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25 de setembro de 2015

Para refletirmos II

O euro e a situação a que chegamos

Notas de um artigo de opinião de Vasco Cardoso no Avante
«...Desde a adesão ao euro, Portugal é um dos países que menos cresce na Europa e no mundo, produzindo hoje menos riqueza do que quando se introduziu as notas de euro. Dentro do euro, o País não cresce, não se desenvolve, não recupera emprego...»

«...Recordamos aqui que os mesmos que dizem que a saída do euro conduz ao desastre foram os que que prometiam convergência com a UE, mais crescimento económico, mais emprego e melhores salários com o euro. Foi aquilo que se viu. O PCP, fortemente empenhado na libertação do domínio do euro entende que nesse processo é um imperativo a defesa dos rendimentos, das poupanças e do nível de vida da população...».

«... A dívida pública portuguesa, uma das maiores do mundo, é insustentável, reproduz-se de ano para ano e, sem renegociação, não é possível diminuí-la substancialmente, como prova o seu agravamento em mais de 50 mil milhões de euros nos últimos quatro anos. Em 2015, Portugal gastará quase nove mil milhões de euros em juros, mais do que o Estado gasta com a saúde, tudo isto para no final de cada ano a dívida ficar na mesma, quando não aumenta...»

«... Pensando tirar proveito da actual situação na Grécia, PS, PSD e CDS procuraram acenar com o papão grego para engrossar a tese de que não há alternativa. Mas se há coisa que a situação na Grécia veio provar é que o caminho para o desenvolvimento requer a ruptura com os constrangimentos e mecanismos de exploração que foram urdidos. O grande erro do governo grego não foi querer sair do euro ou renegociar a dívida, foi, ao contrário, ter alimentado ilusões de que era possível eliminar a austeridade e desenvolver o país dentro do euro e amarrado a uma dívida insustentável...»

2 de setembro de 2015

Opiniões dos Nobel da economia

Joseph Stiglitz: "A União Europeia está a destruir o seu futuro"
Le Monde | 01.09.2015 às 10:09 • às 12h39 | Entrevista por Marie Charrel

Krugman e Joseph Stiglitz Prémios Nobel de Economia, têm vindo a manifestar-se contra as políticas de austeridade e o acentuar das desigualdades que a União Europeia está a desenvolver. 
De uma entrevista do jornal Le Monde, retirei as seguintes opiniões de Joseph Stiglitz Prémio Nobel de Economia que trabalhou durante anos sobre as causas das desigualdades económica nos Estados Unidos e as suas consequências, tanto a nível político como social. Em 2 de setembro, publicou um livro sobre o assunto, The Great Divide.

Sobre as causas das desigualdades, disse que «em primeiro lugar, são frequentemente o resultado dos lucros de monopolistas e a paralisação da economia. Mas, acima de tudo, porque as desigualdades são uma terrível armadilha.../... sem o aumento da renda, não há aumento no consumo, e enfraquece o crescimento».

Disse ainda «as desigualdades não são inevitáveis, eles são o resultado de escolhas políticas. Estados conseguiram combinar o crescimento com equidade, porque fizeram deste duplo objectivo uma prioridade. É o caso dos países escandinavos, mas também Singapura ou Ilhas Maurícias, que conseguiram diversificar as suas economias, focando a educação de sua população».

À pergunta de como é possível isso com a dívida pública em níveis recordes, Joseph Stiglitz disse que isso é «uma desculpa muito pobre. Nos EUA, as taxas de juro reais são negativas, e muito baixas na Europa. Nunca a conjuntura foi tão propícia para o investimento». Disse ainda que os investimentos alimentam o crescimento nos próximos anos e, portanto, as receitas fiscais adicionais que irão equilibrar as contas públicas. E mais adiante que «uma coisa é clara: os Estados têm um papel a desempenhar neste contexto, investir em investigação para promover o desenvolvimento dessas inovações. Porque o único investimento das empresas não é suficiente».

Quanto ao crescimento o Nobel considerou que «não é dramático se, ainda que fraco, for acompanhado de políticas de redução das desigualdades».

Sobre a recuperação da economia dos Estados Unidos disse que «é uma miragem». Apesar da taxa de desemprego ser baixa (5,3%), faltam 3 milhões de empregos no país.
Para permitir um desenvolvimento saudavel é preciso «investimento na investigação, educação, infra-estrutura para promover o acesso ao ensino superior. Estabelecer um salário mínimo parece-me um bom caminho. Nos últimos anos, os lucros aumentaram de forma desproporcionada face aos salários. Esta distorção de distribuição de rendimentos é uma fonte de desigualdade e potencial de crescimento fraco. Outra maneira de corrigi-lo seria fazer nossa tributação progressiva e equitativa».

No final a entrevista incidiu sobre a Europa e o terceiro pacote de ajuda à Grécia. Joseph Stiglitz foi perentório. «Este plano é a garantia de que a Grécia vai afundar numa depressão longa e dolorosa. Eu não sou muito otimista».
Relativamente à dívida disse o Nobel da Economia que a dívida é considerada um freio no crescimento mas, também pode ser um motivo para «a prosperidade futura, quando utilizada para financiar investimentos essenciais. Os europeus têm esquecido isso. … uma parte da direita do Velho Continente alimenta a histeria em torno da dívida, a fim de atingir o estado providencia. Seu objetivo é simples: reduzir o papel dos Estados. Isto é muito preocupante. Com essa visão de mundo, a obsessão com a austeridade e fobia de dívida, a UE está a destruir o seu futuro.


En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/economie/article/2015/09/01/joseph-stiglitz-l-union-europeenne-est-en-train-de-detruire-son-futur_4742246_3234.html#YqkhruhCX1d3cTQY.99 

21 de abril de 2012

Só não vêm quem não quer


Que quer então o Governo e a Troika?
  
Como se verifica, os argumentos da necessidade de reduzir o défice eram e são falsos. Perante os resultados de aumento do défice e da destruição do aparelho de estado, da destruição da nossa economia, pergunta-se:

Que é que a Troika PS+PSD+CDS-PP querem com esta política?
Só não vê quem não quer ou é muito ingénuo. 
A crise do capitalismo está a ser aproveitada para retirar todos os direitos dos trabalhadores, recuando a história para os Séc. XVIII e XIX. 
Quer acabar com o Estado ao serviço do povo para o entregar aos privados contra o povo (explorando-o sempre mais).
Quer acabar com todas as conquistas do 25 de Abril de 1974.
Para o Governo quanto pior for a vida do povo, melhor domina. Lembre-mo-nos da história da rã (ver aqui).


15 de fevereiro de 2012

70 milhões ganhos com o dinheiro dos outros


ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS

O Estado obteve hoje três mil milhões de euros nos mercados financeiros em leilões de curto prazo. 
Apesar do recente corte da nota de crédito pela agência Moody's, as taxas de juro foram um pouco mais baixas.

Foram colocados 1500 milhões de euros a um ano, a uma taxa média de 4,943%. A ultima operação semelhante decorreu há cerca de um mês, com um leilão de títulos a 11 meses pelo qual Portugal pagou 4,986%.



Serviço combinado

A Moody's desclassifica para que os juros subam e facilitar a especulação dos Bancos. Mas, entretanto, como os "mercados", obtêm dinheiro do BCE a 1%, ou menos, e estão cheios de dinheiro, que conseguem com a especulação, não sabem o que fazer dele. Assim, aproveitam todas as oportunidades para ganhar ainda mais. A corrida ao leilão da dívida portuguesa foi grande apesar da nota baixa da Moody's a Portugal. 


Um bom negócio...
   
Os Bancos, ganharão com mais este empréstimo de 1.500 milhões, a módica quantia de 70 milhões num ano. Tudo isto com o nosso dinheiro, claro!
Portugal, no final do ano vai ter que pagar o empréstimo e mais os 70 milhões sem entretanto aumentar a sua riqueza, pois a austeridade leva à recessão e a não investir no setor produtivo. Isto significa que aumenta a dívida e a sua dependência. Amanhã terá que pedir mais, e pagar mais juros, para pagar o que pediu hoje e assim, de leilão em leilão, "ROUBAM O POVO E AFUNDAM O PAÍS"

17 de dezembro de 2011

Quem paga, manda?

Jerónimo de Sousa «O roubo organizado pelo governo aos portugueses, será derrotado»

Não foi a dívida que destruiu o aparelho produtivo.
Foi a destruição do aparelho produtivo que levou à dívida 

Na Europa como em Portugal, como em todo o lado, há os que pagam e os que recebem, os que enriquecem e os que embobrecem.

Ontem na Assembleia da República, Jerónimo de Sousa confrontando o Primeiro-Ministro com o roubo organizado aos trabalhadores e ao povo, afirmou que a luta contra este pacto de agressão será a causa da derrota destas políticas de desastre nacional.




Sobre a justificação do Governo de que "quem paga é que manda", disse Jerónimo de Sousa, que se assim fosse nós mandávamos muito. Em troca dos subsídios europeus para encher os bolsos de alguns, Portugal pagou em dinheiro com elevados juros agiotas. Pagou com a destruição do nosso aparelho produtivo. Pagou com a desativação da nossa indústria, Siderurgia, indústria naval, e toda a indústria pesada. Pagou com a destruição da nossa Agricultura. Pagou com a destruição da nossa frota pesqueira. Pagou com a desativação da nossa Marinha Mercante. 
Pagámos para que alguns ganhassem, como foi o caso da Alemanha, que passou a vender a Portugal o que deixámos de produzir.

10 de dezembro de 2011

Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal (2)

Sair ou não sair do Euro ou da UE, eis a questão.

Como disse no artigo anterior, a entrada para a CEE, agora UE, lançou-nos numa selva neo-liberal em que os mais fortes comem os mais fracos. Estas opções estão sempre relacionadas com os interesses em jogo. Não podemos "embarcar" no que parece ser "moderno" e diz oferecer mundos e fundos.

Provávelmente nem todos os que nos avisam são nossos amigos, como diz o ditado "quem te avisa teu amigo é". Mas há sempre amigos que nos avisam e, neste caso houve de facto amigos que avisaram que a entrada na CEE traria problemas difíceis a Portugal e que a adesão ao euro seria um desastre.
      
A União Europeia era excedentária na produção e o que precisava era de mercados que comprassem o que produziam, não de quem produzisse. Os que defenderam a adesão sabiam-no mas diziam que as compensações em subsídios para acabar com a agricultura, as pescas e a indústria seriam compensadoras. Muitos oportunistas viram aí uma forma fácil e rápida de ganhar dinheiro. Outros acreditaram no argumento da Europa solidária. 
Quem promoveu a adesão muito falou nos apoios e na solidariedade dos mais fortes para os mais fracos. Mas os que avisaram que isso era um perigo, bem sabiam que no capitalismo não há solidariedade dos fortes para com os fracos. Há competição, há a lei da selva, do mais forte. Há quem admita estarmos na III Guerra Mundial, lançada mais uma vez pela Alemanha, mas agora com as armas do dinheiro e a ditadura dos bancos e mercados.

Soluções

É claro que com esta política só nos afundamos mais. As promessas sucendem-se sempre a desmentir as anteriores. 
É preciso mudar de política. Defender a nossa soberania e ajustar a política económica aos nossos interesses e caracteristicas, sem submissão à União Europeia.

Outra questão é abandonar o Euro e relançar o Escudo ajustado aos nossos interesses. Ainda que tenhamos que enfrentar grandes dificuldades iniciais, esta solução proporcionaria um futuro melhor, sem as amarras à Alemanha e com capacidade para gerir os nossos interesses. Que se desenganem os que julgam que a Alemanha (ou a França ou outros idênticos) nos pode ajudar. Nem pode nem quer. 

A continuarmos no Euro seremos a mão de obra barata da Europa. Será muito mais difícil que resolvamos os nossos problemas, da dívida, do desemprego, da recessão e, o já reduzido potencial económico, manter-se-á. Continuar no euro é como viver numa casa que não é nossa. Continuaremos a trabalhar a baixo preço para pagar a dívida sempre a subir, sem folga para desenvolver a economia, para sermos independentes.

Como saír do Euro

Seria importante que o "novo escudo" fosse desvalorizado, para desenvolver a economia e as exportações nacionais. Tal permitiria relançar a economia no sentido de a tornar mais competitiva relativamente ao que importamos. Ao substituir as importações por produção nacional estaríamos também a reduzir o desemprego e a reduzir o défice.


A questão do desemprego é a questão essencial da economia. Creio ser evidente que não poderá haver economias fortes desaproveitando milhões de trabalhadores. O problema que estamos a viver é resultado de políticas que preferem resolver o problema financeiro dos estados (em beneficio dos Bancos) deixando para trás o problema da economia (ligado à produção).


A perda do valor da moeda só aflige quem exporta capital, pelo contrário beneficia quem produz. Para o custo de vida, ou o poder de compra nada se alteraria pois o mercado interno seria regulado pelo valor da moeda fosse ele qual fosse. O escudo desvalorizado impediria a fuga de capitais obrigando que estes fossem aplicados no país e, tambem assim, desenvolvendo a economia. Note-se que uma das razões da nossa crise é a fuga de capitais que atinge anualmente algumas dezenas de milhar de milhões de euros.  

O único problema da desvalorização da moeda é o aumento dos custos das importações. Mas mesmo isso obrigaria a um maior equilíbrio da nossa balança comercial com o aumento das exportações e a redução do que importamos e que pode ser produzido no país.

26 de novembro de 2011

Gigante com pés de barro

A crise encoberta dos EUA

O Boletim Antecipação Global Europa GEAB é o boletim do Laboratório Europeu de Antecipação Política (LEAP) / Europa 2020 e tem por objectivo analisar a governação no mundo, em especial a governação económica e procurar prever as tendências globais. É publicado em parceria com a fundação holandesa GEFIRA. 

Em fevereiro de 2006, a equipe do LEAP/E2020 fez um alerta mundial sobre a iminência de uma crise sistémica global. Desde essa altura, mês após mês, têm vindo a antecipar as diferentes etapas da crise em curso.



O boletim deste mês volta a analisar a economia dos Estados Unidos, uma vez que considera que "é exactamente este país, e não a Grécia, que está no epicentro da crise sistémica global". Informa que a "super-comissão" do Congresso encarregada de reduzir o défice federal dos EUA deverá confessar o seu fracasso. "Cada partido aguça já seus argumentos para despejar o fracasso no outro campo". Comentam os analistas do GEAB que "Barack Obama, à parte os seus sorrisos afectados na televisão (...) contempla passivamente a situação enquanto constata que o Congresso rasgou em pedaços seu grande projecto de plano para o emprego apresentado com fanfarras há apenas dois meses. E não é o anúncio completamente irrealista de uma nova união aduaneira do Pacífico (sem a China) – na véspera da cimeira da APEC em que chineses e americanos se enfrentam cada vez mais duramente – que vai reforçar a sua estatura de chefe de Estado e ainda menos as suas possibilidades de reeleição".
 


Continuando a citar o GEAB, publicado no dia 16, "Este fracasso previsível da "super-comissão", que apenas reflecte a paralisia total do sistema político federal americano, vai ter consequências imediatas e muito pesadas: uma nova série de degradações da classificação de crédito dos Estados Unidos. A agência chinesa Dagon abriu o fogo confirmando que ia novamente baixar esta nota em caso de fracasso da "super-comissão". Mais uma vez a equipa do GEAB acertou e o desastre das negociações, anunciado dia 21, fez com que os analistas voltassem a prestar atenção aos dados americanos, lembrando que o o gigante tem pés de barro. É sabido que o endividamento privado nos EUA é claramente pior que o da Grécia.

No GEAB conclui-se que "estamos a uma polegada do pânico geral quanto à capacidade dos Estados Unidos para reembolsar a sua dívida de outra forma que não seja com dólares desvalorizados". 

Consideram os analistas que "os Estados Unidos continuam a afundar a toda velocidade num endividamento crescente. Para o próximo semestre, Washington prevê emitir US$846 mil milhões de Títulos do Tesouro, ou seja, 35% mais que o ano passado no mesmo período.

Apesar da situação explosiva a Standard & Poor's garantiu que a classificação de crédito dos EUA não se vê afetada pelo fracasso da "super comissão" o que mostra a incoerência das agências de rating.

O antigo presidente director geral da Goldman Sachs, antigo governador de Nova Jersey, principal doador da campanha Obama para 2012, considerado em Agosto último para substituir Tim Geithner no posto de secretário de Estado do Tesouro foi um dos "criadores" de Obama em 2004, e agora também fracassou. Este caso atinge o cerne da relação incestuosa Wall Street / Washington que agora se começa a denunciar.

22 de outubro de 2011

As mentiras e as traições

Cavaco Silva não explica porque é que renegociar a dívida é mau. Porquê?

Passos Coelho tenta explicar com argumentos para idiotas. Utiliza o papão de ficarmos sem novos empréstimos. É uma rotunda mentira.


Quem empresta faz um negócio. Discutir os montantes, juros e prazos de pagamento é normal.


Diz Passos Coelho que se ficarmos a dever os credores não voltam a emprestar.
Renegociar não é ficar a dever! 
Renegociar uma dívida é um negócio como qualquer outro em que se discutem, preços e condições de juros e prazos. É o que qualquer entidade faz para defender os seus interesses. Chegar a um acordo que seja aceitável por ambas as partes, não é ficar a dever.


Em qualquer negócio qualquer das partes defende os seus interesses. Os portugueses que elegeram um governo para os defender estão perante traidores que defendem os interesses dos que nos exploram. 


Passos Coelho faz dos portugueses parvos, como um traidor, não aceita defender os interesses de Portugal perante a banca privada que já ganhou milhares de milhões de euros e à custa dos papalvos. 


Passos Coelho e a clique que representa os banqueiros têm medo de renegociar. Porquê? Expliquem porquê?

17 de outubro de 2011

A entrevista do ministro das finanças, em palavras simples

Ministro das Finanças, um ET vindo de outro mundo?


Na entrevista dada hoje, na RTP, Vítor Gaspar quis que acreditássemos que a mesma política que afundou o país, traduzida no Orçamento para 2012, vai agora salvar Portugal. 


Apesar das evasivas titubeantes, de vendedor de banha da cobra, só pude confirmar que, medidas para o crescimento económico não existem. Ao contrário, é fácil de adivinhar que todas as medidas anunciadas, vão agravar a nossa economia. Não é preciso ser-se economista para verificar que, com a redução da produção, com o aumento das horas de trabalho por cada trabalhador, vai aumentar dramaticamente o desemprego, a pobreza e a fome. Não é preciso ser muito inteligente para saber que, com mais desempregados não há economia, fragilizada, que se recomponha. Toda a gente sabe que a riqueza provem do trabalho, da produção!


Vistas curtas? ou... quem vier atrás que feche a porta?


Confirmei também que o ministro das finanças, não é a pessoa indicada para defender a nossa economia. Pois, pensando apenas em termos financeiros, destrói a economia, como meio de recuperação futura. Ao dar o exemplo da venda de empresas públicas, saudáveis, aos investidores estrangeiros, mostrou a sua pequenez de pensamento como mau "tesoureiro".
Se ele fosse gestor de uma empresa em dificuldades, para resolver problemas de tesouraria, vendia as máquinas da empresa. Pagava as dívidas mas ficava sem poder trabalhar para o futuro. Sem máquinas despedia o pessoal mas não podia ficar sem as despesas fixas. Não teria futuras receitas para as pagar. 
Com este "ministro" os credores ficam com as dívidas saldadas, agradecem muito e a empresa vai rapidamente à falência. 


Pobres, a morrer, mas honestos (com os desonestos)


Diz o ministro: com estas medidas recuperamos a nossa credibilidade nos mercados. Ainda que fosse verdade, e não é, para que nos servia a credibilidade e o elogio de termos pago todas as nossas dívidas, se estávamos falidos? Falidos mas sem dívidas! Pelos vistos o nosso ministro das finanças é um ministro dos credores, com a missão de pagar dívidas vendendo o país. 


Como bem disse Jerónimo de Sousa esta é uma política de terra queimada; pôr os portugueses a trabalhar sem receber, a passar fome, para pagar dívidas. E depois? 
O depois, apesar das perguntas do jornalista, o ministro não disse.
Qual o plano B, caso isso falhe? Perguntou o jornalista.
Bem... pois... prefiro não pensar que isto falhe...


Podem perguntar os leitores: Qual a alternativa? Creio que foi já defendida à exaustão, apesar da comunicação social fugir a esta questão que não convém aos bancos e banqueiros, também chamados "mercados" (não de nabos e hortaliça). 


A alternativa existe!


Primeiro: A alternativa só poderá ser executada por quem tenha por prioridade defender Portugal e os portugueses. 


Segundo: Renegociar com os credores (bancos e mercados) para alongar os prazos de pagamento e reduzir os juros especulativos. Com o valor reduzido das prestações libertar os fundos para voltar a dinamizar a nossa produção, agrícola, nas pescas, na indústria. Com isso seria possível reduzir o desemprego e importar menos do estrangeiro. É claro que muitas empresas estrangeiras perderiam parte do seu negócio agora tão facilitado. Mas Portugal e os portugueses ganhariam. 


Terceiro: Alterar as leis que permitem que as grandes empresas e acionistas, retirem do país grandes fortunas, sem pagar impostos. Acabar com os offshores, paraísos fiscais e outras formas de fugas de capitais que nos roubam o que seria suficiente para pagar as dívidas. 


Muitas outras medidas, económicas e financeiras, já ditas e repetidas, poderiam ser aplicadas para que não fossem apenas os trabalhadores a pagar (a crise e as dívidas, de que não são responsáveis).


Não se trata de ser mais esperto ou inteligente. Tratam-se de "opções de classe" para favorecer "amigos" mas que não defendem o povo que elegeu este governo.

6 de outubro de 2011

Os responsáveis pela crise, para tótós

2ª Parte - Emagrecer o Estado (para engordar os privados)


Esta ideia, que se pretende inculcar nos tótós, "emagrecer o Estado", associada à ideia que o emagrecimento é uma ação saudável, pode ser muito perigosa, mesmo na saúde. O "emagrecimento" tem por objectivo tornar o organismo mais eficaz, mais capaz de fazer mais e melhor e não levá-lo a uma atrofia e morte lenta.
Infelizmente, a política de capitalismo neoliberal que os partidos de direita vêm desenvolvendo, mostra que este emagrecimento é anorexia. Não é uma mania, nem um comportamento, é uma doença que serve os interesses dos negócios privados, à custa de toda a população portuguesa.  


O Estado, assim emagrecido, deixa de exercer as funções sociais para as quais pagam os contribuintes. 
Os contribuintes não deixam de pagar as suas contribuições e ainda por cima vão ter que recorrer a serviços privados que se pagam bem. As empresas privadas, cobram os serviços que anteriormente eram quase gratuitos e recebem do Estado os subsídios para "rentabilizar" os serviços que prestam.
Mais adiante darei alguns exemplos de "emagrecimentos" que engordam os monopólios privados da saúde, do ensino, dos transportes e auto estradas, entre outros.
Aos totós um conselho: Deixem de ver apenas o que o PS, PSD, CDS quer mostrar na televisão e jornais que estão comprados pelos do costume.

5 de outubro de 2011

As responsabilidades da crise, para tótós.

1ª Parte - Os portugueses (os trabalhadores?) gastam acima das suas possibilidades.


É frequente o governo desculpar-se com a crise para justificar a política que os leva a penalizar os trabalhadores e a população em geral.

Os argumentos para enganar tótós são muitos.
Jornais e televisão insistem em retransmitir esta ideia. 

Os portugueses que gastam acima das suas possibilidades foi argumento muito batido. Contudo como nem todos somos tótós e fomos descobrindo que quem gasta acima das suas possibilidades são os que sacam à fartazana em remunerações de 5.000, 10.000 e mais euros ou acumulam reformas pelos tachos que também tinham e têm remunerados a mais de 10.000 e 20.000 euros mensais. E como o exemplo vem de cima o nosso Presidente fez questão de confirmar.
 Carro do electricista que fez horas extraordinárias

Há dias foi dada uma notícia, já aqui referida, que enquanto os carros novos de gama baixa estão a reduzir as vendas, carros de luxo e topo de gama como os Porsches aumentaram as vendas em 40%. Claro que a Televisão não se atreveu a comentar esta verificação. 

Numa outra notícia a Televisão informava que aumentam as casas a ser vendidas em hasta pública. Acrescentou que era uma boa oportunidade para alguns fazerem bons negócios. Quem é que gasta acima das possibilidades? Quem tem que vender a casa ou quem compra casas, muitas de luxo, só porque é um bom negócio? A esses a banca dá todo o crédito que puder, o que na estatística aparece como muita gente a viver dos créditos.

Ontem a RTP deu uma nova versão dos "portugueses viverem acima das suas possibilidades" ao apresentar um estudo da pordata que concluia que importamos mais do que exportamos. Esta é a versão que toca num dos problemas essenciais.
 Carro comprado com o subsídio de desemprego como entrada inicial
Hoje o Presidente da República, o tal que dá o exemplo, voltou a repetir que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Das duas, uma! Ou está a falar de alguns, ou as possibilidades estão a ser reduzidas abaixo das necessidades.
Teve esse senhor o descaramento de dizer que temos que aproveitar as nossas potencialidades. Toda a gente sabe que a maior potencialidade de uma sociedade são as pessoas. Contudo ele tudo faz para facilitar os despedimentos e aumentar o desemprego.
Referiu-se ainda às nossas potencialidades do mar quando foi ele que subsidiou o abatimento da frota pesqueira.
 Carro do ministro da Justiça Social

É um facto indesmentível que importamos mais que exportamos. Mas quem impôs esta política? Recordem-se dos governos PS, PSD e CDS a mando de Bruxelas, a darem subsídios para acabar com a agricultura e muitas indústrias que precisavam de ser ajudadas. Abriram, ainda, as portas à venda de empresas portuguesas às multinacionais, muitas delas encerradas depois, e que levaram, para os accionistas estrangeiros, muitas centenas de milhões de euros da nossa produção.
Muitos patrões compraram Porsches e Lamborguinis e encerraram as empresas deixando os trabalhadores na rua. 
Há quem se atreva a dizer que os portugueses não querem trabalhar. Quem é que não quer trabalhar? E assim os responsaveis pelo governo deste país, eleitos pelo povo, é certo, destroem as nossas potencialidades e fazem os trabalhadores pagar a crise.

Resumindo e concluindo: Quem governa este país há 35 anos tem vindo a agravar a crise mas culpa os trabalhadores e obriga-os a pagar os defices e as dívidas que eles não criaram. Há ainda muitos tótós que vão nisto.

29 de setembro de 2011

O Governo português ao serviço da troika estrangeira

A troika está disponível para trocar o corte na taxa social única (TSU) por outra medida. 
Notícia do Diário Económico.

Ficamos a saber que o Governo português foi autorizado pela troika.
Entretanto sabemos também pelo presidente da República que já não é em em 2012 que está a luz ao fundo do túnel. 2012 vai ser um ano de maiores sacrifícios.
Em 2008 Sócrates dizia que os sacrifícios feitos iriam acabar em 2009.
Em 2009 foi prometido o fim da crise em 2010.
Em 2010 os "governantes" aplicando sempre mais medidas de austeridade, prometeram o fim dos sacrifícios em 2011.
E agora?
Afinal, continuamos a pagar as dívidas que não contraímos e eu pergunto. Para onde vai o dinheiro que estamos a pagar? 
Há alguns a ganhar fortunas com esta "crise" (ver aqui).

21 de agosto de 2011

As maiores dívidas públicas

PAISES               MIL MILHÕES           % DO PIB

BÉLGICA                     347.0                         98.6
ALEMANHA              1885.0                         75.7
IRLANDA                     152.5                         97.4
GRECIA                       325.2                        140.2
ESPANHA                    676.9                         64.4
FRANÇA                    1615.8                         83.0
ITALIA                       1841.6                       118.9
CHIPRE                         10.9                          62.2
HUNGRIA                      80.1                         78.5
MALTA                            4.3                         70.4
HOLANDA                  379.5                          64.8
AUSTRIA                     198.1                          70.4
POLONIA                    207.7                          55.5
PORTUGAL                142.0                          82.8
REINO UNIDO         1322.5                          77.8
ISLANDIA                       8.4                          91.5
EUA                            9752.9                          92.2
JAPÃO                       8809.2                        217.7
CANADÁ                     909.8                           76.2

Nota: os valores das dívidas dos vários países são apresentados em milhares de milhões de
euros e são relativos a 2010.
Fonte: Comissão Europeia

11 de agosto de 2011

Devemos exigir auditoria à dívida portuguesa


Éric Toussaint: «Portugal deve repudiar de forma soberana a parte ilegítima da dívida»

Com o título acima, tem sido divulgada uma entrevista de Éric Toussaint, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, que esteve em Lisboa, a convite do CES, para explicar o que é uma auditoria à dívida. 

Explicou então que, uma auditoria "é um instrumento para analisar de maneira rigorosa as características da dívida pública interna e externa". Não basta analisar a letra da lei, é preciso que a auditoria apure "como foi utilizado o dinheiro, qual foi o impacto ao nível dos direitos económicos, sociais e até ao nível ambiental. "A auditoria é um instrumento para identificar dívidas legítimas e ilegítimas".

Toussaint esclareceu que "as dívidas ilegítimas podem ser dívidas ilegais [que partam, por exemplo, de actos de corrupção] ou, mesmo as que são legais, podem ao mesmo tempo ser ilegítimas"... "Um exemplo muito concreto: os empréstimos do FMI, do Banco Central Europeu e dos governos europeus à Grécia, à Irlanda e agora a Portugal. São créditos outorgados sob condições que implicam a violação de direitos económicos e sociais da população do país, em contradição com convenções assinadas pelo país com instituições como a Organização Internacional do Trabalho, etc."...Adiantou que "estes créditos são dívida do tipo ilegítimo. Além disso, ocorreram num contexto de chantagem dos mercados financeiros"...
Disse também: "Há cinco anos os governos europeus diziam que tudo andava perfeitamente. Até falavam de margem para aumentar gastos. A cidadania, influenciada por esse discurso oficial, pensava que tudo estava sob controlo. Tudo começou a mudar com a crise que explodiu nos EUA em 2007 e o contágio à Europa em 2008. Há uma mudança total de panorama e o público agora dá-se conta que o mundo está dirigido por poderes que não são eficientes, que não são controlados, que estão sob a pressão de forças como os chamados "mercados financeiros", que aparecem como um ente misterioso".
 
Quanto aos responsáveis disse que "se há evidência de uma política de endividamento exagerado e ilícito há que acusar judicialmente os responsáveis. No caso do Equador foram acusados antigos ministros das Finanças. Há um antigo ministro que foi sentenciado com 5 anos de cadeia e está em fuga nos EUA, que não o querem extraditar". Informou que esse ministro "Assinou contratos - juntamente com outros altos funcionários que também foram acusados - prejudicando os interesses da nação e desrespeitando a lei do Equador". 
 

Ao ler estas declarações imediatamente relacionei com os inúmeros actos contrários à constituição portuguesa e que se fossem seriamente julgados muitos ministros e altos responsáveis estariam presos. 

Toussaint esclareceu que "Quando se negoceiam empréstimos os credores podem propor subornos ou o ministro pode sugerir uma comissão" ou, simplesmente, beneficiar os amigos em troca de outros favores ou bons empregos.

O entrevistador perguntou se "Seria possível em Portugal, no domínio da teoria, chegar à conclusão que ministros do passado pudessem ser acusados de crime público e julgados? ao que Toussaint respondeu: 


"Para mim é imaginável. Não vou afirmar que é provável. Claro que a auditoria não chega a uma sentença. A auditoria dá os dados e uma interpretação. O poder judicial, executivo e legislativo é que têm de tomar decisões". Informou que verificados essas decisões ilegítimas, Portugal poderia "repudiar de maneira soberana a parte ilegítima da dívida. Tomar um acto soberano que claro que põe em causa as regras actuais na zona euro, mas que não implica sair da União Europeia. Implica tomar medidas unilaterais justificadas, compreensíveis pela opinião pública, para dar outra saída para a crise". Recordei que foi isso que se passou com a Islândia. Esclareceu finalmente "que tais decisões não são actos unilaterais para prejudicar a comunidade internacional, nem actos que não tomam em conta o direito internacional". 



 
Éric Toussaint, mostrou com exemplos reais como um povo ou um orgão de soberania pode defender o interesse nacional sem se subordinar aos ditames dos credores, dos mercados ou dos interesses ilegítimos do poder económico. 
 
Não é que os governantes portugueses não saibam isto. Eles sabem, não querem é que os portugueses saibam. A política de direita dos partidos que alternadamente governam o país há 36 anos tem por principal objectivo defender os amigos, o poder económico privado. As migalhas que sobram  são as papas e bolos para enganar tolos. 

10 de julho de 2011

Muita parra pouca uva...

Indignação para inglês ver


Quanto mais nos abaixamos...
 
Com o espírito da dita "responsabilidade" que os irresponsáveis apregoavam no Governo, ou na campanha eleitoral: " de nada vale acusar os mercados", ou que "temos que acalmar os mercados", ou ainda que temos que "fazer os trabalhos de casa", foram impostos os Orçamentos de Austeridade, os PECs e os Memorandos  que roubam aos trabalhadores parte dos seus reduzidos rendimentos, quer em impostos, quer em serviços, quer nas taxas, quer nos direitos salariais, quer nos aumentos de preços... A lógica é conhecida do povo "grão a grão enche a galinha o papo". Contudo, as medidas são aprovadas, "os trabalhos de casa" feitos, mas também como diz o povo, "quanto mais nos abaixamos mais se vê o cu". 

O discurso e a realidade

Apesar das manifestações de indignação, dos responsáveis europeus e nacionais, dos discursos críticos em relação às agências de rating, os juros das obrigações gregas, espanholas, irlandesas, italianas e portuguesas, continuam a subir. A especulação do capital financeiro, dos chamados "mercados", ultrapassa tudo o que é tolerável. O grande capital aproveita a "crise" para sacar tudo o que pode aos países a quem criaram as dificuldades. É uma luta de morte em que os predadores não olham a meios para engolir as suas presas.
 
Para Portugal, na maturidade a cinco anos, os juros estiveram nos 16,955 por cento, e a três e a dois anos, chegaram aos 19,039 e 17,793 por cento, respectivamente.
 
A Grécia, renovava máximos nas obrigações a dois anos, que ultrapassam em dez pontos percentuais os juros pagos por aquela maturidade. A cinco anos, os juros escalaram para mais de 21 por cento e a dois tocavam já nos 31 por cento.
 
Alguém me explica como se podem pagar dívidas com juros muito superiores aos rendimentos actuais e previstos?

23 de maio de 2011

Uma explicação

Uma Conversa fácil de entender
Só os cegos não vêm...

A Primavera esmerou-se. Um sol agradável acariciava-nos na esplanada do café à beira da minha porta. A chegada do Senhor Antunes, o mais popular dos meus vizinhos, deu ensejo a uma lição sobre Europas e finanças a nós todos que disto pouco ou nada percebemos.
- Oh Sô Antunes explique lá isso do Banco Central Europeu, aqui à rapaziada do Café.

(para ver o resto da conversa clique aqui)

14 de maio de 2011

A Recessão e as Alternativas

Será a cegueira que está a atacar?

Não! Esta é a cegueira dos que querem cegar a inteligência dos portugueses.

Hoje só os que não querem ver mantêm teimosamente as soluções que  os grandes interesses capitalistas da Europa nos querem impor. 


As notícias começam a evidenciar os números das estatísticas:

"Portugal ficou ontem a conhecer com mais profundidade a forte tempestade que, a pouco e pouco, começa a desabar na sua cabeça. A economia entrou em recessão técnica - dois trimestres seguidos em queda, de 0,6% e agora 0,7% -, as previsões da Comissão Europeia já falam em desemprego nos 12,3% ainda este ano, e a dívida do Estado superará os 100% não tarda".


Qualquer pessoa, com um mínimo de inteligência, sabe que, pagar empréstimos com outros empréstimos, a juros cada vez mais altos, sem criar riqueza, sem produzir, leva rapidamente à bancarrota. 
Só os obstinadamente cegos não analisam o que se está a passar no mundo e teimam em não tirar ensinamentos como os que a Grécia nos está a proporcionar.


SERÁ QUE ESTOU A VER MAL ? OU...


... JÁ NÃO OS POSSO VER ?


Os partidos que há 35 anos levaram Portugal a esta situação, PS, PSD e CDS continuam teimosamente a impor as mesmas soluções. Fazem o seu papel de salvar os bancos com o pretexto que salvam a nossa economia. Argumento falso como se vê!


O PCP e a CDU têm mostrado o caminho alternativo. Renegociar a dívida e a forma de a pagar, aumentar a produção, apoiar a agricultura, as pescas e as nossas potencialidades produtivas. Reduzir o desemprego.
Isto é simples e evidente, mas, os que estão no poder, não querem falar nisso. O tabu da renegociação da dívida assusta os banqueiros, estraga-lhes o negócio. Os que teimam em não ver são verdadeiramente cegos, não da vista, mas da inteligência. PS, PSD e CDS fazem o frete à "troika" dos banqueiros. Votem neles e depois queixem-se!