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9 de julho de 2011

Reflectir no que se passa e aprender

É preciso MUDAR a sério! 

Cassete?
 
Foi ontem à noite o Comício do PCP em Lisboa e o discurso de Jerónimo de Sousa.  Mais uma vez o PCP pela voz do seu Secretário Geral, voltou a alertar para o grave caminho que tem vindo a ser seguido pelos governos de direita. É a isso que alguns chamam a “cassete”. Contudo, não sendo uma cassete, é a reafirmação cada vez mais provada que o PCP tem razão. Esta política, servindo para alguns, não serve o país não serve os trabalhadores e o povo. Passos Coelho segue as pisadas de Sócrates. Passos Coelho e o PSD, agora de braço dado com Paulo Portas e o CDS-PP apresentou um programa de governo que é a continuação agravada da política anterior e do acordo com a troika negociado por Sócrates. 
 
Falsas promessas
 
 
A campanha eleitoral do PSD foi feita com a promessa de “Mudança” aproveitando de forma oportunista o sentimento de desejo de uma nova política como defende o PCP há muitos anos. Os panfletos distribuídos por Passos Coelho, com a sua fotografia em grande plano, diziam: “ESTÁ NA HORA DE MUDAR” Em letras mais pequeninas prometiam “ o nosso compromisso com os trabalhadores portugueses”. No interior desse compromisso diziam os papeis: 
A tal ideia de mudança, que não convém a alguns, porque assim é que estão bem, e que apelidavam de “cassete dos comunistas”, passou a ser defendida por muitos políticos, técnicos, comentadores, e outros que tais, que, sem dizerem que o Partido Comunista, afinal, é que tinha razão, passaram a expressar por outras palavras, aquilo que o PCP diz há anos. É preciso apoiar a nossa economia. Esta "austeridade" gera depressão. É preciso apoiar a nossa agricultura (Paulo Portas passou a andar de boné e a visitar os agricultores). É preciso defender as pescas (Cavaco evitava falar nas “pescas” não fossem as pessoas lembrar-se que foi ele que destruiu a frota pesqueira, e por isso diz “potencialidades do mar”). Aconteceu até, calculem, que apareceram políticos e comentadores a defender, ainda que timidamente, a “reestruturação da dívida”. Diziam “reestruturação” para não dizer o que o PCP sempre defendeu “a renegociação da dívida”. Outros preferiram a palavra "reprofilage". Os que criticavam o PCP por defender que Portugal não se devia subordinar às políticas dos “mercados” indignaram-se, agora, com a classificação de  “lixo” a Portugal e, ainda por cima, logo na ocasião em que o novo Governo deu os primeiros passos de coelho para, nervosamente, cumprir as exigências dos “mercados”. 

Ah! valente!

Passos de Coelho, que apesar de ter levado “um murro no estômago”, fincou bem os pés para não recuar, prosseguiu o mesmo caminho da fuga p’rá  frente, esquecendo-se que tinha dito antes das eleições, que “É PRECISO MUDAR”. Pelos vistos um “murro no estômago” não chega para o fazer mudar. Passos Coelho continua o caminho de Sócrates, caminho que a direita há 30 anos, vem impondo a Portugal. Caminho da submissão ao grande capital, seja o americano, seja o europeu, se é que é possível distinguir.  
Por isso o PCP há 30 anos que é obrigado a recorrer à “cassete” para alertar que a política de direita não serve a Portugal e aos portugueses. Muita gente continua a ser enganada pelas promessas de “mudança” que a direita é obrigada a fazer para ganhar eleições. Mas, como disse Jerónimo de Sousa, o PCP é “Um Partido que não se rende!”. 

A política que Portugal e os portugueses precisam

É cada vez mais evidente que “com este programa, com esta política, com as medidas previstas é o afundar do país no pântano em que a política de direita o fez mergulhar”
O PCP continua a lutar, e com razão, por uma alternativa política. Uma MUDANÇA verdadeira que significa: “Rejeitar o programa ilegítimo de submissão externa, renegociar a dívida pública, defender a produção nacional e uma justa distribuição da riqueza,…” uma política “patriótica e de esquerda de que o país precisa”, em torno da qual se devem mobilizar e unir os trabalhadores e o povo. 

6 de julho de 2011

Análise económica

Tornar simples o que parece complicado entender





C de Continuar

Parasitas, vírus e remédios


Depois de uma ausência forçada de quase duas semanas, volto sem saber como recuperar o atraso, tanta coisa se passou que confirma a conclusão a que há muito cheguei: Esta política, em Portugal, na Europa e, em grande parte do mundo, não serve e está a ruir. O sistema capitalista que convém para alguns enriquecerem à custa da grande maioria está a sucumbir como o vírus ou o parasita que mata o corpo que o alimenta. 
Há que acordar e eliminar o parasita antes que o parasita nos destrua a todos, morrendo também.

Mais do mesmo


No ainda nosso Portugal, como se esperava, o Governo prossegue a política do anterior, agravando a situação económica de quem produz e, nessa fúria de sugar dinheiro a quem trabalha, caminha para o suicídio.
Continuam as privatizações e, já havendo pouco que valha a pena privatizar, acabam-se as "golden shares" perdendo o estado algum controle que ainda restava nas empresas estratégicas, EDP, PT, e Galp.
Cortam-se ordenados, aumentam os impostos, amputa-se o subsídio de Natal e aumenta-se o desemprego, arruinando milhões de famílias e, com elas, a economia do país.
Reduzem-se os investimentos em sectores produtivos e nas infraestruturas mais económicas como a ferroviária. Nada se fala sobre apoios às pescas, à agricultura e indústrias.
Produzimos menos mas, aumentam os horários de trabalho e a idade de reforma criando cada vez mais desemprego em especial nos jovens.
Cortam-se carreiras de transportes públicos obrigando o país a grandes desperdícios em transportes privados, importação de combustíveis e perdas de tempo inadmissíveis de quem se desloca no trânsito cada vez mais atafulhado.
Emagrece-se o Estado. Acaba-se com a Cultura. Fecham centros de saúde e escolas.


Os mesmos efeitos para as mesmas medidas


O Governo cumpre escrupulosamente as medidas impostas pela "troika", FMI, UE e BCE mas as agências de "rating" desclassificam Portugal, aliás como sucedeu cada vez que o Governo aplicou as medidas recomendadas pelo grande capital. Foi com os Orçamentos de Estado impostos pela UE, foi com os PECs, foi com o recurso ao FMI, foi com a aceitação das medidas da troika, foi com a eleição de um novo governo de maioria absoluta que se comprometeu a cumprir as exigências.
De imediato as medidas que eram "boas" provocaram a queda da bolsa e a aceleração para o desastre, tal como aconteceu na Grécia. Será coincidência? Tantas?


Uma estratégia global


A nível europeu, as cedências feitas ao capital norte-americano estão a levar à ruína do Euro e à destruição da "tão querida" união europeia, na tentativa de salvação do Dólar.
Nos EUA, surgem fortes suspeitas que o ouro do Tesouro Norte Americano "desapareceu" e foi substituído por barras de ouro falsificado. A China que investiu na produção, poderá vir a "retirar o tapete" aos EUA se exigir o pagamento das suas dívidas. Então o Dólar abre falência.


A Guerra ao serviço da Crise


Enquanto os EUA estão à beira da falência e seguem a política de sugar tudo o que podem a quem trabalha, gastam milhares de milhões de dólares nas guerras que provocam nas várias partes do mundo. Matam, bombardeiam, destroem a economia de países como o Afeganistão, Iraque, Líbia, Paquistão e alargam as acções terroristas, através da CIA na América Central e do Sul, em África, na Ásia, nas Honduras, no Haiti e em muitos outros países independentes.

Enganar, distrair, domesticar e adormecer


A política de direita que PS, PSD e CDS é subordinada aos interesses do poder económico, num sistema de mercado, neoliberal, cheio de contradições e que não serve os interesses dos trabalhadores e do povo. Não é por incompetência que nos leva à ruína. É uma opção política que não tem por objectivo o que dizem defender. Mentem porque não podem dizer a verdade.  
Mentem como mentiu Sócrates para ganhar as eleições e "segurar" os militantes e apoiantes do PS.
Mentem como mentiu Obama e todos os políticos que se servem do povo para ser eleitos, não para defender quem os elegeu, mas para defender os interesses de classe dos que montaram um sistema político e económico, o capitalismo, com as suas leis, hierarquias e rede de poder político e económico que domina a justiça, a comunicação - jornais, rádio e televisão - a propaganda, a cultura para "distrair", "adormecer" e enganar  a maioria do povo.

O antibiótico recomendado


Tal como os parasitas e vírus, esta política, e a mentira que a sustenta, tem os dias contados. Apesar dos meios poderosos que tem, os trabalhadores ganharão consciência e saberão organizar-se e aplicar os remédios, lutando contra o vírus, por uma sociedade mais justa, por um mundo melhor, mais saudável. 



16 de junho de 2011

O mundo que urge transformar

Perguntas:

  • Onde param os milhares de biliões de dólares produzidos pela rotativa do FED (Banco Central dos EUA) ?
  • Se a quase totalidade dos países têm enormes dívidas, EUA a maior (14,3 biliões de dólares) a quem devem todos estes países?
  • Se cada americano nasce a dever mais de 143.000 dólares, deve a quem?
  • Se cada português como qualquer cidadão dos países capitalistas quando nasce já deve dezenas de milhar de euros, a quem deve esse dinheiro?
  • O dinheiro (papel), produzido por todos os Bancos Centrais de cada país, (muitos triliões) que não consigo calcular, onde está?
  • Entretanto milhares de milhões de pessoas no mundo vivem abaixo do limiar da pobreza. Porquê?

14 de junho de 2011

Crises

Há Crise e Crises
Os dados hoje divulgados pelo INE mostram que, apesar da crise, o maior aumento da procura verificou-se nos hotéis de cinco estrelas, tendo o número de dormidas disparado 40,5% em Abril, face a igual mês de 2010. O mesmo sucedeu nos apartamentos de luxo, onde a procura disparou 92,8%.

Em sentido inverso, os estabelecimentos de classe mais baixa (Estalagens, móteis e pensões) registaram uma queda de 8,1% nesse mês.

3 de junho de 2011

Reflexão

Votar é um direito conquistado, mas é também uma responsabilidade social

Com o nosso voto, pouco que seja, influenciamos a política que se seguirá com os políticos que forem eleitos.
Votamos livremente de acordo com a nossa consciência. Contudo, bem ou mal a nossa consciência é um produto da sociedade em que vivemos. Da correcta ou incorrecta influência da família, dos amigos e colegas, da escola, dos camaradas de trabalho, dos jornais que lemos, da televisão que vimos, da publicidade que nos assola todas as horas, enfim de todo o ambiente que vivemos, na cidade, no bairro, na aldeia, nas colectividades e actividades que frequentamos. Esse ambiente é normalmente "conservador" pois procura "ensinar" aos mais novos, aquilo que cada um já tinha aprendido com os mais velhos.

...o mundo avança como bola colorida...

Contudo, a sociedade evolui. Não é conservadora porque o Homem aprende com os erros e deseja sempre fazer melhor. Já dizia o poema de Gedeão "o sonho comanda a vida, sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. ...". São os jovens quem mais sonha, quem mais  ambiciona um mundo melhor, um mundo mais justo sem o egoísmo de homens que exploram outros homens e os mantêm na ignorância.
São os que sonham, os que pensam, os que reflectindo, conseguem tirar ensinamentos da realidade, que ousam dizer e mostram que o mundo pode ser diferente. São poucos, é certo, como poucos foram os que mudaram o mundo com as suas descobertas e os seus estudos. Mas quando esses poucos acertam no que  dizem, arrastam multidões e mudam as consciências anestesiadas.


Um dia, mais cedo que tarde...

Retomando ao fio da meada, falava eu de votos, da possibilidade, e da responsabilidade de cada um de nós despertar a sua consciência e de acrescentar a essa consciência - do mundo injusto em que vivemos -  o sonho, a aposta na capacidade de o transformar. Então, um dia, tão cedo quanto a soma dessas consciências o permitir, o povo, os trabalhadores organizados decidirão mudar a política e aprenderão a tomar nas suas mãos o destino da sociedade onde vive.

O povo é quem mais ordena...

Cada acto eleitoral, cada votação, pode ser um passo na direcção de uma política nova, melhor, mais justa que defenda os trabalhadores e o povo, permitindo-lhe a participação nos destinos da sociedade. Teremos uma verdadeira democracia o que alguns denominam por democracia directa. 
Então poderemos, com propriedade, dizer: "O povo é quem mais ordena".

A grande maioria da população sabe que esta política afunda o país. Que pagamos uma crise que não criámos e dívidas que não contraímos. Que a crise não é para todos. Que o aumento do desemprego, conduz ao aumento da pobreza e da maior injustiça social. Que enquanto fecham empresas os bancos aumentam os lucros. E sabe que muitos dos políticos dos banqueiros e dos grandes capitalistas são corruptos e roubam o nosso dinheiro. 
Mas a maioria da população não acredita que seja possível mudar. Ou, mesmo que acredite na mudança não sabe quem fala verdade, depois de tantos anos a ouvir mentiras dos que nos governam.  


Mas... É possível mudar!

PS, PSD e CDS têm interesses e políticas quase iguais. Há 35 anos que governam o país e os resultados estão à vista. 
Precisamos de outra política. 
Precisamos de apoiar as empresas que produzem. Precisamos de apoiar a agricultura, as pescas, as industrias, o pequeno comércio e serviços. Precisamos de criar mais empregos. Desenvolver Portugal sem interferências dos interesses do capital financeiro estrangeiro.
Só assim poderemos defender os trabalhadores, com salários justos, com trabalho não precário, com direitos.

Qual a escolha mais acertada?

A responsabilidade da escolha, para encetar um caminho de mudança, cabe a cada um de nós. É natural que essa reflexão seja mais acertada se procurarmos quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo em geral. Os que lá estão há 35 anos já deram provas que não defendem esses interesses. Isto é claro para a grande maioria dos eleitores que se recusam a votar. No entanto os que não votam por estarem desiludidos com esta política deveriam reflectir e concluir que, não votando, estão a, mais uma vez, a deixar que tudo fique na mesma. Lembremo-nos de Martin Luther King:


"O que mais me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons".


Uma política patriótica e de esquerda


Precisamos de votar em quem defenda os trabalhadores, o desenvolvimento do país e não se submeta aos interesses dos grandes grupos estrangeiros ou banqueiros. Precisamos de uma política patriótica e de esquerda. A melhor solução é reforçar a CDU para que, na Assembleia da República, tenha mais força para defender o povo os trabalhadores e Portugal, e não deixar que os mesmos continuem a sacrificar quem trabalha.

29 de maio de 2011

Reciclar

Não sou cartoonista, mas... 
gostaria de ser!
 
Esta política não serve. Vendo bem, nunca serviu e está fora da garantia que nunca teve.

23 de maio de 2011

Avivar a memória dos esquecidos

Os últimos anos de política em Portugal


Creio que não é preciso repetir que a direita governa, ou desgoverna, o país há 35 anos.

Recordemos, resumidamente, os últimos dez anos que são ilustrativos.
Depois de três Governos consecutivos de Cavaco Silva (PSD), Guterres, (PS) culpando o governo anterior, pediu sacrifícios aos portugueses prometendo que a adesão ao Euro nos traria prosperidade num futuro próximo. Foi um "falhanço" total que, em 2002, o levou a pedir a demissão e a refugiar-se no Alto Comissariado para os Refugiados. 


Entrou Durão Barroso (PSD), em sociedade com CDS, afirmando que o país estava de "tanga", e pediu mais sacrifícios para recuperar a economia. Ao fim de dois anos, com a tanga ainda mais rota, Durão Barroso, abandonou o Governo e foi para Presidente da Comissão Europeia. Santana Lopes, que desgraçou Lisboa, substituiu Durão Barroso, para continuar a desgraçar o país, com o CDS a ajudar. 


Ao fim de um ano de desastres, perde as eleições para Sócrates (PS) que, para "salvar" o défice orçamental, continuou a política de privatizações e de sacrifícios dos anteriores. 


Na campanha eleitoral, Sócrates disse que a taxa de desemprego era de 7,1%. e "que esse número é bem a marca de uma governação falhada, de uma economia mal conduzida". Prometeu entre muitas coisas, 150.000 empregos. 


Sócrates e as constantes mentiras


A um ano do final do primeiro mandato a taxa de desemprego era de 8.4%. Então, a crise do capitalismo, nos Estados Unidos, serviu de desculpa para as dificuldades que já não podia disfarçar. Apesar disso, não se inibe de contratar os serviços dos que fizeram a campanha de Obama, para o ajudar (a mentir) nas eleições de 2009. Sócrates fez por esquecer que tinha criticado a taxa de desemprego de 7.1% em 2005 e que a elevou para 9,4% em 2009. Promete e despromete aumentos e abaixamentos de impostos. Afirma que o pior da crise já passou, que os sacrifícios depressa vão acabar e que 2010 será o ano da recuperação. O povo crédulo, para não dizer pior, acreditou. 
Sócrates (PS) voltou a ganhar as eleições. 


Será que a mentira continua a beneficiar o infractor?


O desemprego, a dívida e os sacrifícios continuaram a aumentar. A situação económica afundou-se ainda mais. 


Aproximam-se novas eleições. Voltam as promessas, as desculpas e a afirmação de que não existe alternativa. 


Mesmo antes das eleições PS+PSD+CDS assinam um contrato com a troika que compromete Portugal à política que imposeram aos portugueses. Mais sacrifícios sem fim à vista e sem qualquer resultado para a salvação necessária.


As troikas bem combinadas


O acordo das troikas interna e externa, não serve Portugal.
Pedir empréstimos para pagar dívidas, ficando com mais dívidas dos novos empréstimos, nada resolve. Pelo contrário. Juros em cima de juros.
Quem ganha com isto? Certamente os Bancos. 


É mentira que não há alternativa. 


A alternativa existe mas não convém aos bancos. 
A alternativa é renegociar a dívida enquanto é tempo, é aumentar os impostos aos bancos e às mais valias especulativas e canalizar o dinheiro para apoio à nossa produção, à agricultura, às pescas e às pequenas e médias empresas para reduzir o desemprego e pôr Portugal a produzir.

A política da troika interna não é incompetência. É a política que convém aos que têm ganho à custa dos trabalhadores. Aos que se dão bem com os favores e negociatas com os dinheiros públicos. Aos que enriquecem com o empobrecimento dos que trabalham.


O voto é uma possibilidade de fazer vencer a alternativa. Uma política patriótica e de esquerda. Uma política para Portugal e para quem produz.


Depois de tudo isto, destes anos de política sempre igual e de desastre, de quem é a responsabilidade?
Será, alguma pandemia de Alzheimer e síndrome de Down? Será "mau olhado"?



17 de maio de 2011

Debate esclarecedor

Um confronto da política patriótica e de esquerda com a mesma política da direita mais ou menos disfarçada 

9 de maio de 2011

O Criador de Porcos

Era uma vez...


Um Criador de Porcos que despejava os dejectos da pocilga para o rio da Aldeia.
A água, essencial para as pessoas, animais e agricultura, ficou poluída e os habitantes começaram a adoecer. 
O Criador de Porcos, homem astuto, de iniciativa e bom falador, logo viu uma oportunidade para criar, para além dos porcos, uma Clínica para curar a população cada vez mais doente. O Presidente da Câmara, liberal e confiante nos "lei dos mercados" nada fazia pois, apesar de pressionado pela população, recebia os favores do Criador de Porcos e agora, também Empresário da Saúde, que entretanto abriu uma Farmácia na Aldeia.

A população doente, com menos possibilidades de trabalhar, deixou de ter dinheiro para as despesas essenciais. Então o Criador de Porcos, Empresário da Saúde e Farmacêutico, logo viu uma outra oportunidade e fundou um Banco para ajudar a população.
   
Captado o dinheiro que as pessoas ainda guardavam no colchão, constituiu um fundo, para emprestar, a juros, aos mais necessitados. 
Os aldeões para pagar os juros dos empréstimos vendiam o que podiam ao, agora, Banqueiro que comprava a baixo preço, para lhes fazer o favor, para que eles pagassem as dívidas ao seu Banco.
Os aldeões que viviam do trabalho das suas terras ficaram sem terras. 
O Criador de Porcos, Banqueiro, Empresário da Saúde e Farmacêutico, então, para os ajudar, ofereceu-lhes trabalho para que continuassem tratar das terras, produzindo para ele. 

A população, agradecida, juntou-se e, apesar dos poucos recursos, conseguiu juntar dinheiro para fazer uma estátua, bem no centro da Aldeia, ao seu benfeitor.

O Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e, agora, também Lavrador ia ajudando a população, que adoecia não só com a água contaminada, mas agora também com a fome e com o trabalho a mais, a que, a austeridade, para vencer a crise, obrigava. A conselho do benfeitor da Aldeia, Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, aumentaram as horas de trabalho e reduziram a alimentação, pois, concluiu ele, estavam a gastar acima das suas possibilidades. Apesar do aumento do trabalho, os salários não aumentaram, devido à crise que tocava a todos, e não chegavam para o sustento das famílias e para pagar ao patrão os medicamentos, a conta da clínica e os juros dos empréstimos.


Como uma desgraça nunca vem só, a água contaminada, atingiu os poços e deixou de poder ser utilizada. Os animais morreram. O desespero na Aldeia crescia. E, com o desespero começaram a surgir críticas à situação. Houve até alguém que quis recordar a origem dos problemas.
Então, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, sempre atento, resolveu criar um Jornal e organizar umas festas populares. As pessoas não tinham nada mas andavam entretidas. 

Criado o ambiente, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro, Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, convocou toda a população e disse:
- Eu estou a fazer todos os esforços para vos ajudar. Como sabem eu é que vos tenho resolvido os problemas. Criei uma Clínica, uma Farmácia, um Banco para vos emprestar dinheiro e dou-vos trabalho sem o qual vocês não viviam. Preocupo-me com a vossa Informação e Cultura. Agradeço a estátua que me fizeram. Mas, se votarem em mim, para Presidente da Câmara eu prometo fazer uma captação de água para a aldeia. 

As pessoas exultaram, mais uma vez agradecidas. Para outra estátua já não havia dinheiro. Contudo, graças ao benfeitor, havia uma solução para salvar a Aldeia da Crise. Votar no benfeitor da aldeia! A única solução. Afinal, a água era o principal problema. O benfeitor iria ser Presidente da Câmara para os defender. O Jornal da Terra assim o aconselhava.

Com esta garantia, o Criador de Porcos, Empresário, Farmacêutico, Banqueiro e Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, tratou de imediato de criar mais duas empresas. Uma para fazer a rede de águas, a quem ele adjudicaria a obra, outra para fazer a distribuição, contagem e cobrança da água aos aldeões. O resto adivinha-se. 

O Criador de Porcos, Empresário da Saúde, Farmacêutico, Banqueiro, Lavrador, Empresário da Comunicação Social e Cultura, Industrial da Construção, Empresário das Águas, Projectista, Consultor Municipal, e benfeitor da Aldeia continuou por mais uns anos como Presidente da Câmara, até que... 



8 de maio de 2011

O que aí vem com o FMI

A "troika" externa impôs e a "troika" interna aceitou

O que é escondido aos portugueses


(Texto eleborado com base no último estudo do Economista Eugénio Rosa - para consultar o Estudo completo clique aqui).

No seu trabalho, Eugénio Rosa começa por chamar a atenção para a subserviência e provincianismo como a comunicação social e os partidos da direita se comportaram perante a "troika" e o seu “Memorando”. Foi uma gigantesca operação de manipulação da opinião publica, com o "objectivo de levar os portugueses a aceitar, com resignação e passividade, as receitas neoliberais do FMI/BCE/U.E.", como se fossem a melhor, ou única solução.

Ao contrário "as receitas" do FMI e sua troika são o desastre a curto prazo. Vejamos as medidas e as suas consequências:


AS RECEITAS NEOLIBERAIS

Diz o autor que estes funcionários do FMI, do BCE e da U.E., "utilizando a chantagem do empréstimo, pretendem impor a construção de uma sociedade neoliberal em Portugal", e acreditam, que, a partir de 2013, a economia portuguesa, com as suas”receitas”, recuperará e começará a crescer. Diz ainda Eugénio Rosa que "quando em 2013 se constatar que a situação do País e dos portugueses é ainda pior, e que nenhum dos grandes problemas de Portugal foi resolvido, então virá nova “troika” e “descobrirá” que a culpa é dos portugueses e que são necessárias mais medidas, da mesma natureza, mas ainda mais duras”.


A AUSÊNCIA DE MEDIDAS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO E DE AUMENTO DO EMPREGO

Analisando o chamado “Memorando de politicas económicas e financeiras” E.Rosa mostra que a sua "única preocupação é que o Estado pague aos credores".
Assim a redução do défice vai aumentar a recessão, com as receitas do Estado, e da maioria das empresas e das famílias a diminuir. Para conseguir pagar aos credores o FMI/BCE/U.E. pretende impor medidas que determinarão uma importante redução do poder de compra da população, prolongando a recessão económica, e aumentando o desemprego.
Não são previstas medidas de crescimento económico.
 
REDUÇÃO DO PODER DE COMPRA
 
As medidas apontadas por E. Rosa que a troika quer impor são em três direcções: 

Congelamento e redução dos rendimentos das famílias; Aumento do desemprego;

Para isso, em resumo, apontam a redução de salários das Administrações Públicas, incluindo empresas públicas; 
Reduzir as despesas de pessoal através da diminuição do numero de trabalhadores da Administração Central e da Administração Local, do congelamento das remunerações, introduzir restrições às promoções e reduzir as transferências para a ADSE, ADM e SAD e “outras reduções seguir-se-ão a um ritmo semelhante;
Reduzir as pensões tanto da Segurança Social como da CGA superiores a 1500€ com o objectivo de reduzir os rendimentos dos pensionistas e dos aposentados.
Congelar todas as pensões tanto do sector privado como do sector público, com excepção das mais baixas;
Reduzir os apoios sociais;
Diminuir o valor das indemnizações por despedimento, dos actuais um mês de salário por cada ano de serviço para apenas 20 dias com um máximo 12 meses de indemnização 
Reduzir para um máximo de 50% o complemento por trabalho extraordinário 
E outras medidas.

Aumento dos impostos; 

Reduzir os benefícios fiscais e deduções no IRS por despesas de saúde e outras em dois terços, ou seja quase tudo.
Aplicar IRS a todas as transferências sociais, até aqui isentas, e reduzir a parcela da pensão anual isenta de IRS;
Aumento do IMI e redução substancial das isenções.
Aumentar a taxa de IVA da electricidade e do gás bem como os impostos sobre o consumo de electricidade

Subida dos preços

Aumentos de preços de bens e serviços essenciais.
Aumento do IVA através da passagem de bens essenciais para a Lista III de taxa de 23%. 
Aumento dos Impostos sobre o Consumo (tabaco, imposto automóvel) e criando um novo imposto sobre o consumo da electricidade, 
Aumento dos preços e tarifas de empresas públicas, transportes colectivos, etc.
Aumento das taxas moderadoras do SNS.
Liberalizar o mercado de electricidade e do gás, e ficando livres as respectivas tarifas. 
 
ATAQUE DE GRANDE DIMENSÃO À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ÀS FUNÇÕES SOCIAIS do ESTADO
 
O “Memorando” impõe: 
A redução e eliminação de serviços na Administração Central 
A redução das despesas da educação
Redução das transferências para a Administração Local e Regional, para outras entidades públicas e para as empresas públicas.
A redução do investimento público
Redução das despesas de funcionamento da Administração Central as da educação, da rede de escolas e cortar no SNSaúde;

A redução dos rendimentos mais o aumento dos impostos, o aumento dos preços e a redução dos investimentos, vão provocar uma catastrófica recessão, um aumento do desemprego e da pobreza em Portugal.
 
A VENDA EM SALDO DAS EMPRESAS PÚBLICAS E DE PARTICIPAÇÕES DO ESTADO
 
A “troika” exige que “o governo acelere as privatizações” das empresas que constavam do PEC-IV (ANA, TAP, CP-carga, Galp, EDP e REN, CTT, Caixa Seguros), e ainda "total desinvestimento das acções do sector público da EDP e REN” incluindo as “golden share".
Diz Eugénio Rosa que estas medidas neoliberais vão "eliminar qualquer influência do Estado na economia deixando-a à mercê dos grupos económicos e financeiros". 
 
UMA AINDA MAIOR LIBERALIZAÇÃO DOS DESPEDIMENTOS EM PORTUGAL
 
De acordo com o “Memorando”, o governo vai preparar uma proposta de reforma dos despedimento com justa causa, para alargar o conceito de justa causa.
O despedimento individual ligado à inadaptação do trabalhador deverá passar a ser possível mesmo sem introdução de novas tecnologias ou alterações ao local de trabalho. 
Os despedimentos por extinção do posto de trabalho deixarão de seguir a ordem de antiguidade, com o objectivo dos mais velhos serem os primeiros a serem despedidos. 
Deve deixar de ser exigido à entidade patronal, que antes de despedir o trabalhador que procure transferi-lo para um outro posto de trabalho. 
 
Conclui Eugénio Rosa que "se associarmos todas estas alterações na lei laboral que visam liberalizar os despedimentos individuais à redução das indemnizações por despedimento já referida anteriormente(...), rapidamente se conclui que se está perante um autêntico programa neoliberal de despedimentos. E chega-se ao cinismo de dar como justificação para a alteração da lei do arrendamento visando liberalizar as rendas e tornar mais fácil o despejo a necessidade de “promover a mobilidade dos trabalhadores”
O aumento do IMI, a redução do período de isenção deste imposto, e a eliminação dos benefícios ao credito à habitação. "Para os funcionários do FMI/BCE/U.E., se um trabalhador tem casa própria isso é um obstáculo à sua mobilidade".


Não sendo eu economista, estou firmemente convencido que os resultados expostos por Eugénio Rosa, mostram que a preocupação do FMI não é resolver o problema de Portugal e dos portugueses, mas, apenas, receberem os euros que precisam para salvar os bancos. Infelizmente vão afundar o que resta à tona de água em Portugal e a dívida, assim, não poderá ser paga. O caminho é, como já foi proposto, abandonar a política de direita e neoliberal, renegociar a dívida e pôr Portugal a produzir. 

5 de maio de 2011

Contra o FMI em Portugal !

Isto não é ajuda ao país. 
É ajuda aos banqueiros.

Hoje, Quinta-feira dia 5 - 18 horas - Todos ao Terreiro do Paço em frente aos barcos


Eis uma síntese de algumas das muitas medidas previstas.

Agravamento da exploração

- Facilitação e embaratecimento dos despedimentos, reduzindo a indemnização paga pelo patronato de 30 para 10 dias (por ano de trabalho) e alargando as possibilidades de despedimento por “justa causa”;

- Redução da duração máxima do subsídio de desemprego para um máximo de 18 meses e limitação do seu montante a 2,5 IAS, com redução sistemática do seu valor após seis meses;

- Flexibilização do horário de trabalho por via do “banco de horas”, redução do valor pago pelas horas extraordinárias;

Ataque aos rendimentos de trabalhadores e reformados

- Congelamento do salário mínimo nacional e desvalorização geral dos salários por via da alteração da legislação de trabalho e do subsídio de desemprego;

- Diminuição real de todas as pensões e reformas durante três anos, incluindo as pensões mínimas, e corte das de valor superior a 1500 euros;

- Aumento do IVA, designadamente nas taxas de bens e serviços essenciais, e de outros impostos indirectos;

- Aumento do IRS por via da redução/eliminação de deduções ficais (saúde, educação, habitação), incluindo o agravamento da tributação das reformas e pensões e introdução do pagamento de imposto sobre rendimentos de apoios sociais;

- Eliminação das isenções de IMI nos primeiros anos após a compra da casa, a par do aumento dos valores matriciais de referência e das taxas aplicadas;

- Aumento dos preços de energia eléctrica e do gás, por via da sua liberalização e do agravamento do IVA;
- Continuação dos cortes nas prestações sociais;
- Agravamento significativo das taxas moderadoras, diminuição das comparticipações dos medicamentos;

Ataque aos trabalhadores e às funções do Estado

- Cortes significativos na saúde, educação, justiça, administração local e regional;

- Encerramento e concentração de serviços (hospitais, centros de saúde, escolas, tribunais, finanças e outros serviços da administração central e regional);

- Congelamento durante três anos dos salários dos trabalhadores da administração pública e redução de dezenas de milhares de postos de trabalho;

Privatizações

- Privatizações – aceleração da entrega de empresas e participações estratégicas ao capital privado;
- Já em 2011 privatização da participação do Estado na EDP, da REN e da TAP;
- Alienação dos direitos especiais do Estado (“golden shares”) em empresas estratégicas como a PT;

- Privatização da Caixa Geral de Depósitos no seu ramo segurador (mais de 30% da actividade financeira do grupo), bem como de outros sectores de actividade, designadamente no estrangeiro;

- Extensão do processo de privatizações às empresas municipais e regionais;

- Ofensiva contra o sector público de transportes de passageiros e mercadorias, designadamente com a privatização da ANA, CP Carga, Linhas ferroviárias suburbanas, gestão portuária, etc.;

- Venda generalizada de património público;

- Transferência para o sector privado, por via do encerramento e degradação de serviços públicos, de vastas áreas de intervenção até aqui asseguradas pelo Estado;

Mais apoios à banca e grupos económicos

- Banca e grupos económicos isentos de qualquer medida de penalização;

- Transferências de 12 mil milhões de euros para a banca, acrescida de garantias estatais no valor de 35 mil milhões de euros;

- Consumação da assunção pelo Estado dos prejuízos da gestão fraudulenta do BPN, através da sua privatização até Julho de 2011, sem preço mínimo e liberta de qualquer ónus para o comprador;

Isto é vender o que resta de Portugal, ao Estrangeiro
É a demonstração, evidente, dos resultados de 35 anos da política de direita.

1 de maio de 2011

Política Alternativa

Existe alternativa a esta política desastrosa


Vejamos os números:


O governo e os partidos da troika ou como dizem os seus líderes "do arco governativo" PS, PSD e CDS, não esclarecem quais os valores das dívidas de Portugal. 
Recorrendo aos dados do Boletim Estatístico –Março 2011- Banco de Portugal e no estudo do economista Eugénio Rosa, verificamos que no fim de 2010, a Dívida Bruta do País ao estrangeiro atingia 506.075 milhões €.

A Dívida do Estado ao estrangeiro era apenas 17,4%, enquanto a Dívida da Banca correspondia a 34,4%.
As empresas e particulares deviam 36,3% da Dívida Total do País. 


As Dívidas e os Lucros dos Bancos

A banca privada, para obter maiores lucros, endivida-se no exterior a baixos juros e empresta no país a juros muito mais altos.
Todos nos recordamos das ofertas de crédito que os bancos faziam com o dinheiro assim conseguido e com o dinheiro dos depositantes. 
Em 2010, a banca emprestou 277.196 milhões € mas apenas 33.485 milhões € (12,1% do total) foram concedidos às Administrações Públicas, Estado e Autarquias. O restante foi para empresas e particulares.


A destruição da Agricultura, das Pescas, das Indústrias para favorecer os grandes grupos económicos estrangeiros

As medidas impostas pela Europa para destruir a nossa Agricultura, as Pescas, a Indústria e as facilidades para as empresas estrangeiras vender em Portugal, obrigou-nos a importar muito mais. Isso deu origem a que no período 2006-2010, Portugal teve de pagar ao exterior mais 89.849 milhões € do que recebeu do estrangeiro. Por cada euro que nos deram levaram dois.

É também essa uma das principais razões para que se inverta esta política de desastre.  A resolução deste problema passa pelo aumento da produção nacional orientada para substituir as importações e, para aumentar as exportações.




É necessário apoio à nossa actividade económica para "Pôr Portugal a Produzir" e criar empregos.

O credito à Agricultura e Indústria (Extractiva e Transformadora), actividades produtivas por excelência representava apenas 6,6% em 2010. A maior parte dos terrenos agrícolas estão abandonados. É preciso que produzam. Não aproveitamos a nossa área de pesca, a maior da Europa. 
Podemos produzir a maior parte do que importamos.


Onde se vai buscar o dinheiro? 
Apenas um exemplo:

É, também, possível aumentar as receitas do Estado sem aumentar impostos. Bastava combater a evasão e fraude fiscal, eliminar as isenções e os benefícios injustos a grupos económicos e financeiros. 
Entre 2005 e 2009, em cinco anos, a evasão e fraude fiscal atingiu 25.141 milhões €, e a fraude e evasão contributiva, e isenções prejudicaram a Segurança Social em 14.595 milhões €. 
Somando estes valores, verifica-se que o Estado perdeu 39.736 milhões €, uma média de quase 8 mil milhões de euros por ano. 

Mas há muitas mais soluções. Entre elas é urgente renegociar as Parcerias Públicas Privadas, pois os privados têm lucros assegurados à custa do Estado.

28 de abril de 2011

A Doutrina do Choque

A espoliação dos milhões de pobres em todo o mundo

Do blog "Olhar à esquerda" recebi o seguinte apelo:

É imperativo difundir este vídeo. Ponham nos vossos blogs, murais, mandem o link por mail, façam download. Primeiro caiu a Grécia, depois caiu a Irlanda, Portugal acabou de cair e a seguir é a Espanha. Para entender qual é o verdadeiro objectivo da consequência da entrada do FMI, é essencial ver este filme.
 
“Estamos a assistir a uma transferência de riqueza de tamanho incomensurável. Trata-se de uma transferência de riqueza, desde as mãos públicas, desde as mãos do governo, recolhidas da gente comum através dos impostos, para as mãos dos indivíduos e empresas mais ricas do mundo".
 
Pobres mais pobres e ricos mais ricos. É o mundo que está a ser construido e a que é preciso dizer BASTA!. 



A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.

26 de abril de 2011

As dívidas e os empréstimos

Tenho um amigo que ficou desempregado há ano e meio e encravado por uma dívida de 90 euros na farmácia. 

O farmacêutico não lhe aviava mais o medicamento que tem que tomar sem que ele pagasse a dívida. 

Há oito meses foi falar com o antigo patrão da empresa onde trabalhou 15 anos e lá conseguiu que este lhe emprestasse 100 euros mas com um juro de 8%. Ficou com uma dívida de 100euros. 
Como teve que continuar a tomar o medicamento e, apesar de ter reduzido a comida ao mínimo, tem já nova dívida de 90 euros na farmácia, mais os 108 euros do empréstimo para pagar e arrisca-se a ter que pedir novo empréstimo.

Há dois meses veio falar comigo para lhe emprestar 220 euros para pagar a farmácia, comprar o medicamento e pagar a dívida ao ex-patrão. 

Chamei-o à realidade e disse-lhe que, pagar dívidas com novos empréstimos é não morrer do mal mas morrer da cura. Cada vez deve mais e quem vai ganhando é o farmacêutico que continua a vender e quem lhe empresta dinheiro a juros.

Respondeu-me que isso é inevitável, que é a única solução que existe.

E SE MUDARMOS DE POLÍTICA ?

Não há inevitabilidades, disse-lhe. Sugeri-lhe uma mudança de política: Em vez de pedir dinheiro emprestado a solução é pedir trabalho. 
Respondeu-me que o ex-patrão lhe disse que não tinha trabalho mas lhe emprestava o dinheiro a juros de 8% que era muito bom.

Suspeitei que o negócio do ex-patrão era ganhar os juros do empréstimo. Então, propus-lhe que a mudança de política deveria ser procurar outra farmácia que lhe fiasse o medicamento, até arranjar trabalho e, dizer ao ex-patrão que, se não lhe desse trabalho, teria que adiar o pagamento do empréstimo que lhe tinha pedido.

Encheu-se de coragem e assim fez. Conseguiu trabalho na antiga empresa pagou já metade da dívida com o primeiro salário e no mês seguinte vai pagar à farmácia. Disse-me, com alegria, que já tem novo trabalho em vista e que dentro de quatro meses terá as dívidas todas pagas.

25 de abril de 2011

Os Discursos

Meninos! Quem é que partiu o vidro da janela?
E agora...? quem é que paga?
 
Ó stoura eu apenas abri a janela para entrar ar, pois a sala estava com um ambiente que cheirava... blá, blá...
 
Stoura eu cá fui à janela para estudar as nuvens e vi um avião que ... blé, bló...
 
A stoura sabe que eu, sempre que vou à janela, a abro com cuidado pois sei que ela está empenada... e até guincha... bló, bló bló...


Nesta espécie de democracia em que vivemos, em que, ao povo só se pede que vote de 4 em 4 anos, neste ou naquele, que mais promete, que mais demagogia faz (ainda que depois de eleito faça o contrário do que prometeu), quem é que tem responsabilidades pela situação a que chegámos? Pelo que ouvi nos presidenciais discursos, só posso tirar uma, de duas conclusões.
A primeira é que ninguém tem culpa. Até ouvi dizer que o melhor é não procurar culpados.
A segunda é que, a haver culpas, são de todos! Esta fórmula também serve para dizer que é melhor não se saber e deixar isso à responsabilidade de todos os portugueses que gastaram acima das suas possibilidades. 
 
Quer isto dizer que um desempregado, que não tem outros rendimentos para alem dos do trabalho, é responsável por gastar seja o que for ? 
Um reformado que trabalhou toda a vida e agora tem uma pensão de 200 euros é também culpado se gastar 201 euros ?
Um administrador de uma grande empresa ou banqueiro que ganha 30.000 euros por mês, pode gastar mensalmente até esse valor, que não será responsável por agravar a nossa dívida ? Só passará a ser responsável, se gastar 30 mil e um euros mensalmente ? 
Estamos esclarecidos!


E se em vez de pessoas procurarmos POLÍTICAS ?


Há 35 anos que a mesma política vem sendo praticada, apesar de umas vezes por pessoas de gravata azul, outras cor de rosa, outras cor de laranja, ou até com riscas de várias cores. 
 
Todos eles, apesar das zangas que por vezes têm, querem mostrar-se os mais fieis servidores do grande capital, dos banqueiros e das suas organizações na União Europeia, para onde vai o nosso dinheiro. Ouvi até num discurso, alguém que disse, e bem, que a "Europa por cada euro que cá pôs levou dois". 
  
Belo negócio !
 
Aos poucos, essa política desses senhores de gravatas de várias cores, foram entregando a nossa soberania, as nossas empresas e destruindo o nosso património, a agricultura, as pescas, as empresas e os postos de trabalho. Essa, foi a política que arruinou o país e que nos colocou na situação de termos que comprar ao estrangeiro o que deixamos de produzir.  
 
Ouvi também alguém perguntar: "Será com a continuação da mesma política que se curam os males provocados por esta política?"

Ouvi a pergunta mas não ouvi a resposta.
 
Agora sim, os portugueses serão responsáveis se, em 5 de Junho, votarem NOVAMENTE nesses senhores de gravatas de várias cores, mas todas elas com a MESMA POLÍTICA.

16 de abril de 2011

A miséria desta política.

Todos iguais?

As notícias, na Televisão, nos jornais, nas rádios, são o espelho de uma política degradada, que se debate no pântano da miséria em que estamos.
   
O espectáculo dado pela Quadratura do Círculo na passada quinta feira, na SIC, é demonstrativo dos  "Quatro lados do Círculo" como demonstrou Pacheco Pereira ao socorrer-se do desenho sobre a mesa. 
Os quatro lados do Quadrado, transformado em Círculo, PS, PSD, CDS e Presidente da República, que nos governam, "arco governamental", como se identificam entre eles, não têm soluções e arrastam Portugal e os portugueses para uma miséria igual à sua miséria política. 
Apesar de, no debate, não estar ninguém do PCP, ou da esquerda, a António Costa, "escapou-lhe a boca para a verdade" e teve que reconhecer que alternativa a estas soluções, PECs e FMI, só as do PCP e Bloco, que implicam a saída do Euro e da UE, mas...
Este "mas..." diz tudo. O "mas" representa o reconhecimento da falta de coragem para enfrentar os interesses do grande capital, dos "mercados", dos bancos privados que perderiam o negócio dos altos juros pagos com o dinheiro do povo. 


O povo trabalhador, perante o que vê nos jornais e na Televisão, diz "são todos iguais".
De facto os que estão constantemente na televisão, os que prometem uma coisa e fazem outra, os que ora dizem que são contra os partidos e contra os políticos e, na primeira oportunidade, lá estão enfiados, eles e os "amigos", como os jogadores de futebol, vão para onde os comprarem por mais dinheiro...


...esses, de facto, são TODOS IGUAIS.


Mas serão assim todos os partidos? E aqueles que estão sempre com os trabalhadores, nas fábricas, nas empresas, os que na Assembleia da República apresentam propostas que a "maioria" chumba, aqueles que António Costa reconheceu como diferentes mas...


Nesta miséria de política para onde há 35 anos, nos arrastaram os partidos TODOS IGUAIS = PS+PSD+CDS existe um que, desde há 90 anos, luta ao lado do povo e dos trabalhadores, que resistiu ao fascismo, que alertou para os perigos do Euro, que lutou contra a destruição da nossa produção, das pescas, da agricultura e que continua na luta, em desvantagem, mas raramente aparece na Televisão.
 
Esses são DIFERENTES !

10 de abril de 2011

O exemplo da Islândia (3)

Afinal, há alternativa e é possível dizer NÃO aos bancos e à Europa capitalista


De acordo com a notícia de hoje do JN, os islandeses voltaram a recusar o pagamento da dívida de cerca de quatro mil milhões de euros. Tal como aqui já tinha sido referido este foi o segundo referendo que o Presidente da Islândia Olafur Grimsson, colocou ao povo.
A 20 de Fevereiro deste ano o Presidente tinha vetado o pagamento da dívida. A dívida voltou a ser renegociada e a UE baixou os Juros de cerca de 5% para cerca de 3% e alargou o prazo de pagamento de 8 para 30 anos. Contudo o Presidente voltou a exigir novo referendo e pela segunda vez, o povo disse NÃO. 
  
A lei IceSave tinha sido aprovada pelo Parlamento islandês, estabelecendo o pagamento de 3,9 mil milhões de euros aos credores externos.  
  
O Icesave foi uma das instituições financeiras que faliram na sequência da crise que atingiu com especial dureza a Islândia, com cerca de 320 mil habitantes, provocando a queda da moeda e da economia do país.  
 
Pelos vistos, há alternativa e vale a pena lutar!

9 de abril de 2011

Comício na Rua Augusta

Contra a ingerência e o desastre. 

Por uma política patriótica e de esquerda


No Comício na Rua Augusta Jerónimo de Sousa foi claro na responsabilização do PS, PSD, CDS e Presidente da República pela crise a que chegámos. Acusou o Primeiro-Ministro não querer falar das causas da situação em que o país se encontra, e muito menos falar das "consequências da ingerência externa que decidiu pedir". Pelo que se tem visto na Grécia e na Irlanda, a intervenção externa, é uma ingerência, para nos impor as tais "medidas de austeridade" que o povo não aceitou, uma vez que atingem os que mais precisam e aumentam os lucros dos muito ricos. 



Querem por-nos perante factos consumados antes das eleições
   
Jerónimo apelou à indignação e revolta, contra a mentira que representa esta "ajuda" do FMI. "Não aceitaremos, e apelamos a todos os patriotas e a todos os democratas que se mobilizem contra a tentativa de imposição destas medidas (...) com o apoio do PSD, do CDS e do Presidente da República, num momento em que estamos à beira de Eleições Legislativas" em que o povo vai, através do voto, decidir o rumo a tomar. 



A História de Portugal mostra-nos o caminho
Jerónimo de Sousa mostrou a falsidade destes partidos quererem convencer os portugueses de que o caminho que apresentam "é o único, de que estas medidas são inevitáveis e de que não há saída se não entregar o país nas mãos do fundo europeu e do FMI".
Recordando outros momentos da nossa História em que alguns "para defender os seus interesses, os seus lucros," não hesitaram em entregar e vender o País. Lembrou também, Jerónimo de Sousa, que nesses momentos de dificuldades, "foi o povo, e sempre o povo, que tomou corajosamente nas suas mãos a tarefa de defender os interesses de todos os portugueses, (...) a nossa soberania e independência nacional".



Existem alternativas, como sempre as houve 
"Àqueles que (hoje) entregam o País dizendo que não há alternativa, nós respondemos que há alternativas, como sempre as houve. Dizemos-lhes que a força para construir essas alternativas está nos trabalhadores, no nosso povo, na sua capacidade de produzir, de luta e de amar o seu País, e que por isso que essas alternativas não são só possíveis, como são indispensáveis para inverter o rumo de declínio nacional causado por décadas de política de direita e de abdicação nacional".
Jerónimo expôs as Alternativas que o Governo e os partidos da direita têm recusado e que a comunicação social têm escondido ao País. Em resumo disse que "Há alternativa para a questão da dívida" como o PCP tem vindo a propor, "proceder à renegociação imediata da dívida pública, quer quanto aos prazos, quer quanto às taxas de juro, quer mesmo quanto aos montantes". 



Governo firme na defesa dos interesses de Portugal
Para isso afimou a necessidade de um Governo "com uma acção firme perante a União Europeia". Mostrou a necessidade de "uma intervenção do Estado português junto de outros estados da União Europeia" que enfrentam iguais dificuldades, "visando uma intervenção convergente (...) exigindo o combate à especulação. Lembrou que há possibilidade de recurso a outras fontes de financiamento, entre estados.
O secretário-Geral do PCP mostrou ainda que "há alternativa à recessão económica, à dependência externa e ao aumento do desemprego, com a aposta na produção nacional, na dinamização do nosso aparelho produtivo". Paralelamente falou no estímulo ao mercado interno, na redução do desemprego na valorização do trabalho, na mais justa distribuição da riqueza, valorizando os apoios aos que menos têm e tributando os grandes lucros.



Governo patriótico e de esquerda
Para isso defendeu "um governo patriótico e de esquerda formado por homens e mulheres que coloquem os interesses do país acima dos interesses particulares e pessoais. Um governo de homens e mulheres capazes de agir com independência e segundo os interesses do país e não a favor dos grupos económicos e a pensar na recompensa futura de lugares de administração. Um governo em condições de levar à prática a política necessária ao país e aos portugueses, respeitando os valores de Abril e da Constituição, com o apoio de todos os que rejeitam a política de direita e o apoio das organizações, forças e personalidades que aspiram a um outro rumo para o país".



Projecto Alternativo 
Afirmou que o PCP apresenta "um projecto distinto e alternativo" a todos os portugueses, "independentemente do partido em que tenham votado, nomeadamente aos votantes do PS que se sentem defraudados por uma política que tem sido contrária aos interesses do nosso povo". Acrescentou ainda que "É preciso dizer a todos os que, desiludidos, desencantados com as sucessivas traições dos partidos em que votaram, julgam que já não há futuro, que sim, que há esperança num futuro melhor, num país mais justo. Mas que para isso se têm de juntar a nós na luta pela mudança política, na luta contra a ingerência do FMI...". 



Abril e Maio - Luta e esperança
Num apelo final Jerónimo de Sousa propôs: "Façamos de Abril e Maio, meses de luta e de esperança. Nas comemorações do 25 de Abril, nas comemorações do 1º de Maio daremos a máxima expressão à indignação e ao protesto, à exigência de mudança, uma luta que continuará no dia 5 de Junho com o apoio e o voto na CDU".
"A situação do país reclama como nunca uma ruptura e uma mudança. Uma política patriótica e de esquerda e um governo capaz de a concretizar. Tenhamos confiança na força do povo, que a vitória...será nossa".