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20 de maio de 2017

Para que fique registado III

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump" disse Maduro, presidente da Venezuela

Em geral os órgãos de comunicação, pertencentes às grandes cadeias controlados pelos interesses do grande capital, não referem as grandes manifestações de apoio a Nicolás Maduro e à sua política popular. Procuram pela especulação ridicularizar Maduro. Contudo, perante a grande contestação a Trump surgem oportunidades para trazer à superfície as políticas em confronto. De um lado os que estão com o povo, de outro as classes mais abastadas sempre à espera das migalhas dos multimilionários.
A Venezuela é um exemplo actual.
Da nossa comunicação social retirei algumas notas para registo:

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump. Go home Donald Trump, fora da Venezuela", disse o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no palácio de Miraflores, sede do Governo.
Pouco antes o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela já tinha qualificado como um "absurdo de antologia" as declarações de quinta-feira de Donald Trump após um encontro em Washington com o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
Donald Trump disse na quinta-feira que fará "o que for necessário" em cooperação com outros países do continente para resolver a situação humanitária na Venezuela, que considerou uma "desgraça para a humanidade" e o Departamento de Estado norte-americano impôs, sanções a oito magistrados do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, o que Caracas condenou "inaudito e inadmissível".

Se pesquisarmos a imprensa alternativa, não controlada pelas multinacionais da comunicação, ficamos a saber muita coisa que os jornais e a Televisão escondem. Leia-se por exemplo o recente texto do Avante.
«As iniciativas em defesa da paz e de rejeição da violência têm registado ampla adesão popular na Venezuela, com concentrações, marchas e manifestações a ocorrerem com esse propósito. É o caso da levada a cabo pelas mulheres no sábado, 6, cuja terminou com a entrega de um documento na Defensoría del Pueblo, órgão constitucional de defesa e promoção dos direitos humanos no país.

A recusa da ingerência estrangeira nos assuntos internos da Venezuela, e designadamente da Organização de Estados Americanos – estrutura da qual a Venezuela se está aliás a desvincular, acusando-a de desrespeito pela sua soberania e de responder às directrizes do imperialismo norte-americano com métodos e orientações de recorte colonial –, e bem assim a condenação do suporte dado pelos EUA e por governos seu vassalos na América Latina a grupos violentos e à oposição mais irascível, têm sido igualmente centrais nas iniciativas promovidas pelos bolivarianos.
 


25 de outubro de 2015

Cavaco e seus comentadores

Que querem eles dizer? Estabilidade ou Instabilidade. Continuidade ou Mudança?
Querem confundir-nos?


Uma nota prévia:
O PS, depois da eleição de Costa e na campanha eleitoral, informou que não daria apoio à política de direita. Isso alterou muita coisa, incluindo a expressão do voto dos eleitores.

Cavaco, no desespero de querer voltar a colocar o seu partido no Governo, contra o resultado das eleições, mete medo aos portugueses com a instabilidade, que ele próprio criou ao indigitar Passos Coelho para formar um governo com apoio minoritário.
Antes das eleições disse que só empossaria um Governo que desse garantias de estabilidade e acabou, depois das eleições, por decidir empossar a Coligação do seu partido, em minoria. Portanto sem garantir a estabilidade que o País precisa.
Logo vieram às Televisões,  jornais e os comentadores da falange ao serviço de Cavaco, lançar a confusão entre estabilidade e instabilidade argumentando que a maioria dos deputados constituída por PS+BE+PCP+PEV não garantia a estabilidade.
O desenho que Cavaco e seus comentadores não querem perceber

Quem forma o Governo é a Assembleia da República

Pergunta-se muito simplesmente:
Se a maioria dos deputados não garante a estabilidade como é que a minoria garante?
Não faltaram argumentos imbecis. Os  principais são dois, que estão interligados:
- Os partidos da esquerda ainda não apresentaram um documento que garanta a estabilidade e,
- Não está garantida que essa estabilidade seja para quatro anos.
Esta dúvida, que parece rasoável, é, na verdade, muito capciosa, falsa e enganadora. Porquê?
Se aplicarmos a mesma pergunta ao partido de Cavaco, a dúvida fica desfeita:
- A coligação, que está em minoria, não tem nem terá um documento que garanta a estabilidade porque a maioria dos deputados já declarou que não o aceita.
- Não o aceita hoje, o que fará cair o Governo e, portanto, nem para amanhã quanto mais para quatro anos. Como garantem a estabilidade?
Pelo lado da coligação, do "presidente da república", o caso estará arrumado se os deputados dos partidos de esquerda, em maioria, cumprirem o que anunciaram aos eleitores. O Governo cai e lá se vai a estabilidade da cadeira onde Cavaco se apoia.

As confusões para enganar

Mas então onde estão as confusões que Cavaco e comentadores, querem criar?
São também claras se recordarmos o (miserável, criminoso, e antipatriótico) discurso de Cavaco Silva.
A confusão que ele quer lançar aos portugueses é que pensem em Estabilidade quando ele pensa em Continuidade. Rima mas não são a mesma coisa. Ele e os seus falangistas comentadores, não podem falar de Continuidade porque é evidente que as eleições traduziram a vontade de Mudança. Por isso tentam baralhar com a Estabilidade. As referências que faz à nossa submissão à Europa, aos tratados europeus e aos "mercados" mostra exactamente o que Cavaco quer. Mas... o seu problema é que, o que ele quer, não foi aceite pelos portugueses, que votaram pela mudança.
 
Gato escondido com rabo de fora!

Não é a Estabilidade que ele, Cavaco, quer para o Governo, mas simplesmente a Continuidade das políticas de empobrecimento, de austeridade como lhe chamam, para continuarem a roubar os salários dos trabalhadores, as pensões, para dar esse dinheiro aos Bancos, aos "mercados" e, portanto, aos que cada vez estão mais ricos à custa do continuado aumento da pobreza dos portugueses.
Esse Cavaco que, no Governo, destruiu a nossa Agricultura, as Pescas, a Indústria, as Empresas nacionais para as entregar aos ricos da Europa, a quem temos que comprar o que precisamos, quer agora que o seu partido continue a fazer o mesmo com o argumento de termos que nos submeter aos "mercados" e decisões que os portugueses nunca votaram, porque eles impediram que fossem referendadas.

Esse Cavaco e os seus falangistas de comentadores instalados e bem pagos nas Televisões, querem que os portugueses, que votaram pela Mudança, sejam obrigados a aceitar a Continuidade desta política de desastre.

Concluindo:
A Continuidade que eles não se atrevem a nomear foi firmemente regeitada pelos portugueses que, nas eleições de 4 de outubro, retiraram a maioria à coligação PSD+CDS e deram-na aos partidos de esquerda, que assim estão em melhores condições para garantir a estabilidade e a mudança que os portugueses desejam.

26 de setembro de 2015

Para refletirmos III

A "campanha negra"
Notas de um artigo de opinião de Carlos Gonçalves no Avante
 
« - As «sondagens», concebidas como armas de mistificação de massas para «fazer cabeças» e fabricar resultados nos media dominantes, que, quanto muito, indiciam tendências e nunca o «score» eleitoral, de que estão muito longe, já que as margens de erro, no caso da RTP, podem somar ou retirar a qualquer força dois por cento ... Não são sondagens, são palpites e manipulações da política de direita, para impor os «resultados convenientes"...»

«... As calúnias do Expresso à Festa, ou as agressões cobardes de quatro fascistas são expressão do seu medo de que este povo tome nas suas mãos o futuro do País».

«- As tretas dos protagonistas da política de direita, que falsificam todas as estatísticas e convergem, à beira de eleições, com a revisão reles do «rating» de Portugal pela Standard & Poors – a tal que abichou centenas de milhões com notificações falsas no Lemhan Brothers e que o próprio governo USA fez pagar 1,5 mil milhões de dólares para suspender um processo crime por fraude..

«São manobras da «campanha negra», insidiosa e perigosa...»

sublinhados meus.

29 de agosto de 2015

Comentário

A censura dissimulada
  
A grande maioria dos textos aqui publicados tem merecido comentários dos leitores. Todos eles são estimulantes. A propósito do texto publicado no dia 24, um dos comentários complementa, de uma forma muito simples e resumida, o assunto tratado. Creio que vale a pena destaca-lo. Com os agradecimentos ao autor, aqui vai:
A maioria das pessoas ainda não descobriram e muito menos tomaram consciência, de que a liberdade presentemente é uma farsa, que sob a capa da democracia esconde de forma manhosa e sorrateira a censura.
Os eleitores, mesmo os filiados e que militam nos partidos, ainda não compreenderam que a censura moderna, sofisticada e mais cínica e perversa, adulterou a liberdade, anulando-a.
Efectivamente a liberdade actual está esvaziada de conteúdo pelo ardil astucioso das máfias ao serviço do grande capital.
Os Órgãos de Comunicação Social, que na sua maioria, são propriedade encapotada do grande capital, passaram a ser as grandes fábricas da censura, através da manipulação, tanto activa como passiva, praticada a uma escala global. 

27 de agosto de 2015

Censura

Os órgãos de informação escondem as responsabilidades das tragédias

As tragédias que envolvem alguns milhões de pessoas e centenas de milhar de refugiados, são fruto das guerras que a NATO, a mando dos Estados Unidos da América, com a colaboração da União Europeia, fizeram no Médio Oriente, que arrasaram países inteiros como foi o caso, entre outros, da Líbia. Recorde-se que, em 2012, a Líbia tinha o segundo melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) da África e o quinto maior produto interno bruto (PIB) (em paridade do poder de compra) per capita do continente (em 2009), atrás da Guiné Equatorial, das Seychelles, do Gabão e do Botswana. A Líbia tem uma das 10 maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e a 17.ª maior produção petrolífera (dados da Wikipédia).
Como a história tem mostrado, os EUA, promovem as guerras civis contra os governos que não se submetem às suas exigências, ou financiam e armam terroristas, criando o pretexto para a sua intervenção e domínio de países através da colocação de governos fantoches e ditaduras (como de Pinochet, e agora na Ucrânia).
É isto que as Televisões, Jornais e jornalistas, têm medo, ou estão proibidos, de dizer.
Ver ainda:
http://c-de.blogspot.pt/2011/03/guerra-no-libano.html
http://c-de.blogspot.pt/#uds-search-results



25 de agosto de 2015

A Lei do Funil

A direita faz batota. Trapaceiros

A lei do funil é uma das principais leis porque se regem os políticos de direita. O lado largo do funil voltado para a direita e o estreito para a esquerda. 

Fazer batota, ou trapaça, significa usar de vantagem ilegítima ou indevida para ultrapassar parceiros ou competidores. Não cumprimento das regras de um jogo, de maneira que outro ou outros jogadores não se apercebam.

Em Comunicado, de ontem, 24 de agosto, de que se faz uma síntese, a CDU – Coligação Democrática Unitária – manifestou:
- a sua disponibilidade para estar presente, em pé de igualdade, nos debates e "frente a frente" com as forças políticas que estejam dispostas a participar.  Assim no "frente a frente" com a Coligação PSD/CDS em que participará o líder do segundo partido da coligação, a CDU participará também com o líder do segundo partido Heloísa Apolónia em representação do PEV.
Resumidamente, a CDU sublinhou:
 - Desde a primeira reunião, das três realizadas com a sua participação, o PCP manifestou inteira abertura e interesse na concretização de uma solução que assegurasse o conjunto de debates que permitisse o pleno esclarecimento e o desejável confronto de projectos e posicionamentos em discussão nas eleições legislativas de 4 de Outubro.
- É falso o que dizem o CDS e PSD, o PCP tenha vetado a participação do CDS nos debates.
- Para o PCP só são aceitáveis dois critérios objectivos:
 - o da participação nos debates de 4 candidaturas (CDU, PaF, BE e PS) ou,
- ou dos seis partidos com representação parlamentar (PSD e CDS, PCP e PEV, PS e BE).

Duma forma manhosa, desonesta, a coligação PSD/CDS-PP queria o privilégio de ter dois representantes e a CDU apenas um.
Qualquer pessoa honesta compreende que:
- Se a Coligação PSD/CDS quer ter dois representantes nos debates, por ter dois partidos, também a CDU deve ter dois representantes uma vez que também tem dois partidos, o PCP e o PEV.
Quem se opôs à solução de haver representantes dos partidos foram PS e BE que concorrem isolados.
Esclarecida a questão do número de representantes, por Coligação ou por Partidos, as televisões prepararam nova armadilha:
- Realizar programas “frente a frente” com Passos Coelho e António Costa, nos principais canais, deixando de fora os outros partidos que apenas falariam nos canais cabo, com muito pouca audiência.

No comunicado da CDU, recorda que a nova legislação sobre cobertura jornalística de campanhas eleitorais foi cozinhada entre PS, PSD e CDS contra os votos do PCP e PEV. No entanto os três partidos da troika aprovaram a legislação que está a dar estes problemas. Não acusem a CDU de querer um tratamento igual, lá porque eles tentam aplicar a Lei do Funil.

24 de agosto de 2015

Teoria da Conspiração

A censura dissimulada

Do blog Mundo Cão retirei as seguintes notas:
A «chamada teoria da conspiração, é uma maneira de colar o mesmo rótulo de descrédito em denúncias fundamentadas sobre assuntos importantes mal contados por quem nos governa…/… Trata-se de uma manobra insidiosa para invalidar o contraditório, para amarrar a opinião pública a uma explicação única e definitiva das coisas em vez de a por a reflectir sobre as realidades que nos cercam. É interessante, por exemplo, que haja jornalistas a colaborar nesta mistificação mesmo sabendo – ou devendo saber – que estão a enviar para o grupo dos aldrabões e lunáticos os seus camaradas de profissão que fazem o que têm a fazer: investigar, procurar verdades, sobretudo quando são escondidas».

De facto a facilidade com que se aplica o rótulo de “teoria da conspiração” mostra a cobardia de quem não tem argumentos e quer fugir ao debate dos assuntos.
Questões como «…o golpe na Ucrânia ter conduzido a um governo fascista, ou a possibilidade de o MH 17 não ter sido derrubado por um míssil russo, ou a circunstância de haver produtos comercializados pela multinacional Monsanto que envenenam pessoas e o planeta, ou a invasão do Iraque ter sido baseada num chorrilho de mentiras, ou o neoliberalismo existir e ter criado a crise como regime global…» são assuntos proibidos e censurados pela comunicação social. Proibidos e censurados porquê? Por isso mesmo. Por serem incómodos para quem os censura.

A pluralidade de opiniões
Quando Ford lançou a fabricação de automóveis em série, alguem lhe perguntou se se podia escolher a cor do carro.
Ele respondeu:
Qualquer um pode escolher a cor desde que seja o preto.

Alguns dos comentadores e politólogos da "cassete" do pensamento único. Na foto não se vêm as palas que têm no cérebro, 

Não sendo a censura feita da mesma forma que Salazar fazia, esta censura actual, na Televisão e na generalidade dos meios de comunicação, o que é facto é que tem exactamente os mesmos efeitos, esconder o que não lhes interessa mas, agora, de forma ainda é mais enganadora.
No fascismo ninguém, nem os próprios fascistas, escondiam que havia censura. Por isso, quando líamos um jornal estávamos prevenidos. Agora nesta chamada “democracia”, onde a maioria das liberdades têm que ser compradas por muito dinheiro, a censura, a manipulação das ideias, a deturpação e omissão dos factos, está escondida por uma falsa capa de liberdade de informação. E quando alguém quer fazer uso da sua liberdade e direito de pôr em dúvida, essas “verdades” falsas, logo é apelidado de promotor da “teoria da conspiração” e, o mais grave, é silenciado sem que tenha oportunidade de demonstrar a sua "teoria".

 «Quando exercícios deste tipo se realizam com a participação de centrais de propaganda como por exemplo as que servem as estratégias desenhadas pelo Grupo de Bilderberg percebe-se que neles nada há de inocente. Tais órgãos justificam, nesta matéria, o porquê de se auto intitularem “meios de referência”. De facto, basta-lhes seguir o rasto para se conhecerem, passo a passo, as tendências dominantes de quem segue as regras de manipulação e intoxicação dos cidadãos ao serviço do regime único».

O país vai muito bem, o mundo nunca esteve melhor e, quem disser o contrário é “conspirador” e usa a “teoria da conspiração.

O artigo de onde foram retiradas as notas assinaladas, pode ser visto aqui.

7 de agosto de 2015

O que a Televisão esconde dos portugueses

Quatro exemplos entre mil

1) Mais 500 mil emigrantes, ou seja a sangria do País em mais dez por cento da sua população activa e a desertificação humana equivalente a mais um distrito como o de Leiria;

2) Mais 800 mil pobres, a fazer passar esta cifra da vergonha dos dois milhões e setecentos mil que já hoje temos para os três milhões e meio (mais de um terço da população na pobreza);

3) Mais 500 mil desempregados. A fazer subir o desemprego para valores próximos dos dois milhões;

4) Mais 50 mil milhões de euros sobre a nossa dívida pública, a passar dos actuais 130,2 por cento para cerca de 160 por cento do PIB.

e muito mais
para ver aqui e nas outras páginas

6 de janeiro de 2015

O poder económico e a direita intensificam a Censura

Práticas antidemocráticas dos donos dos órgãos de comunicação: Os jornais e a televisão escondem os problemas dos trabalhadores

O Professor Fernando Correia, mais uma vez abordou o problema da "desinformação" feita pelos órgãos de comunicação. O que escreveu foi publicado no jornal Avante e no sítio web o Diário.info. Apresenta-se aqui uma síntese desse importante artigo.

Diz o Prof Fernando Correia que «Se há algum factor que nos últimos anos melhor caracterize a situação dos media de grande audiência em Portugal, é o reforço e consolidação do domínio do poder económico neste sector, devidamente acolitado por um poder político a ele igualmente subordinado». Explica que as diferenças entre os vários órgãos de comunicação social de grande influência, não são ideológicas mas apenas de estratégias comerciais.

Exemplifica o Professor que «As teias da manipulação que pretendem tolher e desacreditar os sindicatos, o sindicalismo e os dirigentes sindicais, menorizar a luta dos trabalhadores e de todas as camadas e sectores vítimas da política de direita, concretizam-se essencialmente, no conteúdo dos media dominantes, por duas formas: naquilo que se aborda e como se aborda, e naquilo que se silencia» e mais adiante mostra que

«Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os dirigentes sindicais, os juristas e economistas especializados em direito do trabalho e outros técnicos que acompanham a vida sindical são praticamente ignorados».
Por outro lado «Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados perante a opinião pública à existência de conflitos laborais, à chamada "desestabilização social", para utilizar uma terminologia cara à direita e ao grande capital. A sua presença no espaço público mediatizado só é "autorizada" quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. E os protestos e as greves não são apresentadas enquanto resultantes de políticas antidemocráticas e antipatrióticas, contrárias aos interesses do povo e do País, mas sim como insinuado reflexo de uma ânsia de contestação

por parte dos trabalhadores, pretensamente obcecados pela ambição de privilégios corporativos ou ao serviço de obscuras motivações partidárias.» diz o professor Fernando Correia dando inúmeros exemplos das tácticas de manipulação utilizadas, «uma das linhas mais importantes do ataque ao sindicalismo, enquanto instrumento de organização e luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, é a promoção da ideia de que lutar não vale a pena, tentando assim empurrar as pessoas para a passividade e o conformismo». 
São apresentados alguns exemplos recentes do que os jornais e a televisão esconderam para dar a ideia que os sindicatos, só fazem greves:

- A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, a Interjovem e a Inter-reformados promoveram uma Tribuna Pública sob o lema «Direito a Trabalhar com vida Pessoal e familiar», iniciativa esta realizada no âmbito do «Ano Europeu da Conciliação entre a vida profissional e a vida familiar»...

- A União dos Sindicatos de Lisboa, SPGL, CESP, STAL e SINTAB esteve junto à Cantina da Cidade Universitária dando a conhecer aos estudantes o Manifesto em Defesa das Funções Sociais do Estado, para o qual a CGTP-IN tem vindo a recolher um grande número de assinaturas junto dos trabalhadores, juventude, reformados, pensionistas e população em geral.

- Promoção de uma petição contra o roubo nas pensões e o aumento da idade da reforma, visando esclarecer os trabalhadores e o povo dos novos cortes que o Governo prevê nas pensões da Administração Pública e no Sector Privado. 

- No âmbito do Dia Mundial do Livro, o Departamento de Cultura e Tempos Livres da CGTP-IN organizou na sua sede uma Feira do Livro, disponibilizando para venda algumas edições publicadas pela CGTP-IN e outras para oferta, editadas ou não pela Central.

- Organização periódica de acções de formação, iniciativas de convívio e confraternização, provas desportivas em diversas modalidades, nomeadamente atletismo, futsal e cicloturismo.

Nada disto foi noticiado, salvo raras e pequenas referências. 

É sintomático que as recentes eleições para o próprio Sindicato dos Jornalistas não tiveram direito, e apenas em alguns casos, a mais do que curtas informações sobre os resultados finais…

São depois dados vários outros exemplos que poderão ser vistos no texto integral.

Denuncia ainda o professor Fernando Correia que os jornais não falam das lutas dos trabalhadores em empresas clientes de anúncios nesses jornais, evidenciando também a subordinação dos jornalistas aos seus patrões. Enfim vale a pena ler o artigo completo em http://avante.pt/pt/2144/temas/133603/

31 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO II - Miguel Urbano

«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social, política e económica». 

Como foi dito no artigo anterior, o problema da Comunicação Social controlada pelo grande capital, permite manter a política de direita e "alienar" a generalidade da população enganada.

Como diz Miguel Urbano «A chusma dos formadores de opinião mais influentes simula isenção. Criticam o acessório, mas ignoram o fundamental. Falam de tudo, desde as fofocas do governo às falências e roubalheiras, passando pelo futebol, a literatura, a corrupção galopante, o BPN, a situação dos professores, o descalabro da saúde e da Justiça, a prisão de Sócrates, os gastos sumptuários dos ministros e o aquecimento global, mas não põem em causa o sistema». 

A censura discreta
De facto "a censura discreta", inteligente mas cínica, faz com que a quase totalidade do que se diz ou escreve, tenha a ideologia, a marca da política de direita, reaccionária, que vai entrando nos cérebros dos telespectadores, dos ouvintes ou leitores, sem que se apercebam disso. E assim, fingindo ser democráticos por falarem de tudo, na realidade tudo o que falam é distorcido e apresentado na versão da ideologia capitalista, como se fosse a única interpretação das coisas. 

Miguel Urbano acusa essa táctica: «Nas suas intervenções, mesmo quando manifestam discordância de medidas da equipa no poder, abstêm-se de condenar a engrenagem que as gera. A maioria trata aliás com deferência banqueiros como Ricardo Salgado e Ricciardi e outros financistas mafiosos responsáveis por fraudes de milhares de milhões de euros. O capitalismo é, para eles, sagrado».

Mesmo quando permitem que alguém de esquerda diga alguma coisa, o que é transmitido é seleccionado, cortado e por vezes apresentado com comentários ou títulos que distorcem as verdades ou as ideias ditas.  

Uma falsa democracia
«Na selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta - o discurso triunfalista do governo atinge o povo como um pesadelo. Nessa cantoria repulsiva, Passos, Portas & Companhia cultivam um refrão indecoroso: "os portugueses aprovam" os seus desmandos» disse Miguel Urbano. Chamam eles "aprovar" ao facto de terem votado neles. Esta é uma falsidade manhosa, cínica de convencer que o que eles fazem foi a maioria do povo que quis. 

Já no final do seu artigo Miguel Urbano mostra que quem vir com seriedade «programas televisivos como, entre outros, o Opinião Pública da SIC» repara que «o fascismo tenta capitalizar o descontentamento popular [...] Insultos aos sindicatos e à luta de massas, apelos à proibição da greve e a despedimentos colectivos, brados de saudosismo da ditadura, são agora frequentes. Mas isolados, porque o fascismo não encontra em Portugal atmosfera para se impor».

"Informação" - Alienação
«A indignação popular cresce, mas não é ainda torrencial, permanente. A grande maioria desaprova e condena a política do governo, mas o sentimento de revolta que começa a gerar desespero não se expressa num combate organizado». 

Daí o que já foi referido por Miguel Urbano «A definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada».

Miguel Urbano termina com a célebre frase: O que fazer então? A resposta foi dada com os exemplos da História de Portugal. «As revoluções, ... não têm data no calendário». Surgem quando surgirem oportunidades para isso como foi referido no artigo anterior.  Para isso é necessário o esforço da elevação da consciência que se adquire na luta, na intervenção do dia a dia, nos locais de trabalho e nas ruas. Miguel Urbano Termina com a sua força habitual:  «A maré da indignação e do protesto sobem a cada dia. Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo completo em : http://www.odiario.info/?p=3505

em 03/01 às 11.30 acrescentados os subtítulos e a imagem


17 de dezembro de 2014

O controlo da Informação

O significado do silenciamento do discurso de Putin

No sítio de O Diário info, foi feita uma análise ao importante discurso de Putin, discurso também aí publicado.

Sem comentar a análise de Atílio A. Boron nem o "importante e histórico" discurso, quero apenas alertar para uma questão que me é muito cara e várias vezes referida: 
O domínio da Comunicação Social, ou da Informação, a nível mundial, por um conjunto de cadeias de difusão das notícias, privadas e públicas controladas pelo poder económico que manipula também governos e políticas.

O que aconteceu a este importante discurso é um exemplo flagrante. 

Os factos são:
- Putin fez uma análise da situação internacional e lançou sérios avisos a todo o mundo. 
- Esta análise e avisos foram silenciados, (censurados), por toda a Comunicação Social.

Diz Atílio A. Boron: «Este discurso foi ignorado porque nele se traça um diagnóstico realista e isento de qualquer eufemismo para denunciar a aparente e imparável deterioração da ordem mundial e os diferentes graus de responsabilidade dos principais actores do sistema».



Conclusão:
Não fora a acção, ainda que débil, da informação alternativa, em especial na Internet, e, hoje, o direito de sermos livremente informados, estaria suprimido. O total controle das informações e da formação das opiniões, é o objectivo para "formatar as consciências" de acordo com o modelo que interessa, para que sejamos autómatos obedientes, máquinas para trabalhar, pensando apenas no que, para o "sistema", é útil. 
Os comentários de Boron e o discurso de Putin põem, também, o dedo nessa ferida.

Alerta à navegação:
O controlo da Internet, é passo importante para que o poder económico seja também o poder do total domínio das consciências. Não sendo fácil que nos calem, os objectivos passaram a ser: 
- Primeiro: Que o que dissermos não tenha qualquer efeito.
- Segundo: Que o que falarmos seja o que eles querem que digamos. 
Então seremos mais um veículo de transmissão das suas vontades tidas como "ideias".
De facto, é bem conhecido o papel que a informação tem na nossa (de)formação.

Afinal não é assim tão segura a mensagem de Manuel Freire:
Não há machado que corte 
a raíz ao pensamento...
Por isso, enquanto é tempo, é preciso garantir que:
Nada apag(ue) a luz que vive 
num amor num pensamento...
Porque, assim, não deixaremos que dominem a nossa vontade, de "ser livre como o vento"

12 de dezembro de 2014

A Censura discreta

Em Portugal, os órgãos de comunicação social privados pertencem a cinco grandes grupos económicos que condicionam jornalistas.

Continuando o tema da publicação anterior, aborda-se neste texto, para alem do condicionamento da opinião pública o condicionamento dos Jornalistas.
O papel da Comunicação dita Social, ou dos média, na "formação de opiniões" é conduzida por interesses económicos e é tratada como mercadoria, a "produção de conteúdos". Mas que conteúdos? Conteúdos que, para além da frivolidade, encerram valores, ideologias e opiniões muito condicionados. As opiniões e pontos de vista que a generalidade dos media veiculam são sempre limitados a uma concepção política, ideológica, social e cultural do "pensamento único", dos interesses da classe no poder que coincidem com os interesses dos grupos económicos proprietários dos média.

Dizem todos o mesmo...

Qualquer telespectador, leitor ou ouvinte mais atento repara que quase todos dizem o mesmo, quer sejam as notícias ou as opiniões dos comentadores. Por vezes parecendo haver discordâncias essas são menores, de forma e não de conteúdo. A ideia transmitida vai sempre parar ao mesmo. "Não há alternativa... Temos que aguentar". Tudo isto acompanhado por fortes doses de anestesia com as notícias dos crimes ou programas para entreter. Não se estimula a análise. Os telespectadores, os ouvintes ou leitores recebem a toda a hora doses maciças de informação superficial, descontextualizada, sem análise para que não se saiba o porquê das coisas. O que é dito é como se fosse uma verdade absoluta. Não se perspectivam alternativas. 
Quem não procura informação alternativa, jornais de esquerda, sites na Internet que ofereçam confiança, e outras, está condenado a só saber o que esses média querem que se saiba e da forma como eles querem. É assim que as pessoas são moldadas por esta máquina infernal do capitalismo que nos explora porque deixamos. E deixamos porque nos convencem que não há alternativa.



Os jornalistas explorados e os sem... ética

A agravar este problema, os jornalistas que dantes tinham alguma independência, hoje raros são os que mantêm a sua tradicional ética. A precariedade aumenta, como aumenta o trabalho não remunerado de estagiários. A maior parte recebe em função do que é publicado. Se o chefe ou patrão não gostam é muito provável que o trabalho não seja remunerado. A liberdade dos jornalistas quase não existe uma vez que os editores têm poderes para decidir sobre aquilo que é publicado e como é publicado. 
O Estatuto dos Jornalistas regulamenta, a favor dos editores, as opiniões e os diferentes pontos de vista dos jornalistas.


Exige-se que a comunicação social seja "pluralista, democrática e responsável" que promova a informação e formação, com liberdade de opinião. Os média deveriam ter o papel de estimular a participação cívica em todos os assuntos da sociedade e promover a transparência da vida política, o controlo democrático da acção dos órgãos de poder. 
Para a necessária participação na vida política, os cidadãos devem conhecer as realidades, as alternativas e opções para a solução dos problemas nacionais. Devem saber pensar e tomar consciência dos seus interesses e direitos. Para isso os média teriam que ser um meio para a elevação do nível cultural da população, o estímulo para a assumpção dos valores que o 25 de Abril nos transmitiu, a solidariedade, a amizade a paz e compreensão entre os povos.




6 de dezembro de 2014

O papel de Fátima Campos Ferreira

Os "Prós e Prós" e a censura que domina a televisão e jornalistas

Dantes, "no antigamente", a Censura era exercida pela PIDE e por Censores da confiança dessa polícia.
Hoje tudo é mais subtil e até mais eficaz. As notícias não precisam de ir à Censura. Os próprios jornalistas a fazem e, bem feita. Fazem-na por convicção política, fazem-na por medo de ficar mal vistos ou sofrer represálias dos chefes e patrões, fazem-na ainda na expectativa de serem promovidos e terem a encomenda de mais trabalho e maior remuneração.
Isto vem a propósito do programa da RTP, chamado "Prós e Contras" mas que Fátima Campos Ferreira, transforma em Prós e Prós. Não sei em que categoria ela se inscreve. Censora por convicção, censora por medo ou censora oportunista.

Correia da Fonseca, num interessante artigo no jornal Avante, "Tudo Boa Gente", entre outras coisas que vale a pena ler, recordou que, no Programa da RTP de Fátima Campos Ferreira, os participantes ao analisarem os problemas da "Pobreza e Solidão", enveredaram por uma análise social, diversificada. Dos exemplos que Correia da Fonseca mostrou destaco o seguinte:
Eugénio Fonseca, presidente da Caritas, depois de denunciar «a artimanha de baixar a linha de definição da pobreza» e «a produção de riqueza que não foi distribuída», confirmou que «há fome em Portugal, distribuída por todo o país». O psiquiatra dr. José Gameiro deu voz à nossa indignação quando disse que «é inacreditável dizer que Portugal vivia acima das suas possibilidades». Henrique Pinto preconizou «o paradigma da dignidade» em vez da «idolatria do dinheiro» e afirmou que «a pobreza é uma questão estrutural». Sérgio Aires, que «a pobreza não é uma fatalidade, é uma opção política e económica», e Henrique Pinto que, «cabe ao Estado criar oportunidades». Fátima Campos Ferreira, assustada... acordou (digo eu) para o seu papel de censora e, de imediato, interrompeu: «-Já estamos a meter ideologia!» Corta! 
Como referi no início, hoje esta falsa democracia, já não precisa do velho censor, com lápis azul, nem da PIDE, pois Fátimas Campos Ferreiras há por aí aos montes, na Televisão e jornais, que se encarregam dessa tarefa para ficarem bem vistos pelos seus patrões.


12 de novembro de 2014

Prisões e presos nos EUA

Mais uma notícia que tem sido abafada

Recorde Mundial de presos e prisões 

Todos os dias me chegam da Argenpress informações das notícias mais censuradas no Mundo. Sobre isto tenho escrito alguns comentários a propósito de algumas que me parecem mais relevantes. (ver aqui). Como já disse, as grandes cadeias mundiais de difusão de informações estão nas mãos de meia dúzia de grupos económicos de grande dimensão. Não estranhemos, pois, que as notícias difundidas tenham uma marca da ideologia capitalista dominante e muitas outras sejam abafadas pela censura.

Desta vez, no separador “Comentários” faço uma síntese das informações transmitidas pela Argenpress acerca de uma notícia que não é difundida pelos órgãos de comunicação. 

A notícia censurada é o recorde mundial de presos nos Estados Unidos da América. Números que impressionam tanto pelos seus valores absolutos quer em relação à população desse país ou de cada Estado.

Para aceder ao "Comentário" e restante artigo, clique aqui.

8 de novembro de 2014

A comunicação social no Brasil

Partidos que apoiaram Dilma exigem regras para responsabilizar os "mídia"

Com a vitória de Dilma no Brasil, os proprietários dos meios de “comunicação social” não se conformam e continuam a atuar como o principal partido da oposição (ver).

Em vésperas das eleições presidenciais, caluniaram a candidata Dilma e, depois, deram voz aos que pretendiam um golpe militar para derrubar a vencedora.

O vergonhoso "golpe" da Veja

O exemplo mais evidente foi o da revista semanal de direita "Veja" que estampou na capa uma falsa denúncia de que o ex-presidente Lula da Silva e Dilma “sabiam de tudo” acerca da corrupção na Petrobras.

Os patrões da Veja, responderam a um processo em Tribunal, que de imediato obrigou a um desmentido, tardio, contudo outros órgãos de comunicação como a Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e muitos outros jornais dos mesmos patrões, reproduziram as calúnias da Veja.

Os donos da comunicação social

No Brasil, como em Portugal, a dita “comunicação social” está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos.

Dilma reafirmou aos jornalistas, que defende a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas como acontece em muitos outros países como a Inglaterra, Estados Unidos, é preciso haver regras. 

De facto, no Brasil como em Portugal a imprensa, a televisão e a rádio, podem dizer as mentiras que entenderem sem que isso constitua grande problema. Tudo, ou quase tudo, fica impune.

No Brasil, as Organizações Globo, são o centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país. Há muito tempo, já anterior à instauração da ditadura militar, a TV e jornais conservadores, recebem dos governos, inúmeros apoios económicos que originaram as maiores fortunas. 

Impor regras e responsabilizar

A intenção manifestada por Dilma de definir regras que responsabilizem os “mídia” pelas notícias que dão, está a provocar uma revolução nas redações dos órgãos de comunicação. As demissões foram já de algumas dezenas, em especial dos jornalistas mais bem pagos.

Em Portugal seria preciso um governo verdadeiramente democrático, ao serviço dos portugueses, para legislar no sentido de responsabilizar e impor pesadas indemnizações a quem transmitisse mentiras ou “meias verdades” para enganar as pessoas.

O que tem acontecido em Portugal

Como diz Fernando Correia no Jornal Avante, em Portugal "Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida".

Sobre estas situações, em Portugal, vale a pena ler o artigo completo de Fernando Correia.

1 de novembro de 2014

Ainda as noticias mais censuradas

Hoje é dia de todos os santos
O drama da falta de água potável na faixa de Gaza

Hoje, dia de todos os santos, continuam a morrer inocentes e crianças na Faixa de Gaza.

Como já foi referido, a ARGENPRESS tem vindo a seleccionar as notícias que as grandes cadeias de informação para todo o mundo, mais têm censurado. (ver aqui)
O problema da falta de água em Gaza é uma delas.
Os Crimes Contra a Humanidade praticados por Israel, com a ajuda dos EUA, não são apenas o lançamento de mísseis e bombas que matam as populações civis e em especial as crianças. Ernesto Carmona (especialmente para ARGENPRESS.info) em Gaza informou que "actualmente 1,7 milhões de palestinos vivem sem água potável". 

Revelou ainda que "95% da água em Gaza não atende aos padrões para consumo humano pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A água contaminada causa problemas crónicos de saúde e contribui para as altas taxas de mortalidade infantil. Um estudo estima que 26% das doenças em Gaza são o resultado de abastecimento de água contaminada". 

Que mundo querem estes monstros formar com estas crianças?

A água contaminada também afecta agricultura em Gaza. 
A guerra que Israel pratica de permanente matança de populações agrava os problemas de quem escapa às bombas. Essa política de permanente boicote e destruição dos bens essenciais à vida, constitui uma componente do genocídio que Israel pratica. 


Por isso esta é uma das notícias mais censuradas pelas grandes cadeias de informação controladas pelo grande capital e imperialismo dos EUA. 
Ver notícia em http://www.argenpress.info/2014/10/las-25-noticias-mas-censuradas-2013_31.html

Imagens que dizem o que as palavras não conseguem






4 de maio de 2014

A censura e a manipulação discretas

La guerra mediática y el “golpe suave”

No sítio da Argenpress, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a manipulação da “Comunicação Social”. O estudo, fundamentado em muitas obras de credibilidade, mostra que todos os dias, a toda a hora, somos “bombardeados” através dos poderosos meios de comunicação, que apresentam uma só versão de factos, muitas vezes interpretada de forma parcial e distorcida, com o que se “alimenta” a população.  O estudo mostra que as pessoas na generalidade, “não tem tempo” nem se interessa por investigar sobre outras versões dos assuntos descritos. Por isso a maioria das pessoas toma como verdadeira a informação que recebem desses poderosos meios de comunicação. Essa informação, muitas vezes falsa ou distorcida, é repetida de forma mecânica e emocional, sem crítica. 
Mostra ainda o artigo que esse “bombardeamento” dos nossos cérebros, não é casual nem devido a caprichos ou erros. É isso sim uma acção de manipulação consciente e programada pelos meios de comunicação e pelas grandes empresas transnacionais que são proprietárias. 

Esses meios poderosos ligados ao capital financeiro, têm uma estratégia de combate aos governos que não conseguem controlar e combatem-nos através de uma guerra psicológica, sabotagens e acções de desestabilização, para que se convertam na mente das pessoas em nações “ingovernáveis”, “violadoras” dos direitos humanos, justificando assim a intervenção armada e o derrube de governos legais e constitucionais. Criado o clima propício entram em acção os exércitos dos Estados Unidos, da ONU, da NATO, para “salvar” a esse país das garras da “ditadura” em que vive.
O resultado final são milhares de mortos, a destruição e sofrimento de povos inteiros, que passam a estar dominados pelos exércitos estrangeiros, enquanto as multinacionais roubam as matérias primas e os recursos desse país invadido.
Sugiro a leitura desse interessante estudo que, obviamente, não passa nos meios de comunicação. http://www.argenpress.info/2014/05/la-guerra-mediatica-y-el-golpe-suave.html


5 de março de 2013

A Censura e o Pluralismo na Televisão

A Comunicação dita Social discrimina o PCP

Circula na net, uma denúncia que por entender ser justa, aqui a reproduzo:

"Três canais de informação e todos se dizem plurais. RTP informação: debate semanal com Ana Gomes (PS), Paulo Rangel (PSD) e costuma participar Joana Amaral Dias (BE). SIC Noticias: debate semanal com Pacheco Pereira (PSD) António Costa (PS) e Lobo Xavier (CDS). TVI 24: debate semanal com Fernando Rosas (BE) Santana Lopes (PSD) e Francisco Assis (PS). No Expresso foram anunciados os novos comentadores da SIC Notícias: Marques Mendes (PSD), Jorge Coelho (PS), Bagão Félix (CDS), António Vitorino (PS) e Francisco Louçã (BE). 


Tudo muito plural, mas não sei porquê, estou com a sensação que um certo Partido político é deliberadamente silenciado, certamente a coberto de justíssimos critérios editoriais, no mais estrito cumprimento do pluralismo e rigor informativo".

É assim a política de direita. Vê-se de quem têm medo!

3 de março de 2013

Manifestações e Comunicação Social (3)

Jornal Público cego e surdo por ordem do patrão?
É a austeridade ou a censura que não permite o Público comprar ou ler os jornais internacionais?


Um importante entre muitos outros:

19 de fevereiro de 2013

Eleições no Equador

Imprensa e Televisão escondem as vitórias da esquerda

A comunicação social dominada pelos grandes grupos económicos esconde as transformações sociais no mundo, as vitórias de anti-imperialistas, como esconde as ações da CGTP do PCP e da verdadeira esquerda em Portugal. 

 
No Equador o Presidente Rafael Correa obteve uma nova grande vitória e está prestes a obter outra no Parlamento. 

Rafael Correa teve quase 57% dos votos. A oposição fortemente apoiada pelos EUA teve 23% (Ex-Banqueiro Guillermo Lasso) e o expresidente Lucio Gutiérrez, (do Partido Sociedad Patriótica) apenas 6,6%.