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2 de janeiro de 2013

Um presidente inconstitucional que jura falso

Estamos numa República das bananas, com um Cavaco a fisgar nos portugueses

Cavaco, horas depois de ter promulgado o Orçamento de Estado para 2013, reparou que tem "fundadas dúvidas" quando à “justiça”, (note-se que ele não quis dizer constitucionalidade), de vários aspectos do documento que promulgou horas antes. 
Uma coisa ficamos a saber: Este fulano à medida que envelhece vai ficando com dúvidas. Ele que nunca tinha dúvidas nem errava.

Cobarde que foge aos seu atos

Este fulano que jurou cumprir a Constituição não é sequer "homem" para admitir que promulgou um Orçamento anti-constitucional. A sua "coragem" foi dizer que tem "fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios". Se é um problema de "justiça", como ele disse, então porque é que decidiu enviar o Orçamento para o Tribunal Constitucional? 
O Tribunal Constitucional serve para avaliar o cumprimento da Constituição. 

Mentiroso tal como os outros

Este fulano, que jurou cumprir a Constituição, esperou até ao último minuto para promulgar um documento tão grave sobre o qual tem dúvidas. 
Porque não o enviou logo para o Tribunal Constitucional? 
Ele várias vezes explicou: Foi para não deixar o País numa situação difícil, sem Orçamento. 
Pois, este fulano, para alem jurar falso é mentiroso. Ele bem sabe que o País não ficava sem Orçamento. Continuava com o Orçamento de 2012, em duodécimos pois é assim que manda a lei. 

É isto a Democracia?

Este fulano, considerou que é preferível um Orçamento Inconstitucional, a funcionarmos com o Orçamento aprovado em 2012. Quem lhe conferiu os poderes para ser ele a decidir contra a Constituição que jurou defender?
O que ele fez, e não disse, e por isso é mentiroso como a generalidade dos políticos da direita, foi obrigar os portugueses a partir de 1 de janeiro, a suportar as imposições anticonstitucionais do Orçamento. 
O que ele fez, por opção sua e ilegal, foi criar factos consumados para que os portugueses tenham que suportar as medidas do Governo que todos sabem serem anti-constitucionais.

A política de classe, para defender uma minoria, enganando a maioria

Aquele fulano (como eu tenho resistido a tratá-lo pelo nome que merece...) achou-se no direito de não cumprir a Constituição e penalizar todos os portugueses, com as consequências ilegais do Orçamento.
É esta a sua Democracia. Estaremos nós num estado de direito? Para alem de jurar falso, o fulano que os portugueses puseram naquele poleiro, vai penalizar todos, e o país, com medidas que sabe serem ilegais. 
Foi assim com o roubo do BPN, foi assim com a sua governação. É assim que a direita funciona. Continuem a votar neles, pois, o que mais precisamos é de Portugal em cavacos. E de quem é a responsabilidade?

1 de janeiro de 2013

O Pastel de Belém

Cavaco de compreensão lenta

Mensagem de Ano Novo que retrata um Presidente fantoche ao serviço de uma classe que nos explora 

Para só falar, numa das questões centrais da sua Mensagem: 
Depois de 5 anos de crise, depois de o PCP e vários economistas terem alertado para a necessidade de "Pôr Portugal a Produzir", Cavaco, que destruiu a nossa produção, que afundou as nossas Pescas, que subsidiou a destruição da Agricultura, descobre a solução para os nossos problemas: A necessidade de Pôr Portugal a Produzir  “É aí, no crescimento económico, que temos de concentrar esforços. Caso contrário, de pouco valerá o sacrifício que os portugueses estão a fazer”, disse esse traidor que não tem vergonha na cara, esse paspalho.



Em 2010 o PCP lançou a campanha: Pôr Portugal a Produzir
O PCP sempre disse (cassete) que só uma política de defesa da nossa produção, dos postos de trabalho e do emprego pode salvar Portugal. 
Cavaco descobriu isso agora, porque já toda a gente o tinha descoberto. Entretanto entregou o nosso património ao estrangeiro para servir os grandes capitalistas que levam daqui o nosso dinheiro.


28 de dezembro de 2012

Paradigmas e preconceitos

Uma arma secreta, 
e bem disfarçada, do poder, para manipular as mentalidades

A cultura e a política de direita domina subtilmente as mentalidades das pessoas. É através de gerações de pais para filhos que se impregnam mentalidades caducas, por vezes, inexplicáveis. 

Normalmente essa cultura e mentalidade conservadoras, apoia-se em paradigmas que se apresentam sem que os reconheçamos como tal. Paradigma é aquilo que a sociedade em geral considera verdadeiro sem refletir sobre isso. De uma forma subtil, os paradigmas dominam os nossos pensamentos a partir de tradições que herdamos dos nossos pais, através da educação, da religião e dos preconceitos. 




Todos temos os nossos paradigmas que por vezes nos limitam, não nos deixam ver claro, condicionam o nosso raciocínio. 
É preciso aprender a identifica-los para nos libertarmos. Por vezes é difícil descobrir os nossos paradigmas porque eles estão nas profundezas do nosso subconsciente e camuflados. 

O paradigma ao serviço de uma classe

Porque é que o Marketing utiliza os paradigmas, preconceitos e ideias feitas, completamente irracionais?
Algumas casos:
- A maioria das pessoas compra um produto com embalagem mais bonita sem saber se é melhor.
- A etiqueta de umas calças pode "valer mais" que as calças.
- Muita gente avalia o estatuto social pelo que uma pessoa veste.
- Qual a razão para usar (ou mesmo ser obrigatório) usar gravata?
- A moda que sentido têm?
A moda escraviza as pessoas que sabem ser avaliadas pelo que vestem e não pelo que valem. 
A moda avalia não a qualidade do que se usa mas apenas se está de acordo com o estilo "oficial" para essa época.
- Qual a racionalidade desse paradigma?
O Marketing cria paradigmas e utiliza-os a favor de quem vende e não de quem compra.
O capitalismo alimenta paradigmas para impedir que as pessoas defendam os seus interesses.

A sociedade e a civilização avançam quando grandes homens rompem com os preconceitos 

Todos os grandes Homens da História, os que revolucionaram a nossa cultura e sociedade, venceram os paradigmas do seu tempo. Jesus rompeu paradigmas. Jesus quebrou as normas e preceitos humanos limitativos. Jesus, perdoou prostitutas, conviveu com pecadores. Jesus lutou contra muitas das regras da sociedade, regras das classes no poder.

Se queremos progredir, inovar, criar, seja na política, na sociedade, na cultura, é preciso alargar horizontes vencendo os paradigmas e preconceitos injustificados, que não servem as pessoas e a sociedade.


É preciso perguntar: PORQUÊ? PARA QUÊ? PARA SERVIR O QUÊ? QUEM?

Há sempre várias formas de ver as coisas. Mesmo em cada época há culturas diferentes que progridem por caminhos diferentes. Precisamos de acutilância na crítica na análise, de perceber o PORQUÊ das coisas. 
Sonhar é romper paradigmas e alargar horizontes. É ter a capacidade de sair dos estreitos limites que a cultura conservadora impõe. É preciso quebrar barreiras mentais, furar regras humanas, para que o sonho se torne realidade. 

Talvez a propósito, ou talvez não, li um texto de Baptista Bastos de que extraio algumas passagens:


A mentira,a manipulação e o preconceito

(Baptista Bastos)


"... O capitalismo está mergulhado numa crise que será sangrenta se as forças progressistas se lhe não opuserem.  “O PCP e o Bloco de Esquerda cumprem o seu papel [...] de travão aos desmandos do poder. Dir-se-á que pouco podem fazer; talvez. Mas muitas coisas estariam pior não fosse a intervenção deles. E também constituem forças morais e éticas num período da História em que, parece, esses valores e padrões soçobram, ante as investidas actuais. Não é necessário ser comunista ou bloquista para se compreender a natureza de certos partidos. E o preconceito ideológico, sabiamente organizado e dirigido, prejudica, inclusive, o conhecimento dos factos e as verdades históricas. Até quando?”


Para relembrar:



26 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal do Coelho

Uma mensagem desprezável de um primeiro ministro desprezível

Que interesse pode despertar um aldrabão, um fulano que faz da mentira a sua política, para mascarar a política de direita, essa bem real ?

Mente como mentiram os seus antecessores para ganhar eleições e enganar os eternos "arrependidos" e aqueles que dizem "eu não votei nele", tal é a vergonha que não querem admitir.

Mente como mentem os políticos da direita que dizem defender o país e os portugueses quando a sua política consiste na defesa de uma classe minoritária, uma classe de grandes capitalistas parasitas que ganham o dinheiro à custa de quem trabalha.
Por isso têm quer mentir. Não ganhariam eleições se falassem verdade.

São hoje raros os que se atrevem a defender um tal primeiro ministro fraude. Os raros que o fazem, fazem-no na mira de apanhar algumas migalhas ou rapar o tacho do saque aos portugueses.

Por tão vulgares, as mentiras do Coelho já não são notícia

Não ouvi a mensagem nem tive a mínima ponta de interesse em ouvir. Falei com muitas pessoas que também não a ouviram e manifestaram o mesmo desinteresse em perder tempo a ouvir o que se sabe à partida ser um chorrilho de mentiras. 
 
Pelo que vi nos jornais foi notícia mais interessante, por mais criativa, a entrevista de Artur Baptista da Silva ao Expresso e o programa em que participou no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

Ao que chega um povo e um país que tem um Primeiro Ministro vigarista aldrabão, - ultrapassado por um Artur Baptista da Silva - desprezado por quem o elegeu, que não se atreve a aparecer em público, a sair à rua e, quando o faz, tem que o fazer a fugir das pessoas pelas portas das traseiras.
Que dignidade pode ter um homem que se presta a esta fraude? Será um homem? Nem sequer é um Coelho medroso e acossado por ser apetitoso repasto, mas é um rato que rouba, traz a peste, a doença e a desgraça a um navio à deriva e já sem mantimentos.
E que dizer de um Presidente da República do mesmo bando?

20 de dezembro de 2012

Ordenados secretos

É assim a política de direita disfarçada de democracia.

Ordenados de 300.000 euros


O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tem recusado divulgar os vencimentos auferidos por altos cargos na Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, que, segundo o Correio da Manhã, rondam os 300 mil euros anuais.



João Moreira Rato e Cristina Casalinho, beneficiam de um regime de excepção no IGCP. 

Regime de excepção e ilegal

Ambos os gestores do IGCP não entregaram as declarações de rendimentos junto do Tribunal Constitucional, o que deviam ter efectuado até 18 de Agosto.
Em 10 de Setembro o Correio da Manhã, questionou Vítor Gaspar. O ministro não respondeu.

É isto a política de direita, política de classe do capitalismo.

19 de dezembro de 2012

Defender a Constituição

DEFENDER AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

A CGTP lançou um manifesto e está a recolher assinaturas para a Defesa das Funções Sociais do Estado consagradas na Constituição. 

A Constituição da República Portuguesa assenta em três pilares essenciais da Democracia: Económica, Social e Cultural. Incumbe ao Estado assegurar a coesão social e o bem-estar dos cidadãos, através da prestação e garantia da satisfação das suas necessidades colectivas na estrita observância dos princípios da Universalidade, Solidariedade e Justiça Social.

O ataque sistemático que tem vindo a ser feito às conquistas alcançadas com o 25 de Abril, está agora a atingir As Funções Sociais do Estado. 
O governo pretende limitar ou mesmo anular o princípio da Universalidade dos direitos sociais.

Estão agora mais que nunca, em perigo os direitos básicos da população ao ensino à saúde, bem como à protecção social.
O governo está a atacar esses direitos essenciais, com vista à sua privatização. 




O Governo não fala verdade

O Estado Português gasta menos que a generalidade dos países europeus com as suas funções sociais. 
A despesa pública era, em 2011, de 48,9% do PIB, sendo de 49,4% na zona euro. 
Por sua vez, a despesa com protecção social por pessoa, em Portugal, era, em 2010, apenas 2/3 do valor médio na zona euro.   

O Capitalismo cria as crises
A política de direita destroi a Economia
O Povo é que paga

A dívida pública, que era de 68,8% em 2007, com esta política chegará aos 124% em 2013. A austeridade não resolveu os problemas das contas públicas, antes os agravou.

Destruir as Funções Sociais do Estado é aumentar de uma forma brutal a pobreza, diminuir a esperança média de vida e pôr em causa a coesão social.

As Funções Sociais estão próximas do precipício, havendo já racionamentos na Saúde, cortes de prestações na Segurança Social e um criminoso desinvestimento na Educação. 
Estes são sectores vitais para o desenvolvimento do país e para garantir a qualidade de vida das populações. 

Aumento brutal das desigualdades sociais

A destruição e privatização das Funções Sociais do Estado, a par de salários cada vez mais reduzidos e do aumento de desempregados vão aumentar as desigualdades sociais já muito graves.

Importa registar, que a taxa de pobreza era de 18% em 2010, mas seria de 43% se não fossem as ajudas sociais.
Se hoje forem eliminadas as Funções Sociais do Estado, a pobreza poderá disparar para mais de 50% da população.
A Segurança Social, a Saúde e a Educação são áreas onde os ataques mais tendem a avolumar-se. 

O negócio das privatizações para os ricos

A privatização da Segurança Social poria em causa o princípio da Universalidade e da Solidariedade e significaria que os grupos sociais de maior rendimento e riqueza fossem empurrados para aderir a sistemas privados, reduzindo as receitas da Segurança Social, deixando os desempregados e os de menores rendimentos, entregues à sua sorte.

Na Saúde, estudos realizados mostram que a esperança de vida decresce, com doenças e a morte prematura a aumentar nos mais pobres. Só políticas públicas fortes podem evitar tais efeitos dramáticos.     

Na Educação, está em marcha um ataque à Escola Pública. A “importação” do modelo organizacional alemão revela já a opção pela elitização do ensino, condicionando o acesso ao ensino superior e à formação global do individuo para as famílias mais pobres.

Continua o ataque ao 25 de Abril

Foi com o 25 de Abril que a generalidade das pessoas idosas passou a ter direito a pensões e reformas.
Foi o 25 de Abril que criou o Serviço Nacional de Saúde, que permitiu o aumento da longevidade e a redução da mortalidade infantil
Foi o 25 de Abril que alargou o Ensino a todos os jovens. Que promoveu a Democratização do Ensino, o alargamento da escolaridade obrigatória e uma forte expansão no Ensino Superior.
Hoje tudo isto está a regredir.

É mentira que seja por falta de dinheiro que estas políticas são aplicadas.

O Estado tem vindo a transferir o dinheiro, de nós todos, para os Bancos Privados. Com a política de austeridade imposta pelo Governo, os portugueses estão a ter um aumento brutal dos impostos e ao mesmo tempo menos Segurança Social, menos Saúde, menos Educação e menos apoios sociais. O Governo quer reduzir 4.000 milhões de euros.
Só para o BPN foi o dobro do que querem reduzir às Funções Sociais do Estado.
Estão cativos para "apoio" aos Bancos, e nós a pagarmos os juros, três vezes mais (12.000 milhões) do que o que o Governo quer reduzir no Orçamento para as Funções Sociais.

É preciso mudar de política

Por estas razões, é indispensável e urgente mudar de política. Promover o crescimento e o desenvolvimento económico, apoiar a produção nacional, criar mais emprego e distribuir melhor a riqueza que está concentrada nas mãos de meia dúzia e a fugir do país.

18 de dezembro de 2012

Vamos brincar à caridadezinha

Susaninha a heroina de Jonet

(Jonet não é chonet. Sabe bem o que faz)

Desenho retirado De fotos de Sérgio Lavos
http://fotos.sapo.pt/sergiolavos/fotos/?uid=fL5AJz4ltGIZIqd3NYEf



DONA ABASTANÇA

«A caridade é amor» 
Proclama dona Abastança 
Esposa do comendador 
Senhor da alta finança. 

Família necessitada 
A boa senhora acode 
Pouco a uns a outros nada 
«Dar a todos não se pode.» 

Já se deixa ver 
Que não pode ser 
Quem 
O que tem 
Dá a pedir vem. 

O bem da bolsa lhes sai 
E sai caro fazer o bem 
Ela dá ele subtrai 
Fazem como lhes convém 
Ela aos pobres dá uns cobres 
Ele incansável lá vai 
Com o que tira a quem não tem 
Fazendo mais e mais pobres. 

Já se deixa ver 
Que não pode ser 
Dar 
Sem ter 
E ter sem tirar. 

Todo o que milhões furtou 
Sempre ao bem-fazer foi dado 
Pouco custa a quem roubou 
Dar pouco a quem foi roubado. 

Oh engano sempre novo 
De tão estranha caridade 
Feita com dinheiro do povo 
Ao povo desta cidade. 

(Manuel da Fonseca)

15 de dezembro de 2012

Igreja. Boa conselheira?

A Igreja está a revelar-se relativamente à pedofilia
Ainda não se revelou de que lado está, nesta luta entre ricos e pobres. 
A comunicação social ainda evita falar nisso

Aumentam os casos conhecidos de pedofilia na Igreja. E os que não conhecemos?
A Igreja tem feito declarações que mostra de que lado está. Está do lado dos muito ricos e apenas finge defender os pobres. Para a Igreja as esmolas são a sua preferência. A Igreja mostra estar mais interessada em perpetuar as esmolas do que defender uma política que acabe com a pobreza.

Coisas da Igreja

Já aqui neste blogue, revelei conselhos que muitos padres dão nas igrejas para os fieis votarem no partido das setinhas viradas para o céu.
Já aqui lembrei as declarações de Mário Soares que conspirou com a Igreja para que os Padres aconselhassem as pessoas a não apoiar o Partido Comunista.



7 de dezembro de 2012

Duas histórias


A política de direita. Os seus valores e moral

Neste blogue tenho relatado  várias situações que considero caracterizarem a política de direita.
Bem sei que a política de direita é fundamentalmente caracterizada pela exploração de quem trabalha (a grande maioria) em benefício de uma pequena minoria. 

Contudo, a política de direita processa-se disfarçadamente em muitos domínios da nossa vida, manipula as consciências, conjugando-se para manter uma ideologia que sustenta a exploração e para amansar os explorados.

Por isso, na tentativa de alertar algumas consciências, sempre que posso, denuncio essas subtilezas que a toda a hora nos anestesiam e retiram a capacidade crítica.


1ª História
Um Presidente de Câmara

Um presidente de Câmara do Partido Socialista, que eu conheci, pessoalmente, bem, uma vez levou à Assembleia Municipal uma proposta que parecia aceitável, mas… vinda de onde vinha fez-me desconfiar. Numa reunião pública fiz-lhe várias perguntas, no sentido de esclarecer as minhas desconfianças. A todas elas me respondeu mostrando as melhores intenções. Fiquei convencido e a proposta foi aprovada.

Poucos meses depois verifiquei que os objetivos declarados não foram os seguidos na prática, mas, exactamente ao contrário, no sentido das minhas desconfianças. 
Numa outra reunião pública confrontei o presidente da Câmara com as informações que tinha prestado na Assembleia que aprovou a sua proposta. 
Fiquei perplexo com a sua resposta, em alto e bom som para todos ouvirem, acompanhada de um riso alarve:

- O que é que o senhor queria que eu dissesse? Se eu tivesse dito a verdade os senhores não aprovavam a minha proposta!





2ª História 
Um dirigente do Partido Socialista

Em conversa com um dirigente do Partido Socialista, que tinha acabado uma formatura em ciências políticas, a dada altura ele disse-me: 
- Vocês [comunistas] são uns utópicos. Até parece que não sabem que o objectivo de qualquer partido é tomar o poder.
Tentei reproduzir as palavras de Álvaro Cunhal no livro “Paredes de Vidro” e disse-lhe:
- A verdade pode no imediato custar caro a quem a respeita. Mas nós temos a consciência que a verdade acaba por triunfar. 

Esse dirigente socialista riu-se e com ar paternalista disse:
- É o que eu digo. Vocês são uns sonhadores. Não é assim que se conquista o poder. 
Perante o meu silêncio e visível tristeza, acrescentou:
- Primeiro conquista-se o poder. Depois então, se houver necessidade, se esclarecem as coisas. 

O problema é que isto não são casos isolados. Não são casos de pessoas, com os seus erros ou defeitos. Isto é a mentalidade que se desenvolve no seio de alguns partidos para sustentar uma política, uma opção de vida.

O problema é que há trabalhadores, explorados que desculpam estas coisas. 

O problema é que ainda há os que dizem que são todos iguais. E, como são todos iguais, continuam a votar nos que nos roubam nos 36 anos de "democracia". Inteligente! não é?



6 de dezembro de 2012

A política de direita é isto e muito mais

Privatizar, Privatizar tudo. 
Todos pagamos mas só alguns recebem

É assim a política de direita que se instalou em Portugal, há 36 anos com o PS, o PSD e o CDS/PP

19 de novembro de 2012

Política de Classe pura e dura


Proibidos transportes de trabalhadores em viaturas das autarquias.
Ministros, secretários de estado, quadros superiores do Estado, técnicos e assessores, esses, podem ter carros e motoristas pagos pelos contribuintes.
Pessoal operário das autarquias não pode ter transporte gratuito.

O Tribunal de Contas, embora saiba que são comuns nas empresas (mesmo entre empresas públicas) o transporte dos funcionários e que isso também acontece, por exemplo, nas Forças Armadas, entende – de forma "inequívoca" – que estes serviços aos seus próprios trabalhadores podem ser considerados ajudas remuneratórias e como tal são proibidos. 
Adiantam os Juizes do Tribunal de Contas que a legislação não permite as autarquias a realizar despesas com o transporte do seu pessoal.

Quem ganha bem pode ter carro e motorista 

Contudo é legal a distribuição de carros e de motoristas para os eleitos, presidentes de Câmara e para muitas das categorias de funcionários superiores do Estado e do Governo.

Nesta sociedade, dita democrática, o poder é exercido por uma classe que explora quem a elege. Ou seja: Há 36 anos, desde que há eleições livres, o povo elege quem mais o rouba.

Por isso:
Os aumentos de impostos são mais elevados para os menores rendimentos.
Os bancos, multinacionais e grandes capitalistas, têm menos impostos que as pequenas empresas.
O roubo e a corrupção não é punida para os muito ricos, normalmente gente do PS, do PSD ou do CDS, aqueles que os eleitores escolhem para (des)governar este país. 
Veja-se a lista dos corruptos, ladrões e dos "tachos" (bem pagos) para concluir quem são eles.

Pobre que rouba um pão, é ladrão e vai preso.
Rico que rouba um milhão...

Nesta sociedade, as leis são feitas para proteger os muito ricos, para defender os privilégios da classe no poder, a classe exploradora, (minoritária) contra a maioria dos trabalhadores.

Os trabalhadores, os explorados, os desempregados os reformados, esses, apenas têm o direito de eleger os seus exploradores, sejam eles do PS, do PSD ou do CDS. Aqueles que se vão alternando no poder há 36 anos.

Um "bom exemplo"

O vídeo da Ratolândia é bem o exemplo do embuste em que os eleitores vêm caindo anos e anos a fio. Quando aprenderemos?

18 de novembro de 2012

Os Metralhas e o Orçamento

Se deixarmos, o Orçamento de Estado para 2013 promete continuar a agravar o desastre desta política

As famílias mais pobres são as mais afectadas pelas medidas do Orçamento do Estado para o próximo ano.
   
Além das famílias mais pobres, as classes médias vão sofrer fortes reduções de rendimentos.

Os muito ricos e os Bancos pouco serão atingidos.


5 de novembro de 2012

Uma consciência que cresce (8)

Sim. Não basta mudar este ou aquele personagem. Não basta mudar o Governo inteiro, se não mudar a política.



É esta política de direita, a política da troika PS+PSD+CDS que está comprometida com os interesses da classe dos exploradores, dos banqueiros e grandes capitalistas, é esta política  que tem que mudar.

2 de novembro de 2012

Todos iguais?

Os Políticos, 
os Partidos, 
os Deputados, 
são todos iguais?

Do blog "As Palavras são Armas" reproduzo a foto e a informação:

Dia da votação do Orçamento: 
Manifestação na rua. 
Muitos milhares de trabalhadores, reformados, e pessoas vítimas desta austeridade, protestavam contra o Orçamento acabado de aprovar.


Os deputados do PCP, e outros que votaram contra, vieram para a rua juntar-se aos trabalhadores.
Os deputados da direita, uns fugiram de carro, outros a pé, disfarçados, outros esconderam-se no interior do edifício. Cobardes!

Os políticos serão todos iguais?  

1 de novembro de 2012

Dom Policarpo e a política


Se Jesus voltasse à terra corria com Dom Policarpo e todos os vendilhões do Templo.

Hoje a Televisão voltou a bombardear-nos com as opiniões de D. Policarpo.
Dom Policarpo, aliou-se aos banqueiros, para defender os ricos e o roubo aos pobres.
Dom Policarpo defende o que está a ser feito: maior austeridade para os pobres e menos impostos para os ricos.
Dom Policarpo que vive à grande num palacete de grande luxo defende que "é preciso aprender a viver com menos".

Que direito para falar assim?

Dom Policarpo com medo de perder os previlégios, tem medo das manifestações e quer que o povo espere quatro anos para nas eleições ressuscitar os que entretanto morrerem à fome e então demitir o governo. Diz Dom Policarpo que assim é que é a "democracia representativa".
Dom Policarpo nada diz e nada faz para defender quem trabalha e os pobres que não param de aumentar. Temos que esperar pelas próximas eleições. Diz Dom policarpo da sua poltrona de oiro.



Dom Policarpo não diz que o Governo está ilegal porque não cumpre a Constituição que jurou cumprir.
Dom Policarpo não diz que o povo votou um Programa de Governo que o Governo rasgou. Foi apenas para ganhar eleições e enganar o povo.
Dom Policarpo não diz que este governo é uma fraude e defende corruptos e ladrões. 

Falar de cátedra ou no púlpito?

Dom Policarpo, que não foi eleito pelo povo, defende esta democracia em que são eleitos os Partidos que mais mentem e não cumprem os seus próprios Programas.

Então, digo eu, temos que esperar mais quatro anos, para voltarmos a ser enganados, como temos sido há 36 anos.

O povo a sofrer e D. Policarpo a defender os ricos !

O povo que não para de sofrer os desempregados que não param de aumentar, os pobres que são cada vez mais e com mais fome, numa sociedade em que as possibilidades da ciência e da técnica são enormes, não podem aceitar ter que esperar e só terem voz nas eleições de quatro em quatro anos. Até lá morriamos todos, menos os ricos, claro!

Ai, se Jesus voltasse à terra, Dom Policarpo, e muitos outros como ele, eram corridos, como foram os vendilhões do templo.

30 de outubro de 2012

Notas sobre o debate do Orçamento (3)

Ministro Gaspar, lentamente, como é seu timbre, começa a revelar a sua política
Disse: Portugal enveredou pela democracia em 1976

O Ministro Gaspar, ostensivamente, esqueceu o 25 de Abril de 1974, esqueceu que foi nessa data que Portugal, através de uma Revolução, se libertou de uma ditadura fascista, ditadura que levou Portugal ao maior atraso da sua história, que oprimiu o povo, e insolentemente, enalteceu a data de 1976.
Porquê?

Recuperação capitalista e submissão ao capital financeiro

Quis mostrar que está contra o 25 de Abril? 
Tudo indica que sim!
Quis mostrar que, para ele, que é ministro desta Democracia, que jurou cumprir a Constituição que o 25 de Abril criou?
Quis mostrar que a data que ele comemora é justamente a data em que os saudosistas dos monopólios capitalistas, dos banqueiros começaram a ofensiva contra o 25 de Abril?


Início da destruição da economia

De facto 1976 abriu caminho para a recuperação capitalista. Marcou o inicio da cruzada contra a economia portuguesa que se acelerou com Cavaco Silva com a destruição da nossa Produção, destruição da Agricultura, destruição das Pescas, para entregar tudo o que era português aos monopólios estrangeiros.
Percebemos melhor que o Ministro Gaspar, saudosista de Salazar, não perdoa o 25 de Abril, mas ficou aliviado e grato quando em 1976 viu que se abria o caminho de regresso ao passado. O caminho que nos trouxe à crise que estamos a viver.

A fábula da maratona a andar para trás

Percebemos agora a fábula da maratona. Trata-ser de facto de uma maratona iniciada em 1976 mas uma maratona de regresso a Salazar. Uma maratona a voltar para trás.
O Ministro Gaspar, foi mais longe e ofendeu o período revolucionário do 25 de Abril, período em que o povo e os militares começaram a aprender a viver em democracia e a construir um país novo, e depreciativamente, chamou-lhe um período indefinido e totalitário. 

A pensar na "Refundação"

Esqueceu-se, ou quis esquecer, que se não fosse o 25 de Abril não havia democracia, não havia Constituição da Republica. 
Mas mostrou também que a Constituição de Abril, tão mal tratada desde 1976, mesmo assim, é para ele um incómodo.
Não pode rasgar a Constituição e retirar os direitos dos portugueses.
Foi mais longe que Passos Coelho que, mais habilidoso, não definiu o que pretende com a "Refundação".

O sonho de Gaspar - Goldman Sachs

O Ministro Gaspar não perdoa ao 25 de Abril, o facto de ter que prestar contas da política que pratica contra os portugueses para beneficiar o capitalismo financeiro internacional. 
O Ministro Gaspar gostaria de seguir a carreira "profissional" de António Borges no Goldman Sachs - Mas continua a tentar.

Notas do debate do Orçamento (2)

O Governo só responde ao que convém. A quase totalidade das perguntas ficaram sem resposta

Passos Coelho foge às críticas e às questões para fazer propaganda da sua política de desastre.

  • Manutenção das taxas do IVA para a restauração?
  • Linhas de Crédito para as empresas?
  • As verbas do QREN (quadro de referencia estratégica nacional) não foram utilizadas. Porquê?
  • Quanto vamos ter que devolver a Bruxelas?
  • O IVA de Caixa à muito prometido só agora vai ter efeito. E o que está preparado é uma fraude. A grande maioria das empresas não podem beneficiar dessa medida necessária.
  • Foram entregues milhões de euros à multinacional alemã Bosh para se instalar em Portugal. A Bosh despediu mais de 200 trabalhadores e está a deslocalizar a sua produção para outros países. Vai devolver o dinheiro que recebeu?
  • etc. etc. etc.



Ver mais intervenções do PCP em http://www.pcp.pt/assembleia-republica/intervencoes

Início da discussão do Orçamento

O discurso de Passos Coelho repete-se, repete-se, numa tentativa desesperada de salvar uma política que está moribunda, de salvar um capitalismo que é a causa de todas as desgraças que o mundo atravessa.

Passos Coelho repetindo a mesma política fracassada, que todos verificamos NÃO SERVE!, repete as mesmas desculpas, repete as mesmas soluções falhadas e acrescenta mais mentiras. Destaco, umas expressas, como a do esforço maior de quem tem mais rendimentos, outras, encapotadas, como a dos sucessos na Balança Comercial, aumento das exportações "esquecendo" as exportações de combustíveis (importados) e vendas de ouro.

O que é certo, e ele próprio não esconde: Maiores sacrifícios para os portugueses.
O que é certo, e ele esconde: Os sacrifícios vão ser inúteis enquanto esta política não mudar. 


29 de outubro de 2012

AS ALTERNATIVAS

Propostas da CGTP para um novo Orçamento 2013

Conforme afirmou Arménio Carlos, "o OE para 2013 repete as mesmas políticas de desastre aplicadas anteriormente. Este Orçamento está de costas voltadas para as pessoas e aposta nos cifrões e nos benefícios fiscais para as grandes empresas.
O OE para 2013 é feito de 72% de contribuições do trabalho e de 16% de rendimentos do capital. 

Onde está a equidade?" disse.

O Governo não quer estragar o negócio dos grandes capitalistas

Por isso, a CGTP apresentou propostas concretas e estudadas numa base de uma política de justiça social. Propostas exequíveis e fundamentadas. 
O Governo inventa todas as desculpas para não reconhecer que está a ser um "pau mandado" dos banqueiros e grandes capitalistas nacionais e estrangeiros contra quem trabalha.

Bem sabemos que as propostas alternativas, há muito apresentadas, (em especial pelo PCP) e, agora estas, da CGTP, estragam o negócio dos grandes capitalistas, nomeadamente dos Bancos privados que "chupam" o dinheiro ao Estado e, depois, têm elevados lucros nos juros dos empréstimos que o Estado é obrigado a fazer.