artesão e encomendou a outro ferreiro uma prensa para fazer colheres. Contratou um trabalhador para trabalhar com a prensa e assim passou a produzir 500 colheres por dia. Vendendo as colheres a 1 euro, ganhava o suficiente para pagar 40 euros ao trabalhador mais 200 euros de matéria prima e ainda ficava com 260 euros por dia para si.

O artesão que fazia as colheres facas e garfos passou a fazer apenas facas e garfos pois o dono da prensa que tinha um operário a trabalhar inundou o mercado com colheres mais baratas.

O industrial de talheres
Mas o dono da prensa, que diariamente arrecadava 260 euros, amealhou 100 euros, gastando em bens para a sua vida pessoal "apenas"160 euros. Com os 100 euros amealhados em cada dia, mandou fazer mais uma prensa para produzir garfos.

Com essa prensa contratou mais um trabalhador e passou a produzir diariamente 500 colheres e 500 garfos. Vendeu os garfos também a 1 euro e assim facturou por dia 1000 euros.
Desses 1000 euros, pagava 80 aos dois trabalhadores, gastava em matéria prima 400, aumentou-se para 200 euros e guardou 320 para comprar uma prensa para fazer facas.

  
É evidente que o artesão que fazia facas à mão e nunca teve dinheiro para comprar uma prensa, teve que fechar a sua oficina e ofereceu-se ao dono das prensas para trabalhar com a sua máquina de fazer facas. O dono das prensas sabendo que o artesão não tinha alternativa, ofereceu-lhe apenas 35 euros por dia. O artesão teve que aceitar.

De concorrente a monopolista

Assim, o dono das prensas de fazer colheres facas e garfos, tendo eliminado a concorrência dos artesãos subiu o preço dos talheres para 1,5 euros. Apesar disso os preços de venda eram mais baratos do que os dos artesãos e estes ganhavam quase o mesmo que trabalhando manualmente, quando vendiam cada talher a 2 euros.

Parecia que deviam estar todos satisfeitos. O dono das máquinas passou a facturar 2250 euros por dia, a pagar 115 euros aos operários, a gastar 750 euros na matéria prima e a lucrar 1385 euros por dia.

Do ponto de vista de remuneração, a perca dos operários não foi grande. Contudo pensavam:
Nós fizemos as máquinas, trabalhamos com elas, ganhamos 40 euros por dia e o patrão que pouco trabalha, mas teve dinheiro para comprar as máquinas ganha 1385 euros por dia.

Alguma coisa deve estar mal

Tinham a noção de que algo não era justo, mas parecia-lhes que tinha que ser assim, porque sempre assim foi. Até que
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10 de março de 2012

Capitalismo

Onde está o dinheiro que falta a milhões de pessoas?

Foi lançado um relógio de pulso que custa 6,1 milhões de contos
Quanta miséria é preciso criar para comprar este relógio?

Ver (aqui)

1 de março de 2012

A Ditadura do Capitalismo (1)


O capitalismo na Europa obriga 
25 Milhões de trabalhadores a fazer greve todos os dias

Aos que se insurgem por os trabalhadores fazerem greve 1 dia para lutar contra esta política de ruína lembro:
Segundo as estatísticas do Euroestat o número de desempregados na Europa é cerca de 25 milhões. Os jovens são os mais atingidos. Enquanto isto acontece o capitalismo obriga os trabalhadores que conseguem trabalho a trabalhar mais horas, com menos direitos e menor salário.
  
O Economista Eugénio Rosa, mostrou que Portugal têm cerca de 1 milhão e 200 mil trabalhadores que, digo eu, são obrigados a "fazer greve" todos os dias, o que equivale a uma redução na produção nacional de 37.000 milhões de euros anuais. Ou seja, em três anos, este valor ultrapassa o empréstimo que pedimos à troika estrangeira. 
Isto é o resultado da destruição sistemática de postos de trabalho, da destruição da nossa agricultura, das pescas e da indústria nacional.
  
Foram os portugueses que quiseram isto? Foi isto que estes governos de direita anunciaram para que votassem neles? 
Não. Os governos de direita sempre usaram a "democracia" para impor a ditadura do capitalismo. A lei do mais forte: Roubar à maioria para enriquecer meia dúzia.

28 de dezembro de 2011

"Passagem de Ano" dos portugueses

Um lavagante para assinalar o Novo Ano de 2012

Para os 2% de ricos:
  

Para os 98% restantes, oferta do nosso governo:


Ao que nos conduz a política de direita e das desigualdades

6 de novembro de 2011

Estão em causa os direitos humanos

A pretexto da crise o governo destrói os direitos fundamentais

Só quem tem dinheiro tem liberdade. E hoje o dinheiro está nos cofres de alguns.
Acentuam-se as desigualdades. As necessidades básicas da maioria da população estão em risco.

Jerónimo de Sousa disse ontem que o governo está a preparar "medidas que visam levar ainda mais longe o grave pacote anti-laboral que tem vindo a tornar público". Disse também que o governo não esconde que quer "reduzir a pó o direito de todos os trabalhadores ao 13º. e 14º. mês. Reduzir o tempo de férias. Reduzir os feriados e fazer regressar a semana-inglesa com trabalho gratuito", dando continuidade ao que decidiu sobre o "alargamento do horário de trabalho; de eliminação do direito a descanso em dias feriado que se poderão traduzir na destruição de mais de 250 mil postos de trabalho; de redução do pagamento das horas extraordinárias e do trabalho nocturno e do valor das indemnizações e do alargamento dos motivos de despedimento sem justa causa".


A vida pessoal está em causa

Como mostrou o Secretário Geral do PCP "estas medidas são de uma enorme gravidade que não pagam nem a dívida, nem diminuem o défice, apenas aumentam a exploração e concentração da riqueza e que conjugadas, nomeadamente com o banco de horas conduzirão à implosão da organização do tempo de trabalho, em prejuízo do direito à autonomia e ao direito à planificação da vida pessoal de cada um".

4 de novembro de 2011

O aproveitamento da crise para aumentar o roubo

Os bancos e multinacionais aumentam os lucros com a crise


Enquanto os trabalhadores ficam mais pobres os especuladores aumentam escandalosamente os lucros.


Os quatro maiores bancos privados no mercado português - BES, BCP, BPI e Santander - tiveram lucros diários de 1,31 milhões, em média, desde o início do ano. Ao mesmo tempo, cortaram 8,6 mil milhões no financiamento às empresas, ajudando a estrangular a economia.


Menos de um por cento das multinacionais controla cerca de 40 por cento da riqueza mundial, segundo revela um estudo de investigadores suíços que analisaram as ligações de 43 060 multinacionais, ligadas entre si.


O estudo, foi publicado na revista britânica NewScientist. As suas conclusões confirmam a ideia generalizada de que um pequeno grupo de corporações, maioritariamente bancos, controla a vida económica (e, por via desta, política) do planeta. 


Entretanto as "ajudas" da troika estrangeira e a medidas de "austeridade" da troika nacional (PS; PSD; CDS) roubam aos portugueses o dinheiro que vai para a banca. 


Veja neste vídeo os resultados desta política: