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20 de maio de 2017

Para que fique registado III

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump" disse Maduro, presidente da Venezuela

Em geral os órgãos de comunicação, pertencentes às grandes cadeias controlados pelos interesses do grande capital, não referem as grandes manifestações de apoio a Nicolás Maduro e à sua política popular. Procuram pela especulação ridicularizar Maduro. Contudo, perante a grande contestação a Trump surgem oportunidades para trazer à superfície as políticas em confronto. De um lado os que estão com o povo, de outro as classes mais abastadas sempre à espera das migalhas dos multimilionários.
A Venezuela é um exemplo actual.
Da nossa comunicação social retirei algumas notas para registo:

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump. Go home Donald Trump, fora da Venezuela", disse o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no palácio de Miraflores, sede do Governo.
Pouco antes o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela já tinha qualificado como um "absurdo de antologia" as declarações de quinta-feira de Donald Trump após um encontro em Washington com o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
Donald Trump disse na quinta-feira que fará "o que for necessário" em cooperação com outros países do continente para resolver a situação humanitária na Venezuela, que considerou uma "desgraça para a humanidade" e o Departamento de Estado norte-americano impôs, sanções a oito magistrados do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, o que Caracas condenou "inaudito e inadmissível".

Se pesquisarmos a imprensa alternativa, não controlada pelas multinacionais da comunicação, ficamos a saber muita coisa que os jornais e a Televisão escondem. Leia-se por exemplo o recente texto do Avante.
«As iniciativas em defesa da paz e de rejeição da violência têm registado ampla adesão popular na Venezuela, com concentrações, marchas e manifestações a ocorrerem com esse propósito. É o caso da levada a cabo pelas mulheres no sábado, 6, cuja terminou com a entrega de um documento na Defensoría del Pueblo, órgão constitucional de defesa e promoção dos direitos humanos no país.

A recusa da ingerência estrangeira nos assuntos internos da Venezuela, e designadamente da Organização de Estados Americanos – estrutura da qual a Venezuela se está aliás a desvincular, acusando-a de desrespeito pela sua soberania e de responder às directrizes do imperialismo norte-americano com métodos e orientações de recorte colonial –, e bem assim a condenação do suporte dado pelos EUA e por governos seu vassalos na América Latina a grupos violentos e à oposição mais irascível, têm sido igualmente centrais nas iniciativas promovidas pelos bolivarianos.
 


Para que fique registado I

De uma selecção de notícias destes dias

João Oliveira em entrevista no DN, faz o "ponto da situação"

João Oliveira, líder parlamentar do partido, diz que "há condições para avançar" em várias propostas.
Aumento das pensões, mais investimento e novas contratações na educação e na saúde, aumento dos impostos sobre os lucros das empresas, fim dos cortes no subsídio de desemprego - estes são alguns dos temas que o PCP vai levar para a mesa das negociações com o governo ao longo dos próximos meses.
A direção do PCP reuniu esta semana com António Costa para começar a preparar o orçamento...
A reunião não foi sobre o Orçamento de 2018 - colocámos um conjunto de matérias que ultrapassa em muito o orçamento. O que levámos à reunião foi uma apreciação global sobre a situação do país, medidas que foram tomadas, problemas que persistem, medidas que precisam de ter desenvolvimento e outras que precisam de ser tomadas - a precariedade, as questões relacionadas com a contratação coletiva, com as longas carreiras contributivas, política fiscal, eliminação de cortes que se mantém, o salário mínimo nacional, os serviços públicos, a saúde, a educação, os transportes. Falámos de soluções para responder aos problemas, em alguns casos sinalizando divergências com medidas que o governo tomou e as preocupações que isso nos levanta - em relação às questões da banca, da contratação coletiva, com a perspetiva de adiamento desta discussão. E falámos de outras questões, de aspetos mais específicos, medidas do último orçamento que ainda estão por concretizar - o preço de gás de botija, a abertura dos museus ao domingo, a contratação de profissionais na área da saúde e educação. Foi uma reunião onde foi colocado um conjunto de questões muito alargado, algumas têm, obviamente, um enquadramento no orçamento mais óbvio, outras não precisam de ficar à espera do orçamento para poderem ser resolvidas.
Em relação às medidas que têm um enquadramento orçamental mais óbvio, que caderno de encargos é que o PCP apresentou ao governo?
O que sublinhámos foi a necessidade de termos uma discussão sobre o orçamento de forma profunda e fundamentada, com a profundidade e o rigor que o Orçamento do Estado exige.
Isso implica uma discussão até quando?
A perspetiva que tem sido avançada de que o orçamento devia ficar fechado em julho nunca nos foi colocada pelo governo. O orçamento não pode ficar fechado, de maneira nenhuma, a cinco meses da sua aprovação. Não nos parece que as eleições autárquicas devam condicionar o orçamento.
O PCP quer o IRS com dez escalões. O ministro das Finanças deve ter ficado assustado...
A discussão dos escalões já decorre há dois anos e já há mais tempo que defendemos os dez escalões. No próximo orçamento há condições para avançar em muita coisa em matéria de política fiscal, não só no IRS. O PCP não discute este ou aquele aspeto mais ou menos segmentado, fazemos uma consideração global. A questão da justiça fiscal não pode ter em conta só o IRS, tem que ter em conta o IRC, o IMI, o IVA. Há matérias como a derrama estadual em sede de IRC... Tem sido uma questão que o PCP tem discutido com o governo nos últimos dois anos, há condições para avançar no próximo orçamento. É um avanço. Porquê? Porque significaria maior receita fiscal para o Estado, tributando as empresas com mais de 35 milhões de lucros.
Mas isso foi falado na reunião de quarta? Há recetividade do governo?
Sim. É um elemento que registamos positivamente, a disponibilidade do governo para considerar esta proposta. Tal como em relação ao IRS e a um conjunto de matérias que têm ficado em aberto e em que há possibilidade de avançar. Os escalões, mas também as deduções, o mínimo de existência - que é uma matéria significativa -, a aplicação de taxas liberatórias em sede de IRS. Quem viva de dividendos de ações paga uma taxa liberatória de 28% independentemente de ter 10 mil ou 100 mil euros de rendimento anual. É uma injustiça para com os trabalhadores que são sujeitos a taxas de IRS diferenciadas. O fim das taxas liberatórias para os dividendos do capital seria um avanço do ponto de vista fiscal.
Tem alguma ideia do custo, em termos de receita fiscal, dos 10 escalões de IRS? O governo determinou um montante de 200 milhões de euros para a revisão dos escalões...
Só é possível fazer uma avaliação quando as propostas estão concretizadas na sua fórmula final. Mas ideia de condicionar a discussão da política fiscal a um espartilho de 200 milhões para esta medida, ou para a outra, ou 600 milhões em dois anos, é uma ideia de limitação na solução de um problema que existe. E o ponto de partida com que cada um inicia esta discussão não é pouco importante. Um exemplo: há um ano o PCP estava sozinho a exigir o aumento das pensões, o governo dizia que não havia margem, outros diziam que já havia aumento do complemento solidário para idosos, e o fim dos cortes, e que era aquilo que era possível... Nós continuámos a insistir e durante muito tempo batemo-nos sozinhos por isso. E a verdade é que quando chegámos ao final do orçamento havia efetivamente uma proposta de aumento das pensões aprovada.
O que é que o PCP pretende em relação ao mínimo de existência?
Estamos a falar do limite a partir do qual as pessoas não pagam IRS, que tinha uma fórmula de cálculo indexada ao salário mínimo nacional (SMN). O anterior governo alterou essa fórmula e transformou a indexação ao salário mínimo num valor absoluto. Com as subidas do SMN chega um momento em que os trabalhadores que recebem o salário mínimo passam a pagar impostos. Esta situação que o PSD e o CDS criaram não pode ser.
Mas defende a reindexação ao SMN?
As soluções podem ser variadas, pode ser uma indexação ao SMN, ao Indexante de Apoios Sociais, em função de um outro valor. A nossa preocupação é que não haja uma solução injusta para quem tem rendimentos muito baixos.
O que é que o PCP pretende para a área da educação e da saúde?
Há problemas muito diferenciados. Alguns já tiveram consideração nos últimos orçamentos, é preciso que a sua concretização se efetive durante o ano de 2017. Exemplos: contratação de médicos de família, de médicos para o interior, formação dos médicos internos que ficaram sem vagas de especialidade, contratação de enfermeiros de acordo com as necessidades dos serviços - este é um problema gravíssimo que tem implicações brutais do ponto de vista das condições de trabalho. São exemplos de coisas que estão no orçamento e que precisam de ser concretizadas. A mesma coisa em relação a questões da Educação. A falta de assistentes operacionais nas escolas é um problema dramático. Esperamos que o programa de combate à precariedade na Administração Pública dê resposta a uma parte destas situações, mas é preciso ir mais longe - está aprovada no orçamento a necessidade de revisão dos critérios do rácio aluno/assistente operacional. Por outro lado há problemas que são transversais, que têm que ver com o investimento - na saúde, na educação, nos transportes. A falta de investimento público em algumas das funções do Estado está a determinar prejuízos diretos às pessoas.
O PCP tem posto o acento na necessidade de alterar as leis laborais. Mas tem esbarrado muitas vezes na oposição do PS e do governo. Como é que se resolve este impasse?
A forma como se resolve este impasse tem que ser com mais luta dos trabalhadores. Isso é incontornável. Sem luta dos trabalhadores exigindo a resolução concreta deste - e de outros problemas laborais - não há governo nenhum que avance. Por outro lado, se o PCP em vez de 15 deputados tiver 86 também facilita... Há matérias em que é clara a divergência com o governo. E as matérias de legislação laboral são aquelas onde as divergências se têm tornado mais claras. A contratação coletiva é uma matéria central para os trabalhadores no seu dia-a-dia. Até agora não foi possível criar condições para que as alterações à legislação laboral, particularmente em matéria de contratação coletiva, pudessem avançar. Mas houve outras matérias em que houve avanço - o combate à precariedade. Nunca tinha sido possível aprovar na Assembleia da República medidas de combate à precariedade na Administração Pública. Nesta legislatura foi possível.
O prolongamento do subsídio para os desempregados de longa duração é para continuar?
Essa medida vem de 2016, continuou em 2017, teve um impacto significativo na vida de milhares de trabalhadores, a perspetiva é que se mantenha.
E o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego?
É outra matéria em que temos vindo a insistir. Já foi discutida com alguma profundidade no orçamento para 2017. Vamos continuar a insistir. Há uma restrição de um direito que tem de ser invertida, é um dos cortes que tem de ser eliminado.
O PCP tem alguma nova proposta em termos de apoios sociais?
Há matérias que devem continuar a ser consideradas. Há um conjunto de apoio sociais onde tem havido avanços que, não correspondendo integralmente às propostas do PCP, contaram com o nosso contributo. O mês passado muitos milhares de crianças receberam uma bonificação no seu abono de família proposta pelo PCP. Ainda que a nossa perspetiva relativamente à reposição dos escalões do abono não tenha sido integralmente acolhida - é uma matéria na qual continuaremos a insistir. Tal como em relação à consagração plena da trajetória de aumento das pensões de reforma, que deve ser assegurada. Houve um primeiro aumento em janeiro deste ano, haverá um aumento extraordinário em agosto. É preciso consolidar essa perspetiva de aumento das pensões de reforma em 2018. Esperamos que se consolide essa trajetória, que resultou da insistência do PCP, quando muitos a davam por perdida.
Já negociou dois orçamentos, vai no terceiro. Nesta altura está no mesmo ponto em que estava nos outros anos ou o caminho está mais estreito?
Não sei se é uma questão de largura ou de estreiteza do caminho. É um problema de uma contradição que tende a acentuar-se. Quanto mais se procura avançar na resposta aos problemas, quanto mais se vai tornando clara a dimensão das expectativas que os portugueses têm na resolução dos problemas concretos das suas vidas, e ao mesmo tempo nos confrontamos com obstáculos à concretização dessas soluções, percebemos que há um caminho que vai tornando a contradição cada vez mais evidente. A questão não é a de isso conduzir a um beco sem saída porque não há becos sem saída em política. É uma questão de saber como é que essa contradição é superada. Se vencem os constrangimentos, naturalmente as expectativas transformam-se em insatisfação e descontentamento, em revolta com a falta de respostas.
E para onde é que pende a balança?
Nós fazemos por que ela penda para o lado da resolução dos problemas. Em relação a alguns aspetos não há dúvida de que o governo continua amarrado a constrangimentos que tornam essa contradição uma preocupação de facto. Quando vemos o governo amarrado aos constrangimentos do euro, do Tratado Orçamental, aos critérios que nos impõem as instituições europeias, isso deixa-nos a preocupação da contradição que se vai avolumando. A perspetiva que temos é que essa contradição deve ser superada resolvendo os problemas do povo português. Com a consciência de uma coisa: isso pode permitir saltos em frente enormíssimos. Por exemplo, os dados económicos que agora foram conhecidos, do primeiro trimestre. São dados positivos? São. Devem deixar-nos descansados? Não. Porque eles não resultam de alterações estruturais na economia, podem ser dados de mera conjuntura. Mas o que isto torna evidente é o valor das medidas que o PCP defende e propõe para o país, até do ponto de vista da recuperação económica. Não há dúvida de que estes dados de crescimento têm uma ligação muito próxima com as medidas de devolução de direitos e rendimentos.
Há pouco falou da luta dos trabalhadores, o líder do PCP já apelou à participação na jornada nacional de luta de 3 de junho, da CGTP. O PCP está com um pé no poder e outro na rua?
Estamos onde sempre estivemos, ao lado dos trabalhadores e do povo português. Seja na rua, seja na Assembleia.
Vai negociar um quarto orçamento de Estado nesta legislatura?
Isso não depende nem da minha vontade nem da minha opinião. O que temos vindo a dizer é que a correlação de forças que existe na Assembleia da República espelha a vontade de mudança que o povo português expressou nas últimas eleições. Julgo que este ano e meio que passou confirma integralmente o acerto da análise que o PCP fez logo na noite das eleições.
Essa leitura manter-se-á válida até ao fim da legislatura?
Da nossa perspetiva ainda há um caminho muito longo a fazer até que essa exigência de mudança esteja completamente correspondida. Há tantas e tantas medidas que é preciso ainda aprovar para corresponder a essa exigência que eu diria até que é pouco tempo aquele que há pela frente.
Haverá outra legislatura a seguir...
E por isso é que é preciso que uma nova correlação de forças na Assembleia da República seja ainda mais favorável aos trabalhadores e ao povo português, diria eu com mais força do PCP.
E veremos, em algum momento, os líderes do PS, do PCP e do BE juntos?
De quinze em quinze dias estamos todos juntos na Assembleia da República nos debates com o primeiro-ministro.

30 de setembro de 2015

Política para a Cultura e Eduacação

Uma política elitista que retira a liberdade aos que não são ricos

A Educação e a Escola Pública

A questão central está na política de classe que se serve da desvalorização da Escola Pública e da elitização da Educação e da Cultura. Tal como praticava Salazar, a política de direita conduz os filhos dos trabalhadores apenas para garantir o trabalho e os filhos dos ricos para mandar. A liberdade e igualdade que a Constituição consagra e que Abril nos trouxe, estão, também por esta via, a ser feridos.

É esta política que levou a reduzir a ação da Escola Pública e o orçamento para a Educação em mais de 3.000 milhões de euros, nos últimos quatro anos. Esta política desvalorizou a intervenção em projectos de promoção do sucesso e combate ao abandono, deixou milhares de professores com vínculo precário ao fim de muitos anos de serviço, reduziu milhares de assistentes operacionais e técnicos, criou as turmas com mais de 30 alunos, retirou os apoios a milhares de alunos com necessidades educativas, negou a igualdade de oportunidade na escola e na vida, desumanizou a vida das escolas, empobreceu os currículos escolares e distanciou as escolas dos locais de habitação.

A política de direita e os seus autores

Jerónimo de Sousa, em Coimbra, lembrou que estas políticas foram iniciadas pelo PS e prosseguidas pelo PSD e CDS. Nos últimos dois governos do PS foram encerradas mais de 3100 escolas do 1º ciclo do ensino básico, 37.000 docentes foram tornados precários, congeladas as carreiras, reduzidos os salários e o actual governo, nestes quatro anos, atirou mais de 20.000 destes para o desemprego.
É sabido que a Educação é o investimento mais importante e rentável de um país.
Nem o argumento de reduzir despesas é real pois, de que se trata é da opção de tirar a uns para dar a outros. Para além dos 20.000 milhões dados aos bancos e banqueiros, grande parte do que se reduziu foi dado aos privados que elevam os preços do ensino para garantir a elitização que impede as famílias mais pobres de pagar os cada vez mais elevados custos com a educação. É isto que levou a maioria a derrotar as propostas do PCP para, tal como preconisa a Constituição, tornar gratuitos os manuais escolares a todos os alunos do ensino obrigatório. Consequência, Portugal tem dos mais elevados níveis de abandono escolar e de insucesso da Europa.

Ensino Superior e Investigação

Mais de 60% dos alunos continuam a ficar para trás, por impossibilidade de continuar a estudar. É clara a discriminação e elitização que esta política promove. As famílias não têm os recursos financeiros necessários para fazer face a custos cada mais elevados. Como disse Jerónimo de Sousa, não têm 1000 euros para pagarem as propinas, nem podem pagar as fotocópias e os livros, as deslocações diárias, a alimentação e, em muitos casos, não conseguem suportar o custo com o alojamento quando as instituições onde estudam se situam longe da sua área de residência.  Os «governos que entregaram 20 mil milhões de euros à banca, sempre para acudir os banqueiros, têm feito sucessivas reduções no financiamento das instituições de ensino superior».

Cultura e o empobrecimento do país

Esta política bloqueou o enorme potencial de democratização cultural aberto pela Revolução de Abril e impede a democratização cultural, tal como suprime a liberdade dos trabalhadores e da generalidade do povo de aceder à cultura. Nos últimos 5 anos, o apoio às artes perdeu 75% do seu orçamento. O Orçamento do Estado de 2015 quase que excluiu a Cultura e apenas reservou uns míseros 0.1% para o conjunto da política cultural. Simultâneamente intensificam-se os negócios da cultura ao serviço dos interesses privados e da hegemonia das classes dominantes. Cultura, tal como o ensino e a Educação são apenas para quem tem muito dinheiro.

22 de setembro de 2015

Gente séria

Porquê confiar na CDU. Porque é gente séria

Jerónimo de Sousa caracterizou assim as pessoas que compõem a CDU:

Gente séria porque honramos a palavra dada. Com a CDU, os trabalhadores e o povo sabem com que podem contar, conhecem que o que dizemos cumprimos, que não andamos a semear promessas e mentiras para ganhar votos, porque na CDU o voto de cada um é integralmente respeitado.

Gente séria porque estamos na política não para nos servir, mas para servir os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. Na CDU não fazemos dos cargos públicos uso para garantir privilégios. Os nossos eleitos e deputados recebem de remuneração o mesmo que ganhavam nas suas profissões e empresas. Gente reconhecida pelo seu trabalho, a sua honestidade, a sua competência.

Gente séria porque leva a sério os problemas dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, dos jovens, porque na sua acção a CDU dá resposta às suas inquietações e justas aspirações, porque ligada à vida conhece e responde às suas preocupações e intervém na defesa de todos os que são atingidos pela política de direita.

Gente séria porque não vira a cara à luta. Porque como os portugueses sabem foi com a CDU que contaram nas horas más, foi na CDU que encontraram a coerência e a coragem quando mais difícil era resistir e combater a política de destruição das condições de vida, porque é na CDU que reside a garantia de pesar na hora de se bater por uma política patriótica e de esquerda.

Gente séria porque não precisa de esconder o seu percurso. Sim porque a CDU não precisa de disfarçar as suas posições passadas, mandar para trás das costas responsabilidades pelo rumo de declínio, porque precisa de se pôr em bico de pés para procurar apresentar-se agora como aquilo que não é. A CDU apresenta-se de cabeça levantada com a razão acrescida que vida lhe deu e dá razão, com a clareza de quem denunciou e combateu a política de desastre de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, com a autoridade de quem tem afirmado e defendido soluções e medidas que se tivessem sido aprovadas teriam poupado os portugueses a tantas dificuldades e teriam contribuído para construir um país menos desigual e mais justo.

Gente séria com uma política a sério para dar resposta aos problemas nacionais. Gente que não se refugia na mentira, no semeio de desilusões e falsos fatalismos mas que pelo contrário afirma com confiança que há solução para os problemas do País, que Portugal tem recursos e meios para assegurar um futuro melhor, com mais produção e uma distribuição de riqueza que beneficie quem trabalha.

Gente séria porque não desiste de um Portugal a sério. Porque na CDU não prescindimos de lutar pelo direito inalienável do País a afirmar-se como nação soberana e independente, de colocar os interesses nacionais à frente dos projectos daqueles que querem manter o país submetido ao capital transnacional e ao directório de potências.

1 de agosto de 2015

O "custo" futuro desta política de direita.

39 anos a destruir. Quantos serão precisos para recuperar o país?

Falam os entendidos que a redução do desemprego para os níveis de antes desta crise, vai demorar vinte anos. Acabar com o desemprego nem sequer é suposto. O desemprego é necessário ao capitalismo para manter os trabalhadores sempre ameaçados.
Graças a esta política de direita, Portugal é dos países com maior índice de pobreza da Europa.  As crianças têm sido o grupo populacional mais afetado.
Quantos anos vão ser precisos para reduzir a fome e a pobreza?

Um Balanço entre muitos outros

Tal como a pobreza, a destruição do ensino público são fatores principais que comprometem o futuro da nossa sociedade.
Estes quatro anos de governação do PSD/CDS, seguiram-se a outros do PS, de ataque à Escola Pública e à Educação em geral, em desrespeito pelos direitos dos portugueses consagrados na Constituição da República.
Num relatório que faz o balanço da Legislatura(1), o Grupo parlamentar do PCP aponta que «o Governo PSD/CDS impôs cortes superiores a dois mil milhões de euros no ensino não superior, colocando Portugal na cauda dos países da OCDE em financiamento da educação pública. Foram encerradas centenas de escolas públicas, foram despedidos professores, foram cortados salários aos docentes e aos trabalhadores não docentes» a ponto de criarem o caos em muitas áreas.

Ensino de qualidade, só para os ricos

Muito grave, e anticonstitucional, é a «A elitização do ensino levada a cabo pelos partidos da política de direita».

«Nas opções políticas e ideológicas dos partidos da política de direita a escola pública, será uma escola desqualificada (...) para a generalidade das crianças e jovens. Já para os filhos da média e grande burguesia, defendem uma a resposta privada, de elevada qualidade» mas só acessível aos que têm capacidades económicas elevadas. 
Assim, os ricos e a classe no poder, poderá ter acesso a «conhecimento nos seus níveis mais desenvolvidos» e a «competências de “liderança” que interessam ao grande capital, fielmente servido pelos partidos que se têm alternado no governo há mais de 39 anos»
É incalculável o desperdício de capacidades que muitos filhos de trabalhadores têm, para que só os ricos possam permanecer nos cargos de poder.

Quantos anos vão ser necessário para o país se recompor destas políticas de direita?

(1) O relatório que li em Pdf relativo à "Educação" tem 61 páginas A4, das quais 59 são o Índice de Projectos Lei, de Projectos Resolução, Apreciações Parlamentares, Intervenções, Declarações, Pedidos de Esclarecimento e Perguntas. Para quem tenta fazer crer que o PCP só faz oposição e não tem propostas, convenhamos que é uma relação enorme.

21 de dezembro de 2014

Portas e os submarinos

É ditadura ou democracia uma minoria enganar a maioria?
E se essa classe no poder, depois de eleita, fizer as leis que impedem a sua condenação?

Paulo Portas roubou a Portugal e aos portugueses mais de 15 milhões de euros. 

O despacho do Ministério Público (MP), que arquivou o processo, reconhece as vigarices que Paulo Portas fez e que levou ao roubo a todos os portugueses.
As investigações mostraram as ilegalidades, mas essas ilegalidades não foram crimes (de acordo com a lei, feita para defender ladrões).
Não se pode chamar roubo ao "desvio" de mais de 15 milhões de euros?

Se o despacho do MP reconhece os factos, mas considera que o processo tem que ser arquivado, então o que está em causa é o sistema político de gatunos que, para se defender, aprova leis que impedem os tribunais de actuar.

É a isto que se pode chamar "democracia"? 
Democracia porquê? Porque o povo votou neles confiando que não eram gatunos. E, o povo ao votar neles permite que eles façam as leis. Mesmo que sejam contra a Constituição. 
O Presidente da República que tem o dever de fazer cumprir a Constituição, também foi eleito pelos portugueses. Portanto isto é tudo uma democracia.

Voltando aos submarinos e aos factos provados

É um facto provado que Portugal e os portugueses foram roubados.
Na Alemanha os que venderam os submarinos foram condenados. 
O Tribunal e MP reconhecem as responsabilidades e as ilegalidades de Paulo Portas. Confirmam que Paulo Portas “excedeu o mandato” que lhe foi conferido.
O MP verifica que, Paulo Portas celebrou um contrato de compra diferente dos termos definidos na adjudicação.
Diz, as negociações “decorreram de forma opaca”.
Confirma que foi detectada “a violação de princípios e normas de natureza administrativa”.
Diz que houve a "incúria", "negligência" e "falta de cuidado pelo bem público". 

Mas, a somar a isto, e apesar das responsabilidades, da negligência, da incúria, da violação dos princípios, do desaparecimento de mais de 15 milhões de euros, o Paulo Portas continua no Governo (Vice Primeiro Ministro). 
Este governo confirma que é um bando de criminosos chamados "irresponsáveis", forma legal de não irem todos presos como foi Sócrates (por enquanto).

Como estamos numa democracia e os eleitores votaram neles, (para fazerem as leis) os portugueses, para além de aceitarem ser roubados ainda vão pagar milhões aos advogados que os defendem, para que todos fiquemos com as consciências tranquilas e o "PROCESSO ARQUIVADO".

4 de dezembro de 2014

Fiscalidade Verde

Fiscalidade Laranja: Forma manhosa de cobrar mais impostos a quem não tem possibilidades de escolha

Do Conselho Nacional do PEV:

Fiscalidade Verde
Os Verdes reafirmam que a suposta fiscalidade verde não deixa de ser uma operação de engenharia para no fundo obter mais receita fiscal, o que nos leva a designar como fiscalidade laranja, porque ela é de facto ideológica. Por isso Os Verdes contestam veementemente esta fiscalidade, que em vez de incentivar os portugueses a alterar hábitos lesivos para o ambiente se impõe apenas pela penalização. E esta penalização é feita num país onde os cidadãos não têm escolha. Não há um mínimo incentivo à promoção do transporte colectivo. Não há estímulo para os cidadãos abandonarem o automóvel e usarem os transportes colectivos porque estes são cada vez menos atractivos e cada vez menos uma alternativa, são caros, muitas vezes não existem e são cada vez mais desconfortáveis.

http://osverdesemlisboa.blogspot.pt/

21 de novembro de 2014

Será uma questão de "bom senso" o que tem faltado?

Esta é a política de classe deste governo e do PS 

Depois de vigorosos protestos, que parte da Comunicação Social escondeu, em especial os protestos do PCP, a proposta da subvenção dos políticos foi retirada.
Fica o registo de mais uma tentativa marcadamente "política de classe" tão constante nos partidos do chamado "arco do poder", PS, PSD e CDS. 
Fica ainda confirmado que vale a pena lutar, pois se nem sempre a luta vence, o que é certo é que sem luta perde-se sempre.
Fica também provado que o que tem faltado é uma política alternativa patriótica e de esquerda.


do Jornal de Notícias de hoje











Política de direita - Aprovação das subvenções aos políticos

Mais um escândalo e cinismo na política
PSD e CDS aprovam subvenções douradas e PS deixa passar

Vergonha para o PSD e CDS que roubam os trabalhadores e dão subvenções aos políticos.
Vergonha para o PS que deixa passar
Vergonha para a comunicação social que esconde que o PCP protesta e vota contra.



6 de abril de 2013

Uma inovação revolucionária


Governo e a direita, que não cumprem a lei, culpam o Tribunal

O ladrão que rouba, o criminoso que não cumpre a lei, culpa o tribunal pelas penas que lhe foram aplicadas. A justiça da direita é roubar o explorado para dar ao explorador.

Dizia o religioso e filósofo francês Henri Lacordaire no séc. XIX
"Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o operário, é a liberdade que oprime e, a lei que liberta"

O Governo ao serviço da direita que explora, considera que a melhor forma de obter dinheiro não é ir buscá-lo a quem rouba mas, tirá-lo a quem trabalha.
A justiça da direita: Criminosos em liberdade e Juizes na prisão
O Governo está mais preocupado com os 1.300 milhões de euros que não pode roubar aos trabalhadores e pensionistas, do que com o que esbanjou no BPN e que atinge cerca de 9.000 milhões. Para os bancos, para as PPP já foram 10 vezes mais do que o os 1.300 milhões de euros. Para os Bancos estão retidos mais de 7.000 milhões, pagos por todos nós.

A Mafia em acção

Os Governos têm desrespeitado a Constituição, têm impedido a penalização da corrupção das fraudes. Os Governos têm alimentado fortunas e reformas milionárias, têm fechado os olhos às fugas de capitais e aos impostos para os paraísos fiscais e para os Offshores que prejudicam o país em dezenas de milhares de milhões de euros.

Se a tudo isto juntarmos a destruição da nossa economia e o desemprego de mais de um milhão de trabalhadores podemos ver a dimensão dos crimes económicos da direita em Portugal. 

Nada disto tem sido falado. Isto não dizem os jornalistas e comentadores que agora criam uma imagem de culpa ao Tribunal e à Constituição da República, para desculpar os criminosos.

Tribunal Constitucional


Quando a lei não agrada à direita...

Braga de Macedo volta, expressamente, à mentalidade de "antigamente" e diz que o problema não é do Governo é um problema da Nação.
Defende ainda que não pode haver "uma atitude legalista"(defender a Constituição) sem olhar às consequências. 

Não lhe agradam as consequências, certamente para a política da direita, e para o seu governo e, Braga de Macedo, dá a entender que é mais importante respeitar o memorando do que a Constituição.

Bem sabemos que o Tribunal Constitucional tem um "forte pendor" de direita, pois é eleito pela maioria da Assembleia da República, já ela de direita, mas os Juízes mostraram uma grande independência face às pressões da direita. Diz o Tribunal, com muita razão, que são as leis que têm que respeitar a Constituição e não a Constituição que tem que se sujeitar a qualquer lei.

...é preciso defender a Constituição

Espero que muitos dos que defendiam a alteração da Constituição, a pretexto de medidas populistas e sem significado real, percebam que é à direita que não interessa respeitar a Constituição para continuar a fazer o que quer sem olhar a meios.
Desde 1976 que a Constituição da República vem sendo desrespeitada pela direita. Não deixemos quer o continue a ser. 




1 de abril de 2013

Recordando Guerra Junqueiro


Em 1896 Guerra Junqueiro caracterizava a justiça “ao arbítrio da Política”. 
As suas duras palavras são hoje muito repetidas por atuais. 

Nessa altura a burguesia estava no poder há um século.  Passou outro século e a burguesia mantém-se no poder. 
Dois séculos na história não é muito. Contudo na vida das pessoas, é caso para dizer: Basta!

Estamos nós numa democracia? Numa República? onde o poder pertence ao povo? 
Hoje, a burguesia não controla apenas a Justiça como denunciava Guerra Junqueiro. 
A burguesia controla todo o Aparelho de Estado. Controla a Justiça, como então, faz as leis, domina o sistema económico, dirige a informação, forja uma educação que deforma as mentalidades, estimula a anticultura do espetáculo sem conteúdo,  das telenovelas, do “pimba”, dos programas que deformam as mentalidades e mentem naquilo que informam. 

E a Igreja? Será diferente?


A igreja colabora nesta deformação intelectual das gerações. Corrompe. É preciso criar pobres porque é deles o reino dos céus. É preciso que os explorados se deixem explorar mais, sejam humildes e, se receberem uma bofetada, como todos os dias recebem, que deem a outra face para receber outras tantas. Nada de revoltas. 
É preciso que hajam alguns muito ricos para dar esmolas aos muitos, muito pobres. É preciso que os pobres fiquem agradecidos e queiram que os ricos roubem mais para continuarem a dar esmolas. 

Esta é a cultura que vem sendo criada e que levou Guerra Junqueiro a dizer  que temos “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”.

Povo de cobardes?

Numa palavra: teremos um povo de cobardes que finge que não sabe pensar para justificar a cobardia, aceitar as injustiças, em vez de procurar a energia para dar o coice a quem lhes dá as pauladas?

A burguesia no poder, deforma as pessoas, estimula os mais baixos valores, o consumismo, o desperdício, cria necessidades artificiais, as marcas, as etiquetas, as modas, para sujeitar as pessoas a uma pressão que as obriga a gastar, a consumir, a deitar fora, a comprar mais e mais. O capitalismo destrói o planeta, explora todos os recursos naturais sem limites, apenas para os lucros das grandes multinacionais, como tão bem caracterizou Hugo Chaves no seu “discurso silenciado”. 

Alternância sem Alternativa?

Dizia Guerra Junqueiro, que temos um povo imbecilizado que aceita “um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País”, pela estúpida repetição de 37 anos de “erros” dos que dizem não haver alternativa. Desculpa estafada de quem nada quer mudar. Não viveu Guerra Junqueiro nos tempos do capitalismo de hoje. Certamente por isso não disse que  o poder legislativo é cúmplice do Governo e este é criado de quarto dos banqueiros  seus patrões.

Continuará o povo a eleger pantomineiros?

Tal como antes, a burguesia procura criar trabalhadores inconscientes, que sejam explorados e aceitem a exploração de uma “burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, … sem palavra, sem vergonha, sem carácter,… pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro”.

A política de direita com novas caras, novos disfarces

Guerra Junqueiro caracterizava a política de direita e a alternância política exatamente como se passa hoje entre PS e PSD (com ou sem CDS). Dizia ele: “Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar" ou com receio que a comida falte para todos se empanturrarem do mesmo tacho, acrescento eu.




4 de março de 2013

Mais desemprego

Governo insiste numa política que despede os pais e nega o emprego aos filhos 

A CGTP informa que "Os dados do Eurostat relativos ao desemprego de Janeiro confirmam que o desemprego continua a aumentar neste início de 2013. Atingiu uma taxa de 17,6%, a terceira mais elevada da União Europeia e a mais alta de sempre no país, que corresponde a 960 mil desempregados em sentido estrito e a mais de 1 milhão e meio se considerarmos os inactivos disponíveis e indisponíveis e os subempregados. Num ano o número real de desemprego e subemprego aumentou em 217 milhares".

"Passado um ano do chamado Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego, acordo entre Governo, patronato e UGT, o país está em recessão, há um número record de falências e em vez de emprego temos uma persistente destruição de postos de trabalho"
. É nisto que a UGT colabora.

O Comunicado da CGTP conclui "O que o país precisa é de uma mudança de políticas que inverta o rumo da economia, promova o crescimento, a criação de emprego e a melhoria da protecção social. Com a luta dos trabalhadores e do povo esta política será derrotada".



As manifestações de ontem que a CGTP apoiou confirmam que o povo está a acordar e a reagir. A luta vai continuar e como disse Arménio Carlos "este Governo está por um fio".Contudo não basta trocar o Governo. É preciso um Governo patriótico e de esquerda que faça uma política verdadeiramente alternativa. Estaremos atentos a novas tentativas de outro governo parecido, com novas caras mas a mesma velha política de alternância, que suportamos há 36 anos. Precisamos de uma nova política para o povo e para Portugal. 

A luta continua, no trabalho e na rua.


30 de janeiro de 2013

As mentiras do Governo

O FALSO DILEMA “MENOS SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SOCIAL OU MAIS IMPOSTOS”
O Economista Eugénio Rosa, no seu último estudo, mais uma vez, desmonta as mentiras do governo para enganar os portugueses quanto às verdadeiras intenções de entregar ás grandes empresas privadas os negócios da Saúde, da Educação e Segurança Social.

Diz Eugénio Rosa que “O dilema de Vítor Gaspar, repetido por ele e por todo o governo, e papagueado nos media pelos seus defensores, de “Menos saúde, educação, e segurança social, ou mais impostos”, tem a mesma credibilidade que as previsões do governo e da “troika” que sempre falham, ou seja, não tem fundamento real nem credibilidade técnica. É mais uma mentira ideológica que tem como objetivo a manipulação da opinião pública para o governo e FMI poderem mais facilmente destruir os sistemas públicos de educação, saúde e segurança sociais fundamentais para os portugueses”.



Justifica o economista: “A “espiral recessiva”, de que falou Cavaco Silva, causada pela politica de austeridade… tem determinado uma diminuição enorme das receitas fiscais do Estado e das contribuições para a Segurança Social agravando as suas dificuldades financeiras”.

O estudo, que pode ser analisado em www.eugeniorosa.com, desmonta claramente esta política de ruína para os portugueses mas de grandes lucros para meia dúzia de grandes capitalistas em Portugal e no estrangeiro.

Reproduzo adiante um resumo do estudo



28 de janeiro de 2013

O Regresso aos Mercados

A nova fraude. A mentira para enganar tolos. Um novo roubo para dar aos bancos
 

O apregoado "regresso aos mercados" é fraude para enganar tolos. É uma manobra de diversão. Os juros baixam porque os grandes capitalistas financeiros (os mercados) começam a ter dificuldade em aplicar as imensas fortunas que estão a ganhar com o roubo que fazem a muitos milhões de pessoas. A quantidade de bancos (mercados) interessados em “comprar” dívida a estes juros está a aumentar, justamente porque o negócio é uma mina. Continuam a ir buscar dinheiro dos estados a menos de 1% (BCE) e emprestam aos estados a mais de 4%. É a moderna forma de roubo a somar à antiga exploração de quem trabalha. É o capitalismo especulativo financeiro.

Pagar dívida com mais dívidas e juros
 

Com o “regresso aos mercados” Portugal continua a afundar-se, pois os juros que pagamos aos “mercados” são superiores ao que se produz com esse dinheiro. É como ir ao banco pedir emprestado para comprar mais um carro que apenas vai trazer mais despesa. Pagar dívida com novas dívidas mais elevadas (dívida e mais juros) não leva a lado nenhum. É a espiral recessiva que os economistas falam.

De 117% para 120% de dívida


A dívida pública portuguesa continua a aumentar. Atingiu o seu valor mais alto de sempre. No terceiro trimestre de 2012, a dívida passou de 117,4% para 120,3% do PIB, sendo a terceira mais elevada da UE, a seguir à Grécia e à Itália. Comparativamente com o terceiro trimestre de 2011, o aumento estimado da dívida foi de 10%. Mais 25 mil milhões de euros de dívida desde que este Governo iniciou o seu mandato, mais 11 mil milhões do que aquilo que estava previsto no memorando com a troika. 
Comparem-se estes milhões todos com os 4 mil milhões que o governo quer retirar à Saúde, Educação e Serviço Social (pensões, etc.).
 

Ricos mais ricos, pobres mais pobres

É esta a situação a que nos conduz esta política de austeridade para dar dinheiro aos Bancos. É esta política que faz com que 10 milhões de portugueses estejam a empobrecer para os mais ricos continuarem a enriquecer com a crise. Os 7 mais ricos de Portugal aumentaram as suas fortunas em mais de 1540 milhões de euros em 2012 ou seja tiveram um aumento de 13% enquanto 10 milhões de portugueses baixam ordenados e pensões.

É o regresso da política de Salazar. “Roubar aos pobres porque eles são muitos e já estão habituados”.


De quem é a responsabilidade?


No tempo de Salazar não havia escolha pois as eleições não eram livres. Agora não há desculpa pois os pobres podem* escolher quem governa. Não se deixem enganar pois os exemplos duram há 36 anos, com os mesmos sempre no poder PS, PSD e CDS. Os que assinaram o pacto com a troika.

Os indignados, os revoltados, os desiludidos que não arranjem novas desculpas para dizer que não vão votar. Isso é o que eles querem. Não votar* é entregar as armas ao inimigo.

Se todos os que discordam desta política não votarem, apenas votam os da direita, os mais ricos. Então, esses, continuam a ganhar as eleições com a abstenção a aumentar. Continuam a poder roubar-nos. Acordem!


*Correções às 9.00h de 29/01

9 de janeiro de 2013

Os pobres que paguem a crise que não fizeram

Os muito ricos, cada vez mais ricos. Para alguns, sabe bem pagar tão pouco

A propósito do texto anterior deste blog:
Notícia de http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/CIECO089439.html

"Os ricos ficaram ainda mais ricos no ano passado. Se as 100 maiores fortunas do mundo aumentaram 15% para os 1,44 biliões de euros, de acordo com o índice dos milionários da Bloomberg, a riqueza das maiores fortunas em Portugal também cresceu em 2012. Mais concretamente 13%, o equivalente a um crescimento de 1,54 mil milhões de euros".


Esta informação publicada em "O Dinheiro Vivo" vem na sequência de outras de anos anteriores que mostram que a "crise" tem servido às mil maravilhas para os grandes capitalistas.
Diz ainda a notícia: "Contas feitas, no início de 2011 as sete maiores fortunas em Portugal estavam avaliadas em 11,61 mil milhões de euros. No entanto, a subida anual de 3% do PSI 20 e a consequente valorização da maior parte das 20 ações que integram o índice nacional fizeram com que, no final de 2012, as mesmas fortunas valessem 13,15 mil milhões. Na prática, as grandes fortunas em Portugal engordaram 1,54 mil milhões de euros no espaço de um ano".

Fruto de uma política
 
"A riqueza da família Soares dos Santos foi a que mais cresceu no ano passado. Fruto da valorização de 16% dos títulos da Jerónimo Martins, a posição detida pela sociedade Francisco Manuel dos Santos, que reúne as participações da família de Alexandre Soares dos Santos, valorizou em quase 714 milhões de euros".
 
Recordemos que Soares dos Santos e o seu Pingo Doce, que publicita que "Sabe bem pagar tão pouco", quase não paga impostos pois grande parte do seu dinheiro é transferido para a Holanda para onde foi a sede das suas empresas. 


Facilidades para os muito ricos e roubo aos trabalhadores


O Governo com esta sua política de direita continua a fechar os olhos às fugas aos impostos e à taxação das grandes fortunas. Contráriamente vai aumentando os impostos aos trabalhadores e reformados e reduzindo os seus salários. É aí que esta política insiste em ir buscar dinheiro. Aos mais pobres, para deixar engordar os mais ricos.
 
Continuem a votar nos partidos que há 36 anos vêm praticando a política dos grandes capitalistas PS+PSD+CDS, e depois queixem-se.




7 de janeiro de 2013

Não se queixem


O Governo não aceitou as medidas propostas pela CGTP para aumento das receitas do Orçamento.

Porquê ? Porque os "amigos" muito ricos que ganham com a crise não deixaram?

A CGTP tinha apresentado medidas alternativas, concretas, que não foram aceites porque elas atingiam a Oligarquia.

O Governo preferiu ir buscar o dinheiro aos trabalhadores e reformados. Fez um Orçamento inconstitucional que:

1 - Pela via do IRS, reduz salários e pensões, sejam do Estado ou do privado. Corta subsídios e direitos dos trabalhadores;

2 - Pretende reduzir em 4 mil milhões a despesa na saúde, na educação, na segurança social, ou seja reduzir os serviços públicos e aumentar os preços desses serviços.
  

Propostas da CGTP

A CGTP apresentou 4 propostas que permitiriam arrecadar cerca de 6 mil milhões que foram rejeitadas porque atingiam os privilegiados deste país. 

Estas propostas respeitavam o preceito constitucional do princípio da equidade.

Foram elas: 
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.

2 - Introdução de progressividade no IRC pela criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros

3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos incidindo sobre os grandes accionistas, com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC). Esta medida permitiria arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros

4 - Combate à Fraude e à Evasão Fiscal, pela fixação de metas anuais para a redução da economia não registada. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.

Isto não quis a direita como não quis acabar com o escândalo das PPP e das benesses para os Bancos privados que nos levam muitos milhares de milhões de euros e não servem para nada a não ser para encher os bolsos dos banqueiros.
.


4 de janeiro de 2013

"Socialismo Democrático"


Foi com o "Socialismo Democrático" que o PS abriu as portas ao capitalismo financeiro e ultraliberal que começou a destruir a nossa economia

Mário Soares, com Carlucci, chefe da CIA, e Kissinger, recebeu dinheiro dos Americanos para por em marcha um plano para destruir o 25 de Abril. Esse plano contou com a colaboração de D. António Ribeiro, chefe da Igreja para, como o próprio Mário Soares confessou, dar instruções aos Padres para, nas missas, influenciarem os fieis contra os comunistas reforçando assim os preconceitos criados por Salazar.


Agora, o Deputado do PS, Francisco Assis, num artigo no Jornal Público, diz estar preocupado com o crescimento "das ideias comunistas".

Irá também Assis conspirar activamente com a Igreja para preparar novas cruzadas contra o socialismo verdadeiro e contra os comunistas?

Assis aponta Gianni Vattimo, filósofo e político italiano contemporâneo que proclama a pertinência atual do marxismo-leninismo, defendendo que só o comunismo enquanto ideal forte, nos poderá salvar da tirania imposta pelo capitalismo e da sua ordem social injusta. O ideal comunista, nas palavras de Vattimo referidas por Assis, pode impor-se como "um novo horizonte de esperança em sociedades descrentes e desesperadas".

Assis sabe, que o "Socialismo Democrático" de Socialismo nada tem, é uma farsa enganosa para suavizar o capitalismo que tem arruinado o nosso País, e provocado as crises que aumentam a exploração dos trabalhadores. Foi este "Socialismo" que permitiu Portugal perder a sua independência económica e ficar nas mãos dos grandes capitalistas e dos Bancos através da troika estrangeira com o apoio do PS. 
Foi assim que chegámos ao Governo PS de Sócrates e à situação que vivemos hoje, com um outro, PSD, que nos levará à miséria mais profunda se não derrotarmos esta política de direita seja ela chamada de "socialismo democrático" ou de "social democracia". 

3 de janeiro de 2013

Reformados mais uma vez enganados

E agora? Continuam votar na direita? 
E agora? Quem os tira do poleiro? 
Agora, só com luta organizada os poderemos vencer.  

Na Mensagem de Natal, Pedro Passos Coelho continuou a mentir ao afirmar que 9 em cada 10 reformados escaparam ao corte das pensões. 
O governo não cumpre a lei (Decreto Lei nº. 496/80) que no seu art.º 17, diz que os Subsídios de Férias e de Natal são inalienáveis e impenhoráveis. 

O economista Eugénio Rosa num dos seus últimos estudos mostra que "440.000 PENSIONISTAS VÃO PAGAR IRS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE SOLIDARIEDADE, OU SEJA, DE UM RENDIMENTO QUE NÃO RECEBEM.

Presidente que não cumpre o que jurou

O Presidente da República promulgou o Orçamento apesar de confessar ter dúvidas sobre a sua constitucionalidade. 
Agora, depois de promulgado e estar em vigor, enviou 3 alíneas para o Tribunal Constitucional para fingir que fez alguma coisa e fazer de nós parvos. 

O Primeiro Ministro, afirma que os reformados auferem pensões generosas demais, que não correspondem às contribuições por eles subscritas para a Segurança Social, pelo que considera justa a taxa que lhes vai ser aplicada (CES). 


PS+PSD+CDS a direita oportunista
  
Passos Coelho devia ter vergonha e olhar para os colegas do seu Partido, para a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que recebe para além de vários "bonus" subvenção vitalícia de mais de 5.000 euros mensais aos 42 anos. O Primeiro Ministro não fala dos seus parceiros como Duarte Lima, que se reformou aos 39 anos, ou Mira Amaral, ou Catroga que se "reformou" ao abrigo da lei aplicável aos  políticos e recebe 9.000 euros mensais, lei que lhes permite a reforma ao fim de 8 anos ou dois mandatos. Esquece-se que dos Governadores do Banco de Portugal, que ao fim de 5 anos têm chorudas reformas. Esquece que os governos de direita têm feito milionários à custa do povo.


Esta é a política de direita que nos tem levado ao desastre há 36 anos. 
Não deveriam ser precisos tantos anos para termos aprendido que não podemos confiar nestes partidos da direita. Partidos que prosseguem uma política que se caracteriza pela corrupção, pela mentira, pela defesa de interesses pessoais e dos grandes capitalistas. Esses sim, continuam a ter grandes reformas e a não pagar impostos do dinheiro que levam para bancos no estrangeiro. Eles continuam a enriquecer enquanto os portugueses empobrecem.

A "democracia" que serve a direita

Temos uma democracia, armadilhada, para que o povo apenas tenha um voto de 4 em 4 anos. Uma vez eleitos eles fazem tudo o que querem, ao contrário do que prometeram, com o argumento que foi o povo que os escolheu. 
Não cumprem as leis, não cumprem a constituição. Só a luta os poderá fazer sair do poleiro. Vamos à luta.

O texto de Eugénio Rosa pode ser visto (aqui)