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20 de maio de 2017

Para que fique registado III

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump" disse Maduro, presidente da Venezuela

Em geral os órgãos de comunicação, pertencentes às grandes cadeias controlados pelos interesses do grande capital, não referem as grandes manifestações de apoio a Nicolás Maduro e à sua política popular. Procuram pela especulação ridicularizar Maduro. Contudo, perante a grande contestação a Trump surgem oportunidades para trazer à superfície as políticas em confronto. De um lado os que estão com o povo, de outro as classes mais abastadas sempre à espera das migalhas dos multimilionários.
A Venezuela é um exemplo actual.
Da nossa comunicação social retirei algumas notas para registo:

"Tira as tuas mãos daqui Donald Trump. Go home Donald Trump, fora da Venezuela", disse o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no palácio de Miraflores, sede do Governo.
Pouco antes o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela já tinha qualificado como um "absurdo de antologia" as declarações de quinta-feira de Donald Trump após um encontro em Washington com o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
Donald Trump disse na quinta-feira que fará "o que for necessário" em cooperação com outros países do continente para resolver a situação humanitária na Venezuela, que considerou uma "desgraça para a humanidade" e o Departamento de Estado norte-americano impôs, sanções a oito magistrados do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela, o que Caracas condenou "inaudito e inadmissível".

Se pesquisarmos a imprensa alternativa, não controlada pelas multinacionais da comunicação, ficamos a saber muita coisa que os jornais e a Televisão escondem. Leia-se por exemplo o recente texto do Avante.
«As iniciativas em defesa da paz e de rejeição da violência têm registado ampla adesão popular na Venezuela, com concentrações, marchas e manifestações a ocorrerem com esse propósito. É o caso da levada a cabo pelas mulheres no sábado, 6, cuja terminou com a entrega de um documento na Defensoría del Pueblo, órgão constitucional de defesa e promoção dos direitos humanos no país.

A recusa da ingerência estrangeira nos assuntos internos da Venezuela, e designadamente da Organização de Estados Americanos – estrutura da qual a Venezuela se está aliás a desvincular, acusando-a de desrespeito pela sua soberania e de responder às directrizes do imperialismo norte-americano com métodos e orientações de recorte colonial –, e bem assim a condenação do suporte dado pelos EUA e por governos seu vassalos na América Latina a grupos violentos e à oposição mais irascível, têm sido igualmente centrais nas iniciativas promovidas pelos bolivarianos.
 


30 de outubro de 2015

Os EUA e os terroristas na Síria

O jogo sujo de quem financia o terrorismo

A milícia iraquiana Hashd e o exército do Iraque derrotaram combatentes do Estado Islâmico na refinaria de Baiji.

Baiji é a segunda mais importante área recapturada em Salahuddin nos últimos meses, com as forças pró-governo retomando a capital da província, Tikrit, em março passado.

O sucesso pode ser atribuído principalmente à milícia iraquiana apoiada pelo Irã. Iraque, Irão, Rússia, Síria e Hizbullah e a milícia Hashd, que dirigiu toda a operação. Os EUA não quiseram participar.

A milícia iraquiana fez o serviço no solo e a força aérea deu cobertura. A operação contou com informações e orientação da Rússia e do Irão.

A imprensa "ocidental" silenciou tudo isto. Nem jornais nem Televisões disseram uma palavra sobre a vitória dos soldados iraquianos. Recordemos que, ao inverso, deram enorme cobertura quando o Estado Islâmico pela primeira vez ocupou a refinaria e a cidade.

É cada vez mais evidente a cumplicidade dos EUA com o Estado Islâmico e outros grupos terroristas para combaterem o governo da Síria. Esse mesmo jogo é feito pela Turquia, Catar e Arábia Saudita.

3 de setembro de 2015

Crimes contra a Humanidade

Os que rotulam os revolucionários de terroristas, são os maiores terroristas do planeta

Este texto vem a propósito da acusação das FARC como organização terrorista. (Ver publicação de 31 de agosto).
Por diversas vezes foram aqui indicados relatórios que mostram os crimes contra a humanidade dos norte americanos e ainda o desrespeito pelos Direitos Humanos.
O Senado norte-americano discutiu um relatório de 6000 páginas, sobre a actividade da CIA no cumprimento da sua política de terrorismo internacional.
No entanto "o país das Liberdades da Democracia" e da transparência, só permitiu que se divulgassem 524 páginas. As restantes 5.476 não foram divulgadas.
Mesmo as 524 páginas divulgadas foram escondidas pela maioria da comunicação social, controlada pelas grandes cadeias americanas.
Os Estados Unidos intervêm em todo o mundo. Aberta ou secretamente. Não dão a conhecer o que fazem e muito menos como o fazem.
Todo o mundo está a ser espiado, secretamente manipulado e, sujeito às mais abomináveis intervenções directas ou indirectas.
Os que denunciam essas atrocidades são presos sem culpa formada e mantidos na prisão sem julgamento.
Do pouco que se conhece do relatório confirma aquilo que já se sabia: a CIA, desenvolveu um chamado «programa de detenção e interrogatório» que incluía «técnicas reforçadas de interrogatório», ou seja as mais abjectas torturas praticadas em Guantanamo e em vários outros campos de detenção espalhados pelo mundo. No sumário do relatório é possível identificar práticas como tortura do sono durante semanas a fio, alimentação e hidratação forçada por via rectal, simulação de afogamento, isolamento, iminência de assassinato, humilhações de variada espécie, estátua, entre outras. Técnicas de tortura, algumas das quais muitos comunistas e outros democratas portugueses conhecem bem praticadas pela PIDE.
Os EUA, potência imperialista que quer controlar o mundo, tem uma política criminosa e coloca-se acima da lei e de quaisquer obrigações do direito internacional.

A História dos EUA está feita de crimes, brutais crimes, de terrorismo de Estado, de crimes contra a Humanidade que numa outra qualquer situação já teriam sido motivo de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU e muito possivelmente de uma agressão militar em nome da «liberdade» mas sem apoio internacional. O maior factor de instabilidade, de ameaça à Paz, de perigo  para os povos, são os EUA, o seu governo, as suas forças armadas, as bases militares e as suas agências de terrorismo organizado, espalhadas por todo o mundo.

27 de agosto de 2015

Censura

Os órgãos de informação escondem as responsabilidades das tragédias

As tragédias que envolvem alguns milhões de pessoas e centenas de milhar de refugiados, são fruto das guerras que a NATO, a mando dos Estados Unidos da América, com a colaboração da União Europeia, fizeram no Médio Oriente, que arrasaram países inteiros como foi o caso, entre outros, da Líbia. Recorde-se que, em 2012, a Líbia tinha o segundo melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) da África e o quinto maior produto interno bruto (PIB) (em paridade do poder de compra) per capita do continente (em 2009), atrás da Guiné Equatorial, das Seychelles, do Gabão e do Botswana. A Líbia tem uma das 10 maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e a 17.ª maior produção petrolífera (dados da Wikipédia).
Como a história tem mostrado, os EUA, promovem as guerras civis contra os governos que não se submetem às suas exigências, ou financiam e armam terroristas, criando o pretexto para a sua intervenção e domínio de países através da colocação de governos fantoches e ditaduras (como de Pinochet, e agora na Ucrânia).
É isto que as Televisões, Jornais e jornalistas, têm medo, ou estão proibidos, de dizer.
Ver ainda:
http://c-de.blogspot.pt/2011/03/guerra-no-libano.html
http://c-de.blogspot.pt/#uds-search-results



17 de agosto de 2015

Assange -a história de uma luta pela justiça

A farsa das democracias

Adaptado de um documento de John Pilger

Um recente artigo de John Pilger, publicado (aqui) mostra as violações sistemáticas à lei, às Constituições de países como o EUA que se auto proclamam Democráticos. Refere como exemplos o cerco à Embaixada do Equador em Londres em Knightsbridge [NR] «é símbolo de uma injustiça brutal e de uma farsa repugnante. Durante três anos, um cordão policial em torno da Embaixada do Equador em Londres serviu apenas para ostentar o poder do estado. Já custou £12 milhões». é a caça a «um australiano que não é acusado de qualquer crime, um refugiado cuja única segurança é a sala que lhe foi dada por um corajoso país sul-americano». O seu “crime” foi ter denunciado os crimes monstruosos dos EUA em especial no Afeganistão e no Iraque: «a matança por atacado de dezenas de milhares de civis, que eles encobriam, e o seu desprezo pela soberania e o direito internacional, como demonstrado incisivamente pela fuga dos seus telegramas diplomáticos».

Tal como em relação a outros que denunciaram crimes igualmente repugnantes e revelaram documentos secretos «Assange está numa “Lista de alvos humanos a caçar”».

Para impedir a defesa de Assange, os EUA têm inventado as mais torpes acusações e classificaram este caso de "segredo de estado". Assim «o tribunal federal em Washington impediu a divulgação de toda informação acerca da investigação»- O mesmo aconteceu no processo contra a WikiLeaks. Esta técnica de violar as leis e a justiça, foi também usada contra o soldado Chelsea Manning e contra os presos ainda mantidos ilegalmente na odiosa prisão de Guantánamo.


Depois de uma demonstração exaustiva dos atropelos à lei para condenar Assange, John Pilger, refere «a perspectiva de uma grotesca perversão da justiça estava submersa numa campanha de vitupérios contra o fundador da WikiLeaks. Ataques profundamente pessoais, mesquinhos, viciosos e desumanos foram lançados contra um homem não acusado de qualquer crime».

Depois de uma teia de artimanhas e ilegalidades, John Pilger refere que «A decisão do Equador em 2012 de proteger Assange floresceu num grande tema internacional. Muito embora a concessão de asilo seja um acto humanitário, e o poder de concedê-lo seja desfrutado por todos os estados sob o direito internacional, tanto a Suécia como o Reino Unido recusaram a legitimidade da decisão do Equador. Ignorando o direito internacional, o governo Cameron recusou-se a conceder a Assange passagem segura para o Equador. Ao invés disso, a embaixada do Equador foi colocada sob cerco e o seu governo abusado com uma série de ultimatos. Quando o Foreign Office de William Hague ameaçou violar a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, advertindo que retiraria a inviolabilidade diplomática da embaixada e enviaria a polícia em busca de Assange, o ultraje por todo o mundo forçou o governo a recuar. Durante uma noite, a polícia apareceu às janelas da embaixada numa tentativa óbvia de intimidar Assange e seus protectores».

«Durante três anos o Equador deixou claro ao promotor sueco que Assange está disponível para ser interrogado na embaixada em Londres e durante três anos ela permaneceu intransigente» exigindo que seja Assange a deslocar-se para, evidentemente, ser preso.

«Assange contestou o mandato de prisão nos tribunais suecos. Os seus advogados citaram decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos de que ele tem estado sob detenção arbitrária, indefinida, e de que tem sido um prisioneiro virtual por mais tempo do que qualquer sentença real de prisão que pudesse enfrentar. O juiz do Tribunal de Recurso concordou os advogados de Assange: a promotora havia na verdade violado o seu dever ao manter o caso suspenso durante anos. Um outro juiz emitiu uma repreensão à promotora. E ainda assim ela desafiou o tribunal.»

John Pilger termina o seu extenso relato de acontecimentos chocantes para quem defenda a justiça, com a denúncia de que «Em 2008, uma guerra à WikiLeaks e a Julian Assange foi prevista num documento secreto do Pentágono preparado pelo Cyber Counterintelligence Assessments Branch”. Ele descrevia um plano pormenorizado para destruir o sentimento de “confiança”, o qual é o “centro de gravidade” da WikiLeaks. Isto seria alcançado com ameaças de “revelação [e] processo criminal”. O silenciamento e criminalização de uma fonte tão rara de verdades era o objectivo, o enlamear era o método. Enquanto este escândalo continua a própria noção de justiça é diminuída, bem como a reputação da Suécia». Dito de outra forma o poder do imperialismo ameaça todos os que se lhe oponham.

10 de agosto de 2015

Pela Paz. Fim às armas nucleares

As razões dos criminosos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki

Os bombardeamentos no Japão com bombas tradicionais atingiram 67 das maiores cidades japonesas. Em Tóquio, a chamada Operação Capelas, entre 9 e 10 de março, matou cerca de 100 mil pessoas numa única noite. Depois de bombardeadas as maiores cidades, em 1945, os estrategas norte americanos decidiram prosseguir os bombardeamentos nas outras cidades com populações que variavam de 60 mil a 350 mil habitantes. Esses ataques foram realizados com bombas tradicionais e muito bem sucedidos segundo os critérios dos militares.
Dois tipos de bombas a experimentar
Dois tipos de bombas foram elaborados por cientistas e técnicos do Laboratório Nacional de Los Alamos, sob a liderança do físico norte-americano J. Robert Oppenheimer. A bomba de Hiroshima, conhecida como Little Boy, com base no Urânio-235 e uma outra que veio a ser experimentada em Nagazaki, mais poderosa e eficiente, mas mais complicada, com base no Plutónio-239. A primeira tinha sido testada em 16 de julho de 1945, perto de Alamogordo, Novo México.
Em abril de 1945, foi decidido analisar os alvos para o lançamento das bombas. Foram indicados cinco: Kokura, Hiroshima, Yokohama, Niigata e Kyoto com os seguintes critérios:
O alvo teria que ser maior do que 4,8 km de diâmetro e ser um alvo importante em uma grande área urbana;
A explosão teria que criar dano efetivo;
O alvo teria que ser um local improvável de sofrer ataques em agosto de 1945.
Essas cidades foram intocadas durante os bombardeios noturnos pois as Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos decidiram deixá-las fora da lista-alvo para que uma futura avaliação da bomba atómica pudesse ser feita com maior rigor.
Hiroshima foi considerada um bom alvo pois tem um tamanho tal que uma grande parte da cidade poderia ser amplamente danificada. Há colinas adjacentes que são susceptíveis a produzir um efeito de focagem que iria aumentar consideravelmente os danos explosão. Considerou-se que os fatores psicológicos na seleção de alvos eram de grande importância, não só para o Japão mas também que fosse suficientemente espetacular para a importância da arma a ser reconhecida internacionalmente.

Hiroshima
Hiroshima era o alvo principal da primeira missão de bombardeio nuclear em 6 de agosto, sendo Kokura e Nagasaki como alvos alternativos. Nenhum aviso foi dado a Hiroshima que uma nova e muito mais destrutiva bomba ia ser lançada, embora tivessem sido lançados folhetos entre 3 e 27 de Julho. Um dos folhetos enumerava doze cidades-alvo de bombardeios: Otaru, Akita, Hachinohe, Fukushima, Urawa, Takayama, Iwakuni, Tottori, Imabari, Yawata, Miyakonojo e Saga. A cidade de Hiroshima não estava na lista. No momento do ataque, com a bomba atómica, em 6 de Agosto de 1945, a população era de 340 a 350 mil pessoas.

Nagasaki
Em 9 de Agosto foi decidido lançar a segunda bomba de um outro modelo com base no Plutónio-239, ainda não experimentado. No dia do atentado, cerca de 263 mil pessoas estavam em Nagasaki, incluindo 240 mil residentes japoneses, 10 mil moradores coreanos, 2,5 mil trabalhadores coreanos recrutados, 9 mil soldados japoneses, 600 trabalhadores chineses recrutados e 400 prisioneiros de guerra aliados.

As razões
É concensual entre os amantes da Paz que não se justificava este massacre de populações civis como refere o Apelo do Conselho Português para a Paz e Cooperação publicado ontem dia 9 neste blogue. Ali e no artigo do Jornal Avante, estão fundamentadas as razões. Contudo, muitos intelectuais, continuam a debater o assunto, em torno de uma falsa questão que é saber se a bomba era necessária para derrotar o Japão já derrotado. Os americanos continuam a defender que as bombas salvaram muitos americanos e Churchill que as bombas salvaram um milhão de norte-americanos e metade desse número de vidas britânicas.

O Japão já estava derrotado
Na altura em que os Estados Unidos lançaram sua bomba atómica sobre Nagasaki em 9 de agosto de 1945, a União Soviética tinha declarado guerra ao Japão e lançado um ataque surpresa com 1milhão e seiscentos mil de soldados contra o Exército de Guangdong na Manchúria. "A entrada soviética na guerra", observou o historiador japonês Tsuyoshi Hasegawa, "desempenhou um papel muito maior do que as bombas atómicas em induzir Japão a render-se, porque exisitia alguma esperança de que o Japão poderia terminar a guerra através da mediação de Moscovo".
As intenções sempre foram outras
Quem for sério nestas avaliações, verifica facilmente que muito antes da bomba ser lançada já havia a intenção dos Estados Unidos imporem uma supremacia internacionalmente e em especial em relação à União Soviética. Na verdade, as bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki serviram para afirmar a hegemonia militar dos EUA, como potência imperialista no mundo. 
Estas práticas já vêm de longe
Essa determinação totalitária tem sido afirmada nas constantes guerras, na intromissão na política de Estados independentes e no provocar de guerras civis com o auxílio do terrorismo que criam, e apoiam quer financeiramente quer com armamento. Nos bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki morreram centenas de milhar de pessoas e mais de cem mil ficaram afetadas para o resto da vida. Nas muitas guerras pela supremacia militar, económica que os Estados Unidos provocam em vários pontos do planeta, desde o Vietnam passando pelo Chile, Africa e Médio Oriente, mostram o que é o imperialismo. A luta dos povos pela Paz é um imperativo. 

Grande parte deste texto foi elaborado com base nas informações recolhidas em documentos em especial na Wikipédia  ver
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeamentos_de_Hiroshima_e_Nagasaki

9 de agosto de 2015

Nunca Mais!

70 anos dos bombardeamentos nucleares contra Hiroxima e Nagasáqui


Pela sua importância e significado para os dias de hoje, quando os Estados Unidos da América espalham a guerra no mundo e desenvolvem as mais terríveis armas para mostrar a hegemonia do seu poder imperialista, publicamos o veemente apelo do Conselho Português para a Paz e Cooperação:

Assinalam-se, a 6 e 9 de Agosto respectivamente, 70 anos sobre os bombardeamentos nucleares, pelos Estados Unidos da América, contra as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui. Nesta data, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lembra o acto de barbárie cometido contra populações indefesas num momento em que o império japonês já se encontrava militarmente derrotado, na frente terrestre na Ásia e na frente aéreo-naval do Pacífico, e se havia iniciado o processo da sua capitulação às Forças Aliadas.

Os bombardeamentos atómicos das duas cidades japonesas – sem qualquer importância para o desfecho da guerra – constituíram acima de tudo uma aterrorizante demonstração de superioridade militar por parte dos EUA. Pela sua própria natureza, a arma atómica não tem como destino a utilização na frente de batalha, mas sim as populações civis e os centros urbanos e industriais.

Para além das 250 mil mortes provocadas no imediato, e nos dias subsequentes, os bombardeamentos atómicos deixaram uma herança de sequelas graves nas populações vizinhas: a proliferação de doenças cancerígenas e malformações genéticas, que persistem hoje, sete décadas passadas, atribuídas à exposição às radiações ionizantes e às substâncias radioactivas.



Aterrorizados com este que foi, sem dúvida, um dos maiores crimes alguma vez perpetrados, os povos do mundo uniram-se para que tal tragédia não voltasse a acontecer, fazendo do Apelo de Estocolmo, contra as armas nucleares (lançado em 1950) uma gigantesta manifestação contra as armas nucleares. Essa causa mantém hoje flagrante actualidade, tendo em conta que o actual arsenal de armas nucleares é infinitamente maior e mais poderoso, a utilização destas armas significaria a destruição da espécie humana e da civilização.

Num momento em que muitos milhões de seres humanos são confrontados com a regressão das suas condições de vida e dos seus direitos, as despesas militares mundiais atingiram, em 2014, qualquer coisa como 1,8 biliões de dólares, parte considerável dos quais canalizados para a manutenção e modernização de armas nucleares.

Reafirmando o seu compromisso com a construção de um mundo de justiça e paz o CPPC presta homenagem às vítimas das armas nucleares lançadas em Hiroxima e Nagasáqui, e exige:
  
-Que nunca mais se repita o holocausto nuclear;
  
-A abolição das armas nucleares e de extermínio em massa e o desarmamento geral e controlado;
  
-O cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania dos Estados e igualdade de direitos dos povos. 

18 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (3)

Espionagem que pouco tem a ver com o terrorismo

A NSA é a maior agência deste tipo à escala mundial. A sua acção consiste em especial na interceptação e análise das comunicações. Até há pouco tempo as operações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos eram realizadas de forma secreta e o governo norte-americano negava a sua existência.

Desde que Edward Joseph Snowden, analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA tornou público, em junho de 2013 detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana, revelados pelos jornais Washington Post e The Guardian não foi possível mais esconder a existência dessa Agência.

Especialistas afirmam que a NSA tem uma operação chamada Sistema Echelon em conjunto com agências de outros países como a "Government Communications Headquarters" (Reino Unido), a "Communications Security Establishment" (Canadá), a "Government Communications Security Bureau" (Nova Zelândia) e a "Defence Signals Directorate" (Austrália). 
O Echelon consiste na análise de comunicações do mundo inteiro, com o argumento de encontrar mensagens que possam ser uma ameaça à segurança de qualquer daquelas nações. Porém, o sistema, já foi acusado de promover também a espionagem industrial, uma vez que recolhe informações de todos os movimentos de empresas, de seus projectos e mercados.

Para terminar esta série de textos, volta-se a referir o perigo do controlo total da Internet, meio pela qual hoje é possível a livre circulação de informações, muitas das quais são a forma de contornar o controlo dos órgãos de comunicação social dominados pelos grandes grupos económicos e pelo imperialismo norte americano. Hoje a Internet representa a possibilidade do debate de ideias e o contraditório indispensável à democracia.

Acabando por onde comecei:
Estejamos prevenidos para que a luta pela liberdade de expressão, afirmada na solidariedade a Charlie Hebdo, não degenere na retirada da precária liberdade que ainda existe através da Internet, a pretexto do combate ao terrorismo.


Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



16 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (2)

O polvo que tudo quer controlar

Continuando o assunto do pretexto do terrorismo para os EUA incrementarem os seus programas de espionagem em todo o mundo, e com base no relato de Greenwald a partir das denúncias do ex-administrador de sistemas da CIA, Edward Snowden, como foi referido na publicação anterior, diz o jornalista: «Ao longo das últimas décadas, os líderes norte-americanos têm tirado partido do medo do terrorismo – alimentado pelos constantes exageros da verdadeira ameaça que este constitui – para justificar uma série de políticas extremistas. Este medo tem levado a guerras de agressão, regimes de tortura por todo o mundo, e à detenção (e até homicídio) de cidadãos estrangeiros e norte-americanos sem acusação».

O livro, publicado em Portugal e já referido anteriormente, aborda ainda outros casos como o processo WikiLeaks, de Julian Assange, e as acções do soldado Maning, que forneceram as informações sobre acções ocorridas durante a invasão do Iraque e da intervenção militar no Afeganistão. Também nesses casos comprovámos que o Terrorismo no Afeganistão foi financiado pelos EUA e os métodos que a CIA utiliza são iguais aos dos terroristas.
Como a NSA infecta nos computadores para recolher informações
Além dos casos de vigilância, espionagem e ataques informáticos, contabilizados em mais de 50.000 infecções de redes, Greenwald relata o longo processo político que acompanha os actos de vigilância e a resposta da administração do Presidente norte-americano, Barack Obama, e do Governo britânico sobre Edward Snowden, acusado de espionagem, e que se encontra actualmente refugiado na Rússia.

Para além da CIA e do Programa de vigilância global PRISM, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), fundada em novembro de 1952, é o órgão responsável pela utilização do sistema SIGINT (Signals Intelligence), que consiste na interpretação e selecção a partir de sinais, o que inclui criptoanálise e interceptação. A NSA é responsável pela base de dados obtidos pelo SIGINT, tornando-se o maior órgão de dados de criptologia do mundo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557



14 de janeiro de 2015

O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ (1)

Os pretextos para o controle global para impor a hegemonia

O ataque terrorista ao Charlie Hebdo veio, entre outras coisas, alimentar os que precisavam de argumentos para um, ainda maior, controle de comunicações, da Internet e da localização das pessoas, em todo o mundo.

Foi noticiado que na sexta os ministros da Administração Interna da UE vão começar a discutir que regras mudam no espaço Schengen. Discussão que já é longa EUA e no reino Unido. Obama tem vindo a argumentar com o ciberterrorismo para lançar mais ataques ciberterroristas que há muito utiliza e põe em causa a privacidade. David Cameron tenta forçar uma nova lei de escutas telefónicas e espionagem online. 

Isto leva-nos para as informações que o jornal i publicou a partir da Lusa, em 20 de Maio de 2014. 
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald destaca no livro “Sem Esconderijo – O Caso Snowden nas palavras de quem o revelou”, lançado em Portugal pela Bertrand Editora, “a coragem” do ex-analista dos serviços de informação norte-americanos Edward Snowden ao denunciar a espionagem global que os EUA praticam.

Vou portanto publicar em várias etapas, as informações que me pareceram mais importantes para tomarmos consciência do que é o imperialismo e as suas ramificações nos países do mundo. Note-se que estas denúncias referem-se apenas à espionagem dos EUA. Espionagem que serve para muitas das operações de desestabilização de governos e países que não se sujeitam à sua política. Sobre essas acções, golpes para depor governos, guerras em vários países e apoio a facções terroristas, já muita coisa foi dita neste blogue. No final destes artigos, são apresentadas as "fontes" e os links para as muitas publicações sobre este assunto.

Em abril de 2013 Snowden envia a Greenwald, por e-mail, os primeiros documentos classificados da NSA e que surpreenderam de imediato o jornalista.

O livro "Sem Esconderijo", relata a partir do encontro em Hong Kong, em que Greenwald foi acompanhado pela realizadora de documentários Laura Poitras, as teias que ligam um grande número de agências colocadas pelos EUA em todo o mundo.

Citando, “A coragem de Snowden, aliada à relativa facilidade em copiar informação digital, permitiu-nos ter uma visão, em primeira mão e sem paralelo, de como o sistema de vigilância efetivamente funciona”, sublinhou Greenwald, que ao longo do livro detalha as atividades do Programa PRISM, de vigilância de mensagens de correio eletrónico e ligações telefónicas em todo o mundo sob a justificação da luta contra o terrorismo».

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agência_de_Segurança_Nacional
http://www.nsa.gov/about/index.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/PRISM_(surveillance_program)
http://www.defesaaereanaval.com.br/tag/cia/page/2?print=print-page
http://pt.wikipedia.org/wiki/PRISM_(programa_de_vigil%C3%A2ncia)
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2013/09/metodos-de-espionagem-da-nsa-intrigam-especialistas.shtml
http://www.infoescola.com/estados-unidos/agencia-de-seguranca-nacional-nsa/
http://www.publico.pt/mundo/noticia/programa-da-nsa-recolhe-quase-tudo-o-que-um-utilizador-comum-faz-na-internet-1601891
http://www.esquerda.net/dossier/quem-%C3%A9-edward-snowden/28576
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861
http://expresso.sapo.pt/nsa-esta-autorizada-a-espiar-em-portugal=f878861#ixzz3Oo3AwW5I
http://www.ionline.pt/artigos/mais-livros/livro-sobre-ex-analista-da-cia-edward-snowden-publicado-portugal
http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2014/36422-snowden-0/
http://www.esquerda.net/dossier/ignacio-ramonet-%E2%80%9Csomos-todos-vigiados%E2%80%9D/28557


10 de janeiro de 2015

O perigo da III Guerra Mundial

A estratégia dos EUA para se salvarem do declínio

Na publicação Carta Maior, Boaventura de Sousa Santos (BSS) fez uma análise à situação internacional que o levou a concluir poder estar em germinação uma Terceira Guerra Mundial.

Diz BSS essa guerra está a ser «provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da Europa. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia». Foca a aprovação pelo Congresso dos EUA da «Resolução 758 que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia». 

Refere BSS que «Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda». 

A guerra da propaganda e domínio da informação

Sobre as sanções e o apoio ao governo fascista da Ucrânia, não vale a pena repetir o que é já conhecido. Sobre a terceira componente, salienta BSS que «os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitime a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia». 
BSS dá exemplos com a ocultação da forma como foi formado o governo fantoche da Ucrânia, como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em fevereiro passado, e o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. 
Cita o grande jornalista, John Pilger, que «dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos» e pergunta «Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?».

O esmagamento da Democracia

Lembra que 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia, contudo os seus representantes votam a favor. Acusa a Europa de estar a seguir a pisadas dos EUA.

Na segunda parte do seu trabalho aponta «As razões da insanidade». 

Assim explica que os EUA estão em declinio, e o negócio altamente lucrativo da guerra, é essencial para salvar o poder hegemónico imperialista. «A Rússia e a China, os maiores credores dos EUA, têm vindo a vender os títulos do tesouro e em troca têm vindo a adquirir enormes quantidades de ouro». Entre parêntesis, recorda que Saddam e Kadafi, que procuraram usar o euro, em vez do dólar, foram vítimas da sua ousadia, eles e os seus países miseravelmente destruídos.
O segundo indício é o facto do FMI que se prepara «para que o dólar deixe de ser nos próximos anos a moeda de reserva e seja substituída por uma moeda global, os SDR (special drawing rights)».

Aponta BSS que tudo isto indica que um ataque aos EUA está próximo e que «têm de manter os petrodólares a todo o custo, assegurando o acesso privilegiado ao petróleo e ao gás. Para isso têm de conter a China e tem de debilitar a Rússia, idealmente provocando a sua desintegração, tipo Jugoslávia». 

Os lucros da guerra à custa de milhões de mortos

E ainda que «A guerra é altamente lucrativa devido à superioridade dos EUA na condução da guerra, no fornecimento de equipamentos e nos trabalhos de reconstrução». Citando Howard Zinn, «os EUA têm estado permanentemente em guerra desde a sua fundação». Diz ainda BSS que, «ao contrário da Europa, a guerra nunca será travada em solo norte-americano, salvo, claro, o caso de guerra nuclear». Mostra que em 14 de Outubro passado, «o New York Times divulgava o relatório da CIA sobre o fornecimento clandestino e ilegal de armas e financiamento de guerras nos últimos 67 anos» e recorda que Noam Chomsky disse em “The Laura Flanders Show” que aquele documento só podia ter o seguinte título: “Yes, we declare ourselves to be the world´s leading terrorist state. We are proud of it” (“Sim, declaramos que somos o maior estado terrorista do mundo e temos orgulho nisso”).

«Um país em declínio tende a tornar-se caótico e errático na sua política internacional» a ponto de Immanuel Wallerstein dizer que «os EUA se transformaram num canhão descontrolado (a loose canon), um poder cujas ações são imprevisíveis, incontroláveis e perigosas para ele próprio e para os outros». 
Termina BSS com a demonstração de que a Europa «perde a relativa autonomia que tinha construído no plano internacional» e a sua economia é posta «ao serviço da política geoestratégica dos EUA» 

3 de janeiro de 2015

Que nos traz para 2015 a nova tática dos EUA com Cuba?

Estados Unidos, cada vez mais isolados, tentam novas formas de fazer o mesmo

Como foi amplamente noticiado, na quadra natalícia, Obama fez um solene discurso onde se dispôs a alterar as relações de hostilidade para com Cuba. Nesse discurso, Obama reconhece a derrota da táctica que há mais de meio século os EUA utilizaram, táctica que ele não referiu mas é sabido que viola todas as normas do direito internacional, e é cada vez mais contestada em todo o mundo. Táctica que também sabemos que visa submeter o povo da ilha a privações que forcem à sua submissão aos EUA.

No discurso de Obama não houve uma palavra de desculpa pelos crimes cometidos, nem uma expressão de remorso. Pelo contrário a tónica do discurso foi para dizer que a táctica até aqui utilizada pelos EUA, falhou e, portanto, deve ser alterada. Alterada para quê? Ele apenas disse, para melhor defender os nossos interesses. Ou seja para melhor atingirem o desde sempre sonhado, objectivo de derrotar a Revolução Cubana.

Mais que o fracasso da táctica é fracasso da política
Há muito que o poder económico que levou Obama à presidência, considera que a diplomacia da canhoneira não é a melhor, face à evolução do cenário mundial, que cada vez menos a aceita. É a velha táctica de que "é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".

Obama por um lado, confirmou, diplomaticamente, a vontade de manter o poder hegemónico, arrogando o direito de se intrometer nos assuntos internos dos Estados, (neste caso de Cuba) para conseguir a influência na região (que está a perder - isso ele não disse). No entanto reconheceu o fracasso da estratégia utilizada há 50 anos, que não é hoje simpática. 
Cuba Vencerá!
No entanto as forças ultra reaccionárias dos Estados Unidos, continuaram a optar pela política da força. Consideram que os discursos de Obama, apesar de cínicos, dão uma imagem de fraqueza. Acabar com a prisão de Guantanamo e as torturas a presos que apesar de não terem culpa formada, sem julgamento, seria uma cedência.

O isolamento e desprestígio
Obama, e o país que representa, foram ficando cada vez mais desprestigiados, também perante a opinião pública mundial. Uma das expressões desse desprestígio e isolamento foram as constantes votações de todos os países do mundo na ONU, por quase unanimidade, que sempre condenaram o bloqueio a Cuba. 
O grande capital, estava a perder com isso. Sem alterar nada aos seus objectivos de derrotar a Revolução Cubana, insistiram numa política mais habilidosa. Retomaram a estratégia inicial e "deram instruções a Obama", para fazer o papel, não de arrependido, mas "de mais moderno". Assim no seu discurso Obama considerou que para atingirem os objectivos há muito pretendidos, era errado prosseguir com o bloqueio a Cuba. Para dar mais consistência aos seus propósitos, mandou libertar os 5 Cubanos presos.

A nova estratégia surtiu algum efeito nos mais crédulos. No entanto não confundamos as coisas. Os Estados Unidos não alteraram um milímetro da sua política imperialista. Pelo contrário pretendem desta forma reforçá-la. Entrar em Cuba, alargar o "mercado" para aumentar o lucro dos grandes monopólios americanos, e sabotar a economia de Cuba.

Não bastam as palavras
Contudo Cuba exige o desmantelamento total da hostilidade política para com o governo de Cuba, que acabem as acções terroristas contra Cuba e a entrega do espaço do território cubano ocupado, ilegalmente, pela Base norte americana e prisão de Guantanamo.  Os 5 cubanos presos foram libertos. Essa foi uma grande vitória da solidariedade internacional para com Cuba. No entanto Obama nada disse sobre a extinção das elevadíssimas verbas destinadas a apoiar dissidentes cubanos, nem dos programas da CIA e departamentos especializados para promover a desestabilização política de Cuba, nem sequer de medidas para acabarem as acções terroristas contra Cuba pela minoria que ainda sonha em Miami restaurar o velho regime em Cuba. 

Portanto:
- Os EUA foram obrigados a mudar de táctica face ao crescente isolamento e condenação da sua política.
- Essa atitude é uma vitória da luta que se expandiu em todo o mundo em defesa de Cuba, tal com a que se está a gerar em defesa da Palestina.
- Os EUA não mudaram de política. Pelo contrário, ao mudar de táctica reconhecendo o falhanço da táctica anterior, querem experimentar formas mais sofisticadas de alcançar os seus objectivos.



1 de janeiro de 2015

manual da CIA para assassinatos políticos

Wikileaks revela manual da CIA para assassinatos políticos

Um manual secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) que define o assassinato político como forma de limitar a ação de grupos insurgentes circula atualmente na internet, após ter sido revelado pelo site Wikileaks.

A REUTERS/Petar Kujundzic reproduziram partes de um relatório secreto da CIA que analisa diversas operações de assassinato em vários países. Estão referenciados os alvos entre os quais está a Organização para a Libertação de Palestina (OLP), Exército Republicano Irlandês (IRA), a Frente de Libertação Nacional de Argélia (FLN) e as FARC.

A publicação do Wikileaks foi divulgada na Internet dez dias depois do Comitê de Inteligência do Senado norte americano ter apreciado o relatório secreto, só parcialmente divulgado, sobre o emprego da tortura contra prisioneiros supostamente vinculados a acções terroristas, sem acusações formais nem julgamento em Tribunal.

O manual revelado pelo Wikileaks data de 7 de julho de 2009, seis meses depois de Leon Panetta assumir a direção da CIA e pouco depois de que o agente John Kiriakou – atualmente preso – denunciasse pela primeira vez a prática de crueis torturas por parte de oficiais interrogadores.

Segundo o Wikileaks, o relatório da CIA inclui estudos de casos no Afeganistão (2001-2009), Argélia (1954-1962), Colômbia (2002-2009), Iraque (2004-2009), Israel (de 1972 a 2009), Peru (1980-1999), Irlanda do Norte (1969-1998) e Sri Lanka (1983-2009).

As operações descritas nos planos da CIA incluem: assassinatos políticos, sequestros, remoção de lideranças, neutralização e marginalização de dirigentes guerrilheiros.

Ademais, encontram-se evidências sobre a participação da CIA na luta contra as guerrilhas na Colômbia durante o mandato de Álvaro Uribe, através de ataques a objetivos de alto valor combinando operações militares e de informação e programas para provocar e tratar desertores.

Não são referidas as acções em Portugal após o 25 de Abril, em conluio com Mário Soares e Carlucci. Essas estão noutros documentos.



22 de dezembro de 2014

Estamos no Natal e Aproxima-se 2015

Natal começou por ser a festa do sol, da luz, do crescimento dos dias contra a escuridão.

O sol quando nasce é para todos. E todos, é mesmo todo o mundo.
Mais uma vez o mundo está em complexa convulsão reflexo das mudanças de ordem mundial.
Vimos guerras e conflitos em sucessão cada vez mais globais.
Poderosos interesses económicos de grupos reduzidos, dominam a política e pisam direitos humanos, a paz, a justiça internacional até aqui respeitada.
Os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria, acentuaram a sua hegemonia no mundo. Esta terminou mas reacenderam-se guerras muito mais dolorosas. Guerras onde morrem centenas de milhar de pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos. Guerras que têm reflexos em todos nós.
A lei internacional é permanentemente desprezada e substituída pela lei do mais forte. Povos inteiros são dominados e subjugados aos interesses das grandes economias e das multinacionais sem pátria.

O imperialismo tem não só a força das armas, mas também o controle total dos meios de comunicação globais, reescrevendo a história de acordo com os seus interesses para manipular as consciências e a opinião pública e colectiva. Esse controlo é total na medida que controla a quase totalidade dos agentes da informação.
Hoje com a "realidade" virtual, criam-se factos, inventam-se situações para deturpar a realidade objectiva e o conhecimento. Para distrair a humanidade desviando, e escondendo crimes e acções repugnantes praticadas para que o imperialismo consolide o seu poder. Poder que domina pelas armas e pela informação, pela destruição de valores humanos e sua substituição por uma cultura globalizada que introduz valores que facilitam a aceitação do domínio do mais forte.
Cultura que conforma, que não perspectiva a autonomia e capacidade colectiva da mudança.

A soberania nacional, a autonomia, foi substituída pelos mercados que fazem a lei. Passou-se a um novo tipo de colonização dos mais fracos, acompanhado de cultura da aceitação dessa perda de independência face ao poder financeiro dos bancos internacionais.
Os que não aceitam essas imposições são sujeitos a boicote e bloqueio dos poderosos, como tem sido o caso de Cuba. É paradigmática esta situação. Mais de cinquenta anos de bloqueio condenado internacionalmente por resoluções quase unânimes de todos os países do mundo, não tiveram qualquer efeito na decisão de um único país.
Israel, com a cumplicidade dos EUA, faz uma guerra e ocupação ilegal, da Palestina, matando muitos milhares de civis, de mulheres e crianças inocentes.

Há muito que poderosas agências de espionagem como a CIA, com mais de 170.000 agentes espalhados pelo mundo, fomentam conflitos, armam, treinam e financiam seitas e grupos terroristas, para derrubar governos legítimos que não obedeçam às suas ordens.
Apoiam o nazismo e fascismo em vários países. Apoiam ditadores que lhes entreguem as riquezas do país à exploração das empresas americanas. Fomentam a guerra entre religiões de acordo com o princípio "dividir para reinar" e assim intervirem do lado que lhes interessar.

Um relatório recentemente aparecido ao conhecimento público mostra uma pequena parte dos métodos de intervenção mais escabrosos, torturando até à morte muitos presos, muitas vezes sem qualquer culpa, apenas para obter informações.

Usam a chantagem directa em relação a Governos e Presidentes da República de vários países. Fazem espionagem e vigiam empresas de todo o mundo. Gastam milhares de milhões de dólares para manter o mundo inteiro sob sua vigilância, incluindo os seus mais próximos aliados.
Muito do dinheiro vem da droga, cuja produção aumentou várias vezes, com as forças que controlam o Afeganistão. Outra fonte de financiamento é a venda de petróleo produzido em território controlado pelos terroristas.

Quase tudo isto tem acontecido depois da queda do Muro de Berlim e da destruição dos países socialistas.
Estará o mundo melhor?
Assistimos a cada vez mais conflitos que se generalizam no interior do mundo dito civilizado. Mortes, assassínios em massa, feitos por crianças, jovens ou adultos em escolas. É esta a cultura fomentada. O exemplo vem de cima. Os EUA têm o recorde mundial de presos. 
A fome assola o mundo . A pobreza cresce no mesmo ritmo que crescem as grandes fortunas. O trabalho escravo aumenta tal como o tráfico humano e o tráfico de droga.

Aumenta o perigo de as guerras se alastrarem às grandes potências podendo caminhar para uma guerra mundial. Hoje muitos tipos de armas de alta precisão estão já próximo das armas de destruição em massa em termos de capacidade mortal. Os riscos são cada vez maiores.

Haverá quem julgue despropositado falar disto em época natalícia. Haverá quem prefira não conhecer esta negra realidade.
No entanto, não ficaria bem com a minha consciência limitar-me às bonitas mensagens de Natal sem pensar nos que sofrem.
Tentarei intervir e evitar ser dominado pela cultura que nos querem impingir: "não há nada a fazer". "Sempre foi assim e sempre há-de ser".

19 de dezembro de 2014

A liberdade de explorar

Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria, diz ministra

Tereza Campello é ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil. Num debate em que participaram também outros especialistas, a ministra disse: 

“Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria”, informando que entre 2002 e 2013, o país reduziu em 82% a população de brasileiros considerados em situação de fome, restando ainda quase 2% da população nessa situação. Foram factores decisivos o aumento dos rendimentos dos mais pobres. Disse ainda “Já nasceu no nosso país a primeira geração de crianças sem fome e na escola. Elas não vão repetir a trajetória de seus pais”.

Detenhamo-nos nessa frase "Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria" que parece óbvia mas, para muitos não o é.

Recordo Cuba em contraponto com as "liberdades" dos Estados Unidos da América. 
Cuba acusada de falta de liberdade não tem fome. Os EUA que se auto-denominam de país das liberdades, exemplo máximo, do capitalismo, estudo de Feeding América, revela que uma em cada seis crianças norte-americanas menores de cinco anos passa fome.

Se alargássemos esse conceito de liberdade à saúde, à educação, à cultura, à habitação, à segurança na velhice, à estabilidade no emprego, e a tantos outros factores básicos como aqueles, então a diferença seria astronómica. Se ampliássemos essa comparação à generalidade dos países capitalistas, poucos se orgulhariam dos resultados, ainda que, muito do nível de vida, nos países capitalistas seja efeito da exploração de muitos povos em todo o mundo. Exploração essa que é feita, não só à custa da fome nesses países como, à custa da vida de muitos milhões de pessoas, mortas para que o domínio imperialista se estenda a todo o mundo. 




Que aconteceu com as "liberdades" nos países que eram socialistas e agora são pasto do capitalismo? Os dados objectivos, os números, são incontornáveis. 

A forma de continuar a enganar, os menos avisados, é criar uma ideia de liberdade que desvie as atenções dos dados objectivos e remeta a discussão para factores subjectivos em que a liberdade de explorar é mascarada de liberdade absoluta, liberdade que se compra por quem tem dinheiro.
Nos países socialistas, em que a liberdade de explorar não existe, dizem os capitalistas, então, não há liberdade.
Sobre estes falsos conceitos de liberdade há, ainda, muito a dizer, na mesma medida em que os preconceitos e a "cultura" burguesa estão, ainda, estão muito arreigados. Quando as pessoas "abrirem os olhos" e verificarem que é essa cultura que sustenta quem está no poder para continuar a explorar, começará então a libertar-se da escravatura, da miséria moral, social e económica e, então, irá verificar que o fosso, ou o muro, que separa os muito ricos dos muito pobres, é a melhor medida para avaliar a "liberdade" desta sociedade podre. Então descobrirá que a felicidade, objectivo supremo, não se alcança com essa noção limitada de liberdade.



18 de dezembro de 2014

A liberdade de explorar

A pobreza moral dos EUA e a pobreza económica social da sua população

A fome e a miséria

Mais algumas informações sobre o tema anterior:
No país mais rico do mundo, agora o segundo, depois da China, nos EUA, milhões de crianças estão muito abaixo do limiar de pobreza, realidade que a comunicação social procura esconder.

Mais de 12 milhões de crianças estão à beira da fome em todo o país e mais de três milhões e meio de crianças com menos de cinco anos passam fome nos Estados Unidos da América.

Segundo a USDA, National Nutrient Database for Standard Reference, 32, 5 milhões de norte-americanos recebem auxílio alimentar, mas o número pode ser bem maior devido ao aumento do desemprego e da pobreza no último ano e de uma grande parte não se ter cadastrado. 
Por outro lado a Food Research and Action Center estima que mais de 16 milhões de pessoas procuram assistência alimentar federal, mas não conseguiram inscrever-se no programa.



Ainda uma reportagem publicada pelo New York Times no dia 9 de maio refere uma enorme insuficiência dos programas de assistência nos vários estados. Na Califórnia, por exemplo, só metade das pessoas que passam fome conseguiu cadastrar-se em programa de alimentação. Noutros estados, como Missouri, onde a inscrição das pessoas é mais fácil, centenas de milhares de famílias trabalhadoras pobres inscritas recebem cada vez menos ajuda a cada mês que passa.

Desse país, exemplo supremo do capitalismo, "país das liberdades" muito há que falar. Espero em breve abordar os direitos humanos e as torturas para juntar ao "país das liberdades o "país da democraCIA". 





9 de dezembro de 2014

Voo MH17. As mentiras forjadas pelo imperialismo

Tal como as "armas de destruição maciça" que serviram de pretexto para invadir o Iraque, também o abate do Boing 777 da Malaysia Airlines, está desmascarado 

O cinismo e a hipocrisia das potências imperialistas ultrapassa o que podemos imaginar. 
Perante os crimes hediondos que praticam pelos cantos do mundo Presidentes, como Obama, Prémio Nobel da Paz, inventam situações e pretextos criminosos para fazer a guerra, como foi o que arranjaram para invadir o Iraque. Em julho passado conceberam destruir a vida de  298 passageiros mais a tripulação do voo MH17 abatendo o Boing 777 da Malaysia Airlines para justificar as agressões às populações da Ucrânia oriental, culpando a Rússia.

Está hoje provado à exaustão que foi tudo forjado com o governo fascista que assaltou o poder em Kiev.

Tanta desfaçatez só é possível porque o imperialismo controla a comunicação social, monopolizada pelos grandes grupos económicos. As grandes cadeias de informação que comandam a distribuição de notícias por todo o mundo dão as orientações para a comunicação social nos vários países como acontece em Portugal. As notícias da CNN da Fox, da BBC e muitas outras cadeias são passadas na nossa televisão e jornais, enquanto que as tentativas de contraditório são subtilmente censuradas muitas vezes pelos próprios jornalista que se submetem para não perderem o emprego. 

Vem isto a propósito das inúmeras confirmações já obtidas de que o Boing 777 da Malaysia Airlines, foi abatido por aviões a mando do governo fantoche, pró fascista declarado, de Kiev.



Os EUA tentaram durante muito tempo que as provas não fossem conhecidas. O governo de Kiev reteve ou destruiu as gravações dos relatos dos pilotos. As fotos, incluindo as de satélite e os resultados dos testes estiveram na posse dos Estados Unidos e do Reino Unido e da NATO durante meses enquanto as agências noticiosas faziam o seu papel de responsabilizar a Rússia.  

Já em 28 de julho o diário,info mostrava que o MH17 foi desviado 200 quilómetros para norte em relação à rota habitualmente seguida pela Malaysia Airlines e que inesplicavelmente "mergulhou" directamente para o meio da zona de guerra. Porquê? Que tipo de comunicação recebeu o MH17 da torre de controlo de tráfego aéreo de Kiev?

EUA e Kiev calados como ratos
  
Kiev tem permanecido silencioso acerca da questão. E no entanto a resposta teria sido simples, caso Kiev tivesse divulgado a gravação das comunicações entre a torre de controlo e o voo MH17.
Os SBU (serviços de segurança ucranianos) confiscaram a gravação. 

Passados 4 meses as evidências são reconhecidas. Contudo os EUA e Kiev mantêm-se em silêncio.
Há dias, o Conselho de Segurança da Holanda terminou a colecta de fragmentos do Boeing da Malaysia Airlines, que caiu em Julho no leste da Ucrânia. 
O antigo piloto da Lufthansa, Peter Haisenko, analisou diferentes versões da queda da aeronave na Ucrânia e garante após análise das muitas provas, de que o avião não foi abatido por um míssil terra-ar, mas por ataque directo de um avião militar.


As acusações contra a Rússia foram mal-alinhavadas desde o início contrariamente aos factos fidedignos, disse Haisenko. Todos os peritos que investigavam a catástrofe, inclusive da comissão holandesa, sabem que não foi um míssil, mas um caça. Isso é evidente.

Os jornais e televisões que transmitiram as informações organizadas pelos americanos, sabem bem que o que informaram foram falsidades. Contudo são raros os que corrigiram as mentiras. Na generalidade mantiveram-se calados revelando cumplicidade e falta de respeito pelos seus leitores.

Ver também RESISTIR INFO DE 21 DE JULHO  http://resistir.info/chossudovsky/mh17_21jul14.html
ou http://www.odiario.info/?p=3475
e muitas outras que os links indicam.




3 de dezembro de 2014

Estados Unidos da América, Canadá e Ucrânia do lado do Nazismo


Os Estados Unidos, o Canadá e a Ucrânia foram os únicos países que, numa reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, votaram contra o projecto russo de resolução condenando o nazismo. 
O documento é dedicado ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, que acontecerá no próximo ano.

A favor do documento apresentado pela Rússia votaram 115 dos 193 estados membros da ONU. Três países votaram contra: Canadá, EUA e Ucrânia. As restantes 55 delegações, incluindo a da União Europeia, abstiveram-se de expressar suas opiniões sobre este assunto.

A política do imperialismo, confirma-se constantemente. Exploração extrema, violação dos Direitos Humanos, tortura e prisões arbitrárias, constantes golpes para derrubar democracias, apoio aos mais tenebrosos ditadores como Pinochet, Mubarak, Somoza, Suharto, etc. etc. em África, América do Sul e na Ásia. 

Da Voz da Rússia, extraí alguns trechos da informação. A resolução, condena tentativas de negar o Holocausto, exorta a garantir a ratificação universal e a aplicação eficaz da Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial. O documento expressa preocupação com a glorificação do movimento nazista e dos antigos membros da organização Waffen-SS.

Tudo isso se baseia nos princípios adoptados pela ONU desde o fim da Segunda Guerra Mundial e dos Julgamentos de Nuremberg. Mas ultimamente alguns países têm-se afastado desses princípios. Na Ucrânia, soldados da Guarda Nacional põem suásticas em seus uniformes. Nos países bálticos, o dia da libertação dos ocupantes fascistas é declarado dia de luto. Estes e outros fatos causam preocupação em Moscovo e na maior parte do mundo. Mas não em Kiev, Ottawa e Washington, nota o vice-presidente do Comitê para assuntos internacionais do Conselho da Federação russo, Andrei Klimov.

O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, declara publicamente que o país está preparado para uma guerra total com a Rússia. Total quer dizer por todos os meios e formas. Isto não é apenas uma ideologia, mas também uma terminologia hitleriana. Mas a Europa, como na década de 30 do século passado, está escondendo a cabeça na areia: espera o assunto seja resolvido sem ela, enquanto que ela, despercebida, defende seus interesses. Esta política de avestruz não vai levar a nada de bom, adverte o senador Andrei Klimov:

“Tal política já resultou em seu tempo na Segunda Guerra Mundial. Os europeus incentivavam o agressor durante muito tempo guiados por certas considerações racionais de que, supostamente, incentivando Hitler, eles poderiam assim pôr a União Soviética em seu devido lugar. E acabaram mal – praticamente todos foram vítimas de ocupação. Infelizmente, a história se repete”.

Hoje, na véspera do 70º aniversário da vitória sobre o fascismo, este monstro está a renascer. E existem Governos a apoiá-lo. A resolução visa lembrar aos países, as consequências de uma tal política e a inviolabilidade do veredicto dos Julgamentos de Nuremberg. É bom lembrar antes que seja tarde demais.

1 de dezembro de 2014

Os Muros continuam

PSD e CDS, com o apoio do PS nas autarquias, estão a distribuir moções sobre o Muro de Berlim

Goebbels, o propagandista de Hitler, defendeu que: "Uma mentira repetida mil vezes, acaba sendo uma verdade ..." Nas últimas semanas, a direita em Portugal, seguindo as orientações provenientes do imperialismo europeu e americano, lançaram uma campanha sobre o Muro de Berlim, que está a prosseguir. 
Grandes cadeias privadas de televisão, em particular as dos EUA, estão a difundir essa campanha que tem o objectivo combater o apoio aos movimentos populares que crescem, para construção de alternativas socialistas ao capitalismo. Têm também o fito de desviar as atenções da crise capitalista e o aumento da exploração que está a arrastar para a miséria muitos milhões de pessoas. 
Muro que separa os EUA do México e as mais de 6.000 cruzes de mortos

A essa campanha é associada a falsa ideia da "morte do socialismo" que " o capitalismo é o fim da história" e que  portanto não vale a pena lutar por uma nova sociedade". 
Essa campanha é emotiva, procura apoiar-se em preconceitos e falsas ideias, fugindo a uma análise séria da realidade. Porquê? Vamos ver:
a - Esconde que foi o capitalismo (EUA, França e Inglaterra) que dividiu a Alemanha que criou a fronteira em Berlim, contra a posição da URSS.
b - Esconde as razões que levaram ao muro de Berlim, Inventam-nas.
c - Oculta a situação social a que foram conduzidos os povos depois da "Queda do Muro".
d - Omite as intenções do imperialismo que levou à queda do Muro, a dissolução do Pacto de Varsóvia e a expansão da NATO a todo o Mundo e em especial às fronteiras com a China e Rússia, reprimindo pela força militar as pretensões de povos se auto-determinarem. A NATO é hoje o braço armado do imperialismo que explora mercados e matérias-primas dos países. Um claro exemplo é a Ucrânia onde apoiaram as organizações nazis, derrubaram pela força o Governo eleito e substituíram-no por uma ditadura pró-nazi. (Recordemos o abate do avião) Exemplo que se repete em dezenas de situações na América Latina, em África e no Médio Oriente.  
e - Encobre os quase 18 mil quilómetros de muros que os países capitalistas estão a construir para isolar povos. Exemplos: Faixa de Gaza, México/EUA, Coreia do Sul, Ceuta e Melilla, Irlanda do Norte, Arábia Saudita, etc, etc.
f - Esconde os muitos milhares de mortos que o capitalismo fez nas outras tantas tentativas de os passar. Só no muro do México os americanos, mataram mais de 6.000 pessoas. Em Berlim morreram 136. 
g - Oculta que, para além dos 7.500 quilómetros já construídos, estão em perspectiva mais 10.000 entre os quais o que o presidente ucraniano Poroshenko pretende ao longo da fronteira com a Rússia, e com a ajuda da Alemanha.
De muitos outros muros poderíamos falar e que se ergueram depois da queda do Muro de Berlim, como os já referidos e na Eslováquia para isolar 14 bairros ciganos, os do Chile, impedindo a passagem de pobres para áreas ricas, já para não falar de muros invisíveis que segregam as pessoas no "dia a dia", na sua vida de trabalhadores explorados.

O texto contêm vários links que reportam a textos mais completos.

25 de novembro de 2014

Os Três Dias do Condor

A CIA, os governos dos Estados Unidos e o apoio às ditaduras militares

Quem se lembra do filme "os Três Dias de Condor" recorda um pacato investigador contratado pela CIA para ler livros e revistas, procurando significados escondidos e mensagens em código. Descobrira coisas que não devia e, um dia, ele sai comprar comida e quando regressa ao seu gabinete, numa dependência da CIA, encontra todos os seus colegas assassinados. Sente imediatamente que escapara por sorte e foge tentando descobrir quem está por detrás do crime antes que os assassinos cheguem até ele.

Hoje li em notícias do Brasil que o Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano. Esses documentos comprovam a colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, conhecida como Operação Condor. 

A Operação Condor foi uma ação conjunta de repressão a opositores das ditaduras instaladas nos seis países do Cone Sul: Brasil, a Argentina, o Chile, a Bolívia, o Paraguai e Uruguai. A função principal era neutralizar e reprimir os grupos que se opunham aos regimes militares montados na América Latina, como os Tupamanos no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile, etc. Montada em meados dos anos 1970. Esta acção foi apoiada pela CIA e há fortes indícios de que essa ação conjunta entre os governos do Cone Sul contou não apenas com o conhecimento, mas também com o apoio do governo norte-americano, como demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001.
foto retirada do portal Vermelho

Em 1992, foi comprovada, através de documentos encontrados no Paraguai, a existência de um acordo costurado por todos os países do Cone Sul com o intento de facilitar a cooperação na repressão aos grupos e indivíduos opositores dos regimes militares que então governavam o Cone Sul. 

Já em 28 de Abril deste ano a Globo noticiou que o Ministério Público Federal (MPF) tinha feito uma busca e apreensão de documentos na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 25 ao que tudo indica assassinado por estranhos que invadiram a sua casa e levaram dois computadores.
Dizia ainda a Globo que segundo a polícia a morte de coronel pode ser um ato de 'queima de arquivo' ou 'vingança'.

Agora o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse que a descoberta feita é uma marco histórico para revelar os responsáveis por crimes durante a ditadura. Na diligência na casa de Malhães, o Grupo de Trabalho de Justiça e Transição do MPF/RJ descobriu documentos relativos à Operação Gringo, que consistia no monitoramento, na vigilância e prisão de estrangeiros que demonstrassem qualquer atividade considerada ofensiva ao regime. 

Diz ainda a notícia que «Um informe em espanhol, denominado Operação Congonhas, detalha a estrutura de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Também explicava atividades de infiltração de militares argentinos no Brasil para monitorar, contatar e prender os "inimigos” do regime argentino. Os documentos agora encontrados são a maior prova da existência da Operação Condor e de que a Operação Gringo era um braço internacional».