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3 de maio de 2012

Crime de Camarate (1)

Atentado ou Acidente? 

Está a circular na net uma carta do confesso co-autor do crime de Camarate. 
Duvido que seja tudo verdade o que ele diz. Contudo há muita coisa que coincide com vários acontecimentos reais descritos em outros documentos mais fidedignos e que espero vir a analisar brevemente.
Vale a pena ler esta carta para termos uma ideia das tramas que se desenvolveram nos primeiros anos desta tão atacada revolução do 25 de Abril de 1974.

A direita, o imperialismo, o capitalismo que controla a vida política de muitos países, conseguiu interromper a Revolução do 25 de Abril, destruir grande parte das conquistas civilizacionais que foram então alcançadas. 
Em nome de uma falsa liberdade e democracia retiraram-nos a liberdade e a democracia real. 

Retiraram-nos a participação popular e dos trabalhadores, a democracia directa, a solidariedade e a justiça social, os salários justos, o salário mínimo digno, pensões de reforma merecidas. 

Retiraram-nos o subsídio de Natal e de férias. Impuseram-nos mais tempo de trabalho com menos salário e aumentaram o desemprego. 

Obrigaram-nos a horas extraordinárias sem remuneração. Impuseram-nos a precariedade no trabalho para que os patrões possam aplicar as suas regras e despedir.

O ensino, a saúde, os transportes públicos, passaram a ser só para quem tem dinheiro.

Retiraram-nos a liberdade conquistada para todos terem direito às condições de vida digna. Só há liberdade para uma minoria de ricos, que a podem comprar. 

A democracia está a ser substituída por um estado policial e repressivo para quem trabalha. Polícias violentam manifestantes e jornalistas. Ameaçam impunemente. Tolerância Zero para o 25 de Abril. 

Os trabalhadores são ameaçados e despedidos se usarem os seus direitos. Neste 1º de Maio muitos trabalhadores foram intimidados e obrigados a trabalhar.

Na comunicação social foi imposta uma censura discreta, subtil, que impede que os trabalhadores e suas organizações se exprimam. Muitos jornalistas abdicam da ética profissional e são “obrigados a colaborar” nesta farsa para não serem despedidos.

O povo deixou de escolher em liberdade os seus representantes. Como já tem sido afirmado os representantes eleitos pelo povo não têm legitimidade para fazer o contrário daquilo que prometeram para ser eleitos.
 “Quem mente aos eleitores perde todas as legitimidades democráticas, incluindo - diria mesmo: sobretudo - a de governar. Em rigor não se pode representar aqueles que foram enganados. A mentira ou até a simples omissão da verdade gera um vício de representação que esvazia o mandato político de toda a legitimidade democrática."
Marinho Pinho 
É uma fraude esta "democracia". 
Estamos de facto numa ditadura, cínica, disfarçada que substituiu a democracia alcançada com o 25 de Abril.

Uma ditadura que faz as leis e os tribunais para defender os corruptos, os que roubam e exploram, os muito ricos. Uma ditadura de uma minoria que oprime e retira aos pobres o produto do seu trabalho. Uma ditadura dos Bancos e banqueiros e dos seus discípulos corruptos, que roubam e auferem ordenados milionários para governar e gerir o Estado que eles comandam.

A história julgará quem interrompeu o 25 de Abril.
Os trabalhadores hão-de acordar e retomar a Revolução Interrompida.

Entretanto juntemos as peças do puzzle para percebermos a quem interessaria o (eventual) atentado de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Leia aqui:      http://pastebin.com/DFR398ZM   

5 de abril de 2012

Mafia e roubo organizado

Tudo combinado
A "família" protege-se para continuar o roubo legal


Os corruptos, os grandes ladrões, aqueles que roubam milhões, continuam defendidos pelas leis da "família".
Desde 2007 que o PCP faz propostas de lei para criminalizar a corrupção. PS, PSD e CDS, têm vindo a obstruir a aprovação destas propostas e leis. Perante os escândalos de Valentins e Dias Loureiros, do BPN, Duartes Limas e muitos outros, PSD e CDS (os do Governo) desta vez aceitaram votar favoravelmente uma lei contra a corrupção. PS viu o rabo a arder e votou contra.


Gato escondido com rabo de fora
Porque é que PSD e CDS desta vez votaram a favor? Tinham conseguido a garantia de Cavaco, que não deixaria passar a lei?. De facto Cavaco não estava nada interessado em remexer no BPN, Coelhas e outros assuntos em que está metido. Assim aconteceu. O presidente remeteu a lei para o Tribunal Constitucional que a chumbou.
Vamos agora ver como reaje PSD e CDS. Irão lavar as mãos e atirar a responsabilidade para outros? Continuar a fazer o que sempre fizeram? 
  
Não foi ainda desta vez que o PCP viu aprovada a lei porque luta há muitos anos.
Não foi ainda desta vez que os corruptos ladrões que roubam milhões, se viram em perigo.
  
Quem rouba um pão vai para a prisão.
Quem rouba um milhão não é ladrão. É o quê, então?
É FARTAR VILANAGEM. O povo a pagar e eles a engordar.


Ver mais (aqui)  e (aqui)  e (aqui)

2 de abril de 2012

O 1º de Abril e a verdade

Como se ganham eleições

Procurei nas notícias dos Jornais e Televisão qual a mentira de 1 de Abril e, vi tantas que, fiquei sem saber qual escolher.
Lembrei-me então que nesta nossa "democracia" ganham eleições, não os que têm mais mérito, mas, os que mais mentem e conseguem enganar. Para isso não precisam de esperar pelo 1º de Abril. Mentem todos os dias. Por isso sugiro que o 1 de Abril passe a ser o dia da verdade. Ao menos que haja um dia no ano em que a vergonha recorde que a verdade existe.
  
Onde e em que dias, ouvi isto:

" O IVA, já o referi, não é para subir"
 
"Se vier a ser primeiro-ministro, a minha garantia é que a carga fiscal será canalizada para os impostos sobre o consumo e não sobre o rendimento das pessoas"
 
"Do nosso lado não contem com mais impostos"
 
"Dizer que o PSD quer acabar com o 13º mês é um disparate"
 
"Eu não quero ser primeiro-ministro para proteger os mais ricos"
  
"Quando for preciso apertar o cinto, não fiquem aqueles que têm a barriga maior a desapertá-lo e a folgá-lo"
 
"Tributaremos mais o capital financeiro, com certeza que sim"
 
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam"
 
"Não quero ser eleito para dar emprego aos amigos"
 
"etc, etc, etc....
 
Que legitimidade para governar pode ter quem ganha eleições por muito mentir?

16 de janeiro de 2012

A Democracia e as Liberdades

A Liberdade de escolha
Se quiser continuar a viver coloque mais uma moeda

Este cartoon foi feito para ilustrar o "liberalismo" das privatizações. 
Mais dramático é quando já se começa a aplicar à saúde pública.
Hoje é muito frequente nas farmácias, os doentes terem que escolher que medicamento comprar pois não têm dinheiro para levar os que o médico receitou.

14 de janeiro de 2012

Soldados americanos urinam em cadáveres

A missão militar dos EUA
 
Tenho escrito sobre o não respeito dos Direitos Humanos nos EUA. Escrevi anteontem sobre a Prisão de Guantanamo, ontem sobre a fascização das forças armadas dos EUA.
Hoje escrevo sobre o exemplo da consciência adquirida pela educação militar e cultura transmitida pela hierarquia que leva a que tropas de "elite", que invadem a casa de outros povos, assasinem indiscriminadamente e cometam os abjectos crimes de torturas, de humilhação indigna e obscena, violações sexuais, e agora o miserável ato de urinar sobre os corpos das suas vítimas.
Arrisco-me a não ter tempo nem "espaço" para expandir a minha indignação (mas não surpresa), por no séc. XXI, um país que se afirma das Liberdades, Democrático, Desenvolvido e a suprema referência do Capitalismo, ser o maior e mais negativo exemplo de barbárie e falta de civilização. 

13 de janeiro de 2012

Democracia ou Estado Totalitário

As liberdades e os direitos humanos nos EUA

A série de artigos aqui publicados, Direitos Humanos nos EUA, revela uma realidade que não é divulgada na comunicação social em Portugal e na maioria dos paises em que os grandes grupos económicos controlam. (ver também aqui) e (aqui). Com a acentuação da crise do capitalismo,  Obama tem deixado cair o disfarce e mostra a sua natureza de servidor do sistema, de poder dos grandes capitalistas sem pátria.
A recente passagem do 10º aniversário da inauguração da Prisão e Campo de Tortura de Guantanamo, é um exemplo entre muitos, da falsidade das promessas de Obama. 

A censura na Internet

No próximo dia 24 o Senado norte americano vai votar uma lei que autoriza o Governo a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso. De acordo com o texto, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.
  
A lei, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem «perigoso», pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.


A Constituição Americana tornada sem valor
  
A Lei da Autorização da Segurança Nacional, aprovada, sobrepôe-se à Constituição do país.

Com pretexto no "terrorismo" Obama elimina liberdades fundamentais e muitos dos Direitos Humanos. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com «o terrorismo» pode ser preso por tempo ilimitado e, eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.


Leis de Hitler inspiram a política dos EUA

Michel Chossudovsky lembrou a semelhança destas leis com as que Hitler produziu para justificar a persiguição dos Judeus e Comunistas, em 1933, após o incêndio do Reichstag.

Conforme referido ontem, aqui, Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa, pela necessidade de os EUA manterem a hegemonia no planeta. O Pentágono é agora dirigido pelo ex-director da CIA. 
A fascização das Forças Armadas é cada vez mais acentuada.
 
Os EUA deixaram de ser um país democrático
 
A partir da derrota dos países socialistas do Leste da Europa, há 20 anos, os EUA passaram, descaradamente, a mostrar a sua verdadeira face, aumentando domínio e a exploração de muitos povos do mundo.

Observadores internacionais cada vez mais reconhecem a falta de democracia na América do Norte.

Chossudovsky vai mais longe ao mostrar que nos EUA se acentua a tendência para «um Estado totalitário militar com traje civil».

Estas realidades são silenciadas pela comunicação social, controlada pelos grandes grupos económicos. 

12 de janeiro de 2012

Guantanamo, exemplo das "liberdades" nos EUA

O Nobel da Paz, Obama, tal como os que bem conhecemos, promete sem intenção de cumprir

No Jornal Avante, Ângelo Alves, escreve um artigo de opinião, a propósito de 10 anos passados da Prisão de Guantanamo e das promessas eleitorais de Obama. Mais um caso entre tantos outros que acrescenta a extensa lista de crimes e atentados aos Direitos Humanos que tenho vindo a publicar aqui. É escandalosa a desfaçatez de Obama que, tal como os nossos governantes, nas campanhas eleitorais juram e prometem uma política e, depois de eleitos. fazem o oposto. 

No artigo de Ângelo Alves, ele refere que "Foi no dia 11 de Janeiro de 2002 que os primeiros 20 prisioneiros sequestrados no Afeganistão ali chegaram vestidos com os célebres uniformes laranja, as cabeças encerradas em sacos pretos e as pernas e mãos amarradas com correntes e algemas. Os cidadãos sequestrados ilegalmente pelo exército norte-americano, sem direito a qualquer acusação formal e muito menos a julgamento, tinham sido transportados ilegalmente nos «voos da CIA» com a conivência e participação activa de vários governos ditos «democráticos»", incluindo o Governo de Portugal, do PS. 

Diz Ângelo Alves que apesar da falta de informação e barreira de silêncio imposta pela CIA, sabe-se hoje que "cerca de 800 prisioneiros de Guantanamo foram submetidos aos mais variados e abjectos métodos de tortura física e psicológica..., simulações de afogamento, privação do sono, simulações de assassinato e sevícias várias". Há hoje muitas provas de "os EUA mantiveram, e mantêm, em vários países do mundo, dezenas de prisões secretas similares a Guantanamo" onde são cometidas miseráveis crimes e atrocidades.

Diz Ângelo Alves: "Não espanta portanto que a tão «democrática» e «livre» imprensa «ocidental» tenha tratado os dez anos de Guantanamo com… um silêncio de chumbo". 

A "democrática" política do Nobel da Paz, Obama, impõe o segredo e a censura aos crimes que todos os dias são descobertos, cometidos pelo imperialismo dos EUA.
As for his campaign pledge to ban torture...
Photo: Credit , Saul Loeb / AFP/Getty Images

9 de janeiro de 2012

De mal a pior

Curso de Alfaiate de Alta Costura
Escutas a José Sócrates do processo Face Oculta cortadas à tesourada por ordem do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Ontem registei aqui que, ao ler as noticias, tinha "perdido a cabeça" ou como se diz hoje "me tinha passado" com o que vi e desabafei no que escrevi.

Hoje sucedeu-me o mesmo com uma apresentação em power point, retirado de um video da TVI 24, que recebi de um amigo e que passo a resumir.

A apresentação começa com a capa do Processo 62/2009 e a seguinte explicação: Este é o célebre Processo “Face Oculta” que começou com uma investigação sobre “negócios de sucatas” e onde, de forma directa ou indirecta, estão envolvidos personagens graúdos, como sejam:
- Manuel Godinho (o sucateiro)
- Armando Vara (que gosta muito de robalos)
- José Penedos (ex-presidente da REN)
- Paulo Penedos (filho de José Penedos)
- Rui Pedro Soares, etc.
mas também…
- José Sócrates

E continua com uma série de fotografias e o comentário: "Porém, algo de muito estranho foi acontecendo no silêncio dos bastidores do S.T.J." De facto fiquei de boca aberta! 
Imagens de um Processo num Tribunal, que é o Supremo...

desta forma brilhante, o Presidente do STJ, Noronha do Nascimento, decidiu eliminar todas as partes onde estavam transcritas as conversas que poderiam comprometer José Sócrates


Ricardo Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos (filho de José Penedos - REN), fez 5 requerimentos para tentar impedir a destruição das escutas, mas todos foram recusados por Noronha do Nascimento que não só destruiu as escutas como tesourou o processo do Tribunal.


São imensas as horas de investigação que vão direitinhas para o “caixote do lixo” e desta forma "democrática", José Sócrates, Armando Vara, José Penedos, José Godinho e mais 30 arguidos podem salvar-se do julgamento.
O censor: Tesoureiro ou Alfaiate?
E ainda nos admiramos das peripécias do Alberto João Jardim!

Se ainda for a tempo, veja o vídeo com notícia completa da TVI24, neste link:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/face-oculta-processoq-socrates-escutas-recorte-tvi24/1262362-4071.html

8 de janeiro de 2012

Onde está o poder do povo?

Esta "democracia" é uma farsa, uma enorme fraude

Hoje, ao ler as notícias, "perdi a cabeça" e, indignado, tenho que desabafar. Afinal onde estamos?
Consultei o dicionário Aurélio (online), e outros de referência e vi: Democracia é ”1-Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder.”
“É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes - direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos.

De uma forma mais condensada como diz o Dicionário Priberam, Democracia é: "Governo em que o povo exerce a soberania, directa ou indirectamente."
Muitas outras definições podem ser invocadas mas, em todas elas, é respeitado o princípio geral do "poder do povo" através de um "governo para o povo", decidido pelo povo. 

Acontece que, todos os dias, verificamos que cada vez o povo tem menos poder a ponto de se concluir que não manda nada.

Cingindo-me apenas à forma mais restrita de ver a democracia como a capacidade do povo escolher os seus representantes através do voto, o que vimos é o povo ser mais enganado nas escolhas que faz. Vota em quem promete fazer uma política e depois faz outra. Vota em quem engana melhor. Vota em quem tem mais apoios financeiros para enganar. 
Banqueiros e grandes capitalistas, financiam as campanhas eleitorais de alguns para, depois, cobrarem com juros, o que investiram.

Uma vez colocados os "representantes do povo", que melhor mentiram, como é que o povo exerce o seu direito de punir os falsários? Apenas através dos próprios representantes que escolheu, o que quer dizer que, se são os vigaristas que foram eleitos, só esses mesmo trapaceiros, se podem destituir a si mesmo. Esta é a lei desta “democracia”.
 
Mas afinal, quem é que efectivamente manda nos representantes do povo? Será o povo? Não, porque, como se vê, não tem poder para isso. Se o povo quiser mandar os deputados da Assembleia da República aprovar leis que defendam o povo, como por exemplo para punir os corruptos, impedir a fuga de dinheiro, impedir a acumulação de reformas milionárias, como é que o pode fazer, se a maioria se estiver nas tintas para o povo, se for corrupta e não quiser aprovar essas leis? A maioria, ao serviço dos grandes capitalistas, que ganhou as eleições enganando, tem que cumprir as ordens desses seus "chefes" em Portugal e no estrangeiro. 
  
São as ordens dos chamados "mercados" (banqueiros), dadas através de órgãos em que o povo nada decide, como por exemplo da troika, da Merkel, do Sarkozy, e agora descobrimos que também através de algumas lojas Maçónicas. 
Esta “democracia” formou uma rede de organizações nada democráticas e até secretas ou de cariz mafioso, que têm, na realidade, muito mais poder que o povo e, por isso, formam um sistema (identificado na gíria como "o polvo", não confundir com povo) de vários tentáculos que dominam a nossa vida.

4 de janeiro de 2012

Pingo Doce e Recheio para a Holanda

Porquê a venda de uma empresa portuguesa a uma holandesa do mesmo dono?


No passado dia 30 de Dezembro a sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS (com sede em Portugal) vendeu à sociedade Francisco Manuel dos Santos, B.V. (com sede na Holanda) 353.264.814 ações da Jerónimo Martins SGPS, representativas de 56 % do capital.
 
A sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS domina a sua filial Francisco Manuel dos Santos B. V. “por poder exercer os correspondentes direitos de voto nos termos do acordo parassocial”. 
 
Porquê a venda de uma sociedade portuguesa a uma holandesa que pertence ao mesmo dono?
 
O "patriótico" negócio foi para escapar ao pagamento de impostos como fazem muitos grandes empresários que colocam as sedes das empresas em paraísos fiscais no estrangeiro. 


O Sr. Soares dos Santos, homem mais rico de Portugal, que fez a sua fortuna a explorar os portugueses, não quer pagar impostos. Não o diz, mas pensa: os trabalhadores que os paguem, pois são muitos e já estão habituados a sofrer. 
 
O Sr. Soares dos Santos, é o dono do Pingo Doce e do Recheio,  a quem muitos jornalistas entrevistam para que os papalvos oiçam as lições de patriotismo, os conselhos para a austeridade, as críticas aos trabalhadores que se revoltam.
 
Esse senhor, como os mais ricos de Portugal, aumentou a sua fortuna com a crise. 
Estes senhores a quem o governo obedece, diz que o Estado gasta muito e que é preciso privatizar, elogiam a boa gestão das empresas privadas, são os que têm liberdade de fugir aos impostos e viver à custa dos que os pagam.


Esse senhor S.S, como grande capitalista que é, não tem pátria. A sua pátria é a que se deixar explorar melhor. Pode até ter várias pátrias. Uma para não pagar impostos, outra para explorar os baixos salários, outra para vender os produtos mais caros, outra ainda para obter financiamentos com juros mais baixos. É assim o capitalismo que inventou a globalização e fez as leis para escapar aos impostos. 
 
Poderão os trabalhadores fazer o mesmo? Ter iguais direitos? 
Trabalhar num país, pagar os impostos noutro, receber na moeda mais valorizada e comprar no de custos mais baixos?
Haverá offshores e paraísos fiscais para trabalhadores?
 
Não. Tal não é possível nesta democracia inventada pelo capitalismo, em que os que fazem as leis e os governos estão ao serviço dos senhores S.S.
 
Nesta democracia as oportunidades e os direitos são para quem tem dinheiro. 
Quem vive do seu trabalho apenas tem o direito de votar de quatro em quatro anos e escolher quem mais mente.
 
Por enquanto, não me podem obrigar a fazer compras no PINGO DOCE !

21 de dezembro de 2011

O "Livro verde" muito escuro

O Governo quer impedir as populações de participar na vida local e reduzir a democracia nas autarquias

Quer afastar as autarquias das localidades extinguindo imensas freguesias
 
Quer as Câmaras a funcionar sem discussão democrática, como um "gang" do presidente, tornando mais difícil descobrir as negociatas e a corrupção que abunda em muitos políticos dos partidos da direita.

A proposta da reforma da administração local. do governo é um enorme atentado à democracia local favorecendo regimes presidencialistas, monolíticos, do "quero posso e mando", sem democracia, sem pluralidade de opiniões, sem participação cidadã, sem transparência nas decisões e ações. 
A actual Lei das Autarquias não deve ser alterada, pois permite, minimamente, uma governanção local democrática e participada. 
A haver reforma seria exatamente em sentido contrário ao que propõe o Governo. Portanto no sentido do reforço dos poderes das Assembleias, ao contrário do reforço do presidencialismo.
  
Para uma maior intervenção democrática das Autarquias, ao contrário do que quer impor o "Livro Verde escuro", exige-se o alargamento das competências do Poder Local e em especial das Freguesias, o aprofundamento da participação, da cidadania, o reforço de poderes da Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia, em especial na fiscalização dos executivos, de forma a defender os interesses das populações e impedir as negociatas entre "amigos", a corrupção e o compadrio.


13 de dezembro de 2011

Extinção das freguesias

Em defesa das Freguesias e do Poder Local Democrático


A Reforma Administrativa que o Governo quer impor apesar do repúdio generalizado dos eleitos das Autarquias, é um golpe antídemocrático quer no seu conteúdo quer na forma como  está a ser preparado. 
O Poder Local Democrático foi uma das maiores conquistas do 25 de Abril e é o motor do desenvolvimento das localidades, das Freguesias, dos Municípios e do País. 
Graças às autarquias, a qualidade de vida das populações transformou-se imenso nestes 37 anos passados.


A destruição de muitas freguesias e da participação democrática nas Câmaras e Juntas de Freguesia, é andar para trás e voltar ao tempo do fascismo, dos Governadores Civis que nomeavam os presidentes de Câmara, Juntas e Regedores, pessoas da sua confiança para manter vigiadas as populações, e fazerem as negociatas que lhes apeteciam com o dinheiro do povo.


O Congresso das Freguesias com 1300 presidentes de Junta de Freguesia repudiou tal Reforma Administrativa. Apesar disso o Ministro Relvas, numa atitude antidemocrática, não atende à vontade dos autarcas e diz que vai avançar na eliminação de 1800 Freguesias. 


Por todo o país estão a surgir movimentos de defesa das Autarquias.


A Plataforma «Freguesias Sim! Proximidade aos Serviço das Populações” assume-se como espaço de intervenção cívica em defesa das freguesias e do que elas significam enquanto expressão de identidade do nosso povo, representação e defesa da vivência coletiva, fator de coesão social e territorial.

Constituída por eleitos do Poder Local Democrático, representantes dos trabalhadores de autarquias e do movimento associativo popular, esta Plataforma assume uma clara atitude de oposição aos projetos de empobrecimento do Poder Local Democrático, de liquidação da sua expressão democrática e dimensão representativa que encontram na pretendida extinção de centenas de freguesias presente no denominado «Livro Verde para a reforma da Administração Local» ambicionada concretização.


12 de dezembro de 2011

Democracia e Eleições na Rússia

Em 20 anos a maioria dos russos ficaram fartos do capitalismo e desejam a reconstrução do socialismo e da URSS.

Os exemplos já neste (aqui) noticiados, comprovam a existência de numerosas fraudes nas eleições na Rússia. A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, numa reunião internacional declarou que as eleições na Rússia não foram livres nem justas. O chefe da diplomacia Russa Serguei Lavrov, abandonou a reunião e disse aos jornalistas que a conduta da secretaria de Estado dos EEUU revelou uma falta de respeito e uma intromissão nos assuntos internos da Rússia.
 
Putin fez declarações idênticas. Ainda que Putin seja mafioso deu também uma "pedrada nos telhados de vidro" da política norte americana. De facto os EUA deveriam olhar para os seus exemplos como os sucedidos com o “Ocupa Wall Street” que duram há meses e também têm sido reprimidos com muita violência. As autoridades russas chamaram mesmo à atenção para a falta de democracia nos EUA.
O que é certo é que uns e outros aprenderam na mesma escola. Dizem-se democratas mas apenas para defender a exploração dos multi-milionários que multiplicam as suas escandalosas fortunas à custa do povo. A mascarada das eleições cobre a imposição de uma ditadura de classe dos grandes capitalistas.
 
Indignados os russos mostram o seu repúdio ao capitalismo e ao imperialismo. Os russos mostram que, apesar dos erros cometidos, não esqueceram o socialismo como o projecto de sociedade mais justa para todo o mundo.

Passados 20 anos de destruição do projecto socialista, não só na Rússia, mas na Ucrânia, Belarus, Letônia, Moldávia, Pridnestrovie, Abkhazia e outras repúblicas e territórios da ex-URSS, os povos manifestam que anseiam viver em comum e querem a reconstrução soviética socialista, brutalmente interrompida pela traição de Gorbachev e do bêbedo Yeltsin.
 
Vários analistas que publicam dados na Internet e em periódicos independentes, defendem que se as eleições e campanha eleitoral tivessem sido justas, o Partido Comunista e os Prósoviéticos tinham ganho as eleições.
Há análises que procuram calcular as fraudes eleitorais e estimam que a esquerda, partidária da restauração da URSS, representada pelo Partido Comunista da Federação Russa y Rússia Justa tiveram a maioria dos votos.


Perguntas... (2)

Alguns decidem a vida de milhões

A União Europeia decide tratados sem ouvir os deputados europeus. Os representantes dos Estados decidem sem ouvir os parlamentos nacionais. Governos são substituídos por decisões de alguns "funcionários" de instituições não eleitas.
Em nome dos "mercados" governos decidem as vidas dos que os elegeram para fazer o contrário do que fazem.
Referendos...nem pensar! As decisões dos estados são tomadas sem discussão nos respectivos países. 

Isto, nunca foi democracia directa. Não chegou a ser democracia participativa.  Não é democracia parlamentar. Não é democracia representativa. Que democracia é esta então?

5 de dezembro de 2011

Democracia

Notícias em confronto
Perante a vontade das populações e de milhares de autarcas e autarquias, o governo decide o contrário

Afinal que democracia é esta?
A discussão do Livro Verde é uma farsa. 



Muitas mais notícias se poderiam juntar.
Todas provam duas coisas, pelo menos:
1. O Governo não respeita a democracia, a vontade das populações e seus eleitos;
2. O Governo quer acabar com o Poder Local Democrático e aproxima-se perigosamente do fascismo.

4 de dezembro de 2011

Eleições na Rússia

Forte contestação ao governo do partido Rússia Unida
Muitas acusações de fraudes eleitorais e ilegalidades, levam "hackers" a bloquear os sites que as denunciavam


Hackers bloquearam o acesso às edições online dos jornais Kommersant e Slon, da revista New Times e outros como o site Golos, da organização de observadores independentes que tem estado a acompanhar as eleições russas.

A Golos criou uma página online que agregava as denúncias de todas as irregularidades relacionada com a campanha e com o dia das eleições propriamente dito e onde surgiram exemplos de 4000 casos concretos, 3000 dos quais relacionados com o partido Rússia Unida. A polémica criada por esta acção foi de tal forma grande, que a directora desta organização não governamental foi detida quando regressava ao país.

Alexeï Venediktov, director da Ekho Moskvy, denunciou no Twitter, "que o carácter massivo dos ataques coloca em causa a legitimidade do processo eleitoral". Também Maxim Kashulinsky, director do Slon denunciou, à Reuters, que “existe um sentimento de que a Comissão Eleitoral Central da Rússia e os hackers estão a agir juntos”.

Segundo contou à AFP Dmitri Merechko, porta-voz da Golos, a organização recebeu cerca de 50.000 tentativas de visita por segundo, o que bloqueou o site. Na semana anterior às eleições os colaboradores da organização tiveram os seus emails bloqueados. O ciberataque tentou também atingir a plataforma Live Journal.

O Presidente Dmitri Medvedev recusou-se a comentar as alegadas situações de fraude que têm ensombrado estas legislativas. A comissão eleitoral também não quis fazer comentários.

O Rússia Unida não deverá ter grandes dificuldades em confirmar uma vitória, mas o descontentamento é crescente e deverá impedir-lhe o domínio absoluto que têm. Analistas admitem a perda na Duma da maioria constitucional do Rússia Unida, liderado por Vladimir Putin.


Ver também http://c-de.blogspot.com/p/cortes-e-recortes.html Clique aqui 

3 de dezembro de 2011

XIII Congresso Nacional da ANAFRE (2)

Ministro Relvas vaiado pelos autarcas no Congresso Nacional das Freguesias


Não aceitando as críticas de muitas centenas de autarcas de todo o país, Relvas retoma a justificação "à Salazar" insinuando vagamente com vários subversivos que manipularam a opinião dos autarcas.
 
"Todos estes climas são gerados e são estimulados e este clima foi estimulado. Estavam aqui vários autarcas", disse o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares aos jornalistas.

Infeliz e ofensiva justificação.

 
Ridícula a tentativa de menosprezar a contestação, "estavam aqui vários autarcas". Este termo de "vários" tanto pode querer dizer que foram poucos a contestar, como foram poucos a manipular as centenas dos presentes que sairam da sala em protesto. Na realidade Relvas quer esconder que são milhares de autarcas por todo o país que protestam contra mais este ataque à Democracia, traduzido na Reforma Administrativa proposta no chamado Livro Verde. 

Ao dar a entender que o clima foi gerado por manipulação está também a menosprezar a inteligência desses muitos milhares de autarcas que já reagiram contra os planos do Governo para esta destruição do Poder Local Democrático.

2 de dezembro de 2011

Os Direitos Humanos nos EUA (4)

Sobre os direitos económicos e sociais

Continuando a recolha de informações contida no relatório sobre os Direitos Humanos nos EUA, iniciado no separador "Cortes e Recortes" em 29 de Outubro, publiquei, no mesmo separador, o seu quarto capítulo, voltado para a defesa dos direitos económicos e sociais. (clique aqui).
  

1 de dezembro de 2011

XIII Congresso Nacional da ANAFRE

O XIII Congresso da ANAFRE terá lugar nos dias 2 e 3 de Dezembro do ano corrente, em Portimão, no Portimão Arena.


O CONGRESSO subordina-se ao Lema: «AS FREGUESIAS NA REFORMA DO ESTADO» e vai discutir o «DOCUMENTO VERDE DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL». Por isso a Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE) apela para a participação de todos os representantes das Freguesias, com as seguintes palavras:

Não se demita do dever de se pronunciar e do direito de ser ouvido.
O FUTURO DAS FREGUESIAS TAMBÉM ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!

Na sua Página na Internet a ANAFRE informa que o Conselho Directivo da ANAFRE deliberou: "A ANAFRE não defende a extinção ou agregação de nenhuma das Freguesias a não ser que, por sua iniciativa, seja manifestada essa vontade".

 A reforma administrativa do poder local, proposta pelo Governo, no chamado Livro Verde, constitui um verdadeiro programa de ataque à Democracia e ao Poder Local Democrático. 

Contrariando a Constituição da República, liquidam a autonomia das Autarquias, afastam-nas das populações, centralizando o poder num número mais restrito de entidades, empobrecendo a dimensão democrática e participada do poder local e a alargada intervenção de cidadãos na gestão da vida pública local. 

A serem aprovadas estas propostas quase voltaríamos ao regime fascista em que as autarquias eram o "pau mandado" do Governo.

Com pretexto numa falsa redução de custos, o governo prepara a destruição do carácter democrático que têm as autarquias, o caracter participado, plural, colegial e democrático.  

Esta proposta representa uma agressão às populações e às suas condições de vida, por lhes retirarem muitos dos serviços e apoios que as autarquias prestam, sobretudo às pessoas e locais mais carenciados. Ao contrário do que pretende o governo insinuar, esses serviços de grande utilidade são prestados a custos muito baixos e em muitos casos em regime de voluntariado organizado pelas juntas de freguesia com o apoio das populações. 

O plano e os critérios avançados no Livro Verde são altamente prejudiciais para as freguesias e concelhos mais pequenos, mais deprimidos, em especial nas zonas do interior o que sem dúvida vai afectar gravemente o desenvolvimento económico, dessas regiões e agravar ainda mais as assimetrias regionais, provocando o retrocesso da vida local.

A eliminação da eleição directa das Câmaras e a imposição de um regime de executivos homogéneos, ferem irremediavelmente as características plurais e democráticas hoje existentes, e comprovadamente de saudáveis resultados. Com tais alterações elimina-se o existente controlo democrático e a fiscalização das populações e por isso aumentam as possibilidades de discricionaridade e corrupção. 

Tal como no fascismo, que nomeava Presidente e vereadores da sua confiança que por sua vez nomeavam os regedores da sua confiança pessoal, também a proposta de executivos nomeados pelo presidente possibilita os jogos de interesses pessoais sem que possa haver fiscalização.

Esta “reforma administrativa” com a eliminação de um grande número de freguesias e esvaziamento da capacidade dos municípios, vai acabar com inúmeros serviços que as autarquias prestam às populações e impedir a participação política dos cidadãos e retirar-lhes força para a defesa dos interesses locais.

28 de novembro de 2011

As burlas desta "democracia"

Democracia? Que democracia?

Vivemos num regime em coma, que apenas sobrevive ligado à máquina do dinheiro. Máquina propriedade de alguns mas alimentada por milhões de burlados.

Simplificando, a Democracia é o regime de governação da sociedade de acordo com a vontade do povo. Passando por cima da questão "como é que a vontade do povo exprime os seus interesses", e do facto da democracia poder assumir várias formas mais ou menos participativas, vou apenas considerar aquela em que assenta o regime em que vivemos. A Democracia Representativa.

Democracia Representativa

A Democracia Representativa assenta na representação da vontade do povo que vota para eleger os seus representantes. Esses representantes são, a nível nacional, o Presidente da Republica e os Deputados. O governo não é eleito, mas "escolhido" pela maioria dos Deputados, com o acordo do Presidente da República.

Para que o povo saiba em quem votar, os candidatos têm que manifestar as suas intenções, propondo política e medidas a defender. Isso é feito nas campanhas eleitorais e formalizado nos seus programas.
Durante a Campanha Eleitoral todos os candidatos devem ter oportunidade para expressar as suas políticas defendendo o que acham melhor para o país.
Assim os eleitores têm a obrigação de conhecer essas intenções e escolher os seus representantes de acordo com os compromissos que os candidatos assumem e o que desejam que seja feito.
A maioria dos eleitores não conhece os seus representantes, não pode assegurar a sua honestidade e apenas tem por referência aquilo que se comprometem fazer. A palavra do Candidato é, normalmente, tomada como séria.

Contudo, como há muito sabemos, isso não é a realidade.

Descobrir os interesses escondidos. Promessas leva-as o vento

Há muitos candidatos que, para ganhar eleições, prometem uma coisa, sabendo de antemão que a não vão cumprir. São os candidatos, políticos, que defendem interesses de minorias, e que se o dissessem seriam apenas essas minorias a votar neles e não ganhariam as eleições.
Assim esses políticos, candidatos, prometem que defendem os interesses da maioria do povo, mas, depois de eleitos, voltam com a palavra atrás e defendem os interesses da sua classe social. Como são eles a fazer as leis, esta burla, como tantas outras, não é punida.
   
A burla eleitoral, não é apenas a mentira dos candidatos. É também o facto do esclarecimento através da Comunicação Social e de outros meios de informação não dar igual oportunidade a todos. Os mais ricos, os que são donos dos Jornais, da Televisão, os que têm muito dinheiro para fazer campanhas, têm mais possibilidades de enganar.

Meia democracia de 4 em 4 anos. 

Neste sistema “democrático” o povo apenas tem o poder de votar de quatro em quatro anos, mas não tem o poder de fiscalizar e demitir os Deputados ou o Presidente da República que estejam a fazer uma política contrária ao que disseram fazer. Apenas têm o direito de se manifestar, de protestar. A liberdade, tão badalada, é uma liberdade falsa, muito condicionada.

Na globalização liberal, ou neo-liberal, quem tem o poder do dinheiro é que decide, não a maioria. Todas as relações mercantis, incluindo a venda do trabalho, o salário, estão subordinadas a esse poder ditatorial (de uma minoria). A forma de organização política corresponde à hegemonia económica do capital financeiro que se apoia na ideologia neoliberal. 

Quem manda nos governos da direita?

O poder financeiro (bancos, mercados, etc.) utiliza a democracia para impor a ideologia neo-liberal, "jogando sempre em casa", com meios poderosos e que exigem muito dinheiro, como campanhas eleitorais à americana, financiadas por milionários ou grandes grupos económicos. 

Através da publicidade, que nos atinge permanentemente, em todos os lugares onde estamos, essa ideologia procura identificar o cidadão com o consumidor e a influenciar as eleições pelas leis do mercado. Na realidade ninguém vota nos mercados, nas troikas, nos bancos, mas são esses instrumentos do capital financeiro que ditam as ordens para os governos. É a ditadura do dinheiro, concentrado em meia dúzia de milionários.

Ideologia que atinge todos desde crianças

Trata-se de mais uma burla que começa a ser veiculada nas escolas e é uma das maiores armadilhas ideológicas. Identificar a democracia com “democracia neo-liberal”, como se isso fosse natural. O exemplo prático é dado pelas ideias que se instalam, de que o mundo é dos fortes (de quem tem dinheiro) e o objectivo da nossa vida é ser como eles. É explorar o parceiro, enganar, burlar, no fundo seguir a lei da selva, do salve-se quem puder como fazem os ricos.

As políticas neoliberais falsificaram a democracia, levando à desmoralização crescente das pessoas, e ao descrédito do Estado, dos parlamentos e dos sistemas judiciais, dos partidos políticos e dos sindicatos.

Esta política mata a participação, desmotiva e impede a consciência das pessoas

Desde 1976 que em Portugal se desmotivam as organizações populares e se levantam dificuldades crescentes aos movimentos sociais, à participação popular, reduzindo a política a uma prática "profissional" (a política é para os políticos), monopolizada por elites cada vez mais distanciadas das massas da população, sem nenhum controle social, em que a cidadania fica reduzida à votação de quatro em quatro anos. O aumento do horário de trabalho é também para impedir os trabalhadores de terem tempo livre para a participação na vida social.

Aos poucos está a ser extinta a pedagógica cidadania, formadora da consciência das pessoas. A ausência de participação nos assuntos, nos partidos, nos sindicatos e outras organizações é um objectivo desta política para isolar cada cidadão e levar à passividade e desinteresse pela vida colectiva. 

A voz do dono e o "Pimba"

A opinião pública, é cada vez mais a opinião da Comunicação Social – e esta é dirigida por interesses ideológicos da classe no poder, fomentando interesses comerciais, gostos mesquinhos nas audiências e assim corrompem os espectadores ou leitores.  Adulteram a consciência da classe dominada, degradam valores e a cultura.

Este ciclo está no fim. Depende do nós o que vem a seguir

A hegemonia económica do capital financeiro, não tem base social para se aguentar. As eleições e partidos ganhadores esvaziam-se de conteúdo apesar das alternâncias para disfarçar a mesma política. A instabilidade social aumenta, com o aumento do descrédito nesta "democracia" de escândalos políticos, de corrupção, de burlas eleitorais e o não reconhecimento dos governos e parlamentos como representantes da maioria que os elegeu. 

O leitor que medite nisto e que tire as suas conclusões.