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20 de maio de 2017

Para que fique registado I

De uma selecção de notícias destes dias

João Oliveira em entrevista no DN, faz o "ponto da situação"

João Oliveira, líder parlamentar do partido, diz que "há condições para avançar" em várias propostas.
Aumento das pensões, mais investimento e novas contratações na educação e na saúde, aumento dos impostos sobre os lucros das empresas, fim dos cortes no subsídio de desemprego - estes são alguns dos temas que o PCP vai levar para a mesa das negociações com o governo ao longo dos próximos meses.
A direção do PCP reuniu esta semana com António Costa para começar a preparar o orçamento...
A reunião não foi sobre o Orçamento de 2018 - colocámos um conjunto de matérias que ultrapassa em muito o orçamento. O que levámos à reunião foi uma apreciação global sobre a situação do país, medidas que foram tomadas, problemas que persistem, medidas que precisam de ter desenvolvimento e outras que precisam de ser tomadas - a precariedade, as questões relacionadas com a contratação coletiva, com as longas carreiras contributivas, política fiscal, eliminação de cortes que se mantém, o salário mínimo nacional, os serviços públicos, a saúde, a educação, os transportes. Falámos de soluções para responder aos problemas, em alguns casos sinalizando divergências com medidas que o governo tomou e as preocupações que isso nos levanta - em relação às questões da banca, da contratação coletiva, com a perspetiva de adiamento desta discussão. E falámos de outras questões, de aspetos mais específicos, medidas do último orçamento que ainda estão por concretizar - o preço de gás de botija, a abertura dos museus ao domingo, a contratação de profissionais na área da saúde e educação. Foi uma reunião onde foi colocado um conjunto de questões muito alargado, algumas têm, obviamente, um enquadramento no orçamento mais óbvio, outras não precisam de ficar à espera do orçamento para poderem ser resolvidas.
Em relação às medidas que têm um enquadramento orçamental mais óbvio, que caderno de encargos é que o PCP apresentou ao governo?
O que sublinhámos foi a necessidade de termos uma discussão sobre o orçamento de forma profunda e fundamentada, com a profundidade e o rigor que o Orçamento do Estado exige.
Isso implica uma discussão até quando?
A perspetiva que tem sido avançada de que o orçamento devia ficar fechado em julho nunca nos foi colocada pelo governo. O orçamento não pode ficar fechado, de maneira nenhuma, a cinco meses da sua aprovação. Não nos parece que as eleições autárquicas devam condicionar o orçamento.
O PCP quer o IRS com dez escalões. O ministro das Finanças deve ter ficado assustado...
A discussão dos escalões já decorre há dois anos e já há mais tempo que defendemos os dez escalões. No próximo orçamento há condições para avançar em muita coisa em matéria de política fiscal, não só no IRS. O PCP não discute este ou aquele aspeto mais ou menos segmentado, fazemos uma consideração global. A questão da justiça fiscal não pode ter em conta só o IRS, tem que ter em conta o IRC, o IMI, o IVA. Há matérias como a derrama estadual em sede de IRC... Tem sido uma questão que o PCP tem discutido com o governo nos últimos dois anos, há condições para avançar no próximo orçamento. É um avanço. Porquê? Porque significaria maior receita fiscal para o Estado, tributando as empresas com mais de 35 milhões de lucros.
Mas isso foi falado na reunião de quarta? Há recetividade do governo?
Sim. É um elemento que registamos positivamente, a disponibilidade do governo para considerar esta proposta. Tal como em relação ao IRS e a um conjunto de matérias que têm ficado em aberto e em que há possibilidade de avançar. Os escalões, mas também as deduções, o mínimo de existência - que é uma matéria significativa -, a aplicação de taxas liberatórias em sede de IRS. Quem viva de dividendos de ações paga uma taxa liberatória de 28% independentemente de ter 10 mil ou 100 mil euros de rendimento anual. É uma injustiça para com os trabalhadores que são sujeitos a taxas de IRS diferenciadas. O fim das taxas liberatórias para os dividendos do capital seria um avanço do ponto de vista fiscal.
Tem alguma ideia do custo, em termos de receita fiscal, dos 10 escalões de IRS? O governo determinou um montante de 200 milhões de euros para a revisão dos escalões...
Só é possível fazer uma avaliação quando as propostas estão concretizadas na sua fórmula final. Mas ideia de condicionar a discussão da política fiscal a um espartilho de 200 milhões para esta medida, ou para a outra, ou 600 milhões em dois anos, é uma ideia de limitação na solução de um problema que existe. E o ponto de partida com que cada um inicia esta discussão não é pouco importante. Um exemplo: há um ano o PCP estava sozinho a exigir o aumento das pensões, o governo dizia que não havia margem, outros diziam que já havia aumento do complemento solidário para idosos, e o fim dos cortes, e que era aquilo que era possível... Nós continuámos a insistir e durante muito tempo batemo-nos sozinhos por isso. E a verdade é que quando chegámos ao final do orçamento havia efetivamente uma proposta de aumento das pensões aprovada.
O que é que o PCP pretende em relação ao mínimo de existência?
Estamos a falar do limite a partir do qual as pessoas não pagam IRS, que tinha uma fórmula de cálculo indexada ao salário mínimo nacional (SMN). O anterior governo alterou essa fórmula e transformou a indexação ao salário mínimo num valor absoluto. Com as subidas do SMN chega um momento em que os trabalhadores que recebem o salário mínimo passam a pagar impostos. Esta situação que o PSD e o CDS criaram não pode ser.
Mas defende a reindexação ao SMN?
As soluções podem ser variadas, pode ser uma indexação ao SMN, ao Indexante de Apoios Sociais, em função de um outro valor. A nossa preocupação é que não haja uma solução injusta para quem tem rendimentos muito baixos.
O que é que o PCP pretende para a área da educação e da saúde?
Há problemas muito diferenciados. Alguns já tiveram consideração nos últimos orçamentos, é preciso que a sua concretização se efetive durante o ano de 2017. Exemplos: contratação de médicos de família, de médicos para o interior, formação dos médicos internos que ficaram sem vagas de especialidade, contratação de enfermeiros de acordo com as necessidades dos serviços - este é um problema gravíssimo que tem implicações brutais do ponto de vista das condições de trabalho. São exemplos de coisas que estão no orçamento e que precisam de ser concretizadas. A mesma coisa em relação a questões da Educação. A falta de assistentes operacionais nas escolas é um problema dramático. Esperamos que o programa de combate à precariedade na Administração Pública dê resposta a uma parte destas situações, mas é preciso ir mais longe - está aprovada no orçamento a necessidade de revisão dos critérios do rácio aluno/assistente operacional. Por outro lado há problemas que são transversais, que têm que ver com o investimento - na saúde, na educação, nos transportes. A falta de investimento público em algumas das funções do Estado está a determinar prejuízos diretos às pessoas.
O PCP tem posto o acento na necessidade de alterar as leis laborais. Mas tem esbarrado muitas vezes na oposição do PS e do governo. Como é que se resolve este impasse?
A forma como se resolve este impasse tem que ser com mais luta dos trabalhadores. Isso é incontornável. Sem luta dos trabalhadores exigindo a resolução concreta deste - e de outros problemas laborais - não há governo nenhum que avance. Por outro lado, se o PCP em vez de 15 deputados tiver 86 também facilita... Há matérias em que é clara a divergência com o governo. E as matérias de legislação laboral são aquelas onde as divergências se têm tornado mais claras. A contratação coletiva é uma matéria central para os trabalhadores no seu dia-a-dia. Até agora não foi possível criar condições para que as alterações à legislação laboral, particularmente em matéria de contratação coletiva, pudessem avançar. Mas houve outras matérias em que houve avanço - o combate à precariedade. Nunca tinha sido possível aprovar na Assembleia da República medidas de combate à precariedade na Administração Pública. Nesta legislatura foi possível.
O prolongamento do subsídio para os desempregados de longa duração é para continuar?
Essa medida vem de 2016, continuou em 2017, teve um impacto significativo na vida de milhares de trabalhadores, a perspetiva é que se mantenha.
E o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego?
É outra matéria em que temos vindo a insistir. Já foi discutida com alguma profundidade no orçamento para 2017. Vamos continuar a insistir. Há uma restrição de um direito que tem de ser invertida, é um dos cortes que tem de ser eliminado.
O PCP tem alguma nova proposta em termos de apoios sociais?
Há matérias que devem continuar a ser consideradas. Há um conjunto de apoio sociais onde tem havido avanços que, não correspondendo integralmente às propostas do PCP, contaram com o nosso contributo. O mês passado muitos milhares de crianças receberam uma bonificação no seu abono de família proposta pelo PCP. Ainda que a nossa perspetiva relativamente à reposição dos escalões do abono não tenha sido integralmente acolhida - é uma matéria na qual continuaremos a insistir. Tal como em relação à consagração plena da trajetória de aumento das pensões de reforma, que deve ser assegurada. Houve um primeiro aumento em janeiro deste ano, haverá um aumento extraordinário em agosto. É preciso consolidar essa perspetiva de aumento das pensões de reforma em 2018. Esperamos que se consolide essa trajetória, que resultou da insistência do PCP, quando muitos a davam por perdida.
Já negociou dois orçamentos, vai no terceiro. Nesta altura está no mesmo ponto em que estava nos outros anos ou o caminho está mais estreito?
Não sei se é uma questão de largura ou de estreiteza do caminho. É um problema de uma contradição que tende a acentuar-se. Quanto mais se procura avançar na resposta aos problemas, quanto mais se vai tornando clara a dimensão das expectativas que os portugueses têm na resolução dos problemas concretos das suas vidas, e ao mesmo tempo nos confrontamos com obstáculos à concretização dessas soluções, percebemos que há um caminho que vai tornando a contradição cada vez mais evidente. A questão não é a de isso conduzir a um beco sem saída porque não há becos sem saída em política. É uma questão de saber como é que essa contradição é superada. Se vencem os constrangimentos, naturalmente as expectativas transformam-se em insatisfação e descontentamento, em revolta com a falta de respostas.
E para onde é que pende a balança?
Nós fazemos por que ela penda para o lado da resolução dos problemas. Em relação a alguns aspetos não há dúvida de que o governo continua amarrado a constrangimentos que tornam essa contradição uma preocupação de facto. Quando vemos o governo amarrado aos constrangimentos do euro, do Tratado Orçamental, aos critérios que nos impõem as instituições europeias, isso deixa-nos a preocupação da contradição que se vai avolumando. A perspetiva que temos é que essa contradição deve ser superada resolvendo os problemas do povo português. Com a consciência de uma coisa: isso pode permitir saltos em frente enormíssimos. Por exemplo, os dados económicos que agora foram conhecidos, do primeiro trimestre. São dados positivos? São. Devem deixar-nos descansados? Não. Porque eles não resultam de alterações estruturais na economia, podem ser dados de mera conjuntura. Mas o que isto torna evidente é o valor das medidas que o PCP defende e propõe para o país, até do ponto de vista da recuperação económica. Não há dúvida de que estes dados de crescimento têm uma ligação muito próxima com as medidas de devolução de direitos e rendimentos.
Há pouco falou da luta dos trabalhadores, o líder do PCP já apelou à participação na jornada nacional de luta de 3 de junho, da CGTP. O PCP está com um pé no poder e outro na rua?
Estamos onde sempre estivemos, ao lado dos trabalhadores e do povo português. Seja na rua, seja na Assembleia.
Vai negociar um quarto orçamento de Estado nesta legislatura?
Isso não depende nem da minha vontade nem da minha opinião. O que temos vindo a dizer é que a correlação de forças que existe na Assembleia da República espelha a vontade de mudança que o povo português expressou nas últimas eleições. Julgo que este ano e meio que passou confirma integralmente o acerto da análise que o PCP fez logo na noite das eleições.
Essa leitura manter-se-á válida até ao fim da legislatura?
Da nossa perspetiva ainda há um caminho muito longo a fazer até que essa exigência de mudança esteja completamente correspondida. Há tantas e tantas medidas que é preciso ainda aprovar para corresponder a essa exigência que eu diria até que é pouco tempo aquele que há pela frente.
Haverá outra legislatura a seguir...
E por isso é que é preciso que uma nova correlação de forças na Assembleia da República seja ainda mais favorável aos trabalhadores e ao povo português, diria eu com mais força do PCP.
E veremos, em algum momento, os líderes do PS, do PCP e do BE juntos?
De quinze em quinze dias estamos todos juntos na Assembleia da República nos debates com o primeiro-ministro.

25 de setembro de 2015

Para refletirmos II

O euro e a situação a que chegamos

Notas de um artigo de opinião de Vasco Cardoso no Avante
«...Desde a adesão ao euro, Portugal é um dos países que menos cresce na Europa e no mundo, produzindo hoje menos riqueza do que quando se introduziu as notas de euro. Dentro do euro, o País não cresce, não se desenvolve, não recupera emprego...»

«...Recordamos aqui que os mesmos que dizem que a saída do euro conduz ao desastre foram os que que prometiam convergência com a UE, mais crescimento económico, mais emprego e melhores salários com o euro. Foi aquilo que se viu. O PCP, fortemente empenhado na libertação do domínio do euro entende que nesse processo é um imperativo a defesa dos rendimentos, das poupanças e do nível de vida da população...».

«... A dívida pública portuguesa, uma das maiores do mundo, é insustentável, reproduz-se de ano para ano e, sem renegociação, não é possível diminuí-la substancialmente, como prova o seu agravamento em mais de 50 mil milhões de euros nos últimos quatro anos. Em 2015, Portugal gastará quase nove mil milhões de euros em juros, mais do que o Estado gasta com a saúde, tudo isto para no final de cada ano a dívida ficar na mesma, quando não aumenta...»

«... Pensando tirar proveito da actual situação na Grécia, PS, PSD e CDS procuraram acenar com o papão grego para engrossar a tese de que não há alternativa. Mas se há coisa que a situação na Grécia veio provar é que o caminho para o desenvolvimento requer a ruptura com os constrangimentos e mecanismos de exploração que foram urdidos. O grande erro do governo grego não foi querer sair do euro ou renegociar a dívida, foi, ao contrário, ter alimentado ilusões de que era possível eliminar a austeridade e desenvolver o país dentro do euro e amarrado a uma dívida insustentável...»

31 de agosto de 2015

A festa do Avante e as FARC

Quem são os terroristas?

A comunicação social, que pouco fala da maior iniciativa política e cultural do país, volta novamente, como no ano passado, a interessar-se pela presença de representantes das FARC na Festa do Avante.

Foi notícia o facto do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter admitido a presença na festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na festa do Avante de activistas das FARC, uma organização classificada como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa disse que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos.
O terrorismo dos poderosos
Os que dominam, os que exploram, o imperialismo, considera terroristas os que se opõem à sua política mas, apoia como "libertadores" os que lutam contra os que não se submetem aos Estados Unidos. A história recente mostra dezenas desses exemplos, desde a Al-Quaeda para lutar no Afeganistão, passando pelos que destruíram a Líbia , pela origem do Estado Islâmico até aos fascistas que derrubaram o Governo legítimo na Ucrânia, como Pinochet, como... como... recordemos ainda o apoio que os EUA dão a Israel para matar milhares de palestinianos inocentes. Todos esses "libertadores" matam e destroem países como o Iraque e a Líbia (para não falar do Vietname). Os próprios EUA são mais terroristas que todos os terroristas juntos quando, "à lei da bomba", matam milhões de pessoas inocentes, mulheres, crianças e velhos em todos esses países. Os Estados Unidos que usam bombas atómicas para destruir cidades como Hiroshima e Nagasaqui e pussuem o maior poderio apoiado nas mais violentas armas de destruição maciça no seu arsenal nuclear, para defender os seus próprios interesses e manter a supremacia, arrogam-se no direito de chamar terroristas a quem entendem. Para os Estados Unidos da América e União Europeia, terroristas são os que como Che Guevara, Fidel de Castro e tantos outros lutaram e lutam pela liberdade e independência.

As iniciativas para o diálogo
As FARC têm feito inúmeras tentativas de diálogo com o Governo da Colômbia. Promoveu à quase três anos, os chamados "Diálogos de Paz de Havana que ainda decorrem. Pela segunda vez, este ano decretaram o cessar-fogo unilateral em todas as frentes de combate, apesar de não ter sido feito o mesmo pelo exército colombiano. Estes gestos de paz, foram anteriormente interrompidos quando o governo, ignorando esta boa vontade, bombardeou acampamentos da guerrilha.
O presidente Juan Manuel Santos, considerou, agora, positivo o cessar-fogo mas, apenas prometeu uma «desescalada das ações militares» do Exercito colombiano e ameaçou pôr termo aos diálogos de paz de Havana. Ainda assim o presidente colombiano admitiu, pela primeira vez, um cessar-fogo definitivo antes da assinatura de um acordo de paz que assinalaria o fim de 50 anos de um conflito em que pereceram milhões de colombianos. O respeito pelo cessar-fogo será acompanhado por um representante da ONU e outro da UNASUR. Estas promessas de Juan Manuel Santos, não são seguras tendo em atenção o seu passado de ter concebido e organizado, com a colaboração da CIA e da MOSSAD, o bombardeamento pirata do acampamento do comandante Raul Reyes, no Equador.

Agora, Jerónimo de Sousa disse aos jornalistas que, apesar da forma de intervenção das FARC, existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou. Quem não cumpre os Direitos Humanos é o Estado Colombiano como, reconhecidamente os EUA. Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical". Disse ainda "Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional".

De facto o PCP, tem uma concepção diferente. Para os EUA, UE, e neste caso também a Colômbia, que não cumprem a Declaração Universal dos Direitos do Homem, os terroristas são os que se querem libertar da exploração dos monopólios.

1 de agosto de 2015

O "custo" futuro desta política de direita.

39 anos a destruir. Quantos serão precisos para recuperar o país?

Falam os entendidos que a redução do desemprego para os níveis de antes desta crise, vai demorar vinte anos. Acabar com o desemprego nem sequer é suposto. O desemprego é necessário ao capitalismo para manter os trabalhadores sempre ameaçados.
Graças a esta política de direita, Portugal é dos países com maior índice de pobreza da Europa.  As crianças têm sido o grupo populacional mais afetado.
Quantos anos vão ser precisos para reduzir a fome e a pobreza?

Um Balanço entre muitos outros

Tal como a pobreza, a destruição do ensino público são fatores principais que comprometem o futuro da nossa sociedade.
Estes quatro anos de governação do PSD/CDS, seguiram-se a outros do PS, de ataque à Escola Pública e à Educação em geral, em desrespeito pelos direitos dos portugueses consagrados na Constituição da República.
Num relatório que faz o balanço da Legislatura(1), o Grupo parlamentar do PCP aponta que «o Governo PSD/CDS impôs cortes superiores a dois mil milhões de euros no ensino não superior, colocando Portugal na cauda dos países da OCDE em financiamento da educação pública. Foram encerradas centenas de escolas públicas, foram despedidos professores, foram cortados salários aos docentes e aos trabalhadores não docentes» a ponto de criarem o caos em muitas áreas.

Ensino de qualidade, só para os ricos

Muito grave, e anticonstitucional, é a «A elitização do ensino levada a cabo pelos partidos da política de direita».

«Nas opções políticas e ideológicas dos partidos da política de direita a escola pública, será uma escola desqualificada (...) para a generalidade das crianças e jovens. Já para os filhos da média e grande burguesia, defendem uma a resposta privada, de elevada qualidade» mas só acessível aos que têm capacidades económicas elevadas. 
Assim, os ricos e a classe no poder, poderá ter acesso a «conhecimento nos seus níveis mais desenvolvidos» e a «competências de “liderança” que interessam ao grande capital, fielmente servido pelos partidos que se têm alternado no governo há mais de 39 anos»
É incalculável o desperdício de capacidades que muitos filhos de trabalhadores têm, para que só os ricos possam permanecer nos cargos de poder.

Quantos anos vão ser necessário para o país se recompor destas políticas de direita?

(1) O relatório que li em Pdf relativo à "Educação" tem 61 páginas A4, das quais 59 são o Índice de Projectos Lei, de Projectos Resolução, Apreciações Parlamentares, Intervenções, Declarações, Pedidos de Esclarecimento e Perguntas. Para quem tenta fazer crer que o PCP só faz oposição e não tem propostas, convenhamos que é uma relação enorme.

15 de dezembro de 2014

Construir a Alternativa

Definir o que se quer e o que nos une

Não há projecto sério, nem obra que se queira construir, sem que se defina primeiro o que e como fazer.

Isto vem a propósito da leitura do Comunicado do CC do PCP onde se lê um apelo «A todos os portugueses, aos que intervêm nas organizações e movimentos de massas e sectores sociais anti-monopolistas, aos democratas e patriotas, a todas as personalidades independentes que querem outro rumo para o País, o PCP reafirma a sua disponibilidade para examinar os elementos essenciais à construção de uma política patriótica e de esquerda, assente na Constituição da República e nos valores e ideais de Abril.
É necessário que cada força, cada democrata e patriota afirme, de forma clara e inequívoca, o que entende e propõe para que seja possível a ruptura com a política de direita e a construção de uma política alternativa e de uma alternativa política».


Esta necessidade parece óbvia para quem tem objectivos sérios e transparentes. Tentei compreender quais as propostas, do Congresso do PS, órgão máximo daquele Partido, para que seja possível a ruptura com a política de direita e a construção de uma política alternativa e de uma alternativa política. O que é facto é que vi, apenas, intenções não concretizadas. Não vi propostas concretas. Creio que era a oportunidade excelente para que aquele partido obtivesse dos militantes, dos congressistas, a linha de conduta para participar e fazer participar à volta de um projecto claro, sério e definido, todas as forças, que queiram a «ruptura com a política de direita e a construção de uma política alternativa e de uma alternativa política». 

A Alternativa existe!

Um programa, um projecto para a construção da Alternativa a esta política de direita e de desastre.

É preciso conhecer as propostas que os partidos apresentam para uma política que salve o País e os portugueses do desastre para que estamos a ser conduzidos. Como aqui já tem sido referido, o PCP há muito que tem vindo a discutir linhas de acção e propostas para uma política alternativa e para uma alternativa política. No recente Comunicado do PCP está, mais uma vez, apresentada a proposta daquele partido e que aqui se reproduz a parte que a sintetiza.



«A alternativa de que o País precisa, com toda a urgência, tem na proposta de política patriótica e de esquerda que o PCP apresenta a base essencial para a sua concretização. Assenta: na renegociação da dívida, dos seus montantes, juros e prazos; na promoção e valorização da produção nacional; na recuperação para o controlo público dos sectores e empresas estratégicas, designadamente do sector financeiro; na valorização de salários, pensões e rendimentos dos trabalhadores e do povo; na defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, designadamente dos direitos à educação, à saúde e à protecção social; numa política fiscal que desagrave a carga sobre os rendimentos dos trabalhadores e das micro, pequenas e médias empresas e tribute fortemente os rendimentos e o património do grande capital, os lucros e a especulação financeira; na rejeição da submissão às imposições do Euro e da União Europeia recuperando para o País a sua soberania económica, orçamental e monetária».

Que mais propostas concretas há?

13 de dezembro de 2014

Garantir a derrota da política de direita

Jerónimo de Sousa, encerrou mais uma fase da acção nacional «A força do povo, por um Portugal com futuro - uma política patriótica e de esquerda»

Esta foi mais uma acção do PCP para discutir e aperfeiçoar as suas propostas de Alternativa a esta política.
Na realidade estas discussões muito alargadas estão a ser feitas há vários anos, mas agora mais voltadas para um “programa” que permita estruturar uma “Politica Patriótica e de Esquerda”.
São propostas muito concretas que apontam um caminho bem definido. Não há nelas evasivas e palavras vãs.

Jerónimo de Sousa, na intervenção que fez definiu em poucas palavras o objectivo «É preciso garantir a derrota da política de direita e romper com o ciclo de rotativismo». 

Fez um balanço dos debates feitos em todo o país ao longo deste ano referindo que permitiram «não apenas realizar uma profunda reflexão sobre os problemas do País e sobre os eixos, os objectivos e as prioridades centrais de uma política alternativa à política de direita, mas igualmente constatar a existência de uma forte vontade de contribuir para encontrar na convergência os caminhos da afirmação de uma solução alternativa e romper com décadas de política de direita».

Fez um diagnóstico muito exaustivo dos problemas do país e da política de direita que é a causa da crise e do seu afundamento. Diagnóstico sempre fundamentado em dados objectivos e concretos. 

Política alternativa séria 
Concluindo essa análise afirmou que «não há política séria de resposta aos problemas nacionais que possa omitir as verdadeiras causas da grave situação a que foi conduzido o País» tal como «Não há política verdadeiramente alternativa e de resposta à inversão do rumo de afundamento do país que oculte a origem e razões da crise que o País enfrenta».

Por isso provou a necessidade de «promover múltiplas rupturas com o caminho que vem sendo seguido, como o propõe a política patriótica e de esquerda que o PCP defende».

Respostas concretas
Em clara referência à ausência de propostas do PS e António Costa, Jerónimo de Sousa acentuou que essas rupturas com a política de direita sâo «rupturas com a orientação, a lógica, as opções de classe da política de direita, […] com o domínio do capital monopolista e a sua posição determinante na estrutura e funcionamento da economia portuguesa, [...] ruptura com a política de reconfiguração do Estado […] de liquidação do seu papel nas tarefas do desenvolvimento, […] ruptura com a crescente desvalorização do trabalho e dos trabalhadores e do processo de agravamento da exploração e empobrecimento que está em curso, […] ruptura com a mutilação e subversão das políticas sociais, […] ruptura com o processo europeu de integração capitalista, […] com a dependência e subordinação externa, […] ruptura com a subversão da Constituição e a crescente mutilação do regime democrático».

Tais princípios são a base essencial para permitir uma verdadeira política alternativa.

Mostrou Jerónimo de Sousa que existem «três grandes constrangimentos na superação dos quais se apresentam soluções concretas» e que para além de justas são exequíveis e viáveis.
Soluções que serão articuladas, em síntese, a renegociação da dívida, estudo e preparação do País para se libertar da submissão do euro e ainda a recuperação do controlo público da banca colocando-a ao serviço do país e dos portugueses.

As grandes linhas
Referiu ainda «as grandes linhas de força de uma política orientada para a recuperação pelo Estado Português de elementos centrais da soberania e independência nacional», […] «onde a par da resposta às questões da dívida, do Euro e do controlo Público da Banca, se impõe recuperar para o Estado alavancas de comando económico e decisão estratégica necessárias a uma política económica e financeira para servir o País, mas também para travar e impedir novas perdas de soberania, nomeadamente, que assuma a exigência de revogação do Tratado Orçamental, e do espartilho que ele constitui…».
Paralelamente Jerónimo de Sousa apontou «Uma política para o investimento produtivo e a produção nacional que tem como objectivos centrais: o pleno emprego, o crescimento económico, a dinamização do mercado interno, a promoção das exportações e a substituição de importações, o apoio às micro, pequenas e médias empresas».

Soluções e alternativas
No grande número de debates realizados pelo PCP foram referidas «as soluções alternativas de uma política orçamental e de uma justa política fiscal e ao serviço do País, assegurando o desagravamento da carga sobre os rendimentos dos trabalhadores e dos pequenos e médios empresários e uma forte tributação dos rendimentos do grande capital, os lucros e dividendos, a especulação financeira e garantir a arrecadação fiscal necessária para dar cabal cumprimento às funções sociais do Estado e uma adequada gestão orçamental com o desenvolvimento».
Jerónimo de Sousa informou que «se confirmou como uma das componentes essenciais de uma política patriótica e de esquerda a valorização do trabalho e dos trabalhadores […]», a inversão da «política de fragilização, privatização e encerramento de serviços de públicos…», mostrando detalhadamente as acções a empreender em cada um dos domínios.

As "bases para um programa"
Assim foram definidas umas autênticas bases para uma proposta de Programa de Governo, de um Governo que conte co0m a participação do PCP que «é a grande força política nacional que inequivocamente tem soluções para os problemas do País, que as apresenta com toda a transparência e se disponibiliza, visando a convergência dos democratas, patriotas e das forças em ruptura com a política de direita, […] para a «construção de uma alternativa política capaz de garantir um novo rumo na vida nacional».

Convergência e acção para a alternativa
Jerónimo de Sousa em nome do PCP lançou o repto a patriotas e democratas, trabalhadores e outros portugueses, organizações sociais, que sabem que é possível outro caminho e que estão dispostos a concretizar uma verdadeira alternativa política – a alternativa patriótica e de esquerda!

«Somos dos que pensamos que há condições e é possível ir mais longe na convergência e acção comum dos sectores e personalidades democráticas na base de um diálogo sério e leal, aceitando e respeitando naturais diferenças, […] mas que não emergirá sem o PCP e muito menos contra o PCP». Apontou que para isso é preciso «a remoção de preconceitos, a rejeição de ambições hegemónicas, a recusa de marginalizações». Disse ainda que «essa construção exige acima de tudo clareza de propósitos» e que é no terreno dos conteúdos «e na base de compromissos sérios que se constrói a verdadeira alternativa».

Crítica à política das meias tintas
Numa referência ao discurso de António Costa, alertou para as «falsas soluções da mera alternância dos que acenam com diálogos à esquerda, sem romper com a política de direita».
Jerónimo de Sousa foi muito claro na crítica às políticas que o PS tem desenvolvido, à passividade no combate à política do Governo, à «política das meias-tintas», à espera que sejam os outros a trabalhar para eles colherem os frutos.

A concluir a extensa análise Jerónimo de Sousa, lançou um aviso ao PS! 
Não! Não há soluções à esquerda sem ruptura com a política de direita!
«Os portugueses não podem sair do sal para se enfiarem na salmoura!»

É pois uma clara «política alternativa – que os portugueses anseiam».

15 de novembro de 2014

Faleceu José Casanova


José Casanova um grande Homem que dedicou toda a sua vida à luta por uma sociedade melhor em defesa dos trabalhadores e do povo, pelo socialismo e comunismo. 

Do comunicado do PCP retirei o seguinte: José Casanova nasceu no Couço em 1939, onde desde muito novo viveu acontecimentos da luta antifascista nesta terra de resistência dos trabalhadores e do povo contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.

Aderiu ao Partido Comunista Português em 1958, com 19 anos, e as suas primeiras actividades políticas foram desenvolvidas na União da Juventude Portuguesa, de cuja Direcção fez parte.

Assumiu como jovem comunista papel destacado nas candidaturas democráticas de Arlindo Vicente e Humberto Delgado em 1958. Desempenhou tarefas partidárias em vários pontos do País nas décadas de 50 e 60 do século XX.

Preso pela PIDE em 1960, julgado e condenado a dois anos de prisão, foi sujeito às chamadas “medidas de segurança” que o forçaram a permanecer cerca de seis anos nas prisões fascistas.

Entre 1971 e 1974, José Casanova esteve exilado na Bélgica, prosseguindo aí a sua actividade partidária, quer junto dos emigrantes portugueses – foi Presidente da Associação dos Portugueses Emigrados na Bélgica – quer em contactos com os movimentos de libertação das ex-colónias: MPLA, PAIGC e FRELIMO.

Regressado a Portugal em Abril de 1974, assumiu tarefas partidárias na Organização Regional de Lisboa.

Membro do Comité Central do PCP desde 1976. Foi membro da Comissão Política de 1979 a 2008. Entre outras tarefas foi responsável pela Organização Regional de Lisboa de 1989 a 1996 e pela Organização Regional de Santarém entre 1997 e 1998.

José Casanova foi director do “Avante!”, Órgão Central do PCP, entre 1997 e Fevereiro de 2014. Actualmente era responsável pela Comissão Nacional da Cultura.

Salienta-se ainda a sua produção no campo literário, com os romances “Aquela Noite de Natal”, “O Caminho da Aves” e “O Tempo das Giestas”, bem como com outras obras, nomeadamente o livro sobre Catarina Eufémia, recentemente editado, e diversos trabalhos e participações.

José Casanova faleceu. Deixa-nos a sua intervenção dedicada como militante e dirigente do PCP nas mais diversas tarefas e responsabilidades e a sua sensibilidade e contribuição no plano cultural. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é prosseguir a luta do seu Partido de sempre, o Partido Comunista Português, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, pelo ideal e projecto comunista.

6 de março de 2013

O PCP faz anos


Foi há 92 anos que um grupo de militantes operários e sindicalistas formaram o PCP

O PCP comemora 92 anos da sua criação. São 92 anos de luta sempre em condições muito difíceis. Hoje em tempo de democracia, de uma débil democracia marcada pela ofensiva da política de direita contra os trabalhadores, os tempos continuam a não ser fáceis.

O PCP tem sido imprescindível no travar o Pacto de Agressão negociado pela troika PS, PSD e CDS. Sem o PCP a direita já tinha conseguido todos os seus objectivos e destruído o que resta do 25 de Abril.
É neste quadro político complexo que se avalia quem não desiste da luta, quem não se rende. Está em causa o regime democrático de Abril. 



As grandiosas manifestações realizadas este ano e em especial as mais recentes, são a expressão desta luta contra a política de direita que nos oprime, destrói vidas e arruína o país. 
Manifestações, greves e lutas dos trabalhadores nos locais de trabalho e na rua são a  expressão do descontentamento e a afirmação de uma consciência política que aumenta. 
Lutas que têm exigido do PCP um enorme esforço de organização, de esclarecimento político, mas que devolve a esperança no futuro que muita gente já tinha perdido.

Recordar Álvaro Cunhal

O PCP comemora o seu aniversário num ambiente de intensa atividade,  recordando o exemplo de Álvaro Cunhal nas inúmeras actividades das Comemorações do seu Centenário. 

Os comunistas mostram que não estão dispostos a baixar os braços perante a exploração e a injustiça. 
Os comunistas nunca aceitaram ser subjugados e não se ajoelham perante o uso de um poder ilegítimo deste Governo, ou face à exploração do grande capital e seus representantes. 

Hoje, os comunistas portugueses continuam onde sempre estiveram: ao lado dos trabalhadores e do povo. A sua história, desde esse longínquo ano de 1921, é a história da luta do nosso povo. Uma história de quase um século a intervir, agir e lutar contra todas as formas de exploração e opressão, moral, cultural, de informação, por melhores condições de vida para o povo, por uma sociedade superior.

6 de dezembro de 2012

Um Congresso invulgar

O Congresso do PCP foi a expressão da sua democracia interna


O Congresso do PCP mostrou o partido por dentro a todos os que o quiseram ver. Quem não conseguiu lugar no seu interior pôde seguir os trabalhos num painel gigante colocado na rua e através dos altifalantes que transmitiram todas as intervenções do interior.

Os testemunhos e as provas mostradas revelaram que o PCP é o partido mais democrático de Portugal. A sua vida interna é feita de discussão permanente de todos os assuntos que interessem aos militantes, aos trabalhadores, ao povo que nos locais de trabalho e de residência, são auscultados e participam.



Não há qualquer partido no país que fomente a participação dos militantes e a discussão tão ampla. Em todas as organizações do partido se discute quer a vida interna quer a situação política e social que o país vive. 

Um Congresso que decorreu em 11 meses e 3 dias de intensa e fraterna discussão

O Congresso do PCP começou a ser discutido onze meses antes da sua realização. Todos os militantes que quiseram fizeram propostas para inclusão de assuntos e temas nos documentos a discutir.

Foram feitas 1.800 propostas e contribuições para as Teses-Resolução Política e cerca de 600 propostas nas alterações ao Programa do Partido. Um total de 2.400 propostas de militantes individuais e organizações. O debate colectivo durante onze meses, está bem patente também na realização de 1.257 reuniões e Assembleias, com a presença de 18.213 militantes. 

6 de setembro de 2012

Festa do Avante

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA

"Uma festa ímpar, ímpar porque, como um espelho multifacetado, aqui se revela aquilo que os comunistas portuguesas querem para o seu país, para o seu povo: uma sociedade solidária, liberta, democrática, onde os valores da cultura, da arte, onde o papel das massas, do trabalho colectivo visa, de facto, ser um reflexo imenso da sociedade nova que queremos construir, uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem"


disse Jerónimo de Sousa aos construtores da Festa

AMANHÃ SEXTA FEIRA, DIA 7, INÍCIO DA FESTA DO AVANTE

A MAIOR REALIZAÇÃO CULTURAL DO PAÍS

Informações sobre a festa do Avante:



25 de maio de 2012

Entrevista de Bernardino Soares na Antena 1

"Venham mais cinco" - apelo para a Manifestação de Sábado


O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, classifica como uma hipocrisia a atitude do PS em relação ao ato adicional ao tratado orçamental europeu, afirmando que os socialistas quiseram apenas disfarçar a sua aprovação ao tratado, depois de a situação ter mudado com a eleição de François Hollande em França. Bernardino Soares lembra que o Presidente da República ainda não o promulgou, ou seja, não está em vigor.

Cavaco agora quer esquecer o tem feito

Bernardino Soares aponta também críticas ao Presidente da República, Cavaco Silva, que compara ao guarda-redes Rui Patrício. O deputado comunista reprova que Cavaco Silva tenha dito na Indonésia que finalmente não está sozinho na ideia do crescimento económico, porque é como se Rui Patrício dissesse que não era o único goleador da seleção portuguesa de futebol. “Se não fosse tão sério dava vontade rir”, remata.

Outra política e renegociação da dívida

Em entrevista à jornalista da Antena1 Maria Flor Pedroso, Bernardino Soares considera absolutamente necessário uma outra política e que seja aprovado o projeto do PCP para a renegociação da dívida. “Se esta maioria não quiser aceitar, acabará por ruir”, diz, acrescentando que não está certo de que o governo cumpra o mandato até ao fim.

Há muitas razões para dizer BASTA!

No final da entrevista Bernardino Soares, fazendo referência à música escolhida, "venham mais cinco" de José Afonso, apelou para que no próximo Sábado também venham muitos mais cinco à manifestação convocada pelo PCP para Lisboa.

8 de abril de 2012

O PCP propõe


Urgente! Renegociar a dívida;
Romper com a política de direita;
Pôr o país a produzir.


Ontem, num acto público, o Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, mostrou como eram correctas as propostas apresentadas pelo PCP, a necessidade imediata de uma política alternativa e apresentou a proposta de urgente renegociação da dívida pública, como única forma de libertar meios financeiros para pôr Portugal a produzir e entrar pelo caminho do crescimento. 

Disse Jerónimo de Sousa: "Há precisamente um ano – face à degradação da situação económica e social e à espiral especulativa que arrasava o país – o PCP propôs, em alternativa, a renegociação imediata da divida pública portuguesa a par de outras medidas que, em ruptura com o rumo ruinoso da política de direita, assegurasse um outro caminho que, não isento de dificuldades, garantiria a inversão da dependência externa no quadro de uma política de promoção da produção nacional, de dinamização do mercado interno e de valorização dos rendimentos do trabalho.




Passado um ano...


Lembrou que "Há precisamente um ano", o PCP alertou e denunciou os perigos que viriam da política de direita, neoliberal, que os partidos PS, PSD e CDS/PP teimavam em prosseguir. "Um ano depois, a situação do país aí está para provar a razão dos alertas, das denúncias e das propostas do PCP", disse Jerónimo de Sousa que concvretizou: "Um ano depois, Portugal está mais endividado e dependente, afundado numa recessão económica sem precedentes traduzida num aumento exponencial do desemprego e do encerramento de empresas, saqueado nos seus recursos e riquezas, marcado por crescentes injustiças e pelo empobrecimento da generalidade da população".


Contra factos...


Como o PCP previra e prevenira esta política serve apenas a especulação financeira, os bancos, "que, depois da construção de lucros milionários alcançados (...) é contemplada com mais de 12 mil milhões de euros em nome da sua recapitalização e beneficiária de mais 35 mil milhões de euros disponibilizados a título de garantias" e ainda os chamados mercados que associados ao BCE e ao FMI vêem garantidos, à conta do empréstimo de 78 mil milhões de euros, um acrescento em juros e comissões superior a 35 mil milhões de euros".

6 de abril de 2012

A "nova" Europa


Da “Europa Connosco” para a “Europa da Heterogeneidade”

O Presidente do BCE, Mario Draghi disse que os valores da solidariedade e da inclusão são eixos do modelo social europeu, mas, "esse modelo está morto". Não deu explicações.

Dos poucos argumentos produzidos, Mario Draghi  justificou com a crise a necessidade de cada um "se desenrascar". Justificou a ausência de coesão (aquilo que nos "venderam" para entrarmos na CEE) e a realidade de “uma época de heterogeneidade” (ou seja desigualdades). Assim abriu caminho para, à moda dos tecnocratas nacionais e da troika, preparar o "pessoal" para deixar de pensar em solidariedades e outros valores, "antiquados", e sujeitarmo-nos a uma revisão moderna “desse modelo”. 

Recordar, é preciso

Raciocinando na base dos valores desta sociedade: Fomos assediados pela publicidade de uma “Europa da Solidariedade”, da “Europa Connosco”. Ainda me recordo de Mário Soares, como delegado da propaganda para Portugal, a vender o seu produto aos portugueses. De comissões nada sei. Só sei que pelos seus bons serviços de vendedor, foi justamente promovido e remunerado.

Veio o Cavaco e aproveitando o "mercado", aviou os produtos que Soares tão bem vendeu. Não teve mãos a medir. Entregas ao balcãoe ao domicílio pelos seus marçanos que carregavam cestos de subsídios para destruir a agricultura, para abater as oliveiras e as vinhas, para matar as vacas produtoras de leite, para afundar os barcos de pesca, enfim para acabar com a produção nacional.

10 de março de 2012

Lei contra a corrupção

Que dúvidas terá Cavaco?
Uma lei pela qual o PCP luta há anos, foi finalmente aprovada

O presidente Cavaco, enviou a lei contra o "enriquecimento ilícito" para o Tribunal Constitucional.
"É uma decisão legítima, mas importa sublinhar que o senhor Presidente da República manifesta dúvidas de constitucionalidade relativamente a um importante diploma para o combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira e é pena que não tenha manifestado relativamente a um diploma como o do Orçamento do Estado que confisca os subsídios de férias e de natal a todos os funcionários públicos portugueses", afirmou hoje o deputado do PCP António Filipe.

5 de setembro de 2011

A Festa do Avante 2011


Terminou a Festa, continua a luta

É com muita pena, mas com alegria, que centenas de milhar de pessoas, se despediram da Festa do Avante. Festa que, como disse Jerónimo de Sousa, é "Festa de paz, de amizade entre os povos, de solidariedade e fraternidade, contra a exploração, neste chão nosso do qual brota todos os anos uma explosão de criatividade, convicções e alegria, corporizada por esta imensa participação a que a juventude dá uma marca impressiva, juventude que dando cor à vida dá cor à nossa Festa do «Avante!»".

Terminou, por agora, a Festa mas continua a luta, a luta que não pára, luta de classes em defesa dos que trabalham, dos que produzem, dos que são permanentemente explorados, luta pela justiça social e para a transformação desta sociedade injusta e em degradação. 

No comício de encerramento, o Secretário Geral do PCP, fez uma importante análise da situação política e social que nos oprime a todos. A comunicação "social" procura esconder esta análise, procura desviar as atenções dos portugueses para o que é fundamental. Quem é consciente e quer conhecer a realidade mostrada pelos comunistas, para compreender as razões da sua luta, luta que é de todos, não pode deixar de meditar, de reflectir no que foi dito por Jerónimo de Sousa.

Deixo aqui uma breve citação: "Neste ano do 90º Aniversário do Partido Comunista Português dirijo-me particularmente aos jovens, às novas gerações. Vós que aqui estais aos milhares e milhares neste extraordinário comício, que sois atingidos nos vossos direitos e interesses pela política de direita ao serviço da exploração capitalista, tendes nas vossas mãos, na força das vossas ideias, da vossa luta, a possibilidade de contribuir para combater e derrotar a política de desastre nacional e abrir os caminhos do futuro".

Ver aqui a intervenção feita. http://www.pcp.pt/com%C3%ADcio-da-festa-do-%E2%80%9Cavante%E2%80%9D-0

8 de junho de 2011

As eleições e quem vai pagar a crise

Para enfrentar o que aí vem, o PCP alerta e apela à organização


O Comité Central do PCP apreciou os resultados das eleições e através de um Comunicado, reafirmou a sua determinação de lutar contra as medidas impostas pela troika. 

Na análise foi referida "a descarada mistificação que a corte de analistas e comentadores ao serviço do grande capital" que tem vindo a envenenar a opinião pública quer antes quer depois das eleições, "procurando assim desvalorizar o resultado da CDU".


Eleições não são cheque em branco

O Comité Central do PCP denunciou a abusiva interpretação dos resultados eleitorais como uma aceitação pelo eleitorado das medidas impostas pela troika. Salienta que esta manobra não tem cabimento pois sempre esconderam o acordo que fizeram com o FMI e UE. Os portugueses não puderam votar uma coisa que foi escondida. E foi escondida justamente porque se o povo a conhecesse os resultados seriam outros.


Presidente da República de alguns portugueses

O Comunicado informa que "o Comité Central do PCP sublinha e condena com particular veemência a atitude e declarações do Presidente da República, na véspera e no dia das eleições", que mascarou a realidade quer das soluções políticas como das próprias eleições que foram apresentados como eleições para a escolha de Primeiro Ministro e governo e ainda por cima para aplicarem o Programa da Troika. 


Aumentar as desigualdades?

O CC do PCP alertou para os "tempos difíceis esperam os trabalhadores, o povo e o país. Sobretudo porque a intenção da política de direita... é a de carregar mais e mais sobre as condições de vida dos portugueses à custa das benesses e apoios destinados aos grupos económicos e ao capital financeiro". 


Reafirmou ainda "a  determinação do PCP" para o apoio à luta pela "defesa dos direitos e o emprego, valorizar salários e pensões de reforma, apoiar os pequenos e médios agricultores e empresários, fazer pagar à banca, aos grupos económicos e às grandes fortunas o preço pela crise que eles próprios criaram"


Golpe constitucional, cuidado!

Alerta ainda o PCP para as tentativas de desrespeito da Constituição da República, e possivelmente de prepararem "um verdadeiro golpe constitucional".


O PCP recorda que a ser aplicado o acordo da troika, verificar-se-á  "uma regressão sem precedentes nas condições de vida do povo", para transferir para os Bancos "12 mil milhões de euros, para lá dos 35 mil milhões de euros de garantias do Estado para a banca... remetendo para o erário público prejuízos que podem atingir mais de cinco mil milhões de euros depois de mais de dois mil milhões de euros de dinheiro público enterrado no BPN e BPP". A ser aplicado este programa será agravado "o desemprego nos próximos anos que poderá atingir mais de um milhão de trabalhadores" e a recessão económica o que tornarão mais difícil o pagamento da dívida. 


Renegociação da dívida.

O PCP, insite na proposta feita em 5 de Abril, da renegociação da dívida pública externa portuguesa e afirma que apresentará na Assembleia da República uma proposta nesse sentido. Reafirma também que as propostas de alternativa que apresentou e que foram silenciadas, nomeadamente a acção “Portugal a produzir”, continua a ser a mais sólida e consequente proposta para tirar o país do rumo de definhamento e retrocesso e continuará a bater-se pela concretização de um vasto conjunto de medidas e políticas, nomeadamente por um forte  investimento público, pelo accionamento de cláusulas de excepção que salvaguardem o aparelho produtivo e as MPME's e pelo controlo e diminuição dos custos dos factores de produção.


Esclarecer, mobilizar, organizar, resistir

Por isso, o comunicado diz "Os tempos que se avizinham exigem um PCP mais forte, dinamizador da resistência e luta contra a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda".


O Comité Central termina o comunicado salientando a importância da organização, como mais uma vez foi evidenciado nas lutas de massas e na acção eleitoral e aponta a necessidade de prosseguir a concretização da acção “Avante por um  PCP mais forte” e da realização da Festa do “Avante!” a 2, 3, e 4 de Setembro.

16 de abril de 2011

A miséria desta política.

Todos iguais?

As notícias, na Televisão, nos jornais, nas rádios, são o espelho de uma política degradada, que se debate no pântano da miséria em que estamos.
   
O espectáculo dado pela Quadratura do Círculo na passada quinta feira, na SIC, é demonstrativo dos  "Quatro lados do Círculo" como demonstrou Pacheco Pereira ao socorrer-se do desenho sobre a mesa. 
Os quatro lados do Quadrado, transformado em Círculo, PS, PSD, CDS e Presidente da República, que nos governam, "arco governamental", como se identificam entre eles, não têm soluções e arrastam Portugal e os portugueses para uma miséria igual à sua miséria política. 
Apesar de, no debate, não estar ninguém do PCP, ou da esquerda, a António Costa, "escapou-lhe a boca para a verdade" e teve que reconhecer que alternativa a estas soluções, PECs e FMI, só as do PCP e Bloco, que implicam a saída do Euro e da UE, mas...
Este "mas..." diz tudo. O "mas" representa o reconhecimento da falta de coragem para enfrentar os interesses do grande capital, dos "mercados", dos bancos privados que perderiam o negócio dos altos juros pagos com o dinheiro do povo. 


O povo trabalhador, perante o que vê nos jornais e na Televisão, diz "são todos iguais".
De facto os que estão constantemente na televisão, os que prometem uma coisa e fazem outra, os que ora dizem que são contra os partidos e contra os políticos e, na primeira oportunidade, lá estão enfiados, eles e os "amigos", como os jogadores de futebol, vão para onde os comprarem por mais dinheiro...


...esses, de facto, são TODOS IGUAIS.


Mas serão assim todos os partidos? E aqueles que estão sempre com os trabalhadores, nas fábricas, nas empresas, os que na Assembleia da República apresentam propostas que a "maioria" chumba, aqueles que António Costa reconheceu como diferentes mas...


Nesta miséria de política para onde há 35 anos, nos arrastaram os partidos TODOS IGUAIS = PS+PSD+CDS existe um que, desde há 90 anos, luta ao lado do povo e dos trabalhadores, que resistiu ao fascismo, que alertou para os perigos do Euro, que lutou contra a destruição da nossa produção, das pescas, da agricultura e que continua na luta, em desvantagem, mas raramente aparece na Televisão.
 
Esses são DIFERENTES !