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28 de setembro de 2015

Para refletirmos V

Lágrimas e dentes de crocodilo

A propósito de um "lamento" da Internacional Socialista (IS) «...A deslocação global de dezenas de milhares de seres humanos actualmente em curso, em resultado de conflitos, da repressão ou da fome...» e que "esquece" as causas desses mesmos conflitos, repressão e fome, Filipe Diniz no Avante, entre outras coisas, pergunta:

«... Tudo isto cai do céu? Governos com partidos que integram a IS – como o francês – não têm nada a ver com o assunto? Não participaram na destruição do Iraque e da Líbia, no ataque contra a Síria (no Líbano, o partido filiado na IS passou-se para o campo «anti-Assad»). A França de Hollande não empreende uma vasta acção neocolonial na região subsaariana?...»

e finaliza com as seguintes conclusões:

«A IS não deu por nada.

O PS português faz parte desta hipócrita engrenagem. Mobilizou-a e apoiou-se nela contra a revolução portuguesa, adquiriu nela todos os tiques do dizer uma coisa e fazer o contrário. Com o detalhe que estes documentos da IS ilustram: invocar os problemas mas ocultar as causas é utilizar os problemas para garantir a continuidade das causas.

As lágrimas de crocodilo podem ser comoventes. Mas os dentes do crocodilo são o problema a resolver.»

27 de agosto de 2015

Censura

Os órgãos de informação escondem as responsabilidades das tragédias

As tragédias que envolvem alguns milhões de pessoas e centenas de milhar de refugiados, são fruto das guerras que a NATO, a mando dos Estados Unidos da América, com a colaboração da União Europeia, fizeram no Médio Oriente, que arrasaram países inteiros como foi o caso, entre outros, da Líbia. Recorde-se que, em 2012, a Líbia tinha o segundo melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) da África e o quinto maior produto interno bruto (PIB) (em paridade do poder de compra) per capita do continente (em 2009), atrás da Guiné Equatorial, das Seychelles, do Gabão e do Botswana. A Líbia tem uma das 10 maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e a 17.ª maior produção petrolífera (dados da Wikipédia).
Como a história tem mostrado, os EUA, promovem as guerras civis contra os governos que não se submetem às suas exigências, ou financiam e armam terroristas, criando o pretexto para a sua intervenção e domínio de países através da colocação de governos fantoches e ditaduras (como de Pinochet, e agora na Ucrânia).
É isto que as Televisões, Jornais e jornalistas, têm medo, ou estão proibidos, de dizer.
Ver ainda:
http://c-de.blogspot.pt/2011/03/guerra-no-libano.html
http://c-de.blogspot.pt/#uds-search-results



18 de maio de 2012

Ainda a Líbia

As mentiras e a manipulação da informação 

Ainda ontem escrevi sobre a Líbia a proposito de uma notícia do "The Telegraph". Hoje, uma notícia do Público inverte as informações e pretende dar uma imagem a favor da intervenção da NATO, escondendo os verdadeiros mercenários. 
(ver: http://www.publico.pt/Mundo/onu-vai-investigar-recrutamento-de-mercenarios-por-khadafi--1546626)

O Público começa por afirmar em título "ONU vai investigar recrutamento de mercenários por Khadafi". A afirmação é perentória. Contudo logo a seguir deixa uma dúvida:"O suposto recrutamento de mercenários durante o conflito na Líbia, que culminou na morte do líder líbio, Muammar Khadafi, vai ser investigado pelas Nações Unidas". Qual suposto?

No corpo da notícia o Jornal Público, volta a baralhar para confundir. Cita os objectivos da investigação: “apurar os factos” e “avaliar as alegações sobre o recurso a mercenários no conflito recente”, assim como “as medidas tomadas pelo Governo para combater esse fenómeno”. Como se verifica não volta a afirmar que se trata de "mercenários  de Khadafi" nem se sabe bem a que Governo se refere, deixando no ar a dúvida. Diz mais adiante o Público: "Para além da questão dos mercenários, o grupo de trabalho pretende obter “informações directas e em primeira mão” sobre “as actividades das empresas privadas que ofereceram assistência militar e serviços de consultoria e de segurança na Líbia” e avaliar o impacto que essas actividades tiveram no gozo dos direitos humanos, adiantou Faiza Patel, que preside ao painel que fará a investigação". Continuamos sem saber a que empresas e a que serviços de consultoria se referem. Fica no ar a curiosidade do leitor.
Seguidamente o Público avança uma informação de há um ano difundida pelos rebeldes "A presença de mercenários de países africanos a combater do lado do ex-líder líbio Muammar Khadafi foi denunciada pela oposição ainda durante o conflito". Esta informação "relembrada agora pretende reforçar o inicialmente dito pelo Público no seu título: "os mercenários são de Khadafi" e iludir o leitor que ficou curioso para saber a que mercenários e serviços de consultoria se refere o Público. Esta pulhice é reforçada por uma afirmação de setembro do ano passado que o Público cita: "Pater disse que os mercenários tinham cometido “graves violações aos direitos humanos”. Afirmação que não atrasa nem adianta. Contudo o Público ligando estas duas informações pretende que os seus leitores concluam que sempre que fala de mercenários estes são pagos por Khadafi. E assim termina a notícia do Público, nunca referindo os mercenários introduzidos pela CIA e pela NATO, nem os consultores e conselheiros de guerra ingleses, americanos e franceses, e cobardemente, sem o afirmar no corpo da notícia, engana os seus leitores com a ideia que introduziu no título.  Os mercenários são de Khadafi.

Vejamos agora uma análise feita pelo Jornal Avante de ontem. (Ver: http://www.avante.pt/pt/2007/internacional/120110/)

Título: "Tortura denunciada na ONU"

Diz a notícia: "O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia confirmou, sexta-feira, 11, que a tortura é uma prática disseminada no país após o derrube do anterior regime.
Sete mil pessoas estão em cárceres onde a tortura é frequente".

"Perante o Conselho de Segurança da ONU (CS), Ian Martin admitiu que os dados recolhidos pela sua equipa indicam que os maus-tratos e a tortura são frequentes nos 31 cárceres administrados pelo autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), nos quais se calculam que estejam detidas cerca de três mil pessoas".

"«Persistem os casos de maus-tratos e tortura», disse Martin, para quem a «resposta a estas práticas devia ser uma prioridade do governo no caminho da construção de uma nova cultura de direitos humanos e de Estado de direito no país» (EFE 11.05.2012)".

"O responsável instou ainda as novas autoridades a assumirem o controlo das dezenas de centros de detenção, muitos dos quais ilegais, que permanecem nas mãos dos grupos de mercenários. Calcula-se que nestas prisões estejam outros quatro mil supostos apoiantes do regime derrubado pela agressão imperialista, sujeitos a igual tratamento."

"Martin exemplificou a situação com a morte, a 13 de Abril, de três pessoas num centro de detenção em Misrata, casos sobre os quais a missão da ONU no território diz ter «informações confiáveis»."

"As mesmas provas indicam que «pelo menos outras sete pessoas foram torturadas até à morte no mesmo centro» (Telesur 11.05.2012)".

"O enviado das Nações Unidas notou ainda que os relatos respeitantes aos maus-tratos e às torturas, e os «sérios obstáculos no acesso dos cidadãos à justiça», contrastam com as promessas feitas pelo CNT... (EFE)"...

O leitor deste blogue que veja as notícias e conclua.

Minha conclusão: O Jornal Público, como a generalidade dos Jornais propriedade dos grupos económicos, tentam mostrar-se independentes mas na realidade mentem (com mais ou menos subtileza) e são dependentes dos interesses do poder económico.

O Jornal Avante, assumidamente, defende os interesses dos trabalhadores e para isso não precisa de mentir. Basta que informe o que os outros escondem ou deturpam.
Como disseram grandes revolucionários "Só a verdade é revolucionária".  

Coisas que andam esquecidas


São raras e muito "selecensuradas" as notícias que aparecem sobre a Líbia depois da morte de Kadaffi.
 
Seria lógico que depois de uma tão violenta guerra, se tivessem notícias das prometidas eleições, após dez dias como chegou a afirmar o CNT (Conselho Nacional de Transição), ou sobre as averiguações das "valas comuns de milhares de mortos" como os jornais profusamente divulgaram há um ano. 
Li hoje no jornal inglês "The Telegraph" a noticia que resumo:
 
NATO acusada de não investigar as mortes civis na Líbia

A Human Rights Watch (HRW) acusou a NATO de não reconhecer o alcance dos danos colaterais que causou durante a campanha que ajudou a derrubar Muammar Gaddafi. 
Fred Abrahams, assessor especial da HRW, disse num comunicado que "Os ataques foram permitidos somente para alvos militares, e sérias questões permanecem por apurar, em incidentes provocados pela NATO".
O relatório afirma ser a investigação mais extensa até à data de vítimas civis da campanha aérea da NATO, apresenta uma estimativa de maior número de mortes do que o da Amnistia Internacional que em março documentou 55 mortes de civis, incluindo 16 crianças e 14 mulheres.
 
Em resposta, a NATO considera que a sua operação Líbia foi de grande sucesso, ilustrando a capacidade dos aliados para trabalhar bem juntos numa campanha. 
A NATO realizou mais de 26.000 incursões, incluindo mais de 9.600 missões de ataque e destruiu cerca de 5.900 alvos até 31 de outubro do ano passado.
 
Abrahams, principal autor do relatório da HRW, disse que os cuidados que a NATO tomou durante a campanha foram "minados pela sua recusa em examinar as dezenas de mortes de civis" e que as mortes na Líbia podem prejudicar a capacidade da NATO para realizar futuras operações fora dos territórios dos seus membros, na América do Norte e Europa.
A HRW destacou o ataque à aldeia de Majer, 160 km a leste de Tripoli, em 08 de agosto, quando bombardeamentos aéreos da NATO mataram 34 civis e feriram mais de 30. 
"Durante quatro visitas a Majer, incluindo um dia depois do ataque, a única prova possível de uma presença militar encontrada pela Human Rights Watch foi uma camisa estilo militar - roupa comum para muitos libaneses - sob os escombros das casas ", disse.
A NATO disse, sem provar, que os alvos atingidos eram "alvos militares legítimos, selecionados de forma consistente com o mandato da ONU".

Para alem destas investigações por fazer, dos números apresentados serem muito duvidosos, ficam as perguntas essenciais. 
Que ganhou a população da Líbia com esta guerra? 
Para quando a democracia na Líbia? 
Quando termina a ditadura que persegue, mata, tortura etnias e os apoiantes de Kadaffi, civis e militares?

9 de fevereiro de 2012

As infâmias da guerra


Líbia: A verdade acabará por ser descoberta

De um artigo de opinião de Jorge Cadima na Crónica Internacional do Avante, acabei de ler:
O New York Times (21.1.12) agora confessa que o linchamento de Kadafi teve a participação dos drones (aviões não tripulados) dos EUA, que estiveram em acção «até ao último dos ataques, que atingiu a caravana do Coronel Kadafi no dia 20 de Outubro e levou à sua morte». A imprensa ocidental confessa agora (só agora) que os «rebeldes» que a NATO colocou no poder torturam sistematicamente. Até a organização Médicos sem Fronteiras se retirou da «livre» cidade líbia de Misrata por achar que «a nossa missão é dar cuidados médicos a feridos de guerra ou presos doentes, e não tratar repetidamente os mesmos doentes por entre sessões de tortura» (Independent, 27.1.12).

9 de dezembro de 2011

Ainda a Líbia

Aprender com a História
 
Só hoje vi uma crónica de Timothy Bancroft-Hinchey no Pravda.Ru, mas não é tarde para citar e comentar alguns parágrafos.
 
Começa o cronista por perguntar: "que "ditador" educa o seu povo de forma gratuita, envia estudantes para universidades no exterior, inclusive nos países que foram endemicamente hostis ao sistema Jamahiriya (governação direta das comunidades de pessoas), que "ditador" dá casas ao seu povo de forma gratuita, que "ditador" dá cuidados de saúde gratuitos, que "ditador" lhes dá 50% do preço do seu primeiro carro, que "ditador" distribui a riqueza do país diretamente para as contas bancárias de seu povo banco?" Em texto que publiquei aqui perguntava também "que ditador distribui armas pelo seu povo?" Que ditador resistiria a oito meses de bombardeamentos e ataques diários de mercenários fortemente armados se tivesse o seu povo contra ele?"
 
Diz depois o articulista que a NATO sabe bem que "que quebrou todas as regras na Líbia, que violou os termos do seu mandato, que violou as resoluções do CSNU, que violou a Carta das Nações Unidas, que violou os termos de Convenções de Genebra". A NATO Sabe bem que "cometeu actos terroristas na Líbia atacando estruturas civis com equipamento militar, destruindo sistemas de abastecimento de água, as fábricas que fabricavam tubos para repará-los, bombardeando a rede elétrica, interferindo nas comunicações, bombardeando escolas, centros de saúde e hospitais, assassinando civis com helicópteros".
 
Mais adiante numa imagem futebolística diz a NATO "não foi capaz de atingir seus objetivos, seguindo as regras... você não ganha uma partida de futebol por atacar os oponentes com metralhadoras e granadas e depois encher o campo com 50 jogadores".

31 de outubro de 2011

Morte de Kadafi

As tentativas de desinformar que falham

Logo após a morte de Kadafi, apesar da profusão de vídeos e demonstrações dos troféus de guerra dos rebeldes, o CNT tentou fazer passar a mensagem de que Kadafi tinha sido morto pelos seus apoiantes para que não revelasse segredos. Isso chegou a ser sugerido como verdadeiro na nossa televisão (ver aqui em 18/out.). Contudo a grande maioria das notícias revela o contrário. Kadafi foi morto com crueldade pelos rebeldes. Era aos rebeldes que não interessava que Kadafi fosse julgado pois isso iria motivar grandes ações de apoio em sua defesa.
Guerrilheiros, revolucionários, não se comportam assim.


Acaba a intervenção da NATO, não acabou a luta e a guerra da desinformação
  
Acaba hoje a intervenção da NATO que "oficialmente" durou oito meses, depois de um mês de guerra civil em que os rebeldes foram apoiados pelas tropas especiais inglesas e pela CIA. Oito meses de guerra da NATO, com forças potentissimas, muitos milhares de bombardeamentos diários, que, para alem dos alvos militares, mataram imensos civis, mulheres e crianças, destruiriam as infraestruturas de comunicação, de água, de electricidade, de gás e muitos edifícios de habitação, escolas creches e até hospitais. Destruíram o país mais desenvolvido de África. 

Guerra de uma organização, de um grupo de países, que decidiu, unilateralmente, interceder a favor de rebeldes em oposição a um governo legal que ainda há poucos anos era considerado amigo. 
Se Kadafi era ditador há 42 anos porque é que foi, tanto tempo, amigo dos que agora o combateram.

Incompreensível é também a afirmação de que o ditador era odiado pela maioria do povo. Como é possível que fossem precisos nove meses de guerra, com fortes apoios em armamento, da Inglaterra, França e Estados Unidos, e oito meses de intervenção directa da NATO, com milhares de bombardeamentos, por aviões e navios de guerra, em apoio a uma das partes (que se dizia maioritária) e fortemente armada, numa guerra civil. Onde foi Kadafi buscar as forças para aguentar este combate? É questão que o futuro dirá.


25 de outubro de 2011

Continua a farsa sobre a Líbia

Os "profissionais" do jornalismo já não sentem vergonha por transmitir, sem comentários, evidentes mentiras

O descaramento é tal que ouvi ontem no notíciário da televisão, um jornalista dizer, sem corar nem gaguejar, o CNT sugere que o Kadafi foi morto pelos seus homens, porque "a sua morte imediata iria beneficiá-los".
A noticia, segundo o "honesto" jornalista, foi dada pelo primeiro ministro da Líbia Mahmoud Jibril, o mesmo que tinha dito que o corpo não seria autopsiado e que seria entregue â família. 
24 horas depois foi autopsiado e 48 horas depois disse que foi enterrado em local secreto no deserto. 


Esta fez-me lembrar a do Bin Laden atirado ao mar.


(Nem Sócrates ou Passos Coelho dizem e desdizem com tanta rapidez).

24 de outubro de 2011

12 de outubro de 2011

CONSELHO PORTUGUÊS PARA A PAZ E COOPERAÇÃO

É preciso parar os graves crimes contra a humanidade na Líbia


O Conselho Português para a Paz e Cooperação, emitiu o seguinte comunicado que, como é "norma", a comunicação dita social esconde, por não coincidir com a política dos seus donos.



Parar a agressão à Líbia


O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena o massacre que há semanas está a ser perpetrado pela NATO e pelo CNT contra a população de Sirte e de outras cidades da Líbia.
Para além dos violentos bombardeamentos aéreos e terrestres que já provocaram inúmeras vítimas e o êxodo em massa da população em fuga dos bombardeamentos «humanitários», que não poupam hospitais e bairros residenciais, o brutal bloqueio à cidade está a intensificar-se provocando carências extremas de medicamentos, alimentos e água. É a própria imprensa internacional, que silenciou os massacres cometidos pela NATO ao longo dos últimos meses, a ser obrigada a reconhecer que Sirte enfrenta um verdadeiro desastre humanitário.


Ver o texto completo do comunicado em:
http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html

8 de outubro de 2011

Os bombardeamentos humanitários vão continuar

Líbia martirizada: Ao fim de sete meses de bombardeamentos NATO não garante ter ganho a guerra enquanto não eliminar todos os apoiantes de Kadafi

Insurgentes apoiado pela NATO hoje continuaram o cerco de Sirte, embora o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tenha atribuido ao bombardeamento aéreo o agravamento da situação humanitária no local. 


O ministro francês da Defesa, Gerard Longuet, garantiu hoje em Bruxelas que a campanha de bombardeamentos da NATO na Líbia vai continuar. 


Longuet afirmou que os bombardeamentos aéreos vão continuar até que todas as bolsas de resistência estejam extintas e que o novo governo líbio peça para parar.  


Apesar dos antigos rebeldes controlarem a maioria do território líbio,  algumas regiões continuam a estar controladas por forças pró-Kadhafi, incluindo Sirte na costa mediterrânica, a cidade de Bani Walid e partes do sul do país. 


O ministro francês está em Bruxelas a participar na cimeira de ministros da Defesa da NATO.


Estas são as notícias que nos aparecem, distribuídas pelos centros de difusão da informação controlados pela CIA e pela NATO. Ainda que à mistura venha muita mentira, há realidades que já não conseguem esconder. A guerra contra o regime Líbio vem sendo preparada pelo menos, desde que Kadafi (ex-amigo dos governos ocidentais), não cedeu às chantagens que lhe fizeram e não entregou o petróleo à exploração das petrolíferas, norte americanas, francesas e inglesas.

Fabricação de mercenários


A CIA investiu no treino de agentes que criaram os "insurgentes" ou "rebeldes". Em fevereiro deste ano, há nove meses, começou o que se apelidou de guerra civil, desencadeada pelos agentes da CIA, das forças especiais inglesas, francesas e NATO, criando os pretextos para uma intervenção armada desses países e mais tarde, em março, da NATO com o apoio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, para controlar o espaço aéreo e impedir a aviação líbia de matar os "insurgentes", tidos como sendo a população. A resolução vigoraria por três meses, tempo considerado mais que suficiente para a queda do  regime que segundo eles era odiado pelo povo.


Tentativas goradas, para a resolução pacífica


Apesar das tentativas de negociação da União Africana, das propostas de Kadafi para a realização de eleições na Líbia, a NATO nada disso aceitou.
Perante os bombardeamentos da NATO muito para além do que diziam ser o controlo do espaço aéreo, bombardeamentos que incluíam a casa de Kadafi, as estações de televisão, hospitais, redes de abastecimento de água e electricidade, ruas e viadutos, e todas as infraestruturas, Kadafi entregou ao povo cerca de um milhão de armas. Os populares aliados aos militares desferiram rudes golpes contra os tais rebeldes. 
Como resposta a NATO passou a bombardear todas as zonas civis onde admitia haver apoiantes de Kadafi, iniciando uma guerra genocida. Bombardeamentos feitos diariamente por sofisticados aviões, por helicópteros, por navios de guerra ao longo da costa da Líbia com o Mediterrâneo.


Mais bombas que rebeldes


Passaram-se os tais três meses e Kadafi não dava mostras de ceder, apesar dos poderosos meios de Guerra da NATO, dos EUA, da França e Inglaterra. Passaram a devastar tudo o que pudesse abrigar apoiantes de Kadafi, e assim abriram os caminhos para que os rebeldes se aproximassem das principais cidades defendidas pela população armada e tropas governamentais.
Onde não conseguiam entrar lá estavam, diligentes, os aviões da NATO a bombardear bairros inteiros onde tinham informações dos rebeldes que havia pessoas que apoiavam Kadafi. 
Na entrada em Tripoli, após muitos dias de bombardeamentos da NATO, os rebeldes exibiram filmes e fotografias a metralharem os edificios de habitação e matarem, vitoriosamente, os moradores que tinham escapado aos bombardeamentos. 


Já nem falam do texto aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU


Já lá vão nove meses de guerra, três vezes mais que o tempo infamemente concedido pelo Conselho de Segurança da ONU. Agora com toda a arrogância (democrática), com ou sem aprovação da ONU, dizem que a "campanha dos bombardeamentos" vai continuar. 
Não o dizem, mas digo eu, que irá continuar, até que os apoiantes de Kadafi forem todos mortos, para assim terem garantida a vitória eleitoral na farsa de eleições que, como democratas que mostram ser,  irão promover.


Deixem-se morrer à fome e sede os habitantes de Sirte


Não dizem eles mas, mandaram dizer, através de jornais ingleses e norte americanos, que o melhor é deixar morrer à fome e sede a população da cidade de Sirte cercada e impedida de abastecimentos de alimentos e água.
Depois de Sirte, seguirão para Bani Walid e as cidades do sul do país, onde as populações e as tribos apoiantes de Kadafi decidiram impedir a entrada dos invasores e colonos imperialistas.

Têm razão os ministros da NATO que vai ser preciso continuar os bombardeamentos por muito mais tempo. 
Lembram as notícias que a guerra idêntica no Afeganistão, onde a NATO tem milhares de tropas no terreno, dura há mais de 10 anos.

Quem paga estas guerras? 


Os que fingem não perceber, e aceitam a justificação de que se trata de uma guerra para defender as populações, é moralmente conivente com os muitos milhares de mortos, mulheres, velhos e crianças, mortos e o sofrimento dos feridos pelos bombardeamentos humanitários da NATO.

Ver:  http://c-de.blogspot.com/2011/10/bombardeamentos-humanitarios.html

7 de outubro de 2011

Bombardeamentos humanitários

A Comissão Europeia (CE) alertou nesta sexta-feira que é "crítica" a situação em Sirte, cidade natal de Muammar Kadafi, onde forças do regime deposto resistem, e pediu o respeito ao direito humanitário internacional e a retirada dos civis.


Esta é a notícia que circula nalguns jornais estrangeiros e que vem na sequência de outras, não difundidas cá na nossa terra, que informam que a NATO bombardeia selvaticamente a cidade de Sirte, matando a eito, civis, mulheres, velhos e crianças que não abandonam a cidade cercada.


Em alguns jornais "ocidentais e cristãos" defendia-se há dias a intenção da CNT (governo fantoche dos rebeldes) deixar morrer de fome e de sede a população da cidade de Sirte, uma vez que os intensos bombardeamentos da NATO à cidade, destruíram a maioria das infraestruturas de abastecimento de água e electricidade.


Na guerra pela ocupação da Líbia e roubo do petróleo e dos milhares de milhões de euros dos Fundos líbios depositados nos bancos ocidentais, vale tudo, mesmo os mais horrendos crimes contra a humanidade e as ações de genocídio e exterminação das tribos e populações apoiantes do governo e de Kadafi.


A estas ações ainda há quem continue a apelidar, hipocritamente, de "ações humanitárias". O tempo julgará, infelizmente, depois de terem sido assassinadas mais de 50.000 pessoas, entre as quais mulheres velhos e crianças e de se ter destruído um dos países mais desenvolvidos de toda a África .   


Nota: às 18:30 acrescento esta frase do blog "o cantigueiro"
"têm arrasado escolas, hospitais, casas particulares, ruas, bairros inteiros... exterminando milhares de inocentes e abrindo caminho ao extraordinário e tão “solidário” negócio multimilionário da “reconstrução”, o segundo negócio mais lucrativo dos fabricantes, negociantes e traficantes de armamentos. Como assistimos na Líbia e na longa lista de intervenções militares americanas que antecederam esta".





12 de setembro de 2011

Bombardeamentos humanitários

Líbia: Continuam os bombardeamentos da NATO

A censura feita às informações sobre a Líbia impede-nos de conhecer a realidade com rigor.
Contudo sabemos que o povo líbio continua a resistir pelo que a NATO é forçada a bombardear as cidades que resistem.
Sabemos também que aumenta o número de mortes, quer de civis causados pelos bombardeamentos da NATO, quer dos revoltosos.




Uma vez que em Portugal as notícias são censuradas, relembrando velhos tempos, procurei em outros países alguma informação. 
http://news.xinhuanet.com/english2010/world/2011-09/12/c_131134099.htm
http://www.romandie.com/news/n/Libye_forte_resistance_a_Bani_Walid___un_fils_Kadhafi_au_Niger120920111309.asp
http://www.algeria-isp.com/actualites/politique-libye/201109-A6022/chef-des-pirates-moustapha-abdeljalil-peureux-tripoli.html
http://www.independent.co.uk/news/world/africa/initial-assault-on-gaddafi-stronghold-falters-2352871.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,secretario-geral-da-otan-diz-que-continuara-operacoes-na-libia,771475,0.htm

Do blog Anónimo séc. XXI, retiro este comentário com que Sérgio Ribeiro tão bem caracteriza este drama:


Uma imagem e uma dúvida cada dia reforçadas:
  • a imagem de que se está a esfolar um animal (que é gente, que é um povo!) vivo
  • a dúvida do que seria esta guerra (ou se seria!) sem os bombardeamentos da NATO

30 de agosto de 2011

Guerra do Petróleo


MONDE -  le 24 Août 2011

Total, le grand gagnant de la guerre en Libye

Mots clés : PétroleLibye,
S’il y en a un qui doit se réjouir de l’issue de la guerre, c’est bien le géant pétrolier français qui est bien placé pour faire main basse sur une belle part de l’or noir libyen.
Qui était parmi les tous premiers Français à venir début mars à Benghazi encourager les insurgés libyens ? Un représentant de Total. Et l’entreprise peut aujourd’hui se frotter les mains : l’empressement de l’Elysée à reconnaître le CNT, comme à défendre l’intervention militaire a fait rentrer le groupe dans les bonnes grâces du futur régime.
Para ver mais clique (aqui)

27 de agosto de 2011

Criminosos de Guerra

Em 2003 - Tinta vermelha em cima do Secretário Geral da NATO. Hoje o sangue das vítimas inundar-lhe-ia a consciência se a tivesse





Crimes contra a Humanidade

Limpeza étnica, genocídio, barbaridade


A NATO introduziu nas fileiras dos chamados "revoltosos" comandos da Al Quaida e mercenários armados financiados e treinados para fazer a limpeza étnica dos povos apoiantes de Kadafi. Apesar da censura e do forte controlo dos órgãos de comunicação "social" a NATO não consegue impedir que sejam difundidas imagens de alguns jornalistas e dos próprios mercenários que registam as suas proezas.

Os jornalistas, Mahdi Darius Nazemroaya e Thierry Meyssan, que estavam a fazer reportagens factuais, descrevendo o que se passava, foram presos pelos mercenários sob o comando da NATO, no centro de imprensa do hotel Rixos (em Trípoli).


 
 
 
 




Ver ainda:
http://www.leaderpost.com/news/5308107.bin?size=620x400s

http://civilizacionsocialista.blogspot.com/2011/08/la-otan-desata-depuracion-etnica-en.html

http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html

http://c-de.blogspot.com/p/conversas.html


25 de agosto de 2011

A verdadeira guerra "humanitária"

Cheira a Petróleo

Ao ver este cartoon no blog "Cantigueiro" fiquei, muito, mesmo muito, sensibilizado. 
Vi nesta imagem, uma pomba (disse pomba e não bomba!) Obama, digníssimo Nobel da Paz, e os aviões, anjos "guarda costas" do pacificador, vindo de tão longe, atravessar o atlântico, carregado de um ramo de oliveira para, depois de ter defendido as populações da Líbia, vir agora defender o Petróleo da cobiça das Companhias Petrolíferas dos vários países que, atentos, aguardam os despojos de guerra. Obama certamente também atento às notícias de todo o mundo, leu neste blog C de... a notícia publicada hoje, "A verdade é como o Azeite...". Mais sensibilizado fiquei.

As intervenções humanitárias


A verdade é como o azeite...

Com o título:
Comunidade internacional abre "guerra" pelo petróleo da Líbia
o Jornal de Negócios, publicou:

No terreno, o cheiro ainda é de pólvora. Mas é atrás do cheiro do “ouro negro” que estão já as maiores potências internacionais. 


Consolidada a expectativa de que o regime de Muammar Kadhafi morreu ontem ao fim de quatro décadas com a ocupação do seu quartel-general pelas forças rebeldes, todos os países estão a mexer peças no sentido de se aproximarem do conselho de transição, que tenciona marcar eleições dentro de oito meses, e de reposicionarem as respectivas empresas e investimentos num dos países mais ricos em petróleo e gás.


Segundo a agência Bloomberg, a italiana Eni, dona de um terço da Galp, está a fazer lóbi junto dos líderes rebeldes para manter a sua liderança como produtor de energia na Líbia. Um estatuto assegurado dadas as boas relações entre Kadhafi e Sílvio Berlusconi, que só em Abril – e muito a contragosto – permitiu que forças aéreas italianas se juntassem à operação da NATO.


Ainda segundo a Bloomberg, que cita uma fonte anónima próxima da empresa italiana, a Eni quer assegurar-se de que não vai perder terreno para a Total francesa, que dispõe agora da vantagem política de Nicolas Sarkozy ter sido o primeiro líder mundial a reconhecer o movimento rebelde como interlocutor legítimo na Líbia. E quer também travar caminho às petrolíferas britânicas e norte-americanas, cujos países tomaram a dianteira no apoio ao movimento para derrubar o ditador.




Nota 1: 
Para além do roubo do petróleo, os governos das nações invasoras, estão a estudar as formas discretas de se apoderarem dos depósitos de muitos milhares de milhões de dólares que a Líbia tem em vários países.
Nota 2: 
Os invasores, revelam a sua moral ao oferecer dinheiro pelo Kadafi, vivo ou morto. Regressamos aos tempos dos "cowboys" e da Idade Média nas Relações Internacionais.