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20 de maio de 2017

Para que fique registado II

Temer acusado de corrupção e organização criminosa

Do DN extraí estas notas bem significativas

O presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), foi ontem formalmente acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por provas entretanto consideradas "consistentes" por Edson Fachin, o juiz relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Janot classificou as conversas de Temer com o delator Joesley Batista, dono do gigante da área alimentar JBS, de "estarrecedoras". Até ao meio da tarde de ontem já tinham avançado 12 pedidos de impeachment do presidente e três partidos abandonado a base aliada do governo.

"Os elementos de prova revelam que alguns políticos continuam a utilizar a estrutura partidária e o cargo para cometerem crimes em prejuízo do Estado e da sociedade", escreve o procurador-geral no pedido de abertura de inquérito, em que diz que Temer e o ex-senador do PSDB Aécio Neves tentam travar o avanço da Lava-Jato. Defende Janot que nas gravações efetuadas por Batista, em março, num encontro com Temer no porão do Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente, é claro que o chefe do Estado avaliza o pagamento de subornos a Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados pelo PMDB e hoje detido na Lava-Jato, em troca do seu silêncio. "Tem de manter isso, viu?", afirma Temer na conversa.

Na reunião, Temer indica o nome do seu amigo e colega de partido Rodrigo Rocha Loures para resolver na esfera pública um problema da JBS. A polícia tem imagens de um encontro entre Loures e um subordinado de Batista num restaurante onde o primeiro recebe uma mala com 500 mil reais do segundo. Loures, que estava em Nova Iorque até ontem, à chegada ao aeroporto de São Paulo ouviu um coro de "ladrão" na área de desembarque.

Em depoimentos prestados aos investigadores da Lava-Jato e ontem revelados em vídeo, o delator disse que pagou 4,7 milhões de reais (cerca de 1,5 milhões de euros) a Temer entre 2010 e 2017 e que ao longo dos anos, no total, terá transferido cerca de 400 mil milhões de reais (à volta de 120 mil milhões de euros) em subornos a políticos de diversas correntes.

À margem do Congresso Nacional, o juiz do mensalão, Joaquim Barbosa, considerado um ícone da luta contra a corrupção, defendeu que os brasileiros peçam a renúncia imediata de Michel Temer. E a advogada Janaína Paschoal, uma das subscritoras do pedido de impeachment de Dilma, há um ano, também se declarou a favor da queda do atual presidente da República.

Recordo entre muitas outras as notícias de AbrilAbril 

30 de dezembro de 2014

UM ZOO HUMANO - Miguel Urbano

A selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta 

O Diário.info publicou um texto de Miguel Urbano Rodrigues, fundamental para abanar a imobilidade de muitos. 
Miguel Urbano caracteriza a política de direita dando o exemplo da «tentativa de impedimento do direito à greve na TAP» referindo que «a questão já não é apenas a ostensiva ilegalidade. É a utilização, tal como nos tempos do salazarismo, do argumento das "motivações ideológicas" da greve». Concluindo que «Este bando fascizante torna o país irrespirável».

Mostra, Miguel Urbano, o ridículo da arrogância, do absurdo, fascizante «Passos, Portas & Companhia ignoram a Constituição e as leis da República e, invocando "o interesse nacional" para imporem ao país «medidas brutais que o empobrecem cada vez mais».

«A destruição do aparelho produtivo e a ofensiva contra a função pública e a classe média é devastadora. Arruinou Portugal sem atingir os objectivos. As dívidas interna e externa subiram brutalmente, excedendo muito o PIB, que caiu. O desemprego atingiu um patamar sem precedentes. Com uma peculiaridade: a "austeridade" que empobreceu o povo trabalhador contribuiu para o enriquecimento daqueles que o exploram» apontando «Soares dos Santos, Amorim, Belmiro, aos banqueiros e outros magnates que são os donos de Portugal» e muitos outros que «exibem com despudor fortunas colossais que amontoaram em tempo mínimo» e como consequência «A miséria alastra pelo país, a fome é já uma realidade em milhares de famílias».

Por outro lado os escândalos, rotineiros, «Envolvem a banca, as privatizações, as chamadas parcerias público-privadas, as escuras negociatas de políticos e empresários, as fraudes de aventureiros instalados pelo governo em postos-chave da Administração Pública. O regabofe asfixia e humilha o país».

Portas «Recolheu das cinzas um partidinho de saudosistas do fascismo e fez dele o apêndice do PSD que lhe garante a maioria no Parlamento». É «um farsante perigoso que tripudia sobre a ética política, envolvido em compromissos escuros, negócios sujos (submarinos) e ligações perigosas (uma universidade fantasmática)».

Caracterizando o Zoo, Miguel Urbano refere «A terceira figura do bando que desgoverna Portugal» a ministra Maria Luís Albuquerque, que «Difere do chefe e dos colegas pela suavidade das falas». 
«O ministro da Economia é o rosto de uma ultra-direita mascarada» referindo as suas declarações sobre a requisição civil imposta pelo governo para neutralizar a greve da TAP «lembram as de alguns ministros de Salazar». Outro membro do Zoo é Montenegro, o líder da bancada parlamentar do PSD, «imagem da direita cavernícola».

Miguel Urbano aborda o papel da Comunicação Social e a desinformação. Diz «O sistema mediático é controlado pelo grande capital. O noticiário nos jornais de "referência" é mau, mas a reflexão sobre a política do Executivo é muito pior».
«Os comentadores e politólogos – quase todos políticos reaccionários – competem na tarefa de ocultar a realidade social politica e económica». Sobre esta questão penso, em breve, fazer uma abordagem mais pormenorizada. Miguel Urbano alarga a sua destemida análise a muitas outras figuras do Zoo que actuam na «selva de corrupção e prepotência em que o país, arruinado, vegeta»

Como resultado do controlo dos órgãos de comunicação, e em termos de conclusões Miguel Urbano lembra que a «definição que Marx nos ofereceu da "alienação" ajusta-se bem à atitude de uma ampla faixa da população que não está ainda preparada para transformar o protesto em luta organizada, acompanhando a minoria dos trabalhadores que saem às ruas, mobilizados pela CGTP, e desafiam o governo nos locais de trabalho» e por isso não estão ainda reunidas as «condições subjectivas» o que «inviabiliza em tempo previsível rupturas» capazes promer a ruptura com esta política. Mas, diz Miguel Urbano «não sou pessimista» lembrando os momentos da História de Portugal, em que o povo se levantou contra a opressão. Por isso, diz, «Os inimigos do povo que exercem o poder serão varridos!».

Vale a pena ler o artigo na íntegra em http://www.odiario.info/?p=3505

29 de dezembro de 2014

Breve balanço de 2014

Portugal precisa de uma política alternativa.
O Mundo está em mudança

Aproxima-se o final de 2014, fecundo em acontecimentos - para o bem e para o mal. 
Não querendo fazer um balanço, que certamente seria incompleto, aponto assuntos, avulso, mas que me parecem importantes a não esquecer em 2015. 
A nível nacional, 2014 foi mais uma dramática confirmação de que esta política de direita não serve. Não serve o País, os portugueses mas serve - e bem - para alguns.

As desigualdades aumentaram, tal como aumentou a pobreza e a fome.
Apesar dos sacrifícios a dívida não parou de crescer a ponto de ser impagável.
A direita, mais uma vez, anunciou que, agora com a saída da troika, tudo começaria a ser melhor. Mentira! Tal como se previa a situação piora com esta política.

Corruptos!
Pela primeira vez um Primeiro Ministro de Portugal (PS) foi preso.
Muitos iguais ou piores que Sócrates, dos que passaram pelos governos, desde há 38 anos, há muito que deviam estar presos.
Tinha já sido condenado Isaltino (PSD)
Foi também o Duarte Lima (PSD). Condenado e preso. E Dias Loureiro e seus amigos? 

Assinale-se que as leis deveriam ser muito mais duras para os crimes económicos, para quem rouba o país e todos os portugueses. No entanto a direita, ou os chamados partidos do "arco do poder" ou, mais prosaicamente a "troika interna", PS, PSD, e CDS, não deixam que as leis penalizem devidamente os corruptos, sabendo eles que é no seu seio que estão os criminosos. Tudo gente fina.
Este ano foi preso o banqueiro Ricardo Salgado. 

O juiz, Carlos Alexandre, que já tinha deixado passar situações graves, parece estar determinado a corrigir a incapacidade da justiça. Foi figura importante dos casos Monte Branco, das Operações Furacão, Portucale, Processo Face Oculta, Álvaro Sobrinho, Caso BPN, Processo Remédio Santo, Operação Labirinto, Caso Vistos Gold, Ricardo Salgado e Operação Marquês. Pena é que fiquem de fora tantos do BPN, como Dias Loureiro (PSD).
Também Paulo Portas (CDS) apesar da reconhecida corrupção dos Submarinos está em liberdade e no Governo. Klaus Lesker, o administrador da MPC Ferrostaal que vendeu os submarinos, foi preso preso na Alemanha. E cá?
E os vistos Gold?
A extenção de fraudes, roubos, corrupção e outros crimes é enorme e todos envolvem PS, PSD e CDS.

São todos iguais?
Da falência do BES e do GES ainda estão à solta muitos.
Do BPN (banco do PSD) nunca mais se soube nada.
Somam a muitos milhares de milhões de euros as fraudes e os prejuízos para o país e para os portugueses.
A direita, desesperadamente, tenta dizer que são todos iguais.
Por isso, os jornais que nunca falam da Festa do Avante, inventaram que o BES subsidiou a Festa do jornal do PCP! Ridículo mas sintomático. Não! Não são todos iguais!

Durão Barroso saíu da CE e a direita colocou outro igual, o Juncker organizador das fugas fiscais de muitas multinacionais e grandes empresas.
Zeinal Bava, com as trafulhices que fez, pôs a PT nas mãos de interesses estrangeiros. Ele e Durão Barroso foram condecorados pelo "Padrinho" que ocupa o lugar de Presidente da República.  

Continuam as criminosas privatizações e a venda de Portugal a retalho. 
É um escândalo o caso da TAP. A maior empresa exportadora de Portugal.

A Alternativa existe!
Num outro plano convém saber quais as alternativas.
O novo "líder" do PS, António Costa, para o público diz que vai romper com a política de direita mas, na prática, ainda nada se viu. Pelo contrário, o que faz é o mesmo que se fez. 
Propostas, como as que apresentou o PCP, para uma política alternativa, o PS não avança. Que lutas promove o PS para travar as políticas de direita? Serão lutas de gabinete que não se sabe o que tramam? Estaremos atentos no novo ano.

Censura e liberdades? Que liberdades?
Neste blogue muito se tem falado da Censura da Comunicação social e em especial da Televisão. De facto, cada vez mais, o poder financeiro controla os órgãos de comunicação. Governo, políticos de direita, comentadores, jornalistas contratados para o efeito, preenchem todos os espaços não deixando que se conheçam as alternativas e as propostas apresentadas, como soluções patrióticas e de esquerda.
Essa censura atinge não só o conhecimento da realidade portuguesa como da internacional.
O mundo piorou depois da Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim e da derrota dos países socialistas, no final da década de 80. As guerras provocadas pelos EUA, NATO e Israel, tem dizimado muitos milhares de pessoas, destruído países e economias. 
O capitalismo em decadência, depois desta crise económica e financeira, a maior de sempre, tenta salvar-se através da força bruta das armas, e do domínio de países e das suas matérias primas, em especial o petróleo.

O capitalismo na sua fase imperialista, tem apoiado governos fascistas (Ucrânia) e ditaduras em África e América do Sul em contrapartida do domínio económico das riquezas desses países.
Os EUA através da CIA treinam e fornecem grandes quantidades de armas modernas e poderosas a terroristas. Essa política tem funcionado como o feitiço contra o feiticeiro. Os grupos terroristas, depois de armados e treinados pela CIA, muitas vezes fogem ao controlo norte americano, como foi o caso da Al-Quaeda e agora com o "Estado Islâmico" para afrontar a Síria.

Nunca o Mundo esteve tão violento, com tantas guerras com tantas vítimas, em especial civis, mulheres, crianças e idosos. Nalgumas regiões assistimos a autênticos genocídios como na faixa de Gaza e Palestina.
A lei internacional e os Direitos Humanos não são respeitados.

Decadência do capitalismo
É evidente o isolamento cada vez maior dos Estados Unidos. Todos os países na ONU condenam sistematicamente acções o bloqueio de Cuba e a invasão da Palestina por Israel. Em todo o mundo os povos fizeram inúmeras manifestações e protestos. A libertação dos Cinco Cubanos foi uma vitória dessas lutas.

O recente relatório sobre as torturas de presos nos Estados Unidos da América, foi escondido e apenas é conhecida uma pequeníssima parte. Mesmo essa pequena parte revela os crimes monstruosos que os Estados Unidos praticam, crimes só comparáveis aos de Hitler e dos ditadores que os Estados Unidos apoiam,

Esse isolamento dos Estados Unidos foi evidenciado ainda nas decisões da ONU, nas eleições no Brasil e Uruguai, pelas Organizações de apoio mútuo criadas pelos países que fogem ao domínio dos Estados Unidos. Caso dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e ainda das Organizações da América do Sul e Cuba.

Os BRICS estão a estudar moeda alternativa ao Dólar e a formar um Banco Internacional.

A China ultrapassou economicamente, os Estados Unidos em 2014. Está "de olho" nos fundos do tesouro dos EUA, pedra de toque da economia global. Está a redefinir a sua estratégia de investimento no estrangeiro e a promover o Renmimbi como moeda internacional, libertando do domínio do dólar vários países do BRICS e outros com quem está já a negociar nas moedas locais.
O apoio à Rússia é expressivo.  

Só com luta conseguiremos mudar
Nestes países a fome e a pobreza diminuiu fortemente enquanto nos EUA e outros países dominados pelo capitalismo aumenta, como aumentam as desigualdades, o crime, o desemprego, o trabalho escravo. O mundo está mais injusto e violento por acção do capitalismo mas, simultâneamente, está a aprender e a mudar.
Nós em Portugal, também haveremos de aprender com o desastre destes 38 anos de política de direita. 
Nós também haveremos de mudar. Depende dos trabalhadores e do povo. 
A luta continua em 2015.

7 de dezembro de 2014

BPN conhecido como o Banco do PSD

BPN, por enquanto, o maior escândalo financeiro e político da história de Portugal.

O roubo e a falência custaram directamente aos portugueses 2.400 milhões de euros com a nacionalização dos prejuízos sem que ao menos o Estado tenha beneficiado dos activos de todo o grupo da SLN. A direita tem horror às nacionalizações porque isso prejudica os banqueiros. Nacionalizações só dos prejuízos, que os portugueses aguentam. Se contarmos com os custos indirectos esse valor chegará aos 9.000 milhões.

Os portugueses aguentam
Entretanto os Banqueiros que receberam os Bancos nacionalizados em 1975, esses, dizem "os portugueses aguentam, aguentam. Eles, os banqueiros, os privados, vão colocando o dinheiro que ganham com o que o Estado arranca a cada português, no estrangeiro ou nos paraísos fiscais.


Estamos apenas a falar da oferta que o Governo PS fez ao BPN com a nacionalização. Oferta, pois não exigiu aos banqueiros que ganharam o dinheiro que o fossem buscar onde o puseram. Em Gibraltar, no Brasil, nos offshores de Porto Rico, em Cabo Verde, na Suiça, nas ilhas Caimão e em todas as propriedades que compraram.
Que acontece a um português (que aguenta, aguenta) se não aguentar e falhar na prestação da casa?
Os Bancos, imediatamente os põe na rua e ficam com a casa.
Que aconteceu aos banqueiros que roubaram o Banco e não pagam para que os portugueses paguem o que eles roubaram? Nada!. 

Quem faz as leis

Foram movidos processos judiciais. Mas como foram eles que fizeram a Lei na Assembleia da República, PS, PSD e CDS, todos amigos dos seus amigos Banqueiros, os que lhes deram os Bancos Nacionalizados e os que nacionalizaram os prejuízos para os portugueses pagar, essas Leis tudo permitem a quem tem dinheiro para pagar a bons advogados. Ou seja: pagámos nós os advogados deles. Esses arrastam os processos, escondem as provas e coitado do Ministério Público tem uma falha qualquer, erro numa data, uma vírgula que ficou esquecida e então o Tribunal interpretando as leis do PS, PSD e CDS, marimba-se no apuramento da verdade e determina: Arquive-se o processo. Mas não arquivam o pagamento que os portugueses fazem ao Estado para o Estado pagar aos Bancos. 

Figuras ou figurões
  
Quem são as figuras que, desta forma, mostram que mandam no Governo, no Presidente (?), nos deputados do PS, do PSD e do CDS que lhes fizeram tudo o que eles mandaram fazer? 

O BPN foi criado em 1993 e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas, muitas delas, nebulosas sociedades, sediadas em paraísos fiscais e offshores o que lhes possibilitava as negociatas sem controlo e a fuga aos impostos. 
Não foi por acaso que esse Banco foi fundado. Não foi por acaso que era conhecido como o Banco do PSD.



O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado. Já não sabemos se Oliveira e Costa era o homem de confiança de Cavaco ou se Cavaco era o homem de confiança de Oliveira e Costa. Este assumiu a presidência do BPN em 1998. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos governos de Cavaco Silva, entrou para a política (PSD) com 40 contos e trabalhou tanto, tanto que passou para uma fortuna de 400 milhões. Vem depois o nome de Daniel Sanches, outro ex-ministro (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro. Outro foi Rui Machete, presidente do Congresso do PSD. Outros ainda foram os ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho um presidente Banco Europeu de Investimentos e outro pelo Finibanco.

Outro com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN. Também no Brasile está acusado de assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. 
Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco. 

Negócios com Cavaco
  
Os responsáveis por estas fraudes, tiveram também negócios com Cavaco. Ou seria que Cavaco teve negócios com eles? O que é certo é que Cavaco beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram a 1 euro por acção, preço combinado com Oliveira e Costa, 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Os portugueses que tudo aguentam acharam que Cavaco tinha um baixo ordenado e ofereceram-lhe, para além dos votos, mais estes 350.000 euros. Teria sido com esse dinheiro que Cavaco comprou uma casinha de férias na Aldeia da Coelha? Cavaco como não gosta de se afastar dos amigos, comprou a casinha mesmo ao lado da de Oliveira e Costa e de alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor da casinha é apenas 199.469,69 euros, mas fez uma permuta com o construtor Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento. 

Foram tantos os roubos que o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do Cavaco. Este descobriu um prejuízo de 1.800 milhões de euros, que os portugueses que aguentam tanto, aguentam e aguentaram.

Onde está o dinheiro?
  
Para onde foi o dinheiro do BPN? Oliveira e Costa repartiu-o pelos seus amigos e, como quem parte e reparte... ficou com a sua parte. Alguma razão haverá para que o BPN fosse conhecido como o Banco do PSD.
Já no governo de Sócrates, o BPN com o seu chorudo prejuízo, passou para a Caixa Geral de Depósitos, do Estado (paga português). A Caixa era liderada por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, ao lado de Norberto Rosa, ex-secretário de estado também de Cavaco. 

Os portugueses afinal não são piegas
  
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. Estava previsto a venda ser por 180 milhões mas os portugueses fizeram um desconto e venderam por 40 milhões de euros. 
Os portugueses aguentaram mais 550 milhões de euros para além dos 2.400 milhões que já lá tinham enterrado. Mas como os portugueses afinal não são piegas e tudo aguentam, suportaram também os encargos dos despedimentos de 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é um famoso pensionista de Portugal com reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD.

O julgamento do caso BPN já começou, mas pouco se sabe. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal. Parece que dessa lista não consta o nome de Cavaco. Porque será?




às 0.25 foi feito um corte ao texto original que continha incorrecções dos valores a pagar por cada português.







2 de dezembro de 2014

O que António Costa disse e não disse

No Congresso do PS, Costa afirma a ruptura com a política de direita e desafia a esquerda para se juntar às soluções. Mas que soluções? Não disse.

Costa não se definiu.
Não propõe uma política alternativa como fez o PCP. É certo que o PCP começou à muito tempo a debater e a construir uma solução para a Política Alternativa. Costa tem pouco tempo como líder do PS. Contudo apresentou-se como alternativa a Seguro, apresentou-se agora em Congresso e, seria lógico que, para além da pessoa, se conhecesse o seu projecto. Quanto ao Congresso é assunto que não me diz respeito. No entanto as suas palavras extravasaram o Congresso pois dirigiu desafios à esquerda.
Mas que desafios?

Que diz Costa da política fiscal ou da reposição dos salários?
Na Assembleia o PS votou contra soluções apresentadas pelo PCP. E Costa, que pensa disso? 

A direita, com que Costa quer romper, e muito bem, avança com as privatizações de sectores estratégicos para a nossa economia. Costa romperá com essa marca da política de direita? Não disse.

A direita prossegue o desinvestimento público, o atrofiamento do mercado interno, a destruição do papel fomentador de riqueza do Estado. Costa certamente discordará. Mas que propostas apresenta? Os comunistas apresentaram alternativas consistentes elaboradas em imensos debates. Será que Costa, concordará ou fará algo semelhante?

A direita, no passado com a colaboração do PS, destruiu sectores da nossa produção, como as pescas, a agricultura, as grandes indústrias e vendeu o que restou ao capital estrangeiro. Costa não seguirá, certamente, esta política de desastre e anti-patriótica. Mas que apresenta? Fará como o PCP que apresentou propostas para "Pôr Portugal a Produzir", sistematicamente derrotadas na Assembleia da República?

É sabido que, sem aumentar os postos de trabalho, sem criar riqueza, sem a imposição de medidas e políticas que fomentem a produção nacional, sem que o poder de compra seja melhorado, sem que o país produza aquilo que poderia em vez de importar, a economia não cresce e o desemprego aumenta. Costa apresentará medidas no mesmo sentido das que os comunistas têm proposto? Apresentará outras ou mantêm o silêncio sobre como fará para contrariar a política de direita?

Está na ordem do dia a promiscuidade entre poder político e poder económico e a teia de interesses e dependências, a corrupção, as saídas de dinheiro para paraísos fiscais, a lavagem de dinheiros, que corroem a democracia o prestígio das instituições. Os comunistas apresentaram propostas para impedir e penalizar a corrupção. O PS, juntamente com a direita, rejeitou-as. Sendo matéria tão importante e chocante não mereceria uma posição de Costa?

Que sabemos afinal de Costa para além das bonitas palavras, e boas intenções que tem manifestado? Não é que seja desconfiado, nem que esteja a admitir que essas palavras e discursos não sejam sinceros ou bem intencionados. Mas... não seria lógico que Costa desse a conhecer o "Como" vai romper com a política de direita? Sendo certo aquilo que disse, e o PCP já havia dito várias vezes, não se pode pedir o apoio da esquerda, sem dizer para quê, e muito menos para fazer política de direita. 

Nesta matéria teria particular significado um plano para combater a dívida, pública e externa, tal como fez o PCP com o Projecto de Resolução apresentado na Assembleia da República visando uma solução integrada para resgatar o País da dependência e do declínio.
Tal como é importante dizer algo sobre as propostas que os comunistas apresentaram para a política fiscal, o aumento e reposição dos salários, a defesa da saúde e da educação públicas e a proposta de convocação de uma conferência intergovernamental para a revogação e suspensão do Tratado Orçamental e análise do “Tratado Transatlântico de Comércio e Investimentos” que está a ser negociado entre a União Europeia e os EUA sem conhecimento e sem consulta pública.

Costa fala, vagamente, da "Agenda para a Década", de uma “Agenda Europeia” de “defender os interesses de Portugal na Europa”.
Mas o que é isso e o que significa no novo estilo de política do PS de ruptura com a direita? Não sabemos.

A estas questões muitas outras podiam ser acrescentadas.
Tendo Costa desafiado a esquerda para se juntar às soluções. E não tendo avançado com qualquer proposta, ou está a criar suspense ou, então o que disse foi gratuito. Quando saberemos?
Costa não pode desafiar a esquerda para ser parte da solução e ele próprio não apresentar soluções nem dizer "o que" e "como" propõe fazer a para a sua parte.

Actualização às 23.00 horas
Em complemento das referências à Política Alternativa que o PCP propôs pode ser consuldada aquihttp://www.pcp.pt/politica-patriotica-esquerda 

30 de novembro de 2014

Discurso de António Costa

António Costa e a rutura com a política de direita

O novo "líder" do PS, António Costa, faz um discurso de punho erguido, com clara linguagem de esquerda. Forma ou conteúdo? eis a questão.

Prometeu "Com a direita nunca", com a esquerda logo se vê. 
Usou as mesmas palavras e expressões do PCP. "Não é possível ser alternativa às actuais políticas com querer prosseguir as actuais políticas", disse.

Aproveitando o que disse Jerónimo Sousa, António Costa disse que os partidos não podem ser vistos como "farinha do mesmo saco".

A ruptura com a direita foi assumida por António Costa afirmando-se como Alternativa tal como há anos o PCP definiu para a sua política Alternativa, patriótica e de esquerda. Usou a mesma expressão do retrocesso "cultural e civilizacional". Usou a mesma ideia de que os Partidos não são todos iguais, como o PCP vem mostrando, para utilizar em seu benefício o que os portugueses começam a verificar. "Todos os dias há um exemplo do que nos distingue da direita", afirmou. A ideia é concentrar as atenções na corrupção e nos escândalos de responsáveis do PSD ou do CDS fazendo esquecer os do PS.

Temos que estar muito atentos à estratégia que está a ser seguida, claramente para captar votos à esquerda e não à direita.


às zero horas corrigido democrática <> patriótica

14 de novembro de 2014

A direita no seu melhor

Corrupção, roubo, fuga ao fisco, lavagem de dinheiro, offshores, etc. Os escândalos sucedem-se a ritmo alucinante.

É assim a direita que sustenta o capitalismo. Capitalismo que, com a voga do neoliberalismo, não olha a meios para atingir o seu fim: o Lucro à custa do que for preciso. É assim o ADN, ou se quiserem de forma mais prosaica, a massa de que são feitos os políticos da direita.  Os políticos do "arco do poder", da troika, dos partidos que nos têm governado há 38 anos. 
38 anos a ser assim governados por responsabilidade de quem vota sem responsabilidade.
Resultado: 38 anos de escândalos, com ricos cada vez mais ricos e pobres, cada vez mais e, mais pobres.



18 de fevereiro de 2013

A Igreja Católica

O que nos mostra a renúncia do Papa

A propósito da renúncia do Papa, em Carta Maior estão narrados factos que merecem ser analisados para se compreender o que é a Igreja Católica no presente.
Não se trata de querelas teológicas. É o dinheiro, as contas sujas do banco do Vaticano, os escândalos cada vez mais frequentes, a corrupção, a pornografia e a pedofilia, a luta pelo poder do grande capital, o apoio às políticas mais reacionárias, às ditaduras de Estados, que estão na origem da inédita renúncia do papa.

A Igreja Católica é hoje um ninho de corvos pedófilos, corruptos, ladrões sedentos de poder, aliados ao grande capitalismo internacional, e por isso imunes e capazes de tudo para defender o seu poder pessoal. A hierarquia católica mostra a sua decomposição moral, tal como os partidos de direita executores da política capitalista que domina o mundo.



O
diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier

Do artigo é de Eduardo Febbro, que se apoia em Philippe Portier, retirei as seguintes pistas de raciocínio:
"o papa, encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu (...) os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro".

"Descobriu" que "O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios...".

"o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas".



A reação, a extrema direita quer mais

Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu: a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986; o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja sobre os temas da vida; o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro mãos com Wojtyla”. Esses textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.



Correspondência secreta do Papa

Depois do escândalo provocado pela divulgação da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana (...) contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada (...) operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia (...).

Apoio aos governos fascistas


(...) os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre (...), [que pretendem] legitimar no seio da igreja a corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo, saúdam a renúncia do Papa.

O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

A Mafia e o Banco do Vaticano

As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais.

A rede e os tentáculos do polvo

No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.

Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro.


O que é hoje a Igreja Católica


(...) Tedeschi começou a elaborar um relatório secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas. 

A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema [capitalista que defende]. 

(ver ainda) http://www.lepoint.fr/dossiers/monde/pape-demission/

26 de janeiro de 2013

Acordai!

A FACE OCULTA DA CORRUPÇÃO DA DIREITA

O caso BPN tem estado muito silenciado. Cavaco e governo PSD movem as suas influências. Os jornais e Televisão cumprindo as vontades dos chefes esquecem o assunto.

A teia da corrupção alargou-se com o caso IPO/Duarte Lima, que envolve também Isaltino Morais que se tem escapado da justiça. 
O PSD tenta a todo o custo travar as investigações.
O filho de Duarte Lima, Vítor Raposo e Cia. são peças importantes no processo. Foram buscar dinheiro ao BPN, nacionalizado por Sócrates para os portugueses pagarem os prejuizos. 


Cavaco Silva protegia os negócios dos amigos a ponto de pressionar o ministro Correia de Campos do PS, para não aceitar os terrenos da Câmara de Lisboa para o IPO. Correia de Campos acabou por pedir a demissão. Contudo Cavaco não conseguiu que o negócio dos terrenos fosse por diante. 

Duarte Lima e Isaltino de Morais ficaram pendurados, mas não foram presos, como não foram os corruptos do PS, do PSD e do CDS. Quando é que o povo acorda?

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!


(José Gomes Ferreira)

22 de janeiro de 2013

Submarinos e política de direita

Corrupção submarina, desvios de dinheiro do Estado para o CDS, escandalo do BPN PSD e Cavaco, casos de Isaltino, de Sócrates, Jorge Coelho, Mário Lino e outros do PS mostram o que é a política de direita.

Esta troika PS+PSD+CDS têm vindo há vários anos a impedir legislação proposta pelo PCP para penalizar a corrupção. Eles lá sabem porquê.
O caso dos submarinos continua submerso tal como os outros. Para quando o julgamento e prisão dos corruptos? Estão a ver se nos esquecemos?

27 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

A corrupção é uma das características da política de direita e em especial do capitalismo neo-liberal que nos domina. 

Eles pretendem controlar tudo e todos para benefício de alguns, poucos. 
Pisam quem puderem, não têm regras que não seja a de obter o máximo lucro sem olhar a meios.

É a política que cria os super ricos e destrói as vidas de centenas de milhões de pessoas.
É, com algumas variantes, a política do PS, PSD, e do CDS.


Continuem a votar neles e depois queixem-se



23 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um outro depoimento sobre a corrupção e política de direita nos Governos PS+PSD+CDS



Sobem os preços
Sobem os impostos
Sobe o desemprego
Descem os ordenados
O país está a arruinar-se para salvar meia dúzia de grandes capitalistas e banqueiros

Continuem a votar neles e depois queixem-se.



22 de dezembro de 2012

Política de direita: Corrupção

Mais um, entre os muitos exemplos, do que é a política de direita, exercida pela troika interna PS+PSD+CDS




Continuem a votar neles e depois queixem-se.
É hora de acordar!




14 de dezembro de 2012

A dureza das verdades


Um governo do "custe o que custar"

Estamos numa ditadura de um governo fora da lei.
Um governo que foi para o poder mentindo.
Um governo que, como os anteriores, de direita, enganou os eleitores.
Ganhou as eleições por fraude.
Depois de estar no poder não cumpre a Constituição. 
Não cumpre as leis do país e em conivência com o Presidente da República faz novas leis inconstitucionais.
As leis são aprovadas por uma maioria de deputados corruptos que subvertem o regime democrático do país e levam os portugueses à miséria.



No separador Conjecturas, mais algumas verdades politicamente não corretas.

Sábado 15 às 15 horas concentração no largo de Alcântara para ir ao Pastel de Belém. 

23 de outubro de 2012

É preciso pôr fim ao desastre. A alternativa existe!

Sim existem alternativas a esta política e a este governo! 

Uma adaptação do discurso do Deputado António Filipe, do PCP:

O governo já sem argumentos "repete até à náusea a enorme mentira em que assenta a sua governação. A mentira de que não há alternativa".
O Governo e os partidos "da maioria podem continuar a caricaturar as nossas propostas. Podem continuar a fugir à discussão séria das nossas propostas... Mas a evidência do fracasso da vossa política já se encarregou de demonstrar a fragilidade dos vossos argumentos".

Traição a Portugal

"E, mais uma vez em nome de supostas inevitabilidades, traíram os interesses nacionais nos braços da troika, e aceitaram levar à prática um programa humilhação nacional e de terrorismo social, assente na recessão forçada, no aumento do desemprego, na sobre-exploração dos trabalhadores, na venda ao desbarato do património público, na espoliação fiscal dos trabalhadores, dos reformados e das micro e pequenas empresas (como acontece com o sector da restauração e com as farmácias), no empobrecimento, na desproteção social, numa palavra, num programa de agressão ao povo português".

Não fui eu, foste tu...

"Tudo isto em nome de supostas inevitabilidades. O PSD e o CDS dizem que a culpa foi do PS. O PS diz que a culpa é do PSD e do CDS. E todos dizem que a culpa é da troika... Mas dizem, tristes e conformados, que não há alternativa"
Cobardolas, vendidos, traidores, diz o povo.
"O que caracteriza a política deste Governo é a submissão acéfala à troika, é a recessão, o desemprego e a espoliação dos portugueses", para servir a política da troika e o negócio dos juros dos Bancos.

É urgente renegociar a dívida e...

"Não nos digam que não há alternativa. Digam antes que a vossa receita falhou e que os Senhores não têm alternativa. É um facto que, com a vossa política, não há esperança nem alternativa. O programa de saque dos recursos nacionais às mãos da troika não é cumprível e este caminho não tem outra saída que não seja o desastre económico e social".
"Este Governo não tem alternativa, mas o povo português, tem-na".
"O PCP, ... pretendeu afirmar com toda a clareza, perante esta Assembleia e perante o país, que há alternativa!".
"A renegociação da dívida externa é... um imperativo nacional". 



A Alternativa existe!!!

"...passa pela valorização do trabalho e dos trabalhadores". 
"Passa por condições salariais dignas, que melhorem o poder de compra da maioria da população". 
"Não há alternativa que passe por uma política de baixos salários e de degradação das condições de vida dos trabalhadores e dos reformados".
"...passa pela criação de condições de viabilidade para as empresas portuguesas, através da redução dos custos de contexto não salariais, pelo incentivo à produção nacional, pela garantia de financiamento bancário a um preço justo".

Sempre os mesmos a pagar?

"... passa por uma política fiscal justa e progressiva, que alivie os encargos sobre os rendimentos do trabalho e que tribute de forma justa e sem subterfúgios, os rendimentos do capital, a especulação financeira, o património mobiliário e os bens de luxo". 
"... de modo a que paguem mais aqueles que mais têm e que mais podem pagar, em vez de como até aqui, fazer com que paguem mais aqueles menos têm, mas que não podem fugir".

Acabar com a corrupção e os parasitas

"O que o país precisa é de reduzir a despesa com a parasitagem dos recursos públicos pelos interesses privados. É de reduzir a engorda dos grupos económicos à custa do emagrecimento do Estado social. O que o país precisa é de acabar com as rendas excessivas do sector da energia, com a hemorragia dos recursos públicos em parcerias público-privadas, com as amnistias fiscais imorais às fugas de capitais ou com a complacência perante a evasão fiscal dos ricos e poderosos".

Submissão? Rendemo-nos aos chantagistas, aos ladrões, aos traidores?

A Alternativa existe e quase se pode dizer que passa por fazer o contrário do que as troikas estão a fazer.
Sim a Alternativa existe mas não convém a quem ganha com a "crise".
Por isso querem a submissão dos portugueses. Querem que baixemos os braços e nos convençamos que não há nada a fazer.

Se eles não querem uma alternativa que sirva os interesses de Portugal e dos portugueses, organizemo-nos para a impor!


24 de setembro de 2012

A política de direita

Não esqueçamos!

Em 2009 Sócrates garantiu aos portugueses que a recuperação da economia se iniciaria em 2010.
Em 2010 tudo piorou e Sócrates impos um novo PEC e garante que a recuperação se daria em 2011. Acabou por se demitir.
E agora? Passos Coelho segue o mesmo caminho!

A "crise" e as suas causas

Todos os anos se aprovaram novos PEC e novas medidas de austeridade e a crise económica piorou sempre.
Desde 2005 que foram feitos anualmente Planos para a Estabilidade Económica e ajustamentos, que alteravam os anteriores e a situação era cada vez pior. Todos os planos continham medidas idênticas mas cada vez mais severas.

O PEC 1, apresentado em Março de 2010, previa corte na despesa pública para o período 2010-2013.
O PEC 2 surgiu da necessidade de reajustar as medidas aprovadas pelo PEC 1 passados dois meses, em Maio de 2010. Previa mais cortes orçamentais e o aumento do IVA.
Passados quatro meses, em Setembro de 2010, foi aprovado o PEC 3. Contudo e apesar das repetidas afirmações de que cada PEC iria resolver a crise a situação era cada vez pior. 

Sempre a mesma política

O Governo PS recusava-se a mudar de política, recusava as alternativas que partidos de esquerda e sindicatos apresentavam.
A crise política levou a que o quarto PEC não tenha sido aprovado. Em 2011, Sócrates com a Troika interna PS+PSD+CDS pede "ajuda" à Troika estrangeira e depois demitiu-se.

Passos Coelho promete não subir os impostos, não retirar subsídios, não baixar ordenados e pensões. Assim ganha as eleições.
Logo depois de tomar posse, rasga o prometido e segue a política de direita (da troika PS+PSD+CDS). 
Recomeçam os PEC agora chamados Programas de Ajustamento.

Mentir para ganhar eleições

Em 2011 Passos Coelho promete que os sacrifícios serão reduzidos em 2012 e a recuperação iniciar-se-à em 2013.
Mais mentiras que a realidade confirmou. 
Em 2012 continuam os sacrifícios e a situação económica dos trabalhadores e do país é cada vez mais grave.
Contudo, os Bancos e as grandes empresas continuam a ter mais lucros.

No passado dia 7 de Setembro, a proposta de aumento da Taxa Social Unica dos trabalhadores em 7% a redução para os patrões foi a gota de água que despertou a maioria dos portugueses.
Finalmente verificaram que há muitos anos os governos de direita PS+PSD+CDS/PP optaram por defender os grandes capitalistas e sacrificar os trabalhadores e pequenos empresários. Política capitalista neo-liberal pura e dura.

Acordai!

É esta política que há 36 anos os governos PS+PSD+CDS/PP, aplicando para destruir o 25 de Abril de 1974.
Primeiro foi Mário Soares, comprado por Carlucci e Kissinguer e vendido à "Europa connosco". Aumentou impostos e desvalorizou o escudo. Depois foi o primeiro-ministro Cavaco Silva que destruiu a Agricultura, as Pescas, a Indústria e a nossa economia para a entregar às grandes empresas estrangeiras. Mais tarde veio o Guterres que continuou a mesma política de desastre. Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e até sem tanga ficou quando fugiu para a UE. 
Sócrates, mentiu e esbanjou centenas de milhões nos Estádios de Futebol, nas Auto Estradas, nas Parcerias Público Privadas (PPP), no Euro 2004, SCUT, e se tivesse tempo mais esbanjaria para dar aos amigos no TGV, aeroporto, computadores Magalhães, Fundações, etc. etc. e etc? 

Corrupção, fraudes, roubos...

Pelo meio e nos intervalos, vimos outros representantes dos partidos da direita, Mario Lino, Jorge Coelho, Isaltino, Valentim Loureiro, Paulo Portas (e os submarinos), Armando Vara, Penedos, Luis Montez, Fernando Nogueira, Rui Machete, Ferreira do Amaral, Vítor Constâncio (o ingénuo), Duarte Lima, Oliveira e Costa, Raposo, etc. etc. etc.(são tantos que encheriam páginas) sacar milhares de milhões de euros. Só no BPN o roubo quase chega aos 9 mil milhões. É para estes senhores, para os seus amigos e famílias encherem cofres nos offshores, paraísos fiscais, bancos suiços, comprarem escandalosos bens de luxo, que todos os portugueses estão a ser sacrificados.
É assim a direita instalada nos partidos da troika. 

Basta! Basta de política de direita. 

A CGTP, mais uma vez, apresentou propostas sérias e claras para o governo ir buscar o dinheiro que quer roubar aos trabalhadores, aos que se têm servido da crise. Vamos ver se o governo tem a mesma coragem para exigir aos muito ricos, que teve para sacrificar os mais pobres. Temos que o exigir! Basta de serem sempre os mesmos a pagar a crise que não criaram.

Sábado, dia 29 vamos todos ao Terreiro do Paço, dar mais um empurrão a este governo.





14 de maio de 2012

Política, atos e atores


Quem são os executantes da política de direita?

A política de direita é caraterizada pela defesa de interesses da classe exploradora. Muitos dos atores desta política, para além da defesa dos interesse da sua classe, aproveiem o balanço e, por extensão, defendem-se a si próprios como representantes da burguesia.


Mulher de César pode ser... E parecer? Poderá?


Os exemplos têm sido muitos. Consta que Salazar dizia aos amigos que não tolerava corrupção que fosse conhecida publicamente. 
De facto nesses tempos, a corrupção era menos "democrática" e não era para todos. Salazar conhecia todos os esquemas e os corruptos mas, quando algum dos membros do governo a fazia "mal feita" e era públicamente descoberto, Salazar, de imediato, o demitia e arranjava-lhe um lugar de Administrador bem remunerado mas fora das vistas públicas. 


Hoje não existem tantas preocupações com as aparências. Hoje a mulher de César pode ser e pode parecer. Estamos em "democracia", dizem eles.


Duarte Lima, um exemplo entre muitos


Desde os anos 80 que Duarte Lima está envolto em negócios e "esquemas".
Em 1981, Ângelo Correia, ministro da Administração Interna, (o tal da Revolução dos Pregos), descobriu a habilidade e coêrencia política de Duarte Lima e nomeou-o seu assessor político. A política de direita do PSD saiu reforçada.


Em 1983 foi eleito Deputado do PSD onde se manteve, sempre a subir, até ser  Presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 1991. Nessa altura devido ao seu brilhante perfil e apoio de Cavaco Silva, seu grande amigo, foi nomeado vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD.


Qualidades comprovadas


Devido ao reconhecimento dos seus méritos, o PSD, em 1998 elegeu-o Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, vencendo Passos Coelho e Pacheco Pereira.


Duarte Lima foi enriquecendo rapidamente. Apesar dos rendimentos inexplicados e de aparentes esquemas para esconder o património, nunca foi acusado pela Justiça. A direita sabe o que faz e faz as leis que defendam a classe (apesar de minoritária). É assim a nossa "democracia".


O enriquecimento ilícito


Em 1987 o deputado do PSD, compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, na avenida João XXI. Nunca se soube ao certo o valor real. O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um
"buraco" na lei, também não pagou o imposto de sisa. 


Não declarou os rendimentos e o património ao Tribunal Constitucional em 1991. "Esqueceu-se" do Via Venetto.


É por isso que PS, PSD e CDS-PP sempre rejeitaram as propostas de lei do PCP para criminalizar o enriquecimento ilícito e a corrupção.


Soma e segue


Em 1993, mudou-se para um edifício, do mesmo construtor. Os dois apartamentos do Edifício Valmor foram avaliados em cerca de 230 mil contos. Duarte Lima declarou 45 mil contos.


Entre 1993 e 1994, Lima comprou seis terrenos em Nafarros, Sintra, juntando-os numa única propriedade de três hectares. As escrituras referiam 31 mil contos, mas, segundo "O Independente", terão sido gastos 141.500 contos. 


Com o cartão de crédito da Assembleia da República sem limite de gastos Duarte Lima só terá conseguido justificar um terço dos gastos feitos.



Ao fisco devia 800 contos de IVA


Foi apurado que, entre 1986 e 1994, recebeu um
milhão de contos em depósitos (750 mil em cash), valor muito superior ao declarado às finanças (entre 1987 e 1995 declarou 180 mil contos). 


Entre 2002 e 2003, construiu uma mansão na Quinta do Lago, que registou em nome de uma offshore com o valor de 5,8 milhões. Essa casa está agora à venda por 10 milhões.


Fiel cliente do BPN


Desde 2002 tem vindo a contrair empréstimos no BPN, mantendo uma relação próxima com o banqueiro Oliveira Costa. 


Na sua condição de deputado, não incluiu a casa da Quinta do Lago e os créditos no BPN nas declarações de rendimentos entregues em 2002, 2005 e 2009. 


E o resto, o que falta apurar e o que foi apurado no Brasil, daria para um filme onde se juntariam muitos outros personagens da "família". É nesta gente e nesta política que os eleitores "enganados" desde Felgueiras a Isaltinos passando por Linos, Portas e janelas...

10 de maio de 2012

Os governantes da direita


Mário Lino, jamais

Crescem as evidências acerca da personalidade dos governantes que o PS - e outros da direita - escolhe.
A lista é já extensa e não se refere apenas a um Governo. É a prática constante dos partidos de direita que nos (des)governam há 36 anos. Mário Lino, já envolvido em vários casos crime, é agora confrontado com falsas declarações. O crime em questão é punível com uma pena de até cinco anos de prisão.

Em causa estão depoimentos assinaladas pelo procurador Marques Vidal e que se reportam aos contactos de Mário Lino com o presidente da Refer, Luís Pardal, sobre Manuel Godinho, principal arguido do processo “Face Oculta” e com o próprio sucateiro de Ovar.


Diz o povo que, quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Diz também o povo que, o exemplo vem de cima e quem sai aos seus não degenera. Foi assim que Mário Soares, o patriarca do oportunismo, aquele que disse que em política tudo serve para ganhar «Em política, feio, feio, é perder», começou e não degenerou. O problema do país e dos portugueses é que permitem que alguns ganhem para que todos os outros percam. 
Sabemos que todos os homens têm defeitos, uns mais outros menos, é claro. Mas, quando estes valores negativos são defendidos e estimulados por quem representa uma política, algo está mal que transcende os defeitos individuais. 
Serve bem a consigna "defender os valores de Abril" para que se retome a "revolução interrompida" por estes "senhores". 
Sobre isto, que caracteriza a política de direita, espero brevemente desenvolver mais alguns dados pouco conhecidos.



2 de maio de 2012

Os Donos de Portugal

Uma boa contribuição para compreendermos o papel de alguns partidos e políticos

E assim chegamos aos dias de hoje, com a miséria a relembrar os tempos de Salazar.
  
25 de Abril: A revolução interrompida
No vídeo podemos recordar quem e porquê interrompeu a esperança do 25 de Abril.


Donos de Portugal from Donos de Portugal on Vimeo.

Temos hoje que prosseguir a revolução interrompida.

11 de abril de 2012

Troikas e Baldroikas

Um ano de Troika estrangeira 
37 anos de Troika portuguesa


Destruição da produção nacional
Destuição da agricultura
Destruição das pescas
Destruição das indústrias

Privatização das empresas públicas
Privatização da banca
Privatização dos serviços do Estado
Privatização da economia

37 anos de alternâncias sempre dos mesmos 
37 anos de corrupção, de mentiras de oportunistas
37 anos de PS de PSD e CDS-PP
37 anos a virar o 25 de Abril de pernas para o ar

Ora agoras viras tu ora agora viro eu

37 anos, com pés de veludo, a chupar o sangue da manada.




Um ano de intervenção estrangeira ao serviço dos "mercados".
Um ano a destruir o que restava dos direitos dos trabalhadores
Um ano de mais sacrifícios em nome da "austeridade".
Um ano a roubar nos impostos, nos salários, nos subsídios, nos tempos de descanso.

Tudo isto para quê? Os resultados estão à vista!

Mais desemprego e pobreza
Mais falências de empresas
Mais dívidas ao estrangeiro
Mais retrocesso civilizacional

Quem ganha com tudo isto?

O dinheiro não se evapora! 
Para onde foi?
Quem paga conhecemos bem!
E quem o recebe?

Recebe o Estado que o dá aos bancos, em juros especulativos, em "apoios", (12 mil milhões do empréstimo a Portugal), nos negócios das nacionalizações e privatizações, nos prejuízos do BPN e muitos outros.
Recebe o Estado ao serviço de Governos que o dão aos amigos, aos do BPN, aos das empresas Público Privadas, aos das Concessões das Auto-estradas, aos que compram em Saldo as empresas do Estado, aos administradores das empresas, etc.