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1 de setembro de 2015

O negócio das "ajudas"

Os cérebros do capitalismo, engendraram um lucrativo negócio:
Vamos ver como, nesta conversa

- Como sabemos a melhor forma de obter dinheiro é montar um Banco.
Com o dinheiro dos outros, e são muitos, fazem-se os melhores negócios.
Se o Banco a fundar tiver bons propagandistas, está garantida a entrada de dinheiro. Muitos poucos fazem muito.
Vou-vos explicar o esquema:
Nome do Banco: Banco Central Europeu.
A quem pertence o Banco: A uma Holding chamada União Europeia.
Accionistas: Os do costume. Os grandes capitalistas, aqueles que já acumularam muito dinheiro.
Marketing: O plano está a ser organizado.
Tema base da propaganda: A Europa connosco, a Europa solidária que "ajuda" os mais fracos.
Argumento principal: Portugal vai passar para o pelotão da frente e juntar-se aos mais ricos.
Propagandistas: Os partidos da Social Democracia. Vocês e o PSD com quem também já falámos.
Condições a criar: Uma moeda única para que ninguém possa fugir, nem alterar as condições cambiais. (chamemos-lhe Euro).
Esquema do negócio: Idêntico ao de todos os bancos. Se tem dado certo, noutros sítios com o FMI é melhor não inovar. O Banco recebe uma renda fixa para as despesas e dinheiro de outros para o guardar, Entretanto empresta a quem precisa, com juros, claro.
A grande novidade está na forma de fazer com que precisem de ajuda. Sim porque se um Banco não tiver a quem emprestar dinheiro, não faz negócio.
Então que pensaram os nossos cérebros?
Fazer acordos e regulamentos na seguinte base:
O Banco está aqui para ajudar e pôr os mais fracos no pelotão da frente (lembram-se?), mas para isso é preciso que obedeçam às nossas regras.
- Nossas de quem?
- Nossas de todos nós. Isto é democracia. Os nossos amigos sociais democratas, garantem-nos que as regras de todos são as que nós precisamos que sejam.
- Nós quem?
- Nós, os que temos o vosso dinheiro bem guardado.
- E quais são essas regras?
- Primeiro, vamos atribuir subsídios aos mais fracos.
- Isso é bom com os subsídios os mais fracos investem na produção para ficar mais fortes.
- Não, não e não! Aqui é que está uma das grandes descobertas. Nós damos subsídios para destruírem os vossos meios de produção. Para afundar barcos de pesca, para destruir culturas, para não produzirem mais leite, nem vinho, para acabar com estaleiros navais para não fazerem mais barcos, não vão vocês querer substituir os que foram afundados, acabar com indústrias, com as fábricas que já existam nos países mais ricos da União, para não terem que trabalhar. Não precisamos de concorrência. Nós, os mais ricos trabalhamos para vocês que em contrapartida recebem subsídios.
- Sempre?
- Não, isso é só para ganhar clientes, depois acaba.
- Então e depois.
- Depois vocês vendem os bens do Estado, porque o Estado precisa de emagrecer, para nós engordarmos. Vendem os bancos para os nossos accionistas, vendem os Hospitais, vendem as grandes empresas estratégicas, os transportes a energia e a água e tudo o resto que tiverem. Assim vocês não precisam de se preocupar a gerir isso tudo. E como o Estado fica sem nada, as reclamações dos utentes passam para os privados. É ou não uma boa ideia? Vocês ganham o dinheiro dos ordenados de Ministros e quase que não precisam de fazer nada pois o estado fica apenas com o que não pode dar lucro.
- Isso parece boa ideia mas não sei se o povo vai aceitar.
- Aceita, aceita. Esse é o vosso trabalho. Fazer com que o povo aceite.
- Os nossos amigos do PSD e do CDS não devem ter problemas. Mas nós somos socialistas e não sei se os nossos sócios aceitam.
- A primeira coisa que têm a fazer, e já, é pôr o Socialismo na gaveta e bem escondido. Isso do socialismo poderia ser perigoso e estraga-nos o negócio.
- Mas se não temos actividade produtiva o desemprego aumenta muitíssimo.
- Isso faz parte do Plano. Como o desemprego aumenta podem baixar os ordenados e aumentar as horas de trabalho. O aumentar os horários de trabalho vai fazer com que os trabalhadores não tenham tempo para nada nem para se organizar. E quando os ordenados estiverem bastante baixos e haja muita gente a viver do subsídio de desemprego, que é pago pelos que trabalham, nós aceitamos imigrantes. Vêm trabalhar para nós com salários baixos mas ainda assim superiores aos que têm no vosso país. Assim conseguimos também reduzir os sindicalizados e dar cabo dos sindicatos.
- Então o país vai ficar despovoado.
- Não. Como o vosso país têm um bom clima vamos nós viver para lá. Compramos as vossas casas, que devem estar ao desbarato porque vazias, e os terrenos para belas quintas devem estar também a bom preço.
- Vocês têm tudo pensado.
- Nós não brincamos em serviço!
- Mas depois de acabarem os subsídios vamos ficar aflitos.
- Aí está a função central do Banco Central Europeu que vamos criar. O Banco empresta dinheiro a juros razoáveis.
- Mas como vamos pagar os juros?
- Com novos empréstimos.
- Assim aumentamos a dívida.
- Nessa altura, vocês aumentam os impostos para pagar os juros. Calculamos que podemos captar dos trabalhadores cerca de 800 milhões de euros mensais o que pode dar 10.000 milhões anuais. Depois ainda há o que pagam indirectamente nos impostos sobre o que compram, incluindo a electricidade, a água, o gás e a gasolina e muitas outras coisas. Não se importem com a dívida. O que é preciso é pagarem os juros para que as nossas receitas sejam certas e regulares de cerca de 10 a 15 mil milhões de euros anuais. Temos ainda as receitas das empresas que foram privatizadas o que, depois da distribuição aos respectivos accionistas, nos permitirá arrecadar mais 10 mil milhões de euros anuais.
- Mas se os trabalhadores ganham menos e a maioria está desempregada, o povo não aguenta.
- Ai aguenta, aguenta.
- Mas o descontentamento aumenta muito e o negócio acaba por dar para o torto. Lembrem-se que o Partido Comunista tem muita força e não nos deixa fazer tudo o que queremos.
- Esse é o único problema que nós não temos solucionado. Não podemos controlar os comunistas. Por isso estamos a tomar medidas para comprar toda a comunicação social para vos ajudar na propaganda e a esquecer os comunistas. Depois sabem bem que Salazar fez um bom trabalho durante 50 anos, com a campanha anti-comunista que ficou na cabeça das pessoas. A Igreja faz essa campanha há muitos mais anos e pode aí dar também uma ajuda importante pois o povo mais ignorante, principalmente, é muito religioso. O que é necessário é que nas eleições vocês sejam imaginativos. Não se importem de mentir pois isso dá sempre resultado. É preciso que vão mudando as pessoas. Uma vez governam vocês outras vezes governa o PSD e depois cada um atira as culpas para o anterior. Isso pega sempre. O povo é de memória curta e a comunicação social vai entretendo as pessoas com as discussões entre vocês. Bem sabem que estamos aqui para vos ajudar, tal como ajudamos no 25 de Novembro.
- Mesmo assim a revolta será cada vez maior.
- Não se preocupem. Temos um plano B que é inventar uma crise para que sirva de desculpa para tudo. Mas, simultâneamente, nós vamos tomando medidas legais e repressivas para impedir que estale a revolução. O que é preciso é atrasar a consciência dos trabalhadores. Aí têm que ser vocês a trabalhar. Seja com UGT, seja com Futebol, ou outras coisas, o trabalho aí vai ser vosso.


10 de novembro de 2014

Novo Presidente da Comissão Europeia

A Europa governada por bando de criminosos

O eleito presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, mostra a verdadeira face do capitalismo neoliberal que domina o continente.

Sucedem-se os escândalos. Durão Barroso, o condecorado, em averiguações, pela sua submissão a lobbies tabaqueiros, e o seu sucessor envolvido nos benefícios fiscais dados pelos seus governos, no Luxemburgo, a monopólios transnacionais.

São estes senhores, a mando dos grandes capitalistas, que exigem aos trabalhadores europeus as políticas de austeridade para salvar o capitalismo de mais uma crise em que se afunda.

Caiem as múltiplas máscaras do capitalismo que escolhe para governar a Europa mafiosos que apenas trabalham para aumentar os lucros das grandes empresas sem pátria e para os seus acionistas cada vez mais ricos, enquanto quem trabalha está cada vez mais pobre.

São estes senhores os capatazes dos donos do mundo que estão sempre a retirar direitos a quem trabalha para eles aumentarem a exploração e as suas fortunas.



Pobre que rouba um pão vai preso, rico que rouba milhões é nomeado presidente e condecorado

Revelou-se ainda que o famigerado Deutsche Bank, da senhora Merkel, outra da pandilha, beneficia de impostos inferiores a 2% também negociados com o governo do Luxemburgo.

Estão ainda envolvidas no escândalo empresas como o IKEA, a Amazon, a Pepsi, o empório norte-americano de Tabaco British American Tobacco, a AIG, e também o consórcio Deutsche Bank. Foram descobertos pelo menos 548 acordos envolvendo mais de 340 empresas.

O PCP no Parlamento europeu tem vindo a exigir a presença do Presidente para esclarecer estes escândalos. Mas Juncker através da sua porta-voz, Margaritis Schinas, escusa-se a enfrentar os deputados. Manda dizer que “o Sr. Juncker está muito tranquilo”.

28 de fevereiro de 2013

Uma peça de teatro bem montada

Troikas, entroikadores e entroikados

Após todo este tempo, ninguém pode estar convencido de que é por estupidez que os nossos ministros, a começar pelo primeiro, permanecem nesta política de desastre.
Não nos podemos deixar levar por esta encenação teatral de tais figurantes e atores.
Eles bem se esforçam por desempenhar o papel de estúpidos, de mentecaptos, de idiotas, de acéfalos, e outros bem representados.

Vítor Gaspar há anos que anuncia políticas, remédios, que os resultados mostram ser contrários ao que afirma querer curar. 
Vítor Gaspar por muito idiota que seja não pode ser tão ignorante que não saiba que tudo o que programa vai ter o resultado contrário do que anuncia como objetivo.
Então como se explica esta peça teatral que representa este governo?


Professores, Doutores, remédios, feiticeiros e feitiços



Se eu estou enfraquecido, a desfalecer por excesso de trabalho e falta de comida e, se o meu patrão se oferecer para me ajudar retirando-me o pouco que ainda comia, desconfio mas, se for crédulo, ainda posso dar o benefício da dúvida. 
Se, nos dias seguintes, estiver pior, apesar do meu “protetor” insistir que não devo comer, mais desconfio. 
Se, passadas umas semanas sem comer e a trabalhar mais, eu estiver quase a morrer sem forças, mas ainda capaz de raciocinar, penso: “Este meu "protetor" ou é estúpido e me leva à morte sem o querer ou, quer mesmo que eu morra para dar o lugar a outro que ainda ganhe menos do que eu”.

Perceber a política, ou deixar andar?

Confesso que, desde o primeiro dia, não acreditei nas receitas deste governo, da troika de cá nem da troika de lá. Mas sei que muita gente acreditou. 
Acreditaram os que dizem nada perceber de economia e que nada querem perceber de política. Esses foram “levados” pela encenação teatral dos senhores Doutores e Professores ajudados por muitos comentadores, jornalistas e politólogos nos jornais e na televisão.
 

Com o passar dos meses, os senhores doutores continuavam a insistir no tratamento do jejum. A fome e fraqueza aumentaram. Mas eles continuaram a dizer que essa é a solução. Os politólogos e comentadores começaram a vacilar e, alguns, envergonhados, já admitiam que o remédio estava errado.

Descobrir a careca. A verdade é como o azeite

Passados anos, toda a gente vê que o remédio é veneno mas os nossos governantes e a troika continuam a insistir nele.
Porquê? São os únicos estúpidos que ainda não viram o erro?

Não! Estúpidos não são, apesar de imitarem bem.

Não tenho dúvidas que, tal como o meu "protetor" que me dizia para eu não comer - e ele comia a minha comida - este governo não pode dizer que nos quer submeter à total dependência dos banqueiros alemães, sem forças, para reagir, como a rã que foi lentamente cozida sem se aperceber, - e quando percebeu já era tarde pois não tinha forças para fugir.
 
A mentira já não pega. Acaba-se o teatro


Este governo, ou melhor, esta política de direita, estes doutores, professores, estas troikas de técnicos que nos cobram fortunas pelos seus estudos e receitas, todos eles, sabem bem que os objetivos que pretendem com esta política não podem ser revelados.
Dizem que é para nosso bem porque não são tão estúpidos que caiam na asneira de dizer que é para entregar o país nas mão dos poderosos banqueiros que tudo ganham à nossa custa. Por isso dizem, com voz mansa e paternal, aos que nada querem perceber de economia e de política: “Nós é que sabemos, deixem a política e confiem nos técnicos que nós somos. Confiem nos nossos "protetores" da europa que nos "ajudam".

Os banqueiros, que retiraram dos bancos todo o dinheiro que podiam, dinheiro nosso, não podem falir. Por isso têm que ganhar os altos juros dos empréstimos que nos fazem com o nosso dinheiro. Os lucros vão para os bancos da Suiça, bem guardados e escondidos. Isso eles não podem dizer. Nem eles nem os atores da política de direita. É assim o capitalismo.

21 de janeiro de 2013

BPN será o maior escândalo? Não. Há piores!

Dizem que a maior burla de sempre em Portugal foi a do BPN que nos leva 9.710.539.940,09 euros.  
Mas a maior burla não será a política de direita que nos leva à ruina?

ESTE ROUBO E ESTA POLÍTICA ESTAMOS A PAGÁ-LA COM O DESEMPREGO, CORTES NA SAÚDE, NA EDUCAÇÃO, NOS SALÁRIOS, AUMENTOS DE IMPOSTOS... A CONTA ESTÁ A AUMENTAR PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS, POR NOSSA RESPONSABILIDADE

Cada bebé que nasce agora tem já uma dívida de mais de 10.000 euros e que aumenta com os juros que temos que pagar.     

No caso do BPN, o PS deixou que o património e os lucros ficassem na posse dos acionistas privados e nacionalizou os prejuizos do banco privado.


BPN o Banco do PSD

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando, a nossa custa, "colocações" para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas.
O BPN foi formado por gente do PSD para as negociatas e financiamentos obscuros e ilegais. É assim que funciona a política de direita. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco.

O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva.

Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.


A "nacionalização" para português pagar

Em 2008, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva.

O BPN faliu e o governo PS de Sócrates decidiu "nacionalizar" os prejuizos do banco privado, passando para os portugueses as dívidas dos seus acionistas privados e que ganharam fortunas. É assimk o Socialismo do PS. Nacionaliza os prejuizos e privatiza os lucros. O BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco Silva e também hoje na CGD.


Duarte Lima mais um amigo de Cavaco

Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco BPN por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o Governo PSD vendeu o BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O Governo vendeu o Banco mas os portugueses ficam a pagar as dívidas.

Mira Amaral o reformado milionário


O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, por ter sido 18 meses administrador da CGD.

Para além do Estado ter ficado com os prejuizos do banco privado, o banco foi vendido ao desbarato e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O Estado suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros). São assim os negócios dos partidos da direita. Primeiro o PS e depois o PSD.

Cavaco. o sem vergonha


As relações pessoais e partidárias de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito faladas. Mas Cavaco não teve vergonha e manteve-se candidato à Presidência da República. Pelos vistos os eleitores quiseram ter como Presidente um dos principais implicados no escândalo do BPN. Agora não se queixem por ter que pagar o que eles roubaram. Os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas amigos e colaboradores políticos de Cavaco Silva. Tiveram também negócios com ele.

Cavaco Silva fez também negócios com o BPN dos quais beneficiou directamente. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%. Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor declarado da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Os espertos - e os parvos que continuam a pagar


Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento.

Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros.

É nestes políticos da direita, da troika que nos rouba todos os dias e que afunda Portugal que os portugueses tem vindo a votar há 36 anos. Quando é que acordam. Alguns dizem que não vão votar. é a mesma asneira disfarçada. Não votar é deixar que eles continuem a roubar-nos e aos nossos filhos e netos. Não votar é cobardia. É deixar tudo na mesma. Precisamos de lutar para derrubar este governo e votar numa alternativa patrioticas e de esquerda.
 

8 de dezembro de 2012

Os Mercados e os Mitos (1)


Capitalismo especulativo. Um capitalismo que nada produz. 

Carlos Carvalhas, no Congresso do PCP falou sobre os Mercados e os Mitos, ou como ele disse os «chamados mercados». Carvalhas frisou que «esses ditos mercados tem bilhete de identidade e são Bancos, companhias de seguro e fundos especulativos em que assenta a economia de casino».

Os Mercados são uma "identidade mítica que nos é apresentada como algo que decide pelos povos, pelas nações, apesar de não ter sido eleita nem escrutinada", disse Carlos Carvalhas.

O Deus Mercado

"Para que o mito funcione – os mercados são sempre referenciados de forma abstracta, “divina”.

Os Mercados dizem-nos que temos que cumprir, "isto é, pagar os juros usurários" e sujeitar-mo-nos às "medidas de extorsão!"

Carvalhas mostrou que "com a decisão ditada pela Alemanha de o Banco Central Europeu não financiar os Estados (o que não acontece nos EUA, Japão, Inglaterra) ... Portugal deixou de poder contar com o Banco de Portugal para se financiar e... ficou dependente dos ditos "mercados". Meteram a raposa no galinheiro".
(...)
"É necessário sublinhar e recordar que Portugal antes da crise (2007) não só tinha uma dívida pública inferior a boa parte dos países europeus (França, Bélgica, Itália …) como se financiava a taxas de juro inferiores à média europeia".

Os nossos impostos vão para os Bancos privados

Explicou Carvalhas que o Estado se transformou "em rede de segurança dos Bancos privados à custa dos contribuintes".  "O Estado transformou-se de facto em prestamista de último recurso dos Bancos, devendo injectar 3 400 milhões de euros até ao fim do ano no BPN, o Banco das figuras gradas do PSD e de Cavaco Silva".
*

Lembrou ainda que do "empréstimo da troika, 12 mil milhões de euros são para a Banca. O BCP já ficou com 3 mil milhões e o BPI com 1 500 milhões. E há ainda 7 mil milhões que estão a vencer juros – pagos pelos contribuintes, isto é, pelos trabalhadores – e que o governo não os injecta na economia porque diz estarem de precaução no caso de a Banca vir a precisar!". E somos nós que pagamos os juros!

Uma dívida perpétua

"Em Portugal e na Europa, os Estados aumentam os seus défices orçamentais por causa do sistema financeiro, aumentaram a sua dívida pública para salvar a Banca, melhor dizendo, os banqueiros e os seus principais accionistas".

"Este governo está a enredar Portugal numa dívida perpétua e numa repetição de medidas de austeridade. Ao contrário do que diz o Ministro dos submarinos (...) a política que está a ser seguida não vai levar a que Portugal recupere a sua soberania, mas sim a que o País fique cada vez mais endividado e dependente", disse Carvalhas..

Renegociar, palavra maldita que lhes estraga o negócio

Lembrou ainda que "Quando o PCP denunciava as PPP's e as rendas excessivas, e quando foi pioneiro ao afirmar que era necessário renegociar a dívida, a resposta dos economistas e comentadores enfeudados ao sistema foi a do silêncio, da indiferença, ou da negação sobranceira".

"Depois de negarem a evidência começaram então a conjugar o re, de reavaliação, de reanálise, de revisitação da dívida e dos termos acordados com a troika, para evitarem chamar os bois pelos nomes: renegociação!"
(...)
Pôr Portugal a produzir, para a nossa economia

"Quando o PCP afirmou e afirma que era e é necessário pôr Portugal a produzir, que a questão central do país era e é o crescimento económico e a sua reindustrialização durante muito tempo fizeram de conta que não ouviam".

"Agora, até o PS o afirma em voz grossa e o Ministro da Economia, pelo menos em palavras, parece que também descobriu a necessidade de reindustrializar o país!"
(...)
Os patrões do Governo mandam privatizar, privatizar tudo o que dá lucro

"Sempre afirmámos também, que as privatizações (a venda dos anéis) levariam a entregar ao estrangeiro a preços de saldo, alavancas fundamentais da economia, acentuando a nossa dependência".

"Os dados aí estão a evidenciá-lo. (...)
Ainda no tempo de Sócrates foi afirmado pelo então presidente do AICEP, que por cada mil euros de lucros das empresas detidas por investidores estrangeiros só cá ficavam 19, os restantes, saíram em lucros e dividendos. A situação não melhorou, piorou!"

Uma política de classe. Uma traição a Portugal e aos trabalhadores

Será que os nossos governos são estúpidos? Não! Eles sabem bem que o PCP tem razão. Mas, com a razão do PCP não se governam eles e os amigos "mercados".

Dentro de alguns dias espero abordar novas ideias da pedagógica intervenção de Carlos Carvalhas.

* troca de fotografia em 08/12 às 22.30

25 de novembro de 2012

Bancos, Juros e Orçamento de Estado

Para onde vai o nosso dinheiro?


67,9% das despesas do Estado vão para a rubrica "Operações da dívida pública" (ver Mapa III do OE-213). Portanto, dois terços do total.
  

São 124,7 mil milhões de euros.

O serviço da dívida pública aumentou brutalmente com a entrada de Portugal na zona euro. 
Os estatutos do BCE estão feitos para beneficiar os Bancos privados. Os governos recorrem à banca privada que vai buscar ao BCE a 1% e empresta ao Estado a 3%, 4%, 5%, 7% e mais, dependendo do prazo.

O Governo sabe o que está a fazer

Como o Estado já não tem dinheiro para pagar os empréstimos, pede mais empréstimos, sempre a juros elevados, aumentado o fluxo de dinheiro para os bancos e ficando com a dívida cada vez maior. 

Vítor Gaspar elogiado!

Este orçamento e esta política, para eles, não está errada. 
Vítor Gaspar não é assim tão estúpido.
Ele está a conseguir retirar o dinheiro aos portugueses e a dá-lo aos bancos.
Merece(!) os elogios que os banqueiros e a Alemanha lhe têm feito.


22 de novembro de 2012

Alemanha elogia Gaspar


Ministro das finanças alemão elogia Vitor Gaspar dizendo que é o "homem certo, no lugar certo e no tempo certo"

Para quem? Não para nós certamente.
Um elogio destes vindo de quem vem...

Vários deputados, acusaram Vitor Gaspar de ser o empregado da Merkel.

Vitor Gaspar não gostou de ouvir os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda a acusarem o governo de estar ao serviço dos interesses da Alemanha.

Não gostou mas teve que as ouvir. Não gostou porque não quer que isso se saiba.

25 de outubro de 2012

Incompetente ou vendido?


Vítor Gaspar: "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar".

Não senhor Ministro! O desvio existe sim mas nos gastos que o Estado está a fazer para pagar aos Bancos privados. Nos negócios que o senhor e o seu governo faz.

O senhor ou é incompetente e uma vez que se reconhece responsável pelos desvios verificados nas contas do Estado, e deveria de imediato demitir-se, ou está a defender os interesses de quem nos rouba, contra os interesses dos portugueses e, nesse caso é um vendido, um traidor.

Negócios e fraudes

Eu explico. O senhor Ministro, retira aos portugueses o dinheiro do Estado para pagar aos BPN os roubos feitos pelos seus colegas. Mais de 6.000 Milhões de euros, endividando o Estado. 
Pede financiamentos aos Bancos privados a juros especulativos, endividando ainda mais o Estado. Capitaliza os Bancos com o nosso dinheiro. Depois critica os portugueses de exigirem ao Estado mais do que pagam de impostos. Contudo, não acusa os que gerem e roubam o Estado.

O senhor Ministro para emagrecer o estado vende o que é lucrativo e fica com o que dá prejuízo. Bons negócios para os privados. Depois queixa-se dos portugueses que não querem pagar duas vezes por serviços que deveria ser o Estado a prestar. 
Pagamos para o Estado e pagamos para os privados porque os serviços foram vendidos por si. Veja-se o que se passa com as PPP. 

Sempre os mesmos a pagar. Sempre os mesmos a lucrar

O senhor Ministro está a taxar as empresas que poderiam promover o desenvolvimento da economia. Mas não taxa os Bancos privados, que exportam o nosso dinheiro para os offshores, para os paraísos fiscais. 

O senhor Ministro nunca fala das fugas aos impostos das grandes grupos económicos, mas persegue os pequenos e médios empresários e os trabalhadores. Sempre os mesmos a pagar.

Nunca ouvi o senhor Ministro reclamar dos juros escandalosos que os bancos privados nos estão a cobrar pelos negócios que o senhor e o seu governo com eles faz, mas reclama por os portugueses não quererem pagar mais impostos.



Senhor Ministro. Está com Deus ou com o Diabo?

O Senhor Ministro não é um imbecil que atire atoardas sem motivo. O senhor Ministro acusa os portugueses para justificar o mau Ministro que é. Não por ser incompetente mas por estar do lado dos que nos exploram.
O povo sabe que não é possível estar com Deus e com o Diabo ao mesmo tempo. Pois o senhor é um mau Ministro porque é um bom defensor dos tais credores, dos bancos, dos especuladores, dos agiotas. É o povo que lhe paga mas são os seus amigos, chamados credores", os agiotas, que ganham com a sua actividade como Ministro de Portugal. 

O senhor Ministro não é gestor nem negociador, é um vendedor do seu país

O senhor ministro sabe, apesar de fingir não saber, que a o dinheiro dos impostos que os portugueses pagam para os serviços que o Estado deveria prestar, está a ser desviado para os Bancos, para os juros, dos negócios que com esses bancos faz. Está a ser desviado para os negócios ruinosos das Empresas Público Privadas. Desses o senhor Ministro não se queixa.

Porque é que eu não oiço o senhor ministro acusar esses que nos roubam e oiço queixar-se dos portugueses que lhe pagam? 

Se o senhor Ministro estivesse numa empresa, se fosse encarregado de negociar com os credores e se fizesse o mesmo que está a fazer aos portugueses, levava a empresa à rápida falência caso não fosse demitido a tempo. 
Qualquer empresário, qualquer gestor, sabe bem que negociar com os credores não é dar-lhes mais do que é possível para o pagamento da dívida. 
Os credores também sabem que o seu negócio é um risco e que não devem exigir mais do que é possível.
Negociar é encontrar o equilíbrio entre os justos interesses de ambas as partes. 
O senhor Ministro, a negociar com credores é um fracasso. Uma completa incompetência para não ter que o julgar de traidor, de vendido, pois está a vender Portugal e a dar o dinheiro que não é seu aos especuladores.

Senhor Ministro, tenha um pouco de dignidade, demita-se urgentemente. Não viu que, apesar desse seu ar de sonso, para os portugueses está já desmascarado o seu papel no Governo?


(alterado c/ subtítulos às 11.45h.)

16 de outubro de 2012

Uma explicação

Para não ter que fazer um desenho, aqui vai uma explicação, simplificada, do negócio dos bancos


Como todos sabemos o dinheiro não se evapora. Se não está nos bolsos dos trabalhadores, que produzem e criam a riqueza, está nos cofres de alguns.
Os trabalhadores produzem. Recebem no salário uma pequena parte do valor que produzem. Do que lhes resta o Estado cobra em impostos uma outra parte significativa.
Esses impostos deveriam ser para pagar os serviços que o Estado (todos nós) precisamos, Saúde Educação, Segurança, etc.
Contudo esse dinheiro vai na maioria para os bancos. Como?
Simplificando:
O Estado pede financiamentos aos bancos privados.
Os "intermediários"
Os Bancos que se servem do dinheiro dos depositantes, emprestam-no a juros elevados. Quando o dinheiro não chega os bancos vão ao Banco Central Europeu (BCE) buscar o dinheiro que lá está e que também é de todos nós. Das transacções de bens produzidos entre a Europa e os países.
O  BCE não empresta o dinheiro aos países que lá o puseram. Empresta-o aos bancos (privados) a juros de 0.75% (menos de 1%). Então os bancos com esse dinheiro que é nosso, emprestam-no aos estados (a todos nós) a juros que atingem por vezes os 10% ou 20% como é o caso da Grécia.
1.000% de lucro, com o dinheiro dos outros
Isto significa que se Portugal precisa de 100.000 Milhões de euros e o vai buscar aos bancos privados, vai ter que pagar os 100.000 Milhões mais os juros que podem ser da ordem dos 10.000 milhões por ano.
Os bancos privados pagam de juros ao BCE cerca de 750 milhões de euros (0.75%) e ficam a lucrar cerca de 9.250 Milhões por ano. Tudo isto com o dinheiro que é produzido por todos nós. Os que trabalham e produzem.
Quer dizer que se Portugal não tem dinheiro e precisa de o pedir emprestado, vai buscar aos trabalhadores (que já só ficaram com uma ínfima parte do que produziram), o dinheiro para pagar aos bancos privados. Trata-se de um claro roubo mascarado de complexa transferência de dinheiro de quem produz para os que nada produzem.
Marx, desmascarou o sistema
Foi esta mecânica que Marx bem demonstrou nos seus trabalhos em especial em “O Capital”. É isto que os grandes capitalistas escondem, dizendo que tem que ser assim. Dizem eles que não há alternativas. Mas bem sabemos que há.
Se os bancos fossem nacionalizados, estes lucros agiotas, ou não existiam e os trabalhadores pagavam menos, ou, se existissem, serviam para o Estado amortizar a dívida que o sistema capitalista criou.
Se o Banco Central Europeu (BCE), que tem o dinheiro ganho com que os trabalhadores produziram, emprestasse directamente ao estado, estes 9.250 Milhões de euros por ano que vamos ter que pagar (neste exemplo simplificado) não teriam que ser pagos - e os bancos privados nada tinham que ganhar com isso.
Roubar até poderem
Este é o negócio do século, que o grande capital financeiro não quer perder. Por isso, antes que o capitalismo acabe - e todo o sistema passe a ser directamente gerido pelos trabalhadores que tudo produzem - eles tentam sacar tanto quanto podem e, quem vier atrás, que feche a porta.
A CGTP foi directa ao cerne do negócio do capitalismo internacional gerido pela troika e, no conjunto de propostas alternativas a esta política, apresentou valores concretos, que têm em conta a realidade dos juros que estamos a pagar:
Uma das propostas
“Exigimos que o Governo português, em conjunto com outros, exija a revisão do Regulamento do BCE, para que este passe a financiar directamente os Estados a 0,75%, tal como hoje faz ao sector financeiro.
Num quadro em que em 2012, os juros da dívida atingem os 7,5 mil milhões de euros, a concretização desta medida levaria a que Portugal pagasse apenas 3 mil milhões de euros, poupando mais de 4.500 milhões de euros”.

Estes 4.500 milhões de euros poderiam ter sido poupados em 2012. Podemos imaginar à medida que os juros sobre juros vão aumentando, quanto estamos a dar, de mão beijada, aos bancos.

O dinheiro que sai de um lado vai para o outro
No fim de contas como a matemática não é uma batata, estamos a dar aos bancos quase tudo o que nos roubam. As migalhas ficam para os "lacaios" da troika interna, que mantêm esta política a funcionar.
As outras propostas da CGTP podem ser vistas aqui http://www.cgtp.pt/ 

3 de outubro de 2012

Exemplos (3)

Os Vampiros

Nos textos anteriores, comecei por referir que António Borges, (António Mendo de Castel-Branco do Amaral Osório Borges), filho de boas famílias, que nunca precisou de trabalhar para comer, tem sido muito falado pelo que menos importa. 

Procurei por isso relacionar o seu serviço para as troikas, com o seu papel de cruzado pela imposição do capitalismo financeiro no domínio do mundo. Socorrendo-me das informações de vários jornais e jornalistas que investigaram organizações, de que ele é uma peça*, pretendi mostrar a verdadeira face de uma feroz ditadura que não hesita na destruição da vida de milhões de pessoas.
A propósito da Goldman, disse Matt Taibbi: “um grande vampiro que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável”

Os donos do mundo

Essa “máquina”que explora povos do terceiro mundo, rouba-lhes as matérias primas condenando-os à fome, é a mesma que provoca as guerras, derruba governos legítimos para apoiar ditadores ao seu serviço. É a que não hesita em ensaiar produtos químicos, transgénicos, nas populações africanas, tornando-as suas cobaias ou lançar epidemias para vender medicamentos de que tem a patente. É a máquina que gera as crises económicas e se serve delas para retirar direitos aos trabalhadores nos países mais desenvolvidos.

Reduzir salários... medida inteligente

Esse vampiro que se alimenta do trabalho da humanidade, tem os Antónios Borges ao seu serviço a chupar os trabalhadores e defender a redução de salários para que os banqueiros aumentem as suas riquezas. 

António Borges, social-democrata, quadro do PSD, foi claro na definição da política de direita que serve: “Diminuir salários, não é uma política, é uma urgência” ou transferir sete por cento da taxa social única (TSU) dos trabalhadores para os patrões, é uma medida muito inteligente. Será isto a austeridade inteligente?

Democracia?

António Borges é uma das faces do capitalismo financeiro, do poder económico que comanda os governos, as ditaduras, sejam elas impostas pela força das armas ou eleitas através de eleições manipuladas e ditas democráticas.

Os patrões de António Borges, como os da Goldman Sachs, intervêm directamente em Portugal. Sobre esta matéria também o jornal Económico aborda alguns exemplos. Recomendo a leitura em http://economico.sapo.pt/noticias/afinal-o-goldman-sachs-manda-no-mundo_129099.html. 

Bicho peçonhento

Recorde-se que este “vampiro” (capitalismo) não suga apenas o trabalho e as energias dos povos. Como bicho peçonhento, inocula o veneno nas mentes através das escolas e universidades, nos jornais, nas televisões, na publicidade (ideológica e comercial), na cultura, nos hábitos e na degradação dos valores humanos. 
É assim que "domestica" as pessoas, tornando-as dóceis, controláveis, incapazes de defender os seus interesses. 

A ética, a moral e os valores

O “vampiro” mata a solidariedade, a justiça social e inocula a competitividade, a violência, a concorrência, a lei da selva, o salve-se quem puder. Nas escolas ensina que o mundo é dos mais fortes, que a justiça é a lei (feita por quem tem o poder), que quem quer saúde tem que a pagar, que o dinheiro é o objectivo da vida e, para o obter com fartura, só através da exploração em massa.

António Borges é professor na Universidade Católica. 
Disse que os empresários que não concordavam com a redução de salários através da TSU para as empresas, se fossem seus alunos chumbavam! 
Que ensina este professor na sua Universidade? 
É fácil de imaginar!
António Borges é um exemplo da ética, da moral, do capitalismo que representa.

O resto do seu currículo pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Borges

*Recomendo também a leitura d o livro "O Banco. Como o Goldman Sachs dirige o Mundo", o jornalista belga, Marc Roche, correspondente do Le Monde em Londres, refere que o banco norte-americano "está por detrás da atual crise financeira" e do artigo de Vítor Rios em Dinheiro Vivo http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO044780.html  ou o de Rita Leça (Agência Financeira) http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/goldman-sachs-marc-roche-privatizacoes-antonio-borges-crise-agencia-financeira/1352598-1729.html
Mais informações em 
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2364755
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/antonio-borges-jeronimo-martins-administracao/1333413-5238.html
http://economico.sapo.pt/noticias/os-negocios-do-goldman-sachs-com-portugal_129105.html

Enfim há muito por onde escolher, para quem ainda tiver dúvidas.

2 de outubro de 2012

Exemplos (2)

Antónios Borges e os "donos do mundo"


Continuando uma modesta descrição do que é o capitalismo financeiro, a propósito do vergonhoso papel de António Borges no Governo e nos interesses que representa, vou agora relembrar um artigo do jornal Económico de 28/10/2011.

A Goldman Sachs, patrões americanos de António Borges, “Coloca ex-funcionários nos lugares de topo que decidem o rumo da economia global, o que leva muitos a dizerem que domina o mundo”. Cita ainda o Económico a célebre frase do seu presidente: "Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus" contudo “na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos”, diz o jornal.

Wall Street domina Casa B(r)anca

Continuando a citar, "Não há dúvida que Wall Street tem uma força cada vez mais poderosa no governo americano. Não são apenas os milhões que vão para os bolsos de políticos atrás de políticos para ajudá-los a ganhar as eleições, mas os banqueiros de Wall Street são frequentemente escolhidos para posições de poder na Casa Branca, no Tesouro, na SEC [regulador dos mercados financeiros] e noutros reguladores", observa William D. Cohan, que passou 16 anos a trabalhar na banca de investimento antes de se dedicar ao jornalismo de investigação”.

Os Antónios Borges no mundo

“O banco reconhece no seu site que os antigos colaboradores contribuíram para a rica história e tradição da empresa e "orgulhamo-nos de muitos continuarem activamente ligados. Isto não ajuda apenas a validar a nossa cultura mas também a fornecer um valor real e tangível que transcende uma geração…  Um dos exemplos é o futuro presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que desempenhou o cargo de director-geral do Goldman International entre 2002 e 2005, levando-o mesmo a ser questionado no Parlamento Europeu sobre as ligações do banco de investimento à Grécia”.



Esta é a ética do capitalismo

Ainda de acordo com as informações recolhidas pelo jornal, “o Goldman Sachs, a partir de 2002, interveio na Grécia para encobrir os reais números do défice, através de ‘swaps' cambiais com taxas de câmbio fictícias”. Segundo o "Der Spiegel", o banco cobrou uma elevada comissão para fazer esta engenharia financeira e, em 2005, vendeu os ‘swaps' a um banco grego, protegendo-se assim de um eventual incumprimento por parte de Atenas".

"No início de 2010, os analistas do Goldman recomendaram aos seus clientes a apostar em ‘credit-default swaps' sobre dívida de bancos gregos, portugueses e espanhóis. Os CDS são instrumentos que permitem ganhar dinheiro com o agravamento das condições financeiras de determinado país”. 

As "ajudas" são um pacto de agressão das máfias

Vimos pois, nestas actuações na Grécia, Espanha e em Portugal como interessa aos capitalistas financeiros que os países precisem de “ajuda financeira”.

Diz ainda o jornal que “Petros Christodoulou, um antigo empregado na divisão de derivados do Goldman, assumiu em Fevereiro de 2010 o cargo de director da entidade que gere a dívida pública grega. Além disso, o Goldman tem "ajudado"* o Fundo Europeu de Estabilização Financeira a colocar dívida para financiar Portugal e Irlanda ao abrigo do programa de assistência financeira”.

Esta "assistência financeira", também chamada de “ajuda” é o grande negócio do século que as troikas estão a impor aos países, através do roubo a milhões de trabalhadores.

Espero, em breve, continuar esta "estória", aqui, neste blogue.

* Destaque meu

10 de setembro de 2012

Montepio


"Golpe de Estado" no Montepio

Está a circular na Internet uma "Carta Aberta" do economista Eugénio Rosa, membro do Conselho Geral do Montepio que alerta para a tentativa do Presidente do Conselho de Administração (PCA) escapar ao controlo dos associados daquela instituição.

Diz Eugénio Rosa que o PCA pretende alterar os Estatutos e "concentrar ainda mais poder", "à custa da redução do controlo dos associados sobre os atos dos conselho de administração".

Eugénio Rosa apela aos mais de meio milhão de associados, na maioria trabalhadores, para se informarem e participem na Assembleia Geral extraordinária marcada para o dia 17 de Setembro, no Teatro da Trindade às 21H00 em Lisboa. Pede ainda para que os não associados ajudem a informar todos os que têm poupanças depositadas no Montepio. 

Esclarece que o Montepio não pertence ao conselho de administração, e muito menos ao seu presidente. O Montepio é de todos os associados. Por isso, é importante que sejam informados do que se está a passar, e que intervenham defendendo os seus direitos e interesses. Por isso apela à participação de todos na Assembleia Geral do próximo dia 17. 



3 de setembro de 2012

Recomenda-se


No canal franco-alemão ARTE,
na versão francesa, só disponível na ZON:

Na próxima terça-feira, dia 4 de Setembro, vai passar às 19H50, hora de Lisboa, o documentário "Goldman Sachs, la banque qui dirige le monde", que chega muito a propósito dos tempos que vão correndo e dos Antónios Borges que nos aparecem pela frente. 

É seguido de dois outros subordinados ao tema "La face caché du pétrol" e de um terceiro que nos leva até ao Corno de África ao petróleo e aos piratas.
Recomenda-se.

A propósito das privatizações
 
No atual panorama audiovisual, as TVs públicas ainda são a exceção de programas de qualidade. 
A comercialização de tudo, gerida pelas leis do mercado e pela ditadura das audiências, têm degradado a qualidade das televisões privadas. A programação das baboseiras, da vulgaridade universal, uniformizada e americanizada é o modelo que afeta todas as televisões privadas. Só televisões públicas se podem dar ao "luxo" de programação voltada para a cultura, para a educação, para altos níveis de qualidade de ficção e informação. 

ARTE

O canal cultural Arte, sigla de "Associação relativa às televisões européias", foi inaugurado em 1991 como uma televisão binacional com duas entidades: Arte France e Arte Deutschland TV GmbH. 
Arte é um canal franco-alemão "de serviço público com vocação cultural européia". 

O canal "Arte", é um dos raros casos de fuga à mediocridade, ao mau gosto e intoxicação das mentalidades que dominam as televisões cada vez mais americanizadas. 
O canal "Arte" é um refúgio para quem dá valor à inteligência, à cultura, arte e bom gosto.


22 de maio de 2012

A estratégia da submissão


Por cada vez que Sócrates tomava uma medida para acalmar os mercados, os mercados desvalorizavam a nota de Portugal e aumentavam os juros.


  
Passos, faz os trabalhos de casa e diz que Portugal está a cumprir (as ordens da Alemanha, dos Banqueiros e da Troika). Cada vez que Portugal cumpre, a situação económica piora e o roubo aumenta.

Deverão os trabalhadores que estão a ser assaltados fazer o mesmo? 
Vamos deixar que eles roubem tudo e não deixem nada?
Não! O povo bem sabe que quanto mais uma pessoa se abaixa mais lhe aparece o cú.

Se o povo não luta eles mais nos pisam e roubam.
Ninguém respeita os submissos e os cobardes!



2 de maio de 2012

Os Donos de Portugal

Uma boa contribuição para compreendermos o papel de alguns partidos e políticos

E assim chegamos aos dias de hoje, com a miséria a relembrar os tempos de Salazar.
  
25 de Abril: A revolução interrompida
No vídeo podemos recordar quem e porquê interrompeu a esperança do 25 de Abril.


Donos de Portugal from Donos de Portugal on Vimeo.

Temos hoje que prosseguir a revolução interrompida.

15 de abril de 2012

BPN em Filme


Cartões, figurantes e figurões
Diz-me com quem andas...

No JN de 12/04 Jorge Fiel escreveu: "O BPN dava um filme indiano". Achei interessante e reproduzo alguns fragmentos acompanhados de comentários meus. 

A triste realidade, o drama, centra-se na vergonha nacional que permite que governos e governantes produzam estes fenómenos de corrupção e roubo. Que democracia é esta? 

Estante do IKEA

Jorge Fiel, ironiza com Processo do BPN no Tribunal e o facto do "juiz presidente do coletivo ter de fazer uma coleta para comprar no IKEA uma estante para arrumar o processo - que lhe foi negada pela DG da Justiça".

Ironiza com os personagens "um naipe tão rico, denso e variado" a começar pelo "protagonista, Oliveira e Costa, que por alguma razão era conhecido na sua terra (Esgueira) como Zeca Diabo, e que munido de um cartão laranja subiu na vida ao ponto de chegar a secretário de Estado".

Cartões Rosa e Laranja

De facto os Partidos não são todos iguais, mas alguns são muito parecidos. Cartões rosas e laranjas têm sido o salvo-conduto para, oportunistas, para ladrões e trapaceiros que equipam os governos e sustentam a política de direita do PS, do PSD e do CDS-PP.

Relembra Jorge Fiel que Oliveira e Costa saiu do Governo de Cavaco, "na sequência de um perdão fiscal mais que suspeito a empresas de Aveiro (Cerâmica Campos, Caves Aliança)". Enquanto muitos milhares de portugueses passam fome, muitos milhões vêem a sua vida a piorar dramaticamente, Oliveira e Costa "foi recompensado pelo seu amigo com uma vice-presidência do BEI".

As Boas e as Más Ações

"Amigo do seu amigo, Costa comprou, em 2001, um lote de ações da SLN (dona do BPN), a 2,4 euros cada, que revendeu com prejuízo (a um euro/ação)" ao amigo Aníbal, que hoje para vergonha de todos nós, mas mais dos que votaram nele, é Presidente desta desgraçada República. Democrática?
"Menos de dois anos depois, Cavaco e Patrícia [filha] venderam as ações com um lucro de 140% - ele ganhou 147 mil euros, ela 209 mil. Nada mau". Reformas de 10.000 euros não chegam para as despesas. E o filme continuaria com, Zeca Diabo no papel de Oliveira e Costa, "libertado devido "ao seu estado de saúde e por se encontrar em carência económica". 


 Uma prendinha de 2.5 milhões
   
Jorge Fiel mostra que "O elenco de atores secundários também é muito atraente e diversificado. Por exemplo, Manel Joaquim (Dias Loureiro), o filho de comerciantes de Linhares da Beira que chegou a ministro, conselheiro de Estado e administrador-executivo do BPN, carreira em que fez fortuna ao ponto de poder comprar, por 2,5 milhões de euros, à viúva de Jorge Mello, uma mansão no Monte Estoril". 

Vítor Constâncio, outro figurante figurão, “que, apesar de usar óculos e ser o governador do Banco de Portugal, foi o último a ver a falcatrua, anos depois da Deloitte, Exame e Jornal de Negócios terem alertado para o assunto". 

"Scolari, que recebia 800 mil euros/ano, Figo (apenas 400 mil/ano) e Vale e Azevedo, que sacou dois milhões (passaram-lhe o cheque antes de verificarem as garantias)".
Foram muitas as figuras e figurões que "lucraram com um banco que tinha balcões em gasolineiras e ativos tão extravagantes como 80 Mirós e uma coleção de arte egípcia".

Com eleitores a dormir o ladrão tem vida fácil 

Foram cerca de 8.000 milhões de euros que estas negociatas levaram aos portugueses. Se os eleitores portugueses são tão beneméritos porquê reclamar subsídios de Férias e de Natal, valores muito menos volumosos? Por isso, os nossos governantes certos que os portugueses estão bem adormecidos, calmamente, vão-nos roubar mais 12.000 milhões para dar aos bancos privados. Coitados, precisam acautelar que terão empregos garantidos nesses Bancos.

Há cartões "classic", "gold", "rosa" e "laranja" que não são para todos. Para alguns terem sucesso, terão que roubar os muitos que trabalham. É preciso acordar muita gente.

15 de março de 2012

Corrupção em Portugal (3)


Os portugueses não devem esquecer o exemplo da Islândia. A submissão paga-se caro.


A comunicação social em Portugal escondeu o que se passou na Islândia. Adivinhem porquê.
(Ver texto de 25 de Março de 2011). 

Em dois referendos os islandeses recusaram o pagamento das dívidas dos bancos.
Após isso a União Europeia teve que renegociar a dívida, baixou os juros e alargou os prazos. 

Mas os islandeses quiseram ir mais longe: Punir os responsáveis pela crise e pela especulação financeira dos bancos.


Na Islândia os responsáveis são criminalizados

O parlamento islandês foi obrigado a processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso (Outubro de 2008).
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça.

Sigurdur Einarsson, presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia, foi preso. Outros podem estar na calha.


Em Portugal a direita no poder faz as leis para "safar" os amigos corruptos.

Em Portugal os responsáveis ganham eleições e fazem leis para impedir a prisão dos corruptos. Leis de corruptos para corruptos. Como disse o entrevistado da SIC, em Portugal, é como se pedisse aos assaltantes de bancos para estudar a segurança dos bancos que assaltam. Ver aqui:
http://www.youtube.com/watch_popup?v=RNr1eOhA4qE


Na Islândia os Presidentes dos Bancos que criaram a situação, foram presos e arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. 


Islândia: A Alternativa valeu a pena!

De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Islândia vai fechar 2011 com um crescimento do PIB de 2,5%, prevendo-se novo crescimento de 2,5% para 2012 – números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da UE. A taxa de desemprego no país vai ainda descer para os 6%, contra os actuais 9,9% da zona euro.

Nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas e reconhecem: "A economia da Islândia está a recuperar... e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa".


A luta pela soberania vale a pena. Mas em Portugal o povo parece não ter acordado

Na Islândia o povo tem vindo a ganhar e os banqueiros e políticos que levaram à crise estão a ser julgados.

Em Portugal, há mais de cinco anos que o PCP tenta que se aprove uma lei que criminalize a corrupção e os crimes económicos ilícitos. A política de direita do PS, do PSD e CDS-PP tem rejeitado essas propostas. 

Apesar da continuada oposição do PS, foi conseguido um acordo com o PCP, PEV, BE, e maioria do Governo (PSD/CDS) para uma lei que, embora não suficientemente eficaz, abre caminho para a criminalização da corrupção. Contudo, o Presidente da República, o tal dos negócios do BPN, que já nos levaram mais de 8.000 milhões, resolveu não a ratificar sem um parecer do Tribunal Constitucional. Deve estar a dar tempo para a fuga dos que ainda cá estão. E são muitos.



24 de fevereiro de 2012

O cavalo do inglês

Hoje vou contar uma história que me acompanha há muito

Conheço a história como a "do cavalo do inglês", contudo, já me disseram que, na Inglaterra, é conhecida como a "do cavalo do escocês".
Em Inglaterra são vulgares as histórias dos escoceses como em Portugal proliferam as anedotas dos alentejanos.

Enfim, vamos à história: 
  
Era uma vez, um inglês que tinha um cavalo que o ajudava nos trabalhos da sua propriedade agrícola. Vá-se lá saber porquê mas, a "crise", atingiu-o e as dívidas começaram a aumentar perigosamente. 
O inglês dirigiu-se aos seus três banqueiros e expôs a sua situação. 
- Não consigo pagar as dívidas, disse ele. Preciso de um conselho.
Os três banqueiros disseram-lhe que reduzisse as despesas, para que sobrasse algum dinheiro para as amortizar.
   
O desgraçado do inglês que já quase não fazia despesas, as alfaias estavam antiquadas e pouco rendimento davam, não as mandou reparar. O trabalho tornou-se ainda mais difícil, ele e o cavalo lá iam conseguindo o essencial para comerem. No entanto nada sobrava para pagar as dívidas.
Os três banqueiros, insistiam:
- Tem que reduzir as despesas.
Já não era um conselho mas uma imposição.
O infeliz inglês, deu voltas à cabeça e só encontrou uma despesa para reduzir. A da ração do cavalo.




Então pensou:
- Para que o cavalo não se aperceba de que lhe vou reduzir a ração, todos os dias reduzo apenas 100 gramas. 
E assim passaram os dias e até os meses. O inglês estava satisfeito pois o cavalo comia cada vez menos e não refilava. É certo que tinha um pouco menos força mas, lá ia fazendo o seu trabalho.
Até que um dia, satisfeito, a ração chegou a zero. Podia agora amortizar um pouco da dívida. Não o valor da ração, mas um pouco menos, pois o cavalo trabalhava também menos e a sua produção era inferior.
Apesar disso os três banqueiros, incentivavam-no.
- Muito bem. Verificamos que está a cumprir e até já conseguiu economizar na ração do animal.
Satisfeito voltou a casa e encontrou o cavalo morto. Desesperado exclamou.
- Ah! malandro! Agora que te tinhas habituado a não comer é que morreste!


Do restante da vida do inglês vamos saber... também aos poucos...

17 de fevereiro de 2012

Onde está o dinheiro?

O dinheiro não se evapora. Se sai dos bolsos e do trabalho de uns, para onde vai ele?



Um artigo de opinião o deputado Bernardino Soares, no Jornal Avante de ontem, responde à pergunta que tanta gente faz: Onde está o dinheiro?


É sabido que a grande maioria dos trabalhadores empobreçe, ganha menos e trabalha mais. Para onde vai esse dinheiro? 


Então Bernardino Soares dá alguns exemplos: 


Aponta que na "ajuda" a Portugal está incluido "12 mil milhões disponíveis para a recapitalização da banca – corresponderão mais de 35 mil milhões de euros de juros e comissões".


Mostra que os prejuizos apresentados são "manigâncias... para não pagar centenas de milhões de euros de impostos durante vários anos. Foi também por isso que o Governo aumentou no Orçamento para 2012 o prazo para reportar esses prejuízos no plano fiscal de 4 para 5 anos". 


Também o escandaloso negócio dos fundos de pensões da Banca "significa um encargo adicional para a Segurança Social" o que calcula "dará um benefício à Banca privada entre 6 a 8 mil milhões de euros".


O BPN, "beneficiou de garantias do Estado que ascendem já a 4 mil milhões de euros", "perspectivando-se para breve uma injecção directa de capital de 600 milhões (lembre-se que foi vendido ao BIC por 40 milhões de euros!)"


"No caso do BPP, o Estado prestou garantias no valor de cerca de 457 milhões de euros... que foram executadas quase na totalidade (cerca de 451 milhões)".


A despesa fiscal com o off-shore da Madeira é em 2012 de 1200 milhões de euros; 






Bernardino Soares aponta ainda os benefícios e redução de impostos aos grandes grupos, enquanto que, para o povo os impostos são aumentados. O PCP fez propostas realistas que permitiriam que os "sacrifícios" fossem melhor distribuidos:


"A rejeição da taxa de 0,2% sobre transacções financeiras, proposta pelo PCP, deita fora 200 milhões de euros por ano"; 


"A rejeição da taxa de 25% proposta sobre transferências para paraísos fiscais despreza uma receita de 4 mil milhões de euros anuais"; 


"Muitas centenas de milhões de euros seriam cobrados se as mais-valias bolsistas das SGPS pagassem imposto"; 


"O agravamento do imposto sobre bens e imóveis de luxo permitiria certamente uma receita importante para o Estado"; 


"A rejeição de uma proposta do PCP para tributar devidamente as SGPS que deslocalizam a sua sede fiscal permite a impunidade de operações como a do Grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce e de outras empresas do PSI-20".


Na área da saúde em 2012 entregaram "320 milhões de euros aos grupos económicos através das parcerias público-privado. Para além disso, continua o regabofe do financiamento dos grandes hospitais privados com fundos públicos", isto é, cerca de 600 milhões de euros".


Muitos outros exemplos poderiam ser citados nos transportes, nas estradas, nos concursos públicos e nas obras que somariam muitos milhares de milhões de euros que saem do trabalho e sacrifícios do povo para os bolsos dos banqueiros, acionistas e administradores dos grandes grupos económicos. A maioria desse dinheiro está bem guardado no estrangeiro e serve para a especulação nos "mercados" onde arrecadam mais outros milhares de milhões com os juros dos empréstimos. 


Concluindo, como escrevi há três dias, eles causam a crise, obtém "ajudas" que empobrecem os estados e depois com o dinheiro que receberam emprestam-no a elevados juros ganhando milhares de milhões aos que lhes "deram" o dinheiro. 


Criam a doença, matam com a cura e pagam-se com a herança!