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4 de maio de 2011

Liberdade de Imprensa

Os Jornalistas brasileiros estão preocupados


A Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (FENAJ) defendeu no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em nota oficial, a desprivatização das liberdades de imprensa e expressão. 
 
No comunicado emitido diz que os jornalistas estão permanentemente a ser pressionados para censurar a livre circulação de informações. Diz o Comunicado "A escalada de agressões a profissionais de comunicação vem se manifestando em episódios de manutenção de repórteres, repórteres fotográficos e cinematográficos em cárcere privado, agressões físicas, ameaças de morte, em casos de censura prévia e mesmo nos locais de trabalho, quando ao denunciarem casos que ferem interesses econômicos e políticos os profissionais são “premiados” com demissão".
 
A liberdade de imprensa é condição necessária para a livre circulação de informações com responsabilidade, ética, pluralismo, respeito às diferenças e sem discriminações.
 
A FENAJ lembra ainda que o Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra que "toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. 
 
Por último o Comunicado refere "que demissões, precarização das relações de trabalho, censura empresarial e autocensura são fatos que acontecem diariamente nas redações e que configuram violências". 

13 de abril de 2011

Líbia e Kadafi

Alguém me explica porque quase não há notícias da Líbia ?

Segundo vejo, em jornais estrangeiros, Paris e Londres estão descontentes com a pouca eficácia da NATO, e exigem mais bombardeamentos na Líbia. Mas creio que estão cada vez mais isolados.
Nem vejo referências às contradições no seio da própria NATO uma vez que alguns países se abstêm abertamente da participação nas operações de guerra. 
Nem vejo informação sobre os custos que os países da NATO, entre os quais Portugal, em crise, terão que pagar para sustentar as operações de guerra. Lá vai aumentar o défice para o povo pagar. Não será isso importante ?
Por cá, não vejo apoios às tentativas de paz da União Africana que conta já com o compromisso de Kadafi para um cessar fogo, mas ainda sem o acordo dos rebeldes. 
Será que isso evidencia o fracasso das operações dos EUA e da NATO ? Será por isso que não há notícias ? Ou teriam regressado a casa os comentadores que estavam na Líbia e que, todos os dias, reproduziam as palavras dos rebeldes? 

Esta ausência de notícias faz-me lembrar que, nos tempos da censura, apareciam nos jornais "cortado pela censura". Salazar proibiu que se escrevesse isso nos jornais e as edições passaram a ter espaços em branco que nada diziam. Salazar foi obrigado a proibir os espaços em branco. 
Essa proibição, pelos vistos mantêm-se, até aos dias de hoje. Não há espaços em branco. Mas notícias também não. É a censura discreta.

3 de abril de 2011

A censura modernizada

A comunicação social "adormece" as inteligências para que, os que têm apenas um olho, possam ser Reis


Diz o povo que em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Saramago escreveu o ensaio sobre a cegueira, para que pensássemos. A comunicação social, não conseguindo cegar as pessoas todas, tenta colocar palas no olho esquerdo para que olhemos apenas para o lado direito. Felizmente, quem se interessa por conhecer o mundo à sua volta, pode sempre articular o pescoço e olhar à esquerda.
Isto a propósito de o PCP ter realizado uma conferência com deputados europeus de cinco países e a participação de Jerónimo de Sousa, no dia e sobre as temáticas em debate no Conselho Europeu. 
Apenas a Lusa compareceu, mas as notícias e as conclusões não foram divulgadas pelos órgãos de comunicação. Não era importante?
Neste Conselho Europeu, deram-se novos e muito gravosos passos no ataque à soberania nacional, o que deixa Portugal ainda mais dependente do estrangeiro. Sobre isso, nada foi dito pelos média, que pouco mais referiram que os sorrisos e abraços e até o beijo de Berlusconi a Sócrates.


A manha 


Hoje a censura é muito mais manhosa e eficaz que no fascismo. São os próprios jornalistas que fazem a censura (auto censura) para garantir o emprego e cair nas boas graças dos chefes e patrões, dos grandes grupos que dominam as cadeias de informação. Muitos dos que têm brio profissional e carácter, são afastados, ou postos na prateleira. 


É preciso dar a imagem de pluralismo
 
Por isso, nos debates televisivos, os sapientes comentadores, discutem se o PEC deve cortar 10% dos salários ou se deve cortar... 11%. Ou então, discutem se devem cortar os ordenados ou aumentar os impostos. Debates interessantes, que mostram o pluralismo de opiniões. Se aparece alguém a dizer que nada disso resolve e que o que é preciso é pôr Portugal a produzir, defender a nossa agricultura, as pescas e a indústria, criar empregos e riqueza, logo é atacado por todos os lados, visto como um lunático e, para a próxima, já nem fala. 


Bem escolhidos comentadores
           
Nos debates e comentários da TV, preferem-se as opiniões pessoais, dos iluminados comentadores, desde que sejam de direita. Evitam-se as opiniões das organizações, sejam sindicais, de agricultores, comerciantes ou outras. Organizações só as do grande patronato.
Hoje, a Comunicação chega a todo o lado, mas sempre através dos poderosos meios de difusão mundial, dominantes, que induzem as pessoas nas falsas ideias das «fatalidades» e das «inevitabilidades», dos «medos» de tudo o que não seja a "tranquilidade" do pântano da política de direita. Os média e em especial a TV chegam ao desplante de pôr os tais "especialistas" a falar sobre as propostas do PCP, manipulando e mistificando a alternativa real à política de direita. 


Poeira prós olhos
 
Vivemos hoje com uma censura escondida, difusa, mas omnipresente como complemento da manipulação ideológica, que deturpa a realidade e conduz as mentes para a distracção com ninharias para desviar as atenções do que é importante, enfim, para adormecer. Felizmente, ainda não controlam, totalmente, a Internet. Contudo, a Internet não tem a difusão e o poder que tem a Televisão.

12 de fevereiro de 2011

Democracia?

Editor de Política em litígio com director
DN: não publicação de notícia leva a demissão


Com este título publicou o Jornal Público uma notícia que, mais uma vez, me faz refletir sobre os conceitos de "democracia" e, em especial, sobre esta "democracia" em que vivemos. Aqui vai o essencial do tema:

"David Dinis, editor de Política do jornal Diário de Notícias, demitiu-se do cargo em Janeiro em litígio com o director do diário, João Marcelino, que impediu a publicação de uma notícia sobre o facto da operadora de telecomunicações TMN ter destruído parte dos dados de tráfego telefónico de Armando Vara (ex-vice-presidente do BCP), de Rui Pedro Soares (ex-administrador da PT) e de Paulo Penedos (ex-assessor da PT), no âmbito do processo Face Oculta."


Podem alguns dizer que em democracia tudo se sabe. Não acredito! Mas, mesmo que tudo se saiba, ou, mais seguramente, que por vezes as "broncas" surjam, que pode o povo fazer para corrigir esses "defeitos" da democracia? Votar? Votar de quatro em quatro anos nos que melhor enganam o povo? Esperar que o Parlamento demita os que criam estas situações? Bem vimos o que tem acontecido. Os que estão no Governo são apoiados pelas maiorias que têm no Parlamento. Portanto, protegem-se uns aos outros. Defendem os mesmos interesses e a mesma política (que lhes permite beneficiar dessas acções). O povo terá então que esperar quatro ou cinco anos para votar. Votar em quem? Noutros com a mesma política? é de facto o que tem acontecido. O sistema dito "democrático" está montado para que, os que têm o poder, porque são os que têm dinheiro, ou se preferirem, os que têm dinheiro têm o poder, esses, têm todos os meios para enganar, amordaçar, e condicionar as consciências e as vontades. Têm o controlo da economia, decidem sobre o emprego e a subsistência das pessoas, tornam-nas dependentes, comandam o ensino das crianças e jovens para alimentar o sistema, têm a cobertura do complexo jurídico e bem controlada toda a informação como vimos por estes exemplos agora revelados.


Aqui a notícia completa.