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8 de janeiro de 2013

A falsificação do Socialismo

A Propaganda do capitalismo falsifica a história e os conceitos de socialismo
Um exemplo entre muitos:


Corre na Internet uma mensagem feita em nome de um Adrian Rogers dito professor de economia na universidade Texas Tech. Diz ele que nunca reprovou um só aluno mas, uma vez, reprovou uma classe inteira.
Relata então que essa classe tinha insistido que o socialismo funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."


A falsificação dos conceitos

"Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam "justas" pois todos receberiam as mesmas notas".
Depois desta patranha o professor continuou a história: "O que aconteceu foi que ninguém estudou e todos chumbaram". Concluiu esse professor de economia que "No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano" e explicou que "que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado". 


O encadeamento das mentiras

E no final, a mensagem chega ao cúmulo de afirmar:
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos PELO ESFORÇO e pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber”.
“O governo não pode dar o que não produz. Apenas, pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém”.
“Quando metade da população assimila a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade percebe que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a metade vadia, então chegamos ao começo do fim de uma nação"
.
Assina: Adrian Rogers


Trabalhar para quem?

Depois desta história bem armadilhada, vamos à sua crítica:
O capitalismo quer criar a ideia de que “o socialismo é não trabalhar e dar a todos o mesmo”, criando a ideia de que uns têm que trabalhar para os outros não fazerem nada.
Esta ideia, apesar de absurda, é assimilada pela propaganda capitalista e cria a divisão entre as pessoas, dando a imagem que os ricos são os que mais trabalham. 

 
É a trabalhar que se fazem os muito ricos?


Vamos então analisar a realidade:
Na verdade é no capitalismo que, os que trabalham, nunca chegam a ser ricos e os ricos não precisam de trabalhar para serem cada vez mais ricos, pois vivem da exploração do trabalho de outros.
 

Quanto teria que trabalhar um rico como Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos, para acumularem fortunas de 2.500 milhões de euros?
Se um bom professor trabalhar como muitos trabalham, 12 horas por dia todos os dias poderá ganhar por mês, na melhor das hipóteses, 3.000 euros por mês. Mesmo que só gaste um sexto do que ganha, ou seja 500 euros por mês ficaria com 2.500 euros todos os meses. Para chegar aos 2.500 milhões de euros do Américo Amorim precisaria de um milhão de meses de trabalho. Se falássemos de um bom profissional como um pedreiro, muito trabalhador, precisaria de muito mais que um milhão de meses para atingir a fortuna de Américo Amorim ou de Alexandre Soares dos Santos.

  
30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente
 
Foi a trabalhar que os muito ricos ganharam essas fortunas? Quantos meses de trabalho com o ordenado do Presidente da República (cerca de 7.000 euros mensais) e sem roubar o BPN, seriam precisas para atingir a fortunas dos mais ricos de Portugal?
Mesmo que esses mais ricos não tivessem despesas, com um vencimento de 7.000 euros por mês, precisariam de 357.000 meses para acumular essa fortuna, ou seja 30.000 anos de trabalho com o ordenado do Presidente da República.


No capitalismo só alguns ganham a explorar todos os outros

De onde vem o dinheiro que Américo Amorim ou Alexandre Soares dos Santos ganharam? Vem do seu trabalho? Será que trabalham milhões de vezes mais que um professor ou um bom pedreiro?
Esta é a falsidade da propaganda do capitalismo. "Os muito ricos são os que muito trabalham". No capitalismo não se ganha muito dinheiro a trabalhar.


Socialismo é trabalho e solidariedade

Vejamos as outras falsidades.
"No socialismo os que trabalham recebem o mesmo do que os que não trabalham". Mentira! No socialismo todos têm o dever de trabalhar e, para trabalho igual, há salário igual. No socialismo ninguém vive do trabalho de outros.
O socialismo recompensa o trabalho, mas também apoia quem não pode trabalhar por razões que não são da sua vontade ou por interesse de todos. Apoia na doença, apoia os inválidos, as mulheres que têm filhos a seu cargo, os jovens estudantes e todas as situações de justiça social.


Respeito por quem trabalha

Por isso é também falso que “numa sociedade socialista os que trabalham fiquem desmotivados por ter que apoiar os que não trabalham”. É falso que no socialismo se recompense a preguiça.
Essa mentira também falsifica a História dos países socialistas como a URSS. Antes de 1917 o país estava numa total miséria. Enfrentou a Primeira Grande Guerra que deixou o país na mais profunda miséria, fome e doença. 


O que mostra a História
 
O regime socialista implantado em 1917 começou a fazer renascer das cinzas um país devastado. Os países capitalistas que não queriam que o socialismo vencesse, invadiram a URSS para apoiar os czaristas, capitalistas, a burguesia e aristocracia, na Guerra Civil que se gerou. Foram anos de guerra civil destruidora que, apesar de todos os ataques externos, os socialistas venceram.
Passados poucos anos, veio a Segunda Grande Guerra Mundial, que apanhou os soviéticos a recuperar da miséria em que o país estava. Na guerra entre 1939 e 1945 morreram mais de 20 milhões de soldados e trabalhadores soviéticos que se mobilizaram para vencer os Nazi-Fascistas comandados por Hitler. Foram os homens e mulheres na força da vida que mais sofreram e morreram. A URSS foi o país que maior esforço fez para vencer a guerra e o que mais sofreu. Mais uma vez os socialistas tiveram que começar tudo de novo para reconstruir o país. 

 
Vinte anos para recuperar um país destruído  


Em vinte anos, depois de 1945, a URSS tinha alcançado o país mais rico do mundo, os Estados Unidos da América. As condições sociais dos trabalhadores foram de tal forma avançadas que estimularam os trabalhadores de todo o mundo a reivindicar novas regalias e obrigaram os países capitalistas a conceder mais direitos (o que, agora, sem os países socialistas, o capitalismo está a fazer voltar atrás).
A URSS em vinte anos depois da Guerra, atingiu os primeiros lugares do mundo em muitas áreas, da ciência da tecnologia, do ensino da assistência social, na conquista do espaço.
 

O fim do capitalismo aproxima-se

Achará o tal professor que chumbou a turma inteira, que foi com trabalhadores desmotivados que a URSS atingiu esses resultados?
O Capitalismo para continuar a explorar precisa de mentir, enganar e de acabar com as experiências socialistas. Para isso usa a falsidade, a mentira, a vigarice e se preciso for a guerra. São estas as características do capitalismo e da política de direita que o apoia. A verdade triunfará.

6 de janeiro de 2013

O país das liberdades


A DemocraCIA nos Estados Unidos 

Os Estados Unidos (EUA) que se autoproclamam país da democracia, são na realidade uma feroz ditadura não só para os países que não se entregam à exploração das suas riquezas, mas também para os próprios americanos que não fazem parte da classe dos muito ricos e poderosos.

As autoridades norte-americanas, e em particular o presidente dos EUA, Barack Obama, vão poder continuar a deter cidadãos por tempo indeterminado e sem direito à presunção de inocência, apesar dessa norma ter sido considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional. 

Associações de defesa dos direitos humanos e jornalistas – visados na medida em que podem ser presos se expressarem apoio a grupos ou indivíduos considerados terroristas pelo regime, mesmo sem provas e sem processos judiciais – já vieram repudiar esta iniciativa.
  

Recordamos os presos que apesar das promessas eleitorais de Obama, continuam presos indiscriminadamente, como os patriotas cubanos, os raptados em Guantanamo e o célebre Bradley Manning, acusado sem provas, de vazar mais de 150 mil documentos ao site WikiLeaks. Até hoje a acusação não foi provada.
Glenn Greenwald escreveu um artigo crucial em 15 de dezembro de 2010, descrevendo as condições de detenção de Manning desumanas e ilegais na base militar de Quantico. Apesar de ter sido acusado, não lhe é permitido falar com um juiz, e em vez disso, é mantido preso, contra o princípio de habeas corpus, em total isolamento. Artigos e entrevistas confirmaram as denúncias de Greenwald.

Lá tal como cá: É esta a democraCIA do capitalismo.

4 de janeiro de 2013

"Socialismo Democrático"


Foi com o "Socialismo Democrático" que o PS abriu as portas ao capitalismo financeiro e ultraliberal que começou a destruir a nossa economia

Mário Soares, com Carlucci, chefe da CIA, e Kissinger, recebeu dinheiro dos Americanos para por em marcha um plano para destruir o 25 de Abril. Esse plano contou com a colaboração de D. António Ribeiro, chefe da Igreja para, como o próprio Mário Soares confessou, dar instruções aos Padres para, nas missas, influenciarem os fieis contra os comunistas reforçando assim os preconceitos criados por Salazar.


Agora, o Deputado do PS, Francisco Assis, num artigo no Jornal Público, diz estar preocupado com o crescimento "das ideias comunistas".

Irá também Assis conspirar activamente com a Igreja para preparar novas cruzadas contra o socialismo verdadeiro e contra os comunistas?

Assis aponta Gianni Vattimo, filósofo e político italiano contemporâneo que proclama a pertinência atual do marxismo-leninismo, defendendo que só o comunismo enquanto ideal forte, nos poderá salvar da tirania imposta pelo capitalismo e da sua ordem social injusta. O ideal comunista, nas palavras de Vattimo referidas por Assis, pode impor-se como "um novo horizonte de esperança em sociedades descrentes e desesperadas".

Assis sabe, que o "Socialismo Democrático" de Socialismo nada tem, é uma farsa enganosa para suavizar o capitalismo que tem arruinado o nosso País, e provocado as crises que aumentam a exploração dos trabalhadores. Foi este "Socialismo" que permitiu Portugal perder a sua independência económica e ficar nas mãos dos grandes capitalistas e dos Bancos através da troika estrangeira com o apoio do PS. 
Foi assim que chegámos ao Governo PS de Sócrates e à situação que vivemos hoje, com um outro, PSD, que nos levará à miséria mais profunda se não derrotarmos esta política de direita seja ela chamada de "socialismo democrático" ou de "social democracia". 

27 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

A corrupção é uma das características da política de direita e em especial do capitalismo neo-liberal que nos domina. 

Eles pretendem controlar tudo e todos para benefício de alguns, poucos. 
Pisam quem puderem, não têm regras que não seja a de obter o máximo lucro sem olhar a meios.

É a política que cria os super ricos e destrói as vidas de centenas de milhões de pessoas.
É, com algumas variantes, a política do PS, PSD, e do CDS.


Continuem a votar neles e depois queixem-se



26 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Coelho

Uma mensagem desprezável de um primeiro ministro desprezível

Que interesse pode despertar um aldrabão, um fulano que faz da mentira a sua política, para mascarar a política de direita, essa bem real ?

Mente como mentiram os seus antecessores para ganhar eleições e enganar os eternos "arrependidos" e aqueles que dizem "eu não votei nele", tal é a vergonha que não querem admitir.

Mente como mentem os políticos da direita que dizem defender o país e os portugueses quando a sua política consiste na defesa de uma classe minoritária, uma classe de grandes capitalistas parasitas que ganham o dinheiro à custa de quem trabalha.
Por isso têm quer mentir. Não ganhariam eleições se falassem verdade.

São hoje raros os que se atrevem a defender um tal primeiro ministro fraude. Os raros que o fazem, fazem-no na mira de apanhar algumas migalhas ou rapar o tacho do saque aos portugueses.

Por tão vulgares, as mentiras do Coelho já não são notícia

Não ouvi a mensagem nem tive a mínima ponta de interesse em ouvir. Falei com muitas pessoas que também não a ouviram e manifestaram o mesmo desinteresse em perder tempo a ouvir o que se sabe à partida ser um chorrilho de mentiras. 
 
Pelo que vi nos jornais foi notícia mais interessante, por mais criativa, a entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso e o programa em que participou no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

Ao que chega um povo e um país que tem um Primeiro Ministro vigarista aldrabão, - ultrapassado por um Artur Baptista da Silva - desprezado por quem o elegeu, que não se atreve a aparecer em público, a sair à rua e, quando o faz, tem que o fazer a fugir das pessoas pelas portas das traseiras.
Que dignidade pode ter um homem que se presta a esta fraude? Será um homem? Nem sequer é um Coelho medroso e acossado por ser apetitoso repasto, mas é um rato que rouba, traz a peste, a doença e a desgraça a um navio à deriva e já sem mantimentos.
E que dizer de um Presidente da República do mesmo bando?

23 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um outro depoimento sobre a corrupção e política de direita nos Governos PS+PSD+CDS



Sobem os preços
Sobem os impostos
Sobe o desemprego
Descem os ordenados
O país está a arruinar-se para salvar meia dúzia de grandes capitalistas e banqueiros

Continuem a votar neles e depois queixem-se.



22 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um, entre os muitos exemplos, do que é a política de direita, exercida pela troika interna PS+PSD+CDS




Continuem a votar neles e depois queixem-se.
É hora de acordar!




24 de novembro de 2012

Os Bancos e os Juros

Melhor que assaltar um banco é formar um.


Os banqueiros estão a dominar o mundo. Nada produzem e recebem os juros do produto de quem trabalha


(retirado de um artigo de Ellen Brown, publicado por Resistir.info)

Na edição de 2012 de Occupy Money que saiu na semana passada, a professora Margrit Kennedy mostra que 35% a 40% de tudo o que compramos vai para juros. Estes juros criados pelos mecanismos do capitalismo financeiro, vão para banqueiros, e acionistas. Assim, essa minoria de pessoas muito ricas, aumenta as fortunas. Sem nada produzir, graças à especulação financeira que inventaram, ficam com 35% a 40% do nosso PIB, isto é de tudo o que os países produzem. A riqueza é sistematicamente transferida do homem comum para os bancos e banqueiros.

Comerciantes, fornecedores, grossistas e retalhistas, todos eles, ao longo da cadeia de produção, dependem do crédito para pagarem as suas contas. Eles têm de pagar pelo trabalho e pelos materiais antes de terem um produto para vender e antes de o comprador final pagar pelo produto. 

Cada fornecedor na cadeia acrescenta juros aos seus custos de produção, os quais são transferidos para o consumidor final. A Dra. Kennedy menciona encargos de juros que rondam os 12% para a colecta de lixo, os 38% para a água de beber, os 77% para o arrendamento de habitação na Alemanha.

Seus números são extraídos da investigação do economista Helmut Creutz, e de acordo com as publicações do Bundesbank. 

O crescimento exponencial dos lucros no sector financeiro verificou-se a expensas de quem trabalha.


Em 2010, 1% da população possuía 42% da riqueza, e 80% da população possuí menos de 5%. A Dra. Kennedy observa que os 80% da população paga juros ocultos que 10% dos muito ricos arrecadam, aumentando assim, cada vez mais, as desigualdades e a exploração de quem trabalha.

As implicações de tudo isto são espantosas. Com outros sistema político e financeiro, os preços de tudo o que compramos, poderiam baixar mais de 35%.

Se os bancos fossem serviços de utilidade pública os seus lucros retornariam ao público, nomeadamente pela redução de impostos.

Com bancos nacionalizados, os governos poderiam também eliminar o seu fardo de juros. Isto foi demonstrado com resultados excelentes, em vários países, incluindo entre outros o Canadá , a Austrália e a Argentina .
Em Money and Sustainability: The Missing Link (na pg. 126), Bernard Lietaer e Christian Asperger, et al., mencionam o exemplo da França entre 1946 e 1973. Os autores mostram que se o governo francês houvesse continuado a ser financiado por bancos nacionalizados ao invés de bancos privados, a dívida não teria crescido de 21% para 78% do PIB.
Em Portugal, o Orçamento de Estado para 2013 prevê pagamentos de juros no montante 7.164,4 milhões de euros, o que equivale a 4,3% do PIB português.

Nos estudos citados os autores provam com números, que o grande negócio dos bancos, a especulação financeira, está na destruir as economias no sistema capitalista e a impor enormes sacrifícios a toda a população.  

8 de novembro de 2012

Capitalismo e desemprego

Capitalismo - Um sistema que já não serve

Porque é que no capitalismo a evolução da ciência e da tecnologia aumenta a pobreza e o desemprego?

Seria lógico que, à medida que mais se produz com menos custos, menos mão de obra, a humanidade reduzisse o tempo de trabalho e beneficiasse do progresso para que cada trabalhador tivesse mais tempo livre para se instruir, para a cultura para o lazer e para a família.

As máquinas substituem os trabalhadores


A História mostra-nos que, o que se fazia em um mês de trabalho hoje faz-se numa hora ou alguns minutos.

Os meios de produção aperfeiçoam-se de tal forma que a tendência normal é substituir o trabalho humano por máquinas. No entanto, o sistema capitalista, não reduz o horário de trabalho. Pelo contrário, aumenta o desemprego e a exploração dos trabalhadores.

Uma fábrica que quase não precisa de trabalhadores
Máquinas que não ajudam

No limite, quando as máquinas e os robôs fizerem tudo o que for preciso, os donos das máquinas, os capitalistas, não precisam de trabalhadores e o desemprego será total. É um cenário que não se chegará a concretizar pois o capitalismo acabará antes disso. Uma das grandes contradições do sistema capitalista é, justamente, o gerar a pobreza e, com ela, a impossibilidade de vender o que as fábricas produzem. 
As máquinas produzirão mas, estando a quase totalidade da população desempregada, não haverá quem possa comprar o que se produz. 
Esse é o caminho a que estamos já a assistir, pois o capitalismo não usa as máquinas para servir a sociedade mas, apenas, para aumentar o seu lucro, baixar salários e despedir trabalhadores.

O equilíbrio só será restabelecido no socialismo. Quando as máquinas forem da sociedade e servirem todos


Pelo contrário, no socialismo, os meios de produção, as máquinas são de todos, são da sociedade. Os trabalhadores trabalharão apenas o tempo necessário para produzir o que a sociedade precisa, ganhando o mesmo que se trabalhassem as oito horas, pois o "lucro" do trabalho produzido pelas máquinas será dividido pelos trabalhadores (pois todos são donos das máquinas), sem que haja desemprego. A gestão e o controle do sistema será dos trabalhadores, através das suas organizações.



30 de outubro de 2012

Notas sobre o debate do Orçamento (3)

Ministro Gaspar, lentamente, como é seu timbre, começa a revelar a sua política
Disse: Portugal enveredou pela democracia em 1976

O Ministro Gaspar, ostensivamente, esqueceu o 25 de Abril de 1974, esqueceu que foi nessa data que Portugal, através de uma Revolução, se libertou de uma ditadura fascista, ditadura que levou Portugal ao maior atraso da sua história, que oprimiu o povo, e insolentemente, enalteceu a data de 1976.
Porquê?

Recuperação capitalista e submissão ao capital financeiro

Quis mostrar que está contra o 25 de Abril? 
Tudo indica que sim!
Quis mostrar que, para ele, que é ministro desta Democracia, que jurou cumprir a Constituição que o 25 de Abril criou?
Quis mostrar que a data que ele comemora é justamente a data em que os saudosistas dos monopólios capitalistas, dos banqueiros começaram a ofensiva contra o 25 de Abril?


Início da destruição da economia

De facto 1976 abriu caminho para a recuperação capitalista. Marcou o inicio da cruzada contra a economia portuguesa que se acelerou com Cavaco Silva com a destruição da nossa Produção, destruição da Agricultura, destruição das Pescas, para entregar tudo o que era português aos monopólios estrangeiros.
Percebemos melhor que o Ministro Gaspar, saudosista de Salazar, não perdoa o 25 de Abril, mas ficou aliviado e grato quando em 1976 viu que se abria o caminho de regresso ao passado. O caminho que nos trouxe à crise que estamos a viver.

A fábula da maratona a andar para trás

Percebemos agora a fábula da maratona. Trata-ser de facto de uma maratona iniciada em 1976 mas uma maratona de regresso a Salazar. Uma maratona a voltar para trás.
O Ministro Gaspar, foi mais longe e ofendeu o período revolucionário do 25 de Abril, período em que o povo e os militares começaram a aprender a viver em democracia e a construir um país novo, e depreciativamente, chamou-lhe um período indefinido e totalitário. 

A pensar na "Refundação"

Esqueceu-se, ou quis esquecer, que se não fosse o 25 de Abril não havia democracia, não havia Constituição da Republica. 
Mas mostrou também que a Constituição de Abril, tão mal tratada desde 1976, mesmo assim, é para ele um incómodo.
Não pode rasgar a Constituição e retirar os direitos dos portugueses.
Foi mais longe que Passos Coelho que, mais habilidoso, não definiu o que pretende com a "Refundação".

O sonho de Gaspar - Goldman Sachs

O Ministro Gaspar não perdoa ao 25 de Abril, o facto de ter que prestar contas da política que pratica contra os portugueses para beneficiar o capitalismo financeiro internacional. 
O Ministro Gaspar gostaria de seguir a carreira "profissional" de António Borges no Goldman Sachs - Mas continua a tentar.

25 de outubro de 2012

Incompetente ou vendido?


Vítor Gaspar: "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar".

Não senhor Ministro! O desvio existe sim mas nos gastos que o Estado está a fazer para pagar aos Bancos privados. Nos negócios que o senhor e o seu governo faz.

O senhor ou é incompetente e uma vez que se reconhece responsável pelos desvios verificados nas contas do Estado, e deveria de imediato demitir-se, ou está a defender os interesses de quem nos rouba, contra os interesses dos portugueses e, nesse caso é um vendido, um traidor.

Negócios e fraudes

Eu explico. O senhor Ministro, retira aos portugueses o dinheiro do Estado para pagar aos BPN os roubos feitos pelos seus colegas. Mais de 6.000 Milhões de euros, endividando o Estado. 
Pede financiamentos aos Bancos privados a juros especulativos, endividando ainda mais o Estado. Capitaliza os Bancos com o nosso dinheiro. Depois critica os portugueses de exigirem ao Estado mais do que pagam de impostos. Contudo, não acusa os que gerem e roubam o Estado.

O senhor Ministro para emagrecer o estado vende o que é lucrativo e fica com o que dá prejuízo. Bons negócios para os privados. Depois queixa-se dos portugueses que não querem pagar duas vezes por serviços que deveria ser o Estado a prestar. 
Pagamos para o Estado e pagamos para os privados porque os serviços foram vendidos por si. Veja-se o que se passa com as PPP. 

Sempre os mesmos a pagar. Sempre os mesmos a lucrar

O senhor Ministro está a taxar as empresas que poderiam promover o desenvolvimento da economia. Mas não taxa os Bancos privados, que exportam o nosso dinheiro para os offshores, para os paraísos fiscais. 

O senhor Ministro nunca fala das fugas aos impostos das grandes grupos económicos, mas persegue os pequenos e médios empresários e os trabalhadores. Sempre os mesmos a pagar.

Nunca ouvi o senhor Ministro reclamar dos juros escandalosos que os bancos privados nos estão a cobrar pelos negócios que o senhor e o seu governo com eles faz, mas reclama por os portugueses não quererem pagar mais impostos.



Senhor Ministro. Está com Deus ou com o Diabo?

O Senhor Ministro não é um imbecil que atire atoardas sem motivo. O senhor Ministro acusa os portugueses para justificar o mau Ministro que é. Não por ser incompetente mas por estar do lado dos que nos exploram.
O povo sabe que não é possível estar com Deus e com o Diabo ao mesmo tempo. Pois o senhor é um mau Ministro porque é um bom defensor dos tais credores, dos bancos, dos especuladores, dos agiotas. É o povo que lhe paga mas são os seus amigos, chamados credores", os agiotas, que ganham com a sua actividade como Ministro de Portugal. 

O senhor Ministro não é gestor nem negociador, é um vendedor do seu país

O senhor ministro sabe, apesar de fingir não saber, que a o dinheiro dos impostos que os portugueses pagam para os serviços que o Estado deveria prestar, está a ser desviado para os Bancos, para os juros, dos negócios que com esses bancos faz. Está a ser desviado para os negócios ruinosos das Empresas Público Privadas. Desses o senhor Ministro não se queixa.

Porque é que eu não oiço o senhor ministro acusar esses que nos roubam e oiço queixar-se dos portugueses que lhe pagam? 

Se o senhor Ministro estivesse numa empresa, se fosse encarregado de negociar com os credores e se fizesse o mesmo que está a fazer aos portugueses, levava a empresa à rápida falência caso não fosse demitido a tempo. 
Qualquer empresário, qualquer gestor, sabe bem que negociar com os credores não é dar-lhes mais do que é possível para o pagamento da dívida. 
Os credores também sabem que o seu negócio é um risco e que não devem exigir mais do que é possível.
Negociar é encontrar o equilíbrio entre os justos interesses de ambas as partes. 
O senhor Ministro, a negociar com credores é um fracasso. Uma completa incompetência para não ter que o julgar de traidor, de vendido, pois está a vender Portugal e a dar o dinheiro que não é seu aos especuladores.

Senhor Ministro, tenha um pouco de dignidade, demita-se urgentemente. Não viu que, apesar desse seu ar de sonso, para os portugueses está já desmascarado o seu papel no Governo?


(alterado c/ subtítulos às 11.45h.)

22 de outubro de 2012

E porque não?

Salário mínimo - Salário máximo
Perguntas:

Precisamos de baixar salários?
Então porque não baixam os salários escandalosamente altos?
Se há, e bem, um salário mínimo, porque não se fixa um salário máximo?
E se o salário máximo fosse indexado ao salário mínimo? Melhor.

Poderá alguém dizer:
- No que toca a salários tudo o que for para mais é bom.
- E se os salários escandalosamente altos existem à custa dos salários escandalosamente baixos?

Dá que pensar! E depois de pensar... há que agir!




17 de outubro de 2012

Está na hora!

Pensar e aprender com a História

48 anos de obscurantismo, 1 ano a aprender a fazer uma revolução, e 37 anos a destruir o pouco que aprendemos. 
É uma síntese da história recente, da formação das nossas consciências coletivas, de povo espezinhado por quem explora e que, para explorar, precisa de manter os explorados na dependência política e económica.

Nos 48 anos que vivemos do fascismo, ensinaram-nos que "a política é para os políticos" e o povo não tem que pensar. Para pensar bastavam os políticos da Assembleia Nacional e o Senhor Presidente do Conselho. A Bem da Nação.
Houve quem resistisse e pensasse. O "contraditório", como agora se diz, dessa "lição" de Salazar, fazia-se em segredo, nas casas e locais recatados por quem queria pensar de outra forma. Era difícil. Homens e mulheres enfrentaram o monstro, uns pagaram com a vida, outros foram presos e torturados mas, todos venceram.

O povo é quem mais ordena!

No ano depois dos 48, metade de 1974 e metade de 1975, uma explosão cultural foi desencadeada. O Povo é quem mais ordena! O povo? Perguntavam muitos. O povo é para trabalhar, diziam outros. 
Se o povo é quem mais ordena, que vamos nós ordenar? Perguntavam muitos. 
Cada um por si não tinha resposta, ou pior, tinham muitas respostas. Boas e más. Por isso, aqueles que há muito, em segredo para não serem presos e torturados, discutiam o "que fazer" para libertar o povo, vieram à luz do dia, comunicar, transmitir o que sabiam fruto da sua discussão organizada no Partido que tinham e que, assim, resistiu.

Da discussão nasce a luz

Esses homens e mulheres do povo, oprimidos e segregados, não sabiam tudo. Sabiam o que sabiam. Mas era um saber colectivo. Como diz o povo, duas cabeças a pensar pensam melhor que uma.
Nesse ano, fizeram-se muitas reuniões, comícios, elegeram-se comissões de trabalhadores, comissões de moradores, substituíram-se os sindicatos e as autarquias fascistas, formou-se o Poder Local Democrático e fez-se a Reforma Agrária. A terra é de quem a trabalha.
Era a participação popular, a melhor escola política e da cidadania.

A "reação" assustada e atenta

Estávamos todos a aprender. Foram cometidos erros. Certamente. Mas, o que era fundamental, era o objectivo: Liberdade. Com dedicação todos davam o que podiam e sabiam. Sem reparar-mos estava a ser cumprido o lema: "Povo é quem mais ordena".
Mas houve quem reparasse. Houve quem sentisse que, os poderosos, estavam a perder o poder e os privilégios. Os bancos foram nacionalizados. Os acionistas deixaram de ter os frutos da sua exploração. O capitalismo internacional estava a perder o controlo do "mercado" português.

Mário Soares, o mais bem colocado...

Como sempre, os americanos intervieram. Democracias participativas e populares não era o que lhes convinha. Nixon e Ford tomaram as suas providências. Colocaram cá em força a CIA. Veio o Kissinger. Veio o Carlucci. A NATO pôs-se em alerta e não permitiu que os militares do 25 de Abril participassem nas suas reuniões. Escolheram Mário Soares como o "mais bem colocado" para impedir que o povo tomasse o poder. Sá Carneiro era anti-americano e tinha que ser afastado. Era preciso retomar os preconceitos que Salazar foi inculcou nas mentes das pessoas. O perigo dos comunistas. Os comunistas comem criancinhas, os comunistas matam os velhos, dizia-se nas igrejas. Mário Soares conspirou com o apoio da Igreja e do Cardeal D. António Ribeiro, confessou ele, agora, em 10 de junho de 2011. 
Fez-se o 25 de Novembro. 
A Revolução do 25 de Abril foi interrompida.

A "Europa Connosco"

Vieram os Governos de direita que se alternaram durante 36 anos.
Mas os desígnios do capitalismo internacional não estavam suficientemente assegurados. Portugal mesmo governado por governos de direita era demasiado autónomo. Qualquer dia poderia acontecer que fosse eleito um governo que defendesse em demasia os interesses nacionais. Esta "democracia representativa" é muito segura para quem tem o poder económico mas... 
Em 1 de janeiro de 1986 Portugal é integrado na Comunidade Económica Europeia - CEE.

A destruição da nossa produção, da nossa independência

Então, em troca dos subsídios, Portugal começa a destruição da economia para ser um "comprador" de produtos europeus. Reforçam-se as privatizações. Os estrangeiros compram a maioria das nossas empresas para encerrar grande parte delas.
Destrói-se a Agricultura, as Pescas as Indústrias. O desemprego aumenta.
Portugal fica mais dependente. Estavam reunidas as condições para a Europa impor a Portugal as suas leis.
A troika portuguesa (PS+PSD+CDS) que sempre governou, pede mais dinheiro.

O "polvo" da especulação dos Bancos

Esse era o primeiro grande objectivo dos Bancos. É o seu negócio. Emprestar dinheiro a juros elevados.
A crise do capitalismo internacional acelerou o desastre. Os juros subiram graças ao que chamaram "nervosismo dos mercados". 
A troika portuguesa aceitou o jogo da troika estrangeira. Pedir "ajuda" externa segundo as regras de jogo que os Bancos da Europa decidiram. O Banco Central Europeu, empresta o dinheiro aos bancos privados a  baixos juros para os bancos privados emprestarem ao Estado a altos juros. Os lucros passam directamente para os acionistas que os guardam bem guardados nos Bancos suiços para a seguir voltarem a emprestar a juros mais elevados. O negócio do capitalismo financeiro que manda nos governos.

O "papão" da alternativa

Compreende-se pois porque eles, e os fantoches da nossa troika, dizem que não há alternativa. 
Através da Televisão e dos jornais que eles controlam, com os comentadores bem pagos e nos programas de Prós e Prós repetem a toda a hora que não há alternativa a esta política. 
O povo, que é quem mais ordena, começa a desconfiar.

Mentir para ganhar eleições

Foi preciso que os partidos da troika portuguesa aumentassem as promessas eleitorais para acalmar os mais revoltados. Das promessas passaram às mentiras depois de instalados no poder.
Tal como dizem que não há alternativa, espalham o boato que são todos iguais. Mas o povo depois de enganado várias vezes sempre pelos mesmos começa a desconfiar. Serão todos iguais? Ou, iguais são sempre os mesmos?

Estamos a acordar. A alternativa, constrói-se!

Passamos 48 anos de obscurantismo, de "educação" à obediência aos poderosos.
O 25 de Abril disse-nos que é o povo quem mais ordena.
36 anos de troikas e política de direita, não conseguiram fazer esquecer os valores de Abril, que é o povo quem mais ordena.

Acordai! é um dos hinos mais cantados nas manifestações... Estamos a acordar.

16 de outubro de 2012

Uma explicação

Para não ter que fazer um desenho, aqui vai uma explicação, simplificada, do negócio dos bancos


Como todos sabemos o dinheiro não se evapora. Se não está nos bolsos dos trabalhadores, que produzem e criam a riqueza, está nos cofres de alguns.
Os trabalhadores produzem. Recebem no salário uma pequena parte do valor que produzem. Do que lhes resta o Estado cobra em impostos uma outra parte significativa.
Esses impostos deveriam ser para pagar os serviços que o Estado (todos nós) precisamos, Saúde Educação, Segurança, etc.
Contudo esse dinheiro vai na maioria para os bancos. Como?
Simplificando:
O Estado pede financiamentos aos bancos privados.
Os "intermediários"
Os Bancos que se servem do dinheiro dos depositantes, emprestam-no a juros elevados. Quando o dinheiro não chega os bancos vão ao Banco Central Europeu (BCE) buscar o dinheiro que lá está e que também é de todos nós. Das transacções de bens produzidos entre a Europa e os países.
O  BCE não empresta o dinheiro aos países que lá o puseram. Empresta-o aos bancos (privados) a juros de 0.75% (menos de 1%). Então os bancos com esse dinheiro que é nosso, emprestam-no aos estados (a todos nós) a juros que atingem por vezes os 10% ou 20% como é o caso da Grécia.
1.000% de lucro, com o dinheiro dos outros
Isto significa que se Portugal precisa de 100.000 Milhões de euros e o vai buscar aos bancos privados, vai ter que pagar os 100.000 Milhões mais os juros que podem ser da ordem dos 10.000 milhões por ano.
Os bancos privados pagam de juros ao BCE cerca de 750 milhões de euros (0.75%) e ficam a lucrar cerca de 9.250 Milhões por ano. Tudo isto com o dinheiro que é produzido por todos nós. Os que trabalham e produzem.
Quer dizer que se Portugal não tem dinheiro e precisa de o pedir emprestado, vai buscar aos trabalhadores (que já só ficaram com uma ínfima parte do que produziram), o dinheiro para pagar aos bancos privados. Trata-se de um claro roubo mascarado de complexa transferência de dinheiro de quem produz para os que nada produzem.
Marx, desmascarou o sistema
Foi esta mecânica que Marx bem demonstrou nos seus trabalhos em especial em “O Capital”. É isto que os grandes capitalistas escondem, dizendo que tem que ser assim. Dizem eles que não há alternativas. Mas bem sabemos que há.
Se os bancos fossem nacionalizados, estes lucros agiotas, ou não existiam e os trabalhadores pagavam menos, ou, se existissem, serviam para o Estado amortizar a dívida que o sistema capitalista criou.
Se o Banco Central Europeu (BCE), que tem o dinheiro ganho com que os trabalhadores produziram, emprestasse directamente ao estado, estes 9.250 Milhões de euros por ano que vamos ter que pagar (neste exemplo simplificado) não teriam que ser pagos - e os bancos privados nada tinham que ganhar com isso.
Roubar até poderem
Este é o negócio do século, que o grande capital financeiro não quer perder. Por isso, antes que o capitalismo acabe - e todo o sistema passe a ser directamente gerido pelos trabalhadores que tudo produzem - eles tentam sacar tanto quanto podem e, quem vier atrás, que feche a porta.
A CGTP foi directa ao cerne do negócio do capitalismo internacional gerido pela troika e, no conjunto de propostas alternativas a esta política, apresentou valores concretos, que têm em conta a realidade dos juros que estamos a pagar:
Uma das propostas
“Exigimos que o Governo português, em conjunto com outros, exija a revisão do Regulamento do BCE, para que este passe a financiar directamente os Estados a 0,75%, tal como hoje faz ao sector financeiro.
Num quadro em que em 2012, os juros da dívida atingem os 7,5 mil milhões de euros, a concretização desta medida levaria a que Portugal pagasse apenas 3 mil milhões de euros, poupando mais de 4.500 milhões de euros”.

Estes 4.500 milhões de euros poderiam ter sido poupados em 2012. Podemos imaginar à medida que os juros sobre juros vão aumentando, quanto estamos a dar, de mão beijada, aos bancos.

O dinheiro que sai de um lado vai para o outro
No fim de contas como a matemática não é uma batata, estamos a dar aos bancos quase tudo o que nos roubam. As migalhas ficam para os "lacaios" da troika interna, que mantêm esta política a funcionar.
As outras propostas da CGTP podem ser vistas aqui http://www.cgtp.pt/ 

3 de outubro de 2012

Exemplos (3)

Os Vampiros

Nos textos anteriores, comecei por referir que António Borges, (António Mendo de Castel-Branco do Amaral Osório Borges), filho de boas famílias, que nunca precisou de trabalhar para comer, tem sido muito falado pelo que menos importa. 

Procurei por isso relacionar o seu serviço para as troikas, com o seu papel de cruzado pela imposição do capitalismo financeiro no domínio do mundo. Socorrendo-me das informações de vários jornais e jornalistas que investigaram organizações, de que ele é uma peça*, pretendi mostrar a verdadeira face de uma feroz ditadura que não hesita na destruição da vida de milhões de pessoas.
A propósito da Goldman, disse Matt Taibbi: “um grande vampiro que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável”

Os donos do mundo

Essa “máquina”que explora povos do terceiro mundo, rouba-lhes as matérias primas condenando-os à fome, é a mesma que provoca as guerras, derruba governos legítimos para apoiar ditadores ao seu serviço. É a que não hesita em ensaiar produtos químicos, transgénicos, nas populações africanas, tornando-as suas cobaias ou lançar epidemias para vender medicamentos de que tem a patente. É a máquina que gera as crises económicas e se serve delas para retirar direitos aos trabalhadores nos países mais desenvolvidos.

Reduzir salários... medida inteligente

Esse vampiro que se alimenta do trabalho da humanidade, tem os Antónios Borges ao seu serviço a chupar os trabalhadores e defender a redução de salários para que os banqueiros aumentem as suas riquezas. 

António Borges, social-democrata, quadro do PSD, foi claro na definição da política de direita que serve: “Diminuir salários, não é uma política, é uma urgência” ou transferir sete por cento da taxa social única (TSU) dos trabalhadores para os patrões, é uma medida muito inteligente. Será isto a austeridade inteligente?

Democracia?

António Borges é uma das faces do capitalismo financeiro, do poder económico que comanda os governos, as ditaduras, sejam elas impostas pela força das armas ou eleitas através de eleições manipuladas e ditas democráticas.

Os patrões de António Borges, como os da Goldman Sachs, intervêm directamente em Portugal. Sobre esta matéria também o jornal Económico aborda alguns exemplos. Recomendo a leitura em http://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_129099.html. 

Bicho peçonhento

Recorde-se que este “vampiro” (capitalismo) não suga apenas o trabalho e as energias dos povos. Como bicho peçonhento, inocula o veneno nas mentes através das escolas e universidades, nos jornais, nas televisões, na publicidade (ideológica e comercial), na cultura, nos hábitos e na degradação dos valores humanos. 
É assim que "domestica" as pessoas, tornando-as dóceis, controláveis, incapazes de defender os seus interesses. 

A ética, a moral e os valores

O “vampiro” mata a solidariedade, a justiça social e inocula a competitividade, a violência, a concorrência, a lei da selva, o salve-se quem puder. Nas escolas ensina que o mundo é dos mais fortes, que a justiça é a lei (feita por quem tem o poder), que quem quer saúde tem que a pagar, que o dinheiro é o objectivo da vida e, para o obter com fartura, só através da exploração em massa.

António Borges é professor na Universidade Católica. 
Disse que os empresários que não concordavam com a redução de salários através da TSU para as empresas, se fossem seus alunos chumbavam! 
Que ensina este professor na sua Universidade? 
É fácil de imaginar!
António Borges é um exemplo da ética, da moral, do capitalismo que representa.

O resto do seu currículo pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Borges

*Recomendo também a leitura d o livro "O Banco. Como o Goldman Sachs dirige o Mundo", o jornalista belga, Marc Roche, correspondente do Le Monde em Londres, refere que o banco norte-americano "está por detrás da atual crise financeira" e do artigo de Vítor Rios em Dinheiro Vivo http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO044780.html  ou o de Rita Leça (Agência Financeira) http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/goldman-sachs-marc-roche-privatizacoes-antonio-borges-crise-agencia-financeira/1352598-1729.html
Mais informações em 
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2364755
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/antonio-borges-jeronimo-martins-administracao/1333413-5238.html
http://economico.sapo.pt/noticias/os-negocios-do-goldman-sachs-com-portugal_129105.html

Enfim há muito por onde escolher, para quem ainda tiver dúvidas.

20 de setembro de 2012

Democracia, onde estás? (2)

Crise? Democracia? Sacrifícios? Para quem?

A fortuna dos mais ricos nos Estados Unidos cresceu muito mais que as principais economias do mundo, mesmo com a crise internacional, revelou a revista Forbes.

Quem era rico, muito rico, ficou ainda mais rico em 2012. A crise económica nos Estados Unidos, não atingiu os muito ricos.
Esta situação é idêntica em Portugal e na maioria dos países capitalistas.

O patrimônio líquido total das 400 maiores fortunas saltou para 1,7 biliões de dólares (1.700.000.000.000) nos EUA.
A crise do capitalismo tem sido aproveitada para aumentar as grandes fortunas à custa dos mais pobres.

O mundo capitalista é cada vez mais desigual.

Como disse Jean-Jacques Rouseau uma sociedade destas não é democrática. Como pode haver liberdade numa sociedade em que os muito ricos compram as vidas dos muito pobres? Onde 99% das pessoas vendem (a baixo preço) parte das suas vidas (tempo e força de trabalho) para dar cada vez mais lucro aos 1% dos grandes capitalistas?


Os lucros dos mais ricos aumentam na mesma proporção do aumento das dívidas dos países (que estão a ser pagas pelos trabalhadores). Por isso, quanto mais pagamos mais devemos.
Também por tudo isto, dia 29 lutamos no Terreiro do Paço.

13 de setembro de 2012

Afinal, estamos no céu ou no inferno?

Anjinhos e Mafarricos


Milhares de textos, de análises, de críticas de muita gente séria e não comprometida com a política de direita, mesmo muitos do PS, PSD e CDS, mostram e provam que esta política é um desastre para o país e para os portugueses. 

Hoje, muitos desses, reconhecem que os avisos e denúncias do PCP e partidos de esquerda, foram acertados pois são confirmados pela realidade atual.

Então porque se insiste na mesma política, porque é que os partidos da maioria (da direita) tentam, desesperadamente, arranjar desculpas atrás de desculpas na tentativa de fazer crer que não há alternativa?

Há os que se afirmam de "ingénuos" e ganham com a sua ingenuidade (Vítor Constâncio). Há os que se mostram "anjinhos" e assim cativam outros anjinhos (Gasparinhos). 

Estaremos nós num país de anjinhos? 
Como certamente não estamos no céu, à nossa volta andam muitos mafarricos que se fazem passar por anjos e muitos anjinhos que continuam a acreditar nesses mafarricos - e bem ricos.

11 de setembro de 2012

Burla e mentira

Isto é a política da direita
Isto é a política capitalista 
Isto é a política PS, PSD e CDS-PP
36 anos a mentir aos portugueses

Só a luta organizada pode punir os exploradores, os que roubam e agridem os trabalhadores



Nota: Alterado o título às 23.30

5 de setembro de 2012

O que o capitalismo nos ensina


Os homens de sucesso

O capitalismo não vive sem o desemprego. Para chantagear os trabalhadores, para poder explorar precisa de um exército de desempregados, de famintos que aceitem todas as condições se quiserem sobreviver. As regras do liberalismo são simples: Tu és livre de escolher. Ou aceitas ou… desenrasca-te. Quem não aceitar que procure outras. Mas… neste sistema, há alternativas?
Aos trabalhadores desta sociedade, não se oferecem possibilidades para estudar, para serem eles a criar os seus próprios empregos, a criar empresas. Não têm capital para investir e muito menos para concorrer com as empresas capitalistas, porque nunca ganharam o suficiente só possível a explorar outros trabalhadores.

Trabalhador é mercadoria que...

No esclavagismo a exploração era mais simples. O dono do escravo, alimentava-o e quando este não rendia, não o despedia. Matava-o.

No feudalismo, o senhor obrigava o servo a trabalhar nas suas terras para poder comer. Como todas as terras eram dos senhores…

Nesta sociedade, capitalista a exploração é mais elaborada. Os senhores feudais passaram a proprietários de fábricas e empresas. O trabalhador é mercadoria que se compra e se vende. O seu preço está sujeito às leis do mercado.

Para o capitalista, bons trabalhadores, que valem mais, são os que mais fazem produzir os outros. Dão mais lucro e aceitam as condições e regras da exploração. São os que têm regalias sem impor condições e impedem os outros trabalhadores de exigir direitos. São os que se submetem.

Tudo se compra ou vende. Assim haja mercado

O capitalismo ensina a trocar favores em vez de conquistar direitos. Ensina a corromper e ser corrompido. O capitalismo ensina que o mundo é dos “espertos” é dos que se sabem safar, dos que para subir na vida precisam de tombar os “competidores”. O capitalismo ensina que a solidariedade é uma treta e que o que conta é a competitividade. O mundo é dos mais fortes (com mais dinheiro) ou dos mais espertos para lixar o parceiro. 

O capitalismo ensina que tudo se compra e tudo se vende. O pai e a mãe incluídos. Assim haja mercado. 
No capitalismo os “homens de sucesso” são os não olham a meios para atingir os fins. No capitalismo o que conta são os resultados traduzidos em capital, em dinheiro.

Capitalistas de sucesso

Homens de sucesso são Valentins ou Dias Loureiros, Jorges Coelhos, Oliveiras e Costas, Ruis Machetes, Duartes Limas, Miras Amarais, Cavacos, Raposos, Isaltinos, Durões e outros que tais, mais ou menos graúdos.

O capitalismo ensina que, de acordo com as leis que faz, o que é preciso é ter bons advogados para que não seja qualquer “borra botas”, sem dinheiro, a competir com os homens de sucesso. Ladrão é o que rouba um pão! Não é o que rouba um milhão! E como o capitalismo ensina isso através de todos os meios que dispõe, comunicação social em primeiro lugar, os portugueses aprendem as lições e transformam-nas em cultura, em cultura de massas. 

Programas e concursos de televisão, cuja "cultura" é o ser esperto, dizer baboseiras e parvoíces para assim falar a linguagem que os telespectadores gostam, valorizam a competitividade, a violência, os baixos valores morais e aumentam as audiências.

...se eu pudesse fazia o mesmo

As frases batidas de “o mundo é dos espertos”, “bem fazem eles, se eu pudesse fazia o mesmo”, “eles é que as sabem fazer”, “parvo era ele se não roubasse”, e muitas outras que todos os dias se ouvem nas entrevistas de rua, mostram que séculos de confronto entre classes, ensinaram bem o povo. É por isso que o capitalismo tem tido o enorme sucesso de implantar uma “democracia” em que os explorados votam nos exploradores, reconhecendo neles a “esperteza” garantida para melhor (se) governarem. 

Por isso é natural que um Cavaco continue a ganhar eleições apesar de ter arruinado o país. Percebe-se porque Sócrates, Passos Coelhos, Relvas, Portas que sucederam a Soares, Melancias, Linos, Coelhones(1) e outros doutorados em mentiras, mais ou menos submarinas, trafulhices, espertezas, e outras especialidades em que foram diplomados, todos os dias inclusive aos fins de semana, continuem (eles e a sua política) a ser os escolhidos para bem governar este povo.

Mas existem outras sabedorias que dizem:
"Cada um colhe o que semeia"
(1) Outros "homens de sucesso" aqui não referidos por falta de espaço, são tantos, que me desculpem a omissão.


3 de setembro de 2012

Eurodesemprego


O desemprego na zona do euro, em julho atingiu 18 milhões

De acordo com a Eurostat, isso é equivalente a 11,3 por cento da população ativa e a um aumento de 88 mil em relação a junho.

Os números incluem 3,4 milhões de menos de 25 anos, o que significa que a taxa de desemprego nos jovens da Zona Euro, é de 22,6 por cento.