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19 de novembro de 2014

Ainda o Muro de Berlim e os Muros do mundo.

18 mil quilómetros de muros

Depois do que escrevi no poste do dia 11, volto a falar de muros.  

Hoje existem mais de 7,5 mil quilómetros de muros construídos pelo capitalismo para isolar países e povos. Muros físicos, bem sólidos, que fazem parte da política de exploração e subjugação de países e populações, à estratégia imperialista. Estão projetados e em construção mais de 10 mil quilómetros de outros muros todos construídos pelo capitalismo e nomeadamente pelos EUA, como o que acontece para isolar o México. Só esse tem 3.000 quilómetros. Quando todos os muros em construção estiverem acabados, e se entretanto o capitalismo não projetar novos, atingirão mais de 18 mil quilómetros. 

Os muros mais famosos

Deixando para outra ocasião os outros tipos de muros que o capitalismo usa para limitar a liberdade a quem lhes interessa, falemos apenas dos muros puros e duros. Os muros mais conhecidos são o que separam os EUA do México, o muro de Ceuta e Melilla, o muro da Cisjordânia e faixa de Gaza (construído pelo Governo de Israel que vai roubar mais 10% do território da Cisjordânia, que ficará dividida e isolada do resto do país), o muro da Irlanda do Norte (eufemisticamente "Linha de Paz"), o muro que divide as Coreias, O Muro da Arábia Saudita que atingirá 9.000 km e será o mais longa do mundo, altamente sofisticado com tecnologias de segurança, o muro de Chipre (Nicósia que divide a capital em duas partes, e tem 180 km.), o Wall Bagdad, construído pelo exército americano (iniciado em 2007) e tem 5 km., O Muro da Índia e do Paquistão com 2,9 mil quilómetros de arame farpado, o Muro Caxemira, o Wall Botswana e Zimbabwe com 500 km. de comprimento, o Muro Irão e Paquistão, o Muro da Tailândia e da Malásia, o Muro do Iraque e Kuwait, o Muro da Índia e Bangladesh com 4.000 km., o Muro Uzbequistão, eletrificado e minado que isola em parte o Afeganistão, o Muro Egito-Gaza e ainda outros como o do Rio de Janeiro para separar a cidade Olímpica das favelas.

Bloqueio. Muro à volta de Cuba.

Os EUA só não construíram um muro à volta de Cuba porque é uma ilha. Contudo sujeitam esse país a um bloqueio económico que infringe as leis internacionais e pela 23ª vez foi condenado na ONU por 188 países. Apenas Israel e EUA votaram contra.
Se há tantos muros, muitos deles maiores que o de Berlim, outros que criam situações dramáticas entre habitantes que estão isolados e até condenados à sede por cortes do abastecimento de água como é o caso de Gaza, porque é que só o de Berlim (com motivações que não vale a pena repetir) é que é citado? Da parte da propaganda e da censura controlada pelo imperialismo não admira. Admira sim que, democratas e pessoas que deveriam lutar por uma sociedade melhor, se coloquem do lado do imperialismo para, com ele, fazer coro contra o Muro de Berlim que deveriam saber, foi construído justamente para defesa do socialismo contra as permanentes guerras, conflitos, invasões e ingerências para criar dificuldades.

A derrota dos países socialistas

O imperialismo venceu e acabou por derrotar os países socialistas. Mas que aconteceu depois disso?
O Pacto de Varsóvia foi extinto. Mas a NATO logo estendeu os seus domínios e guerras a quase todo o mundo. O tratado de Lisboa consolidou esse expansionismo.
Os EUA e a Europa trataram de lançar as suas multinacionais aos novos mercados. Meia dúzia de grandes multimilionários dominaram o poder económico e o poder político. 
Lançaram o desemprego, a fome, a miséria com o nome de liberdade.
Vencida a resistência dos países socialistas, os EUA lançaram-se em novas guerras que destruíram países e mataram milhares de pessoas, civis, mulheres e crianças inocentes, para dominarem o Médio Oriente e as suas riquezas como o petróleo.
Fomentaram golpes militares e o terrorismo para derrubar governos legítimos substituindo-os por ditaduras dando apoio e abrindo o caminho ao fascismo declarado.

Da guerra fria para a guerra quente

O mundo passou da guerra fria para a guerra quente, violenta e assassina, sem controlo, à revelia da ONU e das leis internacionais.
Os EUA nunca respeitaram os direitos humanos, mas agora, de mãos livres a CIA (Agência Nacional de Inteligência) pratica os mais hediondos crimes e torturas, discricionariamente, em qualquer lugar do mundo capitalista. O orçamento da CIA, e militar, atinge verbas incalculáveis enquanto grande parte do povo americano vive com fome e na miséria (46,2 milhões).
Em 2013, o orçamento da CIA equivalia a mais de 52,6 mil milhões de dólares. 
A NSA (Agência Nacional de Segurança), cuja missão é interceptar todas as conversas telefónicas, e-mails e mensagens de rádio no planeta. gasta muito mais. 
Por sua vez a NRO (Serviço Nacional de Reconhecimento), gasta ainda mais do dobro destes valores.
Os serviços secretos do exército que tem também orçamentos equivalentes. Existem mais de 15 agências de inteligência dedicadas a áreas específicas, com mais de 107.000 funcionários que desestabilizam governos ou oposições, formam terroristas, para em seguida intervirem de acordo, exclusivamente, com os interesses dos EUA e do imperialismo.

Foi isto que a queda do Muro de Berlim facilitou. Festejem que o imperialismo e o fascismo, agradecem.


12 de novembro de 2014

Prisões e presos nos EUA

Mais uma notícia que tem sido abafada

Recorde Mundial de presos e prisões 

Todos os dias me chegam da Argenpress informações das notícias mais censuradas no Mundo. Sobre isto tenho escrito alguns comentários a propósito de algumas que me parecem mais relevantes. (ver aqui). Como já disse, as grandes cadeias mundiais de difusão de informações estão nas mãos de meia dúzia de grupos económicos de grande dimensão. Não estranhemos, pois, que as notícias difundidas tenham uma marca da ideologia capitalista dominante e muitas outras sejam abafadas pela censura.

Desta vez, no separador “Comentários” faço uma síntese das informações transmitidas pela Argenpress acerca de uma notícia que não é difundida pelos órgãos de comunicação. 

A notícia censurada é o recorde mundial de presos nos Estados Unidos da América. Números que impressionam tanto pelos seus valores absolutos quer em relação à população desse país ou de cada Estado.

Para aceder ao "Comentário" e restante artigo, clique aqui.

11 de novembro de 2014

Derrubemos os muros e cantemos alto

Muros de pedra, muros do dinheiro, muros de injustiças

Sobre muros não diria mais nada se não fosse uma minha revisão pela leitura dos comentários do texto Berlim, 25 anos – a festa, mas não para todos  no blogue "entre as brumas da memória".

Derrubar um muro pode ser um motivo de alegria, de festa, mas, como o título indica, numa sociedade de classes nem todos terão os mesmos motivos para a festa. 
Se esse derrube significar, como significou, abrir o caminho para alguns erguerem novos muros, creio que deveremos refletir e procurar ver a floresta e não apenas a árvore.
Na realidade, objectivamente, após o derrube do muro, cresceu a ofensiva exploradora com que os trabalhadores hoje estão confrontados, deu-se uma regressão social de dimensão civilizacional, aumentou a fome e a miséria da maioria dos trabalhadores enquanto alguns, aumentaram escandalosamente as suas fortunas. Cresceu a corrupção, os crimes, fizeram-se e continuam a fazer-se guerras em vários cantos do mundo. Destruíram-se países e regiões inteiras, mataram-se milhares de mulheres e crianças inocentes, o fascismo que estava encoberto saiu à rua, mata e tortura, ergue muros de forças de segurança, tomou conta de governos. 

Muro construído pelos EUA na fronteira com o México. Cruzes assinalando os mortos que tentaram passar

Metáforas para fazer pensar

As metáforas utilizando, palavras ou expressões em sentido figurado, alargam-nos a visão e fazem-nos pensar. Com a queda do muro de Berlim puderam os berlinenses comprar jeans, frequentar os centros comerciais do lado ocidental, enquanto perdiam empregos, as casas os transportes gratuitos.
A liberdade de comprar, comprar, comprar tudo o que quiserem (desde que tenham dinheiro) estendeu-se aos direitos das pessoas também colocados à venda. Hoje quem quer saúde paga-a, quem quer assistência social compra seguros ou PPRs. Os que tiverem dinheiro. 
Para que alguns possam ter grandes fortunas a crescer, outros tiveram que ir para o desemprego, coisa que não conheciam, e tiveram que baixar os salários. Hoje tudo é mercado. Tudo se compra e tudo se vende livremente, para quem puder, claro. A liberdade é comprada. A segurança, o usufruto da cultura, do lazer, é negócio que custa muitos euros. Os berlinenses conseguiram alcançar a sociedade onde tudo é negócio, do salve-se quem puder ou tiver dinheiro.

Muro Espanha - Marrocos

Preconceitos: Muros opacos em que não reparamos

Continuando com as metáforas que nos fazem pensar, vamos pois derrubar todos os muros. Não só o da faixa de Gaza, o do México que separa os mexicanos dos Estados Unidos, e todos os outros que foram erguidos graças à queda do Muro de Berlim, como também os muros dentro dos países que separam os ricos dos pobres, muros de condomínios fechados onde só tem liberdade os que têm dinheiro. Derrubemos também os muros das clínicas e hospitais privados, que separam os que precisam de cuidados de saúde dos que têm dinheiro para ter saúde. Derrubemos também muros, portas e portagens que retiram liberdade e direitos. Mais importante ainda; derrubemos também os muros dos nossos preconceitos que nos tapam a visão e nos impedem de conhecer o que está para lá desta sociedade desumana e injusta em que alguns (sempre os alguns) exploram quem trabalha e produz.
Derrubemos todos os muros, excepto os que ergamos com a nossa luta e consciência para nossa defesa e impedir alguns de explorar todos os outros.

Nota: Depois de ter publicado este texto vi no FOICEBOOK :
http://foicebook.blogspot.pt/2014/11/os-25-anos-do-derrube-do-muro-de-berlim.html

21 de março de 2013

EUA continuam a financiar planos golpistas contra Cuba


Os Estados Unidos destinaram 205 milhões de dólares, para propaganda dedicada a promover um golpe de Estado em Cuba.

Durante o mandato de Obama, a USAID e o Departamento de Estado Americano patrocinaram programas contra Cuba em valores que ultrapassam os 205 milhões de dólares.

O Gabinete de Auditoria dos Estados Unidos (GAO), informou que Washington utilizou este dinheiro para “programas subversivos feitos por instituições oficiais, para buscar a queda do Governo” de Cuba. 



Para alem desta quantia, foram usados 30 milhões de dólares para financiar as transmissões ilegais para Cuba através da Rádio e TV Martí e ainda muitos outros milhões, não revelados, para fundos orçamentais dirigidos secretamente para atividades que o Executivo norte-americano usa em segredo. 

A soma de todos esses fundos daria uma ideia dos esforços que o governo dos Estados Unidos ainda faz para sustentar uma política fracassada, a custa do contribuinte. 

O relatório do Gabinete de Auditoria, evita identificar quais são as organizações ou programas financiados, dando a entender que se trata de operações ilegais e secretas. 

São também referidos "projetos vinculados ao uso das tecnologias das comunicações, a criação de blogs e uso das redes sociais, via internet” e influenciar nos círculos não mencionados no relatório, e que se crê serem homossexuais, intelectuais e artistas. 

Pergunta-se até quando o Governo Americano vai continuar a gastar o dinheiro dos contribuinte em planos golpistas? 

Fontes: TeleSur e Boletim o Vermelho

24 de fevereiro de 2013

A censura existe. Disfarçada mas existe


Conclusões da vitória eleitoral do anti-imperialista Rafael Correa

Da imprensa progressista estrangeira, recolhi informações que a nossa comunicação social não publica. Como referi no passado dia 19, a grande vitória de Rafael Correa, no Equador, tem sido apagada pela censura que domina os grandes órgãos de comunicação. 

Revolução Cidadã

No Equador o povo ratificou o mandato do seu Presidente para continuar o caminho traçado, avançando mais rápida e profundamente no processo da "Revolução Cidadã”. 
O projeto de criar uma ordem social baseada no socialismo do sumak kawsay, o "bem viver” dos nossos povos originários, exige atuar com rapidez e determinação, disse Correa.


A luta anti-imperialista

O povo confirmou que quer um presidente que iniciou um enorme processo de mudanças sociais e económicas no Equador.
As eleições ratificaram a política de integração latino-americana, que deu força à ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), que pôs fim à presença dos Estados Unidos base militar de Manta, que realizou uma exemplar auditoria da dívida externa, que deu asilo a Julian Assange e que retira o Equador do CIADI (Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos, criado pelo Banco Mundial)

As conspirações financiadas pelos Estados Unidos, a manipulação da comunicão social, a oposição das classes dominantes e os estratagemas do imperialismo apesar de poderosos, não venceram a determinação e vontade do povo que defende as conquistas alcançadas.

Este poder não desgasta

O enorme triunfo de Correa demonstra que a tese "o poder desgasta”, só é válida na democracia quando o poder se exerce contra o povo.

Esta eleição superou ainda a paralisia de decisões gerada por uma Assembleia Nacional que travou algumas das mais importantes iniciativas propostas por Correa.

Vamos estar atentos à reação do imperialismo e ao reforço das conspirações contra o povo do Equador.

8 de fevereiro de 2013

O que a imprensa não informa

Cuba preside à Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos - CELAC
 
A censura, subtil, discreta, que a direita exerce na comunicação social em Portugal, tem por objectivo principal esconder o máximo possível das realizações da esquerda.
Os jornalistas com receio de perderem o emprego são "influenciados" a escrever apenas o que interessa à direita no poder.
 

Isto vem a propósito da censura feita a todas as notícias da presidência de Cuba da Comunidade dos estados latino-americanos e caribenhos - CELAC, de que já falei (aqui) e (aqui).
Hoje, novamente, vi na imprensa da América Latina novas notícias "esquecidas" em Portugal.

Os ministros de educação dos países membros da CELAC participaram no encontro no Palácio de Convenções de Havana, em Cuba, onde trocaram experiências em matéria de educação, como parte das atividades do Congresso Internacional de Pedagogia 2013.

No fórum, que terminou esta sexta-feira (8), reuniram-se os 33 ministros das nações que integram a Celac.  

De acordo com a ministra de Educação de Cuba, Ena Elsa Velázquez, quase quatro mil acadêmicos e especialistas de 40 países participam neste Congresso.

Durante a jornada de quarta-feira (6), o ministro cubano de educação, Rodolfo Alarcón, fez uma conferência onde se referiu aos desafios para conseguir um ensino universitário de qualidade a nível nacional e internacional.

Alarcón considerou que além da ênfase em preparar profissionais competentes com amplo domínio teórico e técnico, as universidades devem priorizar a formação de pessoas com um profundo sentido de humanidade e de compromisso com o desenvolvimento social.

  

O caso dos Cinco Cubanos presos nos EUA

Outra notícia que tem sido esquecida em Portugal, é o caso dos Cubanos presos ilegalmente nos EUA e que o "país das liberdades" mantém presos há mais de 13 anos sem culpa formada.

O presidente do Parlamento Cubano, Ricardo Alarcón, aproveitou o encontro da CELAC para explicar aos delegados presentes detalhes sobre o caso dos cinco antiterroristas cubanos presos nos EUA.

Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González foram detidos em 1999 por manter sob observação grupos extremistas que planeavam ações terroristas contra Cuba.

Os participantes no encontro da CELAC, expressaram sua solidariedade e apoio aos cinco cubanos presos.


2 de fevereiro de 2013

A CIA na América Latina

Intervenções e democraCIA dos Estados Unidos

Há dias, relatei que, no passado dia 28, Cuba iria presidir à CELAC (Confederação da América Latina e Caribe). Tinha já também informado que, a secretária das Nações Unidas, Alicia Bárcena, qualificou como muito positivo o facto de que Cuba assumir a presidência da CELAC.

Informei também que os Deputados do PCP no Parlamento Europeu João Ferreira e Inês Zuber, defenderam que o Parlamento Europeu, deverá terminar urgentemente com a inaceitável "posição comum" contra Cuba, assumir uma posição de defesa do fim do bloqueio económico dos EUA a Cuba e estreitar relações com a CELAC.

Todas estas notícias foram escondidas nos nossos jornais e Televisão.

Vi entretanto na ARGENPRESS um artigo de Alberto Maldonado que relembra as intervenções da CIA no mundo e em especial na América Latina.


DemocraCIA, crimes e ingerênCIAs

Diz Maldonado que nos Estados Unidos da América (EUA) é um crime denunciar alguém que trabalha para a CIA. Quem o fizer pode acabar na prisão. E a propósito da Presidência de Cuba na CELAC, revela que, recentemente, apareceram em Santiago o "Sr. Ignacio Wolker e seu irmão Patrick, (agentes da CIA) que começaram a promover a CDAL (Centro de Abertura e Desenvolvimento), que é a contrapartida da CELAC".

Lembra ainda que a CIA é um aparelho que tem anualmente centenas de milhões de dólares de orçamento. Serve para garantir o neoliberalismo no mundo.

Há muitos casos na América Latina, que são bem conhecidos, como da intervenção da CIA. Anteriormente essa intervenção era do FBI, mas os governos consideraram que era mais prático ser o presidente do grande império a comandar diretamente essa ação através da CIA.

 
A "lei da bala"

Por alguma razão se diz que não há operação no mundo, que não envolva a CIA. Na américa latina, são constantes as intervenções da CIA como o assassinato de Salvador Allende, o ataque ao Panamá e a prisão de Piña, a agressão na República Dominicana, onde o povo elegeu um presidente que não era do agrado dos Estados Unidos, o bloqueio feroz e criminoso contra Cuba e muitas diversificadas agressões a países soberanos.

A CIA tentou o assassinato de Fidel e planeou o de Hugo Chávez Frias. Foram denunciadas verbas enormes para financiar a oposição aos presidentes ne América Latina, não do agrado dos Estados Unidos como Rafael Correa, Evo Morales e Chavez.

Tudo isto leva-nos a pensar o que virá a acontecer com as intervenções dos Ignacio Wolker, Patrick e a CDAL, peças da CIA.

É assunto que porventura virá ainda a fazer correr muita tinta, ou não caso a CIA consiga manter controlada, como tenta, a informação em todo o mundo.  

16 de janeiro de 2013

Mentir, prometer e não cumprir

Quem aprende com quem?

Em 2009 Barack Obama na campanha eleitoral, prometeu encerrar a prisão de Guantanamo, no prazo de um ano. Quatro anos passados a promessa continua por cumprir. 
A técnica de mentir nas campanhas eleitorais é uma característica da direita. Lá como cá. 


Os eleitores americanos têm feito inúmeras manifestações reclamando a libertação imediata dos 166 detidos ou a realização de julgamentos justos. 

Desde 2002 que 779 homens passaram por Guantanamo, muitos dos quais presos durante anos, sem que tenham sido acusados ou julgados. É assim que funciona o país da democracia e da liberdade.
 

Em 2010, Barack Obama informou que 48 detidos não poderiam ser acusados nem libertados e continuam presos por tempo indeterminado sem acusação nem julgamento.

6 de janeiro de 2013

O país das liberdades


A DemocraCIA nos Estados Unidos 

Os Estados Unidos (EUA) que se autoproclamam país da democracia, são na realidade uma feroz ditadura não só para os países que não se entregam à exploração das suas riquezas, mas também para os próprios americanos que não fazem parte da classe dos muito ricos e poderosos.

As autoridades norte-americanas, e em particular o presidente dos EUA, Barack Obama, vão poder continuar a deter cidadãos por tempo indeterminado e sem direito à presunção de inocência, apesar dessa norma ter sido considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional. 

Associações de defesa dos direitos humanos e jornalistas – visados na medida em que podem ser presos se expressarem apoio a grupos ou indivíduos considerados terroristas pelo regime, mesmo sem provas e sem processos judiciais – já vieram repudiar esta iniciativa.
  

Recordamos os presos que apesar das promessas eleitorais de Obama, continuam presos indiscriminadamente, como os patriotas cubanos, os raptados em Guantanamo e o célebre Bradley Manning, acusado sem provas, de vazar mais de 150 mil documentos ao site WikiLeaks. Até hoje a acusação não foi provada.
Glenn Greenwald escreveu um artigo crucial em 15 de dezembro de 2010, descrevendo as condições de detenção de Manning desumanas e ilegais na base militar de Quantico. Apesar de ter sido acusado, não lhe é permitido falar com um juiz, e em vez disso, é mantido preso, contra o princípio de habeas corpus, em total isolamento. Artigos e entrevistas confirmaram as denúncias de Greenwald.

Lá tal como cá: É esta a democraCIA do capitalismo.

5 de janeiro de 2013

Drones & Os senhores da Guerra


A Arte de Bem Matar em Toda a Parte

Os EUA são incontestavelmente o país que detém o vergonhoso recorde de intervenções militares em todo o mundo. É o país que provoca mais guerras e conflitos para delas retirar benefício.

É de longe o país com o maior negócio de armas de guerra e o que, apesar da crise e fome que enfrenta o povo americano, tem o maior orçamento militar (1.531.000.000.000 de dólares em 2011) metade do total de todos os países do mundo e 6 vezes mais do que o maior país a China.
A justificação dada, para americano ver, até 1991, foi a ameaça do comunismo em tempos de guerra fria. Depois da derrocada dos países socialistas, acabou a guerra fria, com o fim da URSS em dezembro de 1991 e foi preciso inventar outra justificação. Veio o 11 de setembro de 2001. Todos os anos aumentam os orçamentos militares, agora para combater o terrorismo!

Israel, o Aprendiz de Feiticeiro

Os EUA e Israel inventaram novas armas de destruição maciça. Entre elas os "drones" ou robots ou "unmanned aerial vehicle" (UAV) ou em Português, "Veículo Aéreo Não Tripolado (VANT) ou ainda "Veículo Aéreo Remotamente Pilotado" (VARP). Estes aparelhos têm um papel importante no Médio Oriente. 



Os drones, como são melhor conhecidos, são máquinas telecomandadas, normalmente aviões sem piloto, que transportam mísseis e bombas e atingem alvos inimigos, sem risco para quem ataca, mas que, muitas vezes erram os alvos e atingem inocentes.

Os drones são responsáveis por invadirem espaço aéreo de muitos países e, à socapa, cobardemente, fazerem as suas vítimas. Tem sido assim no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Iémen, no Paquistão, na Somália, e outros.

Israel que é um dos principais exportadores mundiais de drones.
Pretende dominar toda a região do Médio Oriente mas, recebeu há semanas um revés que foi também uma lição, a lição do “aprendiz de feiticeiro”.

O monopólio de drones, israelita

Num artigo publicado no Diario.info , Arieh O’Sullivan revela que  um drone de fabrico iraniano voou ao longo da costa de Israel e depois penetrou fundo no país. Sobrevoou, perigosamente, a zona do complexo nuclear israelita. Este feito, conseguiu abalar a auto confiança de Israel.
Israel de imediato instalou baterias antiaéreas Patriot fabricadas nos EUA para reforçar as defesas e chegou a tomar a medida extrema de fechar o espaço aéreo e anular todos os voos comerciais. 

Fontes militares israelitas viram nesse acontecimento um alerta inesperado para o país que tem tido o monopólio de drones operacionais na região.

O tiro saiu pela culatra

O chefe do Hezbollah, Sheikh Hassan Nasrallah, que promoveu o voo, gozou com a situação e inalteceu na TV Al-Manar os peritos da sua organização que montaram e enviado para Israel o drone.  “Não foi a primeira vez e não será a última,” disse o líder da organização paramilitar e política xiíta no Líbano conhecida como “Partido de Deus”, uma das organizações terroristas na lista dos EUA.

Arieh O’Sullivan relata ainda as palavras do director do Instituto Árabe de Estudos de Segurança Ayman Khalil que considera “A utilização de drones em qualquer conflito é antes de mais não-ética. Os drones têm sido um factor de desestabilização. Têm sido usados efectivamente no Paquistão para combater a Al Qaida, mas as consequências têm sido dramaticamente negativas. E o mesmo se passa no Iémen,”.

Um negócio lucrativo ou a arma de dois gumes?

A força aérea israelita utiliza com grande frequência drones, principalmente no Líbano e na faixa de Gaza. Unger, presidente da conferência sobre veículos não-tripulados em Israel, disse: “A realidade é que a utilização de veículos não-tripulados alastra e a questão é só a que velocidade isso vai acontecer”. 

Israel é uma das potências mundiais de fabrico de UAV’s, vendendo-os em todo o mundo. Jacques Chemia, engenheiro-chefe da divisão de UAV’s da IAI, disse aos jornalistas “Israel é o primeiro exportador mundial de drones, com mais de 1000 vendidos em 42 países.”

Israel continuou a penetrar no mercado dos UAV’s, mesmo junto de potenciais clientes dos EUA. 
A Alemanha operou o Heron 1 da IAI para missões no Afeganistão. 
O projecto Watchkeeper do Reino Unido baseia-se no UAV Hermes-450 da Elbit. 
A Polónia anunciou recentemente estar a substituir o avião de combate Sukhoi-22 por UAV’s e planeia adquirir entre 125 a 200 drones. 
Este lucrativo negócio é uma fonte de grandes perigos e de aumento da instabilidade no mundo. Para alguns é mesmo muito lucrativo.

29 de dezembro de 2012

A crise do capitalismo

O Capitalismo num Beco Sem Saída


O Diário.info publica uma recensão do mais recente livro de Fred Goldstein, "O Capitalismo num Beco Sem Saída", donde retiro as seguintes notas: 
Trata-se de um livro publicado este ano nos EUA que analisa a presente crise do capitalismo mundial. "Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar".

"O Capitalismo num Beco Sem Saída" mostra alguns dados fundamentais para se compreender a crise. Passo a citar:

- Esta crise é de longa duração, estamos ainda nos seus primeiros estágios, e, pela sua natureza, não se compara aos normais altos e baixos da actividade económica.

- Na sua raiz está uma quebra na taxa de acumulação do capital, o que faz dos aspectos financeiros uma decorrência e não uma causa dos problemas presentes.

- A crise estalou depois de décadas de grande progresso tecnológico, de aumento da produtividade do trabalho e da concorrência, o que desmente a ideia espalhada de falta de produção e de competitividade, e mostra, pelo contrário, que o sistema rompe pelas costuras em resultado da sua própria capacidade de produzir em larga escala.

- Nos casos em que se pode falar de alguma retoma económica após o colapso de 2008 (como nos EUA), essa retoma faz-se sem recuperação do emprego entretanto destruído em números sem precedentes.

Daí, todo o sistema capitalista se encontrar num beco sem saída. Ou, como diz o autor, “O capitalismo chegou a um ponto em que nada de natureza económica, só por si, poderá fazer o sistema avançar e crescer mais”.

Fred Goldstein, no seu livro "capitalismo de baixos salários” mostra que, após a derrocada dos países socialistas, o capitalismo quer recuperar o que na Europa do pós-guerra tal como no Portugal pós 25 de Abril era apresentado como um “ganho civilizacional”, supostamente irreversível.

Afirma o autor, “O sistema do lucro entra num estádio no qual só consegue arrastar para trás a humanidade”. Então, “As massas da população hão-de chegar a um ponto em que não poderão continuar a seguir o mesmo caminho porque o capitalismo lhes bloqueia todas as vias de sobrevivência”. E, chegada a este ponto, “a humanidade só pode avançar limpando a estrada da sobrevivência, o que significa nada menos do que destruir o próprio capitalismo”.

19 de novembro de 2012

Obama refina cinismo


Obama incentiva o extermínio do povo Palestiniano por Israel.

Os EUA são o país que mais conflitos e guerras provocam em especial depois da queda da URSS.
A pretexto do combate ao terrorismo, armam e financiam grupos terroristas. 
Recentemente bombardearam e arrasaram o Afeganistão e o Iraque. 
Obama bombardeou e destruiu a Líbia, continuou a destruir o Afeganistão e daí bombardeia o Paquistão com aviões telecomandados, matando civis, mulheres e crianças. 
Financia e fornece armas para fomentar a guerra civil na Síria cujo objectivo é o assalto ao Irão. 

Obama, o prémio Nobel da Paz, para defender Israel que segue a mesma política, diz: "Não há nenhum país no mundo que toleraria mísseis jogados contra seus cidadãos do lado de fora de suas fronteiras". 
É o cinismo absoluto de quem bombardeou com os muitos milhares de mísseis vários países do médio oriente.

Israel, com o apoio dos EUA, há anos que conduz uma guerra de ocupação da Palestina e de extermínio do seu povo. 

Os EUA são o país que maior número de vítimas causou em todo o mundo nas guerras que provoca.
Exemplos de conflitos provocados pelo imperialismo americano:

1846 - 1848 - MÉXICO - Invasão do México e anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para impor interesses econômicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - HAITI - Tropas americanas esmagam revolta de operários e negros na ilha de Navassa, anexada pelos EUA.

1893 - HAWAI - Marinha suprime o reinado independente e anexa o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros invadem o país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas ocupam Seul durante a guerra da Coreia.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto e invadem a província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - EUA esmagam as lutas pela independência do país, dominado pelos EUA. (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) matam mais de 600.000 filipinos.

1898 - 1902 - CUBA - Tropas americanas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

Desde 1898 até hoje - PORTO RICO está ocupado.

1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur e ocupam parte do país.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas EUA invadem a Ilha e impõem a sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua pela 2ª vez.

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha intervém na revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução socialista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para reprimir os trabalhadores em greve geral. 


1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados para reprimir a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - IRÃO - Marinha americana ameaça usar misseis nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irão.

1946 - JUGOSLÁVIA - A marinha americana ameaça invadir a zona costeira da Jugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - CORÉIA - Os EUA intervêm no conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas invadem o Canal de Suez sustentados pela Sexta Esquadra dos EUA. 

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA numa guerra total de que saíram derrotados em 1973.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 – SOMÁLIA - EUA intervém no golpe de estado somalí para evitar a formação de um governo socialista.

1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1973 - CHILE - A CIA e forças armadas dos EUA, intervieram 
em 11 de setembro de 1973, no derrube do presidente constitucional do Chile (eleito em Outubro 1970), e colocaram no governo do país o ditador general Augusto Pinochet. Durante esse golpe de estado e no bombardeamento do Palácio Presidencial morreram centenas de democratas ao lado de Salvador Allende e milhares de pessoas foram eliminadas pelos militares de Pinochet e agentes da CIA. 

1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - IRÃO - O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, de reféns feitos por estudantes da Revolução Islâmica.

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos após a invasão do país por Israel

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Os Estados Unidos invadiram a ilha para eliminar a influência de Cuba e da União Soviética na política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano.

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Esta intervenção americana no Panamá envolveu 27 mil soldados que ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país. George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália. Forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE - No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) -Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus.

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria. 

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde"). 

Até ao Sec. XXI muitas mais intervenções agressivas poderiam ser citadas.
Contudo a partir da queda da URSS, também ela provocada pela permanente intervenção dos EUA nos boicotes económicos, no financiamento de grupos dissidentes, e na guerrilha interna, a ação imperialista dos EUA intensificou-se como já se esperava. à Guerra Fria sucedeu a "Guerra Quente" que os EUA já sem o travão da URSS, passaram a fazer a todos os povos que não acatassem as suas imposições.

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. 
Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje. 

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição massiva, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca. 

2005 – Criação de um Comando Regional em África, que segundo Bush “…os EUA como única super potência mundial deve como uma necessidade de afirmação, dedicar mais atenção ao continente africano, criando o AFRICOM, para afirmar essa intenção no mundo 2007", dando corpo à “nova” estratégia americana para África.

2010 - A NATO define uma nova estratégia de intervenção no planeta, alargando as suas atribuições.

SÉC.XXI - 2010, 2011, 2012 - IRAQUE, LÍBIA, PAQUISTÃO, CORNO DE AFRICA, AFEGANISTÃO, SÍRIA, CAMBODJA, LAOS, CUBA, GRANADA, NICARÁGUA, VENEZUELA, e El SALVADOR, HONDURAS e PANAMÁ, TIMOR, SERVIA, BÓSNIA, SOMÁLIA e IÉMENE, etc, etc, etc, fazem dos Estados Unidos da América o país que mais contribui para a guerra no mundo e para a opressão dos povos que lutam contra a dominação capitalista/imperialista. Esta intervenção tem sido particularmente agressiva depois da queda da URSS. Milhões de pessoas inocentes, civis, mulheres e crianças têm sido vítimas desta ação agressiva. Paralelamente, a fome, a miséria, a doença, o aumento da exploração, a destruição de países, o retrocesso civilizacional destes últimos anos são os efeitos mais visíveis desta ação de terrorismo de Estado dos EUA.
Nunca na história da humanidade um só país provocou tanto sofrimento.


17 de maio de 2012

Os Direitos Humanos nos EUA


O Jornal Argenpress, publicou um trabalho com o título:


Estados Unidos: Hegemonía en el oficio de la tortura(1)


Esse artigo assinado por Jorge V. Jaime, resumidamente, revela o seguinte:

Uma década se passou e os casos de Abu Ghraib, da prisão Bagram e o massacre de Dasht-e-Leili, conhecido como o Comboio da Morte, permanecem sem conclusão das investigaçõe pelo governo dos EUA .

Em junho de 2004, três jornais influentes, Wall Street Journal, Washington Post e The New York Times revelaram cópias de uma análise preparatória descrita no Departamento de Justiça e a Agência Central de Inteligência (CIA).

Cada soldado dos EUA recebeu instruções precisas fornecidas para atos discricionários, em nome da segurança nacional. 

Com essa filosofia, em 2002 os guardas da Bagram Air Base, no Afeganistão, fizeram experiências com "combatentes inimigos" de sessões especiais de procedimentos. 
Dois civis afegãos, identificados como Habibullah e Dilawar, eram acorrentados até o teto da instalação no norte da província de Parwan e espancado com paus. Acabaram por morrer.

No massacre de Dasht-i-Leili em dezembro de 2001, cerca de 850 supostos insurgentes talibãs foram sufocados até a morte em recipientes metálicos transportados por caminhões.
A operação foi supervisionada por oficiais dos EUA e da CIA.
Em dezembro de 2009, os médicos do grupo para os Direitos Humanos (PHR) enviaram à Casa Branca um grande arquivo sobre estes casos, mas até agora o presidente Barack Obama não moveu um dedo para os esclarecer.

12 de março de 2012

Ditadura na Colômbia (2)


Genocídio, violação dos direitos humanos perseguição, assassínio e censura 


Como escrevi ontem, os EUA, têm dado todo o apoio à ditadura há muito instalada na Colômbia e que massacra a população indígena e os movimentos populares que se opõem.


Em abril do ano passado, o jornalista Pérez Becerra foi preso pelas autoridades colombianas que, sem prova alguma, o têm mantido há quase um ano no cárcere de La Picota (Bogotá).
Pérez Becerra, era vereador do município de Corinto pela União Patriótica até ao assassinato de sua mulher (e mais de 3.500 companheiros de partido, entre outros populares). Escapou ao massacre e pediu asilo político na Suécia que o acolheu desde 1995 e lhe deu a nacionalidade em 2000.
Agora, acusado de ser a “voz internacional da guerrilha”, pelo presidente Santos, que é jornalista, do jornal diário mais poderoso do país, El Tiempo e propriedade da sua família.


A voz silenciada
  
Em declarações para La Jornada, Joaquín Pérez Becerra, que fundou a agência de notícias Anncol com outros suecos e colombianos, conta que "sempre viajou pela Europa com toda a liberdade" e “antes de partir até Caracas, a policia alemã do

11 de março de 2012

Ditadura na Colômbia

Colômbia: com apoio dos EUA, massacradas mais de 250.000 pessoas, na maioria indígenas.

De um artigo de Dan Kovalik, ativista norte-americano dos Direitos Humanos, publicado no Diario.info, e originalmente em : www.legrandsoir.info/le-massacre-colombien.html , recolhi as seguintes informações:

Em telegrama de 19 de Novembro de 2009, a embaixada dos EUA em Bogotá reconhece, que foram registadas 257 089 vítimas dos paramilitares de extrema-direita.
A Human Rights Watch assinalou no seu relatório anual de 2012 sobre a Colômbia, que esses paramilitares continuam a actuar de braço dado com os EUA.
Os EUA, apesar do conhecimento destes crimes, mantêm a ajuda para os próximos dois anos 500 milhões de dólares, destinada ao seu exército e à sua polícia colombiana. Obama concretizou no ano passado, o Tratado de comércio livre com a Colômbia. 

  
  
A violência atingiu em particular as populações indígenas e continua a aumentar. A embaixada estado-unidense reconhece-o num telegrama de 26 de Fevereiro de 2010 intitulado “Violence Against Indigenous Shows Upward Trend”. Por isso, 34 grupos indígenas encontram-se á beira da extinção, o que acrescenta o carater genocida a esta violência.
Este telegrama de 2010 explica que “os assassínios de indígenas aumentam pelo segundo ano consecutivo”, um aumento de 50% em 2009 relativamente a 2008 e que “os indicadores de violência contra os indígenas agravaram-se novamente em 2009. Segundo a Organização nacional indígena de Colômbia (ONIC) as deslocalizações aumentaram 20% (de 3 212 para 3 649). Aumentaram ainda os desaparecidos e as ameaças. 

 
A embaixada, baseando-se num estudo publicado pela antropóloga Esther Sánchez – estudo que o governo estado-unidense financiou -, assinala que os militares e paramilitares tomam os indígenas por alvo porque eles são “frequentemente vistos como colaboradores das FARC uma vez que coabitam nos mesmos territórios”. 


20 de fevereiro de 2012

Perigo da III Guerra Mundial


A tensão no Médio Oriente e o conflito dos EUA com o Irão

Em conversa sobre os perigos duma III Guerra Mundial, provocada pelo conflito dos EUA com o Irão, António Bica enviou-me um texto que fez em 2010 e que se mantem actual. 

Resumo:
  
Nesse texto António Bica, recorda que em 1953 a CIA provocou o derrube do regime constitucional do Irão e impôs o Xá Reza Pahlevi, que lhe assegurou o controlo do petróleo. Há 30 anos o Irão libertou-se da ditadura de Reza Pahlevi e é hoje muito mais progressista. 
"Ao contrário do que a máquina de informação global dos EUA, (...) quer fazer acreditar à opinião mundial, o Irão não é uma ditadura militar. É um regime republicano constitucional embora confessional islâmico xiita, em que o poder a todos os níveis é conferido por eleições periódicas" e "as mulheres não são discriminadas no Irão".  "O Irão está a avançar política e socialmente em consequência do desenvolvimento do ensino generalizado em todos os graus a toda a população e do consequente desenvolvimento económico". 

Diz o roto ao nu... 
António Bica mostra que este processo tem avanços e recuos e as tensões criadas em especial pelas "intransigentes posições de Israel, que dispõe de numerosas bombas atómicas e defende a destruição por bombardeamento das instalações nucleares que o Irão sempre afirmou destinarem-se a fins pacíficos" tem dificultado o processo de desenvolvimento progressista do Irão. 
  

Jogos escondidos
"Como os EUA e a UE querem privar o Irão do material radioactivo de que dispõe" exigiram que o Irão "provasse sem lugar a dúvidas não ter intenção de o utilizar para fins militares, prova que, sendo de facto subjectivo e negativo, é impossível de fazer". As imposições e depois as represálias dos EUA e da UE têm vindo a criar uma enorme tensão "para enfraquecer o Irão, porque o Irão no mundo islâmico, apesar de religião xiita e de os palestinianos serem sunitas, é o mais destacado e firme defensor do direito de os palestinianos viverem na sua terra, a Palestina, livres de Israel".

Os pretextos das armas de destruição maciça
A "atitude dos EUA e da UE em relação ao Irão" é comparada com a "que foi adoptada pelo presidente Bush em relação ao Iraque no início da década de 2000 – provem que não têm meios militares de destruição maciça para não haver guerra. Sendo a prova negativa, os EUA e a Inglaterra sempre a consideraram insuficiente", para lhes dar o pretexto de "ocupar militarmente o Iraque e apropriar-se do seu petróleo", diz António Bica que termina com a esperança de que "A amarga lição da insensata guerra contra o Iraque" possa ter sido aprendida e nem os EUA nem Israel ataquem o Irão.


Neste resumo omiti muitos e importantes dados que António Bica apresenta. Por isso, para quem queira aprofundar a informação, aqui vai o texto completo:

18 de janeiro de 2012

A missão civilizadora



Em declaração ao jornal britânico The Daily Telegraph, Tabuga disse que os militares norte-americanos, além de espancar os prisioneiros (entre os quais várias mulheres), abusam sexualmente deles.
 
O presidente Barack Obama opos-se à publicação das fotos que estão em poder de Tabuga, alegando que isso colocaria em risco a segurança de suas tropas.
Nota: Artigo feito a propósito do Relatório  Taguba Report (Maj. Gen. Antonio M. Taguba) Investigation of the 800th MP Brigade

17 de janeiro de 2012

Censura ou atemorização?

Consolida-se o totalitarismo: EUA monitoram sites, blogs e redes sociais

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos monitora regularmente dezenas de sites, incluindo o Facebook, o Twitter, o WikiLeaks, o YouTube e até o blog The Lede, do New York Times Lede, o Global Voices Online e o Blog del Narco

Além do blog The Lede, no New York Times, o Huffington Post, o Drudge Report, alguns blogs da revista Wired e o blog investigativo da ABC News The Blotter também são vigiados.


A Iniciativa para o Monitoramento da Mídia do NOC, aprovado em novembro, significa que o governo "pode reunir informações pessoais de  jornalistas, repórteres ou quaisquer pessoas que usem 'as mídias tradicionais ou sociais para manter o público atualizado e informado", segundo o RT.com. Esse monitoramento é realizado pelo menos desde junho de 2010, acrescentou a Reuters.

Segundo o Chicago Examiner, a iniciativa tem "sérias implicações não apenas para a liberdade jornalística, como para a liberdade de todos os americanos".

14 de janeiro de 2012

Soldados americanos urinam em cadáveres

A missão militar dos EUA
 
Tenho escrito sobre o não respeito dos Direitos Humanos nos EUA. Escrevi anteontem sobre a Prisão de Guantanamo, ontem sobre a fascização das forças armadas dos EUA.
Hoje escrevo sobre o exemplo da consciência adquirida pela educação militar e cultura transmitida pela hierarquia que leva a que tropas de "elite", que invadem a casa de outros povos, assasinem indiscriminadamente e cometam os abjectos crimes de torturas, de humilhação indigna e obscena, violações sexuais, e agora o miserável ato de urinar sobre os corpos das suas vítimas.
Arrisco-me a não ter tempo nem "espaço" para expandir a minha indignação (mas não surpresa), por no séc. XXI, um país que se afirma das Liberdades, Democrático, Desenvolvido e a suprema referência do Capitalismo, ser o maior e mais negativo exemplo de barbárie e falta de civilização.