É urgente travar esta política de desastre
Revisto, novamente, o Pacto de Agressão do grande capital financeiro
Em Conferência de Imprensa, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, alertou para mais uma manobra, do Governo e da Troika que agrava ainda mais a vida dos portugueses em benefício dos Bancos e "mercados".
A manobra foi discreta para evitar que a maioria dos portugueses desse por ela.
A reunião do Conselho de Ministros de Domingo "foi uma enorme farsa em «mangas de camisa», para esconder esta revisão e agravamento do Pacto de Agressão".
De facto "depois da assinatura do Pacto de Agressão, já se está na sua segunda revisão, confirmando, tal como o PCP preveniu, o carácter insaciável dos verdadeiros promotores e beneficiários desta política: o grande capital nacional e estrangeiro, as grandes potências da União Europeia".
Esta alteração tal como as anteriores, "é puro terrorismo social" que desrespeita a Constituição da República Portuguesa.
Esta Revisão é mais "uma significativa desvalorização dos salários por via da liquidação da contratação colectiva e a brutal redução das indemnizações por despedimento para 8/12 dias por cada ano de trabalho e da facilitação/liberalização dos despedimentos com poder discricionário para o patronato".
À saúde, serão retirados mais 550 milhões de euros, à educação mais 190 milhões. Os despedimentos anunciados atingem mais de 30.000 trabalhadores. Para além da destruição dos serviços públicos agrava-se o "abandono e desertificação de vastas regiões do território nacional – de que se destaca um programa de agressão específico para a Madeira" e a recessão económica e retrocesso do país demorará anos a ser recuperada.
Esta nova Revisão impõe o "aumento dos preços e tarifas dos serviços prestados pelas empresas públicas, designadamente nos transportes, ... mas também na energia, na água, nos serviços de saúde, incluindo as taxas moderadoras", cujo escandaloso aumento é de mais de 100%.
Este roubos ao povo e aos trabalhadores vão para "apoios directos e indirectos" ao grande capital. É para "a banca, e para o conjunto do sector financeiro, que estão reservados os incalculáveis apoios e transferência de recursos públicos à custa dos sacrifícios do nosso povo. Para além dos 12 mil milhões de euros já inscritos para a chamada recapitalização da banca – e à qual a CGD está impedida de recorrer - somam-se novas compensações, às que já eram conhecidas, no quadro dessa escandalosa negociata que dá pelo nome de “transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social”. Ou seja, o Estado poderá vir a devolver parte do valor transferido pelo fundo de pensões para reforço do capital bancário – uma fraude, em que bancos fazem de conta que transferem e o Governo faz de conta que houve transferência, para passar a assegurar as reformas dos trabalhadores da banca, operação essa que, como o PCP já sublinhou, é uma verdadeira bomba relógio no sistema de segurança social".
"Tal como a realidade está a demonstrar o país está a ser conduzido contra a parede. De pacote em pacote, de austeridade em austeridade, os responsáveis por esta política prosseguem num rumo sem fim à vista, onde os sacrifícios de hoje justificam novos sacrifícios amanhã. E, ora no Governo, ora na oposição, PS, PSD e CDS, com o apoio do actual Presidente da República, comportam-se como executantes de um programa anti-democrático e de traição nacional a que urge pôr fim".
"O PCP sublinha a necessidade urgente de interromper este rumo, de rejeitar o Pacto de Agressão, antes que seja tarde. É preciso exigir a imediata renegociação da dívida pública – nos prazos, nos juros e montantes" e reservar meios para "o crescimento económico e a criação de emprego" para "o aumento da produção nacional, controlando importações, estimulando o investimento público, apoiando as PME´s"; "há que interromper as privatizações e recuperar o controlo público dos sectores básicos e estratégicos da economia"; "há que valorizar os salários e as pensões, combatendo desigualdades e dinamizando a economia nacional", em respeito pela Constituição e pela soberania nacional.
Vasco Cardoso acentuou que "o povo português tem direito a viver no seu país, e a lutar pelos seus direitos, pelo desenvolvimento e progresso de Portugal. É isso, e só isso, que pode garantir um Portugal com futuro".
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
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22 de dezembro de 2011
18 de dezembro de 2011
Auditoria cidadã à dívida pública
Convenção de Lisboa
Sob o lema "CONHECER PARA AGIR E MUDAR", reuniram-se em Lisboa centenas de cidadãos que debateram as questões relacionadas com a Dívida Pública. Do texto final da Resolução, de extraí algumas ideias que me pareceram mais significativas:OS PROBLEMAS
O texto começa com a seguinte introdução: "Salários e pensões confiscadas, trabalho adicional não pago, mais impostos sobre o trabalho e bens básicos de consumo, mais taxas sobre a utilização de serviços públicos, menos protecção no desemprego, cedência a privados de bens comuns pagos por todos — tudo justificado pela necessidade de servir a dívida pública sem falha. Dizem-nos que cortar despesa pública, aumentar impostos e taxas, degradar o nível de provisão e de qualidade dos serviços públicos para servir a dívida sem falha, é “a única alternativa”. Mas como pode ser alternativa o que não chega sequer a ser uma solução? A austeridade, o nome dado a todos os cortes e confiscos, não resolve nenhum problema, nem sequer os da dívida e do défice público. Pelo contrário: conduz ao declínio económico, à regressão social, e depois disso à bancarrota. É chegado por isso o momento de conhecer o que afinal é esta dívida, de exigir e conferir a factura detalhada. De onde vem a dívida e porque existe? A quem deve o Estado? Que parte da dívida é ilegítima e ilegal? Que alternativas existem para resolver o problema do endividamento do Estado? Tudo isso incumbe a uma auditoria à dívida pública. Uma auditoria que se quer cidadã para ser independente, participada, democrática e transparente".
DA CRISE FINANCEIRA Á CRISE DA DÍVIDA
O texto faz seguidamente uma análise da génese dos problemas desde 2007, data em que foram evidentes os efeitos de uma crise que teve origem na especulação financeira e imobiliária nos EUA. Refere-se que, numa primeira fase, os Estados salvaram o sistema financeiro através de injecções massivas de dinheiro do Estado socializando os prejuízos da banca. O preço, destas medidas foi a degradação das contas públicas.
A crise estendeu-se à Europa, em particular à Grécia, à Irlanda e a Portugal, Espanha e Itália. Estas economias viveram uma degradação da sua posição na economia europeia e mundial, que resultou no endividamento, público e privado. "A vulnerabilidade económica estrutural destes países, somada à crise financeira internacional, foi explorada pelos mercados financeiros através de uma euforia especulativa em torno da dívida pública de que se não conhecem precedentes".
"A resposta a este ataque foi, incompreensivelmente, a imposição de programas de austeridade brutais a estes países, agravados pelas condições exigidas nos vários resgates financeiros da troika BCE/FMI/FEEF. A austeridade condena os países intervencionados ao aumento do desemprego, à destruição progressiva do Estado social e à recessão sem fim".
CONFIRMAM-SE AS ANÁLISES DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO PCP SOBRE QUESTÕES ECONÓMICAS E SOCIAIS
A análise prossegue verificando que "a situação que se vive em Portugal resulta das condições de adesão ao euro e da sua arquitectura".
Com base nos dados do Governo verifica-se que no início da intervenção da troika, a dívida pública portuguesa era de 97% do PIB e em 2013, prevê-se que seja acima de 106% do PIB desse ano e o desemprego situar-se-á acima dos 13%. Portugal terá uma dívida pública maior e estará mais pobre. Reconhecer-se-á então que a dívida pública é insustentável e que os sacrifícios foram inúteis, tendo servido apenas para agravar os problemas.
Estas conclusões não são novidade e têm sido constantemente repetidas pelo PCP em especial depois da Conferência Económica e Social realizada em 24 e 25 de Novembro de 2007, quando nos EUA se revelou a crise do capitalismo. Continuando as conclusões da Convenção, conclui-se que "a austeridade não oferece soluções", que se torna "urgente a reestruturação da dívida pública" alargando os prazos de pagamento, reduzindo as taxas de juro, ou mesmo reduzindo o valor da dívida.
17 de dezembro de 2011
Islândia e Argentina (2)
Resposta a um comentário anónimo ao texto anterior
Sr. Anónimo
Agradeço ter feito o comentário pois é sempre uma oportunidade para o debate. Faço-o aqui dada a dimensão da resposta que não permite de outro modo e, desta forma, creio ser também útil para outros leitores.
Não vou pôr em causa o que disse, ainda que tenha abordado o problema desses países de uma forma demasiado restrita e fugindo ao cerne da questão.
O texto que escrevi não tinha, nem tem, a intenção de analisar os problemas económicos dos países referidos, que sei bem que são diferentes dos de Portugal.
Por isso, como há-de reparar se ler o meu texto com isenção, eu apenas referi a forma como eles se libertaram da chantagem que os mercados, o FMI (Argentina) e a União Europeia (Islândia) lhes fizeram. Também por isso, não aceito a sua crítica de "Ora ai está um texto escrito de má fé! Possivelmente por alguém que é amigo de algum politico e por isso tenta confundir o problema da Islândia com o Português e atirar a culpa para os banqueiros".
Ainda que não fosse esse o tema do texto, admito que, conscientemente, "atirei a culpa para os banqueiros" (caso da Islândia) e não só os banqueiros, como é o caso da Argentina.
O cerne da questão está na forma como o povo desses países reagiram defendendo os interesses do seu país e, "de certo modo", se estiveram "marimbando" (para utilizar o termo tão badalado) para as chantagens e ameaças do FMI, da União Europeia (Islândia) e também dos Bancos Ingleses e Holandeses.
Independentemente da grande fatia de culpa dos Bancos e banqueiros, no caso da Islândia, também o Governo da Islândia quis pagar as dívidas exigidas pela União Europeia, impondo um Plano de Austeridade aos islandeses. Como sabe o Presidente da República, apesar das ameaças, exigiu que fosse feito um referendo. O povo recusou pagar as dívidas da responsabilidade dos Bancos Privados e exigiu a renegociação da dívida. A União Europeia (UE) acabou por ceder e baixou os juros significativamente.
Essa é a moral da história.
Na Argentina de 1999 Fernando de la Rúa anunciou a necessidade de uma série de aumentos de impostos e ajuste da estrutura estatal com privatizações de considerável magnitude.
A situação económica e social era muito delicada: desemprego que superava os 15% e que subia implacavelmente, desconfiança de
Sr. Anónimo
Agradeço ter feito o comentário pois é sempre uma oportunidade para o debate. Faço-o aqui dada a dimensão da resposta que não permite de outro modo e, desta forma, creio ser também útil para outros leitores.
Não vou pôr em causa o que disse, ainda que tenha abordado o problema desses países de uma forma demasiado restrita e fugindo ao cerne da questão.
O texto que escrevi não tinha, nem tem, a intenção de analisar os problemas económicos dos países referidos, que sei bem que são diferentes dos de Portugal.
Por isso, como há-de reparar se ler o meu texto com isenção, eu apenas referi a forma como eles se libertaram da chantagem que os mercados, o FMI (Argentina) e a União Europeia (Islândia) lhes fizeram. Também por isso, não aceito a sua crítica de "Ora ai está um texto escrito de má fé! Possivelmente por alguém que é amigo de algum politico e por isso tenta confundir o problema da Islândia com o Português e atirar a culpa para os banqueiros".
Ainda que não fosse esse o tema do texto, admito que, conscientemente, "atirei a culpa para os banqueiros" (caso da Islândia) e não só os banqueiros, como é o caso da Argentina.
O cerne da questão está na forma como o povo desses países reagiram defendendo os interesses do seu país e, "de certo modo", se estiveram "marimbando" (para utilizar o termo tão badalado) para as chantagens e ameaças do FMI, da União Europeia (Islândia) e também dos Bancos Ingleses e Holandeses.
Independentemente da grande fatia de culpa dos Bancos e banqueiros, no caso da Islândia, também o Governo da Islândia quis pagar as dívidas exigidas pela União Europeia, impondo um Plano de Austeridade aos islandeses. Como sabe o Presidente da República, apesar das ameaças, exigiu que fosse feito um referendo. O povo recusou pagar as dívidas da responsabilidade dos Bancos Privados e exigiu a renegociação da dívida. A União Europeia (UE) acabou por ceder e baixou os juros significativamente.
Essa é a moral da história.
Na Argentina de 1999 Fernando de la Rúa anunciou a necessidade de uma série de aumentos de impostos e ajuste da estrutura estatal com privatizações de considerável magnitude.
A situação económica e social era muito delicada: desemprego que superava os 15% e que subia implacavelmente, desconfiança de
16 de dezembro de 2011
Islândia e Argentina
Dois exemplos que devem ser estudados
O Presidente da Islândia depois de recusar assinar o acordo para pagar as dívidas dos Bancos privados, obrigou o Governo a um referendo que mostrou que tinha razão. Os islandeses recusaram pagar as dívidas dos Bancos privados, recusaram pagar os juros agiotas e decidiram julgar e prender os banqueiros.
Quer a Argentina e depois, recentemente, a Islândia sofreram dramáticamente as crises financeiras que os Bancos e grandes grupos económicos criaram. Tudo indica que estavam piores que Portugal. No primeiro caso por a Argentina ter sofrido muitos anos de roubos e de uma política subordinada ao imperialismo americano e com a intervenção do FMI. No segundo caso por a Islândia ser um país muito pequeno e sem poder para enfrentar as grandes potências económicas.
Em ambos os casos, diziam os que defendiam o grande capital o que diz hoje o nosso governo, repetindo a senhora Merkel. Diziam que os mercados iriam reagir cortando as ajudas e financiamentos. Seria o desastre!
Contudo não foi isso que aconteceu. Renegociaram a dívida, reduziram os juros e afinal o "papão" dos mercados foi bluff. Não só continuam a ter acesso aos mercados como apresentam índices de crescimento económico e de desenvolvimento social muito superiores aos da maioria dos países europeus.
Como sempre, valeu a pena lutar. O povo fez bem em não se assustar com as chantagens do capital financeiro nem com os seus servidores de Bruxelas. Esteve-se "marimbando" (palavra da moda) para os sábios da Europa, para os analistas, para os comentadores de serviço que repetiam como Passos Coelho: não há alternativa, temos que fazer o que manda a troika.
10 de dezembro de 2011
Os exemplo da Grécia e o que vimos em Portugal
Até onde nos podem levar as políticas neoliberais do capitalismo financeiro?

Na Grécia, tal como em Portugal, o descalabro acelerou com a submissão à Europa que se dizia da solidariedade. Se o povo confiasse mais na sua sabedoria, neste caso traduzida no ditado popular "quando a esmola é grande o pobre desconfia" teria visto que o capitalismo não dá nada sem receber o dobro em troca.
A política destes governos ditos "socialistas" ou socialistas democráticos, ou socialistas modernos, é a do neo-liberalismo, do oportunismo que serve o grande capital financeiro, os Bancos ou os "mercados". A submissão à troika FMI/BCE/UE, quer na Grécia quer em Portugal foi a desculpa para responsabilizar "outros" pelo que está a acontecer.
Club dos 1% ou dos "Donos do Mundo"
Aquilo que parece uma fantochada das agências de notação, Moody's & Cia, é o grande negócio dos Bancos, como o Goldman Sachs. Para justificar mais medidas de austeridade e, em combinação com os do "club", fazerem subir e descer as Bolsas para vender ou comprar consoante as subidas e descidas que eles preparam. Por cada subida e descida das ações, o grande capital financeiro, ganha milhares de milhões que entretanto os mais pequenos acionistas, os Estados e as empresas perdem.
Degradação social, desaparece a "classe média", aumenta a riqueza dos 1% dos muito ricos
Noutra perspectiva, o processo em curso na Grécia e em Portugal, visa o aumento da exploração e um retrocesso social sem precedentes. O desemprego vai continuar a subir.
A luta dos trabalhadores para "segurar" os seus direitos, que estão a desaparecer, é apelidada de atentado à economia. Se fazem uma greve de um dia há quem diga que o país perde 600 milhões de euros. Mas, não falam dos cerca de um milhão de desempregados, em grande parte há mais de um ano sem trabalhar. Quanto perde o país? Três milhões de trabalhadores em greve num dia são três milhões de dias de greve. Mas, um milhão sem trabalhar, durante um ano, são trezentos milhões de dias de "greve".
Laboratório social da luta de classes
O mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar às medidas para aumentar a competitividade. Redução de salários e aumento das horas de trabalho. Tais medidas aumentam o desemprego e a recessão. Não são os 1% dos muito ricos que compram o que as fábricas produzem. São os 99% de pessoas que, na maioria, são trabalhadores cada vez mais pobres.
A Grécia e Portugal, "os elos mais fracos", estão a ser um laboratório para o grande capital. Em toda a Europa baixam salários e retiram direitos aos trabalhadores para os igualar aos do Terceiro Mundo. O “pacto euro mais” é uma peça do plano.
Paralelamente, o aumento do horário de trabalho é, também, uma forma de afastar os trabalhadores da vida cívica, cultural e social e reduzir a sua capacidade de organização. As medidas restritivas, cada vez mais repressivas, visam também a destruição dos sindicatos, enfraquecimento dos partidos ligados aos trabalhadores e organizações que defendem a legislação laboral europeia.
Políticas suicidas?
Pode acontecer que o capitalismo à medida que aumenta a exploração, reduz a sua possibilidade de vender o que produz, criando no seu seio a falência de milhares de empresas e atirando para o Grupo dos 99% muitos dos pequenos e médios empresários (capitalistas). Também a agudização da luta social e o aumento dos explorados é um prenúncio do fim deste sistema de exploração.
Resta ao grande capital financeiro o "adormecimento" a desmotivação, ou a ameaça, a repressão e a retirada das liberdades dos trabalhadores.
A fase imperialista do capitalismo evolui e agudiza a luta de classes. Cada vez é mais claro que precisam de se apoiar em políticas de ditadura violenta, de retirada de direitos e liberdades, políticas do tipo fascista, como já começam a ser reveladas.
A luta é inevitável.
Na Grécia, tal como em Portugal, o descalabro acelerou com a submissão à Europa que se dizia da solidariedade. Se o povo confiasse mais na sua sabedoria, neste caso traduzida no ditado popular "quando a esmola é grande o pobre desconfia" teria visto que o capitalismo não dá nada sem receber o dobro em troca.
A política destes governos ditos "socialistas" ou socialistas democráticos, ou socialistas modernos, é a do neo-liberalismo, do oportunismo que serve o grande capital financeiro, os Bancos ou os "mercados". A submissão à troika FMI/BCE/UE, quer na Grécia quer em Portugal foi a desculpa para responsabilizar "outros" pelo que está a acontecer.
Club dos 1% ou dos "Donos do Mundo"
Aquilo que parece uma fantochada das agências de notação, Moody's & Cia, é o grande negócio dos Bancos, como o Goldman Sachs. Para justificar mais medidas de austeridade e, em combinação com os do "club", fazerem subir e descer as Bolsas para vender ou comprar consoante as subidas e descidas que eles preparam. Por cada subida e descida das ações, o grande capital financeiro, ganha milhares de milhões que entretanto os mais pequenos acionistas, os Estados e as empresas perdem.
Degradação social, desaparece a "classe média", aumenta a riqueza dos 1% dos muito ricos
Noutra perspectiva, o processo em curso na Grécia e em Portugal, visa o aumento da exploração e um retrocesso social sem precedentes. O desemprego vai continuar a subir.
A luta dos trabalhadores para "segurar" os seus direitos, que estão a desaparecer, é apelidada de atentado à economia. Se fazem uma greve de um dia há quem diga que o país perde 600 milhões de euros. Mas, não falam dos cerca de um milhão de desempregados, em grande parte há mais de um ano sem trabalhar. Quanto perde o país? Três milhões de trabalhadores em greve num dia são três milhões de dias de greve. Mas, um milhão sem trabalhar, durante um ano, são trezentos milhões de dias de "greve".
Laboratório social da luta de classes
O mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar às medidas para aumentar a competitividade. Redução de salários e aumento das horas de trabalho. Tais medidas aumentam o desemprego e a recessão. Não são os 1% dos muito ricos que compram o que as fábricas produzem. São os 99% de pessoas que, na maioria, são trabalhadores cada vez mais pobres.
A Grécia e Portugal, "os elos mais fracos", estão a ser um laboratório para o grande capital. Em toda a Europa baixam salários e retiram direitos aos trabalhadores para os igualar aos do Terceiro Mundo. O “pacto euro mais” é uma peça do plano.
Paralelamente, o aumento do horário de trabalho é, também, uma forma de afastar os trabalhadores da vida cívica, cultural e social e reduzir a sua capacidade de organização. As medidas restritivas, cada vez mais repressivas, visam também a destruição dos sindicatos, enfraquecimento dos partidos ligados aos trabalhadores e organizações que defendem a legislação laboral europeia.
Políticas suicidas?
Pode acontecer que o capitalismo à medida que aumenta a exploração, reduz a sua possibilidade de vender o que produz, criando no seu seio a falência de milhares de empresas e atirando para o Grupo dos 99% muitos dos pequenos e médios empresários (capitalistas). Também a agudização da luta social e o aumento dos explorados é um prenúncio do fim deste sistema de exploração.
Resta ao grande capital financeiro o "adormecimento" a desmotivação, ou a ameaça, a repressão e a retirada das liberdades dos trabalhadores.
A fase imperialista do capitalismo evolui e agudiza a luta de classes. Cada vez é mais claro que precisam de se apoiar em políticas de ditadura violenta, de retirada de direitos e liberdades, políticas do tipo fascista, como já começam a ser reveladas.
A luta é inevitável.
6 de dezembro de 2011
Rebeldia premiada
Recordar a Argentina, mais um exemplo, como o da Islândia, de coragem e patriotismo
Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.
De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:
"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.
Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".
Para ver o resto do artigo:
Em 2001, a Argentina viveu uma dura crise, tal como a nossa, provocada pela exploração do capitalismo neoliberal, que levou a uma dívida elevadíssima. Os vários governos, submetidos aos bancos e FMI, obtiveram empréstimos e "ajudas" a juros especulativos que afundaram o país.
De um artigo de Umberto Martins, (Brasil) recortei alguns parágrafos que me mereceram atenção:
"Tivemos a tragédia da Argentina em 2001, com direito a rebeliões, queda de governos e bancarrota no momento em que o país, altamente endividado e sob o tacão de governos neoliberais, aplicava as amargas receitas do FMI destinadas, como sempre, a assegurar os gordos lucros dos credores. Nosso vizinho e parceiro do Mercosul só saiu da lama quando deu um pontapé no traseiro do Fundo e decretou soberanamente, para irritação e desespero da banca internacional, a moratória da dívida externa.
A rebeldia argentina foi premiada pela história, já que depois da moratória (apesar das ameaças imperialistas e das pragas rogadas pelos banqueiros, que cortaram o crédito internacional para o país) a Argentina voltou a crescer impetuosamente reduzindo substancialmente os índices de desemprego e pobreza. Nestor Kirchner, que morreu em 2010, é por lá considerado com razão um herói nacional por ter tido a coragem política e intelectual de enfrentar o poderoso, muito embora decadente, sistema financeiro mundial.
Agora comento eu:
"É uma vergonha que em Portugal, Presidente da República, Governo e Deputados da direita, PS, PSD e CDS não tenham a dignidade e patriotismo que tiveram outros, para defender quem os elegeu (apesar de ter sido por engano, acreditando nas promessas eleitorais), e sejam uns cobardes submissos às ordens da Troika. Exijam a renegociação da dívida a que nos obrigaram os bancos privados! É certamente por vergonha que retiraram o feriado da Independência Nacional".
Para ver o resto do artigo:
26 de novembro de 2011
Gigante com pés de barro
A crise encoberta dos EUA
O Boletim Antecipação Global Europa GEAB é o boletim do Laboratório Europeu de Antecipação Política (LEAP) / Europa 2020 e tem por objectivo analisar a governação no mundo, em especial a governação económica e procurar prever as tendências globais. É publicado em parceria com a fundação holandesa GEFIRA.
Em fevereiro de 2006, a equipe do LEAP/E2020 fez um alerta mundial sobre a iminência de uma crise sistémica global. Desde essa altura, mês após mês, têm vindo a antecipar as diferentes etapas da crise em curso.
O boletim deste mês volta a analisar a economia dos Estados Unidos, uma vez que considera que "é exactamente este país, e não a Grécia, que está no epicentro da crise sistémica global". Informa que a "super-comissão" do Congresso encarregada de reduzir o défice federal dos EUA deverá confessar o seu fracasso. "Cada partido aguça já seus argumentos para despejar o fracasso no outro campo". Comentam os analistas do GEAB que "Barack Obama, à parte os seus sorrisos afectados na televisão (...) contempla passivamente a situação enquanto constata que o Congresso rasgou em pedaços seu grande projecto de plano para o emprego apresentado com fanfarras há apenas dois meses. E não é o anúncio completamente irrealista de uma nova união aduaneira do Pacífico (sem a China) – na véspera da cimeira da APEC em que chineses e americanos se enfrentam cada vez mais duramente – que vai reforçar a sua estatura de chefe de Estado e ainda menos as suas possibilidades de reeleição".

Continuando a citar o GEAB, publicado no dia 16, "Este fracasso previsível da "super-comissão", que apenas reflecte a paralisia total do sistema político federal americano, vai ter consequências imediatas e muito pesadas: uma nova série de degradações da classificação de crédito dos Estados Unidos. A agência chinesa Dagon abriu o fogo confirmando que ia novamente baixar esta nota em caso de fracasso da "super-comissão". Mais uma vez a equipa do GEAB acertou e o desastre das negociações, anunciado dia 21, fez com que os analistas voltassem a prestar atenção aos dados americanos, lembrando que o o gigante tem pés de barro. É sabido que o endividamento privado nos EUA é claramente pior que o da Grécia.
No GEAB conclui-se que "estamos a uma polegada do pânico geral quanto à capacidade dos Estados Unidos para reembolsar a sua dívida de outra forma que não seja com dólares desvalorizados".
Consideram os analistas que "os Estados Unidos continuam a afundar a toda velocidade num endividamento crescente. Para o próximo semestre, Washington prevê emitir US$846 mil milhões de Títulos do Tesouro, ou seja, 35% mais que o ano passado no mesmo período.
Apesar da situação explosiva a Standard & Poor's garantiu que a classificação de crédito dos EUA não se vê afetada pelo fracasso da "super comissão" o que mostra a incoerência das agências de rating.
O antigo presidente director geral da Goldman Sachs, antigo governador de Nova Jersey, principal doador da campanha Obama para 2012, considerado em Agosto último para substituir Tim Geithner no posto de secretário de Estado do Tesouro foi um dos "criadores" de Obama em 2004, e agora também fracassou. Este caso atinge o cerne da relação incestuosa Wall Street / Washington que agora se começa a denunciar.
O Boletim Antecipação Global Europa GEAB é o boletim do Laboratório Europeu de Antecipação Política (LEAP) / Europa 2020 e tem por objectivo analisar a governação no mundo, em especial a governação económica e procurar prever as tendências globais. É publicado em parceria com a fundação holandesa GEFIRA.
Em fevereiro de 2006, a equipe do LEAP/E2020 fez um alerta mundial sobre a iminência de uma crise sistémica global. Desde essa altura, mês após mês, têm vindo a antecipar as diferentes etapas da crise em curso.
O boletim deste mês volta a analisar a economia dos Estados Unidos, uma vez que considera que "é exactamente este país, e não a Grécia, que está no epicentro da crise sistémica global". Informa que a "super-comissão" do Congresso encarregada de reduzir o défice federal dos EUA deverá confessar o seu fracasso. "Cada partido aguça já seus argumentos para despejar o fracasso no outro campo". Comentam os analistas do GEAB que "Barack Obama, à parte os seus sorrisos afectados na televisão (...) contempla passivamente a situação enquanto constata que o Congresso rasgou em pedaços seu grande projecto de plano para o emprego apresentado com fanfarras há apenas dois meses. E não é o anúncio completamente irrealista de uma nova união aduaneira do Pacífico (sem a China) – na véspera da cimeira da APEC em que chineses e americanos se enfrentam cada vez mais duramente – que vai reforçar a sua estatura de chefe de Estado e ainda menos as suas possibilidades de reeleição".

Continuando a citar o GEAB, publicado no dia 16, "Este fracasso previsível da "super-comissão", que apenas reflecte a paralisia total do sistema político federal americano, vai ter consequências imediatas e muito pesadas: uma nova série de degradações da classificação de crédito dos Estados Unidos. A agência chinesa Dagon abriu o fogo confirmando que ia novamente baixar esta nota em caso de fracasso da "super-comissão". Mais uma vez a equipa do GEAB acertou e o desastre das negociações, anunciado dia 21, fez com que os analistas voltassem a prestar atenção aos dados americanos, lembrando que o o gigante tem pés de barro. É sabido que o endividamento privado nos EUA é claramente pior que o da Grécia.
No GEAB conclui-se que "estamos a uma polegada do pânico geral quanto à capacidade dos Estados Unidos para reembolsar a sua dívida de outra forma que não seja com dólares desvalorizados".
Consideram os analistas que "os Estados Unidos continuam a afundar a toda velocidade num endividamento crescente. Para o próximo semestre, Washington prevê emitir US$846 mil milhões de Títulos do Tesouro, ou seja, 35% mais que o ano passado no mesmo período.
Apesar da situação explosiva a Standard & Poor's garantiu que a classificação de crédito dos EUA não se vê afetada pelo fracasso da "super comissão" o que mostra a incoerência das agências de rating.
O antigo presidente director geral da Goldman Sachs, antigo governador de Nova Jersey, principal doador da campanha Obama para 2012, considerado em Agosto último para substituir Tim Geithner no posto de secretário de Estado do Tesouro foi um dos "criadores" de Obama em 2004, e agora também fracassou. Este caso atinge o cerne da relação incestuosa Wall Street / Washington que agora se começa a denunciar.
20 de novembro de 2011
É urgente a nacionalização da Banca
Temos que travar o vampirismo dos Bancos
Entre 2007 e 2010, os lucros da banca somaram mais de 10.000 milhões de euros. Lucros obtidos à custa de taxas de juro e spreads bancários muito acima do valor da taxa de juro cobrada pelo BCE.
Os 12.000 milhões de euros que o Estado vai transferir para os Bancos sâo mais que suficientes para a sua Nacionalização. Note-se que os três maiores bancos privados com sede em Portugal valiam em bolsa, a semana passada, 1.943 milhões de euros, menos de metade do que precisam para se recapitalizarem.
Recorde-se ainda que na década passada, os bancos distribuíram pelos accionistas, em dividendos, mais de 6.000 milhões de euros de um lucro global de cerca de 24.000 milhões e que entre 1994 e 2005, beneficiaram de cerca de 3.000 milhões de euros pela redução dos impostos.
Na situação de profunda crise provocada pelos Bancos, é ainda mais evidente a importância do controlo deste sector estratégico que deve ser predominantemente público. É urgente a nacionalização definitiva de todo o sector da banca e seguros.
É um crime económico contra os interesses nacionais, um roubo aos portugueses, a cedência dos 12.000 milhões de euros que vamos ter que pagar, sem as contrapartidas normais do mercado.
É igualmente um crime a privatização da actividade seguradora da Caixa Geral de Depósitos, que representa mais de 30% da actividade seguradora em Portugal.
Os portugueses que estão a ser gravemente penalizados para pagar estes crimes económicos têm que se revoltar e impedir que o Governo prejudique a nossa economia para salvar os Bancos que continuam a distribuir escandalosos dividendos.
Dados retirados da Intervenção de Jerónimo de Sousa (ver aqui)
Entre 2007 e 2010, os lucros da banca somaram mais de 10.000 milhões de euros. Lucros obtidos à custa de taxas de juro e spreads bancários muito acima do valor da taxa de juro cobrada pelo BCE.
Os 12.000 milhões de euros que o Estado vai transferir para os Bancos sâo mais que suficientes para a sua Nacionalização. Note-se que os três maiores bancos privados com sede em Portugal valiam em bolsa, a semana passada, 1.943 milhões de euros, menos de metade do que precisam para se recapitalizarem.
Recorde-se ainda que na década passada, os bancos distribuíram pelos accionistas, em dividendos, mais de 6.000 milhões de euros de um lucro global de cerca de 24.000 milhões e que entre 1994 e 2005, beneficiaram de cerca de 3.000 milhões de euros pela redução dos impostos.
Na situação de profunda crise provocada pelos Bancos, é ainda mais evidente a importância do controlo deste sector estratégico que deve ser predominantemente público. É urgente a nacionalização definitiva de todo o sector da banca e seguros.
É um crime económico contra os interesses nacionais, um roubo aos portugueses, a cedência dos 12.000 milhões de euros que vamos ter que pagar, sem as contrapartidas normais do mercado.
É igualmente um crime a privatização da actividade seguradora da Caixa Geral de Depósitos, que representa mais de 30% da actividade seguradora em Portugal.
Os portugueses que estão a ser gravemente penalizados para pagar estes crimes económicos têm que se revoltar e impedir que o Governo prejudique a nossa economia para salvar os Bancos que continuam a distribuir escandalosos dividendos.
Dados retirados da Intervenção de Jerónimo de Sousa (ver aqui)
11 de novembro de 2011
É preciso Nacionalizar os Bancos
Os bancos são os principais causadores da crise
Os Bancos têm vindo a emprestar dinheiro que não têm, a juros especulativos e na maioria estão em riscos de falência. Foi a ganância dos lucros de mais de 1 milhão de euros diários que têm sido distribuídos em dividendos aos banqueiros e acionistas, que levou à bancarrota.
Agora, com a exigência da sua recapitalização, protestam porque isso vai levar a que o Estado, (todos nós) que os está a financiar, fique também como acionista e os possa fiscalizar.
Se o Governo defendesse uma política patriótica e controlasse os Bancos, não estávamos como estamos.
A política neo-liberal que foi permitida deixou que os Bancos controlassem a economia do país em seu benefício próprio e sem controlo.
É urgente que o dinheiro que estamos a pagar para os Bancos, (mais de 20.000 milhões de financiamentos e juros) ao menos seja aplicado na urgente nacionalização da banca.
Os Bancos têm vindo a emprestar dinheiro que não têm, a juros especulativos e na maioria estão em riscos de falência. Foi a ganância dos lucros de mais de 1 milhão de euros diários que têm sido distribuídos em dividendos aos banqueiros e acionistas, que levou à bancarrota.
Agora, com a exigência da sua recapitalização, protestam porque isso vai levar a que o Estado, (todos nós) que os está a financiar, fique também como acionista e os possa fiscalizar.
Se o Governo defendesse uma política patriótica e controlasse os Bancos, não estávamos como estamos.
A política neo-liberal que foi permitida deixou que os Bancos controlassem a economia do país em seu benefício próprio e sem controlo.
É urgente que o dinheiro que estamos a pagar para os Bancos, (mais de 20.000 milhões de financiamentos e juros) ao menos seja aplicado na urgente nacionalização da banca.
Bernardino Soares desmascara esta política e o Orçamento de 2012
Jerónimo de Sousa em Évora
Governo faz jogo dos banqueiros enquanto arruína o país
O secretário-geral do PCP afirmou que "estes meses de aplicação do Pacto de agressão do FMI e União Europeia e de governo do PSD/CSD, mostram quão preocupante é o rumo que segue o país e quanto acertadas eram as nossas análises e os alertas do nosso Partido sobre as suas consequências para os portugueses e para o país".
"Vemos o país a caminhar para uma mais profunda recessão económica, a agravar todos os seus problemas com a destruição de mais emprego, de mais empresas e de mais produção nacional". Jerónimo de Sousa mostrou que com este caminho, esta política, a solução é cada vez mais difícil e os sacrificios cada vez maiores e sem resultado à vista.
" Vemos nestes meses de aplicação do Pacto de agressão quanto mentiram Portas e Passos para enganar os portugueses, ocultando as suas verdadeiras intenções" acusou Jerónimo de Sousa, que apelou para a luta organizada, contra as injustiças e para impedir o Pacto da direita que conduzirá o país à ruína, ao declínio e à perda da soberania nacional.
Disse: "Por isso nos estamos a dirigir aos trabalhadores, ao povo, aos democratas e patriotas, para que com a sua acção contribuam para construir um grande movimento popular de exigência de rejeição desse Pacto de extorsão nacional" explicando ainda que é preciso romper "com as políticas que o moldam e que nada se distinguem das que conduziram o país à crise".
Jerónimo mostrou que esta operação é um negócio dos bancos que cínicamente chamam de "ajuda".
Em juros e comissões vamos pagar 35 mil milhões (34,4 de juros, mais 665 mil de comissões), o que "significa que se teria que pagar 113 mil milhões, pelos 78 mil milhões que não são sequer para aplicar no desenvolvimento do país, mas para garantir, numa grande medida, os interesses dos senhores do dinheiro. É claro que isto é um roubo ao país e ao povo".
"Não se vê nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem o Presidente da República, nem o PS, nem a União Europeia ou o FMI, nem os comentadores que nos martelam todos os dias com a inevitabilidade de aceitar as medidas do pacto de agressão – não se vê nenhum deles a protestar. Não há problema. É para o capital, eles não levam a mal", disse Jerónimo de Sousa.
O País e os portugueses precisam de uma nova política, uma política patriótica e de esquerda, que tenha como objectivos o desenvolvimento económico, a elevação das condições de vida dos trabalhadores e das opulações, a defesa e promoção do interesse público e dos direitos dos cidadãos, o apoio efectivo às pequenas e médias empresas.
O secretário-geral do PCP concluiu com a "confiança nas nossas próprias forças e nas possibilidades que se podem abrir com a luta dos trabalhadores e do nosso povo".
O secretário-geral do PCP afirmou que "estes meses de aplicação do Pacto de agressão do FMI e União Europeia e de governo do PSD/CSD, mostram quão preocupante é o rumo que segue o país e quanto acertadas eram as nossas análises e os alertas do nosso Partido sobre as suas consequências para os portugueses e para o país".
"Vemos o país a caminhar para uma mais profunda recessão económica, a agravar todos os seus problemas com a destruição de mais emprego, de mais empresas e de mais produção nacional". Jerónimo de Sousa mostrou que com este caminho, esta política, a solução é cada vez mais difícil e os sacrificios cada vez maiores e sem resultado à vista.
" Vemos nestes meses de aplicação do Pacto de agressão quanto mentiram Portas e Passos para enganar os portugueses, ocultando as suas verdadeiras intenções" acusou Jerónimo de Sousa, que apelou para a luta organizada, contra as injustiças e para impedir o Pacto da direita que conduzirá o país à ruína, ao declínio e à perda da soberania nacional.
Disse: "Por isso nos estamos a dirigir aos trabalhadores, ao povo, aos democratas e patriotas, para que com a sua acção contribuam para construir um grande movimento popular de exigência de rejeição desse Pacto de extorsão nacional" explicando ainda que é preciso romper "com as políticas que o moldam e que nada se distinguem das que conduziram o país à crise".
Jerónimo mostrou que esta operação é um negócio dos bancos que cínicamente chamam de "ajuda".
Em juros e comissões vamos pagar 35 mil milhões (34,4 de juros, mais 665 mil de comissões), o que "significa que se teria que pagar 113 mil milhões, pelos 78 mil milhões que não são sequer para aplicar no desenvolvimento do país, mas para garantir, numa grande medida, os interesses dos senhores do dinheiro. É claro que isto é um roubo ao país e ao povo".
"Não se vê nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem o Presidente da República, nem o PS, nem a União Europeia ou o FMI, nem os comentadores que nos martelam todos os dias com a inevitabilidade de aceitar as medidas do pacto de agressão – não se vê nenhum deles a protestar. Não há problema. É para o capital, eles não levam a mal", disse Jerónimo de Sousa.
O País e os portugueses precisam de uma nova política, uma política patriótica e de esquerda, que tenha como objectivos o desenvolvimento económico, a elevação das condições de vida dos trabalhadores e das opulações, a defesa e promoção do interesse público e dos direitos dos cidadãos, o apoio efectivo às pequenas e médias empresas.
O secretário-geral do PCP concluiu com a "confiança nas nossas próprias forças e nas possibilidades que se podem abrir com a luta dos trabalhadores e do nosso povo".
6 de novembro de 2011
Quem engorda e quem emagrece
A luta ideológica e os falsos argumentos
Servindo-me de uma importante análise do economista Carlos Carvalhas, publicada na revista Militante nº 315, vou destacar algumas reflexões que desmascaram os argumentos que servem a ideologia dominante, que sustenta esta política de direita, para servir os interesses da classe exploradora, dos grupos financeiros que dominam a economia.
Servindo-me de uma importante análise do economista Carlos Carvalhas, publicada na revista Militante nº 315, vou destacar algumas reflexões que desmascaram os argumentos que servem a ideologia dominante, que sustenta esta política de direita, para servir os interesses da classe exploradora, dos grupos financeiros que dominam a economia.
Estas reflexões podem ser vistas no separador "Conceitos" deste blog.
Ver em http://c-de.blogspot.com/p/conceitos.html
Ver em http://c-de.blogspot.com/p/conceitos.html
3 de novembro de 2011
É isto a Democracia?
Soberania Nacional já não existe na Europa?
Sarkozy, ditador, ficou alarmado com a consulta popular na Grécia. Perante a inevitabilidade desta ser decidida, atreveu-se a dar ordens ao governo grego sobre o que deve ser perguntado no referendo.
A democracia serve apenas de fachada para impor o projeto do capital financeiro.
Sarkozy, ditador, ficou alarmado com a consulta popular na Grécia. Perante a inevitabilidade desta ser decidida, atreveu-se a dar ordens ao governo grego sobre o que deve ser perguntado no referendo.
A democracia serve apenas de fachada para impor o projeto do capital financeiro.
2 de novembro de 2011
Referendo atrevido
Uma pedra no "charco" da Europa dos Bancos.
Uma consulta ao povo, num problema vital para o país, parece ter desorientado as "democracias". Ninguem esperava que uma decisão dos que mandam na Europa, pudesse ser referendada.
A história não é nova. Já o Presidente da República da Islândia exigiu que o povo se pronunciasse sobre o plano do governo para pagar a dívida desse país. Nessa altura isso foi "abafado" pois constituia um mau exemplo.
O que é certo é que as crises e as medidas de austeridade têm sido tratadas sem a participação popular.
Não tem sido explicada a origem destas crises e, muito menos, as alternativas para as superar.
As vozes que o tentam fazer, têm sido abafadas e as televisões e jornais quase não lhes dão "tempo de antena".
Temos que exigir conhecer a origem da crise.
Queremos saber quem são os responsáveis.
Exigimos saber para onde está a ir o dinheiro das tais "ajudas", com juros especulativos, que se pagam aos bancos.
É evidente que não é com a política que provocou a crise que vamos sair dela.
Na Grécia, o Governo parece ter chegado à conclusão, após as medidas impostas pela cimeira, que as "ajudas" que a Europa está a dar, nada resolvem e, pelo contrário, tornam mais difícil a recuperação e o país cada vez mais dependente.
Em Portugal a situação é semelhante. Com as medidas das troikas o país está a afundar-se.
Não é com emprestimos a 20% que vamos saír da crise.
Não é a pagar as dívidas que os bancos criaram que desenvolvemos a economia.
Não é a vender ao desbarato as empresas públicas que o Estado pode controlar o crescimento.
Não é a aumentar o tempo de trabalho e o desemprego e a reduzir os salários que se aumenta a produtividade.
Claro que, aos banqueiros e às actividades especulativas, que nada produzem, não convem alterar o rumo das coisas. É com as "ajudas" e os juros que eles ganham. A crise, para eles, não tem dado grandes prejuizos, pelo contrário. Por isso lhes convém não desestabilizar este negócio.
O pior que lhes poderia acontecer era o povo fiscalizar esta política.
Um referendo, apesar de um ato isolado, é uma ação fiscalizadora que não pode ser permitido, nestas "democracias" em que o povo apenas serve para votar (depois de bem enganado).
É certo que também se pode enganar o povo com um referendo. Mas é um risco e, sobretudo, um mau exemplo que pode "contaminar" outros povos.
Segundo esses interesses, a estabilidade é deixar os bancos, os "mercados", decidir e o povo limitar-se a pagar.
Por isso, a decisão do Governo grego foi uma pedra neste charco (tranquilo) da Europa dos bancos.
Uma consulta ao povo, num problema vital para o país, parece ter desorientado as "democracias". Ninguem esperava que uma decisão dos que mandam na Europa, pudesse ser referendada.
A história não é nova. Já o Presidente da República da Islândia exigiu que o povo se pronunciasse sobre o plano do governo para pagar a dívida desse país. Nessa altura isso foi "abafado" pois constituia um mau exemplo.
O que é certo é que as crises e as medidas de austeridade têm sido tratadas sem a participação popular.
Não tem sido explicada a origem destas crises e, muito menos, as alternativas para as superar.
As vozes que o tentam fazer, têm sido abafadas e as televisões e jornais quase não lhes dão "tempo de antena".
Temos que exigir conhecer a origem da crise.
Queremos saber quem são os responsáveis.
Exigimos saber para onde está a ir o dinheiro das tais "ajudas", com juros especulativos, que se pagam aos bancos.
É evidente que não é com a política que provocou a crise que vamos sair dela.
Na Grécia, o Governo parece ter chegado à conclusão, após as medidas impostas pela cimeira, que as "ajudas" que a Europa está a dar, nada resolvem e, pelo contrário, tornam mais difícil a recuperação e o país cada vez mais dependente.
Em Portugal a situação é semelhante. Com as medidas das troikas o país está a afundar-se.
Não é com emprestimos a 20% que vamos saír da crise.
Não é a pagar as dívidas que os bancos criaram que desenvolvemos a economia.
Não é a vender ao desbarato as empresas públicas que o Estado pode controlar o crescimento.
Não é a aumentar o tempo de trabalho e o desemprego e a reduzir os salários que se aumenta a produtividade.
Claro que, aos banqueiros e às actividades especulativas, que nada produzem, não convem alterar o rumo das coisas. É com as "ajudas" e os juros que eles ganham. A crise, para eles, não tem dado grandes prejuizos, pelo contrário. Por isso lhes convém não desestabilizar este negócio.
O pior que lhes poderia acontecer era o povo fiscalizar esta política.
Um referendo, apesar de um ato isolado, é uma ação fiscalizadora que não pode ser permitido, nestas "democracias" em que o povo apenas serve para votar (depois de bem enganado).
É certo que também se pode enganar o povo com um referendo. Mas é um risco e, sobretudo, um mau exemplo que pode "contaminar" outros povos.
Segundo esses interesses, a estabilidade é deixar os bancos, os "mercados", decidir e o povo limitar-se a pagar.
Por isso, a decisão do Governo grego foi uma pedra neste charco (tranquilo) da Europa dos bancos.
Perguntas evidentes
Gato escondido com o rabo de fora
Como é que um referendo, uma consulta ao povo, amedronta e põe em pânico, estas "democracias"?
Então democracia já não é o poder do povo e para o povo?
Como é que um referendo, uma consulta ao povo, amedronta e põe em pânico, estas "democracias"?
Então democracia já não é o poder do povo e para o povo?
O governo faz o mal e a caramunha
Paulo Portas e as falinhas mansas
Na televisão, Paulo Portas deu a deixa da estratégia do "comer e calar". Disse que os portugueses devem ver o exemplo da Grécia que, se afunda, porque o povo está a desestabilizar as soluções que foram encontradas para salvar o país e a Europa.
Esperteza bastante primária. Felizmente as pessoas estão a aprender depois de tanto sugadas pelos vampiros.
As soluções para a crise, segundo a política que ele defende são: aumentar o horário de trabalho e reduzir os ordenados; aumentar o desemprego e reduzir os apoios sociais...etc. etc.
Não foram os trabalhadores que criaram a situação que estamos a viver. No texto abaixo isso é bem demonstrado. (clicar aqui)
Em Portugal, como em quase todos os países capitalistas, os grandes grupos financeiros vêm há anos a aproveitar a "crise" que criaram, para acentuar a exploração e fazer uma transfusão de dinheiro das classes exploradas para os grandes exploradores. A "crise" é para a maioria mas, para eles, a crise é um negócio muito lucrativo. Este facto é indesmentível pois os muito ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. As camadas médias da população, também elas exploradas, estão a desaparecer para se juntarem às camadas mais pobres.
Nos últimos 12 meses, o crescimento da fortuna dos mais ricos foi 2 vezes superior ao aumento da riqueza a nível mundial. Os mais ricos do mundo, 1% da população mundial, controlam quase 40% (exactamente 38,7%) da riqueza de todo o mundo!
Os governos eleitos pelos povos, fazem a política neoliberal dos poderosos, acentuando as desigualdas atravéz do que chamam "austeridade". Austeridade para a maioria, mas eles continuam a sugar o sangue e o dinheiro dos que trabalham.
Paulo Portas, avisou: Não podemos desestabilizar. Porque os "mercados" ficam nervosos (por perderem o negócio), e depois é pior.
Ou seja. Paulo Portas defende que devemos "comer e calar", porque quem manda são os "mercados".
Mas afinal quem desestabiliza?
Os que refilam por estarem a ser roubados, ou os que roubam?
Os que obrigam a trabalhar de graça, para poderem despedir mais, ou os que trabalham e não recebem?
Dizia Bertolt Brecht: "Dizem violento o rio que tudo arrasta..., mas não dizem violentas as margens que o oprimem".
Na televisão, Paulo Portas deu a deixa da estratégia do "comer e calar". Disse que os portugueses devem ver o exemplo da Grécia que, se afunda, porque o povo está a desestabilizar as soluções que foram encontradas para salvar o país e a Europa.Esperteza bastante primária. Felizmente as pessoas estão a aprender depois de tanto sugadas pelos vampiros.
As soluções para a crise, segundo a política que ele defende são: aumentar o horário de trabalho e reduzir os ordenados; aumentar o desemprego e reduzir os apoios sociais...etc. etc.
Não foram os trabalhadores que criaram a situação que estamos a viver. No texto abaixo isso é bem demonstrado. (clicar aqui)
Em Portugal, como em quase todos os países capitalistas, os grandes grupos financeiros vêm há anos a aproveitar a "crise" que criaram, para acentuar a exploração e fazer uma transfusão de dinheiro das classes exploradas para os grandes exploradores. A "crise" é para a maioria mas, para eles, a crise é um negócio muito lucrativo. Este facto é indesmentível pois os muito ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. As camadas médias da população, também elas exploradas, estão a desaparecer para se juntarem às camadas mais pobres.
Nos últimos 12 meses, o crescimento da fortuna dos mais ricos foi 2 vezes superior ao aumento da riqueza a nível mundial. Os mais ricos do mundo, 1% da população mundial, controlam quase 40% (exactamente 38,7%) da riqueza de todo o mundo!
Os governos eleitos pelos povos, fazem a política neoliberal dos poderosos, acentuando as desigualdas atravéz do que chamam "austeridade". Austeridade para a maioria, mas eles continuam a sugar o sangue e o dinheiro dos que trabalham.
Paulo Portas, avisou: Não podemos desestabilizar. Porque os "mercados" ficam nervosos (por perderem o negócio), e depois é pior.
Ou seja. Paulo Portas defende que devemos "comer e calar", porque quem manda são os "mercados".
Mas afinal quem desestabiliza?
Os que refilam por estarem a ser roubados, ou os que roubam?
Os que obrigam a trabalhar de graça, para poderem despedir mais, ou os que trabalham e não recebem?
Dizia Bertolt Brecht: "Dizem violento o rio que tudo arrasta..., mas não dizem violentas as margens que o oprimem".
1 de novembro de 2011
Crise do capitalismo
Do blog Olhar à esquerda, retirei este fragmento de um texto de Juvenal que aconselho a ler:
O PADRASTO DA CRISE INTERNACIONAL
Já todos percebemos que a dramática crise que estamos a viver, é provocada pelo sistema bancário e pelas dívidas soberanas.
... na sua origem está uma golpada do Sistema Capitalista, proporcionada pelo sistema bancário americano.
Se é verdade que a questão do “Sub-prime” foi o detonador da crise, as razões mais profundas são a dívida contabilizada de cerca de 16 triliões de dólares, o passivo que os Estados Unidos têm a descoberto e se calcula na ordem dos 115 Triliões de dólares, mais a parcela de dólares que circula à sorrelfa e se calcula que sejam quatro vezes mais do que as emissões oficiais.
O sistema de emissão da moeda americana, estando na mão de entidades privadas, a celebrada Reserva Federal, tem permitido todas as barbaridades...
Texto completo (aqui)
O PADRASTO DA CRISE INTERNACIONAL
Já todos percebemos que a dramática crise que estamos a viver, é provocada pelo sistema bancário e pelas dívidas soberanas.
... na sua origem está uma golpada do Sistema Capitalista, proporcionada pelo sistema bancário americano.
Se é verdade que a questão do “Sub-prime” foi o detonador da crise, as razões mais profundas são a dívida contabilizada de cerca de 16 triliões de dólares, o passivo que os Estados Unidos têm a descoberto e se calcula na ordem dos 115 Triliões de dólares, mais a parcela de dólares que circula à sorrelfa e se calcula que sejam quatro vezes mais do que as emissões oficiais.
O sistema de emissão da moeda americana, estando na mão de entidades privadas, a celebrada Reserva Federal, tem permitido todas as barbaridades...
Texto completo (aqui)
30 de outubro de 2011
Canto da sereia ou canto do cisne?
Cada dia Passos Coelho acrescenta um ponto
Mesmo sem referir as mentiras da Campanha Eleitoral, já no Governo, Passos Coelho tem vindo dia após dia a anunciar o prolongamento da austeridade. Primeiro era 2012, rapidamente passou para 2013, já referiu o 2014 e agora são "mais alguns anos". Que política é esta?
Se a dívida é grande há responsáveis e beneficiados. Quem são eles?
Expliquem-nos a origem desta crise do capitalismo! O que sabemos é que as grandes fortunas estão a aumentar e as desigualdades são cada vez maiores. Porquê? O Governo eleito para nos defender tem obrigação de explicar para onde foi o nosso dinheiro. Não basta dizer que se gastou. Se se gastou alguém o ganhou. Os trabalhadores que criam a riqueza não o ganharam pois estão cada vez mais pobres. Quem o ganhou? Como? A trabalhar?
Mesmo sem referir as mentiras da Campanha Eleitoral, já no Governo, Passos Coelho tem vindo dia após dia a anunciar o prolongamento da austeridade. Primeiro era 2012, rapidamente passou para 2013, já referiu o 2014 e agora são "mais alguns anos". Que política é esta?
Se a dívida é grande há responsáveis e beneficiados. Quem são eles?
Expliquem-nos a origem desta crise do capitalismo! O que sabemos é que as grandes fortunas estão a aumentar e as desigualdades são cada vez maiores. Porquê? O Governo eleito para nos defender tem obrigação de explicar para onde foi o nosso dinheiro. Não basta dizer que se gastou. Se se gastou alguém o ganhou. Os trabalhadores que criam a riqueza não o ganharam pois estão cada vez mais pobres. Quem o ganhou? Como? A trabalhar?
28 de outubro de 2011
As medidas para salvar... quem?
O G20 e a Cimeira
O G20 é o grupo das principais potências desenvolvidas e emergentes. Assume-se líder da política económica no mundo, ainda que, no seu seio tenha economias muito distintas.
Na sua última reunião antes da Cimeira da UE, os ministros e banqueiros centrais dos 20 "exigiram" ao seus parceiros europeus, as medidas para resolver a crise e evitar "contágios".
Tentando ler nas linhas e entrelinhas do que foi divulgado, concluo que as medidas, segundo os interesses do grande capital financeiro, são, entre outras:
a) sacar dos paises que os "mercados" considerem em dificuldade, o máximo de vantagens, aumentando ou reduzindo as suas notações, conforme convenha, para que o negócio dos juros seja mais lucrativo. Se necessário dar mais alguma erva à vaca para que esta não morra e dê mais leite.
b) reduzir até onde for possível os direitos dos trabalhadores, para tornar ainda mais acentuada a exploração.
c) Dar ao FMI, um papel mais importante na execução destas políticas.
d) Que os sacrifícios pedidos aos povos permitam capitalizar os bancos para que tenham acesso suficiente a financiamentos, e assim prosseguirm na sua prática especulativa. A recapitalização da banca europeia, está estimada entre €192-228 mil milhões (segundo um estudo de Constantin Gurdgiev) e €275 mil milhões, segundo contas do Morgan Stanley divulgadas pelo Financial Times.
e) Fazer participar os países emergentes (porque os desenvolvidos estão falidos) com excedentes nas suas balanças, para evitar uma nova recessão, nos países desenvolvidos, associada ao pânico financeiro.
É o que a Cimeira decidiu fazer a que o nosso Governo obedece.
O G20 é o grupo das principais potências desenvolvidas e emergentes. Assume-se líder da política económica no mundo, ainda que, no seu seio tenha economias muito distintas.
Na sua última reunião antes da Cimeira da UE, os ministros e banqueiros centrais dos 20 "exigiram" ao seus parceiros europeus, as medidas para resolver a crise e evitar "contágios".
Tentando ler nas linhas e entrelinhas do que foi divulgado, concluo que as medidas, segundo os interesses do grande capital financeiro, são, entre outras:
a) sacar dos paises que os "mercados" considerem em dificuldade, o máximo de vantagens, aumentando ou reduzindo as suas notações, conforme convenha, para que o negócio dos juros seja mais lucrativo. Se necessário dar mais alguma erva à vaca para que esta não morra e dê mais leite.
b) reduzir até onde for possível os direitos dos trabalhadores, para tornar ainda mais acentuada a exploração.
c) Dar ao FMI, um papel mais importante na execução destas políticas.
d) Que os sacrifícios pedidos aos povos permitam capitalizar os bancos para que tenham acesso suficiente a financiamentos, e assim prosseguirm na sua prática especulativa. A recapitalização da banca europeia, está estimada entre €192-228 mil milhões (segundo um estudo de Constantin Gurdgiev) e €275 mil milhões, segundo contas do Morgan Stanley divulgadas pelo Financial Times.
e) Fazer participar os países emergentes (porque os desenvolvidos estão falidos) com excedentes nas suas balanças, para evitar uma nova recessão, nos países desenvolvidos, associada ao pânico financeiro.
É o que a Cimeira decidiu fazer a que o nosso Governo obedece.
Recapitalização dos Bancos
Quem vai pagar a recapitalização dos Bancos?
O jornal de Negócios informava ontem que "Falando em Bruxelas no final da cimeira da Zona Euro, Passos Coelho disse que não pode "ainda confirmar" o valor de 7.804 milhões de euros que a Autoridade Europeia de Bancos estimou, na quarta-feira, necessários para os bancos portugueses se capitalizarem, mas admitiu que esse montante está dentro das previsões de Lisboa e também dentro do envelope financeiro para o efeito contemplado no programa da "troika".
O jornal de Negócios informava ontem que "Falando em Bruxelas no final da cimeira da Zona Euro, Passos Coelho disse que não pode "ainda confirmar" o valor de 7.804 milhões de euros que a Autoridade Europeia de Bancos estimou, na quarta-feira, necessários para os bancos portugueses se capitalizarem, mas admitiu que esse montante está dentro das previsões de Lisboa e também dentro do envelope financeiro para o efeito contemplado no programa da "troika".
21 de outubro de 2011
Os responsáveis pela "crise"
Viródisco e tocómesmo
Notícia do Diário Digital:
Crise: «Culpados não são todos do mesmo partido» - Rui Rio
Rui Rio respondeu assim a uma questão que lhe foi dirigida após dar uma conferência sobre o tema «Política e Economia: ideias para enfrentar a crise», integrada no projeto «Porto de Desafios», do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), no âmbito das comemorações dos 125 anos desta escola.
A questão era sobre a responsabilização, em sede judicial, dos governantes que tomaram decisões que vieram a lesar o país, um tema de que se tem falado nos últimos dias por causa da crise profunda em que se encontra Portugal.
Comentário:
Grande novidade! Há muito que sabemos que os responsáveis pela situação que vivemos, são os políticos da direita que há 35 anos traíram o 25 de Abril, têm vindo a desrespeitar a Constituição e as promessas com que enganam os eleitores, para fazer uma política de classe a favor dos grandes grupos financeiros, nacionais e estrangeiros. São os governos alternados do PS, do PSD e do CDS-PP. Vira o disco e toca o mesmo.
Notícia do Diário Digital:
Crise: «Culpados não são todos do mesmo partido» - Rui Rio
O presidente da Câmara Municipal do Porto afirmou quinta-feira à noite que «não há um culpado» apenas pela crise em que o país está mergulhado, considerando que «há muitos culpados e não são todos do mesmo partido».
Rui Rio respondeu assim a uma questão que lhe foi dirigida após dar uma conferência sobre o tema «Política e Economia: ideias para enfrentar a crise», integrada no projeto «Porto de Desafios», do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), no âmbito das comemorações dos 125 anos desta escola.
A questão era sobre a responsabilização, em sede judicial, dos governantes que tomaram decisões que vieram a lesar o país, um tema de que se tem falado nos últimos dias por causa da crise profunda em que se encontra Portugal.
Comentário:
Grande novidade! Há muito que sabemos que os responsáveis pela situação que vivemos, são os políticos da direita que há 35 anos traíram o 25 de Abril, têm vindo a desrespeitar a Constituição e as promessas com que enganam os eleitores, para fazer uma política de classe a favor dos grandes grupos financeiros, nacionais e estrangeiros. São os governos alternados do PS, do PSD e do CDS-PP. Vira o disco e toca o mesmo.
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