O que é a "estratégia do empobrecimento" de que tanto se tem falado?
É na realidade a estratégia do capitalismo financeiro internacional que visa, um objectivo, que podemos dividir em duas:
1 - A transferência de dinheiro de quem o produz para os que detêm os meios de exploração e o poder representado pelos bancos ou "mercados".
2 - O enfraquecimento da luta da classe explorada.
A primeira, que se processa pela dependência crescente dos Estados face aos Bancos e "mercados", através de empréstimos e juros que são sempre crescentes, justifica que os Governos apliquem as medidas de "austeridade", instrumento decisivo no acentuar das desigualdades. Os ricos em menor número mas cada vez mais ricos, e os pobres cada vez em maior número e mais pobres.
A segunda, a que tem a principal carga política, visa retirar força e meios aos trabalhadores, para dificultar a luta contra a exploração e, portanto, impedir a transformação da sociedade que, segundo eles, é eterna (o fim da história) o capitalismo.
A estratégia do empobrecimento é, entre outros:
- Aumento do desemprego para, através da chantagem - ou aceitas ou não tens trabalho - conseguir destruir todos os direitos dos trabalhadores.
Conseguem assim, com a conivência dos governos de direita, ao seu serviço, os meios para destruir os "contratos de trabalho" e praticar as arbitrariedades que entendem. São exemplos o salário mínimo, salário justo, horários de trabalho, despedimentos, entre muitos outros.
Trabalhadores que trabalham, pois o capitalismo não pode prescindir deles, ganham cada vez menos, face ao custo de vida, e têm horários de trabalho mais longos.
Trabalhadores que não trabalham, desempregados, não têm meios de subsistência e têm que dedicar os poucos meios que têm para conseguirem sobreviver.
Reformados, que agora poderiam ter maior participação na sociedade, vêm reduzidas as pensões para que descontaram uma vida, e os seus recursos são todos voltados para a ajuda aos filhos e netos na maioria, desempregados.
São evidentes os condicionamentos criados aos trabalhadores, sem rendimentos, nomeadamente na sua capacidade de organização e luta.
Dos restantes membros da sociedade, os jovens, se são filhos de trabalhadores, têm que abandonar os estudos e encontrar meios para sobreviver.
Os jovens filhos dos ricos, no poder, terão então oportunidade de continuar a estudar, em escolas privadas, e aprender as técnicas de domínio da sociedade capitalista, nos governos, nas administrações das empresas, que os pais lhes entregam como herança.
Parece estar assim garantida a prossecução do capitalismo, pelo empobrecimento, ou melhor, pelo enfraquecimento da luta dos trabalhadores.
Em paralelo com esta estratégia financeira, funciona uma outra, mais ideológica, que lhe dá suporte. O empobrecimento ou adormecimento das consciências.
Com uma pequena parte do dinheiro que subtraem aos trabalhadores, compram os meios de comunicação social, pagam bem a jornalistas que os sirvam, publicitários, comentadores, polítólogos, fazedores de opinião, do pensamento único, e a vários outros que os servem, formando assim uma "claque" de admiradores que vivem das migalhas que os grandes lhes vão dando. Essa "claque", alimenta a campanha ideológica que sustenta esta "democracia" que não é democracia. São os que servem para enganar, para desviar as atenções dos verdadeiros problemas dos trabalhadores, dizendo as coisas que bem conhecemos, para nos convencerem, para nos adormecerem. E, infelizmente, em parte conseguem.
Outras "sub-estratégias", como a guerra, o terrorismo que o imperialismo alimenta, concorrem também para os mesmos objectivos.
Mas, há sempre um mas, apesar da força dos muito ricos e empobrecimento dos cada vez mais pobres, há algumas condições que o capitalismo não consegue controlar.
Entre elas é a diferença numérica entre exploradores e explorados, entre muito ricos e muito pobres. Outra, a principal, é a inteligência das pessoas.
Felizmente, os trabalhadores, também têm cérebro. Por isso há cada vez mais os que têm confiança, determinação, inteligência e, apesar das estratégias e força do capitalismo, apesar dos sacrifícios, transmitem essa confiança e acrescentam à luta outros explorados, num processo imparável e indestrutível.
Uma nota para futura reflexão:
Sendo indispensável, não basta a confiança, a determinação e força para combater.
É necessário inteligência, adquirir os conhecimentos e as capacidades para, em todos os domínios da nossa actividade, da nossa luta, juntar a força ao saber fazer (e bem). Aprender, aprender sempre.
C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de... Cultura
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24 de outubro de 2015
1 de setembro de 2015
O negócio das "ajudas"
Os cérebros do capitalismo, engendraram um lucrativo negócio:
Vamos ver como, nesta conversa
- Como sabemos a melhor forma de obter dinheiro é montar um Banco.
Com o dinheiro dos outros, e são muitos, fazem-se os melhores negócios.
Se o Banco a fundar tiver bons propagandistas, está garantida a entrada de dinheiro. Muitos poucos fazem muito.
Vou-vos explicar o esquema:
Nome do Banco: Banco Central Europeu.
A quem pertence o Banco: A uma Holding chamada União Europeia.
Accionistas: Os do costume. Os grandes capitalistas, aqueles que já acumularam muito dinheiro.
Marketing: O plano está a ser organizado.
Tema base da propaganda: A Europa connosco, a Europa solidária que "ajuda" os mais fracos.
Argumento principal: Portugal vai passar para o pelotão da frente e juntar-se aos mais ricos.
Propagandistas: Os partidos da Social Democracia. Vocês e o PSD com quem também já falámos.
Condições a criar: Uma moeda única para que ninguém possa fugir, nem alterar as condições cambiais. (chamemos-lhe Euro).
Esquema do negócio: Idêntico ao de todos os bancos. Se tem dado certo, noutros sítios com o FMI é melhor não inovar. O Banco recebe uma renda fixa para as despesas e dinheiro de outros para o guardar, Entretanto empresta a quem precisa, com juros, claro.
A grande novidade está na forma de fazer com que precisem de ajuda. Sim porque se um Banco não tiver a quem emprestar dinheiro, não faz negócio.
Então que pensaram os nossos cérebros?
Fazer acordos e regulamentos na seguinte base:
O Banco está aqui para ajudar e pôr os mais fracos no pelotão da frente (lembram-se?), mas para isso é preciso que obedeçam às nossas regras.
- Nossas de quem?
- Nossas de todos nós. Isto é democracia. Os nossos amigos sociais democratas, garantem-nos que as regras de todos são as que nós precisamos que sejam.
- Nós quem?
- Nós, os que temos o vosso dinheiro bem guardado.
- E quais são essas regras?
- Primeiro, vamos atribuir subsídios aos mais fracos.
- Isso é bom com os subsídios os mais fracos investem na produção para ficar mais fortes.
- Não, não e não! Aqui é que está uma das grandes descobertas. Nós damos subsídios para destruírem os vossos meios de produção. Para afundar barcos de pesca, para destruir culturas, para não produzirem mais leite, nem vinho, para acabar com estaleiros navais para não fazerem mais barcos, não vão vocês querer substituir os que foram afundados, acabar com indústrias, com as fábricas que já existam nos países mais ricos da União, para não terem que trabalhar. Não precisamos de concorrência. Nós, os mais ricos trabalhamos para vocês que em contrapartida recebem subsídios.
- Sempre?
- Não, isso é só para ganhar clientes, depois acaba.
- Então e depois.
- Depois vocês vendem os bens do Estado, porque o Estado precisa de emagrecer, para nós engordarmos. Vendem os bancos para os nossos accionistas, vendem os Hospitais, vendem as grandes empresas estratégicas, os transportes a energia e a água e tudo o resto que tiverem. Assim vocês não precisam de se preocupar a gerir isso tudo. E como o Estado fica sem nada, as reclamações dos utentes passam para os privados. É ou não uma boa ideia? Vocês ganham o dinheiro dos ordenados de Ministros e quase que não precisam de fazer nada pois o estado fica apenas com o que não pode dar lucro.
- Isso parece boa ideia mas não sei se o povo vai aceitar.
- Aceita, aceita. Esse é o vosso trabalho. Fazer com que o povo aceite.
- Os nossos amigos do PSD e do CDS não devem ter problemas. Mas nós somos socialistas e não sei se os nossos sócios aceitam.
- A primeira coisa que têm a fazer, e já, é pôr o Socialismo na gaveta e bem escondido. Isso do socialismo poderia ser perigoso e estraga-nos o negócio.
- Mas se não temos actividade produtiva o desemprego aumenta muitíssimo.
- Isso faz parte do Plano. Como o desemprego aumenta podem baixar os ordenados e aumentar as horas de trabalho. O aumentar os horários de trabalho vai fazer com que os trabalhadores não tenham tempo para nada nem para se organizar. E quando os ordenados estiverem bastante baixos e haja muita gente a viver do subsídio de desemprego, que é pago pelos que trabalham, nós aceitamos imigrantes. Vêm trabalhar para nós com salários baixos mas ainda assim superiores aos que têm no vosso país. Assim conseguimos também reduzir os sindicalizados e dar cabo dos sindicatos.
- Então o país vai ficar despovoado.
- Não. Como o vosso país têm um bom clima vamos nós viver para lá. Compramos as vossas casas, que devem estar ao desbarato porque vazias, e os terrenos para belas quintas devem estar também a bom preço.
- Vocês têm tudo pensado.
- Nós não brincamos em serviço!
- Mas depois de acabarem os subsídios vamos ficar aflitos.
- Aí está a função central do Banco Central Europeu que vamos criar. O Banco empresta dinheiro a juros razoáveis.
- Mas como vamos pagar os juros?
- Com novos empréstimos.
- Assim aumentamos a dívida.
- Nessa altura, vocês aumentam os impostos para pagar os juros. Calculamos que podemos captar dos trabalhadores cerca de 800 milhões de euros mensais o que pode dar 10.000 milhões anuais. Depois ainda há o que pagam indirectamente nos impostos sobre o que compram, incluindo a electricidade, a água, o gás e a gasolina e muitas outras coisas. Não se importem com a dívida. O que é preciso é pagarem os juros para que as nossas receitas sejam certas e regulares de cerca de 10 a 15 mil milhões de euros anuais. Temos ainda as receitas das empresas que foram privatizadas o que, depois da distribuição aos respectivos accionistas, nos permitirá arrecadar mais 10 mil milhões de euros anuais.
- Mas se os trabalhadores ganham menos e a maioria está desempregada, o povo não aguenta.
- Ai aguenta, aguenta.
- Mas o descontentamento aumenta muito e o negócio acaba por dar para o torto. Lembrem-se que o Partido Comunista tem muita força e não nos deixa fazer tudo o que queremos.
- Esse é o único problema que nós não temos solucionado. Não podemos controlar os comunistas. Por isso estamos a tomar medidas para comprar toda a comunicação social para vos ajudar na propaganda e a esquecer os comunistas. Depois sabem bem que Salazar fez um bom trabalho durante 50 anos, com a campanha anti-comunista que ficou na cabeça das pessoas. A Igreja faz essa campanha há muitos mais anos e pode aí dar também uma ajuda importante pois o povo mais ignorante, principalmente, é muito religioso. O que é necessário é que nas eleições vocês sejam imaginativos. Não se importem de mentir pois isso dá sempre resultado. É preciso que vão mudando as pessoas. Uma vez governam vocês outras vezes governa o PSD e depois cada um atira as culpas para o anterior. Isso pega sempre. O povo é de memória curta e a comunicação social vai entretendo as pessoas com as discussões entre vocês. Bem sabem que estamos aqui para vos ajudar, tal como ajudamos no 25 de Novembro.
- Mesmo assim a revolta será cada vez maior.
- Não se preocupem. Temos um plano B que é inventar uma crise para que sirva de desculpa para tudo. Mas, simultâneamente, nós vamos tomando medidas legais e repressivas para impedir que estale a revolução. O que é preciso é atrasar a consciência dos trabalhadores. Aí têm que ser vocês a trabalhar. Seja com UGT, seja com Futebol, ou outras coisas, o trabalho aí vai ser vosso.
Vamos ver como, nesta conversa
- Como sabemos a melhor forma de obter dinheiro é montar um Banco.
Com o dinheiro dos outros, e são muitos, fazem-se os melhores negócios.
Se o Banco a fundar tiver bons propagandistas, está garantida a entrada de dinheiro. Muitos poucos fazem muito.
Vou-vos explicar o esquema:
Nome do Banco: Banco Central Europeu.
A quem pertence o Banco: A uma Holding chamada União Europeia.
Accionistas: Os do costume. Os grandes capitalistas, aqueles que já acumularam muito dinheiro.
Marketing: O plano está a ser organizado.
Argumento principal: Portugal vai passar para o pelotão da frente e juntar-se aos mais ricos.
Propagandistas: Os partidos da Social Democracia. Vocês e o PSD com quem também já falámos.
Condições a criar: Uma moeda única para que ninguém possa fugir, nem alterar as condições cambiais. (chamemos-lhe Euro).Esquema do negócio: Idêntico ao de todos os bancos. Se tem dado certo, noutros sítios com o FMI é melhor não inovar. O Banco recebe uma renda fixa para as despesas e dinheiro de outros para o guardar, Entretanto empresta a quem precisa, com juros, claro.
A grande novidade está na forma de fazer com que precisem de ajuda. Sim porque se um Banco não tiver a quem emprestar dinheiro, não faz negócio.
Então que pensaram os nossos cérebros?
Fazer acordos e regulamentos na seguinte base:
O Banco está aqui para ajudar e pôr os mais fracos no pelotão da frente (lembram-se?), mas para isso é preciso que obedeçam às nossas regras.
- Nossas de quem?
- Nossas de todos nós. Isto é democracia. Os nossos amigos sociais democratas, garantem-nos que as regras de todos são as que nós precisamos que sejam.
- Nós quem?
- Nós, os que temos o vosso dinheiro bem guardado.
- E quais são essas regras?
- Primeiro, vamos atribuir subsídios aos mais fracos.
- Isso é bom com os subsídios os mais fracos investem na produção para ficar mais fortes.
- Não, não e não! Aqui é que está uma das grandes descobertas. Nós damos subsídios para destruírem os vossos meios de produção. Para afundar barcos de pesca, para destruir culturas, para não produzirem mais leite, nem vinho, para acabar com estaleiros navais para não fazerem mais barcos, não vão vocês querer substituir os que foram afundados, acabar com indústrias, com as fábricas que já existam nos países mais ricos da União, para não terem que trabalhar. Não precisamos de concorrência. Nós, os mais ricos trabalhamos para vocês que em contrapartida recebem subsídios.
- Sempre?
- Não, isso é só para ganhar clientes, depois acaba.
- Então e depois.- Depois vocês vendem os bens do Estado, porque o Estado precisa de emagrecer, para nós engordarmos. Vendem os bancos para os nossos accionistas, vendem os Hospitais, vendem as grandes empresas estratégicas, os transportes a energia e a água e tudo o resto que tiverem. Assim vocês não precisam de se preocupar a gerir isso tudo. E como o Estado fica sem nada, as reclamações dos utentes passam para os privados. É ou não uma boa ideia? Vocês ganham o dinheiro dos ordenados de Ministros e quase que não precisam de fazer nada pois o estado fica apenas com o que não pode dar lucro.
- Isso parece boa ideia mas não sei se o povo vai aceitar.
- Aceita, aceita. Esse é o vosso trabalho. Fazer com que o povo aceite.
- Os nossos amigos do PSD e do CDS não devem ter problemas. Mas nós somos socialistas e não sei se os nossos sócios aceitam.
- A primeira coisa que têm a fazer, e já, é pôr o Socialismo na gaveta e bem escondido. Isso do socialismo poderia ser perigoso e estraga-nos o negócio.
- Mas se não temos actividade produtiva o desemprego aumenta muitíssimo.
- Isso faz parte do Plano. Como o desemprego aumenta podem baixar os ordenados e aumentar as horas de trabalho. O aumentar os horários de trabalho vai fazer com que os trabalhadores não tenham tempo para nada nem para se organizar. E quando os ordenados estiverem bastante baixos e haja muita gente a viver do subsídio de desemprego, que é pago pelos que trabalham, nós aceitamos imigrantes. Vêm trabalhar para nós com salários baixos mas ainda assim superiores aos que têm no vosso país. Assim conseguimos também reduzir os sindicalizados e dar cabo dos sindicatos.
- Então o país vai ficar despovoado.
- Não. Como o vosso país têm um bom clima vamos nós viver para lá. Compramos as vossas casas, que devem estar ao desbarato porque vazias, e os terrenos para belas quintas devem estar também a bom preço.
- Vocês têm tudo pensado.- Nós não brincamos em serviço!
- Mas depois de acabarem os subsídios vamos ficar aflitos.
- Aí está a função central do Banco Central Europeu que vamos criar. O Banco empresta dinheiro a juros razoáveis.
- Mas como vamos pagar os juros?
- Com novos empréstimos.
- Assim aumentamos a dívida.
- Nessa altura, vocês aumentam os impostos para pagar os juros. Calculamos que podemos captar dos trabalhadores cerca de 800 milhões de euros mensais o que pode dar 10.000 milhões anuais. Depois ainda há o que pagam indirectamente nos impostos sobre o que compram, incluindo a electricidade, a água, o gás e a gasolina e muitas outras coisas. Não se importem com a dívida. O que é preciso é pagarem os juros para que as nossas receitas sejam certas e regulares de cerca de 10 a 15 mil milhões de euros anuais. Temos ainda as receitas das empresas que foram privatizadas o que, depois da distribuição aos respectivos accionistas, nos permitirá arrecadar mais 10 mil milhões de euros anuais.
- Mas se os trabalhadores ganham menos e a maioria está desempregada, o povo não aguenta.
- Ai aguenta, aguenta.
- Mas o descontentamento aumenta muito e o negócio acaba por dar para o torto. Lembrem-se que o Partido Comunista tem muita força e não nos deixa fazer tudo o que queremos.
- Esse é o único problema que nós não temos solucionado. Não podemos controlar os comunistas. Por isso estamos a tomar medidas para comprar toda a comunicação social para vos ajudar na propaganda e a esquecer os comunistas. Depois sabem bem que Salazar fez um bom trabalho durante 50 anos, com a campanha anti-comunista que ficou na cabeça das pessoas. A Igreja faz essa campanha há muitos mais anos e pode aí dar também uma ajuda importante pois o povo mais ignorante, principalmente, é muito religioso. O que é necessário é que nas eleições vocês sejam imaginativos. Não se importem de mentir pois isso dá sempre resultado. É preciso que vão mudando as pessoas. Uma vez governam vocês outras vezes governa o PSD e depois cada um atira as culpas para o anterior. Isso pega sempre. O povo é de memória curta e a comunicação social vai entretendo as pessoas com as discussões entre vocês. Bem sabem que estamos aqui para vos ajudar, tal como ajudamos no 25 de Novembro.
- Mesmo assim a revolta será cada vez maior.
- Não se preocupem. Temos um plano B que é inventar uma crise para que sirva de desculpa para tudo. Mas, simultâneamente, nós vamos tomando medidas legais e repressivas para impedir que estale a revolução. O que é preciso é atrasar a consciência dos trabalhadores. Aí têm que ser vocês a trabalhar. Seja com UGT, seja com Futebol, ou outras coisas, o trabalho aí vai ser vosso.
30 de agosto de 2015
Aprender com a situação na Grécia
Que e como fazer?
É consensual que o estudo da situação política na Grécia é importante para compreender o que se passa na fase actual do capitalismo, das perspectivas para as lutas dos povos, em especial da Europa, e para a sua libertação no caminho da construção do socialismo.
Quer no sítio web Diario.info quer no resistir.info foram publicadas interessantes análises da situação política na Grécia em artigos de vários autores.
Edmilson Costa, começa por confirmar que «As crises têm um significado profundamente pedagógico para as sociedades. Quanto maior a crise, mais se aproxima o momento da verdade para todos». Diz também que as crises «são momentos em que chegam à superfície de maneira explícita todas as contradições da sociedade. As pessoas começam a perceber claramente aquilo que antes estava ofuscado pela manipulação dos meios de comunicação e pela viseira ideológica repetida de maneira contumaz pelas classes dirigentes». Sublinha ainda que «nesses períodos os trabalhadores aprendem em dias de luta muito mais que em anos de calmaria, pois as manifestações, as greves, as batalhas nos locais de trabalho, nos bairros, nos locais de estudo e lazer ensinam muito mais que o aprendizado formal que obtiveram ao longo da vida».
Aprender com os erros
Dimitris Koutsoumbas entrevistado por Tassos Pappas chama a atenção que «retrocessos históricos, erros, fraquezas, devem ser ensinamentos para todos nós. O movimento, a classe trabalhadora, o povo, deve ser capaz de extrair conclusões valiosas para o presente e o futuro. Este é o único caminho pelo qual serão capazes de construir uma nova sociedade, sem os erros do passado».
Edmilson Costa Faz também uma extensa e interessante análise do que foi a «a tragédia do SYRIZA, a nova social-democracia fantasiada de "esquerda radical"» para concluir com seis parágrafos, a procura de soluções para uma «verdadeira saída para a crise» através da «luta que possibilitasse a mudança na correlação de forças entre o povo grego e o imperialismo europeu». Acrescenta como objectivos «o cancelamento unilateral da dívida grega…/… a nacionalização dos bancos e dos grandes oligopólios, o desligamento da União Europeia e do euro, além do fim das relações com a OTAN, e um programa de mudanças que incluísse o resgate dos salários dos trabalhadores e aposentados e a retomada da economia em novas bases, como um via de transição para a reorganização da sociedade grega, baseada no interesse dos trabalhadores e da população em geral».
Tal como está escrito poderá parecer serem objectivos imediatos, o que seria francamente irrealista. Mais adiante veremos porquê. É claro que, sabemos, como diz Edmilson, «não existe a menor possibilidade de acordo com o imperialismo e muito menos é possível reformar a Europa capitalista a partir de dentro, especialmente neste momento de crise sistémica global». Para se atingirem esses objectivos, mesmo que não fossem de imediato nem todos no mesmo “pacote”, que seria necessário fazer?
Os objectivos mobilizadores
Creio que essa é a grande questão, pois uma coisa é a vanguarda apontar objectivos e outra é garantir que existe a base de apoio suficiente para os poder concretizar. Antes de abordar essa questão vejamos alguns outros artigos, dos muitos publicados sobre o assunto.
Angeles Maestro pergunta: «Que outra saída tinha o povo grego após o referendo?» para responder que a «única possibilidade de evitar o que sucedeu era ter deposto o Syriza com a luta operária e popular. Obviamente, não estavam ainda reunidas as condições». Angeles Maestro considera que «É preciso fortalecer o poder da classe operária e construir uma alternativa ao Syriza a partir da esquerda, que inevitavelmente terá como pilar o Partido Comunista e como programa suspender o pagamento da Dívida, nacionalizar a banca e as grandes empresas monopolistas e sair do Euro e da EU». Como se vê, Angeles Maestro é mais comedido nos objectivos a concretizar, e avança com a necessidade de um trabalho «de organização a partir de cada bairro, de cada povoação», e, certamente também da elevação da consciência política, esquecendo-se, contudo, do papel dos trabalhadores nos locais de trabalho, nas empresas. No entanto conclui que «esse trabalho de explicação paciente, que desespera alguns impacientes, é o único fecundo».
Discutir, consciencializar, mobilizar e organizar
Também Edmilson, aponta para a necessidade de convocação do «povo grego em praça pública em todas as regiões do País para tomar ciência dos passos que o governo iria dar e das possíveis consequências do rompimento com o imperialismo europeu. Essas assembleias teriam um papel importante na preparação da resistência, a partir da organização nas fábricas, nos estaleiros, nos bancos, nos bairros, nos escritórios, nas escolas e universidade e no campo para resistir a qualquer tipo de acção do inimigo» adiantando que esse processo seria «um exemplo para os trabalhadores que estão na mesma situação na Espanha, em Portugal, na Irlanda, na Itália e outros países, mudando assim as perspectivas da luta dos trabalhadores em toda a Europa». Conclui que «a bola está novamente com o povo grego que, por sua tradição de luta, saberá encontrar os caminhos para dar a volta por cima e buscar sua emancipação».
Nestes artigos, talvez porque feitos por comunistas não gregos, falta uma análise consistente da sociedade na Grécia, da arrumação das forças em presença e a aferição do grau de consciência social e política dos trabalhadores e em especial da classe operária.
O estudo da arrumação das forças sociais
Qualquer destes autores, pouco falam da “arrumação de forças sociais” e das possibilidades de alianças que suportem objectivos e medidas.
Em Portugal o PCP dá muita importância a essa permanente análise e no seu Programa essa preocupação está sublinhada no sistema de alianças sociais, considerando como básicas a aliança da classe operária com o campesinato, pequenos e médios agricultores, com os intelectuais e outras camadas intermédias. Daí decorre também o sistema de alianças político-partidárias que «abrange de forma diferenciada outros movimentos, organizações e partidos que, nos seus objectivos e na sua prática, defendam os interesses e aspirações das classes e forças sociais participantes no sistema de alianças sociais». Sem essa análise, tão rigorosa quanto possível, tendo ainda em conta a situação internacional, as condições do imperialismo, e em especial na União Europeia, não é possível entender as opiniões expressas nos artigos referidos, quanto aos objectivos e acções apontados. Tão pouco se vislumbra a definição de alianças estratégicas, na luta revolucionária pelo socialismo, ou tácticas no presente período da vida na Grécia.
Também essa análise da composição social, permitirá com maior rigor, intervir na formação da consciência social e política, na intensificação e alargamento da luta de massas, como foi reconhecida a importância, e na construção de alianças sociais, base para a possibilidade das alianças políticas. Também sobre isto os artigos são omissos.
Que fazer?
Miguel Urbano numa admirável análise da “tragédia” na Grécia feita em 12 de julho e publicada em www.odiario.info/?p=3705 conclui que «Obviamente no atual contexto europeu a conquista do poder através de uma revolução é uma impossibilidade a curto prazo. Existem em alguns países da União Europeia condições objetivas para ruturas revolucionárias. Mas faltam condições subjectivas». Alerta, Miguel Urbano que, apesar dessa evidência, a curto prazo, não são «realistas os programas, por vezes muito ambiciosos, concebidos para uma transição no quadro de uma revolução democrática e nacional». Depois, referindo o caso português, dá como exemplo que «Em condições muito mais favoráveis do que as hoje vigentes, a revolução democrática e nacional portuguesa, inspirada nos valores de Abril, foi brutalmente interrompida por um golpe militar promovido pela burguesia com o apoio do imperialismo». Considera que, «hoje, desaparecida União Soviética, as grandes potências da União Europeia recorreriam à violência se necessário, contra qualquer país membro que ousasse por em causa a ordem capitalista, no âmbito de uma revolução democrática e nacional». E, logicamente pergunta: «Que fazer então? » para logo responder: «As revoluções não são pré-datadas. Ocorreram quase sempre em situações inesperadas, contra a própria lógica da História…». E adianta que embora o KKE, Partido Comunista Grego, esteja consciente que «não vai em tempo previsível tomar o poder no seu país, aliado a outras forças progressistas, luta com firmeza e coragem».
O KKE, no seu recente comunicado de 24 de agosto, aponta como necessidade «o reagrupamento do movimento dos trabalhadores e a construção da aliança social popular entre a classe trabalhadora, os agricultores pobres, os empregados urbanos por conta própria, a juventude e as mulheres das famílias dos estratos populares a fim de fortalecer a luta anti-monopolista e anti-capitalista para o seu derrube real, para a socialização dos monopólios, o desligamento da UE e da NATO e o cancelamento unilateral da dívida». Na Grécia o KKE, saberá certamente analisar, com objectividade, a sociedade grega e as condições internacionais que lhe permitam, definir objectivos realistas e traçar o melhor caminho a seguir nesta fase tão difícil para o povo grego. Nós, por cá, sabemos que a política de alianças é um processo que evolui e obriga a constantes ajustes, de objectivos, de programa, de formas de intervenção. Como dizia Álvaro Cunhal, «Aprendemos com a vida, com os factos, com as realidades, com as experiências. Corrigimos e enriquecemos as nossas análises”.
É consensual que o estudo da situação política na Grécia é importante para compreender o que se passa na fase actual do capitalismo, das perspectivas para as lutas dos povos, em especial da Europa, e para a sua libertação no caminho da construção do socialismo.
Quer no sítio web Diario.info quer no resistir.info foram publicadas interessantes análises da situação política na Grécia em artigos de vários autores.
Edmilson Costa, começa por confirmar que «As crises têm um significado profundamente pedagógico para as sociedades. Quanto maior a crise, mais se aproxima o momento da verdade para todos». Diz também que as crises «são momentos em que chegam à superfície de maneira explícita todas as contradições da sociedade. As pessoas começam a perceber claramente aquilo que antes estava ofuscado pela manipulação dos meios de comunicação e pela viseira ideológica repetida de maneira contumaz pelas classes dirigentes». Sublinha ainda que «nesses períodos os trabalhadores aprendem em dias de luta muito mais que em anos de calmaria, pois as manifestações, as greves, as batalhas nos locais de trabalho, nos bairros, nos locais de estudo e lazer ensinam muito mais que o aprendizado formal que obtiveram ao longo da vida».
Aprender com os erros
Dimitris Koutsoumbas entrevistado por Tassos Pappas chama a atenção que «retrocessos históricos, erros, fraquezas, devem ser ensinamentos para todos nós. O movimento, a classe trabalhadora, o povo, deve ser capaz de extrair conclusões valiosas para o presente e o futuro. Este é o único caminho pelo qual serão capazes de construir uma nova sociedade, sem os erros do passado».
Edmilson Costa Faz também uma extensa e interessante análise do que foi a «a tragédia do SYRIZA, a nova social-democracia fantasiada de "esquerda radical"» para concluir com seis parágrafos, a procura de soluções para uma «verdadeira saída para a crise» através da «luta que possibilitasse a mudança na correlação de forças entre o povo grego e o imperialismo europeu». Acrescenta como objectivos «o cancelamento unilateral da dívida grega…/… a nacionalização dos bancos e dos grandes oligopólios, o desligamento da União Europeia e do euro, além do fim das relações com a OTAN, e um programa de mudanças que incluísse o resgate dos salários dos trabalhadores e aposentados e a retomada da economia em novas bases, como um via de transição para a reorganização da sociedade grega, baseada no interesse dos trabalhadores e da população em geral».
Tal como está escrito poderá parecer serem objectivos imediatos, o que seria francamente irrealista. Mais adiante veremos porquê. É claro que, sabemos, como diz Edmilson, «não existe a menor possibilidade de acordo com o imperialismo e muito menos é possível reformar a Europa capitalista a partir de dentro, especialmente neste momento de crise sistémica global». Para se atingirem esses objectivos, mesmo que não fossem de imediato nem todos no mesmo “pacote”, que seria necessário fazer?
Os objectivos mobilizadores
Creio que essa é a grande questão, pois uma coisa é a vanguarda apontar objectivos e outra é garantir que existe a base de apoio suficiente para os poder concretizar. Antes de abordar essa questão vejamos alguns outros artigos, dos muitos publicados sobre o assunto.
Angeles Maestro pergunta: «Que outra saída tinha o povo grego após o referendo?» para responder que a «única possibilidade de evitar o que sucedeu era ter deposto o Syriza com a luta operária e popular. Obviamente, não estavam ainda reunidas as condições». Angeles Maestro considera que «É preciso fortalecer o poder da classe operária e construir uma alternativa ao Syriza a partir da esquerda, que inevitavelmente terá como pilar o Partido Comunista e como programa suspender o pagamento da Dívida, nacionalizar a banca e as grandes empresas monopolistas e sair do Euro e da EU». Como se vê, Angeles Maestro é mais comedido nos objectivos a concretizar, e avança com a necessidade de um trabalho «de organização a partir de cada bairro, de cada povoação», e, certamente também da elevação da consciência política, esquecendo-se, contudo, do papel dos trabalhadores nos locais de trabalho, nas empresas. No entanto conclui que «esse trabalho de explicação paciente, que desespera alguns impacientes, é o único fecundo».
Discutir, consciencializar, mobilizar e organizar
Também Edmilson, aponta para a necessidade de convocação do «povo grego em praça pública em todas as regiões do País para tomar ciência dos passos que o governo iria dar e das possíveis consequências do rompimento com o imperialismo europeu. Essas assembleias teriam um papel importante na preparação da resistência, a partir da organização nas fábricas, nos estaleiros, nos bancos, nos bairros, nos escritórios, nas escolas e universidade e no campo para resistir a qualquer tipo de acção do inimigo» adiantando que esse processo seria «um exemplo para os trabalhadores que estão na mesma situação na Espanha, em Portugal, na Irlanda, na Itália e outros países, mudando assim as perspectivas da luta dos trabalhadores em toda a Europa». Conclui que «a bola está novamente com o povo grego que, por sua tradição de luta, saberá encontrar os caminhos para dar a volta por cima e buscar sua emancipação».
Nestes artigos, talvez porque feitos por comunistas não gregos, falta uma análise consistente da sociedade na Grécia, da arrumação das forças em presença e a aferição do grau de consciência social e política dos trabalhadores e em especial da classe operária.
O estudo da arrumação das forças sociais
Qualquer destes autores, pouco falam da “arrumação de forças sociais” e das possibilidades de alianças que suportem objectivos e medidas.
Em Portugal o PCP dá muita importância a essa permanente análise e no seu Programa essa preocupação está sublinhada no sistema de alianças sociais, considerando como básicas a aliança da classe operária com o campesinato, pequenos e médios agricultores, com os intelectuais e outras camadas intermédias. Daí decorre também o sistema de alianças político-partidárias que «abrange de forma diferenciada outros movimentos, organizações e partidos que, nos seus objectivos e na sua prática, defendam os interesses e aspirações das classes e forças sociais participantes no sistema de alianças sociais». Sem essa análise, tão rigorosa quanto possível, tendo ainda em conta a situação internacional, as condições do imperialismo, e em especial na União Europeia, não é possível entender as opiniões expressas nos artigos referidos, quanto aos objectivos e acções apontados. Tão pouco se vislumbra a definição de alianças estratégicas, na luta revolucionária pelo socialismo, ou tácticas no presente período da vida na Grécia.
Também essa análise da composição social, permitirá com maior rigor, intervir na formação da consciência social e política, na intensificação e alargamento da luta de massas, como foi reconhecida a importância, e na construção de alianças sociais, base para a possibilidade das alianças políticas. Também sobre isto os artigos são omissos.
Que fazer?
Miguel Urbano numa admirável análise da “tragédia” na Grécia feita em 12 de julho e publicada em www.odiario.info/?p=3705 conclui que «Obviamente no atual contexto europeu a conquista do poder através de uma revolução é uma impossibilidade a curto prazo. Existem em alguns países da União Europeia condições objetivas para ruturas revolucionárias. Mas faltam condições subjectivas». Alerta, Miguel Urbano que, apesar dessa evidência, a curto prazo, não são «realistas os programas, por vezes muito ambiciosos, concebidos para uma transição no quadro de uma revolução democrática e nacional». Depois, referindo o caso português, dá como exemplo que «Em condições muito mais favoráveis do que as hoje vigentes, a revolução democrática e nacional portuguesa, inspirada nos valores de Abril, foi brutalmente interrompida por um golpe militar promovido pela burguesia com o apoio do imperialismo». Considera que, «hoje, desaparecida União Soviética, as grandes potências da União Europeia recorreriam à violência se necessário, contra qualquer país membro que ousasse por em causa a ordem capitalista, no âmbito de uma revolução democrática e nacional». E, logicamente pergunta: «Que fazer então? » para logo responder: «As revoluções não são pré-datadas. Ocorreram quase sempre em situações inesperadas, contra a própria lógica da História…». E adianta que embora o KKE, Partido Comunista Grego, esteja consciente que «não vai em tempo previsível tomar o poder no seu país, aliado a outras forças progressistas, luta com firmeza e coragem».
O KKE, no seu recente comunicado de 24 de agosto, aponta como necessidade «o reagrupamento do movimento dos trabalhadores e a construção da aliança social popular entre a classe trabalhadora, os agricultores pobres, os empregados urbanos por conta própria, a juventude e as mulheres das famílias dos estratos populares a fim de fortalecer a luta anti-monopolista e anti-capitalista para o seu derrube real, para a socialização dos monopólios, o desligamento da UE e da NATO e o cancelamento unilateral da dívida». Na Grécia o KKE, saberá certamente analisar, com objectividade, a sociedade grega e as condições internacionais que lhe permitam, definir objectivos realistas e traçar o melhor caminho a seguir nesta fase tão difícil para o povo grego. Nós, por cá, sabemos que a política de alianças é um processo que evolui e obriga a constantes ajustes, de objectivos, de programa, de formas de intervenção. Como dizia Álvaro Cunhal, «Aprendemos com a vida, com os factos, com as realidades, com as experiências. Corrigimos e enriquecemos as nossas análises”.
7 de agosto de 2015
O que a Televisão esconde dos portugueses
Quatro exemplos entre mil
1) Mais 500 mil emigrantes, ou seja a sangria do País em mais dez por cento da sua população activa e a desertificação humana equivalente a mais um distrito como o de Leiria;
2) Mais 800 mil pobres, a fazer passar esta cifra da vergonha dos dois milhões e setecentos mil que já hoje temos para os três milhões e meio (mais de um terço da população na pobreza);
3) Mais 500 mil desempregados. A fazer subir o desemprego para valores próximos dos dois milhões;
4) Mais 50 mil milhões de euros sobre a nossa dívida pública, a passar dos actuais 130,2 por cento para cerca de 160 por cento do PIB.
e muito mais
para ver aqui e nas outras páginas
1) Mais 500 mil emigrantes, ou seja a sangria do País em mais dez por cento da sua população activa e a desertificação humana equivalente a mais um distrito como o de Leiria;
2) Mais 800 mil pobres, a fazer passar esta cifra da vergonha dos dois milhões e setecentos mil que já hoje temos para os três milhões e meio (mais de um terço da população na pobreza);
3) Mais 500 mil desempregados. A fazer subir o desemprego para valores próximos dos dois milhões;
4) Mais 50 mil milhões de euros sobre a nossa dívida pública, a passar dos actuais 130,2 por cento para cerca de 160 por cento do PIB.
e muito mais
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29 de dezembro de 2014
Breve balanço de 2014
Portugal precisa de uma política alternativa.
O Mundo está em mudança
Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal.
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015.
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.
As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.
Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos?
Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado.
O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.
São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!
Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.
Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho.
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.
A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez.
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.
Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias.
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.
O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.
Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.
Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.
O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,
Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.
Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.
A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.
Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita.
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo.
A luta continua em 2015.
O Mundo está em mudança
Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal.
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015.
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.
As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.
Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos?
Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado.
O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.
São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!
Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.
Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho.
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.
A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez.
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.
Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias.
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.
O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.
Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.
Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.
O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,
Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.
Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.
A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.
Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita.
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo.
A luta continua em 2015.
1 de dezembro de 2014
Os Muros continuam
PSD e CDS, com o apoio do PS nas autarquias, estão a distribuir moções sobre o Muro de Berlim
Goebbels, o propagandista de Hitler, defendeu que: "Uma mentira repetida mil vezes, acaba sendo uma verdade ..." Nas últimas semanas, a direita em Portugal, seguindo as orientações provenientes do imperialismo europeu e americano, lançaram uma campanha sobre o Muro de Berlim, que está a prosseguir.
Grandes cadeias privadas de televisão, em particular as dos EUA, estão a difundir essa campanha que tem o objectivo combater o apoio aos movimentos populares que crescem, para construção de alternativas socialistas ao capitalismo. Têm também o fito de desviar as atenções da crise capitalista e o aumento da exploração que está a arrastar para a miséria muitos milhões de pessoas.
A essa campanha é associada a falsa ideia da "morte do socialismo" que " o capitalismo é o fim da história" e que portanto não vale a pena lutar por uma nova sociedade".
Essa campanha é emotiva, procura apoiar-se em preconceitos e falsas ideias, fugindo a uma análise séria da realidade. Porquê? Vamos ver:
a - Esconde que foi o capitalismo (EUA, França e Inglaterra) que dividiu a Alemanha que criou a fronteira em Berlim, contra a posição da URSS.
b - Esconde as razões que levaram ao muro de Berlim, Inventam-nas.
c - Oculta a situação social a que foram conduzidos os povos depois da "Queda do Muro".
d - Omite as intenções do imperialismo que levou à queda do Muro, a dissolução do Pacto de Varsóvia e a expansão da NATO a todo o Mundo e em especial às fronteiras com a China e Rússia, reprimindo pela força militar as pretensões de povos se auto-determinarem. A NATO é hoje o braço armado do imperialismo que explora mercados e matérias-primas dos países. Um claro exemplo é a Ucrânia onde apoiaram as organizações nazis, derrubaram pela força o Governo eleito e substituíram-no por uma ditadura pró-nazi. (Recordemos o abate do avião) Exemplo que se repete em dezenas de situações na América Latina, em África e no Médio Oriente.
e - Encobre os quase 18 mil quilómetros de muros que os países capitalistas estão a construir para isolar povos. Exemplos: Faixa de Gaza, México/EUA, Coreia do Sul, Ceuta e Melilla, Irlanda do Norte, Arábia Saudita, etc, etc.
f - Esconde os muitos milhares de mortos que o capitalismo fez nas outras tantas tentativas de os passar. Só no muro do México os americanos, mataram mais de 6.000 pessoas. Em Berlim morreram 136.
g - Oculta que, para além dos 7.500 quilómetros já construídos, estão em perspectiva mais 10.000 entre os quais o que o presidente ucraniano Poroshenko pretende ao longo da fronteira com a Rússia, e com a ajuda da Alemanha.
De muitos outros muros poderíamos falar e que se ergueram depois da queda do Muro de Berlim, como os já referidos e na Eslováquia para isolar 14 bairros ciganos, os do Chile, impedindo a passagem de pobres para áreas ricas, já para não falar de muros invisíveis que segregam as pessoas no "dia a dia", na sua vida de trabalhadores explorados.
O texto contêm vários links que reportam a textos mais completos.
Goebbels, o propagandista de Hitler, defendeu que: "Uma mentira repetida mil vezes, acaba sendo uma verdade ..." Nas últimas semanas, a direita em Portugal, seguindo as orientações provenientes do imperialismo europeu e americano, lançaram uma campanha sobre o Muro de Berlim, que está a prosseguir.
Grandes cadeias privadas de televisão, em particular as dos EUA, estão a difundir essa campanha que tem o objectivo combater o apoio aos movimentos populares que crescem, para construção de alternativas socialistas ao capitalismo. Têm também o fito de desviar as atenções da crise capitalista e o aumento da exploração que está a arrastar para a miséria muitos milhões de pessoas.
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| Muro que separa os EUA do México e as mais de 6.000 cruzes de mortos |
A essa campanha é associada a falsa ideia da "morte do socialismo" que " o capitalismo é o fim da história" e que portanto não vale a pena lutar por uma nova sociedade".
Essa campanha é emotiva, procura apoiar-se em preconceitos e falsas ideias, fugindo a uma análise séria da realidade. Porquê? Vamos ver:
a - Esconde que foi o capitalismo (EUA, França e Inglaterra) que dividiu a Alemanha que criou a fronteira em Berlim, contra a posição da URSS.
b - Esconde as razões que levaram ao muro de Berlim, Inventam-nas.
c - Oculta a situação social a que foram conduzidos os povos depois da "Queda do Muro".
d - Omite as intenções do imperialismo que levou à queda do Muro, a dissolução do Pacto de Varsóvia e a expansão da NATO a todo o Mundo e em especial às fronteiras com a China e Rússia, reprimindo pela força militar as pretensões de povos se auto-determinarem. A NATO é hoje o braço armado do imperialismo que explora mercados e matérias-primas dos países. Um claro exemplo é a Ucrânia onde apoiaram as organizações nazis, derrubaram pela força o Governo eleito e substituíram-no por uma ditadura pró-nazi. (Recordemos o abate do avião) Exemplo que se repete em dezenas de situações na América Latina, em África e no Médio Oriente.
e - Encobre os quase 18 mil quilómetros de muros que os países capitalistas estão a construir para isolar povos. Exemplos: Faixa de Gaza, México/EUA, Coreia do Sul, Ceuta e Melilla, Irlanda do Norte, Arábia Saudita, etc, etc.
f - Esconde os muitos milhares de mortos que o capitalismo fez nas outras tantas tentativas de os passar. Só no muro do México os americanos, mataram mais de 6.000 pessoas. Em Berlim morreram 136.
g - Oculta que, para além dos 7.500 quilómetros já construídos, estão em perspectiva mais 10.000 entre os quais o que o presidente ucraniano Poroshenko pretende ao longo da fronteira com a Rússia, e com a ajuda da Alemanha.
De muitos outros muros poderíamos falar e que se ergueram depois da queda do Muro de Berlim, como os já referidos e na Eslováquia para isolar 14 bairros ciganos, os do Chile, impedindo a passagem de pobres para áreas ricas, já para não falar de muros invisíveis que segregam as pessoas no "dia a dia", na sua vida de trabalhadores explorados.
O texto contêm vários links que reportam a textos mais completos.
18 de novembro de 2014
A Crise e o Euro
O que é que o euro tem a ver com a crise da economia portuguesa?
Este título e esta pergunta estão publicadas no blog Ladrões de Bicicletas. Trata-se de um interessante estudo que foi iniciado e vai continuar a ser editado.
Para aguçar a curiosidade, faço aqui um pequeno apanhado de ideias chave e conclusões que se demonstram.
Revela o estudo que a economia portuguesa foi das que mais cresceu na Europa de antes do euro. Depois da adesão de Portugal ao euro iniciou-se a queda. Portanto muito antes da crise americana em 2008 que se espalhou a todos os países capitalistas. Estas afirmações estão fundamentadas em números e dados objectivos. Conclui-se que Portugal é hoje mais pobre do que era no ano 2000 e portanto também mais pobre depois de ter aderido ao Euro.
O estudo mostra mesmo que «Nenhum país registou um contraste tão grande entre os períodos pré e pós-euro no que toca ao crescimento do PIB»
Estas são as conclusões que mereceram ser analisadas no trabalho bastante detalhado e interessante que pode ser visto aqui.
Este título e esta pergunta estão publicadas no blog Ladrões de Bicicletas. Trata-se de um interessante estudo que foi iniciado e vai continuar a ser editado.
Para aguçar a curiosidade, faço aqui um pequeno apanhado de ideias chave e conclusões que se demonstram.
Revela o estudo que a economia portuguesa foi das que mais cresceu na Europa de antes do euro. Depois da adesão de Portugal ao euro iniciou-se a queda. Portanto muito antes da crise americana em 2008 que se espalhou a todos os países capitalistas. Estas afirmações estão fundamentadas em números e dados objectivos. Conclui-se que Portugal é hoje mais pobre do que era no ano 2000 e portanto também mais pobre depois de ter aderido ao Euro.
O estudo mostra mesmo que «Nenhum país registou um contraste tão grande entre os períodos pré e pós-euro no que toca ao crescimento do PIB»
Estas são as conclusões que mereceram ser analisadas no trabalho bastante detalhado e interessante que pode ser visto aqui.
10 de novembro de 2014
Novo Presidente da Comissão Europeia
A Europa governada por bando de criminosos
O eleito presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mostra a verdadeira face do capitalismo neoliberal que domina o continente.
Sucedem-se os escândalos. Durão Barroso, o condecorado, em averiguações, pela sua submissão a lobbies tabaqueiros, e o seu sucessor envolvido nos benefícios fiscais dados pelos seus governos, no Luxemburgo, a monopólios transnacionais.
São estes senhores, a mando dos grandes capitalistas, que exigem aos trabalhadores europeus as políticas de austeridade para salvar o capitalismo de mais uma crise em que se afunda.
Caiem as múltiplas máscaras do capitalismo que escolhe para governar a Europa mafiosos que apenas trabalham para aumentar os lucros das grandes empresas sem pátria e para os seus acionistas cada vez mais ricos, enquanto quem trabalha está cada vez mais pobre.
São estes senhores os capatazes dos donos do mundo que estão sempre a retirar direitos a quem trabalha para eles aumentarem a exploração e as suas fortunas.
Pobre que rouba um pão vai preso, rico que rouba milhões é nomeado presidente e condecorado
Revelou-se ainda que o famigerado Deutsche Bank, da senhora Merkel, outra da pandilha, beneficia de impostos inferiores a 2% também negociados com o governo do Luxemburgo.
Estão ainda envolvidas no escândalo empresas como o IKEA, a Amazon, a Pepsi, o empório norte-americano de Tabaco British American Tobacco, a AIG, e também o consórcio Deutsche Bank. Foram descobertos pelo menos 548 acordos envolvendo mais de 340 empresas.
O PCP no Parlamento europeu tem vindo a exigir a presença do Presidente para esclarecer estes escândalos. Mas Juncker através da sua porta-voz, Margaritis Schinas, escusa-se a enfrentar os deputados. Manda dizer que “o Sr. Juncker está muito tranquilo”.
O eleito presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mostra a verdadeira face do capitalismo neoliberal que domina o continente.
Sucedem-se os escândalos. Durão Barroso, o condecorado, em averiguações, pela sua submissão a lobbies tabaqueiros, e o seu sucessor envolvido nos benefícios fiscais dados pelos seus governos, no Luxemburgo, a monopólios transnacionais.
São estes senhores, a mando dos grandes capitalistas, que exigem aos trabalhadores europeus as políticas de austeridade para salvar o capitalismo de mais uma crise em que se afunda.
Caiem as múltiplas máscaras do capitalismo que escolhe para governar a Europa mafiosos que apenas trabalham para aumentar os lucros das grandes empresas sem pátria e para os seus acionistas cada vez mais ricos, enquanto quem trabalha está cada vez mais pobre.
São estes senhores os capatazes dos donos do mundo que estão sempre a retirar direitos a quem trabalha para eles aumentarem a exploração e as suas fortunas.
Pobre que rouba um pão vai preso, rico que rouba milhões é nomeado presidente e condecorado
Revelou-se ainda que o famigerado Deutsche Bank, da senhora Merkel, outra da pandilha, beneficia de impostos inferiores a 2% também negociados com o governo do Luxemburgo.
Estão ainda envolvidas no escândalo empresas como o IKEA, a Amazon, a Pepsi, o empório norte-americano de Tabaco British American Tobacco, a AIG, e também o consórcio Deutsche Bank. Foram descobertos pelo menos 548 acordos envolvendo mais de 340 empresas.
O PCP no Parlamento europeu tem vindo a exigir a presença do Presidente para esclarecer estes escândalos. Mas Juncker através da sua porta-voz, Margaritis Schinas, escusa-se a enfrentar os deputados. Manda dizer que “o Sr. Juncker está muito tranquilo”.
11 de maio de 2014
A irracionalidade do capitalismo (5)
A irracionalidade e as crises do capitalismo, quem as paga?
As crises periódicas de superprodução são a expressão mais nítida da irracionalidade fundamental do capitalismo. A crise que estamos a pagar, à custa do aumento da exploração e do aumento do trabalho, dos que trabalham, é acompanhada do aumento dos que não trabalham porque não têm emprego. Apesar da necessidade do aumento constante do lucro em cada empresa que obriga a uma racionalidade do modo de produção, utilização da tecnologia para produzir mais em menos tempo, o sistema capitalista na busca da concorrência para eliminar as empresas mais fracas, conduz no plano global a uma irracionalidade que promove o desemprego, o desperdício e o consumo desnecessário dos recursos do planeta.
As necessidades de muitos e as de alguns
Apesar das necessidades de bem estar humano, da saúde e ambiente, do ensino e cultura, o capitalismo produz bens de consumo em excesso que não são consumidos por falta de dinheiro das sociedades empobrecidas pela concentração de riqueza em poucos. Nas crises periódicas do capitalismo impõe-se reduzir a produção apesar das imensas necessidades insatisfeitas. A redução da produção condena ao desemprego e à miséria milhões de homens "porque se produz demasiado" o que aumenta a crise por falta de capacidade para comprar os produtos necessários. Em Portugal, a entrada para a União Europeia capitalista, impôs-nos a destruição de milhares de fábricas e empresas para que os mais ricos continuassem a produzir e vender. O capitalismo destrói recursos e potencialidades de desenvolvimento de povos inteiros.
(Em breve continuarei a mostrar outras irracionalidades desta sociedade em degradação).
As crises periódicas de superprodução são a expressão mais nítida da irracionalidade fundamental do capitalismo. A crise que estamos a pagar, à custa do aumento da exploração e do aumento do trabalho, dos que trabalham, é acompanhada do aumento dos que não trabalham porque não têm emprego. Apesar da necessidade do aumento constante do lucro em cada empresa que obriga a uma racionalidade do modo de produção, utilização da tecnologia para produzir mais em menos tempo, o sistema capitalista na busca da concorrência para eliminar as empresas mais fracas, conduz no plano global a uma irracionalidade que promove o desemprego, o desperdício e o consumo desnecessário dos recursos do planeta.
As necessidades de muitos e as de alguns
Apesar das necessidades de bem estar humano, da saúde e ambiente, do ensino e cultura, o capitalismo produz bens de consumo em excesso que não são consumidos por falta de dinheiro das sociedades empobrecidas pela concentração de riqueza em poucos. Nas crises periódicas do capitalismo impõe-se reduzir a produção apesar das imensas necessidades insatisfeitas. A redução da produção condena ao desemprego e à miséria milhões de homens "porque se produz demasiado" o que aumenta a crise por falta de capacidade para comprar os produtos necessários. Em Portugal, a entrada para a União Europeia capitalista, impôs-nos a destruição de milhares de fábricas e empresas para que os mais ricos continuassem a produzir e vender. O capitalismo destrói recursos e potencialidades de desenvolvimento de povos inteiros.
(Em breve continuarei a mostrar outras irracionalidades desta sociedade em degradação).
14 de abril de 2013
A "renegociação" ao contrário
Aumentou o roubo
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência
Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente.
Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"
Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar.
A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram.
O capitalismo está numa crise profunda
Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.
Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres
A classe média está a desaparecer, a empobrecer.
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?
Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?
A desculpa que "não há alternativa"
A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa.
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.
A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam.
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos.
Exemplos e alternativas
Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso.
Todos temos o dever de apelar à consciência de quem se cala, de quem "deixa andar" - e por isso é também responsável pelo futuro de Portugal. Pelo futuro dos seus filhos e netos que não nos perdoarão.
Este blogue C de...
...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.
Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir.
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!
A "renegociação" da dívida que o governo fez, agrava a nossa dependência
Temos o futuro mais comprometido. Mais juros para pagar durante mais tempo. Esta política compromete as gerações vindouras, a vida dos nossos netos. Quem tolera esta política de direita, é conivente.
Milhares de milhões que desaparecem chamados "ajuda"
Os juros da dívida pública continuam a aumentar mais do que aquilo que produzimos. Para a capitalização dos Bancos estão previstas fatias de muitos milhares de milhões o que também faz disparar os juros que vamos ter que pagar.
A divida vai aumentar ainda mais. Pedir emprestado para pagar os juros. Paga o povo ganham os bancos. Este é o negócio dos que nos "ajudam". Eles ganham mais em juros do que o valor que nos emprestaram.
O capitalismo está numa crise profunda
Os bancos, que nada produzem, têm sido a máquina de enriquecimento de grandes capitalistas internacionais. Essa máquina alimenta-se do nosso dinheiro. Dinheiro roubado às reformas de quem trabalhou e descontou. Dinheiro retirado aos ordenados que diminuem. Dinheiro desviado ao Serviço Nacional de Saúde para o qual descontamos. Dinheiro roubado aos contribuintes que pagam para serviços que o Estado extingue.
Ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres
A classe média está a desaparecer, a empobrecer.
Os milionários, os banqueiros, aumentam as suas fortunas. De onde lhes vêm o dinheiro?
Esta geração é responsável pelo empobrecimento dos nossos filhos e netos. É responsável por permitir que governos há muitos anos a fazer esta política de direita, continuem a destruir o nosso país. Será isto tão difícil de perceber?
A desculpa que "não há alternativa"
A direita, a troika PS+PSD+CDS às ordens da troika FMI+BCE+UE, dizem que não há alternativa.
Isto é uma grande mentira e uma desculpa para não estragar o negócio dos bancos.
A alternativa é coisa que não convém aos bancos. Por isso a silenciam.
A alternativa é investir na produção nacional. A alternativa é não canalizar os recursos para os bancos mas para a produção. A alternativa é produzir e reduzir as importações. A alternativa é reduzir o desemprego e criar postos de trabalho. A alternativa é renegociar a dívida, não aceitar os juros especulativos dos bancos.
Exemplos e alternativas
Os países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia China, África do Sul, (BRICS) mostram estão a construir a alternativa para se libertarem da tirania deste capitalismo terrorista comandado pelo FMI.
A Islândia, um pequeno país na Europa, mostrou a dignidade do povo que não se submeteu e está em grande progresso.
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| Bancos e banqueiros |
Este blogue C de...
...bem ou mal, tem tentado chamar à realidade as consciências adormecidas, os "eternamente enganados", os que teimam em desculpar quem nos rouba.
Não tenho conseguido dedicar o tempo que esta "missão" deveria exigir.
Vou estar ausente, no estrangeiro e, interromper por mais tempo as publicações neste blogue. Não abandonarei a luta, a luta pelo esclarecimento, a luta contra a passividade que permite os vampiros comer tudo e não deixar nada.
Até já!
31 de março de 2013
O que é a CRISE?
Uma maldição de Deus?
Uma tempestade da natureza?
Um demónio dos infernos?
Algo que ninguém conhece e, por isso, não se pode responsabilizar?
Sócrates, o comentador, falou muito da crise.
A crise foi a culpada de tudo. Até das suas mentiras. Mas o que é a crise?
Quem são os responsáveis da crise?
A quem aproveita a crise?
Com a crise os muito ricos ficaram mais ricos. Aumentaram os mais pobres que ficaram ainda mais pobres.
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| A crise |
Sócrates falou muito das culpas da direita. Mas não foi ele um dos executantes da política de direita?
Porque é que tanta gente da direita fala na crise e não revela o que é a crise?
A crise tem responsáveis. A crise tem pais e uma mãe que a pariu.
Chamemos os bois pelos nomes e, o Partido Socialista, o PS, o envergonhado da troika, o que traiu o Socialismo para se entregar ao Capitalismo, que não esconda que a Crise, o Capitalismo e a política de direita, são a mesma coisa, filhos do mesma mãe, a sociedade capitalista.
31 de dezembro de 2012
Ano Velho, Ano Novo
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Não é fácil em pouco espaço fazer um balanço de 2012. Foi um ano de grandes desgraças, mas também de grandes lutas.
O desemprego bateu todos os recordes, atingindo mais de um milhão e trezentos mil trabalhadores.
A maioria dos desempregados foi ficando sem subsídio de desemprego.
A pobreza alastrou a mais de 2,5 milhões de portugueses, (um quarto da população nacional).
A fome assumiu proporções nunca vistas em especial nas crianças.
Milhares de pequenas e médias empresas foram à falência.
Os trabalhadores viram desaparecer direitos e aumentar a exploração com mais trabalho e menos dinheiro.
O avanço técnico e científico foi apenas para alguns
Tudo isto num período da história em que os avanços científicos e técnicos são enormes como nunca o foram.
Tudo isto quando, com os meios de produção hoje existentes, seria fácil dar de comer a todos os habitantes do planeta, reduzir as horas de trabalho e aumentar a produção e a riqueza de cada um.
Contudo os lucros alcançados com os baixos salários e aumento das horas de trabalho não pagas, são apropriados pelos grandes capitalistas e em especial pelos Bancos.
Os valores do 25 de Abril foram desrespeitados
As pensões e reformas foram brutalmente reduzidas e os subsídios roubados.
Os direitos laborais assaltados, foram rasgados.
Os serviços públicos essenciais na maioria fechados.
Foi o ano de maior ataque ao 25 de Abril, ao Poder Local democrático.
Foi o ano da ameaça de morte a mais de um milhar de freguesias.
Foi um ano em que continuou a impunidade para a corrupção dos políticos desta política de direita.
A civilização recuou
A democracia foi ofendida mesmo na Assembleia da República pela maioria de direita.
A independência nacional foi humilhada e desprezada. A Constituição da República foi desrespeitada.
Por tudo isto:
Foi o ano em que mais aumentaram as desigualdades entre ricos e pobres.
Do ponto de vista de civilizacional foi o ano de maior retrocesso, nalgumas áreas só comparável ao fascismo e ao século XIX.
Um Natal mais triste para a maioria.
Este Natal, para a imensa maioria dos portugueses, foi o pior desde o 25 de Abril de 1974.
E 2013, como será?
Será o que o povo quiser !
Será o que o povo quiser !
Acabou 2012, começa 2013 que a não travarmos esta política será pior que 2012. Há 36 anos que é assim, mas não há mal que sempre dure e, como o mundo é composto de mudança, troquemos-lhe as voltas... e acabemos com esta política de direita.
E com o inicio do poema de Camões aqui fica o registo desta passagem de ano.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
29 de dezembro de 2012
A crise do capitalismo
O Capitalismo num Beco Sem Saída
O Diário.info publica uma recensão do mais recente livro de Fred Goldstein, "O Capitalismo num Beco Sem Saída", donde retiro as seguintes notas:
Trata-se de um livro publicado este ano nos EUA que analisa a presente crise do capitalismo mundial. "Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar".
"O Capitalismo num Beco Sem Saída" mostra alguns dados fundamentais para se compreender a crise. Passo a citar:
- Esta crise é de longa duração, estamos ainda nos seus primeiros estágios, e, pela sua natureza, não se compara aos normais altos e baixos da actividade económica.
- Na sua raiz está uma quebra na taxa de acumulação do capital, o que faz dos aspectos financeiros uma decorrência e não uma causa dos problemas presentes.
- A crise estalou depois de décadas de grande progresso tecnológico, de aumento da produtividade do trabalho e da concorrência, o que desmente a ideia espalhada de falta de produção e de competitividade, e mostra, pelo contrário, que o sistema rompe pelas costuras em resultado da sua própria capacidade de produzir em larga escala.
- Nos casos em que se pode falar de alguma retoma económica após o colapso de 2008 (como nos EUA), essa retoma faz-se sem recuperação do emprego entretanto destruído em números sem precedentes.
Daí, todo o sistema capitalista se encontrar num beco sem saída. Ou, como diz o autor, “O capitalismo chegou a um ponto em que nada de natureza económica, só por si, poderá fazer o sistema avançar e crescer mais”.
Fred Goldstein, no seu livro "capitalismo de baixos salários” mostra que, após a derrocada dos países socialistas, o capitalismo quer recuperar o que na Europa do pós-guerra tal como no Portugal pós 25 de Abril era apresentado como um “ganho civilizacional”, supostamente irreversível.
Afirma o autor, “O sistema do lucro entra num estádio no qual só consegue arrastar para trás a humanidade”. Então, “As massas da população hão-de chegar a um ponto em que não poderão continuar a seguir o mesmo caminho porque o capitalismo lhes bloqueia todas as vias de sobrevivência”. E, chegada a este ponto, “a humanidade só pode avançar limpando a estrada da sobrevivência, o que significa nada menos do que destruir o próprio capitalismo”.
O Diário.info publica uma recensão do mais recente livro de Fred Goldstein, "O Capitalismo num Beco Sem Saída", donde retiro as seguintes notas:
Trata-se de um livro publicado este ano nos EUA que analisa a presente crise do capitalismo mundial. "Uma obra que, a partir da actualidade, aborda não apenas os aspectos económicos da crise mas também os movimentos sociais e políticos que ela está a gerar".
"O Capitalismo num Beco Sem Saída" mostra alguns dados fundamentais para se compreender a crise. Passo a citar:
- Esta crise é de longa duração, estamos ainda nos seus primeiros estágios, e, pela sua natureza, não se compara aos normais altos e baixos da actividade económica.
- Na sua raiz está uma quebra na taxa de acumulação do capital, o que faz dos aspectos financeiros uma decorrência e não uma causa dos problemas presentes.
- A crise estalou depois de décadas de grande progresso tecnológico, de aumento da produtividade do trabalho e da concorrência, o que desmente a ideia espalhada de falta de produção e de competitividade, e mostra, pelo contrário, que o sistema rompe pelas costuras em resultado da sua própria capacidade de produzir em larga escala.
- Nos casos em que se pode falar de alguma retoma económica após o colapso de 2008 (como nos EUA), essa retoma faz-se sem recuperação do emprego entretanto destruído em números sem precedentes.
Daí, todo o sistema capitalista se encontrar num beco sem saída. Ou, como diz o autor, “O capitalismo chegou a um ponto em que nada de natureza económica, só por si, poderá fazer o sistema avançar e crescer mais”.
Fred Goldstein, no seu livro "capitalismo de baixos salários” mostra que, após a derrocada dos países socialistas, o capitalismo quer recuperar o que na Europa do pós-guerra tal como no Portugal pós 25 de Abril era apresentado como um “ganho civilizacional”, supostamente irreversível.
Afirma o autor, “O sistema do lucro entra num estádio no qual só consegue arrastar para trás a humanidade”. Então, “As massas da população hão-de chegar a um ponto em que não poderão continuar a seguir o mesmo caminho porque o capitalismo lhes bloqueia todas as vias de sobrevivência”. E, chegada a este ponto, “a humanidade só pode avançar limpando a estrada da sobrevivência, o que significa nada menos do que destruir o próprio capitalismo”.
8 de novembro de 2012
Capitalismo e desemprego
Capitalismo - Um sistema que já não serve
As máquinas substituem os trabalhadores
O equilíbrio só será restabelecido no socialismo. Quando as máquinas forem da sociedade e servirem todos
Porque é que no capitalismo a evolução da ciência e da tecnologia aumenta a pobreza e o desemprego?
Seria lógico que, à medida que mais se produz com menos custos, menos mão de obra, a humanidade reduzisse o tempo de trabalho e beneficiasse do progresso para que cada trabalhador tivesse mais tempo livre para se instruir, para a cultura para o lazer e para a família.
As máquinas substituem os trabalhadores
A História mostra-nos que, o que se fazia em um mês de trabalho hoje faz-se numa hora ou alguns minutos.
Os meios de produção aperfeiçoam-se de tal forma que a tendência normal é substituir o trabalho humano por máquinas. No entanto, o sistema capitalista, não reduz o horário de trabalho. Pelo contrário, aumenta o desemprego e a exploração dos trabalhadores.
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| Uma fábrica que quase não precisa de trabalhadores |
Máquinas que não ajudam
No limite, quando as máquinas e os robôs fizerem tudo o que for preciso, os donos das máquinas, os capitalistas, não precisam de trabalhadores e o desemprego será total. É um cenário que não se chegará a concretizar pois o capitalismo acabará antes disso. Uma das grandes contradições do sistema capitalista é, justamente, o gerar a pobreza e, com ela, a impossibilidade de vender o que as fábricas produzem.
No limite, quando as máquinas e os robôs fizerem tudo o que for preciso, os donos das máquinas, os capitalistas, não precisam de trabalhadores e o desemprego será total. É um cenário que não se chegará a concretizar pois o capitalismo acabará antes disso. Uma das grandes contradições do sistema capitalista é, justamente, o gerar a pobreza e, com ela, a impossibilidade de vender o que as fábricas produzem.
As máquinas produzirão mas, estando a quase totalidade da população desempregada, não haverá quem possa comprar o que se produz.
Esse é o caminho a que estamos já a assistir, pois o capitalismo não usa as máquinas para servir a sociedade mas, apenas, para aumentar o seu lucro, baixar salários e despedir trabalhadores.
O equilíbrio só será restabelecido no socialismo. Quando as máquinas forem da sociedade e servirem todos
Pelo contrário, no socialismo, os meios de produção, as máquinas são de todos, são da sociedade. Os trabalhadores trabalharão apenas o tempo necessário para produzir o que a sociedade precisa, ganhando o mesmo que se trabalhassem as oito horas, pois o "lucro" do trabalho produzido pelas máquinas será dividido pelos trabalhadores (pois todos são donos das máquinas), sem que haja desemprego. A gestão e o controle do sistema será dos trabalhadores, através das suas organizações.
30 de outubro de 2012
Notas do debate do Orçamento (2)
O Governo só responde ao que convém. A quase totalidade das perguntas ficaram sem resposta
Passos Coelho foge às críticas e às questões para fazer propaganda da sua política de desastre.
Ver mais intervenções do PCP em http://www.pcp.pt/assembleia-republica/intervencoes
Passos Coelho foge às críticas e às questões para fazer propaganda da sua política de desastre.
- Manutenção das taxas do IVA para a restauração?
- Linhas de Crédito para as empresas?
- As verbas do QREN (quadro de referencia estratégica nacional) não foram utilizadas. Porquê?
- Quanto vamos ter que devolver a Bruxelas?
- O IVA de Caixa à muito prometido só agora vai ter efeito. E o que está preparado é uma fraude. A grande maioria das empresas não podem beneficiar dessa medida necessária.
- Foram entregues milhões de euros à multinacional alemã Bosh para se instalar em Portugal. A Bosh despediu mais de 200 trabalhadores e está a deslocalizar a sua produção para outros países. Vai devolver o dinheiro que recebeu?
- etc. etc. etc.
Ver mais intervenções do PCP em http://www.pcp.pt/assembleia-republica/intervencoes
Início da discussão do Orçamento
O discurso de Passos Coelho repete-se, repete-se, numa tentativa desesperada de salvar uma política que está moribunda, de salvar um capitalismo que é a causa de todas as desgraças que o mundo atravessa.
Passos Coelho repetindo a mesma política fracassada, que todos verificamos NÃO SERVE!, repete as mesmas desculpas, repete as mesmas soluções falhadas e acrescenta mais mentiras. Destaco, umas expressas, como a do esforço maior de quem tem mais rendimentos, outras, encapotadas, como a dos sucessos na Balança Comercial, aumento das exportações "esquecendo" as exportações de combustíveis (importados) e vendas de ouro.
O que é certo, e ele próprio não esconde: Maiores sacrifícios para os portugueses.
O que é certo, e ele esconde: Os sacrifícios vão ser inúteis enquanto esta política não mudar.
28 de outubro de 2012
Refundação. A palavra mágica!
O que é a "refundação". Nada de confusões!
Tentemos perceber.
Até Passos Coelho já viu que todos percebemos que esta política não serve.
Mas não quer assumir a necessidade de uma nova política. Não! Isso seria assumir que o sistema capitalista não tem resposta.
Não quer assumir a renegociação da dívida. Não! Isso seria reconhecer que as propostas do PCP cada vez mais apoiadas por largos sectores da sociedade, são mesmo necessárias.
Que refazer? ou "Que Fazer?"
Passos, está num beco sem saída. Que refazer? ("Que fazer?" lembraria outro).
Foi ao dicionário e encontrou uma palavra suficientemente ambígua para dar resposta a tudo. Refundação.
Refundação, parece ser a palavra mágica que contenta (q.b.) todos.
Todos sabemos que esta política não serve. Refundemos a política!
Todos sabemos que este memorando assinado com a troika é a corda na garganta. Refundemos o Memorando!
Todos sabemos que a dívida que estamos a pagar não é a nossa dívida e é uma dívida impagável. Refundemos a Dívida.
Todos sabemos que são os Bancos que ganham com o negócio dos juros. Refundemos os Juros.
Todos sabemos que o Estado não exerce as suas funções para dirigir a economia do país. Refundemos o Estado.
Todos nos queremos livrar das troikas (FMI, BCE, UE) e (PS, PSD, CDS). Refundemos as troikas.
Todos começamos a perceber que este sistema está... f... (falido ou fundido). Refundemos o sistema! (Há aqui uma confusão de palavras e de letras que é preciso refundar. Agora sou eu que tenho que ir ao dicionário, porque este verbo Refundar presta-se a confusões em demasia).
Refundação. É palavra que pode levar longe. Passos Coelho, creio, entrou em caminhos perigosos com esta palavra Refundação. Será preciso refundar bem fundo a refundação?
Tentemos perceber.
Até Passos Coelho já viu que todos percebemos que esta política não serve.
Mas não quer assumir a necessidade de uma nova política. Não! Isso seria assumir que o sistema capitalista não tem resposta.
Não quer assumir a renegociação da dívida. Não! Isso seria reconhecer que as propostas do PCP cada vez mais apoiadas por largos sectores da sociedade, são mesmo necessárias.
Que refazer? ou "Que Fazer?"
Passos, está num beco sem saída. Que refazer? ("Que fazer?" lembraria outro).
Foi ao dicionário e encontrou uma palavra suficientemente ambígua para dar resposta a tudo. Refundação.
Refundação, parece ser a palavra mágica que contenta (q.b.) todos.
foto refundada do ParafusoVadio
Todos sabemos que este memorando assinado com a troika é a corda na garganta. Refundemos o Memorando!
Todos sabemos que a dívida que estamos a pagar não é a nossa dívida e é uma dívida impagável. Refundemos a Dívida.
Todos sabemos que são os Bancos que ganham com o negócio dos juros. Refundemos os Juros.
Todos sabemos que o Estado não exerce as suas funções para dirigir a economia do país. Refundemos o Estado.
Todos nos queremos livrar das troikas (FMI, BCE, UE) e (PS, PSD, CDS). Refundemos as troikas.
Todos começamos a perceber que este sistema está... f... (falido ou fundido). Refundemos o sistema! (Há aqui uma confusão de palavras e de letras que é preciso refundar. Agora sou eu que tenho que ir ao dicionário, porque este verbo Refundar presta-se a confusões em demasia).
Refundação. É palavra que pode levar longe. Passos Coelho, creio, entrou em caminhos perigosos com esta palavra Refundação. Será preciso refundar bem fundo a refundação?
24 de setembro de 2012
A política de direita
Não esqueçamos!
Em 2009 Sócrates garantiu aos portugueses que a recuperação da economia se iniciaria em 2010.
Em 2010 tudo piorou e Sócrates impos um novo PEC e garante que a recuperação se daria em 2011. Acabou por se demitir.
E agora? Passos Coelho segue o mesmo caminho!
A "crise" e as suas causas
Todos os anos se aprovaram novos PEC e novas medidas de austeridade e a crise económica piorou sempre.
Desde 2005 que foram feitos anualmente Planos para a Estabilidade Económica e ajustamentos, que alteravam os anteriores e a situação era cada vez pior. Todos os planos continham medidas idênticas mas cada vez mais severas.
O PEC 1, apresentado em Março de 2010, previa corte na despesa pública para o período 2010-2013.
O PEC 2 surgiu da necessidade de reajustar as medidas aprovadas pelo PEC 1 passados dois meses, em Maio de 2010. Previa mais cortes orçamentais e o aumento do IVA.
Passados quatro meses, em Setembro de 2010, foi aprovado o PEC 3. Contudo e apesar das repetidas afirmações de que cada PEC iria resolver a crise a situação era cada vez pior.
Sempre a mesma política
O Governo PS recusava-se a mudar de política, recusava as alternativas que partidos de esquerda e sindicatos apresentavam.
A crise política levou a que o quarto PEC não tenha sido aprovado. Em 2011, Sócrates com a Troika interna PS+PSD+CDS pede "ajuda" à Troika estrangeira e depois demitiu-se.
Passos Coelho promete não subir os impostos, não retirar subsídios, não baixar ordenados e pensões. Assim ganha as eleições.
Logo depois de tomar posse, rasga o prometido e segue a política de direita (da troika PS+PSD+CDS).
Recomeçam os PEC agora chamados Programas de Ajustamento.
Mentir para ganhar eleições
Em 2011 Passos Coelho promete que os sacrifícios serão reduzidos em 2012 e a recuperação iniciar-se-à em 2013.
Mais mentiras que a realidade confirmou.
Em 2012 continuam os sacrifícios e a situação económica dos trabalhadores e do país é cada vez mais grave.
Contudo, os Bancos e as grandes empresas continuam a ter mais lucros.
No passado dia 7 de Setembro, a proposta de aumento da Taxa Social Unica dos trabalhadores em 7% a redução para os patrões foi a gota de água que despertou a maioria dos portugueses.
Finalmente verificaram que há muitos anos os governos de direita PS+PSD+CDS/PP optaram por defender os grandes capitalistas e sacrificar os trabalhadores e pequenos empresários. Política capitalista neo-liberal pura e dura.
Acordai!
É esta política que há 36 anos os governos PS+PSD+CDS/PP, aplicando para destruir o 25 de Abril de 1974.
Primeiro foi Mário Soares, comprado por Carlucci e Kissinguer e vendido à "Europa connosco". Aumentou impostos e desvalorizou o escudo. Depois foi o primeiro-ministro Cavaco Silva que destruiu a Agricultura, as Pescas, a Indústria e a nossa economia para a entregar às grandes empresas estrangeiras. Mais tarde veio o Guterres que continuou a mesma política de desastre. Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e até sem tanga ficou quando fugiu para a UE.
Sócrates, mentiu e esbanjou centenas de milhões nos Estádios de Futebol, nas Auto Estradas, nas Parcerias Público Privadas (PPP), no Euro 2004, SCUT, e se tivesse tempo mais esbanjaria para dar aos amigos no TGV, aeroporto, computadores Magalhães, Fundações, etc. etc. e etc?
Corrupção, fraudes, roubos...
Pelo meio e nos intervalos, vimos outros representantes dos partidos da direita, Mario Lino, Jorge Coelho, Isaltino, Valentim Loureiro, Paulo Portas (e os submarinos), Armando Vara, Penedos, Luis Montez, Fernando Nogueira, Rui Machete, Ferreira do Amaral, Vítor Constâncio (o ingénuo), Duarte Lima, Oliveira e Costa, Raposo, etc. etc. etc.(são tantos que encheriam páginas) sacar milhares de milhões de euros. Só no BPN o roubo quase chega aos 9 mil milhões. É para estes senhores, para os seus amigos e famílias encherem cofres nos offshores, paraísos fiscais, bancos suiços, comprarem escandalosos bens de luxo, que todos os portugueses estão a ser sacrificados.
É assim a direita instalada nos partidos da troika.
Basta! Basta de política de direita.
A CGTP, mais uma vez, apresentou propostas sérias e claras para o governo ir buscar o dinheiro que quer roubar aos trabalhadores, aos que se têm servido da crise. Vamos ver se o governo tem a mesma coragem para exigir aos muito ricos, que teve para sacrificar os mais pobres. Temos que o exigir! Basta de serem sempre os mesmos a pagar a crise que não criaram.
Sábado, dia 29 vamos todos ao Terreiro do Paço, dar mais um empurrão a este governo.
Em 2009 Sócrates garantiu aos portugueses que a recuperação da economia se iniciaria em 2010.
Em 2010 tudo piorou e Sócrates impos um novo PEC e garante que a recuperação se daria em 2011. Acabou por se demitir.
E agora? Passos Coelho segue o mesmo caminho!
A "crise" e as suas causas
Todos os anos se aprovaram novos PEC e novas medidas de austeridade e a crise económica piorou sempre.
Desde 2005 que foram feitos anualmente Planos para a Estabilidade Económica e ajustamentos, que alteravam os anteriores e a situação era cada vez pior. Todos os planos continham medidas idênticas mas cada vez mais severas.
O PEC 1, apresentado em Março de 2010, previa corte na despesa pública para o período 2010-2013.
O PEC 2 surgiu da necessidade de reajustar as medidas aprovadas pelo PEC 1 passados dois meses, em Maio de 2010. Previa mais cortes orçamentais e o aumento do IVA.
Passados quatro meses, em Setembro de 2010, foi aprovado o PEC 3. Contudo e apesar das repetidas afirmações de que cada PEC iria resolver a crise a situação era cada vez pior.
Sempre a mesma política
O Governo PS recusava-se a mudar de política, recusava as alternativas que partidos de esquerda e sindicatos apresentavam.
A crise política levou a que o quarto PEC não tenha sido aprovado. Em 2011, Sócrates com a Troika interna PS+PSD+CDS pede "ajuda" à Troika estrangeira e depois demitiu-se.
Passos Coelho promete não subir os impostos, não retirar subsídios, não baixar ordenados e pensões. Assim ganha as eleições.
Logo depois de tomar posse, rasga o prometido e segue a política de direita (da troika PS+PSD+CDS).
Recomeçam os PEC agora chamados Programas de Ajustamento.
Mentir para ganhar eleições
Em 2011 Passos Coelho promete que os sacrifícios serão reduzidos em 2012 e a recuperação iniciar-se-à em 2013.
Mais mentiras que a realidade confirmou.
Em 2012 continuam os sacrifícios e a situação económica dos trabalhadores e do país é cada vez mais grave.
Contudo, os Bancos e as grandes empresas continuam a ter mais lucros.
No passado dia 7 de Setembro, a proposta de aumento da Taxa Social Unica dos trabalhadores em 7% a redução para os patrões foi a gota de água que despertou a maioria dos portugueses.
Finalmente verificaram que há muitos anos os governos de direita PS+PSD+CDS/PP optaram por defender os grandes capitalistas e sacrificar os trabalhadores e pequenos empresários. Política capitalista neo-liberal pura e dura.
Acordai!
É esta política que há 36 anos os governos PS+PSD+CDS/PP, aplicando para destruir o 25 de Abril de 1974.
Primeiro foi Mário Soares, comprado por Carlucci e Kissinguer e vendido à "Europa connosco". Aumentou impostos e desvalorizou o escudo. Depois foi o primeiro-ministro Cavaco Silva que destruiu a Agricultura, as Pescas, a Indústria e a nossa economia para a entregar às grandes empresas estrangeiras. Mais tarde veio o Guterres que continuou a mesma política de desastre. Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e até sem tanga ficou quando fugiu para a UE.
Sócrates, mentiu e esbanjou centenas de milhões nos Estádios de Futebol, nas Auto Estradas, nas Parcerias Público Privadas (PPP), no Euro 2004, SCUT, e se tivesse tempo mais esbanjaria para dar aos amigos no TGV, aeroporto, computadores Magalhães, Fundações, etc. etc. e etc?
Corrupção, fraudes, roubos...
Pelo meio e nos intervalos, vimos outros representantes dos partidos da direita, Mario Lino, Jorge Coelho, Isaltino, Valentim Loureiro, Paulo Portas (e os submarinos), Armando Vara, Penedos, Luis Montez, Fernando Nogueira, Rui Machete, Ferreira do Amaral, Vítor Constâncio (o ingénuo), Duarte Lima, Oliveira e Costa, Raposo, etc. etc. etc.(são tantos que encheriam páginas) sacar milhares de milhões de euros. Só no BPN o roubo quase chega aos 9 mil milhões. É para estes senhores, para os seus amigos e famílias encherem cofres nos offshores, paraísos fiscais, bancos suiços, comprarem escandalosos bens de luxo, que todos os portugueses estão a ser sacrificados.
É assim a direita instalada nos partidos da troika.
Basta! Basta de política de direita.
A CGTP, mais uma vez, apresentou propostas sérias e claras para o governo ir buscar o dinheiro que quer roubar aos trabalhadores, aos que se têm servido da crise. Vamos ver se o governo tem a mesma coragem para exigir aos muito ricos, que teve para sacrificar os mais pobres. Temos que o exigir! Basta de serem sempre os mesmos a pagar a crise que não criaram.
Sábado, dia 29 vamos todos ao Terreiro do Paço, dar mais um empurrão a este governo.
22 de setembro de 2012
Atenção às manobras
A Troika de cá está a
prepará-las
Tudo indica que o governo recua na taxa aplicada aos trabalhadores mas prepara-se para nos roubar de outra forma. Nos subsídios (férias e Natal), reformas, IRS e... vamos ver que mais.
O Partido Socialista parece estar a ir no "engodo". Finge que assim está bem. E desta forma manhosa, a troika de cá, PS+PSD+CDS ficará de novo unida para continuar a fazer a política de direita sacrificando sempre os mesmos.
A CGTP apresentou uma proposta alternativa que, tudo indica, têm melhores resultados e não afeta os trabalhadores.
As troikas, de cá e estrangeira, o governo, os comentadores ao seu serviço nos jornais e na televisão, não podem dizer que não há alternativa.
Alternativas não faltam!
CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras
A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas (mercados regulamentados, não regulamentados ou fora de mercado), excepcionando o mercado primário de dívida pública. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.
2 - Introdução de progressividade no IRC
A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. A incidência deste aumento é inferior a 1% do total das empresas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros
3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos
A criação de uma sobretaxa média de 10% sobre os dividendos distribuídos, incidindo sobre os grandes accionistas (de forma a garantir um encaixe adicional de 10% sobre o total de dividendos distribuídos), com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC), o que permite às empresas que distribuem dividendos deduzir na base tributável esses rendimentos desde que a entidade beneficiária tenha uma participação na sociedade que distribui pelo menos 10% do capital. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros.
4 – Combate à Fraude e à Evasão Fiscal
A fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, com objectivos bem definidos e a adopção de políticas concretas para a sua concretização. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.
Dia 29 Sábado não abandonamos a luta! Não deixemos que nos enganem!
prepará-las
Tudo indica que o governo recua na taxa aplicada aos trabalhadores mas prepara-se para nos roubar de outra forma. Nos subsídios (férias e Natal), reformas, IRS e... vamos ver que mais.
O Partido Socialista parece estar a ir no "engodo". Finge que assim está bem. E desta forma manhosa, a troika de cá, PS+PSD+CDS ficará de novo unida para continuar a fazer a política de direita sacrificando sempre os mesmos.
A CGTP apresentou uma proposta alternativa que, tudo indica, têm melhores resultados e não afeta os trabalhadores.
As troikas, de cá e estrangeira, o governo, os comentadores ao seu serviço nos jornais e na televisão, não podem dizer que não há alternativa.
Alternativas não faltam!
CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras
A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas (mercados regulamentados, não regulamentados ou fora de mercado), excepcionando o mercado primário de dívida pública. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.
2 - Introdução de progressividade no IRC
A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. A incidência deste aumento é inferior a 1% do total das empresas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros
3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos
A criação de uma sobretaxa média de 10% sobre os dividendos distribuídos, incidindo sobre os grandes accionistas (de forma a garantir um encaixe adicional de 10% sobre o total de dividendos distribuídos), com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC), o que permite às empresas que distribuem dividendos deduzir na base tributável esses rendimentos desde que a entidade beneficiária tenha uma participação na sociedade que distribui pelo menos 10% do capital. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros.
4 – Combate à Fraude e à Evasão Fiscal
A fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, com objectivos bem definidos e a adopção de políticas concretas para a sua concretização. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.
20 de setembro de 2012
Democracia, onde estás? (2)
Crise? Democracia? Sacrifícios? Para quem?
A fortuna dos mais ricos nos Estados Unidos cresceu muito mais que as principais economias do mundo, mesmo com a crise internacional, revelou a revista Forbes.
Quem era rico, muito rico, ficou ainda mais rico em 2012. A crise económica nos Estados Unidos, não atingiu os muito ricos.
Esta situação é idêntica em Portugal e na maioria dos países capitalistas.
O patrimônio líquido total das 400 maiores fortunas saltou para 1,7 biliões de dólares (1.700.000.000.000) nos EUA.
A crise do capitalismo tem sido aproveitada para aumentar as grandes fortunas à custa dos mais pobres.
O mundo capitalista é cada vez mais desigual.
Como disse Jean-Jacques Rouseau uma sociedade destas não é democrática. Como pode haver liberdade numa sociedade em que os muito ricos compram as vidas dos muito pobres? Onde 99% das pessoas vendem (a baixo preço) parte das suas vidas (tempo e força de trabalho) para dar cada vez mais lucro aos 1% dos grandes capitalistas?
Os lucros dos mais ricos aumentam na mesma proporção do aumento das dívidas dos países (que estão a ser pagas pelos trabalhadores). Por isso, quanto mais pagamos mais devemos.
Também por tudo isto, dia 29 lutamos no Terreiro do Paço.
A fortuna dos mais ricos nos Estados Unidos cresceu muito mais que as principais economias do mundo, mesmo com a crise internacional, revelou a revista Forbes.
Quem era rico, muito rico, ficou ainda mais rico em 2012. A crise económica nos Estados Unidos, não atingiu os muito ricos.
Esta situação é idêntica em Portugal e na maioria dos países capitalistas.
O patrimônio líquido total das 400 maiores fortunas saltou para 1,7 biliões de dólares (1.700.000.000.000) nos EUA.
A crise do capitalismo tem sido aproveitada para aumentar as grandes fortunas à custa dos mais pobres.
O mundo capitalista é cada vez mais desigual.
Como disse Jean-Jacques Rouseau uma sociedade destas não é democrática. Como pode haver liberdade numa sociedade em que os muito ricos compram as vidas dos muito pobres? Onde 99% das pessoas vendem (a baixo preço) parte das suas vidas (tempo e força de trabalho) para dar cada vez mais lucro aos 1% dos grandes capitalistas?
Os lucros dos mais ricos aumentam na mesma proporção do aumento das dívidas dos países (que estão a ser pagas pelos trabalhadores). Por isso, quanto mais pagamos mais devemos.
Também por tudo isto, dia 29 lutamos no Terreiro do Paço.
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