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15 de julho de 2015

O que acontece na Grécia

Lições que temos que aprender

Cada vez mais se reforça a convicção de que, com esta “união europeia”, não é possível resolver a crise que o capitalismo criou. A austeridade que a EU está a impor à Grécia, a Portugal e a outros países visa exclusivamente ir buscar dinheiro aos povos, aos trabalhadores, para o transferir para os Bancos dominados pelo grande capital financeiro.
A Grécia, por ser o país onde a crise mais se adiantou em relação a outros, mostra-nos o caminho que, cedo ou tarde, nos espera.
E o caminho para servir o povo não passa por Bruxelas. É o povo que terá que o abrir.

nem se constrói com salamaleques



Os planos coloniais

Numa primeira fase os grandes banqueiros que, apesar de se concentrarem na Alemanha, não têm pátria, acenaram-nos com a cenoura dos subsídios e “empréstimos” para pôr os países mais atrasados em igualdade com os mais avançados. Diziam ser a Europa da solidariedade. Era, na realidade, mais um passo no programa do imperialismo para dominar os povos.
Esses subsídios e empréstimos visavam, em especial, destruir a nossa economia já frágil, para comprarem por tuta e meia empresas que produziam. Visavam, e conseguiram, destruir as nossas actividades da Pesca, da Agricultura e Indústrias. Paralelamente passaram a vender-nos o que deixamos de produzir.
Com os empréstimos e os chamados subsídios para o nosso desenvolvimento, levaram-nos a fazer estradas e obras de grande envergadura, obras não produtivas, mas que permitiram negócios fabulosos em especial para a Alemanha. Para as fábricas e outros meios de produção, não vieram subsídios.
Recordemos os avisos como os aqui publicados em texto anterior.

Consolidação da dominação

Depois de estarmos bem endividados, credores e “mercados”, passaram a mandar em nós. E esse mandar foi feito por etapas para não dar nas vistas. Graças aos seus agentes colocados em Portugal e noutros países, representados pelos governos, impediram que o povo se pronunciasse em referendo sobre os Tratados que assinaram. A dependência económica foi-se consolidando por tratados e leis que esses governos de direita assinaram em nome do povo.
Assim esses “mercados”, esses bancos, montaram o maior negócio de sempre, com o dinheiro de quem (o) produz. E quem o produz fica em dívida.
Esta Europa não é dos europeus! É a Europa dos grandes banqueiros dos grandes capitalistas.
Chegamos aos dias de hoje com uma Grécia a caminho de ser uma colónia da Alemanha. Portugal caminha na mesma direcção. Tudo o que era nosso foi vendido. Pouco nos resta.
Em 38 anos de governos do PS do PSD e do CDS, esses partidos armadilharam a nossa economia e destruíram o nosso futuro.


"austeridade" para quem?

A solução que nos impõem é aceitar mais “austeridade” ou, traduzindo, transferir dinheiro do povo, das pensões, dos salários, dos impostos, para os seus bancos chamados “mercados” que passaram a ser chamados credores para legitimarem o negócio leonino que fizeram e a quem ficamos a dever cada vez mais. Ficamos a dever e ainda agradecemos o que nos fizeram. É a isto que eles chamam “austeridade”.
Os governos PS, PSD e CDS assinaram tratados com esses grandes capitalistas, e contraíram as  dívidas que nos amaram, dívidas para todos nós pagarmos. Aqui, na Grécia, como na Espanha e outros países. Quando ouvimos Passos Coelho a defender a Alemanha e a condenar a Grécia ouvimos o que ele diz para os portugueses: “Temos que aceitar, temos que ser mansos”. Aceitar o poder dos ricos que enriqueceram a nossa custa porque governos PS, PSD e CDS assim o permitiram e ajudaram.
Eles, todos, os grandes capitalistas e os governos e partidos que os servem, sabem bem que a dívida contraída é impagável. A eles isso não importa. O que é preciso é receber os juros que valem muito mais que a dívida.  O que é preciso é ir recebendo cada vez mais enquanto o povo aguentar. E aguenta, aguenta, dizem.

29 de dezembro de 2014

Breve balanço de 2014

Portugal precisa de uma política alternativa.
O Mundo está em mudança

Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal. 
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015. 
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.

As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.

Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos? 

Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado. 

O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.

São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!

Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.  

Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho. 
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.

A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez. 
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.

Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias. 
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.

O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.

Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.

Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.

O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,

Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.

Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.

A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.  

Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita. 
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo. 
A luta continua em 2015.

4 de dezembro de 2014

A importância da nossa luta pela Paz

Guerra é uma arma do capitalismo, para ganhar com a crise

É um facto histórico que o capitalismo, quando se vê a braços com uma das suas cíclicas crises e, por ter o poder das armas, busca na guerra uma saída. 
O negócio da venda de armas é um dos mais prósperos do mundo. 
Ao capitalismo, na sua fase imperialista, a guerra é um escape para justificar intervenções e o aumento da exploração de povos e trabalhadores. 
Para o capitalismo não importa quem sofre e morre. Nas guerras não são os capitalistas que morrem. São os trabalhadores e seus filhos, é o povo. 
Para o capitalismo a guerra é também uma oportunidade de negócios.

Em Portugal o O Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC tem feito um trabalho que a comunicação social, infelizmente, tem esquecido. São exemplos os recentes acontecimentos dos dias 12 e 22 passados. "Da Ucrânia ao Médio Oriente a Luta pela Paz" e o "Concerto pela Paz" com a participação de imensos Músicos, Cantores e outros artistas e intelectuais e que nos ofereceram uma bela tarde cultural. 
O CPPC teve um importante papel, ainda que não formalizado e reprimido, durante o regime fascista, como herdeiro dos movimentos da Paz em Portugal desde o início da década de 50 e desenvolve abertamente a sua actividade após o 25 de Abril de 1974. 

O CPPC tem contribuido para a sensibilização pública para a defesa da Paz, através de variadíssimas iniciativas e tem contado com a participação de muitas entidades. Têm contribuido para a cooperação internacional, e para a amizade e solidariedade entre os povos, de harmonia com o espírito da Carta das Nações Unidas.

Enquanto movimento de opinião pública nacional, o CPPC procura interpretar as aspirações dos portugueses empenhados na luta pela paz, pelo respeito dos direitos humanos e dos povos, pelo desenvolvimento e o desanuviamento das relações internacionais. Por isso tem tido ao longo dos anos, um papel importante não só em Portugal como em muitas realizações internacionais.
O CPPC tem recebido inúmeros apoios de entidades e das muitas pessoas amantes da Paz que têm aderido como sócios deste Conselho Português. 
Como disse Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção do Conselho, "Para defender a Paz, Todos não somos demais".
Ver em http://www.cppc.pt/



18 de novembro de 2014

A Crise e o Euro

O que é que o euro tem a ver com a crise da economia portuguesa?

Este título e esta pergunta estão publicadas no blog Ladrões de Bicicletas. Trata-se de um interessante estudo que foi iniciado e vai continuar a ser editado.
Para aguçar a curiosidade, faço aqui um pequeno apanhado de ideias chave e conclusões que se demonstram.

Revela o estudo que a economia portuguesa foi das que mais cresceu na Europa de antes do euro. Depois da adesão de Portugal ao euro iniciou-se a queda. Portanto muito antes da crise americana em 2008 que se espalhou a todos os países capitalistas. Estas afirmações estão fundamentadas em números e dados objectivos. Conclui-se que Portugal é hoje mais pobre do que era no ano 2000 e portanto também mais pobre depois de ter aderido ao Euro.


O estudo mostra mesmo que «Nenhum país registou um contraste tão grande entre os períodos pré e pós-euro no que toca ao crescimento do PIB»

Estas são as conclusões que mereceram ser analisadas no trabalho bastante detalhado e interessante que pode ser visto aqui.

31 de março de 2013

O que é a CRISE?

Uma maldição de Deus?
Uma tempestade da natureza?
Um demónio dos infernos?
Algo que ninguém conhece e, por isso, não se pode responsabilizar?

Sócrates, o comentador, falou muito da crise. 
A crise foi a culpada de tudo. Até das suas mentiras. Mas o que é a crise?
Quem são os responsáveis da crise?

A quem aproveita a crise?
Com a crise os muito ricos ficaram mais ricos. Aumentaram os mais pobres que ficaram ainda mais pobres.

A crise
Sócrates falou muito das culpas da direita. Mas não foi ele um dos executantes da política de direita?

Porque é que tanta gente da direita fala na crise e não revela o que é a crise?

A crise tem responsáveis. A crise tem pais e uma mãe que a pariu.

Chamemos os bois pelos nomes e, o Partido Socialista, o PS, o envergonhado da troika, o que traiu o Socialismo para se entregar ao Capitalismo, que não esconda que a Crise, o Capitalismo e a política de direita, são a mesma coisa, filhos do mesma mãe, a sociedade capitalista. 


2 de outubro de 2012

Exemplos (2)

Antónios Borges e os "donos do mundo"


Continuando uma modesta descrição do que é o capitalismo financeiro, a propósito do vergonhoso papel de António Borges no Governo e nos interesses que representa, vou agora relembrar um artigo do jornal Económico de 28/10/2011.

A Goldman Sachs, patrões americanos de António Borges, “Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo”. Cita ainda o Económico a célebre frase do seu presidente: "Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus" contudo “na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos”, diz o jornal.

Wall Street domina Casa B(r)anca

Continuando a citar, "Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação”.

Os Antónios Borges no mundo

“O banco reconhece no seu site que os antigos colaboradores contribuíram para a rica história e tradição da empresa e "orgulhamo-nos de muitos continuarem activamente ligados. Isto não ajuda apenas a validar a nossa cultura mas também a fornecer um valor real e tangível que transcende uma geração…  Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia”.



Esta é a ética do capitalismo

Ainda de acordo com as informações recolhidas pelo jornal, “o Goldman Sachs, a partir de 2002, interveio na Grécia para encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias”. Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas".

"No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país”. 

As "ajudas" são um pacto de agressão das máfias

Vimos pois, nestas actuações na Grécia, Espanha e em Portugal como interessa aos capitalistas financeiros que os países precisem de “ajuda financeira”.

Diz ainda o jornal que “Petros Christodoulou, um antigo empregado na divisão de derivados do Goldman, assumiu em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. Além disso, o Goldman tem "ajudado"* o Fundo Europeu de Estabilização Financeira a colocar dívida para financiar Portugal e Irlanda ao abrigo do programa de assistência financeira”.

Esta "assistência financeira", também chamada de “ajuda” é o grande negócio do século que as troikas estão a impor aos países, através do roubo a milhões de trabalhadores.

Espero, em breve, continuar esta "estória", aqui, neste blogue.

* Destaque meu

1 de outubro de 2012

Exemplos (1)


Quem é António Borges?

Não valeria a pena perder tempo com esta sinistra figura, não fosse ele um exemplo do capitalismo financeiro que nos explora.

Fala-se muito em António Borges porque chamou ignorantes aos empresários portugueses. No entanto o seu papel perverso é muito mais grave que esse seu insulto. 

António Borges, o conselheiro do Governo para as privatizações, joga vários papeis na política do governo, como mentor ideológico na equipa de Miguel Relvas e traficante mafioso dos banqueiros donos do mundo.



Segundo disse Miguel Sousa Tavares, António Borges ganha nestas suas funções "oficiais", 240.000 euros anuais. Note-se que é apenas a pequena parte visível do icebergue.

A TSF informou em 15 de Maio que “António Borges acumula Jerónimo Martins e equipa governamental”. Disse ainda que “O ex-homem forte do FMI para a Europa, ex-Goldman Sachs, ex-vice-governador do Banco de Portugal, passou também por bancos internacionais, como o Citybank, e o BNP Paribas. Para além disso António Borges já desempenhou cargos na Petrogal, Sonae, Cimpor, Vista Alegre, e Jerónimo Martins, para onde deverá agora regressar (…) vai acumular o cargo de administrador não executivo da empresa dona do Pingo Doce com a de líder da equipa governamental que vai acompanhar os processos de privatizações e renegociações das Parcerias Público-Privadas”.

O fundo financeiro criado pela Stratfor e o Goldman Sachs viu no memorando da troika a hora certa para comprar obrigações da Parpública. A holding detém participações do Estado nas empresas a privatizar sob orientação de António Borges, que já fora o escolhido pela Goldman Sachs para prestar serviços de consultoria à Parpública em 2004, no âmbito da privatização da GALP e EDP.

António Borges, não é uma pessoa. É uma obediente peça de uma máquina chamada Golden Sachs, uma organização mafiosa que pretende controlar o mundo. É a peça da máquina que explora, que rouba e sacrifica milhões de pessoas.

Amanhã darei mais algumas informações aqui neste blogue.

24 de setembro de 2012

Não nos deixemos enganar

O Governo persiste em querer reduzir os salários e aumentar os preços dos serviços

Em resumo: O Governo quer continuar a sacrificar os mesmos e a beneficiar os muito ricos. Não vamos permitir!
  
Não nos iludamos com a "canção do bandido" que o governo transmite nos jornais e na televisão. Eles não falam verdade. Eles escondem o novos roubos que querem fazer aos trabalhadores através do IRS e de outros impostos. 

Continuam a recusar aumentar as taxas sobre os lucros dos Bancos e das muito grandes empresas, sobre as transacções da Bolsa, sobre os dividendos aos grandes accionistas e continuam de olhos fechados às fugas aos impostos, ao dinheiro para os Offshores e às fraudes da especulação financeira.

No vídeo abaixo Arménio Carlos explica:




23 de setembro de 2012

Política de desastre nacional

O que os partidos da direita não dizem.

Passos Coelho na tentativa desesperada de apresentar resultados positivos, tem-se agarrado ao aumento das exportações e redução das importações.

Se estes resultados fossem motivados pelo aumento da nossa produção, seriam de louvar. Mas infelizmente não é. O governo sabe-o muito bem.

A redução das importações é o resultado da recessão e não de aumento da produção nacional.

Quase dez por cento do crescimento das exportações é resultado de vendas de ouro.

Nos primeiros sete meses deste ano, segundo o INE, o aumento das exportações foi de 2.193 milhões e as exportações de ouro portuguesas ascenderam a 455,9 milhões de euros. Portugal vendeu mais 201 milhões de euros em ouro, um crescimento superior a 75 por cento.

11 de maio de 2012

Para onde estamos a ser levados


Troika não quer Portugal a crescer

E porque quem manda em Portugal é a Troika, dizem eles que não há "margem para adoptar medidas de crescimento que envolvam gastos públicos"(leia-se: investimentos públicos). Contudo, como tem sido denunciado, o negócio da Toika com o empréstimo agiota a Portugal, que vamos pagar bem caro, vai quase todo para "ajudar" a banca privada. 

Segundo o Diário Económico, as autoridades internacionais, (leia-se os nossos patrões) poderão estar dispostas a ajustar algumas metas orçamentais - sobretudo em percentagem do PIB e não em valores absolutos. Ora, como o PIB está a reduzir, os ajustes podem ser negativos. Isso não disseram eles.


O Diário Económico revela também que "o agravar da recessão, a escalada do desemprego e o impacto desta no saldo da Segurança Social será a grande questão da quarta revisão ao programa português. Mas, apesar de preocupada com a economia, a ‘troika' rejeita a ideia de Portugal adoptar medidas de crescimento que estimulem a procura, utilizando verbas públicas".

O Diário Económico não disse, mas imagino eu, esta foi a ordem que Passos Coelho, solícito e venerando, recebeu com rapa pé e servil genuflexão, quando foi a despacho da Troika.

Despacho complementado com ralhete: O Estado não tem nada que fomentar o crescimento. Os privados que o façam - se virem que lucram com isso! 
Cumpra-se!
A Bem do Capital


20 de abril de 2012

A morte lenta dos trabalhadores(2)

Redução da indemnizações por despedimento.
Em confronto CGTP e CIP

O texto que publiquei ontem suscitou alguns comentários, com a publicação de notícias contraditórias. É natural. Estamos numa sociedade de classes e há interesses que são contrários.
Por isso apresento a seguir um debate entre Arménio Carlos da CGTP e Rafael Campos Pereira, da CIP, na Edição da Noite, SIC Noticias, 18 Abril, 22h00. Os leitores que julguem de acordo com as suas consciências e interesses de classe.

15 de abril de 2012

BPN em Filme


Cartões, figurantes e figurões
Diz-me com quem andas...

No JN de 12/04 Jorge Fiel escreveu: "O BPN dava um filme indiano". Achei interessante e reproduzo alguns fragmentos acompanhados de comentários meus. 

A triste realidade, o drama, centra-se na vergonha nacional que permite que governos e governantes produzam estes fenómenos de corrupção e roubo. Que democracia é esta? 

Estante do IKEA

Jorge Fiel, ironiza com Processo do BPN no Tribunal e o facto do "juiz presidente do coletivo ter de fazer uma coleta para comprar no IKEA uma estante para arrumar o processo - que lhe foi negada pela DG da Justiça".

Ironiza com os personagens "um naipe tão rico, denso e variado" a começar pelo "protagonista, Oliveira e Costa, que por alguma razão era conhecido na sua terra (Esgueira) como Zeca Diabo, e que munido de um cartão laranja subiu na vida ao ponto de chegar a secretário de Estado".

Cartões Rosa e Laranja

De facto os Partidos não são todos iguais, mas alguns são muito parecidos. Cartões rosas e laranjas têm sido o salvo-conduto para, oportunistas, para ladrões e trapaceiros que equipam os governos e sustentam a política de direita do PS, do PSD e do CDS-PP.

Relembra Jorge Fiel que Oliveira e Costa saiu do Governo de Cavaco, "na sequência de um perdão fiscal mais que suspeito a empresas de Aveiro (Cerâmica Campos, Caves Aliança)". Enquanto muitos milhares de portugueses passam fome, muitos milhões vêem a sua vida a piorar dramaticamente, Oliveira e Costa "foi recompensado pelo seu amigo com uma vice-presidência do BEI".

As Boas e as Más Ações

"Amigo do seu amigo, Costa comprou, em 2001, um lote de ações da SLN (dona do BPN), a 2,4 euros cada, que revendeu com prejuízo (a um euro/ação)" ao amigo Aníbal, que hoje para vergonha de todos nós, mas mais dos que votaram nele, é Presidente desta desgraçada República. Democrática?
"Menos de dois anos depois, Cavaco e Patrícia [filha] venderam as ações com um lucro de 140% - ele ganhou 147 mil euros, ela 209 mil. Nada mau". Reformas de 10.000 euros não chegam para as despesas. E o filme continuaria com, Zeca Diabo no papel de Oliveira e Costa, "libertado devido "ao seu estado de saúde e por se encontrar em carência económica". 


 Uma prendinha de 2.5 milhões
   
Jorge Fiel mostra que "O elenco de atores secundários também é muito atraente e diversificado. Por exemplo, Manel Joaquim (Dias Loureiro), o filho de comerciantes de Linhares da Beira que chegou a ministro, conselheiro de Estado e administrador-executivo do BPN, carreira em que fez fortuna ao ponto de poder comprar, por 2,5 milhões de euros, à viúva de Jorge Mello, uma mansão no Monte Estoril". 

Vítor Constâncio, outro figurante figurão, “que, apesar de usar óculos e ser o governador do Banco de Portugal, foi o último a ver a falcatrua, anos depois da Deloitte, Exame e Jornal de Negócios terem alertado para o assunto". 

"Scolari, que recebia 800 mil euros/ano, Figo (apenas 400 mil/ano) e Vale e Azevedo, que sacou dois milhões (passaram-lhe o cheque antes de verificarem as garantias)".
Foram muitas as figuras e figurões que "lucraram com um banco que tinha balcões em gasolineiras e ativos tão extravagantes como 80 Mirós e uma coleção de arte egípcia".

Com eleitores a dormir o ladrão tem vida fácil 

Foram cerca de 8.000 milhões de euros que estas negociatas levaram aos portugueses. Se os eleitores portugueses são tão beneméritos porquê reclamar subsídios de Férias e de Natal, valores muito menos volumosos? Por isso, os nossos governantes certos que os portugueses estão bem adormecidos, calmamente, vão-nos roubar mais 12.000 milhões para dar aos bancos privados. Coitados, precisam acautelar que terão empregos garantidos nesses Bancos.

Há cartões "classic", "gold", "rosa" e "laranja" que não são para todos. Para alguns terem sucesso, terão que roubar os muitos que trabalham. É preciso acordar muita gente.

11 de abril de 2012

Troikas e Baldroikas

Um ano de Troika estrangeira 
37 anos de Troika portuguesa


Destruição da produção nacional
Destuição da agricultura
Destruição das pescas
Destruição das indústrias

Privatização das empresas públicas
Privatização da banca
Privatização dos serviços do Estado
Privatização da economia

37 anos de alternâncias sempre dos mesmos 
37 anos de corrupção, de mentiras de oportunistas
37 anos de PS de PSD e CDS-PP
37 anos a virar o 25 de Abril de pernas para o ar

Ora agoras viras tu ora agora viro eu

37 anos, com pés de veludo, a chupar o sangue da manada.




Um ano de intervenção estrangeira ao serviço dos "mercados".
Um ano a destruir o que restava dos direitos dos trabalhadores
Um ano de mais sacrifícios em nome da "austeridade".
Um ano a roubar nos impostos, nos salários, nos subsídios, nos tempos de descanso.

Tudo isto para quê? Os resultados estão à vista!

Mais desemprego e pobreza
Mais falências de empresas
Mais dívidas ao estrangeiro
Mais retrocesso civilizacional

Quem ganha com tudo isto?

O dinheiro não se evapora! 
Para onde foi?
Quem paga conhecemos bem!
E quem o recebe?

Recebe o Estado que o dá aos bancos, em juros especulativos, em "apoios", (12 mil milhões do empréstimo a Portugal), nos negócios das nacionalizações e privatizações, nos prejuízos do BPN e muitos outros.
Recebe o Estado ao serviço de Governos que o dão aos amigos, aos do BPN, aos das empresas Público Privadas, aos das Concessões das Auto-estradas, aos que compram em Saldo as empresas do Estado, aos administradores das empresas, etc.

8 de abril de 2012

O PCP propõe


Urgente! Renegociar a dívida;
Romper com a política de direita;
Pôr o país a produzir.


Ontem, num acto público, o Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, mostrou como eram correctas as propostas apresentadas pelo PCP, a necessidade imediata de uma política alternativa e apresentou a proposta de urgente renegociação da dívida pública, como única forma de libertar meios financeiros para pôr Portugal a produzir e entrar pelo caminho do crescimento. 

Disse Jerónimo de Sousa: "Há precisamente um ano – face à degradação da situação económica e social e à espiral especulativa que arrasava o país – o PCP propôs, em alternativa, a renegociação imediata da divida pública portuguesa a par de outras medidas que, em ruptura com o rumo ruinoso da política de direita, assegurasse um outro caminho que, não isento de dificuldades, garantiria a inversão da dependência externa no quadro de uma política de promoção da produção nacional, de dinamização do mercado interno e de valorização dos rendimentos do trabalho.




Passado um ano...


Lembrou que "Há precisamente um ano", o PCP alertou e denunciou os perigos que viriam da política de direita, neoliberal, que os partidos PS, PSD e CDS/PP teimavam em prosseguir. "Um ano depois, a situação do país aí está para provar a razão dos alertas, das denúncias e das propostas do PCP", disse Jerónimo de Sousa que concvretizou: "Um ano depois, Portugal está mais endividado e dependente, afundado numa recessão económica sem precedentes traduzida num aumento exponencial do desemprego e do encerramento de empresas, saqueado nos seus recursos e riquezas, marcado por crescentes injustiças e pelo empobrecimento da generalidade da população".


Contra factos...


Como o PCP previra e prevenira esta política serve apenas a especulação financeira, os bancos, "que, depois da construção de lucros milionários alcançados (...) é contemplada com mais de 12 mil milhões de euros em nome da sua recapitalização e beneficiária de mais 35 mil milhões de euros disponibilizados a título de garantias" e ainda os chamados mercados que associados ao BCE e ao FMI vêem garantidos, à conta do empréstimo de 78 mil milhões de euros, um acrescento em juros e comissões superior a 35 mil milhões de euros".

6 de abril de 2012

A "nova" Europa


Da “Europa Connosco” para a “Europa da Heterogeneidade”

O Presidente do BCE, Mario Draghi disse que os valores da solidariedade e da inclusão são eixos do modelo social europeu, mas, "esse modelo está morto". Não deu explicações.

Dos poucos argumentos produzidos, Mario Draghi  justificou com a crise a necessidade de cada um "se desenrascar". Justificou a ausência de coesão (aquilo que nos "venderam" para entrarmos na CEE) e a realidade de “uma época de heterogeneidade” (ou seja desigualdades). Assim abriu caminho para, à moda dos tecnocratas nacionais e da troika, preparar o "pessoal" para deixar de pensar em solidariedades e outros valores, "antiquados", e sujeitarmo-nos a uma revisão moderna “desse modelo”. 

Recordar, é preciso

Raciocinando na base dos valores desta sociedade: Fomos assediados pela publicidade de uma “Europa da Solidariedade”, da “Europa Connosco”. Ainda me recordo de Mário Soares, como delegado da propaganda para Portugal, a vender o seu produto aos portugueses. De comissões nada sei. Só sei que pelos seus bons serviços de vendedor, foi justamente promovido e remunerado.

Veio o Cavaco e aproveitando o "mercado", aviou os produtos que Soares tão bem vendeu. Não teve mãos a medir. Entregas ao balcãoe ao domicílio pelos seus marçanos que carregavam cestos de subsídios para destruir a agricultura, para abater as oliveiras e as vinhas, para matar as vacas produtoras de leite, para afundar os barcos de pesca, enfim para acabar com a produção nacional.

17 de fevereiro de 2012

Onde está o dinheiro?

O dinheiro não se evapora. Se sai dos bolsos e do trabalho de uns, para onde vai ele?



Um artigo de opinião o deputado Bernardino Soares, no Jornal Avante de ontem, responde à pergunta que tanta gente faz: Onde está o dinheiro?


É sabido que a grande maioria dos trabalhadores empobreçe, ganha menos e trabalha mais. Para onde vai esse dinheiro? 


Então Bernardino Soares dá alguns exemplos: 


Aponta que na "ajuda" a Portugal está incluido "12 mil milhões disponíveis para a recapitalização da banca – corresponderão mais de 35 mil milhões de euros de juros e comissões".


Mostra que os prejuizos apresentados são "manigâncias... para não pagar centenas de milhões de euros de impostos durante vários anos. Foi também por isso que o Governo aumentou no Orçamento para 2012 o prazo para reportar esses prejuízos no plano fiscal de 4 para 5 anos". 


Também o escandaloso negócio dos fundos de pensões da Banca "significa um encargo adicional para a Segurança Social" o que calcula "dará um benefício à Banca privada entre 6 a 8 mil milhões de euros".


O BPN, "beneficiou de garantias do Estado que ascendem já a 4 mil milhões de euros", "perspectivando-se para breve uma injecção directa de capital de 600 milhões (lembre-se que foi vendido ao BIC por 40 milhões de euros!)"


"No caso do BPP, o Estado prestou garantias no valor de cerca de 457 milhões de euros... que foram executadas quase na totalidade (cerca de 451 milhões)".


A despesa fiscal com o off-shore da Madeira é em 2012 de 1200 milhões de euros; 






Bernardino Soares aponta ainda os benefícios e redução de impostos aos grandes grupos, enquanto que, para o povo os impostos são aumentados. O PCP fez propostas realistas que permitiriam que os "sacrifícios" fossem melhor distribuidos:


"A rejeição da taxa de 0,2% sobre transacções financeiras, proposta pelo PCP, deita fora 200 milhões de euros por ano"; 


"A rejeição da taxa de 25% proposta sobre transferências para paraísos fiscais despreza uma receita de 4 mil milhões de euros anuais"; 


"Muitas centenas de milhões de euros seriam cobrados se as mais-valias bolsistas das SGPS pagassem imposto"; 


"O agravamento do imposto sobre bens e imóveis de luxo permitiria certamente uma receita importante para o Estado"; 


"A rejeição de uma proposta do PCP para tributar devidamente as SGPS que deslocalizam a sua sede fiscal permite a impunidade de operações como a do Grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce e de outras empresas do PSI-20".


Na área da saúde em 2012 entregaram "320 milhões de euros aos grupos económicos através das parcerias público-privado. Para além disso, continua o regabofe do financiamento dos grandes hospitais privados com fundos públicos", isto é, cerca de 600 milhões de euros".


Muitos outros exemplos poderiam ser citados nos transportes, nas estradas, nos concursos públicos e nas obras que somariam muitos milhares de milhões de euros que saem do trabalho e sacrifícios do povo para os bolsos dos banqueiros, acionistas e administradores dos grandes grupos económicos. A maioria desse dinheiro está bem guardado no estrangeiro e serve para a especulação nos "mercados" onde arrecadam mais outros milhares de milhões com os juros dos empréstimos. 


Concluindo, como escrevi há três dias, eles causam a crise, obtém "ajudas" que empobrecem os estados e depois com o dinheiro que receberam emprestam-no a elevados juros ganhando milhares de milhões aos que lhes "deram" o dinheiro. 


Criam a doença, matam com a cura e pagam-se com a herança!

1 de fevereiro de 2012

Desemprego continua a aumentar

Estaremos num país de atrasados mentais?


Há quanto tempo se alerta para que a política de direita PS+PSD+CDS está a levar o país para o desastre?
Há anos que sabemos que, a continuar assim, só os muito ricos é que se safam. Contudo, os nossos governantes, escolhidos (e pelos vistos, bem!) pelos eleitores, fingem desconhecer e apresentam-se surpreendidos com o aumento do desemprego e com a recessão. É preciso ter lata! Por isso:
É preciso aumentar os preços dos Transportes!
É preciso aumentar o preço do Gás, da Electricidade! 
É preciso continuar a ir buscar os impostos a quem trabalha! 
É preciso continuar a aumentar os horários de trabalho!
Deixemos os ricos levar o dinheiro para os paraísos fiscais, pois então!




"Façamos de conta" que não sabemos que os processos de corrupção morrem nos tribunais e deixemos levar o que resta!
Continuemos a vender as empresas do Estado para os muito ricos ficarem ainda mais ricos e fugirem com o dinheiro criado pelas nossas empresas com o trabalho dos trabalhadores que trabalham mais e ganham menos!

A "receita"
  
Depois, quando já não é possível esconder os resultados, FAÇAMOS DE CONTA QUE FICAMOS SURPREENDIDOS. 
Na notícia, o Secretário Geral do PS tem a lata de dizer:  “a receita” do Governo não resolve os problemas". 
Mas então porque é que aprovaram a "receita" do Governo ?. 

Se é que ainda há alguém que não saiba, a "receita" que tem vindo a ser aplicada pelo PS+PSD+CDS tem sido encomendada pelos senhores do dinheiro, os Banqueiros. Esses estão mais ricos com o negócio dos juros sobre os empréstimos que fazem. É a esses senhores que não convém que a crise acabe enquanto não sugarem tudo o que podem. 
A crise está para os Bancos, como o negócio da guerra para a Indústria de Armamento. Se deixar de haver Guerra abrem falência. É assim o capitalismo!



31 de janeiro de 2012

A crise e as Ideias

Ideias não faltam, e grandes ideias
Falta é que o povo acorde para as aplicar.

Acabei de ouvir na Televisão que estão a desligar grande parte da iluminação Pública para poupar energia. Também ouvi há dias que o "nosso" primeiro ministro está a estimular as ideias dos portugueses para combater a crise. Já que estamos a regressar ao Séc.XIX, proponho que se passem a dar passos para iluminar as ruas com archotes. E mais não digo por agora para não ser demasiado "inconveniente".



19 de dezembro de 2011