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5 de abril de 2012

Mafia e roubo organizado

Tudo combinado
A "família" protege-se para continuar o roubo legal


Os corruptos, os grandes ladrões, aqueles que roubam milhões, continuam defendidos pelas leis da "família".
Desde 2007 que o PCP faz propostas de lei para criminalizar a corrupção. PS, PSD e CDS, têm vindo a obstruir a aprovação destas propostas e leis. Perante os escândalos de Valentins e Dias Loureiros, do BPN, Duartes Limas e muitos outros, PSD e CDS (os do Governo) desta vez aceitaram votar favoravelmente uma lei contra a corrupção. PS viu o rabo a arder e votou contra.


Gato escondido com rabo de fora
Porque é que PSD e CDS desta vez votaram a favor? Tinham conseguido a garantia de Cavaco, que não deixaria passar a lei?. De facto Cavaco não estava nada interessado em remexer no BPN, Coelhas e outros assuntos em que está metido. Assim aconteceu. O presidente remeteu a lei para o Tribunal Constitucional que a chumbou.
Vamos agora ver como reaje PSD e CDS. Irão lavar as mãos e atirar a responsabilidade para outros? Continuar a fazer o que sempre fizeram? 
  
Não foi ainda desta vez que o PCP viu aprovada a lei porque luta há muitos anos.
Não foi ainda desta vez que os corruptos ladrões que roubam milhões, se viram em perigo.
  
Quem rouba um pão vai para a prisão.
Quem rouba um milhão não é ladrão. É o quê, então?
É FARTAR VILANAGEM. O povo a pagar e eles a engordar.


Ver mais (aqui)  e (aqui)  e (aqui)

1 de abril de 2012

Os espertos...

A ética e os valores dos governantes


O Conselho de Doutores da Universidade de Medicina "Semmelweis", de Budapeste, retirou hoje o título de doutor ao Presidente húngaro, Pál Schmitt, por plágio, na sua tese de doutoramento, noticia a agência Efe.
Schmitt, por sua parte, afirmou na quarta-feira, em Seul, onde participa numa cimeira internacional sobre segurança nuclear, que "não pensa" demitir-se, apesar de toda a oposição húngara exigir a sua renúncia, porque o plágio ensombra a honestidade exigida a um chefe de Estado.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2392016&seccao=Europa


Cá, no nosso Portugal, os tribunais não funcionam, as leis são só para os pobres, Sócrates fez provas ao Domingo, Passos Coelho não precisa de plagiar, porque apenas faz o que lhe mandam e Cavaco também não pensa em demitir-se apesar de todos so escândalos de fraudes e corrupção em que está envolvido. É assim que funciona a direita nesta "Democracia" virtual. 
E, os parvos que votam neles, gostam de ser enganados e fingem que não sabem nada.

18 de março de 2012

A corrupção em Portugal (6)

A história do BPN é exemplar
  
A direita, PSD e CDS, e Presidente da República Cavaco Silva, evitam falar do BPN. O PS com "rabos de palha" não se atreve a exigir a punição dos corruptos. Contudo o BPN já levou aos portugueses muitos milhares de milhões de euros.

Nunca em Portugal houve fraude de tamanha dimensão!
Quem está envolvido nela?
Tudo gente que anda à volta dos partidos da direita e em especial do PSD.

A propósito do debate sobre as propostas de lei contra a corrupção, hoje abordarei a história do BPN. 
  
Tem sido apresentado como real o número de 9.710.600.000,00 € valor da fraude do BPN que estamos a pagar.

Para os trabalhadores, sacrifícios...

Ao povo e trabalhadores pedem-se sacrifícios. Os que os pedem são aqueles que, com a sua política, causaram os problemas em que Portugal se encontra. 

Privatizar e "desprivatizar" para o Estado pagar

Os Bancos Nacionalizados foram Privatizados. Agora, os prejuízos,  são nacionalizados para sacar mais dinheiro aos portugueses. A nacionalização já custou 2.400 milhões de euros e pode ultrapassar os 8.000 milhões de euros, pagos por todos os portugueses. 

  
O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD 
   
Mais um covil do capitalismo financeiro para proporcionar "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

A "social democracia"...

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva.

Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

O "social-democrata" polivalente

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

O Estado português vendeu o BPN ao desbarato, por 40 milhões ao BIC e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores.

Negócios entre amigos com o dinheiro dos portugueses

O BIC é dirigido por Mira Amaral, ministro nos três governos de Cavaco Silva e um dos mais famosos pensionistas de Portugal, com uma reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

Cavaco Silva e a filha compraram 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros.

A ditadura capitalista serve um bando no poder à custa da maioria que trabalha

Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. A vivenda de Cavaco Silva resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. Tudo gente fina. 
Nesta "democracia" o povo é roubado e, vergonhosamente enganado, continua a votar nos ladrões. 

17 de março de 2012

Corrupção em Portugal (5)

As "artimanhas" do PS para que não se aprovasse a Lei contra a corrupção

Em alguns comentários neste blogue, houve quem defendesse as "desculpas esfarrapadas" do PS que também foram em parte defendidas pelos partidos de direita, PSD e CDS-PP-
Aconselho a revisão dos debates da Assembleia da República a esse propósito. Creio que os vídeos abaixo são esclarecedores.

16 de março de 2012

Corrupção em Portugal (4)


O exemplo da Argentina

Falei da Islândia, país da União Europeia, e agora vou referir uma outra situação com a qual devemos também aprender, para não cairmos nas patranhas que os políticos da direita no Governo e os comentadores contratados para abanar a cabeça (num movimento vertical de baixo para cima e de cima para baixo), vão dizendo.

Para não ter que inventar o que já está inventado, adaptei o escrito (aqui), com a devida vénia.

- O Leitor pensa que as receitas do FMI e das Troikas são a única possibilidade para sair da crise?
- O Leitor pensa que, não aceitar o que quer a Troika, significa a exclusão dos mercados?
- O Leitor acha que a solução está num Estado mais pobre, nos cortes dos serviços sociais?
- O Leitor julga que devemos fazer tudo o que os bancos querem, porque eles é que têm o dinheiro?
- O Leitor pensa que certas coisas funcionam só na Islândia porque é pequena e tem vulcões?
- O Leitor acha a recessão e "austeridade" um mal necessário?
- O Leitor acredita que não há Alternativa?
Mas porque é que o Leitor pensa coisas destas?
  
Vejamos o que nos escondem a Televisão e Jornais:
  
Argentina: depressão, rebelião, retoma

Entre 1998 e 2002, a Argentina enfrentou a pior crise económica da sua história.

A economia mergulhou numa recessão e numa depressão em larga escala. 
O desemprego tinha ultrapassado os 25%.
  
Viam-se dezenas de milhares de profissionais da classe média em fila para o pão ou uma sopa, a pouca distância do palácio presidencial. 
Centenas de milhares de trabalhadores desempregados, os "piqueteros", bloqueavam as estradas principais e alguns assaltavam os comboios carregados de animais e grãos que iam para o estrangeiro. 
O País fortemente endividado e as pessoas profundamente empobrecidas. 
O descontentamento popular estava à beira de provocar uma revolução.
  
O Presidente Fernando De La Rua foi deposto em 2001. 
Até ao final de 2002, centenas de fábricas falidas foram ocupadas e geridas pelos trabalhadores.
  
A Argentina estava, impossibilitada a  pagar a dívida contraída e os elevados juros exigidos.
  
No início de 2003, Nestor Kirchner foi eleito Presidente no meio da crise. Começou por rejeitar as pressões externas que pretendiam o pagamento da dívida e a austeridade.  
Ao contrário das pressões do "mercados" e do FMI, Kirchner inaugurou uma série de programas de emergência para o sector público. Autorizou o pagamento de um subsídio para os trabalhadores desempregados (150 pesos por mês) para atender as necessidades básicas de cerca de metade da força-trabalho. 


Argentina: a crise antes, o crescimento depois

As vitórias eleitorais de Kirchner e Fernandez foram o reflexo do "estado social capitalista" que após 30 anos de exploração neoliberal e regimes servos dos americanos, e do FMI, deixaram o país na miséria.
  
Kirchner/Fernandez declararam a impossibilidade de pagamento da dívida. Contrapôs-se uma moratória, nacionalizaram-se os fundos de pensões e muitas empresas anteriormente privatizadas. Assim o Estado pôde expandir os investimentos públicos e favorecer o consumo, com a intenção de conseguir a recuperação económica. Uma vez livre do FMI, a Argentina passou duma fase de recessão para um crescimento do PIB de 8%. 


Comparações

A economia argentina cresceu cerca de 90% entre 2003 e 2011.
A recuperação tem sido acompanhada por programas vocacionados para a redução da pobreza. A percentagem dos Argentinos que vivem abaixo da linha da pobreza desceu de 50% em 2001 para menos de 15% em 2011. Em contraste, a pobreza nos Estados Unidos, aumentou de 12% para 17% na mesma década e continua a subir. 
  
Os Estados Unidos tornaram-se o País com a maior desigualdade na área da OCDE, com 1% da população que detém 40% da riqueza nacional. 
As desigualdades na Argentina foram reduzidas para metade.
  
Na Argentina, os níveis de rendimento das pessoas empregadas aumentaram 50% na última década, enquanto nos EUA caíram cerca de 10%. 
  
Na Argentina o protesto das massas populares obrigou a um repúdio da dívida, ao abandono das medidas do FMI e a um maior cuidado com as faixas sociais mais desfavorecidas.
Nos Estados Unidos os eleitores votaram num Presidente ao serviço de Wall Street. 
Os resultados estão à vista!


Os Profetas da "Austeridade" e da desgraça.

O rumo seguido pela Argentina, foi ao contrário de todas as "recomendações" do FMI (e Troikas), dos gurus financeiros e dos apoiantes políticos deles, os comentadores de serviço na Televisão.
  
A imprensa económica já tinha profetizado uma Argentina fora dos mercados financeiros e económicos (segundo a equação: Não pagas a tua dívida? = Ninguém vai vender-te mais nada), contudo o que sucedeu foi exactamente o contrário




Conclusão: 
O FMI e as Troikas, são incompetentes? Não! Eles são é oportunistas exploradores que ganham o dinheiro dos povos com os juros do que emprestam. Por isso, interessa-lhes que os países estejam dependentes deles para terem que pedir dinheiro emprestado. Ora, um país que se desenvolva, não precisa de recorrer aos pedidos de "ajuda" e eles perdem o "cliente" e perdem os elevados juros que ganham.
Os políticos que nos amarraram à Troika, PS, PSD e CDS, perdem "os favores e as benesses" dos seus financiadores, os bancos e banqueiros. 
Só não vê quem não quer.

15 de março de 2012

Corrupção em Portugal (3)


Os portugueses não devem esquecer o exemplo da Islândia. A submissão paga-se caro.


A comunicação social em Portugal escondeu o que se passou na Islândia. Adivinhem porquê.
(Ver texto de 25 de Março de 2011). 

Em dois referendos os islandeses recusaram o pagamento das dívidas dos bancos.
Após isso a União Europeia teve que renegociar a dívida, baixou os juros e alargou os prazos. 

Mas os islandeses quiseram ir mais longe: Punir os responsáveis pela crise e pela especulação financeira dos bancos.


Na Islândia os responsáveis são criminalizados

O parlamento islandês foi obrigado a processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso (Outubro de 2008).
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça.

Sigurdur Einarsson, presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia, foi preso. Outros podem estar na calha.


Em Portugal a direita no poder faz as leis para "safar" os amigos corruptos.

Em Portugal os responsáveis ganham eleições e fazem leis para impedir a prisão dos corruptos. Leis de corruptos para corruptos. Como disse o entrevistado da SIC, em Portugal, é como se pedisse aos assaltantes de bancos para estudar a segurança dos bancos que assaltam. Ver aqui:
http://www.youtube.com/watch_popup?v=RNr1eOhA4qE


Na Islândia os Presidentes dos Bancos que criaram a situação, foram presos e arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. 


Islândia: A Alternativa valeu a pena!

De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Islândia vai fechar 2011 com um crescimento do PIB de 2,5%, prevendo-se novo crescimento de 2,5% para 2012 – números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da UE. A taxa de desemprego no país vai ainda descer para os 6%, contra os actuais 9,9% da zona euro.

Nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas e reconhecem: "A economia da Islândia está a recuperar... e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa".


A luta pela soberania vale a pena. Mas em Portugal o povo parece não ter acordado

Na Islândia o povo tem vindo a ganhar e os banqueiros e políticos que levaram à crise estão a ser julgados.

Em Portugal, há mais de cinco anos que o PCP tenta que se aprove uma lei que criminalize a corrupção e os crimes económicos ilícitos. A política de direita do PS, do PSD e CDS-PP tem rejeitado essas propostas. 

Apesar da continuada oposição do PS, foi conseguido um acordo com o PCP, PEV, BE, e maioria do Governo (PSD/CDS) para uma lei que, embora não suficientemente eficaz, abre caminho para a criminalização da corrupção. Contudo, o Presidente da República, o tal dos negócios do BPN, que já nos levaram mais de 8.000 milhões, resolveu não a ratificar sem um parecer do Tribunal Constitucional. Deve estar a dar tempo para a fuga dos que ainda cá estão. E são muitos.



14 de março de 2012

Corrupção em Portugal (2)


A ditadura capitalista instala-se no poder, faz as leis, domina a Justiça em Portugal 

Na continuação das denúncias de corrupção em Portugal, advogados e fiscalistas mostram como a direita se serve das leis feitas pelos seus deputados do PS, PSD e CDS para proteger os corruptos desses partidos. 

Os jornalistas sem ética, escondem que os partidos não são todos iguais tal como os políticos não são todos corruptos. Preferem apontar a responsabilidade para “todos” para não terem que apontar os verdadeiros responsáveis.
Essa é uma forma de "branquear" os sujos. 



Como já referi, em 15 de Fevereiro de 2007, o Grupo Parlamentar do PCP, apresentou na Assembleia da República uma proposta para criminalizar o enriquecimento ilícito. Essa proposta tem sido sistemáticamente reprovada pelo PS, pelo PSD e CDS-PP.
Em 23 de Fevereiro de 2008, esse projecto teve os votos contra do PS, do PSD e do CDS-PP.
Em 8 de Abril de 2009, o PCP insistiu na proposta, e apresentou nova iniciativa que, foi de novo rejeitada, desta vez apenas com os votos contra do PS e as abstenções do PSD e do CDS-PP. 
Em 2 de Novembro de 2009 o PCP apresentou nova proposta que em 10 de Dezembro de 2009 foi rejeitada com os votos contra do PS e do CDS-PP.


Em 13 de Janeiro de 2011, o PCP retomou o projecto de lei de crime de enriquecimento ilícito, mas a dissolução da Assembleia da República que entretanto ocorreu não permitiu o agendamento dessa iniciativa.

Em 12 Julho de 2011, o PCP retoma a proposta uma vez que com a nova composição da AR e as declarações dos vários partidos, tudo indicaria que desta vez fosse aprovada. Entretanto os restantes partidos (excepto o PS) apresentaram também propostas suas. 
Os diplomas foram aprovados na generalidade em 23 de Outubro de 2011, com os votos favoráveis dos partidos subscritores, à excepção do CDS/PP (que se absteve nos textos do PCP e do BE), bem como do PS que votou contra todos.
Desde então muitas cambalhotas têm dado o PS, e depois  de muitos ajustes, lá foi aprovada a lei, com muitos condicionamentos, mas sem o acordo do PS. 
O diploma foi aprovado na Assembleia da República a 10 de fevereiro, com os votos contra do PS. A lei foi enviada ao Presidente da República que resolveu não a promulgar sem primeiro ouvir o Tribunal Constitucional, conforme comentei no passado dia 10 (ver aqui).

13 de março de 2012

Corrupção em Portugal (1)

A ditadura capitalista instala-se no poder, faz as leis, domina a Justiça em Portugal 

A SIC entrevistou advogados e fiscalistas que mostram como uma minoria se serve das leis feitas pelos seus apaniguados para proteger a corrupção. 

É pena que a censura em Portugal, e o silenciamento das ações do PCP, impeça os jornalistas de dizer que este Partido, o PCP, desde 2007 que todos os anos apresenta na Assembleia da República propostas de lei contra a Corrupção e são “chumbadas” pelos partidos de direita PS, PSD e CDS-PP.



Os jornalistas preferem dizer que a responsabilidade é de “todos” os partidos, ou “dos políticos”, para não terem que “chamar os bois pelos nomes” e mostrar que são o PS, o PSD e o CDS os verdadeiros responsáveis, tal como os corruptos em Portugal são desses partidos. 

Foi em 15 de Fevereiro de 2007 que o Grupo Parlamentar do PCP apresentou pela primeira vez na Assembleia da República uma proposta visando criminalizar o enriquecimento ilícito. Foi uma

10 de março de 2012

Lei contra a corrupção

Que dúvidas terá Cavaco?
Uma lei pela qual o PCP luta há anos, foi finalmente aprovada

O presidente Cavaco, enviou a lei contra o "enriquecimento ilícito" para o Tribunal Constitucional.
"É uma decisão legítima, mas importa sublinhar que o senhor Presidente da República manifesta dúvidas de constitucionalidade relativamente a um importante diploma para o combate à corrupção e à criminalidade económica e financeira e é pena que não tenha manifestado relativamente a um diploma como o do Orçamento do Estado que confisca os subsídios de férias e de natal a todos os funcionários públicos portugueses", afirmou hoje o deputado do PCP António Filipe.

9 de outubro de 2011

População de Oeiras

Alguem disse que, feito um estudo sociológico em Oeiras, se concluiu que a população do Concelho se divide em dois grandes grupos:


O minoritário é dos que sabem que Isaltino é corrupto e por isso não votam nele, e
O maioritário é dos que sabem que Isaltino é corrupto mas votam nele.


Creio que este estudo vai ser adaptado e complementado com outros estudos como os da medição do QI e ser aplicado noutras regiões do país (como a da Madeira).


Disse Pablo Picasso"Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte."

Eu responderia: Um rato não, mas um eleitor...


29 de setembro de 2011

Acordos! e mais acordos. E quando é que acordamos?

Com os agradecimentos ao amigo que enviou e as desculpas por não referenciar o autor que não conheço.

11 de agosto de 2011

Devemos exigir auditoria à dívida portuguesa


Éric Toussaint: «Portugal deve repudiar de forma soberana a parte ilegítima da dívida»

Com o título acima, tem sido divulgada uma entrevista de Éric Toussaint, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, que esteve em Lisboa, a convite do CES, para explicar o que é uma auditoria à dívida. 

Explicou então que, uma auditoria "é um instrumento para analisar de maneira rigorosa as características da dívida pública interna e externa". Não basta analisar a letra da lei, é preciso que a auditoria apure "como foi utilizado o dinheiro, qual foi o impacto ao nível dos direitos económicos, sociais e até ao nível ambiental. "A auditoria é um instrumento para identificar dívidas legítimas e ilegítimas".

Toussaint esclareceu que "as dívidas ilegítimas podem ser dívidas ilegais [que partam, por exemplo, de actos de corrupção] ou, mesmo as que são legais, podem ao mesmo tempo ser ilegítimas"... "Um exemplo muito concreto: os empréstimos do FMI, do Banco Central Europeu e dos governos europeus à Grécia, à Irlanda e agora a Portugal. São créditos outorgados sob condições que implicam a violação de direitos económicos e sociais da população do país, em contradição com convenções assinadas pelo país com instituições como a Organização Internacional do Trabalho, etc."...Adiantou que "estes créditos são dívida do tipo ilegítimo. Além disso, ocorreram num contexto de chantagem dos mercados financeiros"...
Disse também: "Há cinco anos os governos europeus diziam que tudo andava perfeitamente. Até falavam de margem para aumentar gastos. A cidadania, influenciada por esse discurso oficial, pensava que tudo estava sob controlo. Tudo começou a mudar com a crise que explodiu nos EUA em 2007 e o contágio à Europa em 2008. Há uma mudança total de panorama e o público agora dá-se conta que o mundo está dirigido por poderes que não são eficientes, que não são controlados, que estão sob a pressão de forças como os chamados "mercados financeiros", que aparecem como um ente misterioso".
 
Quanto aos responsáveis disse que "se há evidência de uma política de endividamento exagerado e ilícito há que acusar judicialmente os responsáveis. No caso do Equador foram acusados antigos ministros das Finanças. Há um antigo ministro que foi sentenciado com 5 anos de cadeia e está em fuga nos EUA, que não o querem extraditar". Informou que esse ministro "Assinou contratos - juntamente com outros altos funcionários que também foram acusados - prejudicando os interesses da nação e desrespeitando a lei do Equador". 
 

Ao ler estas declarações imediatamente relacionei com os inúmeros actos contrários à constituição portuguesa e que se fossem seriamente julgados muitos ministros e altos responsáveis estariam presos. 

Toussaint esclareceu que "Quando se negoceiam empréstimos os credores podem propor subornos ou o ministro pode sugerir uma comissão" ou, simplesmente, beneficiar os amigos em troca de outros favores ou bons empregos.

O entrevistador perguntou se "Seria possível em Portugal, no domínio da teoria, chegar à conclusão que ministros do passado pudessem ser acusados de crime público e julgados? ao que Toussaint respondeu: 


"Para mim é imaginável. Não vou afirmar que é provável. Claro que a auditoria não chega a uma sentença. A auditoria dá os dados e uma interpretação. O poder judicial, executivo e legislativo é que têm de tomar decisões". Informou que verificados essas decisões ilegítimas, Portugal poderia "repudiar de maneira soberana a parte ilegítima da dívida. Tomar um acto soberano que claro que põe em causa as regras actuais na zona euro, mas que não implica sair da União Europeia. Implica tomar medidas unilaterais justificadas, compreensíveis pela opinião pública, para dar outra saída para a crise". Recordei que foi isso que se passou com a Islândia. Esclareceu finalmente "que tais decisões não são actos unilaterais para prejudicar a comunidade internacional, nem actos que não tomam em conta o direito internacional". 



 
Éric Toussaint, mostrou com exemplos reais como um povo ou um orgão de soberania pode defender o interesse nacional sem se subordinar aos ditames dos credores, dos mercados ou dos interesses ilegítimos do poder económico. 
 
Não é que os governantes portugueses não saibam isto. Eles sabem, não querem é que os portugueses saibam. A política de direita dos partidos que alternadamente governam o país há 36 anos tem por principal objectivo defender os amigos, o poder económico privado. As migalhas que sobram  são as papas e bolos para enganar tolos. 

16 de julho de 2011

Combate à Corrupção (2)

Não são todos iguais


"no PS muita gente, nos últimos anos andou a encher os bolsos ", "os anos de Guterres foram o pântano".
afirmações de Mário Soares, dia 8, em entrevista à antena 1.



Desde 2007 que o Grupo Parlamentar do PCP apresenta, insistentemente, na Assembleia da República uma proposta para criminalizar a corrupção. Essa proposta não tem sido aprovada por oposição do PS, do PSD e do CDS-PP. Os que encaminharam Portugal para a política de desastre e que têm permitido a corrupção, os escândalos de enriquecimento ilícito que nos tribunais não são julgados muitas vezes por falta de leis severas e adequadas.


Apesar das discussões havidas, das declarações de apoio à prevenção e punição da corrupção e da criminalidade económica e financeira, os partidos da direita não passam das palavras e das intenções. Sabemos bem porquê. Os corruptos, os oportunistas que recebem várias reformas de milhares de euros, os que acumulam ordenados e tachos, são apoiantes desses partidos.


Quem são os corruptos e autores dos escândalos?


É fácil verificar que muitos políticos desses partidos da direita, responsáveis do Governo, titulares de cargos públicos e de Empresas Públicas, para além de terem rendimentos acima do que é razoável, apresentam proventos e património muito superiores aos que são licitamente obtidos. 




A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, obriga os Estados a introduzir o crime do enriquecimento ilícito na legislação. 


É público e notório o fenómeno da corrupção. A falta de vontade política o combater é um escândalo. Pedem-se sacrifícios aos trabalhadores, para solucionar a crise que não provocaram, e permite-se a grande corrupção e fraudes económicas que roubam ao país muitas centenas ou milhares de milhões de euros. 


Sacrifícios para quem trabalha e "benefícios" para os "amigos especuladores"


A criminalização do enriquecimento ilícito tem vindo a ser reivindicada por um movimento cívico de dimensão significativa, que integra jornalistas, especialistas em matéria penal, economistas, agentes políticos, entre outras personalidades com notoriedade pública. 


O Grupo Parlamentar do PCP, mais uma vez retomou a iniciativa de apresentar a proposta de criminalização do enriquecimento ilícito e confirmou a sua disponibilidade para analisar todas as formas de combate à corrupção em Portugal, mostrando que os Partidos não são todos iguais. Vamos ver qual vai ser, desta vez, a posição dos partidos da direita, tão céleres a impor sacrifícios aos que têm baixos rendimentos e sempre cegos, surdos e mudos na penalização dos seus "amigos corruptos".

28 de maio de 2011

Combate à Corrupção

Porque é que os corruptos e sabotadores da economia continuam à solta?

A Lei que continua por aprovar!


Esta reflexão vem a propósito de sondagens e de algumas reportagens que "elevam" políticos corruptos, mentirosos e com falta de ética aos "tops" da escolha dos portugueses.


Se a lei que, desde 2007, o PCP vem apresentando na Assempleia da República para combater os crimes de corrupção, (ver aqui) já tivesse sido aprovada, certamente que a maioria desses políticos estaria na prisão. Mas os "gangs" defendem "a família", infelizmente, com a tolerância dos portugueses.


É sabido que os baixos níveis de formação, e a indulgência para com as práticas da corrupção, fazem os portugueses aceitar, e até fomentar, o clientelismo, as cunhas, as fraudes fiscais, os favores e outras práticas desse tipo. É um fenómeno cultural e social que tem como alibi, vencer as dificuldades da burocracia e promover o desenrascanço.


Esta cultura (ou falta dela) cresceu ao longo dos tempos e, em especial, durante os 48 anos de fascismo salazarista. Inerente a ela é o não uso do direito (e dever) de denúncia e do não exercício de vigilância para esses actos de corrupção. 


Após o 25 de Abril de 74 foi estimulada uma grande participação popular na vida social e política que combateu a corrupção e esses actos de sabotagem da economia. Contudo esse ambiente foi reprimido após 1976. Por isso, abafada a Revolução dos Cravos, foi interrompida a cidadania activa, o que favoreceu este ambiente de falta de ética e de responsabilidade social, que conhecemos. A falta de literacia, e de cultura, da maioria dos portugueses, permite e origina graves problemas sociais e económicos em Portugal.




O papel da Comunicação Social


Os Orgãos de Comunicação Social, para agradar aos gostos das maiorias menos cultas e sem preocupação pela qualidade, para garantir grandes tiragens ou audiências, usam e abusam do sensacionalismo do voyeurismo, do espectáculo sem conteúdo, da exploração dos baixos valores, da falta de ética e dignidade. Preferem distrair as pessoas com a invasão da vida privada, especialmente a dos políticos, em vez de debater as suas ideias e opções. Isto desenvolve uma deficiente cidadania e a incapacidade de compreender e participar na vida política e social do país. Interessa mais à comunicação social discutir pormenores para os quais não é preciso pensar, do que as politicas em causa. 


 
"Se eu pudesse fazia o mesmo"
 
Fica sempre por relacionar a política com os interesses que defendem. Os escândalos e a corrupção com a política defendida. Problemas que causam enormes prejuizos ao país, são apresentadas como jogos-espectáculo, sem qualquer efeito pedagógico ou exemplar. Por vezes os corruptos são apresentados como heróis, os espertos, os desenrrascados que se safaram. Reportagens ouvindo cidadãos destacam afirmações tais como: "ele foi esperto", "eu se pudesse fazia o mesmo", "parvo era ele se não se aproveitasse", "se todos roubam, porque é que ele não havia de roubar". 
É isto que leva os portugueses a eleger os mentirosos, os expertos, os corruptos os que "desviam" o que é de todos, que destroem o país e roubam todos os portugueses.  


Outros textos sobre o assunto:
Projecto de lei
Noticia do JN