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6 de janeiro de 2015

O poder económico e a direita intensificam a Censura

Práticas antidemocráticas dos donos dos órgãos de comunicação: Os jornais e a televisão escondem os problemas dos trabalhadores

O Professor Fernando Correia, mais uma vez abordou o problema da "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação. O que escreveu foi publicado no jornal Avante e no sítio web o Diário.info. Apresenta-se aqui uma síntese desse importante artigo.

Diz o Prof Fernando Correia que «Se há algum factor que nos últimos anos melhor caracterize a situação dos media de grande audiência em Portugal, é o reforço e consolidação do domínio do poder económico neste sector, devidamente acolitado por um poder político a ele igualmente subordinado». Explica que as diferenças entre os vários órgãos de comunicação social de grande influência, não são ideológicas mas apenas de estratégias comerciais.

Exemplifica o Professor que «As teias da manipulação que pretendem tolher e desacreditar os sindicatos, o sindicalismo e os dirigentes sindicais, menorizar a luta dos trabalhadores e de todas as camadas e sectores vítimas da política de direita, concretizam-se essencialmente, no conteúdo dos media dominantes, por duas formas: naquilo que se aborda e como se aborda, e naquilo que se silencia» e mais adiante mostra que

«Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os dirigentes sindicais, os juristas e economistas especializados em direito do trabalho e outros técnicos que acompanham a vida sindical são praticamente ignorados».
Por outro lado «Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados perante a opinião pública à existência de conflitos laborais, à chamada "desestabilização social", para utilizar uma terminologia cara à direita e ao grande capital. A sua presença no espaço público mediatizado só é "autorizada" quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. E os protestos e as greves não são apresentadas enquanto resultantes de políticas antidemocráticas e antipatrióticas, contrárias aos interesses do povo e do País, mas sim como insinuado reflexo de uma ânsia de contestação

por parte dos trabalhadores, pretensamente obcecados pela ambição de privilégios corporativos ou ao serviço de obscuras motivações partidárias.» diz o professor Fernando Correia dando inúmeros exemplos das tácticas de manipulação utilizadas, «uma das linhas mais importantes do ataque ao sindicalismo, enquanto instrumento de organização e luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, é a promoção da ideia de que lutar não vale a pena, tentando assim empurrar as pessoas para a passividade e o conformismo». 
São apresentados alguns exemplos recentes do que os jornais e a televisão esconderam para dar a ideia que os sindicatos, só fazem greves:

- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, a Interjovem e a Inter-reformados promoveram uma Tribuna Pública sob o lema «Direito a Trabalhar com vida Pessoal e familiar», iniciativa esta realizada no âmbito do «Ano Europeu da Conciliação entre a vida profissional e a vida familiar»...

- A União dos Sindicatos de Lisboa, SPGL, CESP, STAL e SINTAB esteve junto à Cantina da Cidade Universitária dando a conhecer aos estudantes o Manifesto em Defesa das Funções Sociais do Estado, para o qual a CGTP-IN tem vindo a recolher um grande número de assinaturas junto dos trabalhadores, juventude, reformados, pensionistas e população em geral.

- Promoção de uma petição contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma, visando esclarecer os trabalhadores e o povo dos novos cortes que o Governo prevê nas pensões da Administração Pública e no Sector Privado. 

- No âmbito do Dia Mundial do Livro, o Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN organizou na sua sede uma Feira do Livro, disponibilizando para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não pela Central.

- Organização periódica de acções de formação, iniciativas de convívio e confraternização, provas desportivas em diversas modalidades, nomeadamente atletismo, futsal e cicloturismo.

Nada disto foi noticiado, salvo raras e pequenas referências. 

É sintomático que as recentes eleições para o próprio Sindicato dos Jornalistas não tiveram direito, e apenas em alguns casos, a mais do que curtas informações sobre os resultados finais…

São depois dados vários outros exemplos que poderão ser vistos no texto integral.

Denuncia ainda o professor Fernando Correia que os jornais não falam das lutas dos trabalhadores em empresas clientes de anúncios nesses jornais, evidenciando também a subordinação dos jornalistas aos seus patrões. Enfim vale a pena ler o artigo completo em http://avante.pt/pt/2144/temas/133603/

31 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO II - Miguel Urbano

«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social, política e económica». 

Como foi dito no artigo anterior, o problema da Comunicação Social controlada pelo grande capital, permite manter a política de direita e "alienar" a generalidade da população enganada.

Como diz Miguel Urbano «A chusma dos formadores de opinião mais influentes simula isenção. Criticam o acessório, mas ignoram o fundamental. Falam de tudo, desde as fofocas do governo às falências e roubalheiras, passando pelo futebol, a literatura, a corrupção galopante, o BPN, a situação dos professores, o descalabro da saúde e da Justiça, a prisão de Sócrates, os gastos sumptuários dos ministros e o aquecimento global, mas não põem em causa o sistema». 

A censura discreta
De facto "a censura discreta", inteligente mas cínica, faz com que a quase totalidade do que se diz ou escreve, tenha a ideologia, a marca da política de direita, reaccionária, que vai entrando nos cérebros dos telespectadores, dos ouvintes ou leitores, sem que se apercebam disso. E assim, fingindo ser democráticos por falarem de tudo, na realidade tudo o que falam é distorcido e apresentado na versão da ideologia capitalista, como se fosse a única interpretação das coisas. 

Miguel Urbano acusa essa táctica: «Nas suas intervenções, mesmo quando manifestam discordância de medidas da equipa no poder, abstêm-se de condenar a engrenagem que as gera. A maioria trata aliás com deferência banqueiros como Ricardo Salgado e Ricciardi e outros financistas mafiosos responsáveis por fraudes de milhares de milhões de euros. O capitalismo é, para eles, sagrado».

Mesmo quando permitem que alguém de esquerda diga alguma coisa, o que é transmitido é seleccionado, cortado e por vezes apresentado com comentários ou títulos que distorcem as verdades ou as ideias ditas.  

Uma falsa democracia
«Na selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta - o discurso triunfalista do governo atinge o povo como um pesadelo. Nessa cantoria repulsiva, Passos, Portas & Companhia cultivam um refrão indecoroso: "os portugueses aprovam" os seus desmandos» disse Miguel Urbano. Chamam eles "aprovar" ao facto de terem votado neles. Esta é uma falsidade manhosa, cínica de convencer que o que eles fazem foi a maioria do povo que quis. 

Já no final do seu artigo Miguel Urbano mostra que quem vir com seriedade «programas televisivos como, entre outros, o Opinião Pública da SIC» repara que «o fascismo tenta capitalizar o descontentamento popular [...] Insultos aos sindicatos e à luta de massas, apelos à proibição da greve e a despedimentos colectivos, brados de saudosismo da ditadura, são agora frequentes. Mas isolados, porque o fascismo não encontra em Portugal atmosfera para se impor».

"Informação" - Alienação
«A indignação popular cresce, mas não é ainda torrencial, permanente. A grande maioria desaprova e condena a política do governo, mas o sentimento de revolta que começa a gerar desespero não se expressa num combate organizado». 

Daí o que já foi referido por Miguel Urbano «A definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada».

Miguel Urbano termina com a célebre frase: O que fazer então? A resposta foi dada com os exemplos da História de Portugal. «As revoluções, ... não têm data no calendário». Surgem quando surgirem oportunidades para isso como foi referido no artigo anterior.  Para isso é necessário o esforço da elevação da consciência que se adquire na luta, na intervenção do dia a dia, nos locais de trabalho e nas ruas. Miguel Urbano Termina com a sua força habitual:  «A maré da indignação e do protesto sobem a cada dia. Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo completo em : http://www.odiario.info/?p=3505

em 03/01 às 11.30 acrescentados os subtítulos e a imagem


17 de dezembro de 2014

O controlo da Informação

O significado do silenciamento do discurso de Putin

No sítio de O Diário info, foi feita uma análise ao importante discurso de Putin, discurso também aí publicado.

Sem comentar a análise de Atílio A. Boron nem o "importante e histórico" discurso, quero apenas alertar para uma questão que me é muito cara e várias vezes referida: 
O domínio da Comunicação Social, ou da Informação, a nível mundial, por um conjunto de cadeias de difusão das notícias, privadas e públicas controladas pelo poder económico que manipula também governos e políticas.

O que aconteceu a este importante discurso é um exemplo flagrante. 

Os factos são:
- Putin fez uma análise da situação internacional e lançou sérios avisos a todo o mundo. 
- Esta análise e avisos foram silenciados, (censurados), por toda a Comunicação Social.

Diz Atílio A. Boron: «Este discurso foi ignorado porque nele se traça um diagnóstico realista e isento de qualquer eufemismo para denunciar a aparente e imparável deterioração da ordem mundial e os diferentes graus de responsabilidade dos principais actores do sistema».



Conclusão:
Não fora a acção, ainda que débil, da informação alternativa, em especial na Internet, e, hoje, o direito de sermos livremente informados, estaria suprimido. O total controle das informações e da formação das opiniões, é o objectivo para "formatar as consciências" de acordo com o modelo que interessa, para que sejamos autómatos obedientes, máquinas para trabalhar, pensando apenas no que, para o "sistema", é útil. 
Os comentários de Boron e o discurso de Putin põem, também, o dedo nessa ferida.

Alerta à navegação:
O controlo da Internet, é passo importante para que o poder económico seja também o poder do total domínio das consciências. Não sendo fácil que nos calem, os objectivos passaram a ser: 
- Primeiro: Que o que dissermos não tenha qualquer efeito.
- Segundo: Que o que falarmos seja o que eles querem que digamos. 
Então seremos mais um veículo de transmissão das suas vontades tidas como "ideias".
De facto, é bem conhecido o papel que a informação tem na nossa (de)formação.

Afinal não é assim tão segura a mensagem de Manuel Freire:
Não há machado que corte 
a raíz ao pensamento...
Por isso, enquanto é tempo, é preciso garantir que:
Nada apag(ue) a luz que vive 
num amor num pensamento...
Porque, assim, não deixaremos que dominem a nossa vontade, de "ser livre como o vento"

14 de dezembro de 2014

São todos iguais? Quem?

A estratégia da direita: "são todos iguais"

Quando a direita já não consegue esconder a corrupção, os roubos, as vigarices, características da sua forma de actuar e dos seus mentores que enriquecem, toca de espalhar por aí "são todos iguais".
Assim se todos roubam, se todos, são vigaristas, quer a direita dizer que roubar é um defeito humano, que ser vigarista é normal. São todos iguais. 
E, sendo assim, como se uma infelicidade que provém do Adão ter comido a maçã, nada há a fazer. E, ser nada há a fazer o melhor é ficar tudo na mesma. 

Vem isto a propósito da notícia do jornal «Público» sobre alegados donativos do BES/Novo Banco à Festa do «Avante!».

Sabe bem o «Público» que mesmo que muitos dos seus leitores desconfiem de tal notícia, ainda por cima mal feita, vale a pena mentir. Isso vende jornais e há sempre quem acredite. Vai daí e publica em grande título:  "BES aprovou donativo de 11 mil euros proibido por lei à Festa do Avante!". Ora toma!

Quem acreditaria que Ricardo Salgado era tão amigo dos comunistas para lhes dar 11.000 euros?

Agora, pergunta-se:

Que jornalismo é este que, apesar dos desmentidos e não tendo confirmação da acusação publica tal notícia?

Que jornalismo é este que apesar dos desmentidos e "não tendo conseguido contactar com o BES" para confirmar a notícia, a publica mesmo assim?

Que jornal é este que deixa publicar esta notícia mesmo tendo recebido a informação da Entidade das Contas, diz, que esta entidade «limitou-se a responder que “se houve ou tivesse havido donativos de pessoas colectivas, a entidade teria imediatamente feito uma queixa-crime ao Ministério Público”».

Que jornalista é esta Maria Lopes que na resposta da Entidade das Contas diz "limitou-se a responder"?.
O que quer esta espécie de Jornalista dizer com "limitou-se a responder"?

Creio que os leitores do jornal Público, quando lêem as suas noticias devem reflectir bem no que estão a ler.

Vítor Dias no seu blogue, mais uma vez denunciou estas manobras do "nosso" jornalismo.

Conclusão: Coitados dos jornalistas ao serviço da direita que se esforricam à procura de um caso, nem que seja inventado, para encontrar nos comunistas algum pecado. A direita quer que o povo acredite que são todos iguais. Mas, nem todos são iguais. Infelizmente a lista dos crimes da direita, já vai muito longa. 

12 de dezembro de 2014

A Censura discreta

Em Portugal, os órgãos de comunicação social privados pertencem a cinco grandes grupos económicos que condicionam jornalistas.

Continuando o tema da publicação anterior, aborda-se neste texto, para alem do condicionamento da opinião pública o condicionamento dos Jornalistas.
O papel da Comunicação dita Social, ou dos média, na "formação de opiniões" é conduzida por interesses económicos e é tratada como mercadoria, a "produção de conteúdos". Mas que conteúdos? Conteúdos que, para além da frivolidade, encerram valores, ideologias e opiniões muito condicionados. As opiniões e pontos de vista que a generalidade dos media veiculam são sempre limitados a uma concepção política, ideológica, social e cultural do "pensamento único", dos interesses da classe no poder que coincidem com os interesses dos grupos económicos proprietários dos média.

Dizem todos o mesmo...

Qualquer telespectador, leitor ou ouvinte mais atento repara que quase todos dizem o mesmo, quer sejam as notícias ou as opiniões dos comentadores. Por vezes parecendo haver discordâncias essas são menores, de forma e não de conteúdo. A ideia transmitida vai sempre parar ao mesmo. "Não há alternativa... Temos que aguentar". Tudo isto acompanhado por fortes doses de anestesia com as notícias dos crimes ou programas para entreter. Não se estimula a análise. Os telespectadores, os ouvintes ou leitores recebem a toda a hora doses maciças de informação superficial, descontextualizada, sem análise para que não se saiba o porquê das coisas. O que é dito é como se fosse uma verdade absoluta. Não se perspectivam alternativas. 
Quem não procura informação alternativa, jornais de esquerda, sites na Internet que ofereçam confiança, e outras, está condenado a só saber o que esses média querem que se saiba e da forma como eles querem. É assim que as pessoas são moldadas por esta máquina infernal do capitalismo que nos explora porque deixamos. E deixamos porque nos convencem que não há alternativa.



Os jornalistas explorados e os sem... ética

A agravar este problema, os jornalistas que dantes tinham alguma independência, hoje raros são os que mantêm a sua tradicional ética. A precariedade aumenta, como aumenta o trabalho não remunerado de estagiários. A maior parte recebe em função do que é publicado. Se o chefe ou patrão não gostam é muito provável que o trabalho não seja remunerado. A liberdade dos jornalistas quase não existe uma vez que os editores têm poderes para decidir sobre aquilo que é publicado e como é publicado. 
O Estatuto dos Jornalistas regulamenta, a favor dos editores, as opiniões e os diferentes pontos de vista dos jornalistas.


Exige-se que a comunicação social seja "pluralista, democrática e responsável" que promova a informação e formação, com liberdade de opinião. Os média deveriam ter o papel de estimular a participação cívica em todos os assuntos da sociedade e promover a transparência da vida política, o controlo democrático da acção dos órgãos de poder. 
Para a necessária participação na vida política, os cidadãos devem conhecer as realidades, as alternativas e opções para a solução dos problemas nacionais. Devem saber pensar e tomar consciência dos seus interesses e direitos. Para isso os média teriam que ser um meio para a elevação do nível cultural da população, o estímulo para a assumpção dos valores que o 25 de Abril nos transmitiu, a solidariedade, a amizade a paz e compreensão entre os povos.




11 de dezembro de 2014

Comunicação Social - a voz do dono

Mais de uma centena de órgãos de comunicação social, em Portugal, estão nas mãos de cinco grandes grupos económicos

Referi em anteriores publicações, que os média, em Portugal como no Mundo, reflectem as ideias os pontos de vista que servem os interesses comuns a esses grandes grupos económicos, e por isso condicionam a formação da opinião dos leitores, espectadores e ouvintes.

No Brasil

Do Brasil, vêm-nos exemplos - caso da revista Veja e da capa contra Dilma na véspera das eleições - idênticos aos que no nosso país vimos, muitas vezes com subtileza para que não se dê por isso, do condicionamento da opinião pública. Poe vezes a mensagem é passada de modo subliminar. 

Laurindo Leal Filho, professor aposentado da Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo, num artigo publicado por "Vermelho" diz que no Brasil (e cá de certo modo) «...os meios de comunicação agem sem limites, actuando apenas segundo os interesses de quem os controla. As vozes dissonantes ainda são sufocadas. Dessa forma, a democracia deixa de funcionar plenamente por não contar com um de seus principais instrumentos: a ampla circulação de ideias».  Por iso no Brasil é tão actual a discussão à volta da regulamentação da actividade da Comunicação Social.

Fazem o mal e a caramunha 

Diz o professor Leal Filho, «...é necessária uma regulação da mídia, capaz de ampliar o número de pessoas que têm o privilégio de falar com a sociedade». De facto os que controlam a comunicação social, os grandes grupos económicos não querem seguir regras. Eles que fazem a censura, apontam quem defende a obrigatoriedade de comunicação social promover a "ampla circulação de ideias, de opiniões. Acusam isso de censura. Ao contrário, os sectores democráticos, exigem que a comunicação social, não esteja subordinada a interesses e a posições políticas e ideológicas que são as do poder económico dos donos dos grandes grupos proprietários da média, do capitalismo, portanto.

De facto, «...a regulação tem como objetivo romper com a censura que eles praticam quando escondem ou deturpam fatos como lhes interessam» diz  Leal Filho. Tal como as empresas monopolistas que controlam o mercado, a grandes empresas da comunicação social, controlam a difusão das ideias e, portanto a Constituição e as regras devem  «...garantir a liberdade de expressão de toda a sociedade e não apenas daqueles que controlam a Comunicação Social. 

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...

Foram apenas destacados alguns pontos do artigo, feito para a realidade brasileira aplica-se na generalidade a todas as sociedades. Em Portugal há ainda uma especificidade que tem a ver com a sua última frase «Cabe ao Estado mediar e conduzir essa mudança». Em Portugal o Estado é dirigido pelos políticos no poder e, estes são dirigidos pelo poder económico dos grandes grupos capitalistas com interesses idênticos aos dos grupos proprietários da Comunicação Social privada. Como sabemos as Leis são feitas pela maioria de deputados que estão intimamente ligados a esses interesses e/ou ideologias. 
Terá que ser o povo, os trabalhadores, a tomar em suas mãos a mudança de política e a fazer da Comunicação Social um instrumento para servir o país, a cultura e os valores do 25 de Abril.

6 de dezembro de 2014

O papel de Fátima Campos Ferreira

Os "Prós e Prós" e a censura que domina a televisão e jornalistas

Dantes, "no antigamente", a Censura era exercida pela PIDE e por Censores da confiança dessa polícia.
Hoje tudo é mais subtil e até mais eficaz. As notícias não precisam de ir à Censura. Os próprios jornalistas a fazem e, bem feita. Fazem-na por convicção política, fazem-na por medo de ficar mal vistos ou sofrer represálias dos chefes e patrões, fazem-na ainda na expectativa de serem promovidos e terem a encomenda de mais trabalho e maior remuneração.
Isto vem a propósito do programa da RTP, chamado "Prós e Contras" mas que Fátima Campos Ferreira, transforma em Prós e Prós. Não sei em que categoria ela se inscreve. Censora por convicção, censora por medo ou censora oportunista.

Correia da Fonseca, num interessante artigo no jornal Avante, "Tudo Boa Gente", entre outras coisas que vale a pena ler, recordou que, no Programa da RTP de Fátima Campos Ferreira, os participantes ao analisarem os problemas da "Pobreza e Solidão", enveredaram por uma análise social, diversificada. Dos exemplos que Correia da Fonseca mostrou destaco o seguinte:
Eugénio Fonseca, presidente da Caritas, depois de denunciar «a artimanha de baixar a linha de definição da pobreza» e «a produção de riqueza que não foi distribuída», confirmou que «há fome em Portugal, distribuída por todo o país». O psiquiatra dr. José Gameiro deu voz à nossa indignação quando disse que «é inacreditável dizer que Portugal vivia acima das suas possibilidades». Henrique Pinto preconizou «o paradigma da dignidade» em vez da «idolatria do dinheiro» e afirmou que «a pobreza é uma questão estrutural». Sérgio Aires, que «a pobreza não é uma fatalidade, é uma opção política e económica», e Henrique Pinto que, «cabe ao Estado criar oportunidades». Fátima Campos Ferreira, assustada... acordou (digo eu) para o seu papel de censora e, de imediato, interrompeu: «-Já estamos a meter ideologia!» Corta! 
Como referi no início, hoje esta falsa democracia, já não precisa do velho censor, com lápis azul, nem da PIDE, pois Fátimas Campos Ferreiras há por aí aos montes, na Televisão e jornais, que se encarregam dessa tarefa para ficarem bem vistos pelos seus patrões.


17 de novembro de 2014

A informação pimba

Que critérios usa a comunicação dita “social” para a informação?

Quem queira pensar vê que a "nossa" comunicação dita social, a toda a hora nos impinge informações de qualidade e interesse muito duvidoso.
Será por falta de capacidade dos jornalistas?

Notícias que mostram um incêndio que destrói uma habitação e deixa uma família desalojada, com reportagem e auscultação dos dramas daquela família. Tudo bem, mas então porque pouco falam milhares de famílias sem habitação e das que a estão a perder diariamente por terem que as entregar aos bancos?

Assistimos a folhetins, ou "verdadeiras telenovelas", de dramas individuais de interesse muito duvidoso mas que rendem por terem "mercado" assente na especulação que muita gente gosta. Será esta a função da nossa comunicação?

Vimos manifestações de uma população que não quer o padre, mas pouco se fala das muitas populações que lutam para manter os centros de saúde o posto dos correios ou os tribunais.

A toda a hora vimos festas e festinhas, nos mais variados locais. Algumas enchendo programas inteiros de várias horas, mobilizando caras equipas de reportagem. Certamente é sempre bom haver referências a essas expressões populares. Mas, então porque é que quase não falam de actividades como a Festa do Avante que mobiliza centenas de milhar de pessoas de todas as ideologias e é a maior Festa cultural do país? Para essa o tempo ou o espaço é sempre limitado.


Assistimos a notícias de um cantor que cai da bicicleta e parte o braço. De um baterista que ultrapassa recorde do Guinness na maratona de bateria, de outros que se zangou com a namorada, contudo pouco se fala no Orçamento de Estado que dedica ao apoio da Cultura em Portugal menos de 1%.
Afinal parece que não são apenas os jornais e televisão que não dão importância à cultura. Isto vem de mais fundo. Será "serviço" combinado?
Muitas pessoas, artistas, intelectuais, professores, subscreveram um manifesto exigindo pelo menos 1% para a Cultura. Sim um por cento! O Orçamento pode ter muitos por cento para as Forças Armadas e para participarmos na NATO. Para comprar submarinos e armas de guerra. Mas para a Cultura não há dinheiro. Milhares de pessoas têm-se manifestado nas ruas e em actividades culturais a exigir apenas 1% para a Cultura. Que aparece na nossa comunicação dita social?

Fernando Correia, diz no o Diário, que  “os critérios jornalísticos tornaram-se cada vez mais dependentes das «leis do mercado» e da busca do máximo lucro. Lucro este que, no caso da comunicação social, é financeiro mas também político e ideológico.”

De facto isso explica tudo: Interesses de Mercado somados aos interesses políticos e ideológicos.
Razão suficiente para justificar as "lavagens de cérebros" com programações ditas de entretenimento, por vezes de nível verdadeiramente degradante, ou uma informação dirigida não para o aumento do conhecimento da realidade mas para a distracção do que é essencial, alienando com o espectacular e o superficial, em detrimento das causas e dos contextos, numa óptica de melhorar a cultura e a consciência social dos leitores ou espectadores. Enfim jornalismo para estupidificar e desviar do que é importante.

Achei curioso este vídeo: http://youtu.be/DiNPxZdemTg

8 de novembro de 2014

A comunicação social no Brasil

Partidos que apoiaram Dilma exigem regras para responsabilizar os "mídia"

Com a vitória de Dilma no Brasil, os proprietários dos meios de “comunicação social” não se conformam e continuam a atuar como o principal partido da oposição (ver).

Em vésperas das eleições presidenciais, caluniaram a candidata Dilma e, depois, deram voz aos que pretendiam um golpe militar para derrubar a vencedora.

O vergonhoso "golpe" da Veja

O exemplo mais evidente foi o da revista semanal de direita "Veja" que estampou na capa uma falsa denúncia de que o ex-presidente Lula da Silva e Dilma “sabiam de tudo” acerca da corrupção na Petrobras.

Os patrões da Veja, responderam a um processo em Tribunal, que de imediato obrigou a um desmentido, tardio, contudo outros órgãos de comunicação como a Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e muitos outros jornais dos mesmos patrões, reproduziram as calúnias da Veja.

Os donos da comunicação social

No Brasil, como em Portugal, a dita “comunicação social” está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos.

Dilma reafirmou aos jornalistas, que defende a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas como acontece em muitos outros países como a Inglaterra, Estados Unidos, é preciso haver regras. 

De facto, no Brasil como em Portugal a imprensa, a televisão e a rádio, podem dizer as mentiras que entenderem sem que isso constitua grande problema. Tudo, ou quase tudo, fica impune.

No Brasil, as Organizações Globo, são o centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país. Há muito tempo, já anterior à instauração da ditadura militar, a TV e jornais conservadores, recebem dos governos, inúmeros apoios económicos que originaram as maiores fortunas. 

Impor regras e responsabilizar

A intenção manifestada por Dilma de definir regras que responsabilizem os “mídia” pelas notícias que dão, está a provocar uma revolução nas redações dos órgãos de comunicação. As demissões foram já de algumas dezenas, em especial dos jornalistas mais bem pagos.

Em Portugal seria preciso um governo verdadeiramente democrático, ao serviço dos portugueses, para legislar no sentido de responsabilizar e impor pesadas indemnizações a quem transmitisse mentiras ou “meias verdades” para enganar as pessoas.

O que tem acontecido em Portugal

Como diz Fernando Correia no Jornal Avante, em Portugal "Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida".

Sobre estas situações, em Portugal, vale a pena ler o artigo completo de Fernando Correia.

4 de maio de 2014

A censura e a manipulação discretas

La guerra mediática y el “golpe suave”

No sítio da Argenpress, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a manipulação da “Comunicação Social”. O estudo, fundamentado em muitas obras de credibilidade, mostra que todos os dias, a toda a hora, somos “bombardeados” através dos poderosos meios de comunicação, que apresentam uma só versão de factos, muitas vezes interpretada de forma parcial e distorcida, com o que se “alimenta” a população.  O estudo mostra que as pessoas na generalidade, “não tem tempo” nem se interessa por investigar sobre outras versões dos assuntos descritos. Por isso a maioria das pessoas toma como verdadeira a informação que recebem desses poderosos meios de comunicação. Essa informação, muitas vezes falsa ou distorcida, é repetida de forma mecânica e emocional, sem crítica. 
Mostra ainda o artigo que esse “bombardeamento” dos nossos cérebros, não é casual nem devido a caprichos ou erros. É isso sim uma acção de manipulação consciente e programada pelos meios de comunicação e pelas grandes empresas transnacionais que são proprietárias. 

Esses meios poderosos ligados ao capital financeiro, têm uma estratégia de combate aos governos que não conseguem controlar e combatem-nos através de uma guerra psicológica, sabotagens e acções de desestabilização, para que se convertam na mente das pessoas em nações “ingovernáveis”, “violadoras” dos direitos humanos, justificando assim a intervenção armada e o derrube de governos legais e constitucionais. Criado o clima propício entram em acção os exércitos dos Estados Unidos, da ONU, da NATO, para “salvar” a esse país das garras da “ditadura” em que vive.
O resultado final são milhares de mortos, a destruição e sofrimento de povos inteiros, que passam a estar dominados pelos exércitos estrangeiros, enquanto as multinacionais roubam as matérias primas e os recursos desse país invadido.
Sugiro a leitura desse interessante estudo que, obviamente, não passa nos meios de comunicação. http://www.argenpress.info/2014/05/la-guerra-mediatica-y-el-golpe-suave.html


4 de abril de 2013

A cultura do Pimba e as nódoas

Vou ser politicamente incorrecto. 

Nesta "democracia" políticos correctos não têm "sucesso". E eu, cruzes canhoto, não sou político.

O que está a dar é a cultura Pimba. Na política, "palhaços", Tiriricas, Beppes Grillos, e outros que tais, são a "cultura oficial" desta "democracia". São a bebida que adormece os cérebros para que as pessoas não precisem de pensar. E, não pensando não precisam de agir, de se incomodar. Esquecem os problemas e a falta de dinheiro. Basta-lhes rir que é mais saudável.

Pensar é perigoso para esta "democracia" 

A "comunicação social", alimenta esta cultura. O que é preciso é contentar as audiências. Isto é o que parece ser correto dizer. Mas, como prometi ser politicamente incorrecto, vou dizer a verdade que incomoda alguns:

Os responsáveis da Televisão, os "jornalistas", os "comentadores" lá colocados, de cultura nada percebem. Talvez de futebol. Talvez, ou, provavelmente, nem isso. Mas como foram lá colocados pelos amigos que, quando ouvem falar de cultura, sacam a pistola, são os tipos certos nos lugares certos. Seria perigoso que esses tipos fossem cultos, no sentido progressista da palavra. Não vá o cão morder o dono.

As nódoas e...



Esses (ir)responsáveis, esses que se apelidam de jornalistas, como jornalistas são umas nódoas. Não estão lá para utilizar benzina para limpar o Governo, (como dizia o Eça) mas, ao contrário, estão nesses cargos para espalhar as nódoas, disfarçando assim o contraste que evidencia a nódoa num tecido limpo. 
Segundo a sua teoria, de alimentadores de nódoas, o pano deixa de ser branco para ser uma nódoa pegada. Está então conseguida a sua função. Fica o povo sem perceber que a grande nódoa é nódoa e passa a acreditar que é a cor normal do tecido. Há nódoas como a do Relvas que só cortando o tecido conseguem saír. Mas fica o buraco no tecido já esgarçado.

O mérito de Mário Soares

É esta a "democracia" porque tanto lutou Mário Soares quando conseguiu meter o socialismo na gaveta. Trancou-o bem escondido, para que ninguém mais se lembrasse desses seus maus exemplos de juventude. Assim, com a indispensável ajuda de Kissinger e Carlucci, lançou aos ventos o Socialismo Moderno, o Socialismo "democrático" forma camuflada de espalhar a nódoa para que não se perceba qual a cor original do tecido.

Do povo que engoliu esta "cultura" e comprou como novo o tecido sujo, velho impregnado de nódoas, como sendo uma modernidade, do tal povo que referiu Guerra Junqueiro, espero falar brevemente.

Por agora, mais não digo, pois quero ir ouvir as notícias do Relvas.
Uma nódoa saiu mas deixou um buraco...

7 de março de 2013

Fugas de impostos

Os grandes capitalistas defendidos pelos governos fantoches roubam o Estado sem ser criminalizados

As denúncias circulam na Internet pois a comunicação social dominada pelos grandes grupos económicos não tem liberdade para o fazer. A Media Capital é uma das empresas que domina a Comunicação Social e também coloca o dinheiro e os lucros no estrangeiro para fugir aos impostos.

Os vários roubos ao Estado são de muitos milhares de milhões de euros. Muitas vezes mais que o montante que o Governo diz que tem que retirar aos apoios sociais, à educação, à saúde, etc. 

O roubo do BPN através dos amigos de Cavaco Silva (PSD) e dos Governos de Sócrates (PS) e Passos Coelho (PSD/CDS), soma mais do dobro do que o Governo rouba aos portugueses nos apoios sociais do Estado (4.000 milhões) para que descontamos os impostos.

Quem são eles

"O conjunto de empresas abaixo indicadas, mudou a sua sede para Holanda, Luxemburgo, San Marino e outros países, para fugir aos seus deveres de cidadania e, assim não entregar nos cofres do Estado Português milhões de euros de impostos, na precisa altura em que homens, mulheres e crianças sangram com o peso dos impostos até mais não.
E ninguém leva presos os accionistas e administradores daquelas empresas.
Contrariamente à informação na Internet que diz que na Assembleia todos votaram a favor das leis, o PCP tem lutado na A.R. contra a maioria (PS, PSD, CDS) pela legislação que permite às grandes empresas fugir aos impostos. Ver por exemplo aqui: http://www.avante.pt/pt/1929/assembleiadarepublica/111321/
ou aqui: http://www.esquerda.net/artigo/psd-e-cds-recusam-propostas-para-combater-fuga-fiscal

Relação das empresas que exploram cá e pagam lá os impostos:

• Cimpor - Empresa de produção de cimentos (Os donos são os nossos irmãos brazucas, não gostam nada de pagar impostos cá no burgo, gostam de entregar a colecta lá no centro da Europa.)
• Cofina - empresa de comunicação social , é dona do “Correio da Manhã, o diário desportivo “Record”, “Jornal de Negócios”, os jornais gratuitos “Destak” e “Metro”, a revista de informação “Sábado” bem como outros títulos, entre os quais “TV , Guia”, “Flash!”, “GQ”, e “Automotor”, bem prega Frei Tomás faz o que ele diz, não faça o que ele faz, é gente patriota, só e quando o magano do dinheiro fica em cima da mesa,é que lá se vai o patriotismo)
• Inapa - empresa de distribuição de papel
• Novabase - empresa de informática
• ParaRede - empresa de informática
• Soares da Costa - Empresa de construção civil
• Altri - Empresa de produção papeleira e energético
• Banco Espírito Santo - Empresa de finanças e investimentos (Capitais do Clã Espírito Santo)
• Banco Português de Investimento - Empresa de finanças e investimentos
• Banif - Empresa de finanças e investimentos
• Brisa - Empresa concessionária de auto-estradas
• EDP - Empresa de produção e distribuição de electricidade ( Capitais Luso/China), até os chineses gostam de não pagar impostos)
• EDP Renováveis - Empresa de produção de energias renováveis (Capitais Luso/China, até os camaradas gostam de fugir aos impostos)
• Galp - Empresa petrolífera e de combustíveis
• Jerónimo Martins -Empresa de grande distribuição maioritariamente distribuição alimentar (Capitais do clâ Soares dos Santos, o homem até comprou por 30 dinheiros o patriota do António Barreto)
• Mota-Engil - Empresa de construção civil (Capitais do clã António da Mota e o CEO é Jorge Coelho, Chief Executive Officer que designa o mais alto cargo executivo, outro grande patriota)
• Portucel - Empresa de comercialização de papeis de alta qualidade
• Portugal Telecom - Empresa de telecomunicações e de multimédia ( Quem manda é o duo Granadeiro/Zeinal Bava, dois grandes portugueses)
• REN - Empresa de geração e de distribuição de electricidade (Luso/Chinesa, quem mandam são os chineses, pessoas de bem, democratas de rija tempera...)
• Semapa - Empresa de produção de cimentos
• Sonae Indústria - Empresa de administração de recursos próprios (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, o Miguel Vasconcelos ao pé desta família era um santo homem, e mesmo assim foi morto pela populaça)
• Sonae - Empresa de indústria de matéria-prima, distribuição e venda de alimentos, administração de centros comerciais, turismo construção, telecomunicações, transporte e capitais de risco (Capitais do clã Belmiro de Azevedo, grande apoiante monetário da eleição do actual Presidente da Republica) - diz-me com quem andas, dir-te-ei quem ès!
• Sonaecom - Empresa de comunicação social, telecomunicações, Internet e informática (Capitais do clã Belmiro de Azevedo - é gente com pronuncia do Norte, gente boa, boa gente, em Angola chamam a esta gente os "Bumbas"... )
• ZON - Empresa de distribuição de multimédia (Capitais luso-angolanos do clã José Eduardo dos Santos)
• Media Capital - empresa de comunicação social (Aqui está a TVI , capitais luso/espanhois, bem prega Frei Tomás), detem os seguintes titulos: TVI,TVI24, TVI Internacional, TVI Ficção, TVI, Rádio Comercial, Star FM,Cidade FM,M80.,Best Rock FM,Vodafone FM,Mix FM,Cotonete; Imprensa,Lux,, Lux Woman, Maxmen; Internet, IOL,Portugal Diário,Agência Financeira, MaisFutebol.
etc. etc. 

5 de março de 2013

A Censura e o Pluralismo na Televisão

A Comunicação dita Social discrimina o PCP

Circula na net, uma denúncia que por entender ser justa, aqui a reproduzo:

"Três canais de informação e todos se dizem plurais. RTP informação: debate semanal com Ana Gomes (PS), Paulo Rangel (PSD) e costuma participar Joana Amaral Dias (BE). SIC Noticias: debate semanal com Pacheco Pereira (PSD) António Costa (PS) e Lobo Xavier (CDS). TVI 24: debate semanal com Fernando Rosas (BE) Santana Lopes (PSD) e Francisco Assis (PS). No Expresso foram anunciados os novos comentadores da SIC Notícias: Marques Mendes (PSD), Jorge Coelho (PS), Bagão Félix (CDS), António Vitorino (PS) e Francisco Louçã (BE). 


Tudo muito plural, mas não sei porquê, estou com a sensação que um certo Partido político é deliberadamente silenciado, certamente a coberto de justíssimos critérios editoriais, no mais estrito cumprimento do pluralismo e rigor informativo".

É assim a política de direita. Vê-se de quem têm medo!

3 de março de 2013

Manifestações e Comunicação Social (3)

Jornal Público cego e surdo por ordem do patrão?
É a austeridade ou a censura que não permite o Público comprar ou ler os jornais internacionais?


Um importante entre muitos outros:

19 de fevereiro de 2013

Eleições no Equador

Imprensa e Televisão escondem as vitórias da esquerda

A comunicação social dominada pelos grandes grupos económicos esconde as transformações sociais no mundo, as vitórias de anti-imperialistas, como esconde as ações da CGTP do PCP e da verdadeira esquerda em Portugal. 

 
No Equador o Presidente Rafael Correa obteve uma nova grande vitória e está prestes a obter outra no Parlamento. 

Rafael Correa teve quase 57% dos votos. A oposição fortemente apoiada pelos EUA teve 23% (Ex-Banqueiro Guillermo Lasso) e o expresidente Lucio Gutiérrez, (do Partido Sociedad Patriótica) apenas 6,6%.

23 de janeiro de 2013

A arte de bem enganar (1)

As estratégias do capitalismo para manipular, enganar, iludir

Noam Chomsky, linguista norte-americano, é considerado um dos grandes intelectuais da actualidade. Entre outros estudos, ele investigou o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. 

Os jornais, a rádio, a televisão e muitos outros meios de comunicação todos os dias nos poluem o cérebro, sem o notarmos. São instrumentos de grandes grupos económicos para moldar as nossas consciências no sentido de nos "amolecer" a capacidade crítica.  
Sem darmos por isso estamos a ser manipulados. 
 
Do estudo de Chomsky “10 estratégias de manipulação” fiz as seguintes adaptações resumidas:

1 - A estratégica da distração


Creio que reparámos que quando surgem graves problemas sociais ou políticos e começam a surgir manifestações ou lutas de trabalhadores a Televisão encontra sempre notícias que distraem as pessoas. Seja o futebol, o caso Maddie. o caso Carlos Castro. No entanto isto acontece permanentemente com os mais variados "Faits divers" que nos desviam as atenções do que é importante e não convem quer se discuta ou que se conheça.
 
Assim o elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção.

Fazem, também, parte desta estratégia, os programas televisivos para entreter, sem qualqur conteúdo, os concursos, as notícias de crimes, de acidentes, que ocupam dias nos telejornais para distrair a atenção do públicoÉ também a técnica de manter o público ocupado, ocupado e distraído, sem tempo para pensar no que é importante
Esta técnica aproveita a preguiça das pessoas que dizem estar fartas de coisas sérias e que apenas se querem distrair. E assim de facto conseguem que o público não reaja às políticas que nos roubam, que aumentam as desigualdades e tornam a nossa vida num inferno.
Salazar dizia, o povo precisa é de Fátima, Futebol e Vinho. Assim se evitam as revoluções.
(continua)

19 de janeiro de 2013

O "caso" da Presidente de Palmela

A mentira, a deturpação, o "jornalismo" ao serviço da direita

No blogue "Praça do Bocage", Demétrio Alves publica um importante esclarecimento e denúncia de uma política da direita e da comunicação dita social.


Nestes últimos dias tem sido "notícia" a reforma da Presidente comunista da Câmara de Palmela. Jornalistas ao serviço da direita, tentam, desesperadamente, desviar as atenções do que realmente afecta a vida de milhões de portugueses, das fraudes dos crimes e dos roubos aos trabalhadores e povo português e "fabricam casos", para acusar comunistas.
Infelizmente, jornalistas que escondem esses crimes da direita e escondem também o trabalho e luta de quem os combate, não perdem oportunidade para fazer notícia de "um caso" que só é noticia por ser de uma presidente de autarquia comunista.

Não reparam, ou não querem reparar que, com esta sua actuação, só confirmam a máxima do jornalismo "um cão morder numa pessoa não é notícia mas uma pessoa morder num cão já o pode ser".
Ao tentarem, tão desesperadamente, apontar uma crítica a um eleito comunista estão a confirmar quão difícil é encontrarem críticas a fazer aos comunistas. Confirmam também que, fraudes, roubos, vigarices, dos eleitos do PS do PSD ou do CDS já não são notícia por tão vulgares que são. São os cães que mordem as pessoas.
 

O que dizem e o que escondem

Mais grave ainda é quando deturpam a verdade e agarram numa meia verdade e a distorcem para denegrir um eleito comunista e o seu trabalho. Neste caso, dada a dificuldade de encontrar uma crítica a apontar à presidente comunista, agarram num caso que nada deveria ter de criticável e transformam-no em "caso condenável" como, e bem, o artigo de Demétrio Alves o mostra. Esses pretensos jornalistas, vendidos aos patrões que dominam a comunicação social, na procura de umas benesses, fazem da situação relatada, uma notícia para denegrir em vez de divulgarem o bom trabalho que a autarquia de Palmela tem feito e que tanto tem ajudado as populações tão maltratadas pela política destes governos que nos entroikam a vida há 36 anos.
É assim  a política de direita, é assim a nossa comunicação dita social.


Para confirmar cliquem (aqui)

15 de janeiro de 2013

Comunicação como meio de ofensiva ideológica

A ofensiva ideológica, a mentira, a criação do medo e a exploração dos preconceitos, são armas do capitalismo para dominar

É intenso e "científico" o plano em curso para retirar direitos aos trabalhadores e ao povo para aumentar a exploração do poder capitalista. 
Para isso, os partidos de direita e o Governo precisam de acabar com tudo o que o 25 de Abril construiu.

Para conseguirem levar os seus planos por diante, e reduzir a capacidade de luta organizada dos trabalhadores e do povo, apoiam-se na guerra ideológica feita através de todos os meios de comunicação que dominam. 

Os eixos principais dessa ofensiva

São objectivos desta política:
- valorizar as virtudes do capitalismo, dos mercados e de uma falsa liberdade individual.
- dar a ideia de que todos podem ser capitalistas ricos se seguirem os exemplos dos grandes exploradores.
- convencer que a sociedade não muda. Sempre foi assim e sempre assim será.
- quando não for possível defender os efeitos do capitalismo, dizer que são todos iguais e portanto todos têm os mesmos defeitos.
- estimular o anticomunismo, de forma a afastar a ideia de que é possível uma sociedade melhor. 
- o desacreditar as sociedades que conseguiram libertar-se do capitalismo e imperialismo. Confundir democracia com ditadura de "homens não poderem explorar outros homens".
- esquecer as possibilidades e vitórias da resistência dos povos, da luta dos trabalhadores ou da afirmação de opções de desenvolvimento soberano.


Os meios de comunicação

Os meios utilizados para a "lavagem dos cérebros" para a mentira, para lançar a dúvida e a confusão, para "dividir para reinar", são os meios de comunicação quase todos controlados pelos grandes grupos económicos, a publicidade, o Marketing (comercial e político), actividades ditas "culturais" e de distração, etc

As formas que utilizam são muito variadas e científicamente estudadas através de Sondagens, de Estudos de Mercado e Marketing, da Internet, de Redes Sociais e são aplicados nos mais variados meios como: 
Notícias seleccionadas, notícias deturpadas, informação escondida e subtimente "censurada". Programas de telenovelas que veiculam conteúdos que visam injectar conceitos e preconceitos retrógrados. Concursos televisivos quer iludem as pessoas com o sucesso fácil e "acessível a todos". Comentários políticos e sociais de pessoas "uniformizadas" ou formatadas com o pensamento "oficial" da direita. O controlo e formatação das notícias é feito pelo recurso ao comentário e análise sistemáticamente direccionados, para levar os ouvintes os telespectadores e leitores à ideia errada.

Esta "lavagem" de cérebros, esta ofensiva ideológica, é feita de forma subtil, como referi no texto anterior, com uma simples ausência ou troca de legendas, e pela formatação das notícias. 

Formatar jovens para aceitar sem crítica a ideologia do capitalismo
 
Esta operação de formatação das consciências, é também feita, nas Escolas e Universidades com a seleção de professores e manuais escolares que obedecem ao pensamento único. Assim a produção ideológica nos meios académicos, ajuda a formatar os estudantes, desde o início da escolaridade, para assegurar a prevalência absoluta dos valores do capitalismo, dois conceitos e preconceitos que o servem fazendo esquecer outras alternativas. Essa formatação ideológica é especialmente intensa nas areas da filosofia, da sociologia, da economia e na promoção de uma cultura "pimba" sem conteúdo mas de "fácil" acesso e aceitação acéfala. Assim se formam pessoas dóceis e fácilmente domesticáveis, que aceitam ser exploradas. 

14 de janeiro de 2013

Os baixos truques da realização televisiva

A televisão ignora os nomes dos deputados comunistas e, pelos vistos, nem os reconhece
Há dias estive a assistir a um debate parlamentar com a audiência do Ministro da Economia.
Reparei que quando falavam os vários deputados aparecia uma legenda com o nome do interveniente e algumas das suas palavras mais significativas.
Isto foi sendo feito com mais ou menos constância exceto... há sempre exceções, quando falava um deputado do PCP (ou dos Verdes). Nessa altura permanecia a legenda geral do debate com o Ministro e algumas palavras do ministro em vez das palavras do deputado que estava a falar.
É notória a intenção da direita silenciar o PCP.
Notícias, comunicados, iniciativas e actividades do PCP são muito esquecidas na televisão e jornais. Mas, pelos vistos, os nomes dos deputados comunistas também.

É assim a torta democracia da direita.

7 de dezembro de 2012

Um exemplo de Jornalismo


RTP1 Bom Dia Portugal
Hoje dia 7 de dezembro

Em causa a polémica da extinção de mais de 1150 freguesias

Os factos

João Tomé de Carvalho informa que toda a oposição está contra.
As respostas vêm de Miguel Relvas e do Secretário de Estado da Administração Local, entre outras.

João Tomé de Carvalho entrevista depois o presidente da ANAFRE.
O Presidente da Associação Nacional de Freguesias explica que não faz sentido esta reforma, pois as freguesias não têm dívidas e nada contribuem para o défice uma vez que representam 0.1% do Orçamento de Estado.

O Jornalista João Tomé de Carvalho interrompe e pergunta:
- Mas acha que faz sentido manter freguesias onde moram meia dúzia de pessoas?

O presidente da ANAFRE diz que as pessoas devem escolher a forma como se agrupar e tenta explicar que não é essa a situação.

João Tomé de Carvalho (o "jornalista"), interrompe novamente e repete a pergunta.

O presidente da ANAFRE "cai na ratoeira" e diz: 
- Pode não fazer sentido, mas...

A entrevista termina aí sem se ouvirem as explicações do entrevistado. 

João Tomé de Carvalho "enganou" o presidente da ANAFRE e logo avança com as explicações do Secretario de Estado.



As consequências

Conclui o ouvinte:

A extinção de mais de 1150 freguesias é para acabar com as freguesias de menos de 6 pessoas.
Pois claro!. O Governo tem razão. Não faz sentido haver mais de 1150 freguesias com menos de 6 pessoas.

A mentira

Pergunto:
Há freguesias com meia dúzia de pessoas? É claro que não!
Então porque é que o "jornalista" João Tomé de Carvalho faz a pergunta que fez? É isso que está em causa na extinção das 1150 freguesias? Claro que não! Então porque não deixou o representante das freguesias explicar?

Foi marcadamente intencional este ato de desinformar.
Isto não é jornalismo.
Isto é manipular a opinião pública.
Uma mentira pública destas na televisão devia ser punida com uma pena severa.

O ator que representa o papel de jornalista sabe bem o que está a fazer. Faz o frete ao seu chefe Miguel Relvas e, segundo os modelos da política de direita, sabe que, para manter o poder, tem que mentir.

É assim que a direita informa. É assim que a direita engana os portugueses. É esta a política de direita.