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17 de julho de 2011

Os Estados Unidos não são Portugal, diz Obama

Felizmente Portugal também não é os Estados Unidos.

Obama referia-se especialmente à situação da dívida americana que o atormenta. Mesmo na política económica, apesar dos EUA fabricarem dólares ao preço do papel impresso, os seus gastos com as guerras em que permanentemente estão envolvidos, levou a que estejam perante dívidas a todo o mundo que ultrapassam o seu PIB. Os EUA vivem à custa de muitos países, que exploram, e a quem não pagam as dívidas, como é o caso da China. Os EUA usam a força militar para impor a sua política, roubar as matérias primas de muitos países do mundo e reprimir os que tentam libertar-se das suas "ajudas". 


Portugal tem uma longa história. Fez muitas barbaridades. Mas não tantas como as feitas pelos EUA na sua curta história.


As listas de crimes contra a humanidade e afrontas aos direitos humanos, são muito extensas e repugnantes.


EUA é o exemplo mais evidente da natureza do sistema capitalista.


A notícia de que a agência de classificação de risco Standard and Poor's reduziu de estável para negativa a perspectiva de rating dos Estados Unidos provocou surpresa e reações de todo tipo. O jornal "Le Monde" observou a preocupação do FMI e de muitos especialistas sobre a incapacidade do Governo solucionar a redução dos deficits e da dívida americana.




Joseph Stiglitz, num artigo intitulado "Of the 1%, by the 1%, for the 1%" da revista "Vanity Fair" (acessível online), demonstra os efeitos nefastos das desigualdades sociais nos Estados Unidos nas últimas décadas.
Há 25 anos, a faixa dos 1% mais ricos da população detinha 12% da renda americana e controlava 33% da riqueza do país. Agora, este 1% do topo da pirâmide social tem perto de 25% da renda e 40% da riqueza nacional.
O aumento da desigualdade social reduz a democracia americana, abala a eficiência da economia e reduz a acção para modernizar a sociedade.


Democracia?


Stiglitz aponta também o tráfico de influências e o poder do grande capital na manipulação das políticas governamentais afirmando: "Quando entram no Congresso, virtualmente todos os senadores e a maior parte dos deputados são membros da categoria composta pelos 1% mais ricos, em seguida, são reeleitos com o dinheiro destes 1%, e sabem que, se servirem os membros destes 1%, serão recompensados por estes quando terminarem seu mandato".
Para o prémio Nobel de Economia de 2001 a desigualdade social é um elemento chave no emperramento da democracia e no aviltamento da identidade nacional americana.


As desigualdades de rendimentos chegaram a extremos nunca antes contabilizados. Com dinheiro fácil, os bancos de Wall Street estão agora a padecer do “moderno” milagre da alavancagem – capacidade de gerar lucros recorrendo a crédito alheio e a produtos financeiros – derivativos – fortemente especulativos e de alto risco. Ou seja fazer dinheiro sem ter que imprimir papel, nem criar riqueza.




Governo de ricos alimentado pelos pobres


Um dos principais indicadores da desigualdade é o «coeficiente Gini». Este índice, é o maior já registado, traduzindo-se numa “extrema desigualdade”. 


Entre 1979 e 2005 o rendimento antes de impostos dos agregados familiares mais pobres aumentou 1,3% por ano e o da classe média 1%. O rendimento dos super-ricos – 1% da população (3 milhões de pessoas) cresceu 200% antes da liquidação de impostos e, pasme-se, 228% depois desses impostos (dados de 2005 que hoje são muito mais elevados). O grupo dos mais pobres da população recebeu 15 300 dólares, a classe média 50 200, enquanto os milionários arrecadaram, em média, mais de 1 milhão. Em 1979, os rendimentos dos super-ricos era 8 vezes superior à da classe média e 23 vezes maior do que a dos 20% dos americanos mais pobres. Em 2005, aquelas proporções aumentaram respectivamente para 21 e 70 vezes. Entre 2002 e 2006, o topo da pirâmide arrecadou quase 75% dos lucros gerados com o aumento da riqueza produzida.


Bill Gross, líder do maior fundo de acções do mundo (Pimco) disse: “Quando o fruto do trabalho da sociedade é mal distribuído, quando os ricos ficam mais ricos e as classes média e baixa lutam para sobreviver, o sistema desmorona-se. Os diversos barcos não acompanham a maré. O centro é incapaz de se sustentar”. As taxas de criminalidade, de todos os tipos, crescem exponencialmente. 


Criminalidade e lei da selva


O FBI informou, em Setembro de 2007, que durante 2006 ocorreram 1,41 milhões de delitos violentos, número que representa um aumento de 1,9% com respeito ao ano anterior. As estatísticas dadas a conhecer pelo FBI mostram que, em 2006, o número de assassinatos e homicídios involuntários aumentou 1,8%, enquanto o número de roubos cresceu 7,2%.



Nesse mesmo ano, os residentes norte-americanos de 12 anos de idade ou mais sofreram 25 milhões de delitos violentos e roubos, o que significa 24,6 delitos violentos por cada 1.000 pessoas dessa faixa etária e 159,5 delitos contra a propriedade por cada 1.000 lares.




Nos Estados Unidos, é cometido um crime violento em cada 22 segundos, um assassinato em cada 30 minutos, um estupro em cada 5 minutos, um roubo em cada minuto e um assalto com agressão física a cada 36 segundos (FBI Release its 2006 Crime Statistics, FBI, http://www.fbi.gov/ pressre1/pressre107/cius092407.htm).


Enquanto os salários dos executivos americanos quadruplicaram desde os anos 1970, a renda de 90% dos trabalhadores do país estagnou nesse período. Em muitos casos, as empresas que aumentaram os executivos reduziram os salários dos empregados comuns.


O grupo dos 0,1% mais ricos, formado por pessoas que ganham cerca de US$ 1,7 milhão, acumulou mais de 10% da riqueza pessoal dos EUA. Há quarenta anos, os ganhos desse grupo representava 2,5% da riqueza do país. Enquanto isso, uma pesquisa do FED, o banco central americano, mostra que a renda dos mais pobres caiu 18% nos últimos anos. Estes dados são de 2008, hoje é muito pior.




Em resumo:


1) O topo de 0,01% da população ganha 976 vezes mais do que 90% dos americanos. (The Nation Online)


2) Metade dos americanos detem somente o 2,5% da riqueza nacional. Os 1% mais ricos, 33,8% (Institute for Policy Studies)


3) Os 1% mais ricos detêm 50,9% das acções americanas. Os 50% mais pobres, 2,5%.


4) Em 1986, os 1% mais ricos levavam 38% dos ganhos de capital, enquanto que os 80% mais pobres recebiam 25%. Hoje, os 1% mais ricos levam 58%, e os 80% mais pobres, 13%.


5) Enquanto na última década os salários dos CEOs cresceram 298,2%, os salários dos trabalhadores aumentaram apenas 4,3%, e o salário mínimo diminuiu 9,3%.


6) O salário hora (médio) mantém-se praticamente no mesmo valor real desde 1964 (cerca de 18 dólares/ hora)


7) A taxa de poupança pessoal caiu de 10,9% em 1982 a 2,7% em 2008 (BoEA)


8) As possibilidades de ascensão social, que na década de 40 eram de 12%, hoje são de menos de 4%


9) Em 1962, o 1% mais rico detinha 125 vezes mais riqueza que a família média americana. Hoje é 190 vezes. (NYT)


10) A carga tributária do 1% mais rico era de mais de 60% em 1968, hoje é de menos de 40%


11) Os EUA redistribuem a riqueza até 3 vezes pior que países desenvolvidos como Finlandia, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Holanda, Austrália e Canadá.


12) Os 1% mais ricos viram sua riqueza dobrar desde 1979. Os 90% mais pobres diminuíram a sua riqueza.


Concluindo:


Os EUA, país exemplar do capitalismo, são uma fraude total. Não só porque vivem do que roubam, como fabricam o dinheiro que querem, sem ter nada que o garanta, como mesmo assim, 90% da população vive mal. De nada vale serem o país mais rico quando essa riqueza está nas mão de apenas 1% de super ricos.


(dados retirados de várias fontes na Internet)

5 de abril de 2011

Confirma-se o papel de Obama

EUA: acusados pelo 11/09 serão julgados em Guantánamo

O julgamento dos acusados de terem organizado os ataques de 11 de setembro de 2001 ocorrerá num tribunal militar especial na base naval dos Estados Unidos em Guantánamo, num prazo muito curto, e não diante de um tribunal de Nova York, disse o procurador-geral americano, Eric Holder.
O facto de que os julgamentos serem realizados em Guantánamo e não em Nova York representa um fracasso para Obama, que prometeu o fecho definitivo da base militar americana em Cuba.
Além disso, o anúncio dos julgamentos em Guantánamo é divulgado no mesmo dia em que Obama revelou oficialmente suas intenções de ser candidato a um segundo mandato presidencial nas eleições de 2012.
Khaled Cheij Mohamed, kwaitiano de 45 anos; Ramzi ben al Chaiba, iemenita de 38 anos; Ali Abd al Aziz Ali, paquistanês de cerca de 30 anos; Wallid ben Atash, saudita também de 30 anos, e Mustapha al Husawi, saudita de 42 anos, estão presos em Guantánamo desde setembro de 2006.


Todos eles passaram anteriormente pelas prisões secretas da CIA, onde foram maltratados e inclusive torturados.
Cada um dos presos corre o risco de ser condenado à pena de morte.
Os julgamentos por "crimes de guerra", diante do tribunal militar de excepção em Guantánamo, não dão direito aos acusados de terem defesa. Foram decididos em 2008, por George W. Bush, mas tinham sido suspensos por tempo indeterminado por Obama.
Em novembro de 2009, Obama tinha anunciado que esse julgamento ocorreria em pleno coração de Manhattan, diante de um tribunal federal de direito comum, não militar.
No entanto, algumas semanas mais tarde, várias vozes - como o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e o chefe da polícia local contrariaram essa decisão e no Congresso vários Republicanos e Democratas, também expressaram desacordo com a ideia de serem julgados com os mesmos direitos que os acusados de crimes de direito comum.
Em maio de 2009, Obama tinha ordenado o restabelecimento dos tribunais de excepção de Guantánamo, sendo alvo de duras críticas por ter "esquecido" suas promessas de campanha.
Os tribunais militares de excepção de Guantánamo foram criados em 2006 por George W. Bush e muito criticados por ignorarem o direito à defesa.

23 de março de 2011

Visita de Obama à América Latina

Pedido de desculpas, pelo atentado a Allende e apoio a Pinochet.


De uma notícia de Lusa e transmitida pela SIC (ver aqui) Recortei o seguinte:

"No mesmo Palacio de la Moneda, que em 1973 foi bombardeado pelos militares de Pinochet, num golpe de Estado que teve o apoio da CIA e do Departamento de Estado norte-americano, Obama defendeu hoje que o seu Governo apoia a democracia, a erradicação da pobreza e o desenvolvimento social. 
Nos últimos dias, sindicatos, organizações de esquerda e o ex-Presidente cubano, Fidel Castro, pediram que Obama aproveitasse a sua visita ao Chile para pedir perdão pelo apoio do Governo norte-americano de então ao golpe dirigido por Augusto Pinochet". 

Obama responde:

"Creio que é importante que não fiquemos presos pela história, e o facto é que nas últimas décadas vimos um progresso extraordinário do Chile, que não foi impedido, pelo contrário, foi apoiado pelos Estados Unidos".

Comentário meu:

Quanto ao pedido de desculpas, zero! Em troca, a "boa vontade" de os EUA não terem "impedido", pelo contrário, terem "apoiado" o progresso do Chile. Obrigado!!!
Isto pode querer significar algo mais do que as meras palavras de Obama. Pode significar que Obama relaciona o progresso do Chile ao apoio dos EUA à ditadura de Pinochet e ao actual governo conservador liderado por Sebastian Piera. Seja como for, é lamentável o posicionamento egocentrista e hegemónico da visão da política internacional dos EUA e de Obama. Todas as relações internacionais são vistas, não de forma de cooperação entre povos, mas subordinadas aos interesses económicos do grande capital dos EUA.  

22 de março de 2011

Pedido de desculpas

Publicado no Jornal Público:


NATO diz que imagens podem causar mais danos do que as de Abu Ghraib

EUA pedem desculpa por fotografias de soldados com civis afegãos mortos
21.03.2011 - 12:12 Por PÚBLICO

O corpo da notícia, confirma a hipocrisia de tal preocupação.

"O Exército norte-americano pediu desculpa por imagens de soldados sorrindo sobre cadáveres de civis que tinham alegadamente morto, fotografias de “troféu” que poderão causar mais danos do que as de soldados americanos torturando presos em Abu Ghraib, no Iraque."


Não é preciso relacionar isto com o que escrevi no texto abaixo, de ontem para, apenas no que se refere à preocupação dos EUA, se tornar evidente que as desculpas são devidas à publicação das fotografias e não aos actos cometidos que se sucedem e continuam a repetir-se. A morte de civis, homens, mulheres e crianças, nas guerras que permanentemente os EUA provocam para defender os exclusivos interesses do grande capital, nada têm a ver com a justiça, nem com valores humanistas.

21 de março de 2011

A maior democracia do mundo.

O papel da política norte americana ao serviço dos "donos do mundo"


Os EUA e seus aliados (servidores), enquanto invocam a defesa da liberdade, da democracia e motivos humanitários para bombardear a Líbia - os habituais bombardeamentos humanitários como no Afeganistão e Iraque - apoiam os crimes e chacinas praticadas pela ditadura feudal do Iémen e incentivaram a monarquia islamista da Arábia Saudita a invadir o Bahrein para ajudar com tropas o Xeque Khalifa, monarca contestado pela revolta popular. O Xeque Hamad Bin Issa Al Khalifa apoiado pelos EUA mantém uma ditadura e um governo composto pela família real que mantém presos mais de 450 elementos da oposição política, muitos dos quais sofrem abusos sexuais e torturas. Os Norte americanos têm no país a maior base naval do mediterrâneo, a sede da V Esquadra.
Por princípio, não analiso as políticas em função das pessoas mas pelos interesses que defendem e, especialmente, como respondem aos interesses dos trabalhadores e dos povos. Não tenho qualquer simpatia por Khadafi e, muito menos, pela sua política ambígua. Como é visível, tenho ainda menos simpatia pela política dos EUA que colonizam grande parte do mundo, impondo guerras, matando e provocando genocídios, como no Vietname, onde morreram mais de 3 milhões de pessoas, quase 5 milhões foram afectados pelas armas químicas, como o agente laranja que atrofiou e matou milhões de pessoas em especial as crianças. No Iraque a revista médica britânica The Lancet informou que entre a invasão de Março de 2003 e Julho de 2006, em três anos, morreram 655 mil pessoas em consequência da guerra, que o risco de morte entre civis é 58 vezes maior do que antes do início da guerra que causou a queda do regime de Saddam Hussein (1979-2003) e “Até agora, um milhão de iraquianos foram assassinados sem razão, e muitos milhões ficaram aleijados…”. A lista de guerras e genocídio de populações provocados pelos EUA, é muito vasta. Qualquer dia vou procurar fazê-la de forma mais completa e publicá-la neste blog, se entretanto a CIA ainda não dominar totalmente a Internet. 




Mas, dizia eu, a lista de crimes da política dos estados unidos é grande e vou apenas referir por tópicos o que encontrei na história recente. 

1903 - 1904 - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1906 - 1909 - Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
1907 -  Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protectorado, sobre o território livre da Nicarágua.
1907 - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras.
1908 - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 -  Tropas americanas invadem as Honduras para proteger interesses americanos durante a guerra civil.
1911 - 1941 - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 -  Tropas americanas invadem Cuba para proteger interesses americanos em Havana.
1912 - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 - 1933 -Tropas dos Estados Unidos invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de proteger cidadãos americanos durante a revolução, bloqueiam as fronteiras.
1914 - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 - 1918 - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 - 1934 -Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de Julho, e transformam o país numa colónia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 - 1924 - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, ocupando o país durante oito anos.
1917 - 1933 - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado económico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.
1918 - 1922 - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista na Rússia. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez as Honduras, colocando no poder um governo a seu serviço.
1918 - Tropas dos Estados Unidos invadem a Jugoslávia e intervêm contra os sérvios na Dalmácia.
1920 - Tropas americanas invadem e ocupam a Guatemala durante greve operária do povo.
1922 -  Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 - 1927 Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 - 1925 - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
1925 - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores.
1927 - 1934 - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando território chinês.
1932 - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional de El Salvador comandadas por Marti.
1946 -A marinha americana ameaça invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta aos Soviéticos terem abatido um avião espião dos Estados Unidos.
1947 - 1949 - Invasão de Comandos dos EUA para garantir vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.
1947 - EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, na Venezuela, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado e  colocam um ditador no poder.
1948 - 1949 -Fuzileiros americanos invadem o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 - Comandos militares dos Estados Unidos esmagam a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.
1951 - 1953 – Intervenção na Guerra da entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. 
1954 - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, da Guatemala, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. 
1956 - Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.
1958 - Forças da Marinha americana invadem o Líbano durante a guerra civil.
1958 - Tropas dos Estados Unidos invadem o Panamá para combater manifestantes nacionalistas.
1961 - 1975 - Americanos invadem o Vietnãm e tenta impedir, a formação de um estado comunista.
1962 -  Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil.
1964 - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, que queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira do seu país.
1965 - 1966 -  Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital da República Dominicana, São Domingo para impedir que os  nacionalistas cheguem ao poder. A CIA coloca Joaquín Balaguer na presidência e depõe  o presidente eleito Juan Bosch. 
1966 - 1967 - Boinas Verdes e marines americanos invadem a Guatemala  para combater movimento revolucionário.
1969 - 1975 - Militares americanos depois da Guerra do Vietname invadem e ocupam o Camboja.
1971 - 1975 - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do Laos.
1980 - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, os americanos  preparam uma  operação militar surpresa para resgatar, 60 detidos na Embaixada Americana. 
1982 - 1984 - Os Estados Unidos invadiram o Líbano logo após a invasão do país por Israel.
1983 - 1984 - Após um bloqueio económico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop na Ilha de Granada. Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada para eliminar a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 - 1989 -  Tropas americanas  invadem as Honduras
1986 - Exército americano invade o território boliviano.
1989 - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas Virgens durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 - Intervenção americana no Panamá: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 -  Tropas americanas invadem a Libéria durante guerra civil.
1990 - 1991 - Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao Iraque, seguido de uma  "Operação Tempestade no Deserto".  George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1992 - 1994 -  Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália, para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 - É lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 - 1999 -Tropas americanas ocuparam o Haiti para devolver o poder ao presidente Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe.
1996 - 1997 -Fuzileiros Navais americanos  invadem a área dos campos de refugiados Hutus no Zaire onde a revolução congolesa iniciou.
1997 - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria durante guerra civil.
1997 -  Tropas americanas invadem a Albânia.
2000 - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").
2001 - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
2003 - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição maciça, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque, "Operação Liberdade do Iraque". A guerra começa apenas com apoio da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde deixaram um país arrasado, a violência aumentou mais do que nunca, com mais de um milhão de mortos.



Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadem países, ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia". Muitas outras acções de intervenção na política dos países, são desenvolvidas pela CIA e outros serviços secretos americanos, sendo, talvez, o mais repugnante a deposição do Presidente eleito Salvador Allende, e o apoio ao Ditador Pinochet que assassinou muitos milhares de chilenos e encarcerou outros tantos como presos políticos. A substituição de Allende foi um golpe militar com participação dos EUA.
Mas não acaba aqui a intervenção da “maior democracia do mundo”. O regime capitalista em que se apoia (e que serve), explora muitos países do terceiro mundo e até países de economia mais evoluída. Explora milhões de pessoas que vivem nas mais miseráveis condições, de fome de doença e de difícil sobrevivência. Países em que os recursos são explorados por empresas americanas e sempre que se querem libertar são invadidos e dominados por fantoches colocados pelos EUA. Note-se ainda que, esta política capitalista, ao criar as desigualdades mais injustas, atinge, também, o povo americano que tem vindo a aumentar a sua revolta.

14 de fevereiro de 2011

No Egito, como vai ser?

Preocupações

A luta do povo do Egito foi uma luta de todos os povos. Vivemos intensamente, colados às televisões, de ouvidos atentos às rádios, procurando na Internet,  lendo avidamente os jornais, “a torcer” pela combatividade de um povo, que não arredou pé da praça Tahrir no Cairo, até à demissão de Mubarak. 
A queda do ditador fez recordar o nosso 25 de Abril de 1974. 
A explosão de alegria atingiu todos nós. Estava cumprida a primeira etapa de uma luta de libertação de um povo. Luta que é parte da luta de todos nós por um mundo melhor, mais justo, socialmente falando. Contudo, para muitos, logo o pensamento no futuro nos trouxe algumas preocupações. E agora como vai ser? Que força continuará a ter o povo egípcio para não se deixar enganar pelas ajudas “interessadas” de alguns poderosos? 


Voltei a recordar no nosso 25 de Abril de 1974. Passados trinta e sete anos, imagino que precisávamos de um novo 25 de Abril.  O percurso que deixámos que fosse feito, fez-nos retroceder, fez-nos perder grande parte das conquistas e das esperanças que se confirmavam nos dias seguintes do primeiro ano de Portugal liberto da ditadura fascista.
Também no Egito o percurso está por definir. Os riscos são grandes. Os governos dos EUA e da União Europeia estão atentos e activos no seu papel de defesa dos interesses hegemónicos e económicos do grande capital. Eles tiveram, à última hora, que apoiar o povo para poderem controlar o processo. Os EUA e a NATO estão activos e, à distância, a cercar o Egito e a Tunísia, e a posicionar-se com os seus meios navais no Mediterrâneo Oriental. Certamente, esperam aproveitar oportunidades para ajudar as contra-revoluções, com os seus representantes e intermediários, como fizeram em Portugal. 


Iniciaram-se as negociações. Qual é a sua natureza? Mubarak saiu, foi uma vitória, mas os seus aliados ficaram. Quem é que representa o povo nessas negociações? Uma nova casta? 
Esses negociadores poderão ser a contra-revolução que manterá em vigor os interesses que já existiam e eram executados por Mubarak. Lembremo-nos que os “ditadores não ditam, obedecem”. 

Nós que sofremos os efeitos dos desvios que a nossa revolução de Abril tomou, temos razões para estar preocupados. Estaremos atentos às manobras de “adormecimento” do povo.  

Esta "fase de transição" poderá ser usada para ganhar tempo, para desgastar as “vontades” e levar ao baixar de braços, como em Portugal, e preservar as políticas económicas neoliberais usando os mesmos pretextos das dívidas externas, para submeter o povo. 

São perguntas e dúvidas que só o povo pode responder.

Os poderosos, são poderosos. Mas, os "povos unidos", mais poderosos são!

11 de fevereiro de 2011

E agora? É preciso abrir os olhos!

Como se irá organizar o povo? Com que programa consensual? 


A grande interrogação, para o desenrolar dos acontecimentos no Egito, é a resistência do povo, a sua organização e unidade, para vencer as tentativas, mais ou menos descaradas, de ingerêcia dos EUA, da Arábia Saudita, de Israel e outros ligados à Europa. Tudo isto com as Forças Armadas pelo meio e com capacidade de influir decisivamente no andamento da revolução. Os governos autocráticos que defendem os interesses dos EUA, procurarão por todos os meios, que a mudança de regime no Egito não influencie mudanças, quer na região, quer em relação a Israel e aos palestinianos. Os EUA irão tentar soluções que garantam os seus interesses.


Sabemos bem que Washington e seus aliados, por princípio, apenas consideram "democracia", aceitável, aquela que se conforma aos seus objetivos, estratégicos e económicos, bem domesticada, de acordo com os seus planos.
Para recordar:
http://www.youtube.com/watch?v=Mdzg_dRFgOs