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30 de outubro de 2015

Mais muros

Erguem-se muros em volta...

Constroem-se mais muros. Agora é a Áustria, depois da Hungria, que construiu já duas cercas na fronteira com a Sérvia e Croácia.  Também a Eslovénia não exclui a possibilidade de construir uma vedação para impedir a entrada de imigrantes se a União Europeia não lhe prestar o apoio suficiente.
Não esqueçamos que os emigrantes são provenientes de países que foram destruídos pelos bombardeamentos dos Estados Unidos e Nato com o apoio da União Europeia e contra as leis internacionais. Foi o imperialismo internacional que criou este drama a milhões de pessoas depois de ter assassinado muitos milhares incluindo crianças, mulheres e velhos.

Recordemos que ainda não faz um ano que foi festejado com pompa e circunstância a queda do Muro de Berlim. Entretanto os que festejaram permitem e apoiam a construção de 18 mil quilómetros de muros que separam países e pessoas vítimas do capitalismo.

Em 19 de novembro de 2014, foi aqui denunciada a situação em termos que são hoje ainda mais graves.
Foi então escrito:

«Hoje existem mais de 7,5 mil quilómetros de muros construídos pelo capitalismo para isolar países e povos. Muros físicos, bem sólidos, que fazem parte da política de exploração e subjugação de países e populações... Estão projetados e em construção mais de 10 mil quilómetros de outros muros».

Os muros tristemente famosos

«Os muros mais conhecidos são o que separam os EUA do México, o muro de Ceuta e Melilla, o muro da Cisjordânia e faixa de Gaza (construído pelo Governo de Israel que vai roubar mais 10% do território da Cisjordânia, que ficará dividida e isolada do resto do país), o muro da Irlanda do Norte (eufemisticamente "Linha de Paz"), o muro que divide as Coreias, O Muro da Arábia Saudita que atingirá 9.000 km e será o mais longa do mundo, altamente sofisticado com tecnologias de segurança, o muro de Chipre (Nicósia que divide a capital em duas partes, e tem 180 km.), o Wall Bagdad, construído pelo exército americano (iniciado em 2007) e tem 5 km., O Muro da Índia e do Paquistão com 2,9 mil quilómetros de arame farpado, o Muro Caxemira, o Wall Botswana e Zimbabwe com 500 km. de comprimento, o Muro Irão e Paquistão, o Muro da Tailândia e da Malásia, o Muro do Iraque e Kuwait, o Muro da Índia e Bangladesh com 4.000 km., o Muro Uzbequistão, eletrificado e minado que isola em parte o Afeganistão, o Muro Egito-Gaza e ainda outros como o do Rio de Janeiro para separar a cidade Olímpica das favelas».

Muro construído pelos EUA na fronteira com o México. Cruzes assinalando os mortos que tentaram passar

A derrota dos países socialistas

«O imperialismo venceu e acabou por derrotar os países socialistas. Mas que aconteceu depois disso?
O Pacto de Varsóvia foi extinto. Mas a NATO logo estendeu os seus domínios e guerras a quase todo o mundo. O tratado de Lisboa consolidou esse expansionismo.
Os EUA e a Europa trataram de lançar as suas multinacionais aos novos mercados. Meia dúzia de grandes multimilionários dominaram o poder económico e o poder político.
Lançaram o desemprego, a fome, a miséria com o nome de liberdade».

EUA, livres da União Soviética, apoiaram o terrorismo para criar a instabilidade e derrubar governos. Assim, lançaram-se em novas guerras, destruíram países e mataram milhares de pessoas, para roubar riquezas como o petróleo.

O mundo está muito pior

«O mundo passou da guerra fria para a guerra quente, violenta e assassina, sem controlo, à revelia da ONU e das leis internacionais.
Os EUA nunca respeitaram os direitos humanos, mas agora, de mãos livres a CIA (Agência Nacional de Inteligência) pratica os mais hediondos crimes e torturas, discricionariamente, em qualquer lugar do mundo capitalista. O orçamento da CIA, e militar, atinge verbas incalculáveis enquanto grande parte do povo americano vive com fome e na miséria (46,2 milhões).
Em 2013, o orçamento da CIA equivalia a mais de 52,6 mil milhões de dólares.
A NSA (Agência Nacional de Segurança), cuja missão é interceptar todas as conversas telefónicas, e-mails e mensagens de rádio no planeta. gasta muito mais.
Por sua vez a NRO (Serviço Nacional de Reconhecimento), gasta ainda mais do dobro destes valores.
Os serviços secretos do exército que tem também orçamentos equivalentes. Existem mais de 15 agências de inteligência dedicadas a áreas específicas, com mais de 107.000 funcionários que desestabilizam governos ou oposições, formam terroristas, para em seguida intervirem de acordo, exclusivamente, com os interesses dos EUA e do imperialismo».

2 de outubro de 2015

Papa Francisco na ONU

As palavras do Papa Francisco que a Comunicação Social, submetida aos interesses dos grandes grupos financeiros, pouco refere.  

Para bom entendedor as palavras do Papa Francisco na ONU, foram uma severa crítica ao actual sistema, referindo expressamente as organizações financeiras internacionais, que não promovem o desenvolvimento sustentável, aumentam a exclusão social e sujeitam os Estados a uma submissão asfixiante a dívidas que, longe de promoverem o progresso, submetem as populações a maior pobreza e dependência.
O Papa Francisco foi claro e, ainda que usando palavras moderadas, referiu o problema das desigualdades onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais e mais pobres. É isto que o poder que nos domina não quer que saibamos.

A colonização ideológica imposta aos povos

Acentuou ainda que a exclusão económica e social é um atentado aos direitos humanos referindo a necessidade de acabar com a colonização ideológica que impõe modelos e estilos de vida contrários à identidade (e interesses, acrescento) dos povos. Referiu também que, os mais pobres são os que mais sofrem ao ser excluídos e obrigados a viver na pobreza.
De facto o Papa ao alertar para estes graves problemas está a dizer que é preciso uma verdadeira alternativa a esta política que é responsável pelo sofrimento de tantas pessoas.

Paz sim guerra não!

O Papa, depois de condenar os abusos contra o meio ambiente, acrescentou que a guerra é a negação de todos os direitos e insistiu que "se se quiser um verdadeiro desenvolvimento para todos é preciso continuar a tarefa contra a guerra" e para isso é preciso resolver os conflitos pelo diálogo e negociação. Também por isso o Papa Francisco criticou a proliferação das armas de destruição maciça, em especial as nucleares.
A Televisão e os jornais pouco falam disto mas, muito mais disse o Papa que sabe perfeitamente que as pessoas estão a "abrir os olhos", que o repúdio por estas políticas cresce e a Igreja não pode continuar alheia ou encostada ao poder político que, ao lado dos grandes grupos financeiros, gera as crises e explora a grande maioria dos povos.

Uma reflexão final:
Enquanto o Papa se manifesta frontalmente contra a guerra, o nosso governo, a UE e a NATO promovem enormes exercícios militares em Portugal, acirrando conflitos e gastando centenas de milhões do dinheiro que faz falta para a Educação, para a Saúde e para desenvolver o país.


30 de agosto de 2015

Aprender com a situação na Grécia

Que e como fazer?

É consensual que o estudo da situação política na Grécia é importante para compreender o que se passa na fase actual do capitalismo, das perspectivas para as lutas dos povos, em especial da Europa, e para a sua libertação no caminho da construção do socialismo.
Quer no sítio web Diario.info quer no resistir.info foram publicadas interessantes análises da situação política na Grécia em artigos de vários autores.
Edmilson Costa, começa por confirmar que «As crises têm um significado profundamente pedagógico para as sociedades. Quanto maior a crise, mais se aproxima o momento da verdade para todos». Diz também que as crises «são momentos em que chegam à superfície de maneira explícita todas as contradições da sociedade. As pessoas começam a perceber claramente aquilo que antes estava ofuscado pela manipulação dos meios de comunicação e pela viseira ideológica repetida de maneira contumaz pelas classes dirigentes». Sublinha ainda que «nesses períodos os trabalhadores aprendem em dias de luta muito mais que em anos de calmaria, pois as manifestações, as greves, as batalhas nos locais de trabalho, nos bairros, nos locais de estudo e lazer ensinam muito mais que o aprendizado formal que obtiveram ao longo da vida».

Aprender com os erros

Dimitris Koutsoumbas entrevistado por Tassos Pappas chama a atenção que «retrocessos históricos, erros, fraquezas, devem ser ensinamentos para todos nós. O movimento, a classe trabalhadora, o povo, deve ser capaz de extrair conclusões valiosas para o presente e o futuro. Este é o único caminho pelo qual serão capazes de construir uma nova sociedade, sem os erros do passado».

Edmilson Costa Faz também uma extensa e interessante análise do que foi a «a tragédia do SYRIZA, a nova social-democracia fantasiada de "esquerda radical"» para concluir com seis parágrafos, a procura de soluções para uma «verdadeira saída para a crise» através da «luta que possibilitasse a mudança na correlação de forças entre o povo grego e o imperialismo europeu». Acrescenta como objectivos «o cancelamento unilateral da dívida grega…/… a nacionalização dos bancos e dos grandes oligopólios, o desligamento da União Europeia e do euro, além do fim das relações com a OTAN, e um programa de mudanças que incluísse o resgate dos salários dos trabalhadores e aposentados e a retomada da economia em novas bases, como um via de transição para a reorganização da sociedade grega, baseada no interesse dos trabalhadores e da população em geral».

Tal como está escrito poderá parecer serem objectivos imediatos, o que seria francamente irrealista. Mais adiante veremos porquê. É claro que, sabemos, como diz Edmilson, «não existe a menor possibilidade de acordo com o imperialismo e muito menos é possível reformar a Europa capitalista a partir de dentro, especialmente neste momento de crise sistémica global». Para se atingirem esses objectivos, mesmo que não fossem de imediato nem todos no mesmo “pacote”, que seria necessário fazer?

Os objectivos mobilizadores 

Creio que essa é a grande questão, pois uma coisa é a vanguarda apontar objectivos e outra é garantir que existe a base de apoio suficiente para os poder concretizar.  Antes de abordar essa questão vejamos alguns outros artigos, dos muitos publicados sobre o assunto.
Angeles Maestro pergunta: «Que outra saída tinha o povo grego após o referendo?» para responder que a «única possibilidade de evitar o que sucedeu era ter deposto o Syriza com a luta operária e popular. Obviamente, não estavam ainda reunidas as condições». Angeles Maestro considera que «É preciso fortalecer o poder da classe operária e construir uma alternativa ao Syriza a partir da esquerda, que inevitavelmente terá como pilar o Partido Comunista e como programa suspender o pagamento da Dívida, nacionalizar a banca e as grandes empresas monopolistas e sair do Euro e da EU». Como se vê, Angeles Maestro é mais comedido nos objectivos a concretizar, e avança com a necessidade de um trabalho «de organização a partir de cada bairro, de cada povoação», e, certamente também da elevação da consciência política, esquecendo-se, contudo, do papel dos trabalhadores nos locais de trabalho, nas empresas. No entanto conclui que «esse trabalho de explicação paciente, que desespera alguns impacientes, é o único fecundo».

Discutir, consciencializar, mobilizar e organizar

Também Edmilson, aponta para a necessidade de convocação do «povo grego em praça pública em todas as regiões do País para tomar ciência dos passos que o governo iria dar e das possíveis consequências do rompimento com o imperialismo europeu. Essas assembleias teriam um papel importante na preparação da resistência, a partir da organização nas fábricas, nos estaleiros, nos bancos, nos bairros, nos escritórios, nas escolas e universidade e no campo para resistir a qualquer tipo de acção do inimigo» adiantando que esse processo seria «um exemplo para os trabalhadores que estão na mesma situação na Espanha, em Portugal, na Irlanda, na Itália e outros países, mudando assim as perspectivas da luta dos trabalhadores em toda a Europa». Conclui que «a bola está novamente com o povo grego que, por sua tradição de luta, saberá encontrar os caminhos para dar a volta por cima e buscar sua emancipação».
Nestes artigos, talvez porque feitos por comunistas não gregos, falta uma análise consistente da sociedade na Grécia, da arrumação das forças em presença e a aferição do grau de consciência social e política dos trabalhadores e em especial da classe operária.

O estudo da arrumação das forças sociais

Qualquer destes autores, pouco falam da “arrumação de forças sociais” e das possibilidades de alianças que suportem objectivos e medidas.
Em Portugal o PCP dá muita importância a essa permanente análise e no seu Programa essa preocupação está sublinhada no sistema de alianças sociais, considerando como básicas a aliança da classe operária com o campesinato, pequenos e médios agricultores, com os intelectuais e outras camadas intermédias. Daí decorre também o sistema de alianças político-partidárias que «abrange de forma diferenciada outros movimentos, organizações e partidos que, nos seus objectivos e na sua prática, defendam os interesses e aspirações das classes e forças sociais participantes no sistema de alianças sociais». Sem essa análise, tão rigorosa quanto possível, tendo ainda em conta a situação internacional, as condições do imperialismo, e em especial na União Europeia, não é possível entender as opiniões expressas nos artigos referidos, quanto aos objectivos e acções apontados. Tão pouco se vislumbra a definição de alianças estratégicas, na luta revolucionária pelo socialismo, ou tácticas no presente período da vida na Grécia.

Também essa análise da composição social, permitirá com maior rigor, intervir na formação da consciência social e política, na intensificação e alargamento da luta de massas, como foi reconhecida a importância, e na construção de alianças sociais, base para a possibilidade das alianças políticas. Também sobre isto os artigos são omissos.

Que fazer?

Miguel Urbano numa admirável análise da “tragédia” na Grécia feita em 12 de julho e publicada em www.odiario.info/?p=3705 conclui que «Obviamente no atual contexto europeu a conquista do poder através de uma revolução é uma impossibilidade a curto prazo. Existem em alguns países da União Europeia condições objetivas para ruturas revolucionárias. Mas faltam condições subjectivas». Alerta, Miguel Urbano que, apesar dessa evidência, a curto prazo, não são «realistas os programas, por vezes muito ambiciosos, concebidos para uma transição no quadro de uma revolução democrática e nacional». Depois, referindo o caso português, dá como exemplo que «Em condições muito mais favoráveis do que as hoje vigentes, a revolução democrática e nacional portuguesa, inspirada nos valores de Abril, foi brutalmente interrompida por um golpe militar promovido pela burguesia com o apoio do imperialismo». Considera que, «hoje, desaparecida União Soviética, as grandes potências da União Europeia recorreriam à violência se necessário, contra qualquer país membro que ousasse por em causa a ordem capitalista, no âmbito de uma revolução democrática e nacional». E, logicamente pergunta: «Que fazer então? » para logo responder: «As revoluções não são pré-datadas. Ocorreram quase sempre em situações inesperadas, contra a própria lógica da História…». E adianta que embora o KKE, Partido Comunista Grego, esteja consciente que «não vai em tempo previsível tomar o poder no seu país, aliado a outras forças progressistas, luta com firmeza e coragem».
O KKE, no seu recente comunicado de 24 de agosto, aponta como necessidade «o reagrupamento do movimento dos trabalhadores e a construção da aliança social popular entre a classe trabalhadora, os agricultores pobres, os empregados urbanos por conta própria, a juventude e as mulheres das famílias dos estratos populares a fim de fortalecer a luta anti-monopolista e anti-capitalista para o seu derrube real, para a socialização dos monopólios, o desligamento da UE e da NATO e o cancelamento unilateral da dívida». Na Grécia o KKE, saberá certamente analisar, com objectividade, a sociedade grega e as condições internacionais que lhe permitam, definir objectivos realistas e traçar o melhor caminho a seguir nesta fase tão difícil para o povo grego. Nós, por cá, sabemos que a política de alianças é um processo que evolui e obriga a constantes ajustes, de objectivos, de programa, de formas de intervenção. Como dizia Álvaro Cunhal, «Aprendemos com a vida, com os factos, com as realidades, com as experiências. Corrigimos e enriquecemos as nossas análises”.


29 de agosto de 2015

Comentário

A censura dissimulada
  
A grande maioria dos textos aqui publicados tem merecido comentários dos leitores. Todos eles são estimulantes. A propósito do texto publicado no dia 24, um dos comentários complementa, de uma forma muito simples e resumida, o assunto tratado. Creio que vale a pena destaca-lo. Com os agradecimentos ao autor, aqui vai:
A maioria das pessoas ainda não descobriram e muito menos tomaram consciência, de que a liberdade presentemente é uma farsa, que sob a capa da democracia esconde de forma manhosa e sorrateira a censura.
Os eleitores, mesmo os filiados e que militam nos partidos, ainda não compreenderam que a censura moderna, sofisticada e mais cínica e perversa, adulterou a liberdade, anulando-a.
Efectivamente a liberdade actual está esvaziada de conteúdo pelo ardil astucioso das máfias ao serviço do grande capital.
Os Órgãos de Comunicação Social, que na sua maioria, são propriedade encapotada do grande capital, passaram a ser as grandes fábricas da censura, através da manipulação, tanto activa como passiva, praticada a uma escala global. 

17 de agosto de 2015

Assange -a história de uma luta pela justiça

A farsa das democracias

Adaptado de um documento de John Pilger

Um recente artigo de John Pilger, publicado (aqui) mostra as violações sistemáticas à lei, às Constituições de países como o EUA que se auto proclamam Democráticos. Refere como exemplos o cerco à Embaixada do Equador em Londres em Knightsbridge [NR] «é símbolo de uma injustiça brutal e de uma farsa repugnante. Durante três anos, um cordão policial em torno da Embaixada do Equador em Londres serviu apenas para ostentar o poder do estado. Já custou £12 milhões». é a caça a «um australiano que não é acusado de qualquer crime, um refugiado cuja única segurança é a sala que lhe foi dada por um corajoso país sul-americano». O seu “crime” foi ter denunciado os crimes monstruosos dos EUA em especial no Afeganistão e no Iraque: «a matança por atacado de dezenas de milhares de civis, que eles encobriam, e o seu desprezo pela soberania e o direito internacional, como demonstrado incisivamente pela fuga dos seus telegramas diplomáticos».

Tal como em relação a outros que denunciaram crimes igualmente repugnantes e revelaram documentos secretos «Assange está numa “Lista de alvos humanos a caçar”».

Para impedir a defesa de Assange, os EUA têm inventado as mais torpes acusações e classificaram este caso de "segredo de estado". Assim «o tribunal federal em Washington impediu a divulgação de toda informação acerca da investigação»- O mesmo aconteceu no processo contra a WikiLeaks. Esta técnica de violar as leis e a justiça, foi também usada contra o soldado Chelsea Manning e contra os presos ainda mantidos ilegalmente na odiosa prisão de Guantánamo.


Depois de uma demonstração exaustiva dos atropelos à lei para condenar Assange, John Pilger, refere «a perspectiva de uma grotesca perversão da justiça estava submersa numa campanha de vitupérios contra o fundador da WikiLeaks. Ataques profundamente pessoais, mesquinhos, viciosos e desumanos foram lançados contra um homem não acusado de qualquer crime».

Depois de uma teia de artimanhas e ilegalidades, John Pilger refere que «A decisão do Equador em 2012 de proteger Assange floresceu num grande tema internacional. Muito embora a concessão de asilo seja um acto humanitário, e o poder de concedê-lo seja desfrutado por todos os estados sob o direito internacional, tanto a Suécia como o Reino Unido recusaram a legitimidade da decisão do Equador. Ignorando o direito internacional, o governo Cameron recusou-se a conceder a Assange passagem segura para o Equador. Ao invés disso, a embaixada do Equador foi colocada sob cerco e o seu governo abusado com uma série de ultimatos. Quando o Foreign Office de William Hague ameaçou violar a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, advertindo que retiraria a inviolabilidade diplomática da embaixada e enviaria a polícia em busca de Assange, o ultraje por todo o mundo forçou o governo a recuar. Durante uma noite, a polícia apareceu às janelas da embaixada numa tentativa óbvia de intimidar Assange e seus protectores».

«Durante três anos o Equador deixou claro ao promotor sueco que Assange está disponível para ser interrogado na embaixada em Londres e durante três anos ela permaneceu intransigente» exigindo que seja Assange a deslocar-se para, evidentemente, ser preso.

«Assange contestou o mandato de prisão nos tribunais suecos. Os seus advogados citaram decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos de que ele tem estado sob detenção arbitrária, indefinida, e de que tem sido um prisioneiro virtual por mais tempo do que qualquer sentença real de prisão que pudesse enfrentar. O juiz do Tribunal de Recurso concordou os advogados de Assange: a promotora havia na verdade violado o seu dever ao manter o caso suspenso durante anos. Um outro juiz emitiu uma repreensão à promotora. E ainda assim ela desafiou o tribunal.»

John Pilger termina o seu extenso relato de acontecimentos chocantes para quem defenda a justiça, com a denúncia de que «Em 2008, uma guerra à WikiLeaks e a Julian Assange foi prevista num documento secreto do Pentágono preparado pelo Cyber Counterintelligence Assessments Branch”. Ele descrevia um plano pormenorizado para destruir o sentimento de “confiança”, o qual é o “centro de gravidade” da WikiLeaks. Isto seria alcançado com ameaças de “revelação [e] processo criminal”. O silenciamento e criminalização de uma fonte tão rara de verdades era o objectivo, o enlamear era o método. Enquanto este escândalo continua a própria noção de justiça é diminuída, bem como a reputação da Suécia». Dito de outra forma o poder do imperialismo ameaça todos os que se lhe oponham.

15 de julho de 2015

Isto é um golpe!

Colunistas dos mais influentes jornais internacionais mostram-se muito críticos do acordo alcançado entre a Grécia e os credores.

“Esta lista de exigências do eurogrupo é uma loucura. A hashtag dominante #ThisIsACoup está exatamente certa. Isto vai para além da rispidez, para ser puramente vingativo, uma destruição completa da soberania nacional, e sem esperança de alívio. É, presumivelmente, feito para ser uma proposta que a Grécia não pode aceitar; mas ao sê-lo, é uma traição grotesca de tudo o que o projeto europeu supostamente devia representar”, diz Paul Krugman.

No Financial Times, Wolfgang Munchau põe o dedo na ferida que acusa “Um Estado membro a forçar a expulsão de outro. Este foi o verdadeiro golpe durante o fim de semana: não apenas a mudança de regime na Grécia, mas também a mudança de regime na zona euro”.

Os banqueiros e grandes capitalistas dominam a "União Europeia" através dos seus servidores

A festa depois de terem conseguido roubar mais o povo

Em vários jornais internacionais, as críticas às imposições feitas pelos líderes da zona euro ao Governo da Grécia merecem repúdio.

Os comentadores referem que “ao forçar Alexis Tsipras a uma humilhante derrota, os credores da Grécia fizeram bem mais que forçar uma mudança de regime na Grécia ou colocar em perigo as suas relações com a zona euro”.

Para Munchau, o que aconteceu foi mais do que isso: “Eles destruíram a zona euro tal como a conhecemos e demoliram a ideia de uma união monetária como um passo para uma união política democrática”.

Paul Krugman concorda, salientando que “o que aprendemos nas últimas semanas é que ser membro da zona euro significa que os credores podem destruir a tua economia se não te portares bem”. E este "portar bem" significa continuar a roubar o povo.

21 de dezembro de 2014

Portas e os submarinos

É ditadura ou democracia uma minoria enganar a maioria?
E se essa classe no poder, depois de eleita, fizer as leis que impedem a sua condenação?

Paulo Portas roubou a Portugal e aos portugueses mais de 15 milhões de euros. 

O despacho do Ministério Público (MP), que arquivou o processo, reconhece as vigarices que Paulo Portas fez e que levou ao roubo a todos os portugueses.
As investigações mostraram as ilegalidades, mas essas ilegalidades não foram crimes (de acordo com a lei, feita para defender ladrões).
Não se pode chamar roubo ao "desvio" de mais de 15 milhões de euros?

Se o despacho do MP reconhece os factos, mas considera que o processo tem que ser arquivado, então o que está em causa é o sistema político de gatunos que, para se defender, aprova leis que impedem os tribunais de actuar.

É a isto que se pode chamar "democracia"? 
Democracia porquê? Porque o povo votou neles confiando que não eram gatunos. E, o povo ao votar neles permite que eles façam as leis. Mesmo que sejam contra a Constituição. 
O Presidente da República que tem o dever de fazer cumprir a Constituição, também foi eleito pelos portugueses. Portanto isto é tudo uma democracia.

Voltando aos submarinos e aos factos provados

É um facto provado que Portugal e os portugueses foram roubados.
Na Alemanha os que venderam os submarinos foram condenados. 
O Tribunal e MP reconhecem as responsabilidades e as ilegalidades de Paulo Portas. Confirmam que Paulo Portas “excedeu o mandato” que lhe foi conferido.
O MP verifica que, Paulo Portas celebrou um contrato de compra diferente dos termos definidos na adjudicação.
Diz, as negociações “decorreram de forma opaca”.
Confirma que foi detectada “a violação de princípios e normas de natureza administrativa”.
Diz que houve a "incúria", "negligência" e "falta de cuidado pelo bem público". 

Mas, a somar a isto, e apesar das responsabilidades, da negligência, da incúria, da violação dos princípios, do desaparecimento de mais de 15 milhões de euros, o Paulo Portas continua no Governo (Vice Primeiro Ministro). 
Este governo confirma que é um bando de criminosos chamados "irresponsáveis", forma legal de não irem todos presos como foi Sócrates (por enquanto).

Como estamos numa democracia e os eleitores votaram neles, (para fazerem as leis) os portugueses, para além de aceitarem ser roubados ainda vão pagar milhões aos advogados que os defendem, para que todos fiquemos com as consciências tranquilas e o "PROCESSO ARQUIVADO".

19 de dezembro de 2014

A liberdade de explorar

Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria, diz ministra

Tereza Campello é ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil. Num debate em que participaram também outros especialistas, a ministra disse: 

“Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria”, informando que entre 2002 e 2013, o país reduziu em 82% a população de brasileiros considerados em situação de fome, restando ainda quase 2% da população nessa situação. Foram factores decisivos o aumento dos rendimentos dos mais pobres. Disse ainda “Já nasceu no nosso país a primeira geração de crianças sem fome e na escola. Elas não vão repetir a trajetória de seus pais”.

Detenhamo-nos nessa frase "Não há nada mais escravizante do que a fome e a miséria" que parece óbvia mas, para muitos não o é.

Recordo Cuba em contraponto com as "liberdades" dos Estados Unidos da América. 
Cuba acusada de falta de liberdade não tem fome. Os EUA que se auto-denominam de país das liberdades, exemplo máximo, do capitalismo, estudo de Feeding América, revela que uma em cada seis crianças norte-americanas menores de cinco anos passa fome.

Se alargássemos esse conceito de liberdade à saúde, à educação, à cultura, à habitação, à segurança na velhice, à estabilidade no emprego, e a tantos outros factores básicos como aqueles, então a diferença seria astronómica. Se ampliássemos essa comparação à generalidade dos países capitalistas, poucos se orgulhariam dos resultados, ainda que, muito do nível de vida, nos países capitalistas seja efeito da exploração de muitos povos em todo o mundo. Exploração essa que é feita, não só à custa da fome nesses países como, à custa da vida de muitos milhões de pessoas, mortas para que o domínio imperialista se estenda a todo o mundo. 




Que aconteceu com as "liberdades" nos países que eram socialistas e agora são pasto do capitalismo? Os dados objectivos, os números, são incontornáveis. 

A forma de continuar a enganar, os menos avisados, é criar uma ideia de liberdade que desvie as atenções dos dados objectivos e remeta a discussão para factores subjectivos em que a liberdade de explorar é mascarada de liberdade absoluta, liberdade que se compra por quem tem dinheiro.
Nos países socialistas, em que a liberdade de explorar não existe, dizem os capitalistas, então, não há liberdade.
Sobre estes falsos conceitos de liberdade há, ainda, muito a dizer, na mesma medida em que os preconceitos e a "cultura" burguesa estão, ainda, estão muito arreigados. Quando as pessoas "abrirem os olhos" e verificarem que é essa cultura que sustenta quem está no poder para continuar a explorar, começará então a libertar-se da escravatura, da miséria moral, social e económica e, então, irá verificar que o fosso, ou o muro, que separa os muito ricos dos muito pobres, é a melhor medida para avaliar a "liberdade" desta sociedade podre. Então descobrirá que a felicidade, objectivo supremo, não se alcança com essa noção limitada de liberdade.



18 de dezembro de 2014

A liberdade de explorar

A pobreza moral dos EUA e a pobreza económica social da sua população

A fome e a miséria

Mais algumas informações sobre o tema anterior:
No país mais rico do mundo, agora o segundo, depois da China, nos EUA, milhões de crianças estão muito abaixo do limiar de pobreza, realidade que a comunicação social procura esconder.

Mais de 12 milhões de crianças estão à beira da fome em todo o país e mais de três milhões e meio de crianças com menos de cinco anos passam fome nos Estados Unidos da América.

Segundo a USDA, National Nutrient Database for Standard Reference, 32, 5 milhões de norte-americanos recebem auxílio alimentar, mas o número pode ser bem maior devido ao aumento do desemprego e da pobreza no último ano e de uma grande parte não se ter cadastrado. 
Por outro lado a Food Research and Action Center estima que mais de 16 milhões de pessoas procuram assistência alimentar federal, mas não conseguiram inscrever-se no programa.



Ainda uma reportagem publicada pelo New York Times no dia 9 de maio refere uma enorme insuficiência dos programas de assistência nos vários estados. Na Califórnia, por exemplo, só metade das pessoas que passam fome conseguiu cadastrar-se em programa de alimentação. Noutros estados, como Missouri, onde a inscrição das pessoas é mais fácil, centenas de milhares de famílias trabalhadoras pobres inscritas recebem cada vez menos ajuda a cada mês que passa.

Desse país, exemplo supremo do capitalismo, "país das liberdades" muito há que falar. Espero em breve abordar os direitos humanos e as torturas para juntar ao "país das liberdades o "país da democraCIA". 





8 de dezembro de 2014

O Muro das Desigualdades

As cada vez maiores Desigualdades, é o mais ignóbil Muro da vergonha desta sociedade. Muro que impõe a maior das violências.

Aprofunda-se o capitalismo, com o liberalismo e fundamentalismo de mercado. A política de direita algema o Estado, e entrega tudo aos privados. Os serviços criados para atenuar as desigualdades, passam a ser geridos pelo critério capitalista do máximo lucro, bem expresso na célebre a frase de um ministro "Quem quer saúde paga".

Esta sociedade capitalista reforça os muros que separam os que vivem do trabalho dos outros, dos que apenas têm como rendimento, a sua força para trabalhar.

Dum lado do Muro os muito ricos que tudo podem comprar e do outro os que nada têm e só sobrevivem enquanto trabalham. Se adoecem nem a saúde podem pagar. A sua alternativa é a morte.

Que liberdade tem quem vive desse lado do Muro? Os que não têm dinheiro, os 842 milhões de pessoas que passam fome e nem forças têm para as trocar por comida?

O Muros das desigualdades, acorrentam sonhos, encarceram a felicidade, violentam quem nasce filho de um pobre, enquanto do outro lado do Muro os filhos dos ricos nascem já ricos e com a liberdade que o dinheiro compra.

A ditadura do poder económico 
Um dos homens mais ricos da América, entrevistado por um jornalista que lhe perguntou quanto pagava de impostos, riu-se e com ar de desprezo disse: Eu já sou suficientemente rico para não ter que pagar impostos.
Os trabalhadores que produzem as riquezas que seguem directamente para os armazéns do outro lado do Muro, tudo o que compram com os tostões que recebem, nem sequer podem fugir ao IVA quando, para poderem continuar a trabalhar, têm que comprar pão para se alimentar. 

Um trabalhador que numa fábrica produz dezenas de sapatos por dia, ao fim dum mês não fica com o suficiente para comprar um par de sapatos dos milhares que produziu.


Deste lado do Muro morrem milhões de crianças, condenadas porque os pais não podem dar-lhes de comer nem pagar a sua saúde, nem obter água potável. Sim, 700 milhões de pessoas não têm água potável. Mil milhões defecam ao ar livre. As contaminações atingem em especial as crianças, deste lado do Muro. Do outro lado consomem-se milhões de litros de bebidas de todo o tipo e destoiem-se alimentos para que os preços não desçam. O mundo produz a quantidade suficiente para que não haja fome. Contudo, 842 milhões de pessoas passam fome.
85% da riqueza mundial pertence a 10% dos mais ricos que têm, em média, quarenta vezes mais que o cidadão médio do mundo. Na metade de baixo dessa pirâmide, metade da população mundial adulta tem que se conformar com 1% da riqueza mundial, distribuida por todos.
De um lado do Muro, algumas dezenas de pessoas mais ricas têm rendimento total superior ao total dos muitos milhões de pobres do outro lado.
Se os muito ricos trabalhassem, precisariam de centenas de vidas a trabalhar até aos 80 anos para acumular a sua riqueza.

Saltar o muro
Será possível um pobre saltar este muro das desigualdades. Não, esta desigualdade extrema retira a liberdade e a mobilidade. Quem nasce pobre está condenado a morrer pobre. E seus filhos e netos, nascidos ou por nascer, herdarão sua pobreza. 

Um outro Muro foi derrubado para o capitalismo conquistar mais espaço. Assim se estendeu a quase todo o mundo. De imediato, foram erguidos muitos outros muros. 7.500 quilómetros já estão acabados. Mais quase 10.000 estão a ser construídos. O Muro das desigualdades cresceu na mesma medida que a liberdade de um lado reduziu a do outro.


25 de novembro de 2014

Os Três Dias do Condor

A CIA, os governos dos Estados Unidos e o apoio às ditaduras militares

Quem se lembra do filme "os Três Dias de Condor" recorda um pacato investigador contratado pela CIA para ler livros e revistas, procurando significados escondidos e mensagens em código. Descobrira coisas que não devia e, um dia, ele sai comprar comida e quando regressa ao seu gabinete, numa dependência da CIA, encontra todos os seus colegas assassinados. Sente imediatamente que escapara por sorte e foge tentando descobrir quem está por detrás do crime antes que os assassinos cheguem até ele.

Hoje li em notícias do Brasil que o Ministério Público Federal (MPF/RJ) no Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) ter encontrado documentos na casa coronel Paulo Malhães, assassinado em abril deste ano. Esses documentos comprovam a colaboração entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, conhecida como Operação Condor. 

A Operação Condor foi uma ação conjunta de repressão a opositores das ditaduras instaladas nos seis países do Cone Sul: Brasil, a Argentina, o Chile, a Bolívia, o Paraguai e Uruguai. A função principal era neutralizar e reprimir os grupos que se opunham aos regimes militares montados na América Latina, como os Tupamanos no Uruguai, os Montoneros na Argentina, o MIR no Chile, etc. Montada em meados dos anos 1970. Esta acção foi apoiada pela CIA e há fortes indícios de que essa ação conjunta entre os governos do Cone Sul contou não apenas com o conhecimento, mas também com o apoio do governo norte-americano, como demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001.
foto retirada do portal Vermelho

Em 1992, foi comprovada, através de documentos encontrados no Paraguai, a existência de um acordo costurado por todos os países do Cone Sul com o intento de facilitar a cooperação na repressão aos grupos e indivíduos opositores dos regimes militares que então governavam o Cone Sul. 

Já em 28 de Abril deste ano a Globo noticiou que o Ministério Público Federal (MPF) tinha feito uma busca e apreensão de documentos na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 25 ao que tudo indica assassinado por estranhos que invadiram a sua casa e levaram dois computadores.
Dizia ainda a Globo que segundo a polícia a morte de coronel pode ser um ato de 'queima de arquivo' ou 'vingança'.

Agora o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse que a descoberta feita é uma marco histórico para revelar os responsáveis por crimes durante a ditadura. Na diligência na casa de Malhães, o Grupo de Trabalho de Justiça e Transição do MPF/RJ descobriu documentos relativos à Operação Gringo, que consistia no monitoramento, na vigilância e prisão de estrangeiros que demonstrassem qualquer atividade considerada ofensiva ao regime. 

Diz ainda a notícia que «Um informe em espanhol, denominado Operação Congonhas, detalha a estrutura de organizações de militância e guerrilha contra a ditadura argentina. Também explicava atividades de infiltração de militares argentinos no Brasil para monitorar, contatar e prender os "inimigos” do regime argentino. Os documentos agora encontrados são a maior prova da existência da Operação Condor e de que a Operação Gringo era um braço internacional».

23 de novembro de 2014

Saúde? Quem a quer, que a pague! pois então

A lógica das privatizações. Só quem tem dinheiro pode viver 

Nesta sociedade capitalista, onde o lucro comanda tudo, só quem tem dinheiro é livre. Livre para ter o que precisa para viver, para se divertir, para comprar o que lhe apetecer. Pobres, só são livres para trabalhar. Se para trabalhar precisarem de uma perna ou de um medicamento, ou pagam ou então é mais económico que morram.
Esta é a lógica desta virtuosa sociedade. Esta é a lógica dos privados que dizem, nada têm a ver com as necessidades das pessoas. São empresas e, como tal, o seu negócio é ter lucro.
Esta é a lógica da política de direita que,sabendo isto, entrega tudo aos privados. 
Exemplos destes não faltam. É frequente vermos nas farmácias pessoas a pedir informação dos preços dos medicamentos receitados. Muitos vão-se embora sem aviar as receitas porque, dizem, não podem pagar aqueles preços.

Administração do Hospital Amadora-Sintra pergunta ao médico, o que é mais barato: amputar perna ou colocar prótese?


Biofarmacêutica exigiu 400.000 euros para tratar 4 doentes
   

8 de novembro de 2014

A comunicação social no Brasil

Partidos que apoiaram Dilma exigem regras para responsabilizar os "mídia"

Com a vitória de Dilma no Brasil, os proprietários dos meios de “comunicação social” não se conformam e continuam a atuar como o principal partido da oposição (ver).

Em vésperas das eleições presidenciais, caluniaram a candidata Dilma e, depois, deram voz aos que pretendiam um golpe militar para derrubar a vencedora.

O vergonhoso "golpe" da Veja

O exemplo mais evidente foi o da revista semanal de direita "Veja" que estampou na capa uma falsa denúncia de que o ex-presidente Lula da Silva e Dilma “sabiam de tudo” acerca da corrupção na Petrobras.

Os patrões da Veja, responderam a um processo em Tribunal, que de imediato obrigou a um desmentido, tardio, contudo outros órgãos de comunicação como a Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e muitos outros jornais dos mesmos patrões, reproduziram as calúnias da Veja.

Os donos da comunicação social

No Brasil, como em Portugal, a dita “comunicação social” está nas mãos de meia dúzia de grandes grupos económicos.

Dilma reafirmou aos jornalistas, que defende a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, mas como acontece em muitos outros países como a Inglaterra, Estados Unidos, é preciso haver regras. 

De facto, no Brasil como em Portugal a imprensa, a televisão e a rádio, podem dizer as mentiras que entenderem sem que isso constitua grande problema. Tudo, ou quase tudo, fica impune.

No Brasil, as Organizações Globo, são o centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país. Há muito tempo, já anterior à instauração da ditadura militar, a TV e jornais conservadores, recebem dos governos, inúmeros apoios económicos que originaram as maiores fortunas. 

Impor regras e responsabilizar

A intenção manifestada por Dilma de definir regras que responsabilizem os “mídia” pelas notícias que dão, está a provocar uma revolução nas redações dos órgãos de comunicação. As demissões foram já de algumas dezenas, em especial dos jornalistas mais bem pagos.

Em Portugal seria preciso um governo verdadeiramente democrático, ao serviço dos portugueses, para legislar no sentido de responsabilizar e impor pesadas indemnizações a quem transmitisse mentiras ou “meias verdades” para enganar as pessoas.

O que tem acontecido em Portugal

Como diz Fernando Correia no Jornal Avante, em Portugal "Comunicação social e recuperação capitalista têm sido duas realidades intimamente ligadas nos últimos 38 anos. A comunicação social dominante – isto é, a que é dominante na influência sobre a opinião pública e, simultaneamente, está nas mãos da classe dominante – tem constituído um apoio decisivo à política de recuperação capitalista, ao mesmo tempo que a recuperação capitalista se tem acentuado dentro da própria comunicação social, tanto em termos de natureza da propriedade e de lógica empresarial como do sentido da informação produzida".

Sobre estas situações, em Portugal, vale a pena ler o artigo completo de Fernando Correia.

4 de maio de 2014

A censura e a manipulação discretas

La guerra mediática y el “golpe suave”

No sítio da Argenpress, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a manipulação da “Comunicação Social”. O estudo, fundamentado em muitas obras de credibilidade, mostra que todos os dias, a toda a hora, somos “bombardeados” através dos poderosos meios de comunicação, que apresentam uma só versão de factos, muitas vezes interpretada de forma parcial e distorcida, com o que se “alimenta” a população.  O estudo mostra que as pessoas na generalidade, “não tem tempo” nem se interessa por investigar sobre outras versões dos assuntos descritos. Por isso a maioria das pessoas toma como verdadeira a informação que recebem desses poderosos meios de comunicação. Essa informação, muitas vezes falsa ou distorcida, é repetida de forma mecânica e emocional, sem crítica. 
Mostra ainda o artigo que esse “bombardeamento” dos nossos cérebros, não é casual nem devido a caprichos ou erros. É isso sim uma acção de manipulação consciente e programada pelos meios de comunicação e pelas grandes empresas transnacionais que são proprietárias. 

Esses meios poderosos ligados ao capital financeiro, têm uma estratégia de combate aos governos que não conseguem controlar e combatem-nos através de uma guerra psicológica, sabotagens e acções de desestabilização, para que se convertam na mente das pessoas em nações “ingovernáveis”, “violadoras” dos direitos humanos, justificando assim a intervenção armada e o derrube de governos legais e constitucionais. Criado o clima propício entram em acção os exércitos dos Estados Unidos, da ONU, da NATO, para “salvar” a esse país das garras da “ditadura” em que vive.
O resultado final são milhares de mortos, a destruição e sofrimento de povos inteiros, que passam a estar dominados pelos exércitos estrangeiros, enquanto as multinacionais roubam as matérias primas e os recursos desse país invadido.
Sugiro a leitura desse interessante estudo que, obviamente, não passa nos meios de comunicação. http://www.argenpress.info/2014/05/la-guerra-mediatica-y-el-golpe-suave.html


14 de abril de 2013

A "renegociação" ao contrário

Aumentou o roubo
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência

Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente. 

Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"

Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar. 

A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram. 

O capitalismo está numa crise profunda

Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.

Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres

A classe média está a desaparecer, a empobrecer. 
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?

Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?

A desculpa que "não há alternativa"

A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa. 
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.

A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam. 
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos. 

Exemplos e alternativas

Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia  China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso. 

Bancos e banqueiros
Todos temos o dever de apelar à consciência de quem se cala, de quem "deixa andar" - e por isso é também responsável pelo futuro de Portugal. Pelo futuro dos seus filhos e netos que não nos perdoarão.

Este blogue C de... 

...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.

Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir. 
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!


6 de março de 2013

Democratas e ditadores


O que, os que se dizem “democratas”, gostariam de merecer:

"Chávez, você é a alma e a esperança dos povos oprimidos da América". (Piedad Córdoba)

“Hugo Chávez é a alma de nossos povos, é a própria poesia, é a própria revolução. Saiu das entranhas do povo e das Forças Armadas venezuelanas para dar início à luta libertária por seu país, pela América e pela humanidade. A revolução bolivariana que o comandante Chávez semeou já é colhida na Venezuela e em toda a América Latina. Já não existe retrocesso possível”. (Daniel Ortega)

“Trata-se de um ditador raríssimo, porque ganhou 12 eleições e é muito raro que um ditador ganhe 12 eleições de maneira limpa”. (Eduardo Galeano)

“Não deve ter presidente na América Latina e no mundo que tenha passado por tantas eleições e as tenha ganhado como Chávez. Não acredito que alguém possa ser antidemocrático tendo ganhado tantas eleições”. (Cristina Kirchner)

“Sob o governo de Chávez, o governo venezuelano teve conquistas extraordinárias. As classes populares jamais foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade. Estas conquistas precisam ser preservadas e consolidadas. Obrigado, companheiro, por tudo que fez pela América Latina”. (Fidel Castro)

“Chávez mudou a história da Venezuela e creio que de grande parte da América Latina. É um extraordinário ser humano. Foi incrível o que ele conseguiu. Seu país tem sido um exemplo para toda a América Latina. O admiramos muito”. (Rafael Correa)


“Sem dúvida Chávez é o melhor presidente que a Venezuela teve nos últimos cem anos. E ainda assim não exerce nem remotamente a influência que atribuem a ele. A Europa não precisa ter medo da esquerda latino-americana”. (Luiz Inácio Lula da Silva).

"Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou dois milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, ainda que vivessem em um país que tem a riqueza natural mais importante do mundo, que é o petróleo. Eu vivi neste país alguns anos e conheci bem o que era. Lá havia dois milhões de crianças que não podiam ir para as escolas porque não tinham documentos. Então chegou um governo, este governo diabólico, demoníaco, que faz essas coisas elementares, como dizer ‘as crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos’. E então o mundo caiu. Isso é uma prova de que Chávez é um malvado, muito malvado". (Eduardo Galeano)

10 de fevereiro de 2013

Dia 10 de Fevereiro de 1847

Faz hoje 166 anos que os trabalhadores conquistaram a jornada das 10 horas diárias

Luta pela redução do horário de trabalho, para que todos tenham o trabalho justo

A pretexto de uma crise que é alheia aos trabalhadores o capitalismo procura intensificar a exploração. São as reduções de salários, o aumento dos impostos para pagar a crise e o aumento dos tempos de trabalho. As consequências estão à vista de todos. Acentuação das desigualdades e mais desemprego.
 

O horário de trabalho e a exploração


A luta pela redução da jornada de trabalho é tão antiga como a luta de classes. Hoje faz 166 anos que foi promulgada em Inglaterra a Jornada de trabalho das 10 horas.
Marx mostrou que a jornada de trabalho é dividida em duas partes: O tempo de trabalho socialmente necessário e a mais-valia sacada pelo proprietário dos meios de produção. Assim o trabalhador trabalha mais tempo do que o que corresponde à sua remuneração.
 

Não é necessário o atual tempo de trabalho

Este prolongamento da jornada de trabalho imposta aos trabalhadores é apenas justificável para a produção da mais-valia para os capitalistas. Numa sociedade socialista, bastaria trabalhar o período referente ao tempo socialmente necessário.
 A luta pela redução da jornada de trabalho é uma luta justa especialmente na medida em que as máquinas e a moderna tecnologia substitui muito do trabalho humano.

 
A quem convém o aumento do horário

Marx provou que esta luta é um direito dos trabalhadores, que são roubados em parte de sua força de trabalho. Este roubo é a medida da exploração que gera a riqueza dos proprietários dos meios de produção, das fábricas e das empresas.
Aos capitalistas não convém a redução da jornada de trabalho não só para incrementar os seus lucros como para aumentar o desemprego e assim melhor dominar os trabalhadores. 


Aumentar o tempo de trabalho para aumentar o desemprego

A redução da jornada traria a possibilidade de distribuir o trabalho entre todos, extirpando, assim, o crescente problema do desemprego.

Numa sociedade socialista, a redução da jornada de trabalho, é um importante factor de desenvolvimento das pessoas em que homens e mulheres podem dedicar seu tempo livre para atividades socialmente mais agradáveis e úteis, de caráter cultural, artístico e de participação na vida social.


Uma sociedade justa para todos


A sociedade do tempo livre, ou da liberdade, só poderá ser constituída com a propriedade social dos meios de produção e o poder político controlado por quem produz, os trabalhadores. Só a luta, unidade e organização dos trabalhadores levará a essa sociedade que inevitavelmente substituirá esta podre e injusta sociedade capitalista.

7 de janeiro de 2013

Não se queixem


O Governo não aceitou as medidas propostas pela CGTP para aumento das receitas do Orçamento.

Porquê ? Porque os "amigos" muito ricos que ganham com a crise não deixaram?

A CGTP tinha apresentado medidas alternativas, concretas, que não foram aceites porque elas atingiam a Oligarquia.

O Governo preferiu ir buscar o dinheiro aos trabalhadores e reformados. Fez um Orçamento inconstitucional que:

1 - Pela via do IRS, reduz salários e pensões, sejam do Estado ou do privado. Corta subsídios e direitos dos trabalhadores;

2 - Pretende reduzir em 4 mil milhões a despesa na saúde, na educação, na segurança social, ou seja reduzir os serviços públicos e aumentar os preços desses serviços.
  

Propostas da CGTP

A CGTP apresentou 4 propostas que permitiriam arrecadar cerca de 6 mil milhões que foram rejeitadas porque atingiam os privilegiados deste país. 

Estas propostas respeitavam o preceito constitucional do princípio da equidade.

Foram elas: 
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.

2 - Introdução de progressividade no IRC pela criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros

3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos incidindo sobre os grandes accionistas, com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC). Esta medida permitiria arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros

4 - Combate à Fraude e à Evasão Fiscal, pela fixação de metas anuais para a redução da economia não registada. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.

Isto não quis a direita como não quis acabar com o escândalo das PPP e das benesses para os Bancos privados que nos levam muitos milhares de milhões de euros e não servem para nada a não ser para encher os bolsos dos banqueiros.
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3 de janeiro de 2013

Reformados mais uma vez enganados

E agora? Continuam votar na direita? 
E agora? Quem os tira do poleiro? 
Agora, só com luta organizada os poderemos vencer.  

Na Mensagem de Natal, Pedro Passos Coelho continuou a mentir ao afirmar que 9 em cada 10 reformados escaparam ao corte das pensões. 
O governo não cumpre a lei (Decreto Lei nº. 496/80) que no seu art.º 17, diz que os Subsídios de Férias e de Natal são inalienáveis e impenhoráveis. 

O economista Eugénio Rosa num dos seus últimos estudos mostra que "440.000 PENSIONISTAS VÃO PAGAR IRS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE SOLIDARIEDADE, OU SEJA, DE UM RENDIMENTO QUE NÃO RECEBEM.

Presidente que não cumpre o que jurou

O Presidente da República promulgou o Orçamento apesar de confessar ter dúvidas sobre a sua constitucionalidade. 
Agora, depois de promulgado e estar em vigor, enviou 3 alíneas para o Tribunal Constitucional para fingir que fez alguma coisa e fazer de nós parvos. 

O Primeiro Ministro, afirma que os reformados auferem pensões generosas demais, que não correspondem às contribuições por eles subscritas para a Segurança Social, pelo que considera justa a taxa que lhes vai ser aplicada (CES). 


PS+PSD+CDS a direita oportunista
  
Passos Coelho devia ter vergonha e olhar para os colegas do seu Partido, para a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que recebe para além de vários "bonus" subvenção vitalícia de mais de 5.000 euros mensais aos 42 anos. O Primeiro Ministro não fala dos seus parceiros como Duarte Lima, que se reformou aos 39 anos, ou Mira Amaral, ou Catroga que se "reformou" ao abrigo da lei aplicável aos  políticos e recebe 9.000 euros mensais, lei que lhes permite a reforma ao fim de 8 anos ou dois mandatos. Esquece-se que dos Governadores do Banco de Portugal, que ao fim de 5 anos têm chorudas reformas. Esquece que os governos de direita têm feito milionários à custa do povo.


Esta é a política de direita que nos tem levado ao desastre há 36 anos. 
Não deveriam ser precisos tantos anos para termos aprendido que não podemos confiar nestes partidos da direita. Partidos que prosseguem uma política que se caracteriza pela corrupção, pela mentira, pela defesa de interesses pessoais e dos grandes capitalistas. Esses sim, continuam a ter grandes reformas e a não pagar impostos do dinheiro que levam para bancos no estrangeiro. Eles continuam a enriquecer enquanto os portugueses empobrecem.

A "democracia" que serve a direita

Temos uma democracia, armadilhada, para que o povo apenas tenha um voto de 4 em 4 anos. Uma vez eleitos eles fazem tudo o que querem, ao contrário do que prometeram, com o argumento que foi o povo que os escolheu. 
Não cumprem as leis, não cumprem a constituição. Só a luta os poderá fazer sair do poleiro. Vamos à luta.

O texto de Eugénio Rosa pode ser visto (aqui)

20 de dezembro de 2012

Ordenados secretos

É assim a política de direita disfarçada de democracia.

Ordenados de 300.000 euros


O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tem recusado divulgar os vencimentos auferidos por altos cargos na Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, que, segundo o Correio da Manhã, rondam os 300 mil euros anuais.



João Moreira Rato e Cristina Casalinho, beneficiam de um regime de excepção no IGCP. 

Regime de excepção e ilegal

Ambos os gestores do IGCP não entregaram as declarações de rendimentos junto do Tribunal Constitucional, o que deviam ter efectuado até 18 de Agosto.
Em 10 de Setembro o Correio da Manhã, questionou Vítor Gaspar. O ministro não respondeu.

É isto a política de direita, política de classe do capitalismo.